Lord Byron: Um Ícone Literário e Político do Século XIX

 

George Gordon Byron, 6.º Barão Byron, conhecido como Lord Byron, foi um poeta britânico e uma das figuras mais influentes do romantismo.

George Gordon Byron, conhecido como Lord Byron, foi um renomado poeta e uma das figuras mais destacadas do movimento romântico no Reino Unido. Sua obra e vida pessoal exerceram grande influência na sociedade e na cultura de sua época, marcando o início do século XIX.

Legado Literário e Popularidade

Lord Byron é amplamente reconhecido como um dos maiores poetas da língua inglesa, reverenciado por sua maestria na escrita e por sua capacidade de criar personagens complexos e cativantes. Entre suas obras mais notáveis, destacam-se os poemas narrativos "A Peregrinação de Childe Harold" e "Don Juan", nos quais ele explora temas como o amor, a liberdade e a redenção. Sua poesia exerceu um impacto significativo sobre seus contemporâneos e continua a inspirar leitores de todas as gerações.

Contribuições Além da Poesia

Além de sua produção literária, Lord Byron também desempenhou um papel ativo na política de sua época, defendendo causas como a liberdade e a justiça social. Sua participação na Guerra da Independência da Grécia, onde lutou ao lado dos gregos contra o domínio otomano, é um exemplo de seu engajamento em causas que acreditava.

O Legado de Lord Byron

Lord Byron faleceu em 1824, na Grécia, vítima de febre, deixando um legado duradouro na história e na cultura. Sua obra continua a ser apreciada e estudada em todo o mundo, e sua figura é lembrada como um símbolo de paixão, liberdade e compromisso social. Sua influência pode ser observada em diversas áreas, desde a literatura até a moda, com seu estilo de vestuário e sua personalidade cativante inspirando gerações de artistas e intelectuais.

Reconhecimento Póstumo

Em reconhecimento à sua importância, Lord Byron foi homenageado com a instalação de uma placa comemorativa na Abadia de Westminster, em Londres, um local de grande prestígio e significado histórico. Além disso, sua vida e obra têm sido objeto de inúmeros estudos e adaptações para o cinema e a televisão, perpetuando seu legado e garantindo que sua voz continue a ressoar através dos tempos.

Lord Byron: Um Ícone Atemporal

Lord Byron foi um verdadeiro ícone de sua época, um poeta talentoso e um defensor apaixonado de seus ideais. Sua obra e sua vida continuam a inspirar e influenciar pessoas em todo o mundo, e seu legado permanece vivo como um testemunho de sua importância para a história e para a cultura.

Entenda a operação da PF que envolve emendas de deputado gaúcho a hospital do RS

 EmendaFest investiga suposto desvio de recurso públicos



Deflagrada na manhã desta quinta-feira, a Operação EmendaFest investiga o suposto desvio de recursos de emendas parlamentares destinadas ao Hospital Ana Nery, em Santa Cruz do Sul.

As investigações indicam que o chefe de gabinete de Afonso Motta (PDT), Lino Rogério da Silva, teria acordado o direcionamento de propina com Cliver André Fiegenbaum, empresário, em troca da indicação de emendas para o hospital. O repasse dos valores à Fiegenbaum ocorreria através de uma empresa do lobista.

O valor acordado, segundo a Polícia Federal, seria de 6% sobre a verba enviada ao hospital. De 2023 a 2024, o deputado federal enviou R$ 1 milhão à instituição. O hospital repassou pelo menos R$ 509 mil à companhia ligada a Fiegenbaum.

A PF ainda investiga se a 'comissão' envolve emendas de outros deputados. A operação divulgou um balanço parcial com apreensão de cerca de R$ 250 mil em espécie e dois celulares encontrados no forro de um escritório durante as buscas.

A negociação foi registrada em contrato, que detalhava as condições. Segundo a PF, o documento tinha como objetivo dar aparência legal e facilitar a lavagem das quantias desviadas, por meio da emissão de notas fiscais fraudulentas. A Polícia apontou ainda o envolvimento de funcionários do hospital, que teriam atuado para acobertar e facilitar o esquema.

Os mandatos de busca e apreensão foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, e tramitam na Corte em função do foro privilegiado de Motta. O deputado não foi alvo das diligências requeridas pela PF.

Cliver André Fiegenbaum é diretor administrativo e financeiro da Metroplan (Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional), vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano. Ele foi nomeado em 30 de março de 2023. O STF determinou o afastamento de Fiegenbaum de suas funções e sua exoneração já foi encaminhada.

Leia a nota do hospital Ana Nery

O Hospital Ana Nery, referência em saúde e bem-estar desde sua inauguração em 1955, reafirma seu compromisso com a transparência, a integridade e o pleno cumprimento das normas legais.
Na manhã desta quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025, a instituição tomou conhecimento, com surpresa, da operação EmendaFest. Desde então, tem prestado total colaboração às autoridades, fornecendo prontamente todos os documentos solicitados e colocando-se à disposição para contribuir com o esclarecimento dos fatos. O Hospital Ana Nery reitera seu compromisso com a ética e a legalidade e seguirá colaborando com as investigações para que sejam conduzidas com a máxima celeridade e transparência.

Leia a nota da Metroplan

Conforme a Metroplan, foi cumprido o afastamento e, visando dar imparcialidade às investigações, foi encaminhada a sua exoneração. É importante destacar que a investigação não tem qualquer relação com a sua atuação na Metroplan.

Correio do Povo

Como fica o inquérito sobre envenenamentos em Torres após morte de suspeita

 Processo da morte de três pessoas continua e relatório pode ser apresentado a partir desta sexta

Mesmo com a morte de Deise Moura dos Anjos, conforme a Polícia Civil, o inquérito sobre a morte de três pessoas que comeram o bolo envenenado em Torres, no Litoral Norte, tem continuidade. Deise também era suspeita de três tentativas de homicídio e da morte do sogro, ocorrida meses antes. O inquérito, segundo a Polícia Civil, já estava terminando e o relatório final encontra-se em fase de elaboração. Ambos indiciam Deise como a autora por quatro homicídios e quatro tentativas de homicídio. É provável que o documento seja remetido ao Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), nesta sexta-feira.

O Ministério Público explicou como é o trâmite neste caso. Ao receber o inquérito, o MPRS deverá analisar o conteúdo, após existem três alternativas: se manifestar a favor de que o processo seja arquivado, pedindo a extinção da punibilidade, denunciar a investigada ou pedir mais diligências. A manifestação do Ministério Público é encaminhada ao Judiciário que pode aceitar ou não a manifestação. Em coletiva de imprensa, a família de Deise e seus advogados disseram que ainda não foi avaliado o pedido de indenização.

Deise foi encontrada morta, enforcada com uma camisete, na manhã de ontem, na cela em que cumpria prisão preventiva, na Penitenciária Feminina de Guaíba. Ela estava na solitária. Uma policial penal a encontrou e tentou reanimá-la. em seguida foi acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constatou o óbito por asfixia mecânica. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) e a Polícia Civil também foram acionados.


Correio do Povo

Confira a tabela completa da Série A do Campeonato Brasileiro 2025

 Correio do Povo traz todas as partidas das 38 rodadas da Série A, que começa em 29 de março

Troféu Brasileirão será entregue ao vencedor no dia 21 de dezembro | Foto: Joilson Marconne / CBF


A CBF divulgou na quarta-feira a tabela completa da Série A do Campeonato Brasileiro. Enquanto o Grêmio recebe o Atlético-MG na primeira rodada, o Inter vai ao Rio de Janeiro enfrentar o Flamengo. Já o Juventude começa a caminha em casa, diante do Vitória.

Os dois Gre-Nais também já são conhecidos. O primeiro será pela primeira rodada, na Arena, na 5ª rodada, enquanto o jogo do segundo turno será na 24ª rodada, no Beira-Rio.

Confira abaixo, a tabela completa das 38 rodadas do Campeonato Brasileiro 2025.

Tabela Série A | Foto: Arte de Leandro Maciel


Correio do Povo

Mohamed Siad Barre: A História do Ditador da Somália

 

Muhammad Siad Barre foi o ditador militar e Presidente da República Democrática da Somália entre 1969 e 1991. Durante seu governo, denominou a si próprio como Jaalle Siyaad.

Mohamed Siad Barre foi um dos líderes mais marcantes da história da Somália, governando o país com mão de ferro por mais de duas décadas. Seu regime (1969-1991) foi caracterizado por um governo socialista, alinhado alternadamente com a União Soviética e os Estados Unidos, seguido por um colapso brutal que mergulhou a Somália no caos e na guerra civil.


1. Primeiros Anos e Ascensão ao Poder

Origens e Formação

Mohamed Siad Barre nasceu em 1919 na região de Ogaden, então sob controle da Etiópia, mas cresceu no que hoje é a Somália. Pouco se sabe sobre sua infância, mas ele foi um dos poucos somalis a receber educação formal durante a colonização italiana.

Nos anos 1940, Barre ingressou na Polícia Colonial Italiana da Somália, onde se destacou como um dos poucos somalis a alcançar posições de comando. Após a independência da Somália em 1960, ele rapidamente ascendeu no exército, tornando-se comandante em chefe das Forças Armadas.

Golpe de Estado de 1969

Em 1969, após o assassinato do presidente Abdirashid Ali Sharmarke, o governo civil somali entrou em crise. Aproveitando-se do momento, Siad Barre liderou um golpe militar sem derramamento de sangue, estabelecendo um governo revolucionário baseado no socialismo científico e no nacionalismo somali.


2. O Regime Socialista e Alinhamento com a União Soviética (1969-1977)

Após assumir o poder, Barre estabeleceu o Supremo Conselho Revolucionário, dissolvendo o parlamento e a constituição. Seu governo adotou uma ideologia de inspiração marxista-leninista, com forte repressão política e um culto à personalidade em torno de Siad Barre, que se autoproclamava o "Pai da Revolução".

Principais Reformas

  • Coletivização da Economia: Nacionalizou bancos, indústrias e terras.
  • Campanhas de Alfabetização: Implementou programas de educação, tornando o somali uma língua escrita pela primeira vez.
  • Repressão Política: Criou um aparato de segurança brutal, incluindo a infame Nacional Segurança Service (NSS), responsável por tortura e execuções de opositores.

Guerra de Ogaden (1977-1978)

Um dos maiores erros de seu governo foi a invasão da região de Ogaden, na Etiópia, em 1977. Barre queria anexar a área, que era habitada por somalis étnicos. Inicialmente, a Somália teve sucesso, mas a Etiópia recebeu apoio militar da União Soviética e de Cuba, resultando em uma derrota somali.

Essa guerra marcou o fim da aliança da Somália com os soviéticos, levando Barre a se aproximar dos Estados Unidos.


3. Alinhamento com os EUA e o Declínio do Regime (1978-1991)

Após a Guerra de Ogaden, Barre rompeu com a União Soviética e se aliou aos Estados Unidos, que passaram a fornecer ajuda militar e financeira em troca de bases estratégicas no Chifre da África.

No entanto, seu governo começou a desmoronar devido a vários fatores:

  • Corrupção e Nepotismo: Ele favoreceu membros de seu próprio clã, alienando outras etnias.
  • Guerras Civis e Rebeliões: A oposição cresceu, com grupos como a Frente Democrática de Salvação Somali (SSDF) e o Congresso Unido Somali (USC) iniciando levantes.
  • Fome e Pobreza: O país mergulhou em uma grave crise econômica.

Em 1988, Barre lançou uma campanha genocida contra o povo Isaaq no norte do país, bombardeando cidades inteiras, incluindo Hargeisa. Estima-se que entre 50.000 e 200.000 pessoas foram mortas.


4. A Queda e o Exílio (1991-1995)

Em janeiro de 1991, forças rebeldes tomaram a capital Mogadíscio, forçando Siad Barre a fugir. Ele tentou retornar ao poder, mas fracassou.

Exilou-se na Nigéria, onde morreu em 1995, aos 75 anos. Seu legado é amplamente negativo, pois sua queda deixou a Somália sem governo central, iniciando uma guerra civil que dura até hoje.


Conclusão

Siad Barre governou a Somália com punho de ferro, promovendo um regime inicialmente modernizador, mas que se tornou brutal e corrupto. Sua queda resultou no colapso total do Estado somali, um problema que ainda persiste.

Lula critica empresários e privilégios de juízes e diz que quem está na Presidência é o povo

 Presidente reclamou de empresários que dizem que não conseguem contratar pessoas por causa do Bolsa Família e disse que "juiz ladrão" tem como "castigo" a aposentadoria com salário integral

"Quem está na presidência da República não é o Lula, são vocês, porque tudo o que faço, a minha escola, universidade e instituto federal eu aprendi com vocês", declarou | Foto: Ricardo Stuckert / PR / CP


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou empresários e os privilégios de juízes e outras carreiras do serviço público em discurso durante evento no Amapá nesta quinta-feira, 13. Falando para uma plateia ao lado de vários políticos locais e ministros de Estado, Lula reclamou de empresários que dizem que não conseguem contratar pessoas por causa do Bolsa Família e disse que "juiz ladrão" tem como "castigo" a aposentadoria com salário integral.

"Tem empresário que fala para mim que está com mil vagas, mas o pessoal não quer trabalhar por causa do Bolsa Família. Não, eles não querem trabalhar porque o salário que você paga é pouco, paga um pouco mais para ver se ele não vai trabalhar. É simples assim. Porque eles acham que a gente não quer trabalhar porque a gente recebe o Bolsa Família, o Seguro Defeso, o seguro desemprego", afirmou o presidente, sempre usando os verbos na primeira pessoa do plural para se referir ao povo - uma forma de ele próprio se incluir entre a população.

"Eu não sou eu. Eu sou vocês. Quem está na presidência da República não é o Lula, são vocês, porque tudo o que faço, a minha escola, universidade e instituto federal eu aprendi com vocês", declarou.

Lula reconheceu que há fraudes e pessoas que tentam usar dos benefícios sociais de forma indevida. Foi aí que citou os privilégios de várias áreas do serviço público.

"É lógico que tem gente que se puder engana a gente, que se puder quer receber os dois ou os três. Mas não é o pobre. Vai ver na Câmara e nos governadores. Quantos têm três ou quatro aposentadorias? E não é de 2 mil reais, é de 20 mil ou 30 mil. Quando vemos denúncias de um juiz ladrão, qual é o castigo que dão? Aposentadoria com salário integral. 35 mil ou 40 mil. A gente quando faz uma bobagem é mandado embora sem direito.", afirmou o presidente.

Lula disse que "o povo quando tem mil reais, não vai depositar no banco não, vai comprar comida, roupa, cuidar da escola, comprar material escolar. Ele não vai depositar em dólar, ele vai comer". O presidente atribuiu o crescimento do PIB aos trabalhadores, e não aos patrões.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Europa reage a Trump e exige inclusão da Ucrânia em negociações de paz

 A ausência de Zelenski nas negociações e as demandas de Putin preocupam os europeus



Os governos de Alemanha, Reino Unido e França, as principais potências europeias, rechaçaram nesta quinta, 13, as negociações apenas entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, para pôr um fim à guerra na Ucrânia. Eles exigem a participação de Bruxelas e Kiev

Ontem, o presidente americano parece ter mudado de ideia. Questionado por repórteres, na Casa Branca, se os ucranianos teriam lugar na mesa de negociações, ele disse que sim. "Eles são parte disso. Teríamos Ucrânia, Rússia e outras pessoas envolvidas também", afirmou.

No entanto, no dia anterior, Trump e Putin conversaram por telefone e concordaram em se reunir para negociar um acordo que, provavelmente, deve incluir uma partilha da Ucrânia. A reunião, que deve ocorrer na Arábia Saudita, segundo a Casa Branca, não teria a presença do presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, nem dos europeus.

Putin disse a Trump que qualquer acordo deveria solucionar "as causas do conflito" - uma referência à expansão da Otan no Leste da Europa. Mas, de acordo com os europeus, qualquer discussão que envolva a segurança regional tem necessariamente que contar com a opinião da Europa.

Defesa

O premiê britânico, Keir Starmer, afirmou que "não faz sentido uma negociação sobre a Ucrânia sem a presença da Ucrânia". O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a Europa precisa "acordar e se defender sozinha". E o chanceler alemão, Olaf Scholz, criticou "uma paz ditada" pelos EUA e pela Rússia.

A ausência de Zelenski nas negociações e as demandas de Putin preocupam os europeus. Em reunião ontem dos ministros de Defesa da Otan, em Bruxelas, o alemão Boris Pistorius afirmou que os EUA não deveriam ter feito concessões à Rússia antes das negociações, afastando a possibilidade de adesão da Ucrânia à Otan e aceitando que o país abra mão de parte de seu território.

O ministro da Defesa da França, Sébastien Lecornu, foi irônico ao comentar o telefonema entre Trump e Putin. "Parece uma tentativa de chegar à paz pela fraqueza, em vez da força", disse, em referência ao slogan "paz pela força", usado por Ronald Reagan para negociar com a União Soviética, nos anos 80, frequentemente adotado por Trump.

A União Europeia também expressou descontentamento. "Qualquer acordo de paz sobre a Ucrânia negociado sem Kiev e os europeus está fadado ao fracasso", advertiu a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas. "Nenhum acordo pelas nossas costas funcionará, qualquer acordo precisará da participação da Ucrânia e da Europa."

Em entrevista à CNN, na quarta-feira, John Bolton, ex-conselheiro de Segurança Nacional de Trump, afirmou que o presidente americano havia "se rendido a Putin". "Se você estiver entrando em uma negociação, nunca anuncie o que é aceitável ou não antes de ela começar", disse. "Trump se rendeu a Putin."

O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, que na quarta-feira disse que Trump vetou a adesão da Ucrânia à Otan como parte de um plano de paz, disse ontem, em Bruxelas, que o telefonema com Putin "não foi uma traição".

Na quarta-feira, Zelenski tentou parecer otimista, dizendo que havia conversado com Trump e acreditava "que a força dos EUA seria suficiente para pressionar a Rússia e Putin. Ontem, porém, ele alertou os líderes mundiais que Putin não era confiável.

Territórios

A questão de onde as fronteiras da Ucrânia com a Rússia devem ser traçadas em qualquer negociação de paz entrou em foco nesta semana, depois que Hegseth disse que era "irrealista" para Kiev recuperar todo o território perdido desde 2014.

Kiev há muito tempo afirma que seu objetivo é restaurar as fronteiras de 2014, de antes da anexação da Crimeia. Desde 2022, quando a guerra começou, os russos conseguiram dominar parcialmente quatro regiões do leste da Ucrânia, tomando Donetsk, Luhansk, Zaporizhzia e Kherson. No total, Putin detém cerca de 20% do território ucraniano.

O temor dos europeus é de que Trump possa ceder ainda mais, como concordar em deter ou reverter a expansão da Otan, o que colocaria em risco estratégico países como Polônia, Romênia e as repúblicas do Báltico.

Apoio

Ontem, Trump repetiu que estava convencido de que Putin "quer a paz". Ele também pediu o retorno da Rússia ao G-7, grupo de países mais ricos do mundo, dizendo que a expulsão foi um erro. A Rússia foi suspensa em 2014, após a anexação da Crimeia, e anunciou sua retirada permanente em 2017.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Brasil divulga prioridades de sua presidência à frente do Brics

 Produção de medicamentos e vacinas deve ser prioritária



O governo brasileiro divulgou nesta quinta-feira (13) um documento que sintetiza as prioridades de sua presidência à frente dos Brics. Ele foi disponibilizado no site recém-lançado que reúne o calendário de atividades previstas para 2025 e informações sobre o bloco, que é composto por países emergentes e voltado para o desenvolvimento socioeconômico sustentável.

São elencadas duas prioridades - cooperação do Sul Global e parcerias para o desenvolvimento social - que se desdobram em seis áreas centrais: cooperação em saúde global, comércio e finanças, mudança do clima, governança de inteligência artificial, reforma da arquitetura multilateral de paz e segurança e desenvolvimento institucional.

Uma das discussões que deve ganhar centralidade envolve propostas de mudanças na estrutura da Organização das Nações Unidas (ONU), pauta que o Brasil vem defendendo em diferentes fóruns internacionais.

Na área de cooperação em saúde global é mencionada a necessidade de incremento nos investimentos na área de pesquisa e de produção de medicamentos e vacinas.

Entre os temas relacionados com as finanças, destacam-se a reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) e a agenda de financiamento climático. O documento lembra que o Brasil também sedia em 2025 a 30ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas (COP-30).

Integridade e uso ético

Há ainda menções ao debate sobre proteção de dados pessoais e garantia da integridade das informações para o uso ético, seguro, confiável e responsável das tecnologias de inteligência artificial.

A sigla Brics é uma junção da primeira letra de cada um dos cinco primeiros membros: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Nos últimos dois anos, no entanto, o bloco vem se expandindo e foram incorporados seis novos membros: Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Além disso, foram admitidos como países parceiros Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão.

A presidência é exercida de forma rotativa. A cada ano, o país que lidera o bloco organiza a Cúpula de Chefes de Estado. Em 2025, o encontro deve ocorrer no Rio de Janeiro. No atual formato, ele é precedido de um extenso calendário de eventos mobilizando diferentes áreas dos governos dos blocos.

A primeira Cúpula de Chefes de Estado ocorreu em 2009 na cidade de Ecaterimburgo, na Rússia. Desde então, o encontro ocorre anualmente sempre em um país diferente da edição anterior.

Cooperação

O Brasil foi sede em três ocasiões: 2010 e 2019 em Brasília e 2014 em Fortaleza. O calendário de 2025 está sendo organizado em torno do lema Fortalecendo a Cooperação do Sul Global para uma Governança mais Inclusiva e Sustentável.

O documento que elenca as prioridades do governo brasileiro classifica o Brics como espaço voltado para a construção coletiva para se encontrar soluções diante dos desafios colocados no mundo e dos conflitos.

São registradas preocupações com o aprofundamento das tensões geopolíticas e com a fragilidade da ordem multilateral internacional vigente. "O recurso insensato ao unilateralismo e a ascensão do extremismo em várias partes do mundo ameaçam a estabilidade global e aprofundam as desigualdades que penalizam as populações mais vulneráveis em diferentes partes do planeta", informa o texto.

Agência Brasil e Correio do Povo

Mega-Sena/Concurso 2828 (13/02/25)

 



Fonte: https://www.google.com/search?q=mega+sena&rlz=1C1SQJL_pt-BRBR990BR990&oq=meg&aqs=chrome.0.69i59j69i57j35i39i512i650j46i131i199i433i465i512j69i60l4.2465j0j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8

Brasil terá safra recorde de grãos, estima a Companhia Nacional de Abastecimento

 

Os dados apontam para aumento na produção total de milho  Foto: Reprodução

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção da safra de grãos brasileira 2024/25 será a maior já produzida no País, ficando em 325,7 milhões de toneladas de grãos. O volume representa o crescimento de 9,4% acima da safra anterior. Os dados estão no 5º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela companhia nesta quinta-feira (13).

O desempenho é decorrente, principalmente, do aumento de 2,1% na área cultivada, estimada em 81,6 milhões de hectares, e da recuperação de 7,1% na produtividade média das lavouras, que deve chegar a 3.990 quilos por hectare.

Os dados apontam para aumento na produção total de milho, com expectativa de produção de 122 milhões de toneladas, alta de 5,5% sobre a colheita no ciclo anterior. A colheita da primeira safra do cereal já atinge 13,3% da área plantada.

“Nesta temporada, houve uma redução de 6,6% na área semeada para o milho 1ª safra. Mas a queda foi compensada pelo ganho da produtividade média, 9,9% maior do que na safra anterior. Com isso, a projeção é que sejam colhidas 23,6 milhões de toneladas apenas neste primeiro ciclo”, disse a Conab.

Em relação à segunda safra do milho, a Conab informou que a semeadura foi feita em 18,8% da área e que as condições climáticas são favoráveis. Em razão disso, a projeção é de crescimento de 2,4% para a área de plantio, com expectativa de uma produção de 96 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 6,4%.

A soja já está com 14,8% da área colhida. A expectativa é que a produção da oleaginosa chegue a 166 milhões de toneladas, ou seja, 18,3 milhões de toneladas acima do total produzido na safra anterior.

“O resultado reflete aumento na área destinada à cultura, combinada com a recuperação da produtividade média nas lavouras do País. As condições climáticas foram favoráveis, principalmente no Paraná, em Santa Catarina e na maioria dos estados do Centro-Oeste. As exceções ficam para Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, que registraram restrição hídrica a partir de meados de dezembro”, informou a Conab.

A área destinada ao plantio de arroz deve atingir 1,7 milhão de hectares, volume 6,4% superior à área cultivada na safra anterior. Com a semeadura praticamente concluída, a Conab alerta que as altas temperaturas e a redução hídrica dos reservatórios em algumas regiões do Rio Grande do Sul, maior produtor do país, causam preocupações aos produtores, embora não indiquem redução da produtividade média.

A Conab estima que a produção chegue a 11,8 milhões de toneladas, alta de 11,4% quando comparada à colheita da safra passada.

Segundo o boletim divulgado pela Conab, é esperado um aumento na safra do feijão, com as três safras da leguminosa chegando a 3,3 milhões de toneladas. A primeira safra do produto já estava com 47% da área colhida em 10 de fevereiro. Houve aumento de produtividade, com a produção estimada em 1,1 milhão de toneladas.

Para a segunda safra de feijão, o plantio está em fase inicial e a expectativa é que a colheita chegue a 1,46 milhão de toneladas. Para a terceira safra, a projeção é que sejam colhidas 778,9 mil toneladas.

No caso do algodão, a área de plantio foi estimada em 2 milhões de hectares, com expectativa de crescimento de 4,8%.

“A semeadura da fibra já passa de 87% da área prevista e a perspectiva aponta para uma produção de pluma em 3,8 milhões de toneladas, um novo recorde para a cultura caso o resultado se confirme”, disse a companhia.

Já para as culturas de inverno, as primeiras estimativas, resultantes de modelos estatísticos, análise de mercado, previsões climáticas e informações preliminares, indicam a produção de trigo, principal produto cultivado, em 9,1 milhões de toneladas. O início do plantio no Paraná tem início a partir de meados de abril e no Rio Grande do Sul, em maio. Os Estados representam 80% da produção tritícola do País. As informações são do portal de notícias Agência Brasil.

O Sul