FGV: quase 60% das famílias de baixa renda começaram o ano inadimplentes

 Entre os principais motivos apontados para o atraso no pagamento de dívidas, estão a inflação e a dificuldade em aumentar a renda  

Rio - Quase 60% das famílias de baixa renda começaram 2022 inadimplentes, de acordo com um quesito especial da Sondagem do Consumidor apurada pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Entre os principais motivos apontados para o atraso no pagamento de dívidas, estão a inflação e a dificuldade em aumentar a renda.

Se considerado todo o universo da pesquisa, 32% dos entrevistados afirmaram que havia pelo menos uma pessoa de sua residência com dívidas em atraso. A inflação foi o principal motivo apontado pelos consumidores como justificativa para o atraso no pagamento de contas (mencionado por 30,1%), seguida pela dificuldade em aumentar a renda (25,6%) e dificuldade em conseguir emprego (16,5%).  



A Sondagem do Consumidor separa os consumidores em quatro faixas de renda familiar. No grupo mais pobre, que recebe até R$ 2.100,00 mensais, 57,7% tinham alguém na família com dívidas em atraso. Na faixa com renda familiar entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00 mensais, 38,5% declararam morar com alguém inadimplente.

No grupo que recebe de R$ 4.800,01 a R$ 9.600,00 mensais, 23,8% dos lares tinham alguém com dívida em atraso. Já na faixa mais rica, que recebe acima de R$ 9.600,00 mensais, apenas 10,2% das famílias tinham algum nível de inadimplência.

Segundo a FGV, o quesito especial foi incluído na pesquisa de janeiro, quando foram coletadas informações de 1.465 domicílios, entre os dias 01 e 22 daquele mês.  

Como se livrar das dívidas  

Educadora financeira e idealizadora do Instituto Soaper, Aline Soaper avalia que o principal caminho para sair do endividamento, em um momento de inflação alta, é gerar uma nova fonte de renda. "A gente sabe que, mesmo que essa pessoa comece a economizar, ela não tem renda suficiente para sua necessidade básica. Por isso, é importante que as pessoas estejam atentas à capacitação profissional, em busca de aumentar a renda e conseguir promoções no trabalho ou até mesmo empreender, para conseguir dar conta dos compromissos financeiros", indica.  

Marlon Glaciano, especialista em finanças e planejador financeiro, orientou que, para se livrar da inadimplência, é importante entender o cenário financeiro atual, detalhando todos os compromissos financeiros. Depois disso, o consumidor deve compreender o que de fato deve ser obrigatório, "cortando os supérfluos nesse primeiro momento", explica, acrescentando que "se estiver superendividado, busque o credor para negociar um acordo".  

Os especialistas recomendam fazer um planejamento financeiro para que o consumidor tenha um controle sobre os seus gastos. Segundo a idealizadora do Instituto Soaper, o planejamento financeiro para uma família de baixa renda é sempre mais apertado e deve incluir todos os membros da casa. "Se há três pessoas na família que trabalham, esse plano deve ser feito em conjunto, para que não pese para nenhuma das pessoas", afirma Aline.  

Além disso, de acordo com ela, é importante que a família se reúna, com o objetivo de aumentar essa renda, para que eles tenham uma qualidade de vida melhor. "É indicado também evitar os excessos, mesmo diante da facilidade de crédito, mantendo o autocontrole e seguindo o planejamento que foi feito, para que todos consigam caminhar juntos, buscando aumentar a renda e ter uma renda mais confortável", finaliza Aline.  

Fonte: O Dia Online - 08/03/2022 e SOS Consumidor

Gestora alerta: inflação vem aí e juros devem subir ainda mais

 Guerra entre Rússia e Ucrânia traz forte volatilidade para os mercados e Banco Central deve alongar o processo de aperto monetário

Depois de uma crise pesada no setor imobiliário americano, veio uma crise nos países periféricos da União Europeia. Em sequência, o Brasil abraçou a maior recessão de sua história e, quando acreditamos que não pode piorar, uma pandemia global vem, bagunça a economia, mata mais de 600 mil brasileiros e deixa tudo complicado. Quando vemos a luz no final do túnel, vem uma guerra entre Rússia e Ucrânia, com fortes implicações no mercado mundial, principalmente entre as commodities.

De crise em crise, a economia global tem operado com juros baixos e estímulos fiscais fortíssimos por muito tempo. A guerra agora traz para o mundo uma velha conhecida brasileira: a inflação. “A invasão da Ucrânia e a reação dos países ocidentais provocaram importante choque no mundo”, alerta a Occam Capital em carta dos gestores enviada ao mercado.

“Por um lado, a intensidade e união dos países com relação às sanções sugerem que a economia russa deverá sofrer dramática queda, o que poderá reverberar na economia mundial, sobretudo europeia. Por outro, setores produtores de commodities estão tendo sua produção e circulação restringidas, levando à forte elevação dos seus preços em geral. Dessa forma, cresce a possibilidade de um quadro de estagflação”, completa a gestora. Esse quadro, afirma a gestora, torna difícil a condução da política monetária e a guerra faz com que os países revejam seus gastos: maiores investimentos em defesa, energia e autossuficiência. Se a crise não for solucionada, não há como retomar o crescimento da economia mundial. 

Por aqui, o efeito também é drástico: devem faltar fertilizantes no mercado – afinal, a Rússia é uma das maiores produtoras e o Brasil vem vendendo sua capacidade de produzir -, o que diminui a produtividade do setor agrícola, prejudica o crescimento da economia brasileira e traz risco para a oferta global de alimentos e energia, que é mais um risco para a inflação. 

“Este novo risco se soma à continuidade de uma inflação disseminada e resiliente, ao início de novo processo de desancoragem de expectativas, à aproximação do início de ajuste monetário americano, às nossas eleições em outubro e aos sinais negativos sobre a consolidação fiscal de médio prazo”, diz a gestora. Com isso, a convergência para o centro das metas se torna mais difícil e pode fazer o Banco Central alongar o processo de aperto monetário, que estava previsto para acabar em breve, na opinião da gestora.

Fonte: economia.ig - 08/03/2022 e SOS Consumidor

Saques na poupança superam depósitos em R$ 5,3 bi em fevereiro

 Volume de saques é o segundo maior registrado para o mês, ficando atrás apenas de 2020

A aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros registrou retirada pelo segundo mês seguido. Em fevereiro, os brasileiros sacaram R$ 5,35 bilhões a mais do que depositaram na caderneta de poupança, informou nesta segunda-feira (7) o Banco Central (BC).

Essa foi a segunda maior retirada líquida (saques menos depósitos) registrada para meses de fevereiro. O recorde anterior para o mês tinha sido registrado no ano passado, quando os saques tinham superado os depósitos em R$ 5,86 bilhões.

 

Com o novo resultado, a poupança acumula retirada líquida de R$ 25,02 bilhões nos dois primeiros meses do ano. Essa é a maior retirada acumulada para o período desde o início da série histórica, em 1995. O resultado foi impulsionado pelo elevado volume de saques em fevereiro, quando a aplicação registrou retirada líquida de R$ 19,66 bilhões.

Tradicionalmente, os primeiros meses do ano são marcados pelo forte volume de saques na poupança. O pagamento de impostos e despesas como material escolar e parcelamentos das compras de Natal impactam as contas dos brasileiros no início de cada ano.

No ano passado, a poupança tinha registrado retirada líquida de R$ 35,5 bilhões. A aplicação foi pressionada pelo fim do auxílio emergencial, pelos rendimentos baixos e pelo endividamento maior dos brasileiros. A retirada líquida – diferença entre saques e depósitos – só não foi maior que a registrada em 2015 (R$ 53,57 bilhões) e em 2016 (R$ 40,7 bilhões). Naqueles anos, a forte crise econômica levou os brasileiros a sacarem recursos da aplicação.

Rendimento

Até recentemente, a poupança rendia 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia). Desde dezembro do ano passado, a aplicação passou a render o equivalente à taxa referencial (TR) mais 6,17% ao ano, porque a Selic voltou a ficar acima de 8,5% ao ano. Atualmente, os juros básicos estão em 10,75% ao ano.

O aumento dos juros, no entanto, foi insuficiente para fazer a poupança render mais que a inflação. Nos 12 meses terminados em fevereiro, a aplicação rendeu 3,84%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15), que funciona como prévia da inflação oficial, atingiu 10,76%. O IPCA cheio de janeiro será divulgado na próxima sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Caso a inflação caia nos próximos meses, a caderneta pode voltar a ter rendimento positivo. Para este ano, o Boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central,  prevê inflação oficial de 5,65% pelo IPCA. Com a atual fórmula, a poupança renderia cerca de 7%, caso a Selic permanecesse em 10,75% durante todo o ano. O rendimento pode ser um pouco maior se o Banco Central continuar a aumentar a taxa Selic nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária.

Fonte: economia.ig - 08/03/2022 e SOS Consumidor

Luiz Philippe de Orléans e Bragança- História virtual

 


Luiz Philippe de Orleans e Bragança GOMN (Rio de Janeiro3 de abril de 1969) é um políticoativista e empresário brasileiro. É descendente dos imperadores do Brasil Pedro I e Pedro II, e, portanto, da família imperial brasileira,[2] e pretendente ao título de Príncipe de Orléans e Bragança.[3][4]

Em 2019 assumiu o cargo de deputado federal pelo estado de São Paulo, após ser eleito nas eleições gerais de 2018 pelo Partido Social Liberal, com 118 457 votos.[5][6] É um dos líderes e cofundador do movimento Acorda Brasil, que foi favorável ao impeachment de Dilma Rousseff,[2] além de sobrinho de Luís Gastão de Orléans e Bragança, reivindicador da Chefia da Casa Imperial do Brasil.[7] É autor dos livros Por que o Brasil é um país atrasado? – o que fazer para entrarmos de vez no século XXI, publicado em 2017, e Antes que apaguem: sem desculpas, sem isenção, sem censura... por enquanto, publicado em 2021.[8][9]

É o único descendente da família imperial brasileira a ocupar um cargo político de relevância desde a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889.


Biografia


Nascido na cidade do Rio de Janeiro[10][11] em 3 de abril de 1969, é filho de Eudes Maria Rainier Pedro João, pretendente ao título de Príncipe de Orléans e Bragança (Mandelieu, 26 de junho de 1930) e sua primeira esposa, Ana Maria Bárbara de Moraes Barros (São Paulo, 28 de novembro de 1948). Seu pai, descendente da família imperial brasileira, renunciou aos seus eventuais direitos dinásticos, por si e por seus descendentes, ao contrair um casamento morganático em 1966 (divorciado em 1976). Sua mãe é filha de Luiz de Moraes Barros (São Paulo, 1910–2003), sobrinho-neto de Prudente José de Moraes Barros, terceiro presidente da República do Brasil, e de sua mulher, Maria do Carmo Cerqueira César. É neto paterno de Pedro Henrique de Orléans e Bragança (1909–1981), bisneto do príncipe Luís de Orléans e Bragança (1880–1920) e trineto da princesa Isabel do Brasil, e, portanto, tetraneto do imperador Pedro II do Brasil e pentaneto de seu pai, Pedro I do Brasil. É também trineto de Gastão de Orléans, Conde d'Eu, que era, por sua vez, neto do rei Louis Philippe I de França. Em 30 de agosto de 2008 casou com Fernanda Hara Miguita (1978), de ascendência japonesa, com a qual tem um filho, Maximiliano (14 de junho de 2012).[8]

Formação acadêmica


Luiz Philippe cursou administração de empresas na Fundação Armando Álvares Penteado, concluiu em 1993 um mestrado em ciências políticas na Universidade Stanford nos Estados Unidos e, em seguida, em 1997 especializou-se em administração de empresas, com um MBA, no Institut européen d'administration des affaires, na França.[8][12]

Carreira profissional


Luiz Philippe iniciou sua trajetória profissional nos Estados Unidos, onde trabalhou em empresas do mercado financeiro. Fez parte do planejamento financeiro da Saint-Gobain, multinacional francesa, entre 1993 e 1996. Em seguida, trabalhou por três anos no banco de investimentos JPMorgan em Londres e no banco de investimento do Lázard Freres, em Nova Iorque.[12] A partir dos anos 2000, retornou ao Brasil como diretor de desenvolvimento de negócios da America Online (AOL) na América Latina. Em 2005 tornou-se empreendedor, ao fundar a empresa IKAT do Brasil, que atua no ramo de distribuição de moto-peças. Em 2012 Luiz Philippe fundou a ZAP Tech, uma incubadora de meios de pagamento para plataformas móveis.[13]

Atividade política


Fundou em 2014 o movimento Acorda Brasil.[12] Em 2015, durante o início do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, apresentou um projeto de reforma política à Câmara dos Deputados, em Brasília. Participou do desenvolvimento e intermediação junto ao Senado Federal, em 2016, de um Projeto de Emenda Constitucional que permita o voto de não confiança de um presidente.[14] Luiz Philippe também participa do Canal Terça Livre, com o programa Caia na Real, e viaja o Brasil com a palestra Redefinindo o Brasil.[15]

No dia 1º de setembro de 2016 o grupo Acorda Brasil, liderado por Luiz Philippe, entrou com um mandado de segurança que pediu a suspensão da decisão do presidente do Supremo Tribunal FederalRicardo Lewandowski, de aceitar um destaque proposto pelo Partido dos Trabalhadores e fatiar as votações do impeachment de Dilma. Os impetrantes argumentaram que isso feria a Constituição Federal, e ainda que a Constituição não permitiria interpretação quanto à dissociação da perda do cargo em relação à inabilitação por oito anos para o exercício da função pública.[16][17]

Filiou-se ao Partido Novo, mas trocou-o pelo Partido Social Liberal em 2018, sendo em seguida eleito deputado federal pelo Estado de São Paulo.[18][19] Foi o 33.º mais votado no estado[20] e o primeiro membro da Família imperial brasileira a ocupar um cargo político, desde a Proclamação da República em 1889.[21] Na época, foi considerada sua candidatura à vice-presidência do Brasil na chapa do candidato Jair Bolsonaro, do mesmo partido.[22][23]

Entre suas propostas está a criação de um quarto poder na figura de um chefe de Estado, como no parlamentarismo; inversão da pirâmide dos gastos público do Estado; criação de uma nova constituição nos moldes da Constituição de 1824, que instituía a monarquia como modelo de governo.[24]

Em maio de 2020 o deputado foi alvo, juntamente com outros colegas de partido, de um inquérito instituído pelo Supremo Tribunal Federal contra ameaças em redes sociais a membros da corte.[25] Após classificar o inquérito como absurdo, monocrático e que não se repetiria, o presidente Jair Bolsonaro condecorou Luiz Philippe com a Ordem do Mérito Naval no grau de Grande Oficial.[26][1]

Segundo o levantamento do Aos Fatos de maio de 2020, Luiz Phillipe de Orleans e Bragança e um grupo de sete deputados investigados no inquérito das fake news publicaram em média duas postagens por dia em rede social em um período de três meses, com desinformação ou mencionando o STF de forma crítica.[27]

Livros


  • Por que o Brasil é um país atrasado? – o que fazer para entrarmos de vez no século XXI (2017).[8]

Ver também


Referências

  1. ↑ a b BRASIL, Decreto de 28 de maio de 2020.
  2. ↑ a b «Membro da 'família real' entra com ação contra manutenção de direitos de Dilma»Época Negócios. Globo. Consultado em 12 de abril de 2017 – via Agência Estado
  3.  Jiménez, Carla (15 de novembro de 2019). «O nem príncipe nem vice da política brasileira»EL PAÍS. Consultado em 18 de novembro de 2019
  4.  Felix, Adelia. «'No Brasil, não existe príncipe, rei, nem princesa', afirma historiador»Metro 1. Consultado em 18 de novembro de 2019
  5.  «Alexandre Frota e tataraneto de D. Pedro II são eleitos deputados federais por SP»G1
  6.  «Luiz Philippe O. Bragança 1702»Eleições 2018. Consultado em 8 de outubro de 2018
  7.  Lima, Daniel. «Descendente da 'família real' brasileira é um dos líderes de grupo anti-Dilma»Folha de S. Paulo. Uol. Consultado em 12 de abril de 2017
  8. ↑ a b c d Bragança, Luiz Phillipe de Orleans e (2017). Por que o Brasil é um país atrasado? : o que fazer para entrarmos de vez no século XXI. Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito. ISBN 9788581638645OCLC 1007386481
  9.  de Orléans e Bragança, Luiz Philippe (2021). Antes que apaguem: Sem desculpas, sem isenção, sem censura... por enquanto. Brasil: Maquinaria Editorial. ISBN 978-6588370070
  10.  «História – Luiz Philippe de Orleans e Bragança». Consultado em 24 de outubro de 2020
  11.  «Biografia do Deputado Federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 24 de outubro de 2020
  12. ↑ a b c «Sobre - Luiz Philippe Orleans e Bragança»Luiz Philippe Orleans e Bragança
  13.  «Fundação recebe a visita de membro da família imperial do Brasil». Webfipa. 6 de junho de 2018
  14.  «O aprimoramento da democracia brasileira em debate». Site do Senador Alvaro Dias. Consultado em 14 de junho de 2017
  15.  «Palestra "Redefinindo o Brasil", com Luiz Philippe de Orleans e Bragança»reaconaria.org
  16.  «Membro da 'família real' entra com ação no STF contra manutenção de direitos de Dilma»Estadão. O Estado de São Paulo. 1 de setembro de 2016. Consultado em 12 de abril de 2017
  17.  Ramalho, Renan. «Membro da família real vai ao STF contra decisão que favoreceu Dilma»G1. Globo
  18.  Lima, Luís (18 de setembro de 2018). «As ideias do príncipe»Época. Consultado em 18 de fevereiro de 2021
  19.  «Luiz Philippe O. Bragança 1702 (PSL) Deputado Federal | São Paulo | Eleições 2018». 13 de novembro de 2018. Consultado em 18 de fevereiro de 2021
  20.  «Conheça os 70 deputados federais eleitos por São Paulo»R7.com. 7 de outubro de 2018
  21.  Dirani, Claudio (25 de setembro de 2020). «PERFIL丨Luiz Philippe de Orléans e Bragança: o "Príncipe Restaurador"»Esmeril. Consultado em 24 de outubro de 2020
  22.  «Conheça o Príncipe Luiz Philippe, possível vice de Bolsonaro». MSN. Consultado em 11 de outubro de 2018
  23.  Luiz Philippe de Orleans e Bragança conta por que não foi o vice de Bolsonaro, consultado em 26 de setembro de 2019
  24.  Luís Lima. «As ideias do príncipe»Época. Globo. Consultado em 7 de outubro de 2018
  25.  «Inquérito das fake news investiga seis deputados federais bolsonaristas»O Globo. 27 de maio de 2020. Consultado em 31 de maio de 2020
  26.  «'Ordens absurdas não se cumprem', diz Bolsonaro sobre operação da PF contra fake news»G1. Consultado em 31 de maio de 2020
  27.  «Deputados investigados por 'fake news' publicam dois tweets críticos ao STF por dia em três meses»Aos Fatos. 28 de maio de 2020. Consultado em 19 de fevereiro de 2021Cópia arquivada em 17 de fevereiro de 2021
  28. ↑ a b c d e f g Luiz Philippe de Orleans e Bragança. «Perguntas Frequentes - Luiz Philippe de Orleans e Bragança». Consultado em 23 de Agosto de 2018

Ligações externas



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Deputado príncipe omitiu mais de R$ 7 milhões em ...



Dados de 300 mil clientes do Mercado Livre são vazados

 


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Lapsus é apontado como suspeito dos ataques. Esse é o mesmo grupo que retirou do ar a plataforma ConectSus 

O Mercado Livre informou às autoridades americanas na noite desta segunda-feira, 7, que os dados de 300 mil clientes foram acessados indevidamente. Apesar disso, a empresa afirmou que não encontrou indícios de que seu sistema foi comprometido ou de que informações pessoais dos seus usuários, como senha e saldo, tenham sido obtidas.  

"Ativamos nossos protocolos de segurança e estamos realizando uma análise completa. Embora os dados de aproximadamente 300 mil usuários, dos quase 140 milhões de usuários ativos únicos, tenham sido acessados, até agora - e com base em nossa análise inicial - não encontramos nenhuma evidência de que nossos sistemas de infraestrutura tenham sido comprometidos ou que tenham sido obtidas senhas de usuário, saldos em conta, investimentos, informações financeiras ou de cartão de pagamento", diz a empresa em seu posicionamento.

   

No comunicado às autoridades americanas, o Mercado Livre informou apenas que o seu setor de segurança constatou um acesso indevido ao código fonte da empresa. Com isso, os responsáveis pela invasão do sistema tiveram acesso aos nomes, telefones e emails dos consumidores da companhia.   Segundo a empresa, todas as pessoas que tiveram suas informações vazadas foram notificadas na noite desta segunda-feira, via notificação push no aplicativo. O Mercado Livre é o maior portal de comércio eletrônico da América Latina, com cerca de 140 milhões de usuários. Além de oferecer serviços de varejo, a companhia também é responsável por serviços financeiros, por meio do Mercado Pago.  

Autoria do ataque 

Até o momento, o grupo Lapsus é apontado como o autor dos ataques. Em seu canal no Telegram, a organização fez uma enquete que perguntava se eles deveriam vazar dados do Mercado Livre e do Mercado Pago. No mesmo aplicativo, os hackers afirmam ter dados de 24 mil repositórios de clientes.  

O Lapsus é um dos principais grupos de ameaças cibernéticas em 2022. Até agora, eles já vazaram dados das empresas Samsung, Submarino, Nvidia e Americanas. O grupo também foi o responsável pelo ataque que tirou do ar o ConectSus, plataforma do Ministério da Saúde que reúne dados da covid-19.

Fonte: O Dia Online - 08/03/2022 e SOS Consumidor

Loja deve indenizar consumidor por conduta abusiva e discriminatória

 A Walmart Brasil foi condenada após se recusar, de forma indevida, a atender demanda de consumidor que se enquadrava nos critérios para a concessão de descontos. A 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do DF, ao aumentar o valor da condenação, observou que houve “injusta discriminação do consumidor”. 

Funcionário da empresa, à época, o autor conta que comprou uma caixa de som com desconto oferecido aos sócios do clube de desconto da empresa, do qual fazia parte desde março de 2020. Relata que, após a conclusão da transação, o gerente o obrigou a fazer o estorno sob o argumento de que o desconto era dado apenas aos clientes. A compra foi efetuada em julho de 2020 após o final da jornada de trabalho. O autor afirma que a operação foi cancelada e o produto devolvido. 

A empresa, por sua vez, defendeu que não praticou ato ilícito e que a compra foi cancelada e o valor restituído. Em primeira instância, o juiz destacou que é “desarrazoada a recusa de atendimento ao requerente na qualidade de consumidor”, e condenou a loja ao pagamento de R$ 500,00 a título de danos morais. 

Ao analisar o recurso do autor, que pediu o aumento da indenização, a Turma destacou que as provas mostram que houve conduta abusiva, o que é vedado pelo Código de Defesa do Consumidor. O colegiado lembrou que o consumidor foi obrigado a devolver o produto, “sob a alegação de que o desconto era apenas para clientes, o que caracteriza injusta discriminação do consumidor”.

No caso, de acordo com a Turma, “a recusa da ré, além de abusiva, expôs o autor, que atuava na qualidade de consumidor, a constrangimento que ultrapassa o mero aborrecimento do cotidiano, sobretudo porque o gerente da fornecedora o obrigou a cancelar a compra, mesmo este tendo atendido ao critério exigido para a concessão da oferta promocional, qual seja ser sócio do clube de descontos”. Assim, o colegiado reformou a sentença para majorar para R$ 1.500,00 o valor da condenação a título de danos morais. 

A decisão foi unânime. 

Acesse o PJe2 e saiba mais sobre o processo: 0708698-29.2021.8.07.0007

Fonte: TJDF - Tribunal de Justiça do Distrito Federal - 08/03/2022 e SOS Consumidor

MULHERES! - 09.03.22

 por Percival Puggina


 


 


         Em todo o reino animal o homem não tem afeição igual. Não a encontra no cão que lambe a mão que lhe bate nem no semelhante que logo rebate. Nada supera o sentimento em relação ao homem que vai no coração da mulher. Por isso, o melhor amigo do homem, para mim, é a mulher.


Deus a Criou, naquele que foi o derradeiro e o mais inspirado instante da Criação. O homem, porém, em vez de celebrar a preciosa dádiva, dela se prevaleceu, inventando o machismo, com suas grosseiras interdições, discriminações e preconceitos. Os anos passam, as gerações se sucedem, homens e mulheres envelhecem e morrem, a civilização avança, e os descendentes de Adão continuam, majoritariamente, sem entender de mulher. E desperdiçam, assim, o privilégio que lhes adveio da costela excedente com que ela foi feita.


Compartilho com os leitores reflexões a que me conduz o Dia Internacional da Mulher, a mais preciosa das fêmeas da natureza e a única, aliás, que Deus criou com um olho no que fazia e o outro no homem. E me entristece a forma como, apesar disso, ainda hoje se obrigam as mulheres a chamar atenção para os desvios de relacionamento a que resultam submetidas por aqueles com quem, por destino e mandato se deveriam harmonizar.


A meu juízo, o que mais notabiliza o vínculo que a metade feminina da humanidade mantém com a outra metade é que ele, apesar de tudo, independe de retribuição. Se dependesse, a espécie já teria desaparecido! Há que reconhecer: a mulher está para o homem assim como o homem deveria estar para a mulher e não está.


Não haveria, pois, com que saldar tantos débitos – milenares débitos! –   se os devêssemos resgatar. Em vista disso, amiga, pise como se o tapete fosse vermelho e posto para si. Empine o nariz como se aspirasse o buquê das flores que não lhe demos. Ouça, na voz dos ventos, os galanteios que se perderam em nossos lábios. Não permita que nosso modo rude de ser a faça perder a capacidade de sentir o efeito que sua presença produz. Ainda que tenhamos tanta dificuldade de expressar isso.


 


*       Publicado há 20 anos no Correio do Povo, no Dia da Mulher (8 de março de 2002), com o título “O melhor amigo do homem”.


Pontocritico.com

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- Dimensões com embalagem (LxPxA): 67 x 72 x 103 cm

- Programas de lavagem: 16

- Função Ciclo Rápido: Sim

- Função Esterelização: Não

- Reutilização de Água: Sim

- Seleção por tipo de roupa: Sim

- Trava de segurança: Não

- Molho: Sim

- Diluição anti-mancha: Sim

- Função tira manchas: Sim

- Filtro elimina fiapos: Não

- Função nível de sujeira: Não

- Função agitação delicada: Sim

- Função autolimpeza: Sim

- Função turbo lavagem: Não

- Seleção por cor de roupa: Sim

- Lava edredom: Sim

- Acompanhamento das etapas: Não

- Avança etapas: Não

- Adiar início: Não

- Pausa: Sim

- Número de enxágues: 2

- Enxágue antialergico: Não

- Economia de sabão: Não

- Ciclo para amaciante: Não

- Tipos de centrifugação: Normal e mais secas

- Consumo aproximado de energia 127 V (kWh): 0,37

- Selo Inmetro: Sim

- Porta/tampa: Vidro

- Gabinete: Metálico

- Garantia: 12 meses

Link: https://www.magazinevoce.com.br/magazinelucioborges/maquina-de-lavar-12kg-economica-e-ciclo-edredom-consul-127v/p/aeej569kge/ED/LAVA/

DIA GLOBAL DA MULHER - Gilberto Simões Pires

 A MARCHA DAS MULHERES RUSSAS

Ontem, 8 de março, em meio a intensa cobertura do conflito Rússia x Ucrânia, os veículos de comunicação reservaram generosos espaços de para prestar homenagens às mulheres pela passagem do DIA INTERNACIONAL DA MULHER. Tudo começou, pelo que a história conta, no dia 8 de março de 1917, quando um grupo de mulheres russas resolveu ir às ruas na cidade de Petrogrado (atual São Petersburgo), na Rússia, para protestar contra a -carestia, o desemprego e a deterioração das condições de vida e pedir a imediata retirada do país da Primeira Guerra Mundial-. Anos após, em 1975, a data foi instituída pela ONU -Organização das Nações Unidas - como o -DIA INTERNACIONAL DA MULHER-.


LOGO CELEBRAREMOS O DIA GOBAL DO CORPO COM VAGINA

Pois, de tudo que li e assisti sobre a passagem do DIA INTERNACIONAL DA MULHER, o que mais me chamou a atenção foi o texto escrito pela doutora em filosofia pela UFBa, Bruna Frascola, publicado na Gazeta do Povo de hoje, com o título - LOGO CELEBRAREMOS O DIA GLOBAL DO CORPO COM VAGINA-. Eis: -


HÁ APENAS UM GLOBO

 A data foi criada pela União Soviética, na época em que intelectuais vanguardistas gostavam da palavra “internacional”. Hoje não temos nem intelectuais vanguardistas, já que as ideias da moda são repetidas mundo afora por letrados menores. Por menos que eu goste de Sartre, devo reconhecer que seu nome tinha um peso igual no Brasil e na França. Hoje, temos uma Robin Di Angelo nos Estados Unidos dizendo as mesmas coisas que Djamila Ribeiro no Brasil, sendo que Robin Di Angelo não é conhecida no Brasil e Djamila Ribeiro não é conhecida nos Estados Unidos. Ambas dizem as mesmas coisas, mas não se citam. Sartre usava palavras difíceis e tinha ideias complexas. Hoje, tudo cabe em slogan. No mundo, hoje, tudo é slogan anônimo repetido por figuras menores. Não está mais em voga o pensamento autoral. Não há intelectuais vanguardistas; em vez disso, há figuras menores que repetem slogans. Pois bem: nem entre essas figuras se usa mais a palavra “internacional”. Em vez disso, diz-se “global”. Ora, internacional significa “entre nações”. Nessa mudança, eliminou-se a ideia de nação. Há apenas um globo.


INTERNACIONALISMO É DATADO

Olhando para o “Internacional”, podemos dizer que “Dia Internacional da Mulher” tem um marcador ideológico comunista. Ninguém chamava tudo de “internacional” no começo do século 20; internacionalismo era coisa de comunista. Mas o comunismo está fora de moda. A outra palavra que não se ajusta bem aos novos tempos é “mulher”. Ao comunismo interessava retrabalhar a imagem da mulher; e, se olharmos para a iconografia soviética do 8 de março, veremos sempre mulheres levemente masculinizadas, ora com punhos para cima, ora como trabalhadora fabril. O comunismo abominava a vida rural e tinha como motor de progresso o proletariado urbano. Ora, as mulheres foram parcela importante do proletariado durante a Revolução Industrial, alavancada justamente por teares mecânicos. Mulheres podem trabalhar na indústria têxtil no mínimo tão bem quanto os homens.


Podemos ainda considerar que a diminuição das diferenças sociais entre homens e mulheres tem tudo a ver com o processo de industrialização. No mundo rural arcaico, o trabalho braçal masculino era muito diferente do feminino. Assim, era de esperar que houvesse uma divisão do trabalho e, por conseguinte, uma relação de dependência (ou cooperação) num lar. Quando homem e mulher podem fazer o mesmo tipo de trabalho e trocá-lo por salário, ambos passam a ficar mutuamente independentes (o que é um aumento de liberdade) e tornam-se potenciais rivais (para alegria do patrão, que agora pode pagar menos, com a duplicação da mão de obra).


Como o comunismo é economicista, faz sentido que olhe para os homens e mulheres com os olhos de patrão, isto é, com os olhos de quem quer o trabalho feito e não pense no bem-estar da população. Se as mulheres forem iguais aos homens, isso significa que o Estado tem duas vezes mais trabalhadores à disposição. No melhor dos mundos, para o Estado, as mulheres seriam tão semelhantes aos homens que poderiam ir à guerra.


IGUALDADE ILUSÓRIA VIA ALEIJAMENTO

Dado que o século 21 é um pastiche dos totalitarismos do século 20, podemos apontar raízes comunistas na ideia de que homens e mulheres são iguais. Mas o século 21 se aprofundou de uma maneira que parece mais objeto de intervenção psiquiátrica: agora pretende-se que não haja diferença nenhuma entre homens e mulheres – nem mesmo as de ordem biológica. A faca do médico e os hormônios da indústria farmacêutica se esmeram em anular quaisquer diferenças. Quanto mais tarde a intervenção médica, pior – daí a necessidade do ensino de gênero nas escolas, para flagrar as supostas anomalias das crianças e dar-lhes bloqueadores hormonais. Assim elas “decidirão” se querem ser homens, mulheres ou pessoas não-binárias.


Aqui, porém, já se desviou muito da trilha economicista aberta pelos comunistas. As vítimas dessa ideologia chegarão à idade adulta estéreis, doentes e dependentes de substâncias artificiais por toda a vida. Em vez de braços prontos para o trabalho, serão idosos precoces, com expectativa de vida ínfima. Durante sua breve existência, encherão os bolsos de monopolistas da indústria farmacêutica e de hospitais. Tudo, ao fim e ao cabo, às expensas do Estado – seja bancando inválidos, seja financiando as intervenções sobre o corpo saudável.


PROPAGANDA ANTIMULHER

Mas há uma luz no fim do túnel. Como venho apontando, através do trabalho de Abigail Shrier sabe-se que as vítimas da ideologia de gênero costumam ser do sexo feminino. Antes da ascensão ideologia de gênero (acontecida na década passada), a esmagadora maioria das crianças que iam a consultórios por se identificarem com o sexo oposto eram meninos. Eles costumavam crescer e virar gays. Hoje, as crianças e adolescentes do sexo masculino são minoria; as meninas é que de repente não querem mais ser mulheres. No que depender da ideologia de gênero, só serão sadios os homens heterossexuais. Os gays vão virar trans e as mulheres todas vão querer se automutilar para deixarem de ser mulher.


Abigail Shrier elenca uma série de razões para isso. A principal delas é a pura e simples propaganda da ideologia de gênero, feita na Califórnia desde a pré-escola. Mulheres jovens são mais dependentes de aceitação dos pares e mais propensas a adoecerem por contágio social (vide anorexia). Já falei algumas vezes disto, então vou focar numa outra: o aumento da pornografia entre os jovens – que é cada vez mais violenta. As mulheres aparecem sendo estranguladas e apanhando, sem nenhuma aparência de sentirem prazer com aquilo.


Acrescento que aí também não pode haver nenhuma nesga de romantismo. O feminismo mais antigo se empenhou tanto em “desconstruir” o amor romântico quanto em impedir a desvalorização das mulheres – ou seja, a pornografia. O de hoje se empenha só em “empoderar” mulheres através da imagem. O romantismo nem é mencionado para ser combatido. Numa total falta de referências, o termo “prostituta” continua sendo feio enquanto “sugar baby” é empoderado (Sugar baby nada mais é que uma prostituta com exclusividade). Se mulher só serve para mostrar peito e levar tabefe, não é de admirar que as meninas sejam seduzidas pelo canto da sereia do gênero que lhe diz que não precisam virar mulheres. As moças não têm nem o trabalho como empoderamento. O feminismo antigo ao menos fomentava o amor por uma profissão.


Last, but not least, na língua inglesa cunha-se todo tipo de expressão deixar de chamar as mulheres de mulheres ou falar mãe: menstruators, birthing people, chest milk, ou seja, menstruadores, pessoas parideiras, leite de tórax. E a pior de todas: bodies with vagina (corpos com vagina), usada pela revista científica Lancet. Referia-se às mulheres, não às cadelas e vacas, que também têm vagina. Nunca vi nada de ejaculators (ejaculadores) para se referir a homens, nem impregnating people (pessoas que engravidam outras) como substitutivo para pai. Tenho certeza de que se alguém se referisse a Caitlyn Jenner como body with penis seria tachado de transfóbico. Reduzir alguém à anatomia é feio (transfóbico), se a anatomia for masculina. Se for a feminina, pode; é inclusivo para a comunidade trans.


CRIAÇÃO DE UMA NOVA DATA

Como vemos, não é mais “internacional” que está datado, no Dia Internacional da Mulher. Não há nações, logo não há internacional. “Mulher”, hoje, deve significar aquelas criaturas maravilhosas que enfrentam todo o preconceito, passam um batom e enchem de porrada os corpos com vagina que praticam luta. Deixemos o Dia Internacional da Mulher no dia 8. É para elas, as trans. O Dia Global do Corpo Com Vagina será o dia 9 de março. Os veganos poderão comprar um presente para o marido não-binário e para a cadela.


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