Câmara prorroga prazo para proibição da circulação de catadores de recicláveis em Porto Alegre

Com 21 votos favoráveis, nova data será 31 de julho de 2022

Com 21 votos favoráveis, nova data será 31 de julho de 2022

Para evitar que a circulação dos catadores de material reciclável em Porto Alegre fosse proibida a partir desta sexta-feira, a Câmara de Vereadores aprovou com 21 votos favoráveis e um contrário o Projeto de Lei (PL) 022/20, que trata de um novo prazo para a permissão da atividade: 31 de julho de 2022. A votação foi realizada durante sessão na tarde desta quarta-feira. O projeto, de autoria do vereador Marcelo Sgarbossa (PT), previa originalmente uma ampliação de quatro anos mas, durante reunião de líderes ocorrida na manhã de ontem, os vereadores realizaram um acordo chegando a um meio termo.
Conforme Sgarbossa, esta foi a terceira vez que a Câmara de Vereadores tratou sobre a questão e prorrogou o prazo. “A prorrogação, na minha concepção e conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos (lei federal 12.305/2010), é para ganhar um tempo. Não podemos eternamente ficar prorrogando, pois enfrentar a questão não é proibi-los, mas sim dar condições para que tenhamos uma coleta com inclusão social, este é o modelo correto, assim o município pagaria para eles recolherem”, afirmou.
Sobre o novo prazo acordado entre os vereadores, Sgarbossa explicou que o período foi definido de forma consensual. “Optamos por não ser um prazo tão curto, teve uma vez que foi só seis meses, agora se entendeu que não se sabe quando termina a pandemia, foi um acordo unânime dos líderes”, comentou. Ainda de acordo com ele, uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), em 2005, apontava a existência de 7 mil catadores em Porto Alegre. “Eu acho que só aumentou, com certeza a situação se agravou, ainda mais agora na pandemia”, frisou.
Sgarbossa ainda ressaltou que é preciso que a Prefeitura olhe para os catadores como agentes de educação ambiental, que portanto devem ser incluídos no processo produtivo “e não ficar à margem”. “A lei já parte de uma concepção equivocada, de que o catador ou carrinheiro está fazendo uma atividade irregular, quando na verdade é uma profissão reconhecida e o poder público tem que incluir essas pessoas, tornar o recolhimento do resíduo um processo de inclusão social, várias cidades já fazem isso”, enfatizou. 
No documento “uma carta aberta pela não proibição da circulação dos carrinheiros/catadores e por uma Política Municipal de Resíduos Sólidos que reconheça o material reciclável como um bem econômico e de valor social, gerador de trabalho e renda e promotor de cidadania”, o Fórum Independente de Catadores/as de Resíduos Recicláveis de Porto Alegre, destacou que a lei municipal 10.531/2008 - que trata da proibição da atividade - foi feita dois anos antes da criação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS - lei federal 12.305/2010). 
“Acontece que essas leis se opõem em princípios e a lei federal, por ser de hierarquia superior, deve a lei municipal ser devidamente adequada, mas não foi. Por exemplo, enquanto a lei federal (PNRS) reconhece valor social nos resíduos, e manda incluir nos programas municipais o apoio aos catadores, em Porto Alegre, ao contrário disso, promove-se a sua exclusão – ao proibir que circulem com sua principal ferramenta de trabalho, o carrinho”, consta na carta.
No entendimento do Fórum, a Prefeitura deveria apresentar e instituir uma Política Municipal de Resíduos Sólidos, de acordo com a PNRS, “promovendo o reconhecimento do resíduo sólido reutilizável e reciclável como um bem econômico e de valor social, gerador de trabalho e renda e promotor de cidadania. Se assim fosse, o Executivo Municipal, em vez de proibir, buscaria fazer a contratação do trabalho de carrinheiros/catadores, e a qualificação de toda esta cadeia produtiva”.
Correio do Povo

Chapa de Marchezan segue com indefinições para a eleição

Impasse no nome do pré-candidato a vice-prefeito fez com que o PL adiasse sua convenção

Impasse no nome do pré-candidato a vice-prefeito fez com que o PL adiasse sua convenção

A chapa do prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB), que concorre à reeleição, segue com indefinições. Enquanto o partido do atual chefe do Executivo é um dos poucos que ainda não definiu a data para sua convenção, o PL, que faz parte da aliança, adiou a sua própria convenção, que estava marcada para esta quinta-feira, para o próximo dia 16. O motivo é a indefinição sobre o nome do pré-candidato a vice-prefeito. 
Líder do PL no Rio Grande do Sul, o deputado federal Giovani Cherini afirmou que o advogado José Amarante, ex-dirigente do Internacional, já estava acertado desde o dia 22 de setembro do ano passado. O PSL, no entanto, que faz parte da chapa, também teria interesse em indicar um nome.
Apesar do impasse, Cherini disse que não há intenção de formar nenhuma outra aliança e que a legenda só tem interesse em ter o seu vice-prefeito. "É um homem culto e bem-sucedido na vida, tudo o que administrou foi com competência, zelo e sucesso", destacou, ao descrever Amarante.
Correio do Povo

Vagas de emprego em Porto Alegre - 10.09.2020

Senado aprova cadastro nacional de estupradores

Projeto que vai à sanção presidencial manterá banco de dados para monitorar criminosos




O Senado aprovou nesta quarta-feira o PL (Projeto de Lei) que cria um Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Crime de Estupro. Esse cadastro sairá de uma cooperação entre União, Estados e municípios. A matéria segue para sanção presidencial.
De acordo com a proposta, o banco de dados do cadastro deverá conter características físicas, impressões digitais, perfil genético (DNA), fotos e endereço residencial dos condenados por estupro.
A formatação da cooperação dirá a forma de atualização e formatação das informações. Os recursos para o desenvolvimento e a manutenção do cadastro virão do FNSP (Fundo Nacional de Segurança Pública). Em caso de condenado em liberdade condicional, o cadastro deverá conter também os endereços residenciais dos últimos três anos e as profissões exercidas nesse período.
“Só em 2018, foram registrados 66.041 estupros no país – uma média de 180 por dia. Os números do último Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam outro dado estarrecedor, mais da metade das vítimas – 53,8% - têm menos de 13 anos”, disse o relator do projeto, senador Eduardo Braga (MDB-AM), em seu parecer.
Segundo o relator, a proposta visa não apenas intimidar a atuação do estuprador, mas acelerar o processo de prisão e condenação dele. “Pode-se dizer, portanto, que a proposição em exame, a um só tempo, contribuirá para a redução do número de novos casos e para a punição mais ágil de estupradores contumazes”.


R7 e Correio do Povo

Inter registra déficit de R$ 96,4 milhões nos primeiros sete meses de 2020

Valor foi divulgado pelo clube no Portal da Transparência, após ser apresentado ao Conselho Deliberativo

Só a negociação de Bruno Fuchs para o CSKA injetou cerca de R$ 50 milhões nos cofres

Já era um número esperado, mesmo assim, não deixa de ser chocante: o Inter teve déficit de R$ 96,4 milhões nos primeiros sete meses de 2020. O valor foi divulgado pelo clube no Portal da Transparência, após ser apresentado ao Conselho Deliberativo. 
O resultado, extremamente negativo, reflete os quatro meses nos quais todas as competições estiveram paralisadas. Neste período, houve corte em praticamente todas as principais fontes de receitas do clube, sem que as despesas pudessem ser cortadas na mesma medida. 
Segundo os dirigentes consultados pelo CP, a tendência é que o déficit diminua nos próximos meses devido à entrada de valores antes represados, como os das cotas de televisionamento dos torneios, além dos recursos amealhados com a venda de jogadores. Só a negociação de Bruno Fuchs para o CSKA injetou cerca de R$ 50 milhões nos cofres. Mesmo assim, tudo indica que o Inter terá um déficit histórico em 2020.
Correio do Povo

Lava Jato do Rio aponta envolvimento de esposa de Cabral na Operação E$quema S


Além da etapa ostensiva, com o cumprimento de 51 mandatos de busca e apreensão, o MPF ofereceu denúncia contra 26 pessoas

Negociação com Rocha e Cedraz teria sido viabilizada por Sérgio Cabral e por sua mulher

A força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro deflagrou, nesta quarta-feira, a Operação E$quema S para reunir provas sobre um suposto esquema que teria desviado pelo menos R$151 milhões do Sistema S fluminense (Sesc-RJ, Senac-RJ e Fecomércio-RJ), entre 2012 e 2018, através de contratos fictícios com escritórios de advocacia renomados no meio político.
Além da etapa ostensiva, com o cumprimento de 51 mandatos de busca e apreensão, o Ministério Público Federal ofereceu denúncia contra 26 pessoas pelos crimes de tráfico de influência, exploração de prestígio, peculato, estelionato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A denúncia foi aceita pelo do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que colocou o grupo no banco dos réus.
Os detalhes da investigação estão reunidos em relatório de 510 páginas elaborado pela Lava Jato. De acordo com a força-tarefa, as "vantagens indevidas" teriam sido pagas a escritórios de advocacia influentes e com trânsito em tribunais superiores para blindar o empresário Orlando Diniz, hoje colaborador da Justiça, no comando da Fecomércio do Rio mesmo após irregularidades encontradas pelo Conselho Fiscal do Sesc envolvendo sua gestão. Como a Fecomércio é responsável pelo gerenciamento de entidades do Sistema S, que recebem recursos federais, Diniz passou a correr o risco de afastamento.
A suspeita é que o lobby dos advogados, que atuariam em troca de pagamentos milionários disfarçados nos contratos de fachada, teria atuado junto ao atual presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, ao seu antecessor, ministro Francisco César Asfor Rocha, e ao ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União, para garantir a não punição e a permanência de Orlando Diniz no cargo.
Nos três casos, os filhos dos ministros, todos advogados e denunciados, teriam sido beneficiados em contratações pela Federação de Comércio do Rio. Os contratos com o escritório de Eduardo Martins envolveriam R$ 83 milhões, enquanto Caio Rocha teria recebido R$2,6 milhões e Tiago Cedraz obtido pagamentos na ordem de R$13 milhões.
O "agenciamento" de Martins teria ficado a cargo do advogado Cristiano Zanin, defensor do ex-presidente Lula, e a negociação com Rocha e Cedraz teria sido viabilizada pelo ex-governador Sérgio Cabral e por sua mulher, Adriana Ancelmo. A investigação apontou que a ex-primeira dama chegou a se encontrar pessoalmente com o ministro César Asfor Rocha em novembro de 2015, ocasião em que, segundo a Lava Jato, se buscava decisão favorável no STJ.
A denúncia teve origem da delação premiada do próprio Otávio Diniz. Segundo a Lava Jato, quebras de sigilo fiscal, bancário, telefônico e telemático confirmaram as informações prestadas pelo colaborador. Ainda de acordo com a força-tarefa, a operação deflagrada hoje busca reunir elementos que podem ensejar em desdobramentos sobre o caso.

Com a palavra, o advogado Cristiano Zanin:

"1. Atentado à advocacia e retaliação. A iniciativa do Sr. Marcelo Bretas de autorizar a invasão da minha casa e do meu escritório de advocacia a pedido da Lava Jato somente pode ser entendida como mais uma clara tentativa de intimidação do Estado brasileiro pelo meu trabalho como advogado, que há tempos vem expondo as fissuras no Sistema de Justiça e do Estado Democrático de Direito. É público e notório que minha atuação na advocacia desmascarou as arbitrariedades praticadas pela Lava Jato, as relações espúrias de seus membros com entidades públicas e privadas e sobretudo com autoridades estrangeiras. Desmascarou o lawfare e suas táticas, como está exposto em processos relevantes que estão na iminência de serem julgados por Tribunais Superiores do país e pelo Comitê de Direitos Humano da ONU. O juiz Marcelo Bretas é notoriamente vinculado ao presidente Jair Bolsonaro e sua decisão no caso concreto está vinculada ao trabalho desenvolvido em favor de um delator assistido por advogados ligados ao Senador Flavio Bolsonaro. A situação fala por si só.
2. Comprovação dos serviços. De acordo com laudo elaborado em 2018 por auditores independentes, todos os serviços prestados à Fecomércio/RJ pelo meu escritório entre 2011 e 2018 estão devidamente documentados em sistema auditável e envolveram 77 (setenta e sete) profissionais e consumiram 12.474 (doze mil, quatrocentas e setenta e quatro) horas de trabalho. Cerca de 1.400 (mil e quatrocentas) petições estão arquivadas
em nosso sistema. Além disso, em 2018, a pedido da Fecomércio-RJ, entregamos cópia de todo o material produzido pelo nosso escritório na defesa da entidade, comprovando a efetiva realização dos serviços que foram contratados. Os pagamentos, ademais, foram processados internamente pela Fecomércio/RJ por meio de seus órgãos de administração e fiscalização e foram todos aprovados em Assembleias da entidade - com o voto dos associados.
3. Natureza dos serviços prestados. Nosso escritório, com 50 anos e atuação reconhecida no mercado, foi contratado a partir de 2012 para prestar serviços jurídicos à Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), que é uma entidade privada que representa os 2 milhares de empresários e comerciantes daquele Estado. A atuação do escritório em favor da Fecomércio/RJ e também de entidades por ela geridas por força de lei - o Sesc-RJ e do SenacRJ -, pode ser constatada em diversas ações judiciais que tramitaram perante o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, do Superior Tribunal de Justiça, do Supremo Tribunal Federal, e também em procedimentos que tramitam no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e perante outros órgãos internos e externos à entidade. Em todos os órgãos judiciários houve atuação pessoal e diligente do nosso escritório. A atuação do nosso escritório deu-se um litígio de grandes proporções, classificado como uma "guerra jurídica" por alguns veículos de imprensa à época, entre a Fecomércio/RJ e a Confederação Nacional do Comércio (CNC), duas entidades privadas e congêneres de representação de empresários e comerciantes. Cada uma delas contratou diversos escritórios de advocacia para atuar nas mais diversas frentes em que o litígio se desenvolveu.
4. Abuso de autoridade. Além do caráter despropositado e ilegal de autorizar a invasão de um escritório de advocacia e da casa de um advogado com mais de 20 anos de profissão e que cumpre todos os seus deveres profissionais, essa decisão possui claros traços de abuso de autoridade, pois: (a) o seu prolator, o Sr. Marcelo Bretas, é juiz federal e sequer tem competência para tratar de pagamentos realizados por uma entidade privada, como é a Fecomercio/RJ, e mesmo de entidades do Sistema S por ela administrados por força de lei; a matéria é de competência da Justiça Estadual, conforme jurisprudência pacífica dos Tribunais, inclusive do Superior Tribunal de Justiça; (b) foi efetivada com o mesmo espetáculo impróprio a qualquer decisão judicial dessa natureza, como venho denunciando ao longo da minha atuação profissional, sobretudo no âmbito da Operação Lava Jato; (c) foi proferida e cumprida após graves denúncias que fiz no exercício da minha atuação profissional sobre a atuação de membros da Operação Lava Jato e na iminência do Supremo Tribunal Federal realizar alguns dos mais relevantes julgamentos, com impacto na vida jurídica e política do país. Ademais, foge de qualquer lógica jurídica a realização de uma busca e apreensão após o recebimento de uma denúncia - o que mostra a ausência de qualquer materialidade da acusação veiculada naquela peça.
Esse abuso de autoridade, aliás, não é inédito. A Lava Jato, em 2016, tentou transformar honorários sucumbenciais que nosso escritório recebeu da Odebrecht, por haver vencido uma ação contra a empresa, em valores suspeitos - e teve que admitir o erro posteriormente. No mesmo ano, a Lava Jato autorizou a interceptação do principal ramal do nosso escritório para ouvir conversas entre os advogados do nosso escritório e as conversas que eu mantinha com o ex-presidente Lula na condição de seu advogado, em grave atentado às prerrogativas profissionais e ao direito de defesa. Não bastasse, em 2018 a Lava Jato divulgou valores que o nosso escritório havia recebido a título de honorários em decorrência da prestação de serviços advocatícios.
Todas as circunstâncias aqui expostas serão levadas aos foros nacionais e internacionais adequados para os envolvidos sejam punidos e para que seja reparada a violação à minha reputação e à reputação do meu escritório, mais uma vez atacadas por pessoas que cooptaram o poder do Estado para fins ilegítimos, em clara prática do lawfare - fenômeno nefasto e que corroeu a democracia no Brasil e está corroendo em outros países."

Agência Estado e Correio do Povo

OPINIÃO: VETO DE REAJUSTE MANTIDO

OPINIÃO: VETO DE REAJUSTE MANTIDO 💬
O congelamento de salários do funcionalismo é uma contrapartida perfeitamente razoável para a ajuda bilionária fornecida a estados e municípios.
Leia o artigo completo em:

Ministério da Justiça notifica supermercados e empresas por alta dos alimentos

Empresas e associações cooperativas terão cinco dias para responder questionamentos

Empresas e associações cooperativas terão cinco dias para responder questionamentos

Após o presidente da República, Jair Bolsonaro, pedir lucro "próximo de zero" aos donos de supermercados, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça (MJ), notificou nesta quarta-feira empresas e associações cooperativas ligadas à produção, distribuição e venda de alimentos da cesta básica para questionar a alta nos preços dos produtos. De acordo com o documento, todos terão cinco dias para responder aos questionamentos.
No texto, a Senacon justifica que, "diante do sensível aumento de preços de itens da cesta básica, em especial do arroz, a Secretaria Nacional do Consumidor decidiu notificar o setor produtivo e comercial para esclarecer as causas do aumento nos alimentos que compõem a cesta básica brasileira".
"O aumento de valores foi notado especialmente em relação ao arroz que, apesar dos positivos volumes produtivos da última safra brasileira, informados pela Conab, teve significativo incremento de preços na prateleira", diz outro trecho da notificação.
O intuito da medida, ainda de acordo com a secretaria do MJ, é, após a devida análise, buscar "coibir aumentos arbitrários". A notificação destaca trecho do Código de Defesa do Consumidor em que considerada uma prática abusiva "elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços".
No prazo de cinco dias, os estabelecimentos deverão informar quais os produtos da cesta básica possuem maior variação de preço no último mês, quais são os três principais fornecedores do produto, qual o preço médio praticado pelos fornecedores nos últimos seis meses, entre outras questões.
Agência Estado e Correio do Povo

Prefeitura volta autorizar que clientes se sirvam em buffets em Porto Alegre

Novo decreto também flexibiliza esportes coletivos com até quatro pessoas e cria grupo para debater retorno do ensino

Até então, funcionários estavam servindo clientes

A prefeitura de Porto Alegre modificou mais um decreto para flexibilizar as atividades comerciais durante a pandemia. A partir desta quinta-feira, clientes poderão voltar a se servirem nos restaurantes do tipo buffet, desde que usando luvas individuais.
Até agora, os estabelecimentos podiam operar desde que funcionários com as devidas medidas higiênicas montassem as refeições escolhidas pelo consumidor. Um escudo de proteção em cima do buffet também deverá ser disponibilizado para evitar contaminação.
O novo texto determina ainda um grupo de trabalho para discutir a retomada das atividades de ensino na Capital. Esportes coletivos podem voltar a ser praticados, limitados a quatro pessoas, sem contato físico. Áreas destinadas para exercícios físicos, inclusive em clubes sociais e condomínios residenciais, ficam liberadas para essas atividades, seguindo as regras de dois metros de distanciamento.
Correio do Povo

Resistências desafiam governo para conseguir aprovação da Reforma Tributária

Três projetos deverão ser votados na próxima quarta-feira na Assembleia Legislativa. Executivo articula emenda com a base aliada

Governador Eduardo Leite durante o encontro em Santa Maria

Enquanto o governador Eduardo Leite (PSDB) mantém o roteiro de encontros por regiões do Estado em busca de apoio para a aprovação dos projetos de Reforma Tributária na Assembleia Legislativa, com votação prevista para a próxima semana, as resistências ainda são grandes entre os parlamentares. O panorama desafiador ficou em evidência no Tá Na Mesa que ocorreu nesta quarta-feira e contou com a presença de cinco deputados estaduais. O encontro é promovido pela Federasul. Na oportunidade, a presidente da federação, Simone Leite, que tem se manifestado contrária à reforma, ressaltou que o “momento é inadequado” para a discussão e que o governo do Estado deveria retirar a urgência dos projetos.
Representando as maiores bancadas no Legislativo, os líderes do MDB, Vilmar Zanchin; do PT, Luiz Fernando Mainardi; e do Progressistas, Sérgio Turra, detalharam as suas críticas às propostas. Ao coro, somou-se o deputado Giuseppe Riesgo (Novo), que foi o relator da subcomissão da Reforma Tributária. Inclusive, o relatório será votado na manhã desta quinta-feira nas comissões de Economia e de Finanças, da Assembleia.
As principais críticas foram de que os projetos não trazem competitividade ao Estado, além de não reduzir a tributação. Também foram feitas contestações às propostas que preveem o aumento da alíquota do IPVA, assim como a ampliação da idade dos veículos para a isenção. A tributação de itens da cesta básica também recebeu posição contrária. 
O líder do PSDB, Mateus Wesp, partido do líder do Executivo, citou os desdobramentos caso as propostas não sejam aprovadas, como a possibilidade de nova majoração das alíquotas de ICMS e o ‘caos’ no serviço público. E adiantou que o governo trabalha com mudanças aos projetos.

Articulada emenda

Diante das resistências aos projetos, inclusive, o governo do Estado já articula mudanças consideráveis à reforma, o que deve ser apresentada, em parte, em forma de uma emenda. Nos últimos dias, a movimentação tem sido grande no Piratini. Representantes de entidades e deputados têm mantido reuniões no sentido de tornar o texto mais aceitável e, assim, garantir a aprovação em plenário. Nesta quarta-feira, por exemplo, o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, teve encontros com vários deputados, em que o tema foi discutido. 
A expectativa, nos bastidores, é que a emenda seja construída até o final de semana e apresentada oficialmente à base na próxima segunda-feira. 

Roteiro no Interior 

Acompanhado do vice-governador Ranolfo Vieira Júnior, dos secretários da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, e de Articulação e Apoio aos Municípios, Agostinho Meirelles, e do procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, o governador Eduardo Leite esteve ontem à tarde em Santa Maria. O encontro integrou o “Diálogo RS: Reforma Tributária” pelo interior do Estado. Mais cedo, ele esteve em Santa Cruz do Sul reunindo prefeitos, deputados estaduais, líderes e entidades dos vales do Rio Pardo e do Taquari.  
A iniciativa é debater e mostrar os impactos das propostas, além de desfazer possíveis mitos em torno de alguns pontos. Leite ainda mostrou, de acordo com as cidades, os impactos nos cofres municipais com a redução da majoração do ICMS no final do ano. Por exemplo, segundo o governo, representará R$ 10,6 milhões a menos para Santa Cruz do Sul; R$ 4,6 milhões a menos para Venâncio Aires; R$ 2,5 milhões para Rio Pardo; e R$ 1,5 milhão para Taquari. 

Correio do Povo