Novo comando no STF; População dividida sobre Correios; A alta dos alimentos

A posse de Fux como novo presidente do STF e o prazo da Lava-Jato são alguns dos temas do dia no cenário político nacional. Na economia, o IBGE divulga dados do varejo, enquanto as tentativas do governo para conter a alta dos alimentos que ficou latente no IPCA de ontem ainda estarão no foco. A Desperta destaca ainda os novos capítulos na novela do Brexit e o que move os mercados no exterior. Boa leitura.
Fux: ministro toma posse como novo presidente do STF | TSE/Divulgação
1 - A VEZ DE FUX

O ministro Luiz Fux toma posse nesta quinta-feira na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). Fux fica no cargo por dois anos, substituindo Dias Toffoli, e a ministra Rosa Weber será vice. O presidente Jair Bolsonaro, que trocou farpas com o STF recentemente, deve estar presente na solenidade. Foram convidados também os presidentes do Congresso, Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia, e o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz. Fux está no STF desde 2001, nomeado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Outro tema do dia, e que envolve também o STF, deve ser a continuação da Lava-Jato: ontem, o PGR Augusto Aras prorrogou a operação por só mais quatro meses. O ex-juiz da operação e ex-ministro de Bolsonaro, Sergio Moro, deve se pronunciar sobre o tema hoje em suas redes, segundo fontes. Leia mais.


2 - EMPREGO, VAREJO E BCE

O mercado financeiro inicia os trabalhos desta quinta-feira com as atenções voltadas para a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), às 8h45. A valorização do euro em relação ao dólar para o maior patamar em dois anos sustenta a expectativa de que o BCE possa anunciar medidas, já que a situação tira competitividade da economia da zona do euro. Também estão na agenda os dados semanais de seguro desemprego dos EUA, que devem ficar em 846.000, melhor do que na semana passada. A taxa de desemprego está em 8,4%, mas a criação de vagas em agosto foi a menor desde maio. Outra preocupação ainda é a queda nas ações de tecnologia. Ontem, as bolsas americanas subiram após três dias de queda. No Brasil, o IBGE divulga os dados do varejo de julho, com expectativa de alta de 2,2%. Em junho, vale lembrar, o resultado veio melhor do que o esperado. Leia mais.


3 - A VOLTA DO BREXIT  

Representantes europeus e britânicos participam de uma reunião de emergência em Londres para discutir a nova crise envolvendo o Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia. O impasse surgiu depois que o governo do primeiro-ministro Boris Johnson apresentou um projeto de lei que passa por cima de compromissos assumidos no acordo que oficializou o Brexit, em 31 de janeiro. Embora o divórcio com a UE já tenha ocorrido oficialmente, falta definir como serão as relações econômicas entre as duas partes depois que terminar o período de transição no fim desse ano. Já é a oitava rodada de negociação. O risco cresceu depois que o Reino Unido ameaçou mexer no ponto mais delicado do acordo, a situação alfandegária da Irlanda do Norte, que impede o tráfego da vizinha (e ainda na UE) Irlanda. Entenda aqui.


4 - RESULTADOS E TIKTOK

A Oracle, com foco nos serviços de nuvem e infraestrutura corporativa, ganhou uma atenção incomum nas últimas semanas. O interesse da empresa em adquirir o app de vídeos TikTok - e o apoio do presidente Donald Trump - ainda estará na mira dos investidores quando a companhia divulgar hoje seus resultados do trimestre. Twitter e Microsoft também estão na briga. O prazo para o TikTok fechar um negócio nos EUA, em tese, acaba neste mês. Mas o Wall Street Journal reportou ontem que a controladora do TikTok, a chinesa ByteDance, tenta negociar para não ter que vender seu mais precioso ativo no mercado americano. Enquanto isso, na Oracle, a expectativa é de que a companhia apresente receita e lucro estáveis. Leia mais.
 

Nova edição: O BRASIL QUE O BRASIL QUER?

Uma pesquisa exclusiva EXAME/IDEIA mostra que os brasileiros desejam menos impostos e mais programas sociais. O auxílio emergencial aliviou as dificuldades da pandemia. Agora é hora de retomar a agenda liberal que o Brasil tanto precisa em sua reconstrução. Esse é um dos temas na nova edição da EXAME, disponível a partir de hoje em todas as plataformas digitais. Clique aqui para ver todas as matérias da edição.
 
O Brasil voltou a registrar mais de 1.000 mortes diárias por covid-19 no boletim desta quarta-feira, mas a tendência é que sejam casos acumulados após o feriado. A média móvel da última semana é de 691 mortes por dia. Ao todo, são 128.653 óbitos e 4,2 milhões de casos. Veja os números.

O IPCA, índice de preços, desacelerou ante julho e ficou em 0,24% em agosto. O índice no mês foi puxado por alimentos e gasolina. Mas, no acumulado de 12 meses, está em 2,44%, dentro da meta de 4% do Banco Central.

Apesar da inflação baixa, os alimentos estão caros. Após o presidente Jair Bolsonaro pedir a empresários que fossem "patriotas", secretaria ligada ao Ministério da Justiça deu às empresas cinco dias para se pronunciar. Nesta reportagem, a EXAME explica os fatores que levaram à alta nas prateleiras.

Os brasileiros apoiam as privatizações? Pesquisa EXAME/Ideia mostra que há um quase empate sobre os Correios: 40% é contra, 37% a favor e 14% neutros. No caso da privatização da Caixa, a maioria (49%) é contra, e 22% é a favor. Leia as outras descobertas da pesquisa aqui.

Enquanto isso, o Ministério da Economia quer enviar ainda neste ano o projeto de lei que estabelece o novo marco legal do setor postal. A greve pode acelerar a privatização? Leia aqui quais são os desafios e os passos necessários.

O preço da ação no IPO da Petz ficou só no meio da faixa de preço, em 13,75 reais. Apesar de a empresa estar em ramo inédito na bolsa e cobiçado por investidores, múltiplos foram considerados altos.
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A banda sul-coreana BTS, sucesso entre os mais jovens, está de olho na bolsa sul-coreana: a Big Hit Entertainment, gravadora da banda de K-Pop, se prepara para um IPO de 800 milhões de dólares em Seul. E cada integrante do BTS, que tem ações da gravadora, pode receber uma bolada também. Leia aqui.

A nota de 200 reais custa o mesmo que uma moeda de apenas 1 real. No podcast EXAME Agora, entenda como isso é possível e como funciona o processo de fabricação de dinheiro no Brasil. Ouça aqui.

A Serasa lançou uma ferramenta que permite ao consumidor saber quanto aumentará seu score de crédito ao pagar uma dívida. Veja como usar.

A Ambev terá uma nova versão de sua universidade corporativa, que existe desde 2005, mas agora mais no "formato Netflix". O diretor de RH afirma que o movimento representa mudanças de cultura mais profundas na empresa.

O grupo de concessionárias Osten, que atua no mercado premium, acaba de lançar um serviço de assinatura de carros de luxo. Veja aqui.

Qual será o novo normal do mercado imobiliário? A febre dos estúdios pequenos acabou? Morar perto do trabalho será menos importante? Pesquisa da startup Mapfry mapeou seis tendências nesse mercado pós-pandemia.

Um grupo de mais de 30 CEOs aderiu à campanha #NãoVolte: para esses líderes empresariais, o mundo de antes da pandemia não era o ideal. Agora, eles querem construir a utopia. Leia neste especial
Lives
 
Às 18h – Desafios fiscais e futuro da política monetária
Debatem sobre o tema Claudio Ferraz e Gabriel Barros, economistas do BTG Pactual, e Arthur Mota, da Exame Research. Acompanhe no YouTube.

DE ONTEM  – Questão Macro
Não deixe de assistir ou ouvir ao novo episódio do Questão Macro. Nesta semana, os apresentadores debateram a inflação, a questão fiscal, o momento nos mercados e o Brexit. Assista aqui
Bolsa
HOJE | Xangai / -0,61%
Tóquio +0,88%
Londres / -0,49% (às 7h)
Petróleo Brent / 40,17 dólares (-1,52%)

ONTEM | Ibovespa / +1,24%
S&P 500 / +2,01%
Dólar / 5,30 reais (-1,23%)
O dia 9 de setembro marcou ontem o Dia da Velocidade. Mas também é conhecido como a data de um feito inédito no automobilismo, em que um piloto de F1 conseguiu uma façanha impressionante: largar da pole, fazer melhor volta, liderar de ponta a ponta, vencer o GP e… ainda levar o próprio carro como troféu para casa. O nome dele, claro, é Ayrton Senna – o feito completa 30 anos hoje e foi realizado no GP da Itália, em 1990. Leia aqui
Senna: GP da Itália de 1990 foi vencido de forma brilhante pelo piloto | Pascal Rondeau/Getty Images

Governo zera imposto para importação do arroz até dezembro

Redução está restrita a 400 mil toneladas de arroz em casca e beneficiado, de acordo com determinação da Câmara de Comércio Exterior


Medida é válida até 31 de dezembro de 2020

O Gecex (Comitê-Executivo de Gestão) da Camex (Câmara de Comércio Exterior) decidiu zerar a alíquota do imposto de importação para o arroz em casca e beneficiado até 31 de dezembro deste ano. A redução temporária está restrita à quota de 400 mil toneladas, incidente nos produtos abarcados pelos códigos 1006.10.92 (arroz com casca não parboilizado) e 1006.30.21 (arroz semibranqueado ou branqueado, não parboibilizado) da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul).
A decisão foi tomada nesta quarta-feira, durante a 8ª Reunião Extraordinária do Gecex, por proposta do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A intenção do governo federal é facilitar a entrada dos produtos estrangeiros de alguns itens da cesta básica. O arroz disparou nas últimas semanas, com o pacote de cinco quilos chegando a custar R$ 40 em alguns sites (normalmente, é vendido a cerca de R$ 15).
O aumento das importações de alimentos por parte da China e a desvalorização do real ante o dólar encareceram os produtos básicos no país - e levou também a uma queda de braço entre os supermercadistas e a indústria de alimentos sobre o repasse do aumento de custos para os consumidores.

R7 e Correio do Povo

Quinta-feira começa com chuva forte, mas sol aparece entre nuvens durante a tarde no RS

Ao longo do dia, a temperatura sobe e será agradável na maioria das regiões gaúchas

A mínima prevista na Capital é de 14°C, e a máxima deve ser de 24°C

A quinta-feira começa com chuva, raios e até risco de temporais de granizo no Norte e no Nordeste do Rio Grande do Sul. No entanto, ao longo do dia, a instabilidade se afasta, a nebulosidade diminuiu e o sol deve aparecer com nuvens em todas as regiões do Estado. Durante o período da tarde, a temperatura sobe e será agradável na maior parte do território gaúcho.
De acordo com a MetSul Meteorologia, no Oeste, no Noroeste e no Norte o aquecimento deverá ser mais intenso, com a máxima chegando a 26°C em Uruguaiana e 29°C em Santa Rosa. A temperatura sobe devido à influência de correntes de vento do Norte que trazem ar quente junto da fumaça do Pantanal e da região amazônica.
Em Porto Alegre, a chuva aparece no começo do dia, com o sol entrando em cena durante o período da tarde. A mínima prevista na Capital é de 14°C, e a máxima deve ser de 24°C.

Mínimas e máximas no RS

Capão da Canoa 15°C / 23°C
Caxias do Sul 14°C / 24°C
São José dos Ausentes 13°C / 22°C
Santa Maria 15°C / 25°C
Cruz Alta 16°C / 27°C
Bagé 13°C / 23°C

MetSul Meteorologia e Correio do Povo

Supermercados estão empenhados em reduzir preços, afirma Bolsonaro

Em conversa com apoiadores, o presidente voltou a garantir que não haverá "de jeito nenhum" interferência do governo nos preços praticados

Presidente reforçou preocupação com recuperar economia

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira a apoiadores que conversou com representantes de supermercados que disseram estar empenhados em reduzir os preços dos produtos da cesta básica. "Conversei com duas autoridades dos supermercados, tá? Na ponta da linha, o preço chega pra eles, e eles estão se empenhando para reduzir o preço da cesta básica, que dado o auxílio emergencial houve um pequeno aumento no consumo", disse.

"Houve mais exportação por causa do dólar também, sabemos disso aí. Os rizicultores, os plantadores de arroz, estavam com prejuízo há mais de dez anos, mas está sendo normalizado isso aí", completou ele, em fala transmitida pelas redes sociais.
Bolsonaro voltou a garantir que não haverá "de jeito nenhum" interferência do governo no mercado e repetiu que não existe canetaço para resolver problemas da economia. Em seus comentários no Palácio da Alvorada, o presidente disse que, apesar de suas advertências anteriores, perdoa os que falavam para as pessoas ficarem em casa, deixando a economia em segundo plano.
"Quando lá atrás me criticavam, eu falava o quê? Vírus e emprego. O pessoal falou: fique em casa e a economia vem depois. Apesar disso, eu perdoo quem falava isso aí", disse, sob aplausos. "Até muitos políticos sabiam que eu tava certo, mas por vergonha queriam estar na crista da onda, cuidando da vida, o malvadão era eu. Agora eu perdoo, tá certo? A gente estava no caminho certo e estamos nos empenhando para que a economia pegar", reforçou.
Nesta quarta-feira, o Camex (Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior) decidiu zerar a alíquota do Imposto de Importação para o arroz em casca e beneficiado até o fim deste ano.

R7 e Correio do Povo

Quinta-feira começa com chuva forte, mas sol aparece entre nuvens durante a tarde no RS


Governo zera imposto para importação do arroz até dezembro



Resistências desafiam governo para conseguir aprovação da Reforma Tributária


Prefeitura volta autorizar que clientes se sirvam em buffets em Porto Alegre


Ministério da Justiça notifica supermercados e empresas por alta dos alimentos



Lava Jato do Rio aponta envolvimento de esposa de Cabral na Operação E$quema S


Inter registra déficit de R$ 96,4 milhões nos primeiros sete meses de 2020


Senado aprova cadastro nacional de estupradores


Chapa de Marchezan segue com indefinições para a eleição


Câmara prorroga prazo para proibição da circulação de catadores de recicláveis em Porto Alegre


Juiz da Lava Jato condena Eduardo Cunha a 15 anos de prisão por corrupção e lavagem e confisca carro


Porto Alegre recebe R$ 9 milhões da Lei Aldir Blanc para socorrer setor cultural



Premier britânico defende revisão polêmica de acordo do Brexit



Pelosi: não haverá acordo se Reino Unido violar tratado no Brexit











Covid-19: Senado aprova uso de recursos extras por estados e municípios em 2021

Mídia de cabeçalho


Covid-19: Senado aprova uso de recursos extras por estados e municípios em 2021
Proposta vai permitir que prefeitos e governadores usem até o final do ano que vem, a 'sobra' dos repasses feitos pelo governo neste ano, para ajudar no combate à crise causada pela pandemia.





















Chefão da Cosa Nostra morde e arranca dedo de guarda de prisão

Giuseppe Fanara, 60, que cumpria pena de prisão perpétua em um presídio perto de Roma, atacou sete agentes durante uma inspeção em sua cela

Os agentes levaram horas para conseguir conter o homem

Um chefão da máfia siciliana atacou sete guardas, mordeu o dedo mindinho de um deles, arrancou um pedaço do dedo e possivelmente engoliu durante uma briga na cadeia onde ele cumpre uma sentença de prisão perpétua.
Segundo o jornal italiano Il Messaggero, o chefão Giuseppe Fanara, 60, um dos líderes da Cosa Nostra, se revoltou durante uma inspeção em sua cela, Ele se atracou com um dos agentes carcerários e tentou enforcá-lo. Os dois caíram no chão, o mafioso mordeu o dedo do agente e o arrancou.
Ele ainda atacou outros seis guardas que vieram ajudar o colega, usando um cabo de vassoura como arma e gritando que iria "abatê-los como porcos". Os agentes levaram horas para conseguir conter o homem. Como o dedo arrancado nunca foi encontrado, um promotor concluiu que ele foi engolido.

Medidas de isolamento

O episódio aconteceu no último dia 17 de junho. Por conta disso, Fanara, que passou os últimos 9 anos cumprindo sua pena em um regime especial chamado "41-bis", foi transferido da prisão de Rebibbia, nos arredores de Roma, para o presídio de segurança máxima de Sassari, na ilha da Sardenha.
O regime "41-bis" foi criado especialmente para os chefes de famílias mafiosas e terroristas que são condenados na Itália. Eles ficam em um isolamento especial, com visitas mais controladas e sem contato com outros presos, para evitar que eles continuem comandando as atividades das quadrilhas de dentro do presídio.
R7 e Correio do Povo

Acordo entre Israel e Emirados Árabes será assinado na Casa Branca

Presidente norte-americano Donald Trump acompanhará a cerimônia, que está prevista para o dia 15 de setembro

Este será o primeiro acordo de Israel com um país do Golfo e o terceiro com um Estado árabe depois dos assinados com Egito e Jordânia

Israel e Emirados Árabes Unidos vão assinar o acordo de normalização de suas relações, mediado pelos Estados Unidos, durante uma cerimônia na Casa Branca no dia 15 de setembro, na presença do presidente Donald Trump, disse uma autoridade norte-americana nesta terça-feira.
Este será o primeiro acordo de Israel com um país do Golfo e o terceiro com um Estado árabe depois dos assinados com Egito e Jordânia. As duas delegações devem ser compostas pelo primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e o ministro de Relações Exteriores dos Emirados Árabes, Mohammed bin Zayad, irmão do príncipe herdeiro.
Segundo funcionários norte-americanos, que falaram em condição de anonimato, a cerimônia vai ocorrer no jardim sul ou em algum ambiente interno da Casa Branca, dependendo da condição climática.
Netanyahu afirmou nesta terça-feira que está "orgulhoso" de fazer parte de uma cerimônia histórica com os Emirados Árabes na Casa Branca. "Estou orgulhoso de embarcar semana que vem aos EUA a convite do presidente Trump para fazer parte da histórica cerimônia que será base da paz entre Israel e os Emirados".

Vitória para Trump

O acordo entre Israel e os Emirados Árabes fio anunciado no dia 13 de agosto e foi considerado uma vitória crucial em política externa para o presidente Trump, que busca a reeleição. Além disso, reflete um panorama político no Oriente Médio, com o Irã adquirindo mais importância que o apoio tradicional dos Estados árabes aos palestinos, que consideraram o ato uma traição.
O estabelecimento de relações diplomáticas entre Israel e aliados dos EUA no Oriente Médio, incluindo as monarquias do Golfo, também é uma peça-chave da estratégia de Trump para conter o Irã na região. O presidente americano afirmou esperar que a Arábia Saudita e outros países sigam o exemplo dos Emirados Árabes.
Desde o anúncio da retomada das relações, o primeiro voo comercial direto entre Israel e os Emirados Árabes foi realizado, também com a presença de uma delegação americana. Além disso, foram instaladas relações telefônicas diretas e compromissos de cooperação em diversas áreas foram feitos. (Com agências internacionais).

Agência Estado e Correio do Povo

A vacina corre risco?; Correção na bolsa; Novo Motorola; Greve dos Correios pode terminar

As quedas seguidas nas bolsas americanas, puxadas pelas empresas de tecnologia, trazem tensão aos mercados nesta semana. Outra notícia é a da pausa nos testes da vacina de Oxford, uma das mais promissoras. A Desperta destaca ainda a divulgação do IPCA, a recuperação judicial da Saraiva e o novo celular dobrável da Motorola. Boa leitura.
Tesla: ações de tecnologia tiveram queda brusca nos últimos dias | VCG via Getty Images
1 - A GRANDE CORREÇÃO

O mercado começa esta quarta-feira em tom de cautela depois que as ações de tecnologia nos Estados Unidos chegaram ao terceiro pregão consecutivo de perdas. Desde quinta-feira, 3, o índice Nasdaq já caiu 10%. Um dos maiores símbolos são as ações da Tesla, que acumulam 34% de queda no mês. Só ontem, o papel caiu 21% — juntas, as ações de tecnologia já perderam uma B3 em valor. Para parte do mercado, a depreciação é apenas uma correção: o Nasdaq, mais concentrado em tecnologia, subiu 34,5% no ano, ante 11% do S&P 500. Já índices europeus e o Ibovespa sequer reverteram as perdas de março. O Goldman Sachs afirma em relatório que o maior risco no curto prazo é se a recuperação econômica perder força, mas aponta dez motivos pelos quais avalia que as bolsas ainda vão subir. Por fim, no calendário de hoje no Brasil, o IPCA será divulgado às 10 horas. A expectativa para o resultado é grande após o IGP-DI alto divulgado ontem, de 3,87%. Leia mais.


2 - MENOS LOJAS NA SARAIVA

A Saraiva, que já foi a maior rede de livrarias do país, propõe encolher ainda mais para tentar sobreviver. A empresa centenária submete aos credores nesta quarta-feira alterações ao plano de recuperação judicial: o objetivo é se desfazer de até 44 das 57 lojas remanescentes e usar o dinheiro para abater parte das dívidas de 595 milhões de reais. Há dois anos, a Saraiva tinha mais de cem lojas. Há dúvidas sobre se os credores estarão dispostos a aprovar o plano. A companhia teve a recuperação judicial homologada há mais de um ano. Mas não conseguiu cumprir com o plano, que já era considerado muito prejudicial aos credores por prever o pagamento de apenas 5% da dívida ao longo de 15 anos. A pandemia interrompeu qualquer perspectiva, com queda de 83% nas vendas no segundo trimestre. Leia mais.


3 - HOMENAGEM A TOFFOLI  

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recebe junto a um grupo de deputados o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, para uma sessão especial nesta quarta-feira, às 10h30. O motivo é o fim do mandato de Toffoli na presidência do STF. Amanhã, ele passa o bastão da Corte ao ministro Luiz Fux após dois anos. Toffoli e Maia cultivaram uma relação amistosa nos últimos meses. Em diversas ocasiões, um defendeu o outro em embates com o presidente Jair Bolsonaro ou mesmo durante os ataques de aliados do presidente. Há quem aposte que Maia vai querer usar essa influência pessoal junto a Toffoli para convencer o STF a autorizar sua reeleição à Presidência da Câmara nas eleições de fevereiro de 2021. Maia, por ora, tem desconversado publicamente sobre o interesse em concorrer à reeleição. Leia mais.


4 - RAZR 2 A CAMINHO?

Mais um competidor dentre os celulares dobráveis deve ser anunciado. A Motorola realiza hoje um evento para apresentar um novo smartphone que deve ser uma continuidade do novo Razr, modelo que reviveu o icônico celular de flip da empresa no ano passado com uma tela dobrável ao meio na vertical (relembre aqui). É esperado que o novo aparelho tenha conectividade 5G e melhores configurações. O primeiro aparelho do modelo, apesar das configurações consideradas intermediárias, foi lançado no Brasil por 8.999 reais. 2019 foi o ano das telas dobráveis, com anúncios vindos de Samsung e Huawei. Os modelos foram lançados com preços altos e passaram por turbulências no começo e, agora, tentam se consolidar. O desafio é que as vendas de smartphones devem cair 10% neste ano com a pandemia. Leia mais.
A AstraZeneca e Universidade de Oxford suspenderam os testes com sua vacina da covid-19, uma das mais promissoras, após uma suspeita de reação adversa em um voluntário.

O ministro da Saúde do Reino Unido disse hoje que esse é um procedimento comum e que já aconteceu antes com vacinas de Oxford. Se isso vai atrasar a busca por uma vacina, ele respondeu que "depende do que eles encontrarem na investigação". A vacina está em risco? Leia aqui.

O Brasil registrou 516 novos óbitos e 30.000 novos casos de covid-19 no boletim de terça-feira. A média móvel dos últimos sete dias é de 691 mortes, queda de mais de 20% ante os últimos 14 dias. Ao todo, são 127.517 óbitos e 4,2 milhões de casos. Veja os números.

Apesar da queda de casos, os números de novas mortes e contágios do Brasil e das regiões individualmente ainda são altos. Para especialistas, as aglomerações vistas no feriado são uma tentativa de negação.

A startup chilena de alimentos à base de planta NotCo recebeu aporte de 85 milhões de dólares. A empresa diz que o montante será empregado em sua expansão internacional, incluindo no Brasil.

Funcionários dos Correios protestaram ontem em meio à greve que já dura mais de 20 dias. A Justiça marcou uma audiência de conciliação para esta sexta-feira, 11. Veja o que falta para a greve terminar.

A Oi recebeu aprovação de credores para vender a operação de telefonia móvel, após sua assembleia realizada ontem.
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Em parceria com a americana S&P Dow Jones, a B3 lançou um índice baseado nos princípios ESG (sigla em inglês para ambiental, social e de governança). O índice é mais amplo que os anteriores desse tipo no Brasil e o primeiro sem a participação da Petrobras. Leia mais.

É legal tirar férias sem mudar de cidade? Hotéis de luxo como o Fasano estão apostando na tendência.

De olho na telemedicina, a startup Conexa Saúde criou um serviço de consultas médicas a 79 reais. Leia aqui.

Em sua coluna na EXAME, Cris Junqueira, co-fundadora do Nubank,  gravou um vídeo com dicas para quem quer criar um negócio do zero. Assista aqui.

O grupo de poker do fundador da Easy Taxi virou um programa de mentoria para grandes empresas. O programa de Tallis Gomes e seus sócios já recebeu alunos de 700 companhias – e eles seguem jogando poker. Leia aqui.

As reclamações contra os apps de entrega dispararam até 343% na pandemia, segundo o Reclame Aqui. Veja os casos relatados e o que fazer em caso de falha nos pedidos.

O grupo RBD, sucesso na América Latina nos anos 2000, não lança nenhuma música desde 2009. Mas está dando trabalho: depois que as músicas do grupo chegaram ao streaming na semana passada, a playlist de RBD bateu recordes e desbancou até a da banda sul-coreana BTS
Lives
 
Às 13h30 – Questão Macro
Os economistas Arthur Mota, da Exame Research, e Álvaro Frasson, do BTG Digital, e a jornalista Fabiane Stefano, editora de marcroeconomia da EXAME, debatem o cenário do Brasil e do mundo neste programa semanal. Acompanhe no canal da Exame Research.
Bolsa
HOJE | Xangai / -1,86%
Tóquio -1,04%
Londres / +0,87% (às 7h)
Petróleo Brent / 40,30 dólares (+1,31%)

ONTEM | Ibovespa / -1,18%
S&P 500 / -2,78%
Dólar / 5,37 reais (+1,10%)
A Apple vai inaugurar nesta semana o que será sua 512ª loja no mundo. Mas ela tem um detalhe: será a primeira loja flutuante do mundo. O espaço ficará em Singapura, rodeado de hotéis e cassinos. Em formato de esfera, a estrutura é feita com 114 peças de vidro e permite uma visão de 360 graus da cidade. Leia mais sobre a nova loja e veja as fotos
Loja flutuante da Apple: espaço fica em Singapura | Divulgação