Bolsa nos 100 mil?; Mourão em busca do verde perdido; Compras no Instagram

Após dados positivos do varejo brasileiro, investidores voltam à expectativa em romper a barreira "psicológica" dos 100.000 pontos no Ibovespa. A Desperta destaca ainda uma reunião de Mourão com investidores sobre a Amazônia, os desafios de Witzel no Rio e uma nova função do Instagram. Boa leitura.
Loja após reabertura no RJ: alta maior que a esperada no varejo puxou Ibovespa para cima na quarta-feira | Tomaz Silva/Agência Brasil
 
1 - 100 MIL PONTOS?

O dia de o índice Ibovespa voltar a superar os 100.000 pontos chegou? A barreira “psicológica” pode ser rompida nesta quinta-feira. Ontem, o índice subiu 2,05% e chegou aos 99.769 pontos, influenciado por notícias como uma alta mensal de 13,9% das vendas no varejo em maio, ante previsão de 6%. Arthur Mota, economista da Exame Research, afirma que o dado motiva uma revisão mais positiva para a economia, e foi possível graça a um “caminhão de medidas do governo”. Uma das notícias que devem movimentar a bolsa nesta quinta-feira é o relatório semanal de pedidos de seguro desemprego nos Estados Unidos. As últimas semanas mostraram uma queda no número de pedidos, indicando uma recuperação rápida da economia - o desemprego foi de 14,7% em abril para 11,1% em junho. Mas há risco de nova baixa nos dados hoje, o que reforçaria um impacto da "segunda onda" de covid-19 em partes dos Estados Unidos, que passa de 3 milhões de casos. Leia mais.


2 - PRESSÃO PELA AMAZÔNIA

O vice-presidente Hamilton Mourão irá se reunir na manhã desta quinta-feira com um grupo de dez fundos estrangeiros, capitaneados pelo norueguês Storebrand, para falar sobre os esforço do Brasil no combate ao desmatamento na Amazônia. Mourão chefia o Conselho da Amazônia, que coordena ações federais na região. O encontro é parte do plano do governo para reverter a imagem de vilão ambiental, e foi costurado pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. A reunião acontece duas semanas depois de 29 instituições financeiras internacionais enviaram uma carta a embaixadas brasileiras aconselhando o governo a frear o desmatamento. Há dois dias, outra carta pedindo ações contra o desmatamento foi entregue, desta vez de empresas ligadas ao Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), que temem impacto nas exportações brasileiras. Mourão deve se reunir com esse grupo amanhã.


3 - TEMPESTADE PERFEITA

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, deverá depor nesta quinta-feira na Polícia Federal sobre as suspeitas de corrupção. Se confirmado, o depoimento ocorrerá quase 45 dias após a deflagração da Operação Placebo, que investiga o envolvimento de Witzel em um esquema de desvios de recursos destinados ao combate à pandemia do coronavírus no estado. A operação provocou um desgaste de Witzel, que viu a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) abrir um processo de impeachment contra ele. O prazo para defesa, de dez sessões, começou a correr ontem. Além da Operação Placebo e do processo de impeachment, Witzel vê a pandemia da covid-19 não dar sinais de trégua no Rio, o que o levou a publicar, anteontem, um decreto prorrogando por mais duas semanas as restrições a várias atividades. O Rio tem 10.970 óbitos, só atrás de São Paulo, e mais de 126.000 casos.


4 - COMPRAS NO INSTAGRAM

O Instagram dá mais um passo nesta quinta-feira para aumentar sua relevância no comércio eletrônico. A rede social vai estender a compra de produtos e serviços a qualquer loja virtual ou criador de conteúdo, função até agora restrita. A ideia é que as marcas possam usar o Instagram como uma vitrine, expondo ali os preços e redirecionando os seguidores para seus sites. No ano passado, o Facebook faturou perto de 70 bilhões de dólares com publicidade, mas só 6% vindo de gigantes como Unilever e Adidas - que na semana passada anunciaram um boicote global à rede por causa da política frouxa contra o discurso do ódio em suas plataformas. O grosso da publicidade vem de mais de 8 milhões de anunciantes, muitos deles pequenos negócios. As redes sociais estão de olho neste público: o TikTok lançou a opção business em junho e o Google, o Business Messages, para que clientes conversem com as empresas a partir do buscador ou do Google Maps.
 
O Brasil registrou 1.187 novos óbitos e mais de 41.000 novos casos de covid-19 no boletim desta quarta-feira. São até agora 68.055 mortes e 1,7 milhão de casos. Veja os números.

Um mês depois, o Brasil também entrou no processo de recuperação judicial da Latam, feito nos EUA. Em maio, o grupo Latam e afiliadas na América Latina e nos EUA já haviam começado o processo, mas a unidade brasileira ficou de fora na ocasião. A empresa diz que continuará operando os voos.

A Mastercard e a Visa protocolaram no Banco Central um modelo de arranjo de transferência para tentar viabilizar o projeto de pagamentos via WhatsApp no país, paralisado pelo BC. Agora vai?

No Banco do Brasil, já acabou o dinheiro do Pronampe, linha de crédito do governo para PMEs. Na Caixa, o limite também deve chegar nesta semana. Os demais bancos privados, que operam o restante do montante, ainda não estão com a linha ativa. Leia a entrevista do BB à EXAME.

O Facebook suspendeu nesta quarta-feira uma rede de contas que a empresa disse ter sido usada para espalhar mensagens políticas de desinformação por assessores do presidente Jair Bolsonaro e de dois de seus filhos.
Após oito meses, os fundos de renda fixa voltaram a ter captação positiva no mês de junho, isto é, mais investimentos do que retirada.

O Rappi deu mais um passo para ir além das entregas. O app colombiano anunciou o lançamento do Rappi Entertainment, com streaming de música, jogos e lives para compras ao vivo.

Já o Google lançou o Android 11, nova versão do sistema operacional para celulares. O grande destaque são as maiores opções de privacidade. Veja o que mudou.

Veja oito dicas de gestores de saúde, um dos setores mais pressionados na crise, para atravessar a pandemia e aliviar o estresse no trabalho.

Cerca de 500 anos antes de Cristo, as pessoas que moravam na Grécia antiga começaram a se opor ao que consideraram governadores tiranos. É assim que começa a história dos três poderes - o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Neste vídeo de menos de 10 minutos, entenda de vez como eles funcionam
Lives
Às 12h - O papel do setor privado na área de saneamento
Com Teresa Vernaglia, da BRK Ambiental (veja no YouTube)
Bolsa
HOJE | Xangai / +1,39%
Tóquio / +0,40%
Londres / -0,58% (às 7h)

ONTEM | Ibovespa / +2,05%
S&P 500 / +0,78%
Dólar / 5,345 reais (-0,71%)
Para os fãs de super-heróis e de seriados de TV, a Warner lançou máscaras com seus ícônicos personagens de filmes e séries. Estão na coleção desde os heróis e vilões da DC, como Batman, Mulher-Maravilha e Coringa, ao Patolino do Looney Tunes. Há ainda uma coleção inspirada na série Friends. Veja aqui.
Máscara inspirada em Friends: frase famosa da série | Warner/Reprodução

Globo descobre que Brasil ‘pode’ entrar em depressão econômica



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A esquerda demoníaca escancarada

Por Rodrigo Constantino



Qualquer pessoa atenta está farta de saber o que é o "ódio do bem", aquele salvo-conduto que a esquerda tem para destilar seu veneno, desejar o mal aos "fascistas", disseminar o ressentimento mascarado de falso altruísmo. Mas até para isso deveria haver um limite.
Helio Schwartsman, colunista da Folha, ultrapassou todos os limites. Ele desejou abertamente, em sua coluna, a morte do presidente Bolsonaro, e o fez com justificativas "racionais". Ele é, afinal, um "ungido iluminado", acima das disputas ideológicas, que só se guia pela razão desapaixonada. Ao menos é nisso que ele acredita. Vamos ver alguns trechos:
Jair Bolsonaro está com Covid-19. Torço para que o quadro se agrave e ele morra. Nada pessoal. Como já escrevi aqui a propósito desse mesmo tema, embora ensinamentos religiosos e éticas deontológicas preconizem que não devemos desejar mal ao próximo, aqueles que abraçam éticas consequencialistas não estão tão amarrados pela moral tradicional. É que, no consequencialismo, ações são valoradas pelos resultados que produzem. O sacrifício de um indivíduo pode ser válido, se dele advier um bem maior.
"Nada pessoal". Imagina se fosse! Helio defende a morte de Bolsonaro "pelo bem maior", já que adota a "moral" consequencialista, utilitária. Não é por acaso que conservadores sempre alertaram que, ao abandonar Deus e o conceito de eterno, imutável, tudo vale. Se a vida deixa de ser sagrada, o caminho "natural" é valorizar mais o ovo da tartaruga do que um ser humano, seja em gestação, seja já crescido, mas de direita.
Ele continua:
A vida de Bolsonaro, como a de qualquer indivíduo, tem valor e sua perda seria lamentável. Mas, como no consequencialismo todas as vidas valem rigorosamente o mesmo, a morte do presidente torna-se filosoficamente defensável, se estivermos seguros de que acarretará um número maior de vidas preservadas. 
Não é uma ironia, não tem escárnio algum. O autor está defendendo a sério que a morte de Bolsonaro seria desejável porque vantajosa para a "maioria", segundo seu conceito. Se a maioria assim julgar, pode então eliminar Helio do mapa? Se fizer isso com uma injeção indolor, poderia até ganhar a nobre aura de humanista?
Helio conclui com uma extrapolação para o mundo todo, alegando que a morte de Bolsonaro seria um bom alerta para outros líderes não desprezarem a pandemia:
Numa chave um pouco mais especulativa, dá para argumentar que a morte, por Covid-19, do mais destacado líder mundial a negar a gravidade da pandemia serviria como um “cautionary tale” de alcance global. Ficaria muito mais difícil para outros governantes irresponsáveis imitarem seu discurso e atitudes, o que presumivelmente pouparia vidas em todo o planeta. Bolsonaro prestaria na morte o serviço que foi incapaz de ofertar em vida.
A esquerda rasga sua máscara de humanista! Ou pior: expõe o real drama dos humanistas seculares e "racionais": sem qualquer empatia real pelo próximo de carne e osso, mascarando o ódio em seus corações com discursos abstratos de amor pela "humanidade", eles flertam com o demoníaco. Perderam qualquer resquício de pudor. São bestas selvagens sob o manto da civilização. É a barbárie "iluminada", de jacobinos que degolam desafetos em nome da "fraternidade". Pobres almas!
PS: Não passou despercebido também o duplo padrão em relação ao que é permitido pelas leis (STF) e o que não é. Adrilles Jorge apontou para a diferença de tratamento:

Gazeta do Povo

A GUIA DO IPTU É ATIVIDADE ESSENCIAL - 08.07.2020


Por Felipe Camozzato



O Nobel em economia Friedrich von Hayek muito falava em dispersão do conhecimento. Dizia ele que, na sociedade, nenhuma pessoa sozinha consegue saber mais do que o conjunto de indivíduos. É impossível, portanto, um governante tomar as melhores decisões, já que cada um sabe o que é melhor para a sua vida. Da mesma forma, liberdade pressupõe responsabilidade em assumir os riscos e consequências de nossas decisões – e só cada um de nós está apto para decidir o grau de risco ao qual nos sujeitamos, e que consequências concordamos em arcar.

 

    As decisões de restrição das atividades econômicas, do impedimento do ir e vir do cidadão, e mesmo da multa e coerção quanto ao comportamento individual, ferem a racionalidade da tomada de decisão e sequestram das pessoas sua dignidade. Ao mesmo tempo, as incoerências observadas nas medidas fazem perder o engajamento civil, a falta de transparência causa perda de credibilidade nas decisões, e a falta explícita de prioridades ao torrar dinheiro público em publicidade oficial – em vez de auxílios, equipamentos e medicação – incendeia revolta de trabalhadores e empreendedores.

 

    Eis que o representante eleito por voto, que recebe um mandato para representar o cidadão em seu espaço de poder constitucional para tal, rompe com esses limites e passa a ditar quais trabalhos e atividades são essenciais e quais deverão ser interrompidas. O faz sem consultar o parlamento, mas com o amém dos órgãos de controle que somente lhe observam, e respaldado por um Supremo Tribunal que decide à revelia da Carta Magna, sob crença e motivação pessoal ou política de seus membros.

 

    O resultado? Um casal de idosos que precisa ir ao centro da cidade, e que usa seu carro para evitar se aglomerar em um ônibus, não terá onde estacionar. O Prefeito proibiu o estacionamento em área azul. Nos ônibus, nada de vale transporte ou pagamento em dinheiro se você não é trabalhador “essencial”. “Não essenciais”, fiquem em casa!

    Porém, como parte desta população “não essencial” se deslocará ao supermercado para consumir o “essencial”? Talvez o Prefeito queira que eles vão a pé, já que o exercício físico é um fator importante para aumentar a imunidade – e a obesidade é uma das mais relevantes comorbidades para a Covid-19. Pensando bem, creio que não. Afinal, quase todos os profissionais do esporte e da prática física também não são “essenciais”, e estão impedidos de trabalhar neste momento.

 

    Mas, afinal, o que é “essencial”? Alimentos, dizem uns, remédios, dizem outros. Pois essenciais são os repasses federais e estaduais. São os pagamentos de IPTU em dia. São as obras públicas que nunca pararam e as belas filmagens e tomadas ao vivo direto da maior pista de skate da américa latina. Essenciais são as matérias e opiniões que favorecem este governo, e não essenciais são as opiniões e críticas que desagradam ao Paço Municipal, pois são desumanas, ignorantes e/ou desaconselhadas cientificamente.

 

    Quem sabe, em breve, essencial também será o tratamento de que todo cidadão deve ser livre nas suas escolhas e responsável por suas ações. E, torço ainda mais, que também torne-se essencial ao gestor público a ciência da dispersão do conhecimento – e sua máxima de que nenhuma decisão sobre a vida alheia será mais acertada do que a decisão destas próprias vidas, sob a devida orientação do risco e da consequência assumidos a partir dela.

Pontocritico.com

A INFORMALIDADE E A PREVIDÊNCIA



DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO
No último domingo à noite, na entrevista que o ministro da Economia, Paulo Guedes, concedeu à CNN, ele repetiu, pela enésima vez e com toda a razão, que sem uma forte desoneração da Folha de Pagamento das empresas é IMPOSSÍVEL a diminuição da INFORMALIDADE. 

40 MILHÕES DE INFORMAIS
Guedes foi mais além ao lembrar que este enorme contingente de INFORMAIS, que hoje está em torno de 40 milhões de pessoas, ou 41% da força total de trabalho, não contribui com a PREVIDÊNCIA SOCIAL. Entretanto, ao atingir a idade de 65 anos (homens) e 60 (mulheres) todos, inevitavelmente, passarão a ter direito de receber um salário mínimo, como manda a tão elogiada (?) REFORMA DA PREVIDÊNCIA.

NOVA REFORMA DA PREVIDÊNCIA
Ora, não é preciso ser um gênio da matemática para entender que daqui a uma década, aproximadamente, se nada for feito no sentido de DESONERAR A FOLHA DE PAGAMENTO, coisa que poderia estimular o EMPREGO FORMAL, o nosso empobrecido Brasil estará diante da necessidade de promover uma NOVA REFORMA PREVIDENCIÁRIA.

CONTA SIMPLES
Mais: fazendo uma conta simples e rasteira, imaginando que 50% dos atuais INFORMAIS (20 milhões de pessoas)  atinjam a IDADE MÍNIMA entre 2030/2040, o TESOURO NACIONAL vai precisar arcar, MENSALMENTE, em valores do SALÁRIO MÍNIMO atual (R$ 1.045,00), com R$ 20,9 BILHÕES. De novo: isto, considerando que a metade dos atuais INFORMAIS atinjam a IDADE MÍNIMA. 

ASSISTÊNCIA SOCIAL
Mais do que nunca é preciso que fique bem claro que PREVIDÊNCIA SOCIAL, para que seja SUSTENTADA, exige um plano de CONTRIBUIÇÕES baseado em CÁLCULO ATUARIAL, para que cada cidadão receba, mensalmente, aquilo que foi contratado. Já aqueles que NÃO CONTRIBUEM, cujo contingente tende a aumentar se não houver a DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO, serão atendidos pela ASSISTÊNCIA SOCIAL. 

ROMBO IMPAGÁVEL
Pois, considerando que o número de INFORMAIS se aproxima rapidamente de 50% da população economicamente ATIVA, dentro de pouco tempo teremos MENOS APOSENTADOS PELA PREVIDÊNCIA SOCIAL -OFICIAL- e MAIS INFORMAIS ATENDIDOS PELA ASSISTÊNCIA SOCIAL, o que contribuirá, de forma impressionante, com um IMPAGÁVEL ROMBO NAS CONTAS PÚBLICAS. 


Pontocritico.com

Frase do dia - 09.07.2020

FRASE DO DIA

  Educar com o marxismo é como amamentar com álcool. 

- Armando Ribas

Bolsonaro diz ter sancionado lei que permite redução de jornada e salário


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O presidente informou que sancionou o texto em sua conta do Twitter e não deu detalhes sobre possíveis vetos na lei, que ainda não foi publicada no Diário Oficial da União    
Brasília - O presidente Jair Bolsonaro sancionou, nesta segunda-feira, a lei que permite a suspensão de contratos de trabalho e redução de salário e jornada. O presidente informou que sancionou o texto em sua conta do Twitter e não deu detalhes sobre possíveis vetos na lei, que ainda não foi publicada no Diário Oficial da União.  

A lei abre caminho para a prorrogação do programa, mas isso, porém, ainda depende de um decreto. Segundo a reportagem apurou, esse decreto não deve ser publicado na terça-feira, porque a equipe técnica ainda precisa de mais tempo para avaliar o texto sancionado.

Nascida da Medida Provisória 936 e aprovada no Congresso, a lei autoriza a suspensão de contratos de trabalho e a redução de jornadas e salários até o fim do ano. Mas será o decreto a ser publicado que dará os termos dessa prorrogação.

O governo deverá permitir, por mais dois meses, a suspensão de contratos e, por mais um mês, a redução de jornada. Na primeira leva, a suspensão já pode ser feita por dois meses e a redução por três.

Na semana passada, o secretário Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, disse que, logo depois da sanção da lei, o presidente editará um decreto prevendo a prorrogação do programa.

Lançado em abril, o programa chamado de Benefício Emergencial prevê que o governo pague parte do salário suspenso ou reduzido, até o limite do seguro-desemprego (R$ 1.813). De acordo com o Ministério da Economia, mais de 12,1 milhões de acordos foram celebrados dentro do programa.

Segundo Bianco, a prorrogação manterá a exigência de que os empregos sejam preservados pelo dobro do prazo do acordo. Quem suspender por mais dois meses o contrato, por exemplo, terá de garantir estabilidade por quatro meses.

Os empregadores que já suspenderam os contratos por dois meses, que era o prazo máximo, têm que esperar a publicação do decreto para nova prorrogação. Outra alternativa é reduzir a jornada e o salário em até 70% por um mês, o que é permitido pela lei em vigor.

A MP 936 foi aprovada pelo Senado no dia 17 de junho e seguiu para sanção presidencial. O texto foi enviado em abril e permitia a redução de jornada em 25%, 50% ou 70%, com um corte proporcional no salário, por até três meses, o que deve ser prorrogado agora por mais um mês.   Também era possível suspender o contrato por até dois meses, o que deve ser autorizado no decreto por mais um mês.
Fonte: O Dia Online - 07/07/2020 e SOS Consumidor

BC: superendividamento afeta de forma duradoura qualidade de vida

Segundo os dados do BC, no Brasil, a população com carteira de crédito ativa atingiu 85 milhões de tomadores em dezembro de 2019.    
Clientes bancários superendividados nem sempre tornam-se inadimplentes, mas vivem em um ciclo vicioso de tomar mais crédito para conseguir pagar os empréstimos antigos e manter as contas em dia. A avaliação é de especialistas que participaram de seminário virtual para debater os resultados do Relatório de Endividamento de Risco no Brasil , elaborado pelo Banco Central ( BC ).  
Segundo os dados do BC , no Brasil , a população com carteira de crédito ativa atingiu 85 milhões de tomadores em dezembro de 2019. Desse total, 5,4% ou 4,6 milhões de tomadores estavam em situação de endividamento de risco , ou seja, devem às instituições financeiras mais do que podem pagar. 
BC destaca que a população de renda média – entre R$ 2 mil e R$10 mil – e com idade acima de 54 anos é financeiramente mais vulnerável. “Tal recorte se justifica pelo maior nível de relacionamento bancário dessa população, com acesso a uma maior gama de produtos financeiros e a maiores limites de crédito”, diz o relatório.
No relatório, o BC define como superendividamento “o resultado de um processo no qual indivíduos e famílias se encontram em dificuldade de pagar suas dívidas a ponto de afetar de maneira relevante e duradoura seu padrão de vida”. Segundo o BC, os endividados de risco podem estar simultaneamente superendividados. “Há possivelmente uma propensão a que os tomadores aqui identificados como endividados de risco se encontrem, simultaneamente, em situação de superendividamento ou que, eventualmente, possam chegar a esse estágio se ações preventivas e de correção não forem tomadas”, diz o relatório.
Comprometimento de renda
A juíza Caroline Santos Lima , coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e de Cidadania das Execuções Fiscais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios ( TJDFT ), destacou que cidadãos com renda alta são os que mais acionam a Justiça, mas o superendividamento atinge a todas as classes sociais.
“Nestes últimos 5 anos de tratamento e prevenção, observamos pessoas com renda elevada com nível de comprometimento de renda absurdo e com baixíssima qualidade de vida”, disse.
Segundo ela, o acesso à informação e a advogados contribuem para que pessoas com alta renda procurem mais a Justiça . Entretanto, ela disse que é preocupante a situação de pessoas de todas as classes de renda, principalmente os idosos.
Ciclo vicioso
A defensora pública, Patrícia Cardoso Maciel Tavares , coordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, disse que o superendividamento geralmente começa com dívidas no cartão de crédito, cheque especial e crédito direto ao consumidor com débito em conta.
“Como são linhas de crédito mais caras, o cliente acaba sendo aconselhado a trocar por dívida mais barata e aí troca por consignado”, disse. Ela acrescentou que como as parcelas do crédito consignado são pagos com o desconto no salário, o consumidor com a renda reduzida acaba voltando a recorrer a outro tipo de crédito para conseguir manter as contas em dia.
“Como são formas automáticas de pagamento, não consegue parar de pagar para poder se reorganizar, com aconselhamento”, destacou Patrícia Tavares.
A defensora pública ressaltou ainda que as pessoas nesse ciclo de refinanciamentos têm a renda quase toda direcionada aos bancos.
“Quando começa a renegociar, a pessoa sequer fica com o proveito da renegociação. Tudo que toma de crédito devolve no mesmo instante para a instituição financeira. É muito sórdido. Isso faz com que todo o dinheiro circulante desses milhões de superendividados fiquem somente em um setor da economia que é o setor financeiro, ao passo que poderia investir em comércio e serviços”, destacou.
Renegociações
Em meio à pandemia do novo coronavírus ( Sars-Cov-2 ), que tem levado à redução da renda de famílias, a renegociação de dívidas tem crescido. De acordo com dados do BC de maio, o saldo das operações de composição de dívidas, que é a renegociação de mais de uma modalidade de crédito em conjunto, chegou a R$ 50,448 bilhões em maio, crescimento de 6,6% no mês e de 40,6%, em 12 meses. As novas concessões chegaram a R$ 9,335 bilhões, em maio, com alta de 7,7% no mês e de 80,1%, em 12 meses.
O diretor de Autorregulação e Relações com Clientes da Federação Brasileira de Bancos ( Febraban ), Amaury Oliva , disse que o superendividamento não traz benefícios para os bancos.
“O endividamento excessivo é ruim para todos: cidadão, estado, os bancos”, argumentou. Ele afirmou que a inadimplência gera incerteza e eleva o risco de concessão de crédito, o que por consequência, torna os empréstimos mais caros.
“Hoje a inadimplência responde por mais 37% do spread bancário [diferença entre taxa de captação de recursos pelos bancos e a cobrada dos clientes]”, disse.
Projeto de lei
O diretor de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta do BC, Maurício Moura , e Patrícia Tavares defenderam a aprovação do projeto de nº 3515, que tem o objetivo de prevenir e tratar o superendividamento.
Para a defensora pública, o projeto não tem as palavras “pandemia” e “urgente”, mas a crise gerada pelo novo coronavírus torna a aprovação da legislação uma “necessidade imperiosa”. Ela argumentou que as empresas receberam socorro para situações de crise e é preciso pensar também nas pessoas físicas, dando a elas condições de organizarem suas finanças.
Fonte: economia.ig - 07/07/2020 e SOS Consumidor

Entregadores de apps confirmam segunda paralisação nacional para o dia 25

Chamado de Breque dos Apps, protesto pede fim dos bloqueios e melhores taxas
Entregadores de aplicativo marcaram para o dia 25 de julho a segunda paralisação da categoria. Após debate sobre a escolha da data entre diferentes grupos que organizam o chamado Breque dos Apps, os trabalhadores decidiram unificar a manifestação.
Na semana passada, 26 mil entregadores optaram por protesto no dia 12 de julho depois de uma enquete que circulou em grupos de diversos estados. O Sindimoto, sindicato que representa parte da categoria, defendeu o dia 14.
Algumas lideranças sindicais queriam evitar que a pauta ganhasse o protagonismo de outras bandeiras, já que o protesto tem adesão de figuras políticas da esquerda que dialogam com parte dos entregadores.
Não há estimativa sobre o número de entregadores que compareceram na manifestação do dia 1º, mas a paralisação durou sete horas e travou algumas vias movimentadas de São Paulo, como a Marginal Pinheiros e a Paulista. Protestos também foram registrados nas capitais Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife.
Parte dos trabalhadores reivindica CLT, como o grupo Entregadores Antifascistas e motoristas ligados à ala sindical.
De modo geral, o pleito é tabela mínima de frete unificada a todos os aplicativos (cada um tem uma forma de cobrança), auxílio constante durante a pandemia de Covid-19 —com reposição de máscaras e álcool em gel—, maior taxa por quilômetro rodado, fim dos bloqueios considerados injustificados por plataformas e fim do esquema de pontuação, que diminui a nota de quem recusa entregas, por exemplo.
Além disso, motoristas também têm demonstrado insatisfação com a longa espera em restaurantes, o que os impede de fazer novas corridas.
A pandemia de coronavírus no Brasil alterou de forma significativa a dinâmica de trabalho dos entregadores. Apesar do aumento da demanda impulsionada pela classe média confinadada em casa, a mão de obra aos aplicativos de entrega cresceu.
As empresas distribuíram as entregas e não alteraram as taxas, o que deixou quem estava dependente desse serviço antes da pandemia com a remuneração mais baixa: 59% passaram a ganhar menos em relação ao período pré-coronavírus, mostra estudo da Remir (Rede de Estudos e Monitoramento da Reforma Trabalhista), feito por universidades federais e pelo MPT (Ministério Público do Trabalho).
Fonte: Folha Online - 07/07/2020 e SOS Consumidor