'Melhor desfile de todos', diz menino que pegou 'carona' com Bolsonaro no 7 de Setembro

Ivo Cezar Gonzaga, de 9 anos, percorreu a Esplanada dos Ministérios no Rolls-Royce presidencial. 'Foi mais que uma foto', diz mãe.

Por Afonso Ferreira, G1 DF


Desfile de 7 de Setembro: Bolsonaro chama garoto para subir no Rolls-Royce presidencial

Desfile de 7 de Setembro: Bolsonaro chama garoto para subir no Rolls-Royce presidencial

A primeira quebra de protocolo do presidente Jair Bolsonaro no desfile de 7 de setembro deste sábado, em Brasília, não estava planejada: o estudante Ivo Cezar Gonzaga, de 9 anos, corria pelo gramado da Biblioteca do Senado tentando acompanhar o Rolls-Royce presidencial quando foi chamado para subir a bordo do conversível (veja vídeo acima).

Ivo mora com os pais na Vila Planalto, região localizada a menos de 2 km do Palácio do Planalto. A família dele chegou ao desfile às 8h45, poucos minutos antes da "carona" presidencial.

"Eu estava correndo para dar tchau para ele. Ele me reconheceu, porque já tinha me visto no [evento] Moto Capital, e me chamou. Ele mandou o segurança me pegar para me colocar dentro do carro", contou o menino, ao G1, vestido com a camisa 10 da seleção brasileira.

A mãe dele, a professora de Raquel Nascimento Silva, 43 anos, disse não ter se preocupado quando o filho saiu em direção ao carro. "Ele [Bolsonaro] acenou para mim dizendo que estava tudo tranquilo, eu dei um joia para ele, e continuou o desfile."


Menino que acompanhou Bolsonaro no 7 de Setembro: 'Melhor desfile da minha vida'

Menino que acompanhou Bolsonaro no 7 de Setembro: 'Melhor desfile da minha vida'

Ivo acompanhou todo o desfile no palanque presidencial, ao lado de Bolsonaro e dos convidados do Palácio do Planalto. Ele disse que tirou foto "com um montão de ministros", como Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública).

"Hoje foi o melhor desfile de todos, porque isso nunca tinha acontecido na minha vida. Conhecer os políticos, andar no carro do Bolsonaro, poder ver as viaturas de perto. Foi um dia muito legal."

A mãe dele disse que Ivo tentou fazer um registro da outra vez em que encontrou Bolsonaro, mas não conseguiu. "Hoje, foi mais que uma foto. Vai influenciar na vida dele", afirmou.

Ivo Cezar Gonzaga, de 9 anos, desfila ao lado de Jair Bolsonaro no Rolls-Royce presidencial — Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ivo Cezar Gonzaga, de 9 anos, desfila ao lado de Jair Bolsonaro no Rolls-Royce presidencial — Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ivo com a mãe, os avós e a irmã após o desfile presidencial — Foto: Afonso Ferreira/G1

Ivo com a mãe, os avós e a irmã após o desfile presidencial — Foto: Afonso Ferreira/G1

Desfile

A parada cívico-militar começou oficialmente às 9h17, depois da autorização oficial de Bolsonaro ao general de divisão Sérgio da Costa Negraes.

As arquibancadas montadas na Esplanada tinham 20 mil vagas para o público em geral – sem contar as seis tribunas para as autoridades.

Desfile de 7 de Setembro: Pirâmide humana do Batalhão de Polícia do Exército — Foto: Afonso Ferreira/G1

Desfile de 7 de Setembro: Pirâmide humana do Batalhão de Polícia do Exército — Foto: Afonso Ferreira/G1

A plateia começou a chegar três horas antes do início do desfile, e passava por uma revista feita por policiais militares antes de acessar a Esplanada dos Ministérios. Pouco antes das 9h, o acesso do público em geral foi fechado, diante da lotação das arquibancadas.

Às 9h53, durante o desfile aéreo das Forças Armadas, o presidente Jair Bolsonaro quebrou o protocolo mais uma vez ao descer do palanque presidencial para cumprimentar o público presente nas arquibancadas (veja vídeo abaixo).

Bolsonaro quebra protocolo de desfile e caminha pela Esplanada dos Ministérios

Bolsonaro quebra protocolo de desfile e caminha pela Esplanada dos Ministérios

Antes de voltar ao palanque presidencial, às 10h07, Bolsonaro simulou reger a banda dos Dragões da Independência.


G1

Empate de Santos e Athletico-PR tem pênalti e confusão entre técnicos

Imagem do evento

O duelo na Vila Belmiro acabou em 1 a 1, com anotações de Braian Romero e Carlos Sánchez. O segundo gol, com pênalti marcado pelo VAR, gerou debate e confusão entre os técnicos Jorge Sampaoli e Tiago Nunes. Com o resultado, o Santos chega a 37 pontos, dois atrás do líder (e próximo adversário) Flamengo. O Athletico segue com 26 pontos, em nono lugar na tabela.


Twitter

Lula queria ser “irmão de fé” de Temer e blindar Palocci

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O resumo das supostas mensagens roubadas do Telegram de Deltan Dallagnol, publicadas hoje sob uma manchete tendenciosa na Folha, é o seguinte:

Para escapar da Lava Jato, Lula queria fazer um movimento articulado com o PMDB de Michel Temer, de quem queria ser “irmão de fé”, segundo a PF. E dá a entender que também queria um acordão com o PSDB, para matar a operação.

Ele pensou, ainda, em blindar Antonio Palocci, que viria a delatá-lo, colocando-o no Ministério da Fazenda de Dilma Rousseff. O assunto foi abordado em conversa com o marqueteiro camarada Alberto Almeida, que o aconselhou a dar um aumento de 20% aos beneficiados pelo Bolsa Família.

Antes de ser nomeado para a Casa Civil, Lula expressou dúvidas a respeito da manobra para escapar da Lava Jato com pessoas da sua confiança. Mas mostrou entusiasmo a respeito de fuga para o Palácio do Planalto quando conversava com outros políticos. Até avisou que estava disposto a conversar com Eduardo Cunha, então rompido com Dilma Rousseff.

Como o Brasil inteiro sabe, Lula aceitou blindar-se com a nomeação para a Casa Civil — e a blindagem foi frustrada pela ação decisiva de Sergio Moro, que divulgou o áudio do Bessias. Os procuradores da Lava Jato ficaram preocupados com o que poderia ocorrer com Moro, por causa da divulgação, e pensaram até em renunciar coletivamente caso o então juiz fosse punido.

Vinte e dois telefonemas foram gravados pela PF, mesmo depois que Moro mandou interromper a escuta, porque as operadoras demoraram a cumprir a determinação. Agora, em parceria com Verdevaldo, a Folha divulga parte do seu conteúdo e levanta a mesma suspeita sobre a suposta ilegalidade da decisão de Moro de levantar o sigilo sobre a ligação do Bessias, assunto já encerrado pelo STF na ocasião.

O que as supostas mensagens revelam, mais uma vez, é um criminoso querendo fugir da polícia, em conluio com outros suspeitos, que viriam a ser processados, e criminosos comprovados que seriam também presos.


O Antagonista

Eduardo Bolsonaro: “A cirurgia foi um sucesso”

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No Twitter, Eduardo Bolsonaro confirmou que a cirurgia para a correção de hérnia de Jair Bolsonaro foi bem-sucedida.

“JB acabou de sair da sala de cirurgia com todos os indicadores de saúde muito bem. Agradecemos a Deus, a toda equipe médica, do hospital e a todos que rezaram/oraram. A cirurgia foi um sucesso.”


O Antagonista

Analfabetismo resiste no Brasil e no mundo do século 21

Ainda existem em todo planeta 750 milhões de jovens e adultos que não sabem ler nem escrever

Se todas essas pessoas morassem em um único país, a população só seria inferior a da China e da Índia, que têm cada uma mais de um bilhão de habitantes

Se todas essas pessoas morassem em um único país, a população só seria inferior a da China e da Índia, que têm cada uma mais de um bilhão de habitantes | Foto: Nikhita S / Unsplash / CP

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Este domingo marca a passagem do Dia Internacional da Alfabetização, data instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), no século passado (em 1966), para incentivar o pleno letramento da população internacional. Apesar da melhoria do acesso às escolas, nos últimos 53 anos em diversos países, ainda existem em todo planeta 750 milhões de jovens e adultos que não sabem ler nem escrever. Se todas essas pessoas morassem em um único país, a população só seria inferior a da China e da Índia, que têm cada uma mais de um bilhão de habitantes. A nação hipotética do analfabetismo tem mais do que o dobro de toda a população dos Estados Unidos. Nesse contingente, duas de cada três pessoas que não sabem ler são mulheres.

Ainda segundo a Unesco, o problema do analfabetismo perdurará por muito tempo. No ano passado, 260 milhões de crianças e adolescentes não estavam matriculados nas escolas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, havia 11,3 milhões de pessoas analfabetas com 15 anos ou mais de idade. Se todos residissem na mesma cidade, este lugar só seria menos populoso que São Paulo - a capital paulista tem população estimada de 12,2 milhões.

A taxa do chamado "analfabetismo absoluto" no Brasil é de 6,8%. Como ocorre com os dados internacionais, o analfabetismo não atinge a todos da mesma forma. "Na análise por cor ou raça, em 2018, 3,9% das pessoas de 15 anos ou mais - de cor branca - eram analfabetas, percentual que se eleva para 9,1% entre pessoas de cor preta ou parda. No grupo etário 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo das pessoas de cor branca alcança 10,3% e, entre as pessoas pretas ou pardas, amplia-se para 27,5%", descreve nota do IBGE.

Netos e avós

Segundo os pesquisadores ouvidos pela Agência Brasil, o volume de analfabetos é bastante alto e não diminui por falta de investimentos na Educação de Jovens e Adultos (EJA). "Para um gestor público, prefeito, governador, interessa muito mais investir em educação básica, não na Educação de Jovens e Adultos, porque é uma parcela muito pequena", critica Maria do Rosário Longo Mortatti, professora titular da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e também presidente emérita da Associação Brasileira de Alfabetização. Segundo ela, o investimento no EJA é "secundarizado".

Por traz desse comportamento, há antigo raciocínio entre gestores públicos de que a "dinâmica demográfica", com a renovação das gerações, extinguiria o analfabetismo absoluto no passar dos anos, conforme lembra Maria Clara Di Pierro, professora de Educação da Universidade de São Paulo (USP), especializada em políticas públicas de jovens e adultos.

"Esse raciocino não é novo. O ex-ministro [da educação] já falecido Paulo Renato usava muito esse argumento, dizendo 'vamos concentrar os nossos esforços nas novas gerações. A sucessão geracional se encarregará de eliminar o analfabetismo'. Alguns pesquisadores e jornalistas compartilham essa visão, mas ela é duplamente equivocada", aponta.

"De um lado, porque a gente continua produzindo analfabetismo, não se trata apenas de um resíduo do passado e os idosos estão vivendo mais. De outro lado, nós temos o analfabetismo funcional mediado pelo sistema educativo. Então, essa esperança 'vamos deixar os velhinhos morrerem para acabar com o problema' é uma ilusão, e não faz frente ao que temos de enfrentar", complementa Di Pierro.

A mesma visão tem a professora Francisca Izabel Pereira Maciel, diretora do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ela ressalta que o poder público "não pode descuidar do analfabetismo absoluto" e que "é direito das pessoas aprender a ler e escrever".
Ainda que o analfabetismo absoluto atinja predominantemente os mais idosos, a professora Francisca Izabel salienta que em muitas famílias são os avós que cuidam dos netos enquanto os pais trabalham. A falta de escolaridade entre os mais velhos dificulta o acompanhamento escolar e pode desestimular o interesse pelos estudos entre os mais novos.

Analfabetismo funcional

As estatísticas do IBGE consideram as pessoas com 15 anos ou mais que foram declaradas como analfabetas em pesquisa periódica de amostra domiciliar. Os números, no entanto, podem ser ainda mais graves se for medida a "capacidade de compreender e utilizar a informação escrita e refletir sobre ela" - como faz o estudo Indicador de Alfabetismo Funcional, elaborado pelo Instituto Paulo Montenegro e pela Ação Educativa.

Testes cognitivos aplicados no ano passado em 2.002 pessoas residentes em áreas urbanas e rurais de todo o país verificou que 29% das pessoas podem ser consideradas analfabetas funcionais e que não superam o nível rudimentar de proficiência. Apenas 12% da população é considera "proficiente".
Roberto Catelli Jr., coordenador Adjunto da Ação Educativa, explica que o analfabeto funcional é considerado a pessoa "capaz de identificar palavras, números, assinar o nome e ler frase. Mas não consegue realizar tarefa se precisar ler um pouco mais que isso - um parágrafo de um texto da vida cotidiana", como recorte de jornal, um cartaz ou até mesmo uma receita de bolo.

A proporção de analfabetos funcionais no Brasil totaliza 38 milhões de pessoas. O volume dessa população é maior que quase todos os estados brasileiros, só perde para o total de residentes no Estado de São Paulo (41,2 milhões). Ouça o debate sobre alfabetização no programa Rádio Sociedade, da Rádio MEC:

Política de alfabetização

Os problemas de alfabetização também são assinalados pelo Ministério da Educação (MEC) que está iniciando a implantação da Política Nacional de Alfabetização (PNA). O caderno de apresentação da PNA consolida uma série de indicadores educacionais, entre eles os resultados da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), feita em 2016, que contabiliza que "54,73% de mais de 2 milhões de alunos concluintes do 3º ano do ensino fundamental apresentaram desempenho insuficiente no exame de proficiência em leitura". Na mesma pesquisa, um terço dos alunos apresentavam níveis "insuficientes" em escrita.

Outros dados compilados pelo MEC são os resultados do Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes, mais conhecido pela sigla Pisa , que em inglês significa Programme for International Student Assessment. Conforme a avaliação, o Brasil ficou em 59º lugar em leitura num ranking de 70 países. "Os resultados obtidos pelo Brasil nas avaliações internacionais e os próprios indicadores nacionais revelam um grave problema no ensino e na aprendizagem de leitura, de escrita e de matemática. É uma realidade que precisa ser mudada.

Por isso a Política Nacional de Alfabetização pretende oferecer às redes e aos alunos brasileiros, por meio de programas e ações, a valiosa contribuição das ciências cognitivas, especialmente da ciência cognitiva da leitura. Uma política de alfabetização eficaz terá reflexos positivos não apenas na educação básica, mas em todo o sistema educacional do país", aponta o ministro Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub em nota de apresentação da PNA.

Desigualdade social

Conforme os especialistas ouvidos pela Agência Brasil, o analfabetismo resiliente no Brasil, absoluto ou funcional, reflete a exclusão do passado, faz sombra ao presente e mina possibilidades do futuro. "A discussão sobre analfabetismo se inicia no século 19 com o Brasil independente querendo se tornar nação como uma questão inicialmente sobre quem tinha direito. Era uma questão de voto. Quem podia votar", ressalta Maria do Rosário Longo Mortatti, professora da Unesp.

"Existe uma desigualdade social que se espelha na própria desigualdade educacional. As oportunidades não são iguais para todos. Existe uma desvalorização da educação para pessoas de baixa renda", lamenta Roberto Catelli Jr., da Ação Educativa, ao pensar sobre as dificuldades atuais do país acabar com o analfabetismo.

"Chegar à idade adulta na condição de analfabeto numa sociedade letrada predominantemente urbana, grafocêntrica [centrada na escrita] é uma situação que ocorre por processo de exclusão social que são múltiplos, que não são estritamente educacionais", opina a professora Maria Clara Di Pierro, da USP, prevendo a perpetuação do quadro social. "Não é um problema estritamente educativo. É um sintoma cultural de um processo mais amplo de exclusão. Reverter isso para os grupos mais vulneráveis requer mais políticas intersetoriais", aconselha.


Agência Brasil e Correio do Povo



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Menino autista rejeitado em aniversário ganha festa com a primeira-dama Michelle Bolsonaro

Arthur ganhou a festa e foi homenageado em Brasília, em evento promovido pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Por Ricardo Freitas e Graziela Rezende

03/09/2019 20h29 Atualizado há 4 dias


Menino Arthur em Brasília com os pais e primeira-dama Michelle Bolsonaro — Foto: MMFDH/Reprodução<?XML:NAMESPACE PREFIX = "[default] http://www.w3.org/2000/svg" NS = "http://www.w3.org/2000/svg" />

Menino Arthur em Brasília com os pais e primeira-dama Michelle Bolsonaro — Foto: MMFDH/Reprodução

O menino Arthur, de 2 anos, rejeitado em um aniversário em Campo Grande por ser considerado "problemático", ganhou mais uma festa nesta terça-feira (3). O garoto, que é autista, acompanhado dos pais Sara e Carlos Alberto, esteve em Brasília e participou do evento promovido pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, com a presença do presidente Jair Bolsonaro, da primeira-dama Michelle Bolsonaro e da ministra Damares Alves. No fim da cerimônia, houve a comemoração e uma homenagem para Arthur.

“Os servidores fizeram tudo com amor e trouxeram pessoas queridas de fora", disse a ministra.

Em julho, a mãe do pequeno Arthur, viveu na última semana uma situação dolorosa que é comum a muitas mães com filhos que precisam de cuidados especiais. Sara Onori, de 22 anos, recebeu pelo WhatsApp a mensagem da mãe de um colega de escola do garoto dizendo que não convidaria Arthur, que é autista, para a festa da criança: "Seu filho é meio problemático", disse a mulher.

Na mensagem, a mãe da criança diz que a negativa do convite é porque "as outras crianças vão ficar incomodadas". A mulher finaliza dizendo: "Espero que você me entenda".

Arthur assiste desenho do personagem todos os dias em MS  — Foto: Claudia Gaigher/TV Morena

Arthur assiste desenho do personagem todos os dias em MS — Foto: Claudia Gaigher/TV Morena

A primeira festa

Um grupo de mães se sensibilizou e organizou pelo WhatsApp uma festa surpresa para o menino Arthur no dia 14 de agosto, como personagem preferido dele, Mickey Mouse. Sara contou que a união das pessoas presentes chamou a atenção. "Ainda na porta eu estava nervosa, cheguei realmente bem chateada ainda. Mas, foi ótimo. Até então, eu não ficava muito tempo com ele nas festas. Só que o Artur se divertiu demais. No começo, ele assustou ao ver o Mickey tão grande. Ele ama, assiste os desenhos todos os dias e depois adorou, ficou no colo de todo mundo", relembrou.

Diagnóstico do menino ocorreu em uma consulta com neurologista, há pouco mais de 3 meses

A mãe disse ao G1 que já havia percebido algo no comportamento do filho. "Notei que ele levou mais tempo que as outras crianças para andar e falar...o Arthur também tem fixação com movimentos repetitivos, então ele gosta de acender e apagar a luz, observar o ventilador, ver o movimento das rodas. Ele não é problemático, é sensível e só precisa de um pouco de paciência das pessoas ao redor para se encaixar."

Desde o início, Sara ressalta que buscou ajuda para entender o autismo, algo que ela já havia compartilhado com a mãe que enviou a mensagem. "Depois do que aconteceu eu fui lembrando das coisas e percebi que ela nunca me deu apoio, então, acho que já havia um preconceito aí", relembrou.

Sara compartilhou a foto com a família e o pai do menino. O print da mensagem foi publicado no Facebook com um desabafo e o post foi compartilhado milhares de vezes, recebendo cerca de 5 mil comentários.

Mãe de Arthur, de 2 anos, diz que filho autista só precisa de paciência das pessoas ao redor para se encaixar — Foto: Sara Onori/Arquivo pessoal

Mãe de Arthur, de 2 anos, diz que filho autista só precisa de paciência das pessoas ao redor para se encaixar — Foto: Sara Onori/Arquivo pessoal


G1

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Deputada Federal Ana Campagnolo, acabou com o tal do Rafinha Bastos

Epicuro–História virtual

Filosofia antiga

Busto de Epicuro, fim do século III. Cópia romana do original grego no Museu Britânico

Nome completo
Ἐπίκουρος

Escola/Tradição:
Epicurismo

Data de nascimento:
341 a.C.

Local:
Samos

Morte
270 a.C. (71 anos)

Local:
Atenas

Principais interesses:
Hedonismo, Atomismo

Trabalhos notáveis
Fundador do Epicurismo

Influências:
Demócrito, Pirro

Influenciados:
Hermarco, Lucrécio, Thomas Hobbes, Jeremy Bentham, John Stuart Mill, Thomas Jefferson, Friedrich Nietzsche, Karl Marx, Michel Onfray, Adriano, Metrodoro de Lâmpsaco (o jovem), Filodemo, Amafinio, Cátio

Epicuro de Samos (em grego antigo: Ἐπίκουρος, Epikouros, "aliado, camarada"; 341 a.C., Samos — 271 ou 270 a.C., Atenas) foi um filósofo grego do período helenístico. Seu pensamento foi muito difundido e numerosos centros epicuristas que se desenvolveram na Jônia, no Egito e, a partir do século I, em Roma, onde Lucrécio foi seu maior divulgador.

Índice

Vida

Epicuro nasceu na Ilha de Samos, em 341 a.C., mas ainda muito jovem partiu para Téos, na costa da Ásia Menor.[1] Quando criança estudou com o platonista Pânfilo por quatro anos e era considerado um dos melhores alunos. Certa vez, ao ouvir a frase de Hesíodo, "todas as coisas vieram do caos", ele perguntou: "E o caos veio de quê?". Retornou para a terra natal em 323 a.C. Sofria de cálculo renal, o que contribuiu para que tivesse uma vida marcada pela dor.

Epicuro ouviu o filósofo acadêmico Pânfilo em Samos, que não lhe foi de muito agrado. Por isso foi mandado para Téos pelo seu pai. Com Nausífanes de Téos, discípulo de Demócrito de Abdera, Epicuro teria entrado em contato com a teoria atomista — da qual reformulou alguns pontos. Epicuro ensinou filosofia em Lâmpsaco, Mitilene e Cólofon até que em 306 a.C. fundou sua própria escola filosófica, chamada O Jardim, onde residia com alguns amigos, na cidade de Atenas. Lecionou em sua escola até a morte, em 270 a.C., cercado de amigos e discípulos e tendo sua vida marcada pelo ascetismo, serenidade e doçura.

Filosofia e obra

O propósito da filosofia para Epicuro era atingir a felicidade,[2] estado caracterizado pela aponia, a ausência de dor (física) e ataraxia ou imperturbabilidade da alma. Ele buscou na natureza as balizas para o seu pensamento: o homem, a exemplo dos animais, busca afastar-se da dor e aproximar-se do prazer. Estas referências seriam as melhores maneiras de medir o que é bom ou ruim. Utilizou-se da teoria atômica de Demócrito para justificar a constituição de tudo o que há. Das estrelas à alma, tudo é formado de átomos, sendo, porém de diferentes naturezas. Dizia que os átomos são de qualidades finitas, de quantidades infinitas e sujeitos a infinitas combinações.

A morte física seria o fim do corpo (e do indivíduo), que era entendido como somatório de carne e alma, pela desintegração completa dos átomos que o constituem. Desta forma, os átomos, eternos e indestrutíveis, estariam livres para constituir outros corpos. Essa teoria, exaustivamente trabalhada, tinha a finalidade de explicar todos os fenômenos naturais conhecidos ou ainda não e principalmente extirpar os maiores medos humanos: o medo da morte e o medo dos deuses.

Naqueles tempos, Epicuro percebeu que as pessoas eram muito supersticiosas e haviam se afastado da verdadeira função das religiões e dos deuses. Os deuses, segundo ele, viviam em perfeita harmonia, desfrutando da bem-aventurança (felicidade) divina. Não seria preocupação divina atormentar o homem de qualquer forma. Os deuses deveriam ser tomados como foram em tempos remotos, modelos de bem-aventurança que servem como modelo para os homens e não seres instáveis, com paixões humanas, que devem ser temidos.

Desta forma, procurou tranquilizar as pessoas quanto aos tormentos futuros ou após a morte. Não há por que temer os deuses nem em vida e nem após a vida. E, além disso, depois de mortos, como não estaremos mais de posse de nossos sentidos, será impossível sentir alguma coisa. Então, não haveria nada a temer com a morte.

No entanto, a caminho da busca da felicidade, ainda estão as dores e os prazeres. Quanto às dores físicas, nem sempre seria possível evitá-las. Mas Epicuro faz questão de frisar que elas não são duradouras e podem ser suportadas com as lembranças de bons momentos que o indivíduo tenha vivido. Piores e mais difíceis de lidar são as dores que perturbam a alma. Essas podem continuar a doer mesmo muito tempo depois de terem sido despertadas pela primeira vez. Para essas, Epicuro recomenda a reflexão. As dores da alma estão frequentemente associadas às frustrações. Em geral, oriunda de um desejo não satisfeito.

Encontra-se, aqui, um dos pontos fundamentais para o entendimento dessa curiosa doutrina, que também foi tomada por seus seguidores e discípulos como um evangelho ou boa nova, o equacionamento entre dores e prazeres. Das 300 obras escritas pelo filósofo, restaram apenas três cartas que versam sobre a natureza, sobre os meteoros e sobre a moral, e uma coleção de pensamentos, fragmentos de outras obras perdidas. Estas cartas, com os fragmentos, foram coligidos por Hermann Usener sob o título de Epicurea em 1887, mas, mais tarde, Hermann Diels descobriu que os fragmentos eram, na verdade, de Leucipo.[3]

A certeza

Segundo Epicuro, para atingir a certeza é necessário confiar naquilo que foi recebido passivamente na sensação pura e, por consequência, nas ideias gerais que se formam no espírito (como resultado dos dados sensíveis recebidos pela faculdade sensitiva).

O atomismo

Epicuro defendia ardorosamente a liberdade humana e a tranquilidade do espírito. O atomismo, acreditava o filósofo, poderia garantir ambas as coisas desde que modificado. A representação vulgar do mundo com seus deuses, o medo dos quais fez com que se cometessem os piores atos, é obstáculo à serenidade. Todas as doutrinas filosóficas, salvo o atomismo, participam dessas superstições, segundo Epicuro.

No sistema epicurista, os átomos se encontram, fortuitamente, por causa de uma leve inclinação em sua trajetória (clinâmen), o que os faria chocar-se uns com os outros para constituir a matéria. Esta é a grande modificação em relação ao atomismo de Demócrito, segundo o qual o encontro dos átomos é necessário. A inclinação, em consequência da qual o átomo se desvia, poderia ser por uma vontade, um desejo ou por afinidade com outro átomo. Precisamente este é o ponto obscuro na teoria atômica de Epicuro. Provavelmente o filósofo o terá explicado melhor em alguma das suas obras perdidas. Certo é que esse encontro fortuito dos átomos garante a liberdade (se assim não fosse, tudo estaria sob o jugo da Natureza) e a explicação dos fenômenos, fazendo com que possam ser explicados racionalmente. Assim, ao compreender como opera a Natureza, o homem pode livrar-se do medo e das superstições que afligem o espírito.

Relacionado com o atomismo, segundo o astrofísico suiço Michel Mayor, Epicuro, numa carta muito famosa, admite a existência de uma infinidade de mundos no cosmos, em que alguns devem ser habitados e outros não, mas sublinhando que não haverá vida em todo o lado. Para aquele astrofísico, é interessante poder imaginar há dois mil anos um filósofo sentado em cima de um calhau à beira-mar a discutir este tipo de questões, o da existência de vida no cosmos.[4]

O prazer

A doutrina de Epicuro entende que o bem reside no prazer, e, por isso, foi uma doutrina muitas vezes confundida com o hedonismo.[5] O prazer de que fala Epicuro é o prazer do sábio, entendido como quietude da mente e o domínio sobre as emoções e, portanto, sobre si mesmo. É o prazer da justa medida e não dos excessos. É a própria Natureza que nos informa que o prazer é um bem. Este prazer, no entanto, apenas satisfaz uma necessidade ou aquieta a dor. A Natureza conduz-nos a uma vida simples. O único prazer é o prazer do corpo e o que se chama de prazer do espírito é apenas lembrança dos prazeres do corpo. O mais alto prazer reside no que chamamos de saúde. Entre os prazeres, Epicuro elege a amizade. Por isso, o convívio entre os estudiosos de sua doutrina era tão importante a ponto de viverem em uma comunidade, o "Jardim". Ali, os amigos poderiam se dedicar à filosofia, cuja função principal é libertar o homem para uma vida melhor.[6]

O desejo
Classificação dos desejos segundo Epicuro

Desejos naturais
Desejos Inúteis

Necessários
Simplesmente naturais
Artificiais
Irrealizáveis

Para a felicidade (eudaimonia)
Para a tranquilidade do corpo (protecção)
Para a vida (nutrição, sono)
Variações de prazeres, busca do agradável
Exemplo: riqueza, glória
Exemplo: imortalidade

Traduções

Há, em português, tradução de uma das cartas de Epicuro, a sobre a felicidade (a Meneceu), feita por Álvaro Lorencini e Enzo Del Carratore, em edição bilíngüe. Também há uma tradução mais recente da mesma Carta que foi feita por Thiago Harrison Felício, em 2014, na sua dissertação de mestrado.

  • EPICURO. Carta sobre a felicidade (a Meneceu). Trad. e apresent. de Álvaro Lorencini e Enzo Del Carratore. São Paulo: UNESP, 1997.
  • EPICURO. Obras. Estudio preliminar, traducción y notas de Montserrat Jufresa, 2a edición, Madrid: Editorial Tecnos, 1994.
  • FARRINGTON, Benjamin. A doutrina de Epicuro. Tradução de Edmond Jorge. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1968.
  • FERRATER MORA, J. Diccionario de Filosofía. Tomos I e II. Barcelona: Editorial Ariel, 1994.
  • GUAL, Carlos Garcia. Epicuro. Madrid: Alianza Editorial, 1996.
  • LUCRÉCIO, Tito. Da Natureza. Coleção Os Pensadores, volume V. São Paulo, Editora Abril, 1973.
  • RUSSELL, Bertrand. Obras filosóficas. Tradução de Breno Silveira. Vol I. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1969.
  • SPINELLI, Miguel. Os Caminhos de Epicuro. São Paulo: Loyola, 2009; Idem. Epicuro e as bases do epicurismo. São Paulo: Paulus, 2013.
  • ULLMANN, Reinholdo A. Epicuro o filósofo da alegria. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1996.
  • FELÍCIO, Thiago Harrison. A primazia da phrónesis sobre a philosophía em Epicuro. Dissertação de Mestrado. Disponível em: "http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000934594". 2014.

Na literatura e cultura popular

  • Na Divina Comédia, de Dante Alighieri, Epicuro é colocado no Inferno como um Herege. Ele está na 6º Prisão, junto com seus seguidores, na cidade de Dite. A pena dos hereges é serem enterrados em túmulos ardentes e abertos, tendo os membros queimados pela areia quente.
  • Virou personagem em quadrinhos na série "Epicuro, o Sábio" [7], de William Messner-Loebs.

Referências

  • Furley, David. From Aristotle to Augustine: Routledge History of Philosophy, Volume 2. Routledge, 2012. pp. 189. ISBN 1136784144
  • Young, Julian. Friedrich Nietzsche: A Philosophical Biography. edi. ilustrada, reimpressão. Cambridge University Press, 2010. pp. 279. ISBN 0521871174
  • H.Diels- W.Kranz, Die Fragmente der Vorsokratiker, Berlin 1903.
  • Michel Mayor em entrevista ao jornalista Valdemar Cruz, em "Passeio Público - 35 minutos com", "E - a revista do Expresso", Expresso de 12 de Janeiro de 2019.
  • Yust, Walter. Encyclopaedia britannica: a new survey of universal knowledge, Volume 8. Encyclopaedia Britannica, 1949. pp. 764.
  • Documentário: Epicuro e a Felicidade
    1. «Crítica | Epicuro, O Sábio». Consultado em 31 de agosto de 2015

    Ver também

    Ligações externas

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    Epicuro: o filósofo do prazer.

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