Sartori tem boa chance de ser reeleito

Por que o atual governador pode fazer história no Estado

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Por: David Coimbra


Sartori tem boa chance de se consagrar como o primeiro governador a ser reeleito na história moderna do Rio Grande do Sul.

Fiz essa previsão temerária no Timeline de hoje (4), e as pessoas se alvoroçaram. Até dona Diva, minha querida mãezinha, foi incluída nas ponderadas análises dos ouvintes de oposição ao atual governador.

Mas disse e sustento e tecerei cá um arrazoado para explicar o porquê.

Fui severo crítico dos primeiros anos do governo Sartori. Foi um governo depressivo, que parecia paralisado, perplexo com as dificuldades. Escrevi que a inação do governo teria consequências sérias, sobretudo na área de segurança pública, que depende muito de condições psicológicas.

Quando falo em condições psicológicas, quero dizer que segurança absoluta não existe. Em qualquer lugar do mundo, até dentro da sua casa, você pode se transformar em alvo da perfídia alheia. O que existe é a tão citada "sensação de segurança", que é construída por um conjunto de fatores, sendo o principal deles a ação do Estado.

Um Estado presente, ativo, vigilante inibe o possível infrator e confere autoridade ao cidadão. É por isso que, em países em que há severa atuação da Justiça e de seu órgão repressor, a polícia, o cidadão grita quando vê algo errado. Ele procura a autoridade, ele faz a denúncia, ele não deixa que fique como está. Já nos lugares de parca segurança é o contrário: o cidadão se afasta da polícia, não raro a teme, e não confia na Justiça.

Quando o governo do Rio Grande do Sul declarou publicamente sua incapacidade de cumprir seus compromissos, deu a senha para a insegurança e para a quebra do equilíbrio psicológico a que me referi. O infrator sentiu-se seguro para infringir a lei, enquanto o cidadão sentia-se abandonado à própria sorte. Quer dizer: o Estado deixava de cumprir sua função. A vida em sociedade, no Rio Grande do Sul, tornou-se um fracasso.

Foi essa a maior crítica que fiz a Sartori.

De uns tempos para cá, o governo começou a se movimentar. Policiais estão sendo contratados, investimentos estão sendo feitos. Ao mesmo tempo, a economia do país demonstra sinais de reação. Isso era previsível. A economia, como quase tudo na vida, move-se em ciclos. Altas e baixas se sucedem naturalmente. Alguns economistas, observando a irresponsabilidade do governo, já antecipavam esse momento de baixa lá em 2010, mas a queda, de fato, iniciou-se em 2011 e não parou mais, até atingir um ponto único da história brasileira: a pior crise de todos os tempos. Mas um ciclo de seis anos é muito longo. Ou seja: está na hora do reerguimento, apesar da fragilidade do governo Temer.

Agora, tome distância e analise o quadro que será pintado no ano que vem:

1. A economia melhorando, ainda que lentamente.

2. O governo do Estado voltando a investir e cumprindo com seus compromissos.

3. O maior partido de oposição, o PT, esfacelado.

Some tudo isso. O que dá? Chance sólida de Sartori se reeleger.

Estou apenas examinando os fatos e tentando interpretá-los. Não adianta ficar brabo comigo. Deixe a dona Diva de fora dessa.


Zero Hora

Procuradores pedem apoio popular para impedir que políticos acabem com a Lava Jato

Vinicius Boreki

Colaboração para o UOL, em Curitiba

Vinicius Boreki/UOL

  • 04.jul.2017 - Procuradores da Operação Lava Jato participam de debate em Curitiba

    04.jul.2017 - Procuradores da Operação Lava Jato participam de debate em Curitiba

Cinco procuradores da Operação Lava Jato se reuniram nesta terça-feira (04) durante um evento em Curitiba e fizeram uma forte defesa da Força-Tarefa. Segundo eles, a operação precisa ter mais apoio popular para resistir às pressões dos políticos interessados em acabar com as investigações.

Recebidos sob aplausos, Deltan Dallagnol, Carlos Fernando dos Santos Lima, Roberson Pozzobon, Jerusa Burmann Vieceli e Athayde Ribeiro Costa debateram durante cerca de duas horas sobre o atual estágio das investigações, a origem da operação e os rumos que ela deve seguir a partir de agora. O evento "Operação Lava Jato: passado, presente e futuro" ocorreu em um auditório lotado da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e teve a mediação do promotor de Justiça e autor do livro sobre a Operação Mãos Limpas, Rodrigo Chemin.

Agendado para 19h30, o evento teve início com mais de 30 minutos de atraso. Os valores arrecadados com a venda de cerca de 300 ingressos a R$ 80 serão revertidos para a APAE de Curitiba. A mulher do juiz Sergio Moro, a advogada Rosângela Wolff Moro, esteve presente e recebeu uma menção especial de Dallagnol. "Vendo você, me lembro da minha esposa. Sei o quanto você gostaria de ter o seu marido ao lado e não o tem, porque ele presta um serviço para a sociedade", afirmou.

Em uma de suas análises, Carlos Fernando dos Santos Lima observou que a Lava Jato nasceu em um momento de instabilidade política, de falta de unidade durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Na avaliação dele, porém, os políticos resolveram se unir para derrotar a operação quando perceberam que o alvo das investigações não era apenas o PT.

"A Operação Lava Jato deu certo, porque o poder político estava sem unidade. Nós vivíamos em um governo que estava fragilizado, e muitos que estavam na oposição viram uma oportunidade, não dando apoio ao governo do PT e pensando que nós estávamos investigando o PT, não a corrupção. Quando perceberam, a investigação ganhou força e já era tarde para eles se unirem. Agora, estamos vivenciando uma unidade das forças políticas e a [Operação] está em situação de perigo real", explanou.

Mencionando diversas operações de combate ao crime na política realizadas no país, Pozzobon afirmou que os exemplos mostram que a corrupção acompanha o Brasil há muito tempo. E a Lava Jato, para que seja considerada, de fato, um caso positivo, precisa contribuir ainda mais. "Já passou da hora de resolver o problema [da corrupção] de forma sistêmica, para que não retorne e se punam as pessoas, mas não só dos baixos escalões", avaliou.

O fato de a Lava Jato e outras grandes investigações incomodarem pessoas de alta relevância para o país – tanto no cenário político quanto econômico – a coloca sempre em risco, na opinião dos procuradores. "Esses grandes atores têm grande influência no conteúdo da lei, que pode ser usada para punir as pessoas. E eles também têm influência sobre quem aplica a lei. As pessoas poderosas politicamente têm influência direta e indireta sobre os rumos do país", afirmou Dallagnol.

Os riscos aos quais a operação está exposta

Ao comentarem sobre as dificuldades encontradas pela Lava Jato, os procuradores citaram a tentativa de alguns entes políticos de retirar força institucional dos órgãos. Como exemplo, Deltan Dallagnol afirmou que a Polícia Federal está "sem energia e sem tempo" para investir em novas investigações. "Precisamos cobrar do Estado e do governo uma posição a esse respeito", diz.

Pozzobon incluiu a opinião pública entre as maneiras de pressionar o Estado. "Nós não podemos pecar pela omissão, deixar a coisa se esvair e deixar de acreditar nas mudanças. Isso precisa se dar institucionalmente e com o apoio popular", avisa.

Segundo os procuradores, além das dificuldades institucionais, eles enfrentam obstáculos relacionados à ética de suas atitudes. Citaram, por exemplo, a tentativa do Congresso de aprovar uma lei de abuso de autoridade e a disseminação de "rótulos" depreciativos que eles vêm recebendo nas redes sociais.

"As pessoas querem crer em alguns casos, parece mais importante do que a verdade", diz Lima a respeito do rótulo de "jacobino".

Para Dallagnol, ser chamado de "messiânico" é um ataque à sua credibilidade como procurador. "Me acusam de messiânico em razão de minha fé cristã, atribuindo a pecha de irracionalidade", ressalta.

Proximidade das eleições

A proximidade das eleições também é algo que preocupa a Força-Tarefa da Lava Jato, especialmente em um momento no qual o apoio popular se reduziu. "Percebemos um certo cansaço da população. Muitos que acreditavam que era uma investigação contra o PT não nos apoiam mais, outros querem que a economia melhore, mas, sem o combate à corrupção, vamos vivenciar esta crise novamente. É o momento da unidade, apesar do cansaço", analisou Lima.

De acordo com Pozzobon, as eleições geram a oportunidade para o que ele define como "discurso do marco zero", em uma reação ao estresse gerado contra os agentes políticos e econômicos por meio da investigação. "É preciso ter muito cuidado com esse discurso de que vamos anistiar a corrupção e seguir em frente, porque o país precisa se desenvolver. Se aceitarmos isso, estaremos aceitando o retrocesso, que vai nos colocar em uma situação pior do que a atual", diz.

As delações premiadas

Questionados sobre a benevolência de alguns acordos de delação premiada, os procuradores evitaram fazer críticas públicas à Procuradoria-Geral da República. Para Lima, a delação precisa gerar um efeito multiplicador dentro de uma mesa de negociação: quanto mais a investigação tem interesse em uma informação, maior a moeda de troca do delator. "Nós temos que respeitar a posição da mesa de negociação. Vemos acordos que eu mesmo não concordo, mas foi o acordo possível naquele momento", diz Lima.

No entanto, a delação, de acordo com o procurador, precisa gerar uma situação de instabilidade dentro da organização criminosa. "Uma colaboração gera um efeito dominó, que gera outra delação, que cria uma situação de insegurança nas organizações criminosas. É algo difícil de compreender: é uma lógica de mercado aplicada ao processo penal – porque são criminosos que ganham benefícios", explicou Lima.

Por outro lado, Dallagnol reconheceu que a saída de colaboradores da prisão ou o cumprimento de penas em regimes semiabertos ou domiciliar não agrada a Força-Tarefa. "Só fazemos quando é absolutamente necessário para conseguir provas e informações contra um grande número de pessoas de igual ou maior importância. Se tivéssemos um sistema com penas altas, conseguiríamos penas maiores", avaliou o coordenador da Força-Tarefa.


UOL Notícias

Raimundo Lira é o novo líder do PMDB no Senado após renúncia de Renan

Gustavo Maia

Do UOL, em Brasília

Gustavo Maia/UOL

  • 04.jul.2017 - Senadores do PMDB participam de reunião para definir o novo líder do partido no Senado. O escolhido foi Raimundo Lira (ao fundo)

    04.jul.2017 - Senadores do PMDB participam de reunião para definir o novo líder do partido no Senado. O escolhido foi Raimundo Lira (ao fundo)

Seis dias após a renúncia de Renan Calheiros (AL), o PMDB escolheu nesta terça-feira (4) o novo líder da bancada do partido no Senado. A função ficará a cargo de Raimundo Lira (PB), aclamado por unanimidade nesta noite pelos correligionários que participaram da reunião, na sala da liderança na Casa.

Ao todo, 22 senadores compõem a bancada do PMDB no Senado, e quase todos estiveram no encontro de hoje, inclusive o próprio Calheiros. Na última quarta, ele renunciou à função de líder do partido após fazer novas críticas ao governo do presidente Michel Temer (PMDB) e dizer que não acataria às exigências da legenda para aprovar as reformas propostas pelo Palácio do Planalto.

Desde o anúncio de Renan, o nome de Raimundo Lira já aparecia como uma das indicações mais fortes para ocupar o posto. Cotados inicialmente, Jader Barbalho (PA) e Garibaldi Alves (RN) informaram que não pretendiam assumir a função. A senadora Kátia Abreu (TO) era outro nome ventilado nos bastidores.

"A minha responsabilidade ficou muito grande na medida em que fui eleito por unanimidade", disse Lira ao final do encontro. "O nosso objetivo é harmonizar a bancada e representar o pensamento da maioria".

Ele ainda elogiou seu antecessor. "Temos que respeitar o senador Renan Calheiros, que tem prestígio nessa Casa".

Lira se destacou, no ano passado, como presidente da Comissão de Impeachment no Senado da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Na saída da reunião, o senador Romero Jucá, presidente nacional do PMDB e líder do governo na Casa, disse que o encontro mostrou "a força e a unidade da bancada". Para ele, Lira tem "todas as condições de conduzir bem a bancada nessa transição, nesse desafio que o país está enfrentando".

"Eu estou muito feliz como presidente do partido de ver a maturidade da bancada e verificar que estamos dando um passo importante no sentido de preparar o trabalho desse ano e o trabalho do próximo ano com a eleição de 2018", declarou Jucá.

Explicando aos repórteres que o abordaram que não era "politicamente correto" dar uma entrevista coletiva sobre a eleição do sucessor, Renan se limitou a dizer que Lira "sistematiza a variedade de correntes do PMDB" e que o papel é "relevante para o Brasil".

Renan renuncia e diz que não será "marionete"

Na quarta-feira (28), Renan Calheiros renunciou à liderança do PMDB no Senado. Em discurso no plenário, o político voltou a criticar o governo Temer, como vinha fazendo há semanas, e disse que não tem "vocação para marionete".

"Deixo a liderança do PMDB" foi a primeira frase do senador. "Devolvo o honroso cargo que me confiaram. Procurei exercer [a liderança] com dignidade, sempre orientado pelos objetivos do país".

Renan disse que renuncia por não compactuar com as ideias do governo e as reformas propostas pelo poder Executivo, especialmente a trabalhista. "Não odeio Michel Temer. Isso não é verdade. O que não tolero é sua posição covarde diante do desmonte da Consolidação das Leis do Trabalho [CLT]".

"Não estou disposto a liderar o PMDB atuando contra os trabalhadores e estados mais pobres da Federação", disse ele. "Não vou ceder a um governo que trata o partido como um departamento do poder Executivo (...). Não tenho a menor vocação para marionete. O governo não tem credibilidade para concluir essas reformas exageradas e desproporcionais".

Falando na tribuna do plenário, Renan também voltou a atacar uma suposta influência direta do ex-deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso, no governo Temer. De acordo com o senador, "os últimos acontecimentos comprovam sua total influência no governo".


UOL Notícias


David Coimbra: Sartori tem boa chance de ser reeleito
Por que o atual governador pode fazer história no Estado.

Rosane de Oliveira: anúncio sob medida para mostrar serviço na Segurança
Ninguém disse, mas é evidente que o anúncio de concursos na área da Segurança está no cálculo do governo para o projeto de reeleição de Sartori.

Carolina Bahia: fama de negociador
A expectativa no Planalto ainda é por um parecer favorável ao engavetamento da denúncia contra Michel Temer.

Marta Sfredo: reação cautelosa a números de exceção
Apesar dos resultados positivos na indústria e na venda de carros novos, entidades avaliam que futuro em meio à instabilidade do país é incerto.

Paulo Germano: atropelamento do Parcão
Foi em abril de 2016: com a habilitação suspensa, empresário bebeu cerveja, dirigiu, furou o sinal vermelho e bateu em um táxi. O casal atingido sofre até hoje as consequências da batida.

Gisele Loeblein: mudança de tendência de preço no Exterior anima produtor de trigo no Brasil
Cotações no Rio Grande do Sul aumentaram 6,3% em junho.

Luiz Antônio Araujo: jogo pesado
Quando Jong-un detonou uma ogiva, Trump disse que a política externa de Obama tinha fracassado. Diante do mais recente teste de míssil da Coreia do Norte, ele espera reação da China.

Júlia Alves: Casa Cor RS
Abertura da Casa Cor 2017 recebe 500 pessoas no Petrópole Tênis Clube, em Porto Alegre.

Roger Lerina: David Lynch entre nós
Relembre momentos da passagem de David Lynch por Porto Alegre, em 2008.

Diogo Olivier: o Grêmio ganhou na alma castelhana
A vitória por 1 a 0 mostrou, mais uma vez, o repertório coletivo do time.

Luiz Zini Pires: cerveja artesanal e VIPS em noite de Seleção na Arena
Preços dos ingressos de Brasil e Equador serão definidos em 15 dias.

Wianey Carlet: Guto está tentando resolver os problemas ofensivos do Inter
Se os resultados não aparecerem contra o Criciúma, não terá sido por responsabilidade do técnico.

Informe Especial: patrimônio
Donos de bancas querem ficar responsáveis pelo PPCI do Mercado Público. Por Cadu Caldas (interino).

Prisão enterra planos políticos de Geddel na Bahia

Alan Marques - 22.nov.2016/Folhapress

JOÃO PEDRO PITOMBO
DE SALVADOR


A prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) na segunda-feira (3) enterrou os planos do peemedebista de ser eleito para um cargo majoritário na Bahia em 2018.

Até o final do ano passado, quando esteve à frente as Secretaria de Governo do presidente Michel Temer (PMDB), Geddel preparava-se para disputar o Senado na chapa que deverá ser encabeçada pelo prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM).

Se a saída do ministério de Temer já o tinha enfraquecido politicamente, a prisão o deixa completamente fora do jogo para as próximas eleições, avaliam aliados.

Deputado federal entre 1991 e 2010, Geddel disputou o governo da Bahia em 2010 e o Senado em 2014, sendo derrotado nas duas oportunidades.

Foi ministro do governo Luiz Inácio Lula da Silva entre 2007 e 2010 e do governo Temer em 2016, até deixar o cargo sob acusação de pressionar ex-ministro da Cultura Marcelo Calero a liberar um empreendimento em área tombada de Salvador, conforme revelado pela Folha.

Nas últimas semanas, aliados já descartavam o retorno de Geddel a disputas políticas na Bahia no curto prazo. O ocaso do peemedebista deve ganhar ainda um novo ingrediente a partir do ano que vem. Com a provável candidatura de ACM Neto (DEM) ao governo do Estado, o vice-prefeito Bruno Reis (PMDB) deve assumir a prefeitura de Salvador e ser alçado ao posto de principal nome do partido na Bahia.

Apesar de ter sido eleito vice-prefeito com a chancela dos Vieira Lima, Reis é amigo e aliado político histórico de ACM Neto, de quem foi assessor e secretário municipal. É conhecido pela habilidade na negociação política.

Após a prisão preventiva de Geddel no âmbito da operação Cui Bono?, que investiga sua gestão na vice-presidência de pessoa jurídica na Caixa Econômica Federal, entre 2011 e 2013, aliados na Bahia evitaram fazer uma defesa pública do peemedebista.

Em nota, ACM Neto (DEM) disse que é preciso aguardar os desdobramentos dos fatos para fazer juízo de valor acerca da prisão do ex-ministro.

"Nesta hora, quando as informações são muito preliminares, prefiro não antecipar nenhum juízo de valor até que tudo seja devidamente esclarecido", afirmou.

O vice-prefeito Bruno Reis disse que esperar que "o ex-ministro apresente as devidas explicações à Justiça e saia da melhor maneira possível dessa situação".

No comando do PMDB baiano desde os anos 1990, Geddel é conhecido pelo estilo centralizador, o que tornou o partido na Bahia carente de renovação.

Desta forma, o enfraquecimento político dele aumenta a possibilidade de o PMDB sequer participar da disputa majoritária na Bahia em 2018.

Partidos como o PSDB e PRB devem ser contemplados com as vagas para disputar o Senado na chapa de ACM Neto. O PR, que hoje faz parte da base do governador Rui Costa (PT), também é cotado para integrar a chapa.

Editoria de Arte/Folhapress

Geddel Detido - Ministério Público e Polícia Federal determinaram a prisão de ex-ministro de Michel Temer

Ministério Público e Polícia Federal determinaram a prisão de ex-ministro de Michel Temer


Folha de S. Paulo

Pyongyang diz que lançamento de míssil abre 'fase final' de confronto com EUA

Em Seul

KCNA via Reutesr

A Coreia do Norte anunciou nesta quarta-feira (4) que, com o lançamento, no dia anterior, de um míssil balístico intercontinental capaz de carregar uma "carga grande", foi deflagrada a 'fase final' de confronto com os Estados Unidos.

Informou ainda que, depois de supervisionar o lançamento pessoalmente, o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, disse que "os bastardos americanos não vão ficar muito contentes com esse presente enviado pelo aniversário de 4 de Julho".

Rindo, Kim Jong-Un acrescentou que "deveria enviar presentes de vez em quando para ajudá-los a sair do tédio".
O míssil, lançado em um momento decisivo nas ambições armamentistas de Pyongyang, seria capaz de alcançar o Alasca, de acordo com especialistas.
O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, confirmou que a Coreia do Norte fez, pela primeira vez, um teste de míssil balístico intercontinental.
"Os Estados Unidos condenam fortemente o lançamento pela Coreia do Norte de um míssil balístico intercontinental. Testar um ICBM representa uma nova escalada na ameaça aos Estados Unidos, aos nossos aliados e parceiros, à região e ao mundo."
O secretário acrescentou que os Estados Unidos "nunca aceitarão uma Coreia do Norte armada com aparato nuclear".
A Coreia do Norte garante possuir uma tecnologia de ICBM - progresso que o presidente Donald Trump prometeu que "não iria acontecer" - representa um marco para o regime comunista.
Também poderia alterar radicalmente a ação dos países que buscam frustrar os objetivos militares deste Estado isolado.
Em sua declaração, Tillerson chamou o governo de Pyongyang de "um regime perigoso" e disse que Washington tomará "fortes medidas" no Conselho de Segurança da ONU para responsabilizar os norte-coreanos pelo teste.

ENTENDA O PROGRAMA DE MÍSSEIS NORTE-COREANO
Fortes reações

O teste provocou uma forte reação do presidente americano, Donald Trump, que pediu à China, principal aliado de Pyongyang, para "acabar com esse absurdo de uma vez por todas".
A China defendeu os "esforços incessantes" para resolver o problema nuclear norte-coreano e pediu "contenção" a todas as partes.
Em um comunicado conjunto, Rússia e China pediram que a Coreia do Norte instaure uma "moratória" sobre seus testes nucleares e lançamentos de mísseis e que os Estados Unidos cessem os exercícios militares na região, a fim de diminuir a tensão.
Moscou e Pequim clamaram por "moderação e que os países se abstenham de atos de provocação", indicaram os respectivos ministérios das Relações Exteriores em um comunicado comum, após um encontro no Kremlin entre os presidentes Vladimir Putin e Xi Jiping.
Mas o apelo foi ignorado por Estados Unidos e Coreia do Sul, que dispararam mísseis balísticos de maneira simultânea "como uma forte mensagem de advertência", durante um exercício que simulava um ataque norte-coreano.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou fortemente o teste do míssil, e o qualificou de "mais uma violação descarada das resoluções do Conselho de Segurança e uma escalada perigosa da situação".
Guterres acrescentou que a "liderança da Coreia do Norte deve evitar novas ações provocativas e cumprir plenamente suas obrigações internacionais".
A União Europeia disse que poderá impor novas sanções à Coreia do Norte, depois de ter ampliado no mês passado sua lista de dirigentes e entidades castigados por Bruxelas.
O Conselho de Segurança deve se reunir na quarta-feira para uma sessão de emergência, a portas fechadas, para analisar a situação.
Pyongyang, que já realizou cinco testes nucleares e dispõe de um pequeno arsenal atômico, tenta produzir mísseis intercontinentais (ICBM) para alcançar o território americano, uma medida contra o que define como ameaça de invasão dos 28.000 soldados que os Estados Unidos mantêm mobilizados na Coreia do Sul.
O lançamento "histórico" do míssil Hwasong-14 foi supervisionado pessoalmente por Kim Jong-Un, de acordo com a televisão estatal norte-coreana.
A Coreia do Norte é uma "potência nuclear forte" dotada de um "ICBM muito poderoso que pode alcançar qualquer lugar do mundo", anunciou a televisão estatal do país. "O teste com êxito de um ICBM é um avanço maior na história de nossa república."
Em um tuíte logo após a revelação do disparo, Trump desabafou sobre Kim Jong-Un: "este cara não tem nada melhor para fazer com sua vida"?!
Os analistas duvidam da capacidade de Pyongyang para miniaturizar uma ogiva nuclear e armar um míssil, assim como de sua capacidade para controlar a tecnologia de retorno à atmosfera, necessária para um míssil intercontinental.
Mas todos os especialistas concordam sobre os avanços consideráveis dos programas balístico e nuclear de um dos países mais isolados do mundo desde 2011, quando Kim Jong-Un chegou ao poder.
David Wright, analista da organização Union of Concerned Scientists, afirmou, com base nos dados disponíveis, que o projétil realizou potencialmente uma trajetória "muito curva" e "poderia alcançar no máximo 6.700 km com uma trajetória padrão".
"Este alcance não é suficiente para atingir os 48 Estados (ao sul do Canadá) ou as maiores ilhas do Havaí, mas seria suficiente para atingir todo o Alasca."


AFP e UOL Notícias

1ª queda em 10 anos: brasileiro pega menos avião e troca EUA por Argentina

Todos a Bordo


Fluxo de passageiros para os EUA teve queda de 17,4% (Foto: Getty Images)

Por Vinícius Casagrande

O ano passado foi o primeiro, desde 2007, em que o número de passageiros de avião teve diminuição no país, com queda geral de 6,9%. A diminuição ocorreu tanto em voos nacionais (-7,8%) quanto em internacionais (-3%). Somando os dois mercados, viajaram de avião no último ano 109,6 milhões de pessoas. Em 2015, recorde histórico no Brasil, haviam sido transportados 117,7 milhões de passageiros.

O número de passageiros do Brasil para os Estados Unidos caiu 17,4%, indo de 5,3 milhões em 2015 para 4,4 milhões no ano passado. Em compensação, o volume para a Argentina cresceu 11,4%. Mesmo com a redução, os EUA continuam sendo o destino que atrai mais brasileiros.

Estados Unidos – 4.440.924 passageiros (-17,4% em relação a 2015)

Argentina – 3.431.848 passageiros (+11,4%)

Chile – 1.500.579 passageiros (+6,6%)

Portugal – 1.474.704 passageiros (-4,1%)

Espanha – 1.012.586 passageiros (+4%)

França – 927.829 passageiros (-4,4%)

Queda geral no país

Com a diminuição da demanda, as empresas aéreas também reduziram a quantidade de voos no país. No mercado internacional, a baixa registrada no ano passado foi de 7,9%, ou 11,5 mil voos a menos. Nos voos nacionais, a queda foi ainda maior, de 11,4%, ou 106 mil voos a menos em relação a 2015.

Internamente, na rota de maior movimento no país, entre os aeroportos de Santos Dummont, no Rio de Janeiro, e Congonhas, em São Paulo, a redução foi de 3,5%, caindo de 4 milhões para 3,9 milhões.

Os dados constam do Anuário do Transporte Aéreo, elaborado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e divulgado na sexta-feira passada (30 de junho).

Rotas mais movimentadas do país

Os aeroportos de São Paulo e do Rio de Janeiro dominam as principais rotas aéreas do Brasil. Todas as 20 rotas mais movimentadas do país em número de passageiros passam por um dos quatro aeroportos que servem as duas cidades (Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, e Santos Dummont e Galeão, no Rio de Janeiro).

O aeroporto de Guarulhos conta com quase metade das 20 rotas com maior fluxo de passageiros no mercado nacional. Veja as rotas mais movimentadas do país:

Rio de Janeiro (Santos Dummont) – São Paulo (Congonhas): 3.906.171 passageiros

São Paulo (Congonhas) – Brasília: 2.078.804 passageiros

Salvador – São Paulo (Guarulhos): 1.856.072 passageiros

Porto Alegre – São Paulo (Guarulhos): 1.811.195 passageiros

São Paulo (Guarulhos) – Recife: 1.752.261 passageiros

São Paulo (Congonhas) – Belo Horizonte (Confins): 1.737.740 passageiros

São Paulo (Congonhas) – Porto Alegre: 1.726.640 passageiros

Curitiba – São Paulo (Guarulhos): 1.490.442 passageiros

Fortaleza – São Paulo (Guarulhos): 1.479.841 passageiros

São Paulo (Congonhas) – Curitiba: 1.447.058 passageiros

Rio de Janeiro (Galeão) – São Paulo (Guarulhos): 1.308.077 passageiros

Belo Horizonte (Confins) – São Paulo (Guarulhos): 1.164.835 passageiros

Salvador – Rio de Janeiro (Galeão): 1.140.958 passageiros

Brasília – Rio de Janeiro (Santos Dummont): 1.117.575 passageiros

Brasília – São Paulo (Guarulhos): 1.064.470 passageiros

Florianópolis – São Paulo (Guarulhos): 1.013.807 passageiros

São Paulo (Congonhas) – Rio de Janeiro (Galeão): 951.193 passageiros

Rio de Janeiro (Galeão) – Porto Alegre: 874.735 passageiros

Rio de Janeiro (Galeão) – Recife: 834.933 passageiros

Rio de Janeiro (Santos Dummont) – Belo Horizonte (Confins): 833.881 passageiros

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UOL Economia

Novo Fies prevê desconto de 30% no salário de estudante recém-formado

Avener Prado - 12.mar.15/Folhapress

SÃO PAULO, SP, BRASIL, 12-03-2015: Alunos da FMU que se inscreveram no Fies passam a madrugada em frente à faculdade para validar suas matrículas. (Foto: Avener Prado/Folhapress, COTIDIANO) ***EXCLUSIVO FOLHA***

Inscritos no Fies passam a madrugada em frente a faculdade para validar matrículas, em 2015

LAÍS ALEGRETTI
DE BRASÍLIA


Com a inadimplência do Fies em alta, o governo do presidente Michel Temer anunciará um novo modelo do programa para o ano que vem com regras mais duras para quem precisa de empréstimo para pagar a faculdade. O desconto de salário já tinha sido antecipado pela Folha.

Estudantes pobres, que são o foco do programa, vão encontrar mais dificuldade na hora de quitar o financiamento. Será necessário autorizar, no momento do contrato, o desconto obrigatório de até 30% dos futuros salários para devolver o empréstimo.

Se a regra atual dá um ano e meio após a formatura para o início do pagamento, no novo modelo a devolução do empréstimo, atrelada ao salário, começará mais cedo.

Inadimplência no Fies - A porcentagem de ex-alunos com pagamentos atrasados tem girado em torno de 50%

Caso a pessoa não consiga um emprego, o governo terá de definir um prazo para acionar as garantias (fiador e fundo garantidor). Esse limite deverá ser de apenas alguns meses, de acordo com a atual proposta do governo.

Essa definição, contudo, deve ficar para depois do anúncio e fora da medida provisória do Fies, segundo um integrante do governo que participa das discussões. A oferta de vagas para 2018, já com novas regras, será em torno de 300 mil, segundo a Folha apurou. Para o segundo semestre de 2017, são cerca de 75 mil –ainda no modelo atual.

NOVOS CONTRATOS - Alunos que entraram no programa a cada ano, em milhares

O anúncio, que estava previsto para a semana passada, foi adiado após o presidente ter sido denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Agora, isso pode ocorrer nesta quinta (6).

Outra mudança proposta para o ano que vem, como a Folha revelou em junho, é que o aluno saberá, já ao firmar o contrato, o valor total do empréstimo para pagar o ensino superior. Isso porque o contrato será para todo o período. Atualmente, o financiamento é renovado a cada semestre e segue o reajuste das mensalidades.

RENDA

Ao procurar novas formas de financiar o acesso à educação superior, o governo criou dois modelos de financiamento, que nomeou de "Fies público" e "Fies privado". O enquadramento dos alunos dependerá da faixa de renda familiar e da região do país onde vivem.

O Fies público, mais parecido com o modelo atual, atenderá pessoas de qualquer localidade com renda familiar de até três salários mínimos por pessoa. Será criado um novo fundo garantidor, que contará com um aporte inicial de R$ 2 bilhões da União, além da contribuição das instituições de ensino.

Outra mudança que está nos planos do governo é que o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) deixe de ser o agente operador do Fies e a Caixa assuma essa função.

No chamado Fies privado, haverá um "funding" (financiamento) público, com recursos de fundos de desenvolvimento regional das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, para que os bancos emprestem o dinheiro para estudantes desses locais.

CUSTOS - Gastos do governo com o Fies, em R$ bilhões

Será repassado o saldo que não for utilizado para os outros fins desses fundos –o governo estima que somará cerca de R$ 2 bilhões. Nesse caso, poderão pedir o crédito pessoas que vivem nessas três regiões com renda familiar de até 5 salários mínimos per capita.

As instituições financeiras poderão, nesse modelo, definir as taxas de juros, a depender da análise da capacidade de pagamento do estudante.

O governo ainda estudava, até o fim desta quarta-feira (4), se também usaria recursos de fundos constitucionais e do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) e de fundos constitucionais para o financiamento estudantil para bancar o programa.

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Principais mudanças

'CRÉDITO CONSIGNADO'

Como é: Pagamento do financiamento independe de o recém-formado conseguir um emprego
Como vai ficar: Ao conseguir emprego, ex-aluno terá desconto de até 30% do salário para pagar a dívida

CARÊNCIA

Como é: Estudante tem um ano e meio para começar a quitar o financiamento após o fim do curso
Como vai ficar: Devolução do empréstimo começará quando o recém-formado conseguir um emprego

VALOR TOTAL

Como é: Valor financiado varia ao longo do curso, seguindo os reajustes das mensalidades
Como vai ficar: Aluno saberá o valor total da dívida ao assinar o contrato, que valerá para todo o curso

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Modalidades

Governo prevê dois tipos de financiamento

1. FIES PÚBLICO

Perfil do aluno: Renda familiar per capita de até 3 salários mínimos
Modelo de financiamento: Semelhante ao modelo atual, terá um novo fundo garantidor, o FG-Fies, que deve contar com um aporte do governo de R$ 2 bilhões, além da contribuição das instituições de ensino
Juros: Valor será corrigido pela inflação e a taxa de juro real será zero

2. FIES PRIVADO

Perfil do aluno: Renda familiar per capita de até 5 salários mínimos
Modelo de financiamento: Haverá um 'funding' público, com recursos dos fundos de desenvolvimento regional do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, para que os bancos emprestem o dinheiro; governo estima um repasse de cerca de R$ 2 bilhões*
Juros: Taxas serão fixadas pelos bancos e vão variar para cada perfil de aluno

*Governo ainda estuda o uso de recursos de fundos constitucionais e do BNDES


Folha de S. Paulo

Plenário do Senado faz primeira sessão de discussão da reforma trabalhista

O plenário do Senado fez hoje (5) a primeira das duas sessões de discussão previstas antes da votação do projeto que trata da reforma trabalhista. Após aprovarem o projeto de lei que trata da retomada do dinheiro de precatórios não sacados pelos credores, os senadores iniciaram o debate sobre a reforma.

Plenário do Senado aprova, em segundo turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim do foro privilegiado (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Senadores iniciaram o debate sobre a reforma trabalhistaFabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil

Ao todo, 25 senadores se inscreveram, com direito a 10 minutos de fala para cada um. A oposição voltou a criticar o projeto e se queixou do acordo firmado pela base aliada com o governo para que a proposta seja aprovada sem alterações.

“Me causa enorme surpresa – aliás, me causa angústia – saber que esta Casa, o Senado da República, não pode acrescentar nem retirar uma só vírgula da reforma trabalhista que o governo mandou para o Congresso Nacional. Isso é algo inadmissível”, disse o senador João Capiberibe (PSB-AP).

O relator da reforma, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), no entanto, voltou a defender seu parecer pela aprovação do texto sem alterações. Para ele, a reforma vai beneficiar as menores empresas, que são as mais prejudicadas pela atual legislação trabalhista.

“Quem são os empregadores no Brasil para aproximadamente 70% dos empregos que são gerados no nosso país? Quem gera esses empregos são as empresas com mais de 200 trabalhadores? Não. Para aproximadamente 70% dos empregos do nosso país, quem gera é o micro e pequeno empresário que reúne em seus estabelecimentos até 15 trabalhadores. Portanto, nós estamos fortalecendo a micro e pequena empresa”, disse.

Os debates sobre a reforma continuarão amanhã (6), conforme acordo firmado entre os líderes partidários. Assim, na próxima semana, o plenário iniciará a ordem do dia com o encaminhamento para a votação, sem precisar abrir novo espaço para discussão da matéria.


Agência Brasil

Relator de denúncia contra Temer foi "juiz de tapetão" no Brasileirão

Do UOL, em São Paulo

Wilson Dias - 29.out.2014 /Agência Brasil

  • Sérgio Zveiter, ex-presidente do STJD e deputado federal pelo PMDB

    Sérgio Zveiter, ex-presidente do STJD e deputado federal pelo PMDB

Deputado federal pelo PMDB do Rio, Sérgio Zveiter tem visto seu nome em manchetes após assumir a relatoria da denúncia contra o presidente Michel Temer, também do PMDB, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Mas isso não é novidade para ele. Há 18 anos, na condição de presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o advogado também se envolveu em outro caso de repercussão: o "caso Sandro Hiroshi" no Campeonato Brasileiro de 1999.

Por muito tempo, o sobrenome Zveiter foi praticamente sinônimo do comando da Justiça desportiva no Brasil. O irmão mais velho de Sérgio, Luiz Zveiter, presidiu o STJD entre 1996 e 1998, e depois entre 2000 e 2005. Nesse intervalo, entre 1998 e 2000, coube a Sérgio comandar os procedimentos que resultaram em um "tapetão" que salvou o Botafogo do rebaixamento e causou a criação da Copa João Havelange no ano seguinte.

A controvérsia começou em 1999, após uma denúncia de que o atacante são-paulino Sandro Hiroshi havia adulterado sua documentação para parecer mais novo havia anos. O Botafogo, que havia tomado 6 a 1 do São Paulo, e o Inter, que havia empatado, entraram com ações pedindo os pontos da partida. Sob o comando de Sérgio Zveiter, o STJD deu ganho de causa aos dois clubes.

Com os três pontos conquistados no tribunal, o Botafogo se salvou do rebaixamento e mandou o Gama em seu lugar para a Série B. Mas o time do Distrito Federal não se conformou e brigou pela vaga na primeira divisão na Justiça comum, ganhando em todas as instâncias.

Criou-se um impasse para a CBF, que ameaçou punir o Gama, mas acabou cedendo: passou a organização do Campeonato Brasileiro de 2000 para o Clube dos 13, sob o nome de Copa João Havelange. A elite não teria o Gama, mas, após mais uma vitória do clube na Justiça, não houve alternativa senão criar um torneio gigante, com quatro "módulos" em vez de quatro divisões, sendo que times de todos os módulos teriam a possibilidade de serem campeões no mata-mata.

Tanto o Gama quanto o Botafogo jogaram o Módulo Azul ao lado dos principais clubes do país, mesmo aqueles que não estariam na primeira divisão em condições normais (casos, por exemplo, do Fluminense, que havia subido da Série C para a B no ano anterior, e do Bahia, que não havia conseguido subir da B para a A). No fim, o Vasco foi o campeão ao vencer na final o surpreendente São Caetano, que veio do Módulo Amarelo (mais ou menos equivalente a uma "segunda divisão").

Botafoguense assumido, a família ainda reassumiu o comando no STJD entre 2012 e 2014, quando Flávio Zveiter, filho de Luiz, presidiu o tribunal. A passagem mais emblemática de sua gestão foi o "caso Héverton", que salvou o Fluminense do rebaixamento em 2013 e culminou com o rebaixamento da Portuguesa para a Série B pela escalação de um jogador irregular na última rodada - o Flamengo também foi punido pela escalação do suspenso André Santos. Agora, em Brasília, Sérgio recoloca o nome do clã sob os holofotes.


UOL Esporte

Governo prepara nova lei de recuperação de empresas em dificuldade

A equipe econômica está concluindo uma proposta para uma nova lei de recuperação judicial que facilite a retomada das atividades de empresas em dificuldade, escreveu hoje (5) o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em sua conta na rede social Twitter. O ministro informou que o objetivo é manter o emprego na cadeia produtiva e acelerar a recuperação das companhias com problemas de caixa.

“O objetivo das mudanças na Lei de Recuperação Judicial é facilitar o processo de retomada da atividade das empresas em dificuldade. Recuperação judicial mais rápida e segura permite que empresas voltem a operar e preservem os empregos de funcionários e de fornecedores”, escreveu o ministro na rede social.

Pela atual legislação, o processo de recuperação judicial pode levar até oito anos. Esse período, segundo a equipe econômica, dificulta as negociações com os credores, a preservação dos postos de trabalho e a mudança de comando nas empresas afetadas. O ministro não especificou para quanto tempo pretende reduzir esse tempo.

No fim da tarde de hoje, Meirelles viajou para a Alemanha, para a reunião do G20, grupo das 20 economias mais avançadas do planeta. O encontro ocorrerá em Hamburgo, na sexta-feira (7) e no sábado (8), mas os ministros de Finanças dos países chegam com um dia de antecedência para prepararem as discussões.


Agência Brasil