TRF nega pedido da defesa de Lula e critica banalização de habeas corpus

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O desembargador federal João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), negou pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para realização de diligências para produção de novas provas no processo que acusa o petista pelos crimes lavagem de dinheiro e ocultação de bens, nos quais ele teria recebido valores indevidos de empreiteiras. Gebran Neto também negou o pedido de suspensão da ação penal relacionada ao caso do triplex no Guarujá.

Ele ressaltou que a decisão de avaliar a necessidade de novas diligências cabe ao juiz de primeira instância, neste caso, Sérgio Moro. “Cabe ao julgador aferir quais são as provas desnecessárias para a formação de seu convencimento, de modo que não há ilegalidade no indeferimento fundamentado das cópias que a defesa pretendia, notadamente se impertinentes à apuração da verdade”.

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Além de negar o pedido, o desembargador teceu críticas ao expediente utilizado pela defesa do ex-presidente, que impetrou um habeas corpus, comumente utilizado para pedir a liberdade de acusados. “A impetração de habeas corpus destina-se a corrigir eventual ilegalidade praticada no curso do processo, sobretudo quando houver risco ao direito de ir e vir do investigado ou réu”. O desembargador recomendou ainda que o recurso do habeas corpus não seja banalizado.

“Embora pareça excesso de rigor, impera a necessidade de melhor otimizar o uso do habeas corpus, sobretudo por se tratar de processo afeto à Operação Lava-Jato, com mais de 400 impetrações, boa parte delas discutindo matérias absolutamente estranhas ao incidente. A par disso, a jurisprudência do tribunal tem sido flexível em alguns casos - porque não dizer tolerante - de impetrações sem afeição com o direito à liberdade”.

Em nota, o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, afirma que a produção de novas provas são importantes “para deixar claro que o ex-presidente não foi beneficiado, direta ou indiretamente, por qualquer valor proveniente da Petrobras e tampouco recebeu a propriedade do tríplex”. Zanin também justificou o grande número de pedidos de habeas corpus com o que ele chamou de “sistemática violação de garantias e direitos de Lula” por parte de Sérgio Moro.

“A ideia de restrição do habeas corpus não é compatível com a Constituição Federal e não pode ser aplicada pelos tribunais", completou.



Agência Brasil

Prédio da Boate Kiss será demolido e deve dar lugar a um memorial

Instituto de Arquitetos do Brasil organiza concurso público para homenagear vítimas da tragédia

Lucas Azevedo, Especial para O Estado


PORTO ALEGRE - O prédio da Boate Kiss em Santa Maria (RS) - marcado pela tragédia que deixou 242 mortos em 27 de janeiro de 2013 - será demolido e deve dar lugar, nos próximos dois anos, a um memorial. O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) está organizando um concurso público nacional para transformar o imóvel em uma homenagem às vítimas da tragédia.

O objetivo é lançar o edital até agosto, de forma a escolher o melhor projeto arquitetônico, com a participação de profissionais de todo País. A estimativa é que todo processo custe R$ 250 mil - a ser pago por meio de financiamento - e dure até outubro. A perspectiva é de que até janeiro de 2018, mês do quinto ano do incêndio, o vencedor seja anunciado.

Prédio da Boate Kiss será demolido e deve dar lugar a um memorialInformação extraoficial é de que construtora pede R$ 4 mi pelo prédio; prefeitura trabalha de forma conjunta com as famílias Foto: FERNANDA RAMOS/Agência RBS

A data deve coincidir com o início da demolição do prédio. Ao menos é o que espera a prefeitura de Santa Maria, que diz estar em tratativas com a Econ Empreendimentos, dona do imóvel. Oficialmente não são citados valores, mas nos bastidores apura-se que a construtora pede R$ 4 milhões pelo prédio. Três corretoras de imóveis farão as cotações para o imóvel. O plano da prefeitura é pagar a menor avaliação, depositando em juízo, adquirindo o espaço e começando sua demolição.

Seminários

No fim deste mês e de julho, dois seminários serão organizados pela Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia com o intuito de incentivar a participação da comunidade no concurso. O primeiro evento abordará o conceito de memorial e citará exemplos que ocorrem em diversos países, enquanto o segundo receberá sugestões para o local. O cronograma da prefeitura estima ainda que, após a demolição do prédio e a limpeza do terreno, a construção do memorial se estenda até 2019.

“A prefeitura vem tomando todas as medidas para colaborar com Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da maior tragédia que nossa cidade já viveu. Desde a criação do Núcleo de Gestão Estratégica de Acolhimento, no início de janeiro, estamos atuando com a associação. A desapropriação do prédio e a construção do memorial é meu compromisso com essas famílias”, destaca o prefeito da cidade, Jorge Pozzobom (PSDB).

Parceria

De acordo com o presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria, Sérgio da Silva, finalmente o poder municipal parece caminhar com os pais e sobreviventes. Foi criado, por exemplo, um Núcleo de Gestão Estratégica de Acolhimento, encarregado de promover a aproximação entre o poder municipal e a associação.

“O prefeito está dedicado a essa causa”, comenta Silva. “Mas o melhor memorial seria ter meu filho dentro de casa. Infelizmente não é possível. Então esse memorial será para lembrar das vítimas e evitar que tudo se repita”, afirma o pai de Augusto Sérgio, morto na tragédia da Boate Kiss aos 20 anos.

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Estadão

Janot renova pedido de prisão preventiva de Aécio Neves

Brasília - O procurador-geral da República,Rodrigo Janot, participa do 23 Encontro de Presidentes e Juízes de Tribunais Constitucionais da América Latina, no Supremo Tribunal Federal (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O procurador Rodrigo Janot defendeu também a permanência da irmã do senador, Andrea Neves,

na  prisão       Marcelo  Camargo/Agência  Brasil

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reiterou hoje (9) o pedido de prisão preventiva do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e manutenção da prisão de Andrea Neves, Mendherson Souza Lima e Frederico Pacheco. Em resposta a recursos, Janot enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) documento em que destaca a abundância de provas materiais concretas e idôneas imputadas aos presos em concurso com Aécio Neves, a alta gravidade do delito e o risco de reiteração, o que torna a prisão preventiva imprescindível para garantia da ordem pública.

"São muitos os precedentes do Supremo Tribunal Federal que chancelam o uso excepcional da prisão preventiva para impedir que o investigado, acusado ou sentenciado torne a praticar certos delitos enquanto responde a inquérito ou processo criminal, desde que haja prova concreta do risco correspondente", disse Janot.

Para o procurador, a transcrição de conversas entre os envolvidos mostra que há fartas evidências tendentes a demonstrar que Andrea Neves, Frederico de Medeiros e Mendherson Souza Lima trabalham diretamente nos negócios escusos feitos por Aécio. "Andrea Neves e Frederico de Medeiros trataram diretamente com Joesley Batista e Ricardo Saud, respectivamente, sobre a solicitação de propina no valor de R$ 2 milhões, ocorrida no ano em curso."

Segundo Janot, a irmã de Aécio, Andrea Neves, não só tem plena ciência do envolvimento do senador nas ilicitudes, como tem papel de protagonismo nas suas tratativas. O procurador ressaltou ainda que a relação de Andrea e Frederico Medeiros não pode ser considerada fato isolado. “A relação espúria que os une é muito anterior ao episódio mais recente de corrupção, e as provas colhidas demonstram que há um risco concreto de que, caso não sejam mantidos presos, reiterem nas graves condutas delitivas e possam destruir eventuais provas existentes em relação aos fatos ilícitos envolvendo Aécio Neves e ainda não totalmente esclarecidos".

Crime continuado e obstrução de Justiça

De acordo com Janot, existe risco de crime continuado, com a “probabilidade de que a lavagem de parte dos R$ 2 milhões recebidos da propina paga recentemente pela J&F, com participação direta de todos os requeridos, ainda esteja em curso”.

Outro aspecto ressaltado por Janot nas gravações ambientais e interceptações telefônicas autorizadas pelo ministro do STF Edson Fachin, é fato de Aécio estar "adotando, constante e reiteradamente, estratégias de obstrução de investigações da Operação Lava Jato, seja por meio de alterações legislativas para anistiar ilícitos ou restringir apurações, seja mediante interferência indevida nos trabalhos da Polícia Federal, seja através da criação de obstáculos a acordos de colaboração premiada relacionados ao caso".

Segundo Janot, a prisão do senador afastado é a única maneira de salvaguardar a ordem pública e a própria instrução criminal. "Isso porque, além da possibilidade concreta de prática de novos delitos por parte dos requeridos, há o risco grave e concreto de que ações criminosas já iniciadas pelo senador Aécio Neves, para embaraçar as investigações em curso no âmbito do Supremo Tribunal Federal - relacionadas à organização criminosa da Operação Lava Jato - atinjam seu objetivo", afirmou.

Defesa

Em nota, a defesa de Aécio Neves questionou a "incomum e inexplicável pressa" com que Janot ofereceu a denúncia. "A defesa do senador Aécio Neves refuta integralmente o teor da denúncia oferecida com incomum e inexplicável pressa pela PGR, antes mesmo de o senador ter oportunidade de ser ouvido para prestar os esclarecimentos solicitados".

Além disso, o advogado Alberto Zacharias Toron desqualificou as provas contra o senador afastado. Ele afirmou que elas são baseadas em uma gravação feita por um "então aspirante a delator que, além de se encontrar na perícia para comprovação da autenticidade e integridade, retrata uma conversa privada, dolosamente manipulada".

Toron também defendeu a inocência de Aécio perante as acusações de corrupção. "Ainda, a acusação de corrupção não para em pé. Apesar de haver expressa referência nas gravações e de os próprios delatores terem admitido que o pedido feito ao sr. Joesley Batista se referia à compra de um apartamento da família do senador, o PGR simplesmente ignora esse fato e sustenta que se tratava de pedido de propina".


Agência Brasil

Rede diz que há 'hipótese robusta' de Joaquim Barbosa se candidatar ao lado de Marina em 2018

Felipe Souza e Mariana Schreiber

Em São Paulo e Brasília

Ueslei Marcelino/Reuters

  • Joaquim Barbosa tem defendido eleições diretas no caso de uma eventual cassação de Temer e não descarta sua possível candidatura

    Joaquim Barbosa tem defendido eleições diretas no caso de uma eventual cassação de Temer e não descarta sua possível candidatura

Há uma "hipótese robusta" de que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa companha uma chapa com Marina Silva em 2018, de acordo com políticos e assessores da Rede.

Segundo membros do partido ouvidos pela BBC Brasil, a principal hipótese é que ele concorra como vice da ex-senadora Marina Silva. Mas o cenário com Barbosa para presidente também é avaliado.

A aproximação entre Marina e Barbosa ficou explícita dentro da Rede após uma longa conversa que os dois tiveram ao telefone na última terça-feira.

Políticos e pessoas ligadas à cúpula do partido afirmaram à reportagem que, desde então, Marina teceu diversos elogios a Barbosa. "Ele é muito gentil, um excelente político", teria afirmado.

Depois da ligação, Marina e Barbosa teriam se falado outras vezes.

O senador Randolfe Rodrigues, também da Rede, estaria mantendo conversas indiretas com Barbosa e também o veria como um bom nome para a chapa ao lado de Marina, de acordo com pessoas próximas ao senador.

Em grupos de Whatsapp da Rede, o nome de Barbosa já é colocado como se fosse certo na chapa para a presidência de 2018. A maior dúvida entre os membros do partido é se ele encabeçará a campanha ou se será o vice de Marina.

Aproximação

O partido não confirma oficialmente a candidatura de Barbosa nem sua filiação. Mas o ex-ministro já deu deu diversos sinais de aproximação e intimidade com a Rede. Internamente, seu nome é visto como "excelente".

"Ele (Barbosa) já foi convidado mais de uma vez para se filiar ao partido, demonstrou simpatia, mas não sinalizou. Ele mostra simpatia pela ideia, mas ainda não houve acerto", disse um membro da Rede à BBC Brasil.

Nesta manhã, o ex-ministro acompanhou o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do processo que pode cassar o presidente Michel Temer. Sua presença causou certa surpresa. Justamente nesta quinta o processo entra na sua fase mais importante.

Barbosa sentou-se na primeira fileira. Entre as pessoas que o acompanhavam estava Zé Gustavo - porta-voz nacional Rede. O deputado federal Alessandon Molon (Rede-RJ), que acompanha o julgamento desde seu início, há dois dias, também estava no TSE.

Em entrevista à BBC Brasil, Gustavo não confirmou que há conversas entre o partido e Barbosa, mas que Marina tem hábito de conversar com ele para entender o cenário político. "Ele daria uma grande contribuição ao país", disse.

Na quarta-feira, Joaquim Barbosa defendeu eleições diretas no caso de uma eventual cassação de Michel Temer e não descartou sua possível candidatura. "Eu sou cidadão brasileiro, cidadão pleno, há três anos livre das amarras de cargos públicos. Portanto, a decisão de me candidatar ou não está na minha esfera de deliberação", afirmou.


BBC Brasil e UOL Notícias

Barroso pede desculpas por chamar Joaquim Barbosa de 'negro de primeira linha'

Cynthia Vanzella

Luis Barroso - Brazil Forum London

O ministro do STF Luís Roberto Barroso

ANGELA BOLDRINI
DE BRASÍLIA


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso pediu desculpas nesta quinta-feira (8) por ter se referido ao ex-presidente da corte Joaquim Barbosa como um "negro de primeira linha" em cerimônia no dia anterior.

"Uma coisa que eu aprendi na vida é que quando a gente comete um erro, o melhor que se pode fazer é reconhecê-lo o mais rápido possível", afirmou o ministro. Ele falou no início da sessão que deve julgar ação a respeito da lei de cotas raciais no serviço público.

Segundo ele, pretendia narrar "a sua trajetória vitoriosa e pretendia fazer referência que ele se tornou um acadêmico negro de primeira linha".

O ministro afirmou que o "primeira linha" se referia a "acadêmico", e que a menção ao fato de Barbosa ser negro seria para "celebrar uma pessoa que tinha rompido o cerco da subalternidade, chegando ao topo da vida acadêmica".

Afirmou, porém, que utilizou expressão "infeliz". "Não há brancos ou negros de primeira linha, porque as pessoas são todas iguais em dignidade e direitos", disse Barroso.

O ministro pareceu se emocionar durante o pedido de desculpas. Ao dizer que se arrependia de ter "involuntária e inconscientemente reforçado um estereótipo racista" que passou "a vida tentando combater e derrotar", o ministro fez pausas durante a fala para se recompor.

A fala Barroso a Barbosa foi feita durante cerimônia no STF para homenagear o ex-ministro com um retrato na galeria dos ex-presidentes do tribunal.


Folha de S. Paulo

Gilmar Mendes diz que Procuradoria "aparentemente" combinou versão com JBS


O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar Mendes, afirmou nesta quinta-feira (8) que a Procuradoria-Geral da República “aparentemente” teria combinado com os delatores da JBS a versão apresentada nos depoimentos de que as doações eleitorais indicadas no acordo de colaboração seriam todas fruto de acordos para pagamento de propina.
“Assistia esses dias na televisão esse vídeos dessa última delação, e aparentemente houve uma combinação dos delatores com o próprio Ministério Público para falar que todas as doações eram propina”, disse. “Por que? Porque essa é a linguagem que o Ministério Público adotou para todos os fins”, afirmou Mendes.

Depois de chamar Barbosa de 'negro de primeira linha', Barroso pede desculpas

O ministro do STF Luís Roberto Barroso pediu desculpas nesta quinta-feira (8) por ter chamado o ex-presidente da Corte Joaquim Barbosa de "negro de primeira linha", na véspera, em cerimônia de inauguração da foto de Barbosa na galeria de ex-presidentes do tribunal. Barroso alegou que a declaração foi "infeliz".

"Gostaria de pedir desculpas às pessoas a quem possa ter ofendido ou magoado com essa afirmação infeliz. Gostaria de pedir desculpas, sobretudo, se, involuntária e inconscientemente, tiver reforçado um estereótipo racista que passei a vida tentando combater e derrotar”, disse o ministro.

Barroso pediu a palavra logo na abertura da sessão de julgamentos desta quinta, para comentar sobre a declaração. "Primeira linha se referia, como intuitivo, a acadêmico. E a referência a negro era para celebrar uma pessoa que havia rompido o cerco da subalternidade, chegando ao topo da vida acadêmica.”

"Gostaria de pedir desculpas, sobretudo, se tiver reforçado um estereótipo racista" "Gostaria de pedir desculpas, sobretudo, se tiver reforçado um estereótipo racista"

"Contudo, manifestei-me de um modo infeliz e utilizei a expressão ‘negro de primeira linha’. Não há brancos ou negros de primeira linha porque as pessoas são todas iguais em dignidade e direitos sendo merecedores do mesmo respeito e consideração", completou Barroso.

No dia anterior, na tentativa de fazer um elogio, Barroso falou sobre Barbosa como "negro de primeira linha". "A universidade (Uerj) teve o prazer e a honra de receber um professor negro, um negro de primeira linha vindo de um doutorado de Paris"

Barroso também tinha enfatizado a importância de Barbosa como relator da Ação Penal 470, o chamado mensalão, e a presença do nome do ex-colega de Corte entre possíveis candidatos à presidência. "Demonstra que a nação brasileira reconhece que Vossa Excelência, tanto no plano simbólico como no real, saiu de Paracatu em Minas para virar um exemplo", apontou o ministro.

>> Joaquim Barbosa defende diretas e admite possibilidade de candidatura em 2018


Jornal do Brasil


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COI propõe escolha simultânea das sedes das Olimpíadas de 2024 e 2028

Da Agência EFE

Presidente do COI, Thomas Bach

Presidente do COI, Thomas BachReuters/Kevin Coombs/Direitos Reservados

A Assembleia-Geral do Comitê Olímpico Internacional (COI) debaterá e votará nos próximos dias 11 e 12 de julho, em uma sessão extraordinária em Lausanne, na Suíça, se as sedes dos Jogos Olímpicos de 2024 e 2028 serão escolhidas de forma simultânea em setembro deste ano, em Lima, no Peru. A informação é da EFE.

Paris e Los Angeles, cidades que apresentaram candidaturas para 2024, disputarão agora as duas edições, anunciou hoje (9) o presidente do COI, Thomas Bach. A Comissão Executiva do COI, reunida hoje em Lausanne, estudou um relatório elaborado por seus quatro vice-presidentes recomendando à assembleia escolher as sedes de forma simultânea, um movimento sem precedentes na história olímpica. A sugestão foi aprovada por unanimidade.

"O grupo de trabalho formado pelos quatro vice-presidentes do COI [o espanhol Juan Antonio Samaranch, o australiano John Coates, o chinês Yu Zaiqing e o turco Ugur Erdener], considera que a coincidência de duas grandes cidades, dois grandes países, duas candidaturas entusiastas que promovem o espiríto olímpico, é uma oportunidade de ouro para os Jogos e para o COI", disse Bach em entrevista coletiva.

"Esse julgamento coincide com o da Comissão de Avaliação das Candidaturas. As duas cidades abraçaram a Agenda 2020, sobretudo no que se refere à redução de custos. Por essas e por muitas outras razões, a Comissão Executiva aprovou por unanimidade recomendar a concessão ao mesmo tempo dos Jogos de 2024 e 2028", anunciou.

Se a proposta for aprovada, Bach considera que o COI lançará um sinal muito claro de estabilidade para a opinião pública. "Assistimos a uma concorrência fascinante entre Paris e Los Angeles. É difícil imaginar algo melhor", completou.

Sobre as compensações para a sede que ficar com o evento em 2018, o presidente do COI afirmou que pode haver algumas mudanças nos contratos e nas condições, mas que isso é um assunto para o futuro.

Únicas candidatas

Paris e Los Angeles são as únicas candidatas a sediar os Jogos Olímpicos de 2024, após a desistência de suas três rivais - Hamburgo, Roma e Budapeste - por decisões políticas ou dos cidadãos em referendos.

Preocupado com a falta de cidades interessadas em organizar o evento, o COI começou a sinalizar no início do ano a possibilidade de dividir os Jogos Olímpicos de 2024 e 2028 entre Los Angeles e Paris, reformulando, enquanto isso, as formas e condições para a escolha das sedes.

A opção de Paris ficar com os Jogos de 2024 e Los Angeles de 2028 é a mais provável. Na última quarta-feira, o presidente da candidatura norte-americana, Casey Wasserman, admitiu que não há um "agora ou nunca" para que a cidade organize as competições.

Segundo o presidente do COI, será apresentada uma situação invejável para as duas cidades. "É ganhar ou ganhar. Nenhuma corre o risco de ser derrotada", destacou.

Desde o processo de escolha para os Jogos Olímpicos de 1988, quando capital coreana Seul venceu a cidade japonesa de Nagoia, o número de candidatas nunca tinha sido tão pequeno.

A candidatura de Paris indicou desde o início que gostaria de sediar apenas os Jogos de 2024., já que a Vila Olímpica planejada não pode ficar quatro anos parada. Os apartamentos serão vendidos para a população e a entrega dos imóveis já está programada para logo depois das datas de competição.

A assembleia do COI é formada por 95 membros. Se eles aprovarem a proposta feita hoje, Paris e Los Angeles serão escolhidas como sede das duas próximas edições dos Jogos Olímpicos em evento marcado para ocorrer no dia 13 de setembro, em Lima, no Peru.


Agência Brasil


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AGU pede acesso a conteúdos de processos judiciais que envolvem a JBS

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou hoje (9) que pediu acesso ao conteúdo dos processos judiciais em que a J&F, controladora do grupo JBS, está envolvida. “A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou acesso, ainda que sigiloso, aos autos de todos os processos em curso na 10ª Vara Federal do Distrito Federal referentes às operações da Polícia Federal Carne Fraca, Greenfield, Sépsis e Cui Bono”, informou em nota.

Segundo a AGU, o objetivo é saber se o acordo de leniência firmado entre a empresa e a Procuradoria-Geral da República (PGR) repara integralmente os danos causados pela JBS. No acordo, a empresa se comprometeu a pagar R$ 10,3 bilhões a título de ressarcimento pelos danos causados pelas práticas de corrupção,

“O objetivo é avaliar quais medidas podem ser adotadas para obter a reparação integral dos danos causados aos cofres públicos pelas irregularidades investigadas. [..] Observando que tal acordo envolve o ressarcimento de valores a órgãos e entidades públicas [...], a AGU aponta não existir dúvidas de que há interesse da União para melhor compreensão dos fatos [...]”.

O acordo entre JBS e PGR foi anunciado no final de maio. Segundo o Ministério Público Federal, o montante, a ser pago em 25 anos, representa o maior para esse tipo de acordo no mundo. Considerando a correção, a projeção é que o total a ser pago pela J&F, o chamado valor futuro, alcance cerca de R$ 20 bilhões.

Do total a ser pago pela empresa, R$ 8 bilhões serão partilhados entre a Fundação dos Economiários Federais (Funcef), a Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), totalizando 75% do valor. Já a União receberá 12,5% e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a Caixa Econômica Federal, 6,25% cada. Segundo o MPF, o restante da multa, R$ 2,3 bilhões, "será pago por meio de projetos sociais, especialmente nas áreas de educação, saúde e prevenção da corrupção".


Agência Braisl

Sartori convoca reunião com Defesa Civil assim que chegar do Japão

Governador acompanha situação das chuvas em contato com o vice, Cairoli

Governador acompanha situação das chuvas em contato com o vice, Cairoli | Foto: Cleber Benvegnu / Piratini / Divulgação CP

Governador acompanha situação das chuvas em contato com o vice, Cairoli | Foto: Cleber Benvegnu / Piratini / Divulgação CP

O governador do Rio Grande do Sul, José Sartori, está sendo informado sobre os danos das chuvas no Estado. Começando o retorno da missão econômica no Japão, ele salientou a convocação de uma reunião com a Defesa Civil assim que chegar a Porto Alegre.

"Conversei com o governador em exercício José Paulo Cairoli, que está comandando o trabalho das nossas equipes no atendimento às regiões atingidas", relatou. "Todos estão mobilizados. Estamos começando a viagem de retorno do Japão", acrescentou Sartori.

As chuvas da última semana já atingiram 136 municípios gaúchos, dos quais 68 estão com situação de emergência decretada. Quase 10 mil pessoas estão fora de suas casas, com 338 famílias desabrigadas e 2.011 desalojadas. O Rio Taquari vem subindo de forma rápida e há níveis acima da cota de inundação nos municípios de Encantado (cota 11m; nível atual 12,35) e Estrela (cota 17m; nível atual 17,29).


Correio do Povo