Advogados de Temer e Dilma reforçam confiança na absolvição pelo TSE

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Com a sinalização da maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de desconsiderar o conteúdo das delações premiadas da Odebrecht e dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura da ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer da eleição de 2014, ao final do terceiro dia de julgamento, os advogados das duas partes, apesar de contidos, já dão como certa a absolvição.

Brasília - Os ministros Rosa Weber, Admar Gonzaga, Napoleão Nunes e Tarcísio Vieira de Carvalho durante julgamento da chapa Dilma-Temer (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Os ministros Rosa Weber, Admar Gonzaga, Napoleão Nunes e Tarcísio Vieira de Carvalho durante julgamento da chapa Dilma-TemerFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Para o advogado do presidente Michel Temer, Gustavo Guedes, com as manifestações de ministros de hoje, não resta “nenhuma prova de ilegalidade cometida em 2014 que possa ser apurada”. Segundo Guedes, o ministro-relator da ação, Herman Benjamin, extrapolou o pedido inicial da ação ao incluir temas relacionadas não só à Odebrecht, mas a anos anteriores à eleição de 2014.

“O ministro-relator não encontrou nenhuma ilegalidade em 2014 que estivesse na petição inicial e teve que buscar ilegalidades em anos anteriores, 2006, 2008, 2010, 2012, só que legalidades anteriores não são objeto do processo que trata da eleição de 2014”, pontuou Guedes.

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Na mesma linha, Flávio Caetano, advogado da ex-presidente Dilma Rousseff, disse acreditar na improcedência da ação. “Continuamos acreditando que todas as ações serão improcedentes porque entendemos assim desde o começo e, depois de quase dois anos e seis meses de processo, mais de 55 testemunhas ouvidas, mais 30 volumes, 40 mil páginas, continua não havendo nenhuma prova. Não há um depoente que tenha dito haver abuso de poder político e econômico. Não há perícia dizendo isso. Continuamos confiando que essas ações serão julgadas improcedentes”, disse Caetano.

Para ele, o posicionamento da maioria dos ministros a favor da exclusão da delação da Odebrecht foi uma “sinalização positiva”. “Ainda não dá para comemorar porque foi uma sinalização de quatro ministros que entenderam que, aquilo que a gente chamou de fase Odebrecht, não deve ser considerada”.

Apesar da decisão dos colegas da corte eleitoral, Hernam Benjamin insistiu na legalidade do uso dos depoimentos prestados pelos executivos da Odebrecht e pelos marqueteiros das campanhas eleitorais petistas.

“É um milagre que nós estejamos hoje aqui apurando esses fatos. Não era para ser. Não haverá outra oportunidade de apurar fatos dessa natureza, aqui. Para o TSE eu não vejo como. E sabe por que? Porque, no caso específico da Odebrecht, existia um esquema de tal proteção e de sofisticação que seria impossível nós apurarmos aqui se não fosse a Lava Jato”, disse o relator.

“Os advogados querem excluir porque a prova é oceânica. A prova é de depoimentos, de documentos, informações passadas por autoridades estrangeiras por meio de cooperação internacional. Essa é a razão”, criticou o relator.

Nesta sexta-feira (9), às 9h, o TSE retoma o julgamento da ação proposta pelo PSDB contra a chapa Dilma-Temer. A expectativa é de que o relator termine a apresentação do seu voto pela cassação da chapa pela manhã e, à tarde, os demais ministros do tribunal votem. O resultado deve ser conhecido no início da noite.


Agência Brasil

Temer não responde a perguntas da PF e pede arquivamento de inquérito

O presidente Michel Temer decidiu não responder às perguntas enviadas pela Polícia Federal no inquérito que trata das delações premiadas feitas por executivos da empresa JBS. Em petição protocolada na tarde de hoje (9) no Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa de Temer pede que as investigações sejam arquivadas e faz críticas ao teor do questionário enviado ao presidente na última segunda-feira (5), após o acordo de delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista ter sido homologado pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF.

Na terça-feira (6), a pedido da defesa de Temer, Fachin prorrogou até as 17h de hoje o prazo para o presidente responder às perguntas. Na petição protocolada no STF, os advogados de Temer formulam uma série de argumentos para o fato de as perguntas não terem sido respondidas, dentre os quais o “ sentimento de injustiça e sofrimento pessoal” causado por "perguntas invasivas” e “inoportunas” a respeito do presidente. Eles lembram que Temer não é obrigado a responder às questões e ponderam que o presidente continua “pronto a atender” quaisquer demandas encaminhadas por Fachin.

No documento, a defesa de Temer avalia que os elementos que motivaram a instauração do inquérito, como a própria delação, estão contaminados pela “ilicitude formal e material” da gravação da conversa entre ele e Joesley Batista na qual os dois conversam sobre o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e as investigações envolvendo o empresário. Para os advogados, é “inoportuna e temerária ” a afirmação do Ministério Público Federal de que um dos crimes supostamente cometidos por Temer foi o de corrupção passiva.

“Declaração açodada, própria de quem, antes mesmo de quaisquer investigações, já está com uma prévia visão dos fatos, independente da vinda das provas. Acusará, ao que parece, com provas, sem provas ou mesmo contra as provas”, afirmaram Antônio Cláudio Mariz de Oliveira e Sérgio Eduardo Mendonça de Alvarenga.

De acordo com a petição, “os inquisidores persistem em abordar temas estranhos ao inquérito”, apresentando perguntas que fazem referência a fatos anteriores à ocupação do cargo de presidente por Michel Temer. Ao final, os advogados solicitam o envio dos autos ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que arquive o inquérito, “em face da absoluta inanição de elementos probatórios mínimos” necessários para que seja proposta uma denúncia contra o presidente.

“Subvertendo-se a lógica, no caso do presidente, e ferindo-se as garantias individuais, passou-se a investigar uma pessoa, não os fatos supostamente criminosos, como se vigorasse em nosso ordenamento o odioso Direito Penal do Autor”, afirmam os advogados, no documento. A defesa acrescenta que os trabalhos investigativos “perderam-se no caminho” com a falta de elementos incriminadores e que a investigação busca, “sem nenhum critério, métodos ou limites, encontrar qualquer indício, o mais tênue e frágil que seja, para, com o auxílio da mídia, dar uma repercussão a fato que enganosamente possa parecer grave”.

Em diversos momentos, os advogados fazem menção à conduta de Fachin. Segundo eles, se o ministro do Supremo, diferentemente da autoridade policial, fosse o autor do questionário, haveria uma “adequada limitação das perguntas ao objeto das investigações”.

“Indagações de natureza pessoal e opinativa, assim como outras referentes aos relacionamentos entre terceiras pessoas ou aquelas que partem de hipóteses ou de suposições e dizem respeito a eventos futuros e incertos não teriam sido formuladas. No entanto, foram feitas e demonstram que a autoridade mais do que preocupada em esclarecer a verdade dos fatos desejou comprometer o senhor presidente da República com questionamentos por si só denotadores da falta de isenção e de imparcialidade por parte dos investigadores”, diz a petição.

Para a defesa de Temer, o questionário é um “acinte à sua dignidade pessoal e ao cargo que ocupa” e atenta contra os “direitos individuais inseridos no texto constitucional”. “ O presidente e cidadão Michael Temer está sendo alvo de um rol de abusos e de agressões aos seus direitos individuais e à sua condição de mandatário da nação que colocam em risco a prevalência do ordenamento jurídico e do próprio Estado Democrático de Direito”, destaca o documento.

Ainda de acordo com o texto, as questões referentes à gravação não poderão ser respondidas porque ainda não foi concluída a perícia determinada pelo STF sobre as condições e qualidade do áudio. Da mesma forma, afirmam os advogados, também não serão alvo “de nenhuma consideração” as indagações sobre os depoimentos de “empresários confessadamente delinquentes” por estarem “contaminadas pelo veneno da gravação clandestina e adulterada”.

“Ilustre ministro, é incrível, mas deseja-se atribuir ao presidente da República poderes adivinhatórios, ao se perguntar se ocorreu determinado encontro entre duas pessoas, sem a sua presença, e o que é pior, qual teria sido a pauta de tal reunião”, continua a petição, citando o número das questões mencionadas e afirmando que perguntas sobre motivos de encontros ocorridos e grau de relacionamento são “verdadeiras bisbilhotices”, “impróprias” para o inquérito.


Agência Brasil

Cármen Lúcia cobra de tribunais envio correto de dados processuais ao CNJ

Ministra Cármen Lúcia durante reunião com presidentes dos tribunais de Justiça

Ministra Cármen Lúcia cobra de presidentes de tribunais de Justiça repasse correto da movimentação processual CNJ/Divulgação

A presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal de Justiça (STF), ministra Cármen Lúcia, reuniu-se hoje (9), em Brasília, com presidentes dos tribunais de Justiça para tratar de providências para melhoria da prestação da justiça nos estados. Em tom duro, a ministra abriu o encontro reclamando de erros em dados repassados pelos tribunais ao conselho e afirmando que o Brasil precisa de “clareza e certeza” em relação aos números.

A ministra adiantou que baixará portaria tornando obrigatório o envio de todas as movimentações processuais dos tribunais ao CNJ.

“Preciso das respostas dos senhores. Desde a primeira reunião tenho pedido que esses dados sejam fornecidos de forma correta e transparente, como manda a Constituição e a Lei de Acesso à Informação. E nenhum de nós tem dúvida de que o Brasil mudou, o cidadão mudou e está com raiva”, afirmou Cármen Lúcia, citando os problemas com os dados precários encaminhados pelos tribunais e utilizados pelo CNJ para todo diagnóstico do Poder Judiciário.

Informação

Durante o encontro, a presidente do STF informou que tornará obrigatória a participação dos tribunais no chamado ‘Selo Justiça em Números’, que reconhece as unidades que investem na gestão da informação concedido anualmente aos tribunais. De acordo com a ministra, "é preciso que as informações sejam bem especificadas, com o número de processos novos, julgados e pendentes, além de informações sobre presos e juízes".

A ministra também solicitou aos presidentes dos tribunais que informem, até a próxima terça-feira (dia 13), quantos magistrados estão de licença e por quais motivos. A presidência do CNJ quer saber quantos desses magistrados estão no país e quantos estão no exterior.

Também deverá ser esclarecido o motivo dessas licenças (se para tratamento de saúde ou para interesse próprio) e o nome do responsável pela liberação do magistrado, assim como o número total de comarcas existentes e de comarcas vagas.

Transparência

Segundo Cármen Lúcia, dos 27 tribunais estaduais sete não mandaram dados referentes à realização de júri. "Com essas faltas, não conseguimos fazer a média nacional. Sem isso, não é possível que o Brasil tenha acesso à informação correta. Alguns não me deram nem retorno, para dizer o que houve”, criticou a ministra, lembrando que o resultado do levantamento será repassado à imprensa.

“A ampla divulgação irá permitir à população brasileira maior conhecimento sobre a situação do Judiciário”, concluiu.

* Com informações da Assessoria de Comunicação Social do CNJ


Agência Brasil

Exposição Itinerários Indígenas mostra obras raras dos séculos 16 ao 21

Aula no orfanato masculino. Missão Salesiana de Barcelos. Amazonas. Prelazia do Rio Negro (1937-50)

Aula no orfanato masculino. Missão Salesiana de Barcelos. Rio Negro, Amazonas (1937-50)Imagem de divulgação/Arquivo Nacional/direitos reservados

No Dia Internacional de Arquivos, comemorado hoje (9), o Arquivo Nacional abriu ao público a exposição Itinerários Indígenas, marcando o encerramento da 1ª Semana Nacional de Arquivos. O tema da data comemorativa neste ano é a diversidade cultural.

A exposição abrange documentos e peças do próprio Arquivo Nacional, como manuscritos e obras raras que datam desde o século 16 até o século 21. Para o público leigo que vai ter contato pela primeira vez com documentos ligados aos indígenas brasileiros, a curadora da mostra, Claudia Beatriz Heynemann, destacou que vai ser a oportunidade de as pessoas verem manuscritos originais de séculos passados, além de reproduções de livros raros de expedições pouco conhecidas que percorreram o país no século 19, principalmente de naturalistas alemães, com fotos dos primeiros contatos feitos com indígenas no país.

Cláudia Beatriz conta que estão expostas também imagens fotográficas do acervo do extinto jornal Correio da Manhã, publicado no Rio de Janeiro de 1901 a 1974, bem como da Agência Nacional, órgão de divulgação do governo federal, substituída em 1979 pela Empresa Brasileira de Notícias, fundida em 1988 à Radiobrás, atual Empresa Brasil de Comunicação.

Aproximação

“Da Agência Nacional, nós temos imagens trêmulas dos anos de 1950, quando foram feitas as primeiras tentativas de atração de grupos indígenas. São imagens interessantes que dão aquela ideia de aproximação na margem do rio”, disse a curadora. A exposição conta também com álbuns inéditos de missões religiosas salesianas, um deles datado de 1901, quando Afonso Pena era presidente do Brasil. Outro álbum marca o período de Getulio Vargas no poder.

Segundo Cláudia Beatriz, essas missões faziam parte de uma política de aculturamento dos grupos indígenas. As imagens de oficinas e estudos retratam o processo disciplinar de imposição de uma cultura externa para os índios, disse. “São fotos icônicas mesmo”, comentou.

A exposição também mostra o registro de viagens ao interior brasileiro. Há muitas imagens de atividades de campo dos irmãos sertanistas Villas-Boas. Há ainda uma reprodução de 1912 da imagem do fundador da Rádio Roquette-Pinto, o escritor e imortal da Academia Brasileira de Letras Edgard Roquette-Pinto, considerado o pai da radiodifusão no Brasil, no meio da floresta. A foto foi reeditada pelo Correio da Manhã na década de 1940. Roquette-Pinto fez parte da Missão Rondon, em 1912, e passou várias semanas em contato com os índios nambiquaras que, até então, não tinham contato com a civilização, trazendo, na volta, vasto material etnográfico.

Comissão Nacional da Verdade

A mostra do Arquivo nacional traz ainda materiais da Comissão Nacional da Verdade (CNV), criada pela Lei 12.528/2011 e instituída em 16 de maio de 2012. A CNV investigou as violações de direitos humanos ocorridas no Brasil e também no exterior entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988, por agentes públicos do governo ou pessoas a seu serviço.

Trata-se de documentos e depoimentos recebidos pela Comissão Nacional da Verdade, revendo o que foi a política do período militar em relação aos grupos indígenas.

A mostra tem entrada franca e abre de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. Há ainda visitas orientadas e atividades educativas para grupos de visitantes. Maiores informações podem ser obtidas por e-mail, no endereço nearq@arquivonacional.gov.br.


Agência Brasil

Vídeo: Chuvas causam estragos em vários pontos de Porto Alegre

Houve registro de alagamentos e bloqueio de ruas

Bairro Humaitá, na zona Norte foi um dos mais atingidos | Foto: Guilherme Testa

Bairro Humaitá, na zona Norte foi um dos mais atingidos | Foto: Guilherme Testa

As fortes chuvas que caíram sobre o Rio Grande do Sul na noite dessa quarta e madrugada de quinta-feira deixaram um rastro de destruição. Houve deslizamento de terra e mortes.Em Porto Alegre houve o registro de vários pontos de alagamentos. A zona Norte e Leste foram as mais afetadas, com ruas completamente bloqueadas.




Correio do Povo

Nova versão de Temer sobre jatinho confirma delação de Joesley

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A novíssima versão de Michel Temer sobre o uso do jatinho da JBS é pior que as anteriores. Segundo ele, Wagner Rossi foi quem arrumou a aeronave.

Além de ter acolhido dias depois, no Ministério da Agricultura, o executivo Ricardo Saud, homem da mala da JBS, Rossi é apontado por Joesley Batista como responsável por aproximá-lo de Temer.

Em sua delação, Joesley contou que Rossi lhe confidenciou que operava com Temer no Porto de Santos - a PGR investiga edição de MP que beneficiou a Rodrimar, que opera naquele porto.

Joesley também contou em sua delação que, quando Rossi caiu da Agricultura em meio a outras denúncias de corrupção, Temer lhe pediu que pagasse ao ex-ministro um 'mensalinho' de R$ 100 mil.

Tem que manter isso, viu!


O Antagonista



Quanto custou o voo de Temer no jatinho da JBS

Michel Temer reconheceu ter usado o jatinho de Joesley Batista, assim como foi publicado em O Antagonista...



Quem faz história no TSE

O TSE pode absolver Dilma e Temer, mas quem faz história é Herman Benjamin... [ leia mais ]

A discussão sobre a Odebrecht só serviu de pretexto a quem quer salvar Temer

Com a leitura do voto de Herman Benjamin, você deve estar se perguntando o que decidiram os ministros do TSE sobre a validade dos depoimentos dos executivos da Odebrecht como provas...

Gilmar Mendes bate boca com Herman Benjamin

Benjamin apontou a contradição de Gilmar e do TSE, que aceitaram incluir as provas da Odebrecht na ação e, agora, resolveram tirá-las...

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Gilmar Mendes ataca o Ministério Público

Gilmar Mendes acusou o Ministério Público Federal, no caso da JBS, de coagir os delatores a usarem o termo propina....

Financiamento de um projeto de poder

Herman Benjamin constata que as empresas não financiaram ilegalmente apenas campanhas, mas um projeto de poder....

Dinheiro limpinho e dinheiro sujinho

Como explicou Herman Benjamin, para cassar o mandato nem é preciso provar que o dinheiro de campanha vem de propina...

"Se há ilicitude na alimentação dos partidos não há como separar das campanhas"

Herman Benjamin, sobre o fato de recursos partidários alimentarem campanhas eleitorais...



Vem pra Rua ou Fica em Casa?

Saiu na coluna de Ancelmo Gois:

"O coordenador nacional do movimento Vem pra Rua esteve, hoje, reunido com o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati... [ leia mais]

As desculpas de Barroso

Eis o pedido de desculpas, reproduzido pelo JOTA, de Luís Roberto Barroso, que havia dito que Joaquim Barbosa é um "negro de primeira linha"...

[ leia mais ]


A hipótese Joaquim

Membros da Rede disseram à BBC Brasil que há uma “hipótese robusta” de que Joaquim Barbosa componha uma chapa com Marina Silva em 2018... [leia mais ]

ProUni já tem mais de 300 mil inscritos; prazo encerra hoje

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As inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni) do segundo semestre de 2017 terminam hoje (9). Estão sendo oferecidas 147.492 bolsas em 1.076 instituições privadas de educação superior. O prazo foi aberto na última terça-feira (6) e até as 13h de quinta-feira (8), o Ministério da Educação já registrava 307.668 inscritos, em um total de 593.691 inscrições. O estudante pode selecionar até duas opções de curso, entre os 27.237 disponíveis.

Os interessados em participar do ProUni podem consultar as bolsas oferecidas e se inscrever na página do programa na internet. O número de bolsas oferecidas é 17% maior em relação à segunda edição do programa do ano passado. Do total de bolsas, 67.603 são integrais e 79.889, parciais.

O ProUni é voltado para estudantes da rede pública ou bolsistas integrais de escolas particulares. Também estão incluídas as pessoas com deficiência e professores da educação básica em escolas públicas que compõem o quadro de pessoal permanente da instituição.

Podem concorrer às bolsas do ProUni estudantes brasileiros que não tenham diploma de curso superior e tenham feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016, obtido mínimo de 450 pontos na média de notas do exame e não tenham zerado a redação. Os candidatos que pleitearem bolsas integrais devem ter renda familiar bruta mensal per capita de, no máximo, um salário mínimo e meio. No caso da bolsa parcial, a renda familiar não pode ser maior que três salários mínimos.

No caso dos professores, a oferta é restrita aos cursos de licenciatura, e não há necessidade de cumprir o requisito da renda. O ProUni tem ainda ações conjuntas com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que permite ao bolsista parcial financiar a parte da mensalidade não coberta.

O estado de São Paulo lidera o número de bolsas ofertadas (35.047), seguido de Minas Gerais (16.610) e do Paraná (11.590). O maior número de bolsas oferecidas está concentrada nos cursos de engenharia (16.314), administração (14.273), pedagogia (10.191) e direito (8.606). Para medicina, há 658 vagas disponíveis.

Cronograma

O processo seletivo será constituído de duas chamadas sucessivas, sendo que a primeira ocorrerá em 12 de junho e a segunda está prevista para 26 de junho. O candidato selecionado deverá comparecer à respectiva instituição de educação superior para a comprovação das informações prestadas e a eventual participação em processo seletivo próprio, quando for o caso, no período de 12 a 19 de junho, na primeira chamada, e de 26 a 30 de junho, na segunda chamada.

Para participar da lista de espera, o estudante deverá manifestar seu interesse na página do programa, entre 7 e 10 de julho. A lista estará disponível no sistema, para consulta pelas instituições de educação superior, no dia 13 de julho. Nesse caso, o candidato deverá comparecer à instituição e entregar a documentação no período de 17 a 18 de julho.



Agência Brasil

Maioria do TSE vota contra cassação da chapa Dilma-Temer

Brasília - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Gilmar Mendes, durante o quarto dia de julgamento da ação em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, durante o quarto dia de julgamento da ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Após quatro dias de julgamento, a maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) votou hoje (9) contra a cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições de 2014, pelas acusações de abuso de poder político e econômico. O placar da votação ficou em 4 a 3.  O voto de desempate foi proferido pelo presidente da corte, ministro Gilmar Mendes.

Em seu voto, Gilmar mencionou que foi o relator do pedido inicial do PSDB para a reabertura da análise da prestação de contas da chapa Dilma-Temer. Ele disse, entretanto, que o pedido foi aprovado pelo tribunal para reexame do material e não para condenação sumária. "Não se trata de abuso de poder econômico, mas se trata de um dinheiro que sai da campanha e não disseram para onde vai. Primeiro é preciso julgar para depois condenar. É assim que se faz e não fixar uma meta para condenação. O objeto dessa questão é sensível porque tem como pano de fundo a soberania popular", defendeu.

Também votaram pela absolvição os ministros Napoleão Nunes Maia, Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira. Luiz Fux e Rosa Weber acompanharam o relator, Herman Benjamin, pela cassação da chapa.

Quatro dos sete ministros entenderam que não há provas suficientes para retirar o mandato da chapa. Além disso, a maioria avaliou que as delações de ex-executivos da Odebrecht não podem ser incluídas no julgamento porque não estavam no pedido inicial de cassação, feito pelo PSDB em 2014.

"Não é algum fricote processualista que se quer proteger, mas o equilíbrio do mandato. Não se substitui um presidente a toda a hora, mesmo que se queira. A Constituição valoriza a soberania popular, a despeito do valor das nossas decisões”, disse Gilmar ao proferir seu voto.

A maioria dos ministros também argumentou que as provas que restaram, como outros depoimentos de delatores da Operação Lava Jato, que também citam repasses de propina para a chapa, não são suficientes para concluir que os recursos desviados para o PT e PMDB abasteceram a campanha de 2014.

Mendes voltou a dizer durante seu voto que  “não cabe ao TSE resolver a crise política” do país, e que falou isso a políticos que o procuraram para debater o tema.

Ação

Em dezembro de 2014, as contas da campanha da então presidente Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas e por unanimidade no TSE. No entanto, o processo foi reaberto porque o PSDB  entrou com uma ação na Corte por suspeitas de irregularidade nos repasses a gráficas que prestaram serviços à campanha eleitoral de Dilma e Temer. Neste ano, o relator Herman Benjamin incluiu no processo o depoimento dos delatores ligados à empreiteira Odebrecht investigados na Operação Lava Jato. Os ex-executivos relataram que fizeram repasses ilegais para a campanha presidencial.

Defesa

A campanha de Dilma Rousseff nega qualquer irregularidade e sustenta que todo o processo de contratação das empresas e de distribuição dos produtos foi documentado e monitorado. A defesa do presidente Michel Temer diz que a campanha eleitoral do PMDB não tem relação com os pagamentos suspeitos. De acordo com os advogados, não se tem conhecimento de qualquer irregularidade no pagamento dos serviços.


Agência Brasil



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Venda de planos de saúde de 14 operadoras está suspensa a partir de hoje

Plano de Saúde

No primeiro trimestre deste ano, a ANS registrou 14.537 reclamações de natureza assistencial -Arquivo/Agência Brasil

A partir de hoje ( 9), está suspensa a comercialização de 38 planos de saúde de 14 operadoras, por causa de reclamações, recebidas no primeiro trimestre deste ano, relativas à cobertura assistencial e à demora no atendimento. A medida é resultado do monitoramento feito pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por meio do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento.

De acordo com a diretora de Normas e Habilitação dos Produtos, Karla Santa Cruz Coelho, 739 mil consumidores estão sendo protegidos com a medida. Para ela, o monitoramento e a proibição da venda dos planos incentivam as operadoras a melhorar o atendimento. “Ao proibir a venda dos planos que estão sendo alvo de reclamações recorrentes sobre cobertura, a ANS obriga as operadoras a qualificar o serviço para atender com eficácia aos usuários. Somente mediante a adequação do atendimento, essas operadoras poderão receber novos clientes”, disse.

No primeiro trimestre, a agência registrou 14.537 reclamações de natureza assistencial, no período de 1º de janeiro a 31de março. “Desse total, 12.360 queixas foram consideradas para análise pelo programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento. Foram excluídas as reclamações de operadoras que estão em portabilidade de carências, liquidação extrajudicial ou em processo de alienação de carteira, cujos planos não podem ser comercializados em razão do processo de saída ordenada da empresa do mercado”, diz a ANS.

Segundo a agência, os clientes dos planos suspensos estão protegidos. Eles continuam a ter assistência normal até que as operadoras solucionem os problemas assistenciais para que possam receber novos beneficiários. Das 14 operadoras que figuram na lista, quatro já tinham planos suspensos no período anterior (quarto trimestre de 2016) e dez não constavam na última lista de suspensões.

Paralelamente, seis operadoras poderão voltar a comercializar 30 produtos que estavam impedidos de ser vendidos. Isso acontece quando há comprovada melhoria no atendimento aos beneficiários. Das seis operadoras, três foram liberadas para voltar a comercializar todos os produtos que estavam suspensos e três tiveram reativação parcial.

A medida é preventiva e vigora até a divulgação do próximo ciclo (segundo trimestre). Além de ter a comercialização suspensa, as operadoras que negaram indevidamente cobertura podem receber multa que varia de R$ 80 mil a R$ 250 mil.

Acesse aqui a lista de planos com comercialização suspensa

Acesse aqui a lista de operadoras com planos totalmente reativados

Acesse aqui a lista de operadoras com planos parcialmente reativados



Agência Brasil

Adolescente é apreendido por latrocínio de empresário no Vale do Sinos

O jovem disse que empresário foi baleado para que não reagisse e parasse de tentar negociar com os bandidos

Paloma Fleck
paloma.fleck@rdgaucha.com.br

Foto: Arquivo pessoal /Facebook

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Um adolescente suspeito de participar do latrocínio do empresário Carlos Alberto Gerlinger, ocorrido no dia 16 de fevereiro deste ano, no Vale do Sinos, foi apreendido na quinta-feira (8). O mandado de busca e apreensão foi cumprido em Novo Hamburgo, onde o jovem foi encontrado e encaminhado para a delegacia.

Carlos Gelinger foi rendido em fevereiro quando chegava em casa, em Parobé, e teve a caminhonete Hilux roubada pelos criminosos. O empresário foi levado pelos bandidos e abandonado agonizando com um tiro no tórax na Estrada Campo Bom, em Dois Irmãos. Ele foi encontrado por moradores da região, ainda com vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

De acordo com o delegado Rafael Sauthier, titular da delegacia de Parobé, o adolescente alegou, em depoimento, que o tiro foi disparado porque os bandidos queriam assustar Carlos para que ele não reagisse ao assalto e parasse de tentar negociar com os assaltantes. No momento do crime, um sobrinho da vítima recebeu uma ligação do empresário e ouviu o tiro. O disparo era para ter atingido o braço do empresário, mas perfurou o tórax.

Um dos suspeitos de participar do assassinato foi preso em março. Em testemunho para a polícia, ele disse que o adolescente havia efetuado o tiro que feriu o empresário. Porém, ontem, o menor de idade negou o fato e culpou um dos comparsas. Outros dois suspeitos estão com prisão preventiva decretada, mas estão foragidos.

A polícia apura a participação de um quinto criminoso que deu cobertura ao latrocínio em outro veículo no momento do crime. A identificação dele está sendo investigada pela polícia.

GAÚCHA