Imagens mostram a água invadindo uma das casas no bairro Cavalhada. Bombeiros já foram acionados para retirada das crianças que moram no local.
Fonte: https://www.facebook.com/meubairropoa/videos/1282768891822176/
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James Comey prestou depoimento no Senado dos EUA nesta quinta-feira (8).
O Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) cercou o condomínio Princesa Isabel no bairro Santana, na tarde desta quarta-feira, para deflagrar a Operação Dependência, em Porto Alegre.
Um homem passa pela porta do plenário do Senado e escuta uma gritaria que saia de dentro:
“Filho da Puta, Ladrão, Salafrário, Corrupto, Falsário, Oportunista, Chantagista, Assassino, Traficante, Mentiroso, Vagabundo, Sem-Vergonha, Trambiqueiro, Preguiçoso de Merda, Vendido, Assaltante...”
Assustado o homem pergunta ao segurança parado na porta:
- O que está acontecendo aí dentro? Estão brigando?
- Não - responde o segurança. Estão fazendo a chamada.
Andreza Matais e Dida Sampaio
Foto: Dida Sampaio/Estadão
O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures acaba de ser transferido da superintendência da PF em Brasília para o presídio da Papuda. Ele deixou o prédio da superintendência pela garagem, numa tentativa frustada de evitar que fosse fotografado pela imprensa. Loures estava escoltado por três agentes.
Na Papuda, Loures terá a companhia do operador financeiro Lucio Funaro, preso acusado de envolvimento com o mensalão. Funaro tenta fechar um acordo de delação premiada com a PGR. Ele diz que irá comprometer o presidente Michel Temer.
Loures foi preso no sábado acusado de aceitar propina do empresário Joesley Batista, dono da holding J&F. Ele foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil. Numa gravação feita por Batista, Temer indicou Loures para resolver problemas do empresário no Cade. Foi depois disso que o ex-deputado recebeu a propina.
Loures prestaria hoje seu primeiro depoimento à Polícia Federal. A oitiva, no entanto, foi adiada para sexta-feira. A PF decidiu prorrogá-la porque o ministro Edson Fachin, relator do inquérito no STF, deu acesso à defesa de Loures a todo conteúdo da investigação nas próximas 48 horas.
Como revelou a Coluna, a defesa de Loures disse que ele não falaria nada no depoimento se não tivesse acesso aos áudios gravados do Joesley e pela PF via interceptação telefônica.
Estadão
Por: Adriana Irion
Vista aérea do condomínio Princesa Isabel, no bairro Santana, em Porto AlegreFoto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS
O Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) cercou o condomínio Princesa Isabel, no bairro Santana, na tarde desta quarta-feira, para deflagrar a Operação Dependência, em Porto Alegre. Ao se embrenhar mais uma vez pelos corredores do residencial, os policiais estão executando, além de uma ação ofensiva contra o tráfico de drogas, um trabalho social.
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Pela primeira vez no local, policiais carregam fichas de catálogo para registrar a situação do imóvel — se é alugado, próprio ou emprestado — e a de cada morador. Quando concluir as 43 buscas, a Polícia Civil terá em mãos o começo de um mapeamento que deve servir para amenizar o domínio do crime organizado no complexo.
— Queremos saber quem são todos os que moram em cada um dos apartamentos para os quais há ordem judicial de busca e em que situação estão ali. Sabemos que os traficantes seguem amedrontando moradores e os expulsando dos imóveis, que são ocupados por pessoas ligadas à quadrilha. O imóvel que não estiver em situação legal vai sofrer ação judicial para regularizar — explica o delegado Rafael Soares Pereira, titular da 3ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico.
A investigação durou seis meses, período em que os policiais puderam monitorar e identificar o funcionamento do esquema ilícito no local. Também foi reunida uma série de denúncias anônimas sobre a opressão causada por criminosos no residencial.
A Operação Dependência é mais um desdobramento de pelo menos outras seis grandes ações executadas pelo Denarc no reduto que era dominado pelo traficante Alexandre Goulart Madeira, o Xandi, morto em janeiro de 2015, em Tramandaí. Os policiais tentam localizar drogas, armas e foragidos.
Segundo o Denarc, a quantidade de buscas e de agentes se explica pelo fato de ser comum que ocorra o chamado "rodízio", ou seja, a transferência de ilícitos entre um apartamento e outro quando a polícia chega.
O local é um símbolo do crime: encravado na região central de Porto Alegre, fica a apenas 250 metros do Palácio da Polícia e resiste aos golpes da polícia. A mesma quadrilha também controla o tráfico na Vila Planetário, outra vizinha do QG da Polícia Civil. As autoridades suspeitam de que o tráfico nesses dois locais siga sob o comando de pessoas ligadas a Xandi e a seu sucessor, Renato Fao Gambini, preso em novembro de 2015.
Os 300 policiais civis que tomaram o condomínio nesta tarde buscam armas, drogas, suspeitos, mas, principalmente, querem marcar a presença policial no residencial.
— Não vamos acabar com todo o tráfico, mas vamos insistir, voltar quantas vezes forem necessárias para sufocar esse grupo, que já não está mais tão fortalecido nem capitalizado. Queremos auxiliar na melhoria do nível de segurança dos moradores e da população da região — diz o diretor de investigações do Denarc, delegado Mario Souza.
Foto: Arte sobre foto de Ronaldo Bernardi / Agência RBS
Mas por que o tráfico no Princesa Isabel se mantém, apesar das investidas policiais? É onde entra a figura do usuário de drogas. São os compradores de classe média e até alta que movimentam o negócio num local que tem as condições ideais para esse tipo de comércio: não está localizado na periferia — onde muitos compradores temem entrar —, por ser um condomínio residencial ajuda a disfarçar a intenção de quem entra ali — a pessoa pode estar indo visitar amigos ou familiares — e qualquer movimento dentro dos portões é estrategicamente protegido pelos prédios, não é possível observar de fora.
O local é considerado "sensível" devido à proximidade com escolas, hospitais e órgãos públicos. Além de 300 policiais, a ação desta quarta-feira conta com monitoramento do helicóptero e com o trabalho de cães farejadores. Outros três endereços na Capital também são alvo da operação.
Nome da Operação
Em alusão à dependência que as drogas causam e também à dependência que a facção tem daquela região, sempre mantendo-a como ponto de tráfico
Cronologia de ações
Junho de 2011
— Operação Dilúvio é desencadeada pelo Denarc visando retomar dois redutos do tráfico de drogas comandados pelo mesmo grupo, que tinha como líder Alexandre Goulart Madeira, o Xandi. A ação ocorreu simultaneamente no condomínio Princesa Isabel, conhecido como Carandiru, e na Vila Planetário.
Março de 2015
— A Polícia Civil teve de intervir no Princesa Isabel por conta da pintura de um grafite em homenagem ao traficante Xandi, morto em 4 de janeiro de 2015 em Tramandaí. Citando dizeres como "Padrinho" e "General", a gravura foi bancada pela associação de moradores. A polícia investigou o caso na Operação Pichação e determinou que a gravura fosse apagada.
Maio de 2015
— A Operação Regium foi uma ação de busca e apreensão em 38 imóveis do Princesa Isabel e em dois endereços na zona sul da Capital. Estava dentro da estratégia do Denarc de reforçar a presença policial no local.
Outubro de 2015
— Denarc deflagra a Operação Laranja Mecânica, com foco no bloqueio da herança financeira deixada por Xandi e seu grupo. Foram sequestrados R$ 5,5 milhões em patrimônio entre imóveis, carros de luxo e táxis. A polícia apurou que, entre 2010 e 2014, o bando movimentou R$ 18 milhões em lavagem de dinheiro.
Novembro de 2015
— Considerada um desdobramento da Laranja Mecânica, a Operação Sucursal resultou na prisão de Renato Fao Gambini, dando mais um golpe no bando de Xandi. Oriundo de quadrilhas de roubo a banco da década de 1990, Gambini sucedeu Xandi no comando do tráfico. Ele continua preso.
Novembro de 2015
— A continuação da Operação Sucursal mirou nas armas do bando. O Denarc estourou o depósito de armas e drogas do grupo, que funcionava em um apartamento alugado por Gambini em um condomínio ao lado da sede da Polícia Federal, na Avenida Ipiranga. Entre armas, drogas e carros apreendidos nesta fase, a polícia estimou que a quadrilha perdeu em torno de R$ 1 milhão.
Novembro de 2015
— Em mais um desdobramento da Laranja Mecânica, a Operação Contatore prendeu o homem identificado como contador da quadrilha.
Junho de 2017
— Denarc deflagra Operação Dependência para, mais uma vez, tentar conter o domínio de traficantes sobre moradores, que são ameaçados e expulsos de casa. A novidade da operação é que a polícia vai começar a mapear a situação de cada imóvel, sobre os moradores e qual a situação legal dos apartamentos.
Zero Hora