Venezuela se prepara para as eleições parlamentares deste domingo


Venezuela elege neste domingo deputados que formarão a nova Assembleia Nacional
Quase 20 milhões de venezuelanos devem comparecer às urnas, neste domingo (6), na Venezuela, para eleger 167 deputados que formarão a nova Assembleia Nacional, pelos próximos cinco anos. O mandato começa no dia 5 de janeiro do ano que vem. Para as eleições serão habilitados 14,5 mil centros de votação e 40,6 mil mesas eleitorais em todo o território.
As eleições tendem a ser acirradas. De um lado, está o Grande Polo Patriótico (GPP), encabeçado pelo presidente Nicolás Maduro, e do outro, a oposição, a Mesa da Unidade Democrática. Maduro pede que o sistema socialista impulsionado por Hugo Chávez seja defendido nas eleições, enquanto a MUD convoca os eleitores a proporcionar uma mudança política na Venezuela.
Neste sábado (5), Maduro reúne-se com representantes internacionais que acompanham o processo eleitoral. As delegações começaram a chegar no país em novembro e são formadas pela União de Nações Sul-Americanas (Unasul), pela Comissão de Especialistas Eleitorais Latino-Americanos (CEELA), ex-presidentes e intelectuais, que acompanharam as auditorias e a campanha eleitoral. Eles estarão presentem também amanhã, com o objetivo de garantir a transparência do processo eleitoral.
Segurança
A Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb) vai atuar para garantir que as eleições parlamentares na Venezuela transcorram com um clima cívico e democrático, segundo o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino. Haverá um reforço de 25 mil homens, somados aos 163 mil já encarregados da segurança.
A intenção é que episódios de violência e de não reconhecimento de processos eleitorais, como os que ocorreram no passado, não se repitam no país. No início de 2014, uma série de manifestações no país resultaram em 43 mortos e mais de 800 feridos.
O Conselho Nacional Eleitoral venezuelano determinou que nenhuma entidade pode divulgar projeções sobre as eleições deste domingo, pois o processo entra em etapa de reflexão prévia. A medida se estende a meios de comunicação, organizações políticas e particulares. O resultado oficial será divulgado pelo próprio Conselho.
Autoridades venezuelanas e também integrantes da missão de acompanhamento da Unasul fazem um apelo à população para que votem de maneira pacífica e que respeitem os princípios democráticos. Também pedem aos partidos que concorrem no sulfrágio que aceitem os resultados que serão divulgados na noite de amanhã.
No Brasil
A Venezuela foi tema de encontro entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, sexta-feira (4), em Brasília. Macri disse que ambos estão preocupados com as eleições legislativas na Venezuela e com a defesa da democracia e dos direitos humanos.
Eleito no último dia 22 após derrotar o candidato da presidenta Cristina Kirchner, Macri anunciou que irá pedir a aplicação da chamada “cláusula democrática” do Mercosul para pedir a exclusão da Venezuela do bloco. Dilma já se manifestou contrária à proposta e disse que a aplicação da cláusula precisa de fatos, não pode ser usada baseada em hipóteses.
“Não sinto que tenhamos posições tão distintas. Ambos países, ambos dirigentes, ambas equipes de governo têm um compromisso irrefutável com a democracia, com a defesa dos direitos humanos e da liberdade. Vamos acompanhar o que vai acontecer dia 6, porque há uma enorme tensão na Venezuela. Esperamos que a democracia vença”, afirmou Macri. “Há uma preocupação, que, claro, cada um expressa com seu estilo e sua maneira, mas, no fundo, compartilhamos os mesmos valores, isso não se discute”, acrescentou o presidente eleito.
*Com informações da Prensa Latina e da Ansur


Agência Brasil

No velório, colegas artistas destacam a grandeza da atriz Marília Pêra


Rio de Janeiro (13/10/2015) - A atriz Marília Pêra revisita momentos da carreira no Kinoscope (Ana Paula Migliari/Arquivo TV Brasil)
A atriz Marília Pêra participou, em outubro de 2015, do programa  Kinoscope, da Rádio MEC FM, da EBCAna Paula Migliari/Arquvio TV Brasil
Dezenas de amigos, em grande parte colegas de profissão, estiveram na tarde de hoje (5) no velório da atriz Marilia Pêra, que morreu na manhã deste sábado, aos 72 anos, de um câncer no pulmão. O velório ocorreu na casa de espetáculos que leva o nome da atriz, a Sala Marília Pêra do Teatro do Leblon, na zona sul do Rio.
O acesso ao teatro foi restrito até às 15h30 a familiares e amigos. Somente a partir desse horário é que foi permitida a entrada de fãs e de jornalistas, antecedendo a saída do corpo para o sepultamento, marcado para às 17h no Cemitério São João Batista, em Botafogo, também na zona sul carioca.
No ano passado, já enfraquecida pela doença, Marília Pera dirigiu a atriz Cláudia Ohana numa remontagem da peça Callas, que a própria Marília havia interpretado em 1996, sobre a vida da célebre cantora lírica Maria Callas. Ao chegar para o velório, Claudia Ohana lembrou que, mesmo doente, Marília não perdeu a firmeza. “Ela estava bem fraca, mas era muito exigente, com o horário, com a fala, com o texto. Ela era muito firme, mas com a voz calma, sempre doce. Por causa dela, eu ganhei coragem para fazer um monólogo”, contou a atriz.
Outra atriz, Joana Fomm, não conseguiu conter a emoção ao falar da colega, com quem chegou a contracenar em um especial da TV Globo. “A Marília foi uma das maiores atrizes do mundo”, disse Joana, com a voz embargada. “Ela foi muito bacana comigo quando atuamos juntas. Também foi muito generosa comigo quando eu estive doente. Marília era uma pessoa especial”.
A atriz Nicette Bruno chegou de braços dados com as filhas, as também atrizes Beth Goulart e Bárbara Bruno. “Marília merece a nossa homenagem por tudo que fez pelo teatro, pela arte e pelo Brasil”, declarou Beth Goulart, ao entrar para o teatro onde o corpo foi velado.
Estiveram também no velório os atores Miguel Falabella, Marcos Caruso e Gracindo Júnior e as atrizes Arlette Salles, Cássia Kiss e Marieta Severo.
“Estou pasma com a perda de uma das maiores atrizes brasileiras, quando ainda se esperava muito dela”, disse a ex-ministra da Cultura Ana de Hollanda, em declaração postada em seu perfil no Facebook. “Acompanhei a carreira de Marília Pera desde, praticamente, o início e sempre notei nela uma atriz única, inimitável, com humor, leveza, força e intensidade, com total domínio do personagem e de tudo que se passava em cena. Era absolutamente sensacional assisti-la atuando”, afirmou.
Uma das últimas participações de Marília Pera foi no programa Kinoscope, da Rádio MEC FM, da EBC no Rio de Janeiro. A entrevista foi feita pelo produtor e apresentador Fabiano Canosa, em setembro passado na casa da atriz, em Ipanema, e foi ao ar em 15 de outubro último.
Marília revelou detalhes de sua trajetória ao apresentador do programa, dedicado à música feita para o cinema. Canosa abriu o programa com um sucesso de Carmen Miranda na voz de Marília, que também relembrou as outras cantoras que reviveu no teatro, como Dalva de Oliveira, Ellis Regina e Maria Callas.
Ainda no programa, que vai ao ar às quintas-feiras, às 22h, Marilia Pêra falou do filme Pixote, de Hector Babenco, que lhe valeu em 1981 o prêmio da Sociedade Nacional de Críticos dos Estados Unidos. Na película, a atriz interpretou a prostituta Sueli. "Um radialista perguntou se eu era prostituta mesmo. Fui fazer uma entrevista na rádio e ele perguntou. E eu falei: que elogio!", lembrou. 
Abaixo o link com o áudio do programa.

Dilma: combate ao mosquito transmissor do vírus Zika requer mobilização nacional


Recife (PE) - Presidenta Dilma Rousseff durante reunião para tratar de ações de enfrentamento das doenças Dengue, Chikungunya e Zica, transmitidas pelo Aedes Aegypti (Roberto Stuckert Filho/PR)
Recife (PE) - Presidenta Dilma Rousseff durante reunião para tratar de ações de enfrentamento à dengue, febre chikungunya e o vírus Zika, transmitidos pelo Aedes aegypti Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (5) que o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus Zika, relacionado a casos de microcefalia em 16 estados brasileiros, é a principal medida para lidar com o problema e requer uma grande mobilização da sociedade em todo o Brasil.
“É importante que a sociedade perceba que esta é uma ação de guerra contra o mosquito, não é um dia nacional. A ação precisa ser cotidiana e permanente, até que a gente chegue à vacina contra o Zika”, disse. “A sociedade tem que se mobilizar para acabar com todos os processos que levam à água parada. O combate é contra a reprodução do mosquito, que precisa de água parada e temperatura elevada para procriar.”
As declarações foram feitas no Recife logo após reunião com os ministros da Saúde, Marcelo Castro, da Integração Nacional, Gilberto Occhi, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, além do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e prefeitos de municípios nordestinos afetados pelo grande aumento de casos de microcefalia.
A presidenta enfatizou que o Brasil é o primeiro país a ter que lidar com o problema e que ogoverno vai incentivar pesquisas em busca da imunização. “Não é algo que tenha uma literatura e uma experiência internacional. Há estudos da Organização Mundial da Saúde, mas somos o grande e primeiro caso. Por isso, a dedicação de todos os pesquisadores vai ser muito importante”, disse.
Dilma apontou ainda a necessidade de tratar as pessoas que tiveram a doença e informá-las sobre os riscos que do vírus Zika. “Também vamos aumentar os exames de tomografia e de sangue para termos clareza de fato sobre a relação entre o vírus Zika e a microcefalia”, disse.
A presidenta também informou que haverá uma reunião com todos os governadores e as associações de prefeitos em Brasília, na próxima terça-feira (8), para tratar da questão e articular medidas nacionais.

Dilma diz ter confiança em Temer e esperança que Padilha fique no cargo

Ministro da Aviação Civil protocolou carta de demissão no Palácio do Planalto após não ser recebido pela presidente
Dilma disse que não recebeu nenhuma comunicação do ministro e que ainda conta com a permanência dele | Foto: Evaristo Sa / AFP / CP
Dilma disse que não recebeu nenhuma comunicação do ministro e que ainda conta com a permanência dele | Foto: Evaristo Sa / AFP / CP
Um dia depois de o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, anunciar sua saída do governo e diante da pressão do PMDB para que integrantes do partido trilhem o mesmo caminho, a presidente Dilma Rousseff afirmou ter total confiança no seu vice, Michel Temer, e de ter esperanças de que Padilha permaneça no cargo. "Eu conheço o Temer como político, como pessoa", disse.

Ao mesmo tempo que elogiou o ministro Padilha, a presidente cobrou de forma indireta sua manutenção no governo. Como argumento, ela disse ter feito "um grande esforço" para que ele permanecesse no ministério depois da reforma ministerial. "Eu não recebi nenhuma comunicação do ministro e ainda conto com a sua permanência", disse.

A manutenção de Padilha no ministério, no período de reforma ministerial, se deu sobretudo pelo pedido do Michel Temer. Questionada se ficou surpresa com o anúncio do ministro, ela afirmou. "Não sei se ele tomou uma decisão definitiva porque não conversou comigo. Aguardo. Não tomo posição sobre coisas que não consigo entender inteiramente".

Questionada sobre as consequências do desembarque do ministro, ela afirmou: "Não discuto hipóteses,
estou velha para discutir hipóteses". Embora tenha rasgado elogios a Padilha, a presidente deu mostras de ter pouca familiaridade com o cargo que o peemedebista ocupa no governo. 

Ao falar sobre ele, afirmou, primeiro que ele ocupava a "secretaria dos portos". E emendou: "desculpe, dos aeroportos". Errou nas duas tentativas. O nome da pasta ocupada pelo peemedebista é ministro da Aviação Civil.
Estadão e Correio do Povo

Bibi Ferreira lamenta a morte de Marília Pêra

"Uma mulher de fibra, de audácia, de um talento incrível":http://glo.bo/1NO8pSJ

Via STF, governo tenta levar processo de impeachment para o Senado

Ação judicial da base governista sustenta que eventual afastamento de Dilma depende de aprovação de senadores
Governo tenta dar protagonismo ao Senado, onde tem mais apoio | Foto: Jonas Pereira / Agência Senado / CP
Governo tenta dar protagonismo ao Senado, onde tem mais apoio | Foto: Jonas Pereira / Agência Senado / CP
Diante dos sinais de resistência do Supremo Tribunal Federal de barrar o processo de impeachment, o governo investirá numa ação que tem por objetivo deixar nas mãos do Senado uma eventual decisão sobre o afastamento provisório da presidente Dilma Rousseff de suas funções. A esperança do Planalto está sob a relatoria do ministro do STF Edson Fachin em uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, ação apresentada pelo PCdoB com apoio do Planalto, um dos escalados para fazer a ofensiva contra o impeachment no Judiciário.

A peça tem como finalidade deixar claro que cabe ao Senado instaurar o processo contra o presidente da República. Conforme o argumento da ação, mesmo que a Câmara aprove em plenário a abertura do impeachment, a decisão de afastar Dilma Rousseff de suas funções por 180 dias terá de ser submetida à votação dos senadores. No Senado, por ora, Dilma tem uma base aliada mais confiável do que na Câmara.

O Planalto aposta na ação do PC do B porque fracassaram na semana passada os dois mandados de segurança apresentados por deputados governistas para anular a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na quarta-feira, ele admitiu um dos pedidos de impeachment da presidente.

Ao menos cinco ministros do STF já sinalizaram que a Corte pretende, por enquanto, evitar interferências no processo na Câmara. O partido alega que o STF precisa deixar claros a forma e o modo como o Congresso deve cumprir todas as fases da acusação de crime de responsabilidade da presidente. Isso porque a lei do impeachment, de 1950, não foi atualizada conforme a Constituição de 1988.

Pela lei, a Câmara faz a acusação de crime de responsabilidade, o que, na prática, determina o afastamento imediato do presidente. Já a Constituição estabelece que a suspensão, nesse caso, só pode ocorrer após instauração do processo no Senado. Com isso, o PC do B ressalta que o Senado pode não aceitar a decisão do plenário da Câmara. "A Constituição Federal expressamente atribui à Câmara dos Deputados a função de autorizar e, ao Senado, a de instaurar o processo de impeachment", diz a peça jurídica do partido.

Advogados ligados ao governo contam com a concessão de uma liminar para suspender o processo de impeachment até a análise do caso pelo plenário do STF. Mesmo sem análise do colegiado, eles esperam que Fachin estabeleça as regras que devem ser seguidas. O ministro deu um prazo até sexta-feira para que Câmara, Senado, Procuradoria-Geral da República, Advocacia-Geral da União e Presidência da República se manifestem sobre o caso. Só após isso ele deve tomar sua decisão.

Rito


A peça do PC do B também tem por base recente decisão do STF sobre impeachment. Em outubro, os ministros Rosa Weber e Teori Zavascki consideraram que o presidente da Câmara "inovou" ao definir um rito de admissão do pedido de impeachment por meio de recurso ao plenário. Na oportunidade, em vez de esperar a deliberação final do plenário do STF, Cunha optou por revogar seu ato, retomando para si a decisão sobre a admissibilidade do processo.

Se a ação do PC do B for aceita, o Planalto dependerá ainda mais do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a quem caberá a iniciativa de ler a autorização do processo de impeachment aprovada na Câmara, iniciando a tramitação no Senado.
Estadão e Correio do Povo

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