Mil árvores vão transformar o Distrito da Inovação em Porto Alegre; primeiras mudas já foram plantadas
As primeiras 10 mudas do projeto que prevê o plantio de mil árvores no Distrito da Inovação foram plantadas nesta terça-feira, nas proximidades do Instituto Caldeira, no bairro Navegantes, em Porto Alegre. As outras 990 árvores serão distribuídas pelo território ao longo dos próximos 12 meses.
A ação é realizada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus), em parceria com o Instituto Caldeira. O investimento estimado é de R$ 1 milhão. O plantio começou pelas vias do entorno do Instituto Caldeira, na travessa São José e na rua Beirute, e o projeto contempla diferentes pontos do Distrito da Inovação.
O plantio ocorre durante a Semana Caldeira, um dia após o Dia da Árvore, celebrado em 21 de setembro. A atividade prevista para a segunda-feira foi adiada em razão da chuva.
Entre as espécies previstas estão o guabiju (Myrcianthes pungens), nativo do Rio Grande do Sul, o ipê-amarelo e o aguaí-mata-olho. A escolha busca ampliar a presença de vegetação em uma região historicamente marcada pela ocupação industrial. Porto Alegre tem 43% de cobertura de copa arbórea. Segundo o secretário da Smamus, Germano Bremm, a arborização contribui para a redução da temperatura, a drenagem da água da chuva e a adaptação da cidade a eventos climáticos extremos.
O projeto também busca tornar o território mais agradável e caminhável. "Essa região, por ser uma região mais industrial, não tem uma vegetação expressiva. E, nesse espírito, queremos mudar um pouco a dinâmica do território, tornar ele mais caminhável, mais agradável, com qualidade de vida", disse o secretário. Bremm também destacou a relação entre a arborização e a adaptação da cidade aos eventos climáticos extremos.
"A árvore tem uma importância gigantesca, especialmente quando se fala agora em eventos extremos, cada vez mais. Ela trabalha a pauta da redução, capta o gás carbônico que iria para a atmosfera e reduz a emissão. E, ao mesmo tempo, ela é adaptação, porque reduz a temperatura, além da drenagem que ela faz", disse.
Jovens da Geração Caldeira, programa de bolsa voltado a estudantes, participaram do plantio simbólico das primeiras mudas. Para Pietro Boa Nova e Silva, integrante da iniciativa, levar árvores para uma região associada à tecnologia e à inovação também representa incluir a natureza na ideia de futuro do território.
"O Caldeira tem o ideal de tecnologia, do avanço tecnológico e de jovens do futuro. Acho que é muito legal a ideia de botar o verde no meio disso tudo, botar a natureza no centro do nosso futuro", disse Pietro.

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