Grêmio recusa Everton Cebolinha após pedida de R$ 6 milhões por três meses
Em corte de gastos, clube já não renovou com Arthur e rescindiu com Willian; atacante deve fechar com o Santos
O Grêmio não renovou com o volante Arthur, em junho, porque o jogador teria pedido bem acima dos R$ 1,8 milhão que recebia por mês.
Rescindiu com Willian, em agosto, porque o meia custava muito caro. Contratado em setembro de 2025, custou, em média, R$ 1,5 milhão por mês ao clube.
A informação é de que o ponteiro Everton Cebolinha, de saída do Flamengo, foi oferecido ao Grêmio. Por um contrato de três meses, o clube teria que pagar 1 milhão de euros, cerca de R$ 6 milhões, mais 10% deste valor para seu empresário.
O Grêmio disse não. O jogador deve fechar com o Santos.
Inter lamenta vazamento de documento do Conselho Fiscal sobre cartões corporativos e nega falta de transparência
Em nota oficial, clube diz que 96,69% dos gastos são do futebol profissional e que não há despesas pessoais; Correio do Povo esclarece que não alterou conteúdo da matéria
O Inter divulgou nesta terça-feira uma nota oficial em resposta à matéria publicada pelo Correio do Povo sobre o pedido de esclarecimentos encaminhado pelo Conselho Fiscal à diretoria em 20 de agosto. O documento questiona o uso dos cartões corporativos do clube e também aborda a situação financeira colorada.
Na manifestação, o Inter lamenta o vazamento do documento que serviu de base para a reportagem e afirma que “não existe falta de transparência no processo” relacionado aos cartões corporativos. O clube sustenta que 96,69% dos gastos estão vinculados ao futebol profissional masculino, principalmente em despesas com hospedagem, alimentação e taxas de confederações e federações. A direção também ressalta que os três cartões emitidos em nome do Inter não são utilizados para o pagamento de despesas de ordem pessoal.
A nota, porém, faz uma afirmação incorreta ao dizer que o CP teria alterado a matéria original. O conteúdo foi publicado tanto na edição impressa quanto no site do jornal. Apenas a versão online recebeu, posteriormente, duas palavras acrescentadas ao título, com o objetivo de dar maior clareza à frase, sem modificar seu sentido.
Outro ponto da manifestação do clube diz respeito ao endividamento. Segundo a nota, o documento do Conselho Fiscal faria “menção ao volume de endividamento significativamente inferior ao que é alardeado”. Essa informação, entretanto, não consta no pedido encaminhado à gestão.
O documento apresenta o valor absoluto da dívida ao final de maio. Não há, no texto, qualquer comparação com valores que estariam sendo “alardeados” nem avaliação de que o endividamento seja significativamente inferior ao divulgado.
A direção também não informou se já respondeu aos questionamentos formulados pelo Conselho Fiscal, que deram origem à matéria. O prazo para o encaminhamento das respostas terminou na última sexta-feira.
Abaixo, a íntegra da nota:
"Nota: Cartões corporativos
Com relação à matéria publicada pelo jornal Correio do Povo, nesta terça-feira (8), em que, uma vez mais, se verifica o lamentável vazamento de documento do Conselho Fiscal do Clube, o Sport Club Internacional esclarece os seguintes pontos:
Sobre o uso dos três cartões corporativos que são utilizados por todas as áreas da instituição, o Clube informa que atende integralmente à política interna de uso do mecanismo de pagamento, enviando ao Conselho Fiscal, mensalmente, a íntegra das faturas. Logo, não existe falta de transparência no processo. O que pode ter ocorrido foi a falta de entendimento acerca dos valores ali mencionados, como os gastos com hospedagem, alimentação e taxas de confederações e federações, que são rubricas vinculadas ao Departamento de Futebol Profissional Masculino e que representam 96,69% do gasto total com cartões no Clube.
Os demais pagamentos, relativos ao cartão sob responsabilidade da liderança executiva, se referem a serviços de mídia, softwares e assinaturas que somente comportam pagamento digital, sem qualquer despesa de ordem pessoal, na ordem de 3,13% dos gastos totais. Sobre os valores vinculados à Presidência, de uso estrito e regulamentado em situações de trabalho e representação, isto representa somente 0,18% do montante total acumulado até agosto, o que significa um desembolso total no ano de R$ 6.692,10 (seis mil, seiscentos e noventa e dois reais com dez centavos).
Outro ponto a destacar, e de fundamental importância, é que não há no documento do Conselho Fiscal recomendação de adoção de recuperação judicial. O autor da matéria foi induzido ao erro pelo responsável pelo vazamento, tanto é que o texto foi posteriormente retificado.
O documento vazado, no entanto, traz um dado significativo que não foi abordado na matéria: o montante do endividamento, que é preocupante, mas que vem sendo duramente enfrentado pelo Clube, inclusive com o estabelecimento de medidas estruturantes de conhecimento público. No documento, há menção ao volume de endividamento significativamente inferior ao que é alardeado em redes sociais e que, principalmente, demonstram que neste primeiro semestre houve redução em comparação ao registrado ao final de 2025.
Por fim, o Clube lamenta, mais uma vez, ver documentos internos vazados com o intuito de levantar infundadas suspeitas, assim como manifesta preocupação pelo uso da imprensa para disseminação de desinformação e confia que medidas firmes sejam tomadas pelo Conselho Deliberativo para atribuir responsabilidade a quem se utiliza do Clube para propagar notícias falsas.”
R.F. Kuang lança "História de Taipei" e diz: "Se escrever pelo mercado, não terá nada de valor"
Autora best-seller de "Impostora" e "Babel" reflete sobre luto, identidade da diáspora chinesa e pressão do mercado editorial em romance mais introspectivo
Após a morte de seu avô, a escritora sino-americana R.F. Kuang, de 30 anos, passou muito tempo em silêncio. Guardava sentimentos difíceis, sentia-se inadequada, arrependida e até mesmo com vergonha, desejando que seu chinês fosse melhor e que pudesse ter tido conversas que não conseguiu ter enquanto ele ainda estava vivo.
Inevitavelmente, acabou retornando à literatura para processar tudo aquilo: "Pensei que deveria simplesmente colocar tudo no papel e encontrar uma maneira de fazer isso ser engraçado, esperançoso e bonito ao mesmo tempo. Um lugar para transformar tudo o que estava carregando dentro de mim em algo novo."
Assim nasceu seu novo romance, “História de Taipei”, que chega às livrarias nesta terça, 8, pela Intrínseca. A obra é descrita pela autora como seu livro mais introspectivo, depois de se tornar best-seller mundial com “Impostora”, sátira ácida sobre racismo no mercado editorial, e de ser premiada por obras como “Babel ou A Necessidade de Violência” e a trilogia “A Guerra da Papoula”, fantasias inspiradas pela história chinesa.
Agora, Kuang narra os dias de Lily, uma jovem americana filha de imigrantes chineses, durante um intercâmbio em Taiwan, onde ela é aceita em um concorrido programa universitário de estudo intensivo de chinês. As coisas não demoram a sair dos trilhos e sofrem um ponto de virada ainda maior quando Lily perde o avô, que ainda vivia na China continental.
A trama é inspirada pela experiência da autora, que morou em Taipei por alguns meses em 2023. "Há uma grande parte de mim nas vozes de todos os meus personagens e, geralmente, deixo que aspectos dos quais não me orgulho muito se destaquem", explica ela.
Lily é, de certa forma, uma versão exagerada de Kuang quando mais nova - ela tem 30 anos e sua protagonista, 19. "Eu queria explorar essa confusão e também essa arrogância", diz. "Estava escrevendo na voz de uma caloura universitária realmente boba e ingênua. Cheia de conhecimento acadêmico, mas, fora isso, socialmente idiota."
Busca por identidade
"História de Taipei" explora a experiência dos filhos da diáspora, dessa geração de filhos de imigrantes que veem sua identidade dividida entre dois mundos. Para Kuang, Lily carrega "pontos cegos culturais e suposições arrogantes sobre história, geopolítica e como tudo funciona".
"Achei essa voz produtiva porque já fui adolescente. Já estive na faculdade e achava que entendia tudo. Acontece que eu não entendia absolutamente nada sobre o mundo", explica. "Aos poucos, ao longo do livro, Lily é repetidamente levada a reconhecer suas limitações até perceber que tem muito mais a aprender."
A protagonista tenta cruzar essa ponte ao conversar com a mãe e descobre que isso não será tão fácil. "Muitos de nós sentimos que é importante nos conectarmos e compreendermos plenamente nossa história familiar. Mas também acho que existe uma certa sensação de termos direito a isso", afirma Kuang. Ela queria ser honesta sobre a possibilidade de que, às vezes, uma família não quer se abrir sobre eventos traumáticos.
Fuga das expectativas do mercado
Kuang diz não deixar o nervosismo de um lançamento afetar seu processo criativo: "Se você estiver escrevendo sentindo que tem alguém te vigiando, não vai conseguir escrever nada de bom. E se você começar a escrever de acordo com as exigências do mercado ou com o que acha que o leitor quer e não o que te empolga, então não acho que você esteja escrevendo nada de valor".
A autora, que estreou com “Guerra da Papoula” aos 19 anos e depois surpreendeu ao trocar a fantasia pelo thriller “Impostora”, afirma que não pensa que tudo faça parte de um grande projeto literário, mas que há questões recorrentes: o fascínio pela linguagem, a adoção de identidades diferentes entre línguas e a sensação de não pertencer a uma cultura dominante.
Professora de escrita criativa e ex-tradutora, ela também comentou o uso de inteligência artificial na tradução: "Uma tradução feita por IA pode proporcionar esse movimento horizontal e provavelmente pode fazer um trabalho bom o suficiente, mas superficial. Mas ela simplesmente não consegue fazer o que uma tradução brilhante é capaz de fazer: trazer uma nova obra de arte ao mundo".
O livro
História de Taipei
Autora: R.F. Kuang
Tradução: Ana Beatriz Omuro e Yonghui Qio
Editora: Intrínseca (336 págs.; R$ 79,90; R$ 54,90 o e-book)
Crise no STF contamina eleição e faz empresas adiarem investimentos, dizem especialistas na Fiergs
Analistas apontam que instabilidade entre Poderes transformou pleito em referendo sobre Supremo e aumenta incerteza para indústria gaúcha
Especialistas afirmam que as crises que atingem o Supremo Tribunal Federal (STF) terão impacto nas eleições deste ano. Em evento promovido pelo Sistema Fiergs, os painelistas fizeram uma análise dos cenários políticos e econômicos do País e dos possíveis desdobramentos para a indústria gaúcha.
O doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB) e analista de conjuntura Leonardo Barreto afirma que as crises que atingem o STF já contaminaram o sistema eleitoral. “Talvez os ministros não tivessem esse objetivo, mas as pessoas e as candidaturas já trouxeram esse tema para o debate.”
“Isso criou uma simbiose entre essas duas crises institucionais, de tal maneira que a eleição se torna um referendo contra ou a favor do STF, o que traz um resultado muito imprevisível”, afirma Barreto.
Segundo Barreto, a eleição deixa de discutir apenas propostas econômicas para lidar também com uma crise institucional. “Traz a gente para um cenário desconhecido e, pela primeira vez, a gente vai passar por esse tipo de situação, independentemente de quem ganhe a eleição.”
Cenário econômico e incerteza institucional
O economista-chefe da Unidade de Estudos Econômicos (UEE) da Fiergs, Giovani Baggio, avalia a crise do STF como uma das questões que “devem ser colocadas na caixa dos desafios institucionais, pois quando empresas e investidores tentam se movimentar no País, estão atentos a isso.”
Conforme Baggio, as perturbações no atual ambiente institucional prejudicam os investimentos, aumentam a incerteza e fazem com que pessoas e empresas adiem suas tomadas de decisão. “Não podemos mensurar todas as consequências que essa crise trará, mas o adiamento dos investimentos é, com certeza, um dos impactos diretos.”
Para o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, este é um período muito importante para o Rio Grande do Sul. “O resultado das eleições terá reflexo na economia e a indústria precisa estar atenta ao que acontece. Precisamos de investimentos e mobilizações para melhorar a indústria gaúcha e ter um melhor desenvolvimento.”
Lula fará comício em Porto Alegre nesta sexta-feira no Largo Glênio Peres
Evento começa às 19h e terá presença de Juliana Brizola, Paulo Pimenta e Manuela d’Ávila; concentração de apoiadores será a partir das 17h
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, participa nesta sexta-feira, dia 11 de setembro, de um ato de campanha no Largo Glênio Peres, no Centro Histórico de Porto Alegre. O evento, que já estava previsto na agenda do candidato, foi remarcado e ocorrerá nesta sexta-feira. A concentração dos apoiadores está prevista para as 17h, com início do ato programado para as 19h.
Também participam da atividade a candidata ao governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola (PDT), os candidatos ao Senado Paulo Pimenta (PT) e Manuela d’Ávila (PSOL), além de candidatas e candidatos aos legislativos estadual e federal, apoiadores e outras lideranças políticas.
A passagem de Lula por Porto Alegre faz parte da estratégia de mobilização da campanha no Estado, com a presença de lideranças de diferentes partidos que integram a aliança em torno da candidatura à Presidência e das disputas estaduais e proporcionais.
Serviço:
Brasil pronto pra mais, com Lula, Juliana, Pimenta e Manuela em Porto Alegre
Data: sexta-feira, 11 de setembro
Horário: 19h
Local: Largo Glênio Peres
Imprensa: credenciamento até as 12h de sexta-feira (11); entrega de credenciais a partir de 17h no dia e local do evento; acesso pela Rua Marechal Floriano Peixoto, pela Avenida Otávio Rocha e pela Praça XV de Novembro.

Comentários
Postar um comentário