PT pede a Flávio Dino, no STF, abertura de inquérito sobre suposta interferência estrangeira nas eleições de 2026

 


O Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou, em 23 de setembro de 2026, uma manifestação ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a abertura de inquérito pela Polícia Federal para apurar possíveis episódios de interferência estrangeira nas eleições presidenciais. A solicitação foi protocolada no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.178, ação que já tem Dino como relator. Nela, o ministro havia decidido, em agosto de 2025, que atos unilaterais de países estrangeiros não produzem efeitos automáticos no Brasil sem análise ou homologação pelas autoridades nacionais competentes. O PT argumenta que essa tese deve ser aplicada também ao processo eleitoral, abrangendo eventual uso de plataformas digitais, instituições financeiras, publicidade, recursos, bens ou serviços de origem estrangeira. Na petição, o partido aponta suspeitas relacionadas à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Entre os pontos citados estão:
  • possível envolvimento da organização americana Rockbridge Network (ligada a grupos conservadores e que tem entre seus fundadores o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance);
  • disponibilização de conteúdos do Brasil Paralelo e do Estúdio Quinto Elemento à Academia da Direita, plataforma ligada ao PL;
  • publicidade paga no exterior em perfis da rede X favoráveis ao candidato, sem identificação clara dos financiadores.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o partido busca apurar “ingerência internacional” e materiais ou pagamentos vindos de fora do Brasil, o que seria proibido pela legislação eleitoral. Paralelamente, a campanha de Lula também acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra Flávio Bolsonaro, seu vice e Eduardo Bolsonaro, alegando abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação. A iniciativa do PT de dirigir o pedido diretamente a Dino, em vez de iniciar o caso no TSE, foi interpretada por alguns analistas como estratégia para tratar aspectos penais e de soberania no STF. Críticos, por sua vez, classificam a escolha do relator e o teor da ação como politização do Judiciário e tentativa de interferir no processo eleitoral. Até o momento, não há decisão de Dino sobre o pedido de abertura do inquérito. A reescrita acima se baseia nos fatos reportados por veículos como G1, CNN Brasil, Valor Econômico, O Globo e outros, sem incorporar adjetivos partidários (“comunista”), nem as avaliações de “prenúncio de golpe” ou “preparação de golpe” presentes no texto original.

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