Padilha afirma que custo social das bets chega a R$ 38,8 bilhões por ano e cita impacto em suicídios e depressão

 


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta sexta-feira, durante o anúncio da proibição da atuação de bets no Brasil, que o custo social causado por danos associados ao jogo online é de R$ 38,8 bilhões por ano.

"O custo social para o Brasil já é de R$ 38,8 bilhões anuais pelas apostas eletrônicas", disse Padilha. O ministro detalhou que R$ 17 bilhões são por mortes adicionais por suicídio, R$ 10,4 bilhões por perda de qualidade de vida associada à depressão e R$ 3 bilhões por tratamento médico por depressão.

O ministro da Saúde classificou a proibição das bets como uma "medida corajosa", mas disse que os efeitos na saúde não acabarão de imediato.

Padilha informou que a mortalidade por suicídio aumenta 15 vezes em pessoas que possuem ludopatia, que é o vício em apostas. O ministro disse que isso ocorre devido à dificuldade financeira dos apostadores. Segundo ele, mais de 1,3 milhão de pessoas solicitaram a autoexclusão das bets proporcionada pelo governo, sendo um terço no período da Copa do Mundo, entre junho e julho.

"São mais de 1,3 milhão de brasileiros que já realizaram autoexclusão. Só durante a Copa do Mundo foi um terço desse número pela profusão de publicidade, mensagens e estímulo", disse o ministro.

Padilha também afirmou que 160 mil pessoas acessaram o autoteste para depressão a partir do serviço digital do Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro disse que o SUS foi buscado por essas pessoas e que o governo irá oferecer uma "porta de saída". "Temos os dados de pessoas que mais apostaram para oferecer acolhimento", declarou o ministro.

O ministro também disse que as mulheres são as que mais procuram os serviços médicos, mesmo não sendo o grupo que mais utiliza as apostas online. "São as que menos apostam, mas são as que mais procuram o nosso teleatendimento, consultas com psiquiatras, psicólogos, além dos serviços essenciais do SUS", declarou.



 Lula diz que Desenrola 3.0 é melhor que versões anteriores e prevê compra de dívidas pelo governo



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que o Desenrola 3.0, lançado nesta sexta-feira, 25, como medida provisória, é melhor que as duas versões anteriores do programa. A medida consiste na compra de dívidas em atraso de 2 a 4,5 anos por parte do governo.

"É um Desenrola melhor que os outros. É importante notar isso porque nos outros as pessoas tinham que, individualmente, procurar um banco. Agora, é o governo que vai comprar dívida e vai acertar a vida das pessoas", declarou Lula.

De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o volume total das dívidas em atraso no Brasil é de R$ 300 bilhões. O novo programa alcança cerca de 50% do valor.

A medida faz parte de um pacote de Lula lançado nove dias antes do primeiro turno. Além do novo Desenrola 3.0, o presidente assinou uma medida provisória que proíbe o funcionamento de bets online no Brasil.




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