Segunda-feira terá chuva forte, raios e risco de granizo em grande parte do RS

 


Uma frente quente segue atuando no Rio Grande do Sul ao longo desta segunda-feira e provocará chuva em grande parte do Estado. Conforme a MetSul, a instabilidade será localmente forte a intensa, com altos volumes acumulados em poucas horas em algumas cidades.

O risco também é considerado alto para queda de granizo. Existe a possibilidade de raios, que podem ser numerosos em algumas regiões. Apesar do tempo instável, períodos de melhoria e até de abertura podem ocorrer no transcorrer das horas.

Uma massa de ar quente no Nordeste da Argentina favorece temperaturas elevadas em pontos da Fronteira Oeste e do Noroeste. Na maior parte do território gaúcho, no entanto, as temperaturas não devem subir muito.

Alertas da Defesa Civil

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul, por meio do Centro de Monitoramento (Cmdec), atualizou neste domingo a previsão para o Estado e apontou áreas com risco severo para chuva intensa e volumosa nos próximos dias.

O cenário de tempo crítico deve persistir até terça-feira, com possibilidade de tempestades acompanhadas de queda de granizo e rajadas intensas de vento. Ao longo da segunda-feira, permanecerá o risco de tempestades severas em áreas da Campanha, Oeste, Missões, Centro, Noroeste, Norte, Nordeste, Vales, Serra, Região Metropolitana de Porto Alegre e Litoral Norte. Também são previstas chuvas intensas e volumosas na Campanha, Centro e em parte dos Vales.

Além disso, o órgão apontou o risco de inundação em rios de maior porte, inicialmente nas regiões Oeste e Centro. Estão incluídos os rios Quaraí, em Quaraí; Ibirapuitã, em Alegrete; Santa Maria, em Dom Pedrito e Rosário do Sul; Vacacaí, em São Gabriel; São Sepé, em São Sepé; e Jacuí, em Cachoeira do Sul. Para essas áreas, são indicados os níveis de Atenção, Alerta e Inundação.




CineBH completa 20 anos e entrega prêmios neste domingo em Belo Horizonte



A 20ª CineBH, que começou no último dia 22 e termina neste domingo, com entrega de prêmios na capital mineira, cumpre duas décadas apostando no "estilo cineclubista" para apresentar filmes latino-americanos.

Belo Horizonte voltou a ser território de passagem, descoberta e debate, com 102 filmes de 13 países, mais de 18 mil pessoas, 48 sessões comentadas, 20 debates, painéis e rodas de conversa, além de uma presença digital que, segundo a organização, ultrapassou 2,9 milhões de visualizações. A pergunta que norteou os encontros foi "Cinema Latino-Americano: o que será?"

A resposta, segundo a coordenação curatorial, talvez esteja menos nos filmes do que no modo de apresentá-los. A busca foi por filmes "ao estilo cineclube".

O cinema latino-americano apresentado em Belo Horizonte não aparece como um bloco homogêneo, uma etiqueta geográfica ou uma vitrine exótica de países vizinhos. Ele surge como território de tensões com diferentes linguagens, memórias, urgências, identidades, formas de produção e maneiras de imaginar o futuro.

Nesse sentido, a presença brasileira também ganha uma dimensão especial. Dois filmes apresentados na CineBH, "Pele de Rinoceronte" e "Leite em Pó", tiveram sua estreia no Brasil no Festival de Gramado e, depois, chegaram a Belo Horizonte. É um detalhe que diz muito sobre a importância de festivais como plataformas de circulação.

A edição deste ano da CineBH prestou homenagem à cineasta paraguaia Paz Encina e à escritora e atriz Conceição Evaristo. Exibiu clássicos como "Dona Flor e Seus Dois Maridos", mesmo com ausência do diretor Bruno Barreto, vítima de problemas apresentados no aeroporto de Confins nos últimos dias.

Mostrou também outras produções, algumas mais recentes, como "Yellow Cake" e teve a presença de Leandra Leal, que exibiu e debateu seu filme "Nada a Fazer". E fez um cine-concerto, com "Central do Brasil".

Enquanto isso, o Brasil CineMundi operava em outra frente. Foram 377 encontros de coprodução, 37 projetos brasileiros de longas-metragens selecionados e mais de 200 profissionais de 15 países.

"Chegar aos 20 anos é reconhecer uma história construída com artistas, profissionais, parceiros e públicos que fizeram da CineBH um espaço de encontro com o cinema. Esta edição mostrou a força de reunir diferentes vozes da América Latina em Belo Horizonte, abrir caminhos para os filmes e criar condições para que essas conversas continuem depois da mostra", afirma a diretora da CineBH e coordenadora geral do Programa Cinema sem Fronteiras, Raquel Hallak.

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