Eduardo Baptista chega ao Inter e diz: “Não vou prometer 10 vitórias, mas vamos tirar o time dessa situação”
Eduardo Baptista chegou ao Inter sem fazer promessas de resultados imediatos, mas deixou claro que confiança não lhe falta para enfrentar a missão de tirar o clube da zona de rebaixamento.
Na primeira entrevista coletiva como treinador colorado, o técnico preferiu não estabelecer metas numéricas para as rodadas restantes e garantiu estar preparado para o desafio.
“Eu não vou prometer 10 vitórias aqui. Nós vamos conseguir os resultados para tirar o time dessa situação. Vim para cá com muita fome, preparado para a gente buscar isso”, afirmou.
A declaração resume a postura adotada pelo treinador desde que aceitou assumir o comando da equipe. Em vez de minimizar o cenário, Baptista reconhece a dificuldade, mas evita tratá-la como algo impossível de ser revertido. Foi justamente essa disposição que chamou a atenção da direção durante as conversas para a contratação. O técnico deixou o Criciúma, onde tinha um projeto de longo prazo, para assumir uma equipe pressionada e com pouco espaço para erros.
Baptista também procurou afastar a ideia de que será necessário transformar o Inter de uma hora para outra. A intenção é fazer ajustes, recuperar a confiança dos jogadores e encontrar uma formação capaz de dar mais equilíbrio ao time. Para isso, terá de conviver com a pressão por resultados e com a necessidade de pontuar desde as próximas partidas. A margem para testes, portanto, é pequena.
A chegada ao Beira-Rio representa, para Baptista, uma oportunidade que ele próprio classificou como especial na carreira. O discurso de estreia foi de quem sabe o tamanho da responsabilidade, mas não pretende se esconder diante dela. Agora, a “fome” citada pelo treinador precisará aparecer no trabalho diário e, principalmente, nas atuações do Inter.
Grêmio esperava transição e é pego de surpresa por MP que acaba com patrocínios de bets
A assinatura da MP das bets, nesta sexta-feira, por parte do presidente Lula, não foi nenhuma novidade. Porém, no ambiente do Grêmio, a expectativa era de que houvesse um período de transição até a proibição total de patrocínios relacionados a casas de apostas no Brasil.
Conforme apurado pelo Correio do Povo, o Tricolor entendia que, tendo um contrato em vigor, isso serviria como proteção em um primeiro momento. Dessa forma, o clube poderia conseguir cumprir, pelo menos, uma parte do contrato firmado até 2029, dentro desse tempo de adaptação até o banimento completo.
Até por conta dessa ideia, o Grêmio evitava ficar especulando sobre outros cenários. Em contato com a reportagem, um importante dirigente tricolor chegou a falar em “aguardar a MP para avaliar” qual posição tomar e como agir.
Na última quarta-feira, o clube anunciou uma casa de apostas como patrocinador master, em um contrato que geraria cerca de R$ 40 milhões por ano, além de bonificações. Somente pela assinatura do vínculo, o Tricolor recebeu uma quantia milionária.
Agora, o departamento jurídico e a direção gremista avaliam as medidas a tomar após a decisão do Governo Federal.
Atlético Nacional x Chapecoense: amistoso em Medellín celebra 10 anos de luto, amizade e reconstrução
Neste sábado, a partir das 17h30min, as equipes entram em campo para relembrar uma história impossível de ser apagada.
Quem ama o futebol, lembra exatamente o que estava fazendo na manhã daquele 29 de novembro de 2016. Ainda era cedo do dia quando no rádio, na tv e nos sites de notícias se comentava sobre um dos episódios mais tristes para o esporte do sul do país. A tragédia aérea da delegação da Chapecoense completa 10 anos daqui a dois meses, mas ainda parece que foi ontem que se viveu um dia chocante que ficou marcado na história do futebol mundial. O desastre tirou a vida de 71 pessoas, deixando apenas seis sobreviventes.
Na época, a delegação viajava para disputar a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional. A partir dali, o Verdão do Oeste ganhou o apoio de milhares de torcedores em todos os cantos do país, consolidando um sentimento unânime: todos tinham o seu clube de coração e a Chapecoense.
Uma década mais tarde, as duas equipes entram em campo para celebrar uma irmandade que o tempo não foi capaz de apagar.
O jogo da amizade eterna
O jogo acontece neste sábado, às 17h30 (Horário de Brasília), no Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, na Colômbia. O clube catarinense tentou durante o ano todo trazer o clube colombiano para fazer a partida em Chapecó, mas o calendário do time do exterior não permitiu. A partida terá transmissão da CBF TV, no YouTube. Parte do valor arrecadado será destinada ao auxílio às pessoas afetadas pelo terremoto que atingiu diferentes regiões do país.
A 70 km de distância do local da partida está a montanha Cerro Gordo, localizada no município de La Unión, na região rural de Antioquia. Ela foi rebatizada em dezembro de 2016 como “Cerro Chapecoense” em homenagem às vítimas do acidente aéreo.
Passado doloroso impulsionou o clube
Para o advogado e torcedor da Chapecoense, Rodrigo Timm, 33, natural de Chapecó, que no dia do acidente já estava com uma van contratada para assistir o jogo da volta em Curitiba com seus amigos, a tragédia corresponde ao atentado nas torres gêmeas de Nova York.
“Me lembro de tudo daquele dia. É o nosso 11 de setembro. Eu morava em uma república de estudantes no Campeche, tinha uma prova de direito tributário no dia seguinte. Minha irmã, que estava me visitando, foi acordada às 4 horas da manhã com uma ligação falando que tinha um pouso forçado do avião da Chapecoense. Eu acordei e comecei a acompanhar as notícias até o meio dia, torcendo para que tivesse mais sobreviventes”, relatou.
Celebrar a vida e a amizade
Voltar pela primeira vez ao solo que marcou a história do clube agora exige exercício mental e emocional. Revisitar os espaços, criar novas memórias e ressignificar o local vai ser a tarefa de toda a delegação catarinense.
“É um elo que não pode se apagar com o tempo, são dez anos. Quando a gente fecha os olhos, a gente lembra de tudo o que a gente passou naquele dia. Vai ser um momento importante para a gente, para estreitar mais os laços, homenagear quem partiu, trazer boas lembranças para quem ficou, porque é um novo rumo que a Chapecoense está tomando, retornando à Série A”, comentou o sobrevivente Neto, em podcast publicado esta semana na ChapeTV.
Durante o voo para Medellín, o grupo recebeu uma homenagem dos tripulantes aos Eternos Campeões. Na cidade, parte da delegação alviverde acompanhou o clássico entre Atlético Nacional e Millonarios e recebeu o carinho dos torcedores presentes no Atanasio Girardot.
“É emocionante pra gente que viveu toda essa situação. É impressionante o carinho que esse pessoal tem pela Chapecoense. Esse carinho nos leva a refletir sobre as relações que o futebol cria”, afirmou o presidente da Chape, Alex Boff Passos, que está à frente do clube desde 2023.
Durante a visita à Colômbia, além da partida simbólica, a Chapecoense cumprirá uma agenda que inclui a inauguração de um memorial, a abertura de uma escola oficial de futebol na região e um momento de oração em homenagem às vítimas.

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