Flamengo estima perda de até R$ 430 milhões com fim das bets e vê impacto "desastroso", diz Bap
Luiz Eduardo Baptista, o Bap, falou, nesta sexta-feira, sobre o impacto que a possível proibição das apostas esportivas no Brasil terá nas finanças do Flamengo. O presidente do time rubro-negro estimou a quantia milionária que a equipe irá perder com a decisão do governo federal.
"Isso traria impactos desastrosos para o Flamengo como um todo, não só no futebol, mas também nos esportes olímpicos. A gente estima que as perdas imediatas de receita para o ano que vem sejam de R$ 400 milhões a R$ 430 milhões e, sem um preparo prévio, é absolutamente impossível que você consiga estancar essa sangria", disse o dirigente em entrevista à CNN Brasil.
Mais cedo, o clube carioca publicou uma nota onde se posiciona contra a Medida Provisória que restringe a operação das bets em território brasileiro. A ação deve ser assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda nesta tarde.
"O jogo não vai acabar com uma canetada. O que acaba é a parte que o Brasil consegue regular, fiscalizar, tributar e responsabilizar. E o resultado pode ser menos segurança para quem investe, menos recursos para o esporte e para o país e menos capacidade de fiscalização sobre a atividade", escreveu o Flamengo em parte do comunicado oficial.
Clubes e o impacto da proibição das bets
A equipe rubro-negra é patrocinada pela Betano, que concordou em pagar R$ 266 milhões anuais para estampar a marca no espaço mais nobre do uniforme. Este é o atual maior patrocínio do futebol brasileiro. A casa de aposta também patrocina competições nacionais, como o Brasileirão e a Copa do Brasil.
Clubes que exibem marcas de bets, das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, já começaram a notificar as equipes sobre a possibilidade de rescisão imediata de seus contratos comerciais. Atualmente, 14 dos 20 clubes da elite nacional exibem marcas de bets na parte da frente das suas camisas. Entidades do futebol brasileiro criticam a proibição, alertando para sérios impactos.
A MP do governo federal será encaminhada para votação do Congresso e tem validade inicial de 60 dias, prorrogável por mais 60. Empresas do setor das apostas esportivas também se manifestam sobre a situação.
"Nós vamos acabar com as bets e os times que aprendam a virar times de empresários. Não é uma guerra, é uma decisão", afirmou Lula em ato político com artistas no Rio de Janeiro, na última terça, 23.
Conta de luz volta à bandeira verde em outubro após 5 meses de taxa extra
As contas de luz voltarão em outubro à bandeira verde, sem cobrança de tarifas adicionais, informou nesta sexta-feira a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A bandeira tarifária voltará a vigorar após cinco meses de bandeira amarela, que tem custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Segundo a Aneel, o retorno da bandeira verde se deve ao aumento no volume de chuvas, em especial nas regiões Sul e Sudeste, o que estabiliza o armazenamento nos reservatórios das usinas hidrelétricas.
A agência reguladora explica que, por esse motivo, será possível reduzir o uso de fontes de energia mais caras, como as usinas termelétricas, à base de combustíveis.
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.
As cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Conheça os valores das bandeiras tarifárias:
bandeira verde: nenhum acréscimo;
bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos;
bandeira vermelha, no Patamar 1: acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumidos;
bandeira vermelha, no Patamar 2: acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumidos.

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