Leite diz que Estado ampliou proteção contra chuvas: "Protegemos mais gaúchos do que antes"
O governo do Rio Grande do Sul realizou na tarde desta segunda-feira uma coletiva no Palácio Piratini para detalhar a previsão do tempo para os próximos dias e apresentar um balanço das ações de prevenção a eventos climáticos extremos. A projeção indica grandes volumes de chuva acumulados em curto espaço de tempo em diversas regiões.
Ao abrir a coletiva, o governador Eduardo Leite afirmou que não é possível impedir todos os transtornos. "Zero impacto é impossível. Não podemos evitar o evento climático, mas podemos evitar desastres, e o primeiro a ser evitado é a perda de vidas", disse. "Protegemos mais gaúchos do que éramos capazes de fazer antes", completou.
Participaram do encontro o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Chaves Boeira, o secretário de Reconstrução, Pedro Capeluppi, e representantes da Granpal e da Famurs.
Previsão
A Defesa Civil alertou para o avanço de uma frente de instabilidade vinda da Argentina em direção ao Centro-Oeste, com chuvas que devem persistir até quarta-feira. Segundo o meteorologista Bruno Zanetti Ribeiro, há divergência entre os modelos sobre o local exato do maior acumulado, mas a tendência indica maior impacto na Campanha, Costa Doce e Sul.
O período mais crítico deve ser nesta terça-feira, com risco de chuvas intensas superiores a 100 mm em 12 horas, em faixa que vai da Fronteira Oeste até a Região Metropolitana e o Litoral.
Na parte hidrológica, a especialista Vanderleia Schmitz indicou risco elevado de inundação na Região Oeste e parte do Centro até quarta-feira, com áreas vizinhas em atenção. Sobre o Guaíba, não há projeção de alcance da cota de inundação, apenas estado de atenção entre o final de julho e início de agosto.
As autoridades reforçaram que as previsões representam o cenário do momento e exigem monitoramento contínuo. Leite reconheceu dificuldade de comunicação com a população sobre as mudanças nas projeções.
"Entre os modelos meteorológicos há diferenças nas previsões e, durante o evento, as projeções também vão sendo atualizadas conforme as condições mudam", afirmou.
Avanços
Os gestores apontaram avanço na capacidade de prevenção, monitoramento e resposta rápida em comparação a 2024. O coronel Boeira destacou que a estrutura da Defesa Civil estadual hoje é quatro vezes maior.
O secretário Pedro Capeluppi atribuiu a melhora dos resultados à realocação preventiva de comunidades vulneráveis. O prefeito Sebastião Melo reforçou que a proteção contra cheias exige esforço contínuo e que a infraestrutura de drenagem não se constrói de um dia para o outro, nem se limita a um único mandato.

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