Samir Xaud confia na Seleção Brasileira para buscar o hexa da Copa do Mundo
O presidente da CBF, Samir Xaud esteve no Beira-Rio, nesta terça-feira, e participou de uma entrevista coletiva antes do jogo do Inter contra o Athletic-MG pela Copa do Brasil. Entre os diversos assuntos abordados, o mandatário da entidade foi questionado se levaria Neymar para a Copa do Mundo, mas preferiu se esquivar. Ele deixou a decisão nas mãos de Carlo Ancelotti, reforçando a confiança nos jogadores que forem convocados para representar a Seleção Brasileira.
“O torcedor não e técnico e o presidente também não. Tenho certeza que a comissão tem autonomia total para tomar essa decisão. Temos um excelente profissional à frente da seleção. Nada mais justo que isso seja da responsabilidade dele. Tenho certeza que os 26 escolhidos vão estar prontos para trazer o hexa”, afirmou.
Com contrato se encerrando após o Mundial, Ancelotti é uma prioridade da CBF para o próximo ciclo. Saud confirmou que conversas já acontecem para o técnico italiano seguir à frente da Seleção nos próximos quatro anos.
"A intenção é renovar até 2030. Estamos em reta final de últimos ajustes. Queremos dar sequência e tempo ao trabalho. Que ele possa deixar um legado para a nossa Seleção. Não acredito em trabalho num espaço curto de tempo. Temos o técnico mais vencedor do mundo. É a primeira Seleção que ele treina e é a Seleção mais vendedora de todas”, explicou.
Confira, abaixo, mais trechos da coletiva:
Mudanças no calendário
“Todas essas mudanças foram com dois pilares. Aliviar os clubes grandes e fomentar as bases do futebol brasileiro. Tinham vários clubes que não tinham calendário e, com essas mudanças, hoje é possível esses clubes jogares campeonatos nacionais pela primeira vez. Está longe do que a gente espera, mas essas mudanças acontecem e tem uma programação para cada ano estar melhorando. Esperamos que em 2028 esteja mais próximo do que idealizamos.”
Competitividade do futebol brasileiro
“É uma responsabilidade de cada clube para gerir. É algo muito particular. Nem sempre que tem gasta mais vence. Nem sempre quem tem o melhor elenco vence. Os outros clubes têm que correr atrás para bater aqueles que são melhores estruturados.”
Título do Inter em 2005
“É uma questão jurídica. A CBF vai sancionar ou não de acordo com a decisão. Aguardamos a questão judicial ser decidida. Nós vamos ver. Mas precisamos de um parecer da Justiça. Até porque o Inter entrou na Justiça. Nós avaliamos o conjunto, esperamos primeiro a justiça para depois tomar as providências cabíveis.”
Padronização dos gramados no Brasil
“Na verdade, a Fifa não proíbe (grama sintética). Mas isso é uma discussão que é preciso primeiro ter uma liga única. É uma discussão mais delicada. Sabemos que tem clubes com grama sintética, que usufruem disso para questões financeiras. Achamos que isso vai ser melhor discutido quando tivermos uma liga única.”
Seleção e Brasileirão em jogos de videogame
"O game é uma coisa que liga esses jovens que não conseguiram ver a Seleção ser campeã. A CBF fez questão de reinvestir nisso. É uma forma de trazer esses jovens para ter contato com a Seleção. Agora, pretendemos colocar o Campeonato Brasileiro, mas é um assunto mais amplo e já estamos discutindo com os clubes.”
Fair Play Financeiro
“Todos estão dentro desse fair play financeiro. A intenção é deixar o nosso futebol autossustentável e sem dúvidas. Os clubes são os maiores interessados e precisam procurar saídas. A CBF deu prazo para todos esses clubes se adaptarem. A partir de agora só gasta o que arrecada. Caso contrário, pode receber punições dentro do fair play financeiro.”
Fomentação da base
“Já iniciamos um grupo de trabalho em relação à base. De que forma a CBF, junto dos clubes, pode ajudar nessa questão. A gente faz questão de criar a vários mãos. Criamos o grupo de trabalho com essa intenção. E começar a trabalhar mais próximo dos clubes.”
Correio do Povo
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