O Internacional subiu o tom nesta segunda-feira (02/03) ao protocolar uma reclamação formal junto à Comissão de Arbitragem da Federação Gaúcha de Futebol (FGF). Através de nota oficial, o clube manifestou indignação com os critérios aplicados no Gre-Nal 450 e questionou duramente a interpretação dos lances capitais da derrota por 3 a 0.
O Foco da Revolta: "Inversão de Culpa"
A gota d'água para a diretoria colorada foi a divulgação dos áudios da cabine do VAR. Neles, o árbitro de vídeo Daniel Nobre Bins afirma que Rafael Borré "fez o movimento junto ao braço" de Arthur, isentando o volante gremista de uma possível expulsão por cotovelada.
Os principais pontos da contestação colorada:
Incredulidade: O clube classifica como absurda a transferência de responsabilidade da infração para o atleta que sofreu o impacto (Borré).
Falta de Unidade: A nota aponta que os critérios disciplinares no clássico "destoaram" do que vinha sendo adotado ao longo de todo o Gauchão.
Omissão do Monitor: O Inter questiona por que Anderson Daronco não foi sequer chamado para revisar o lance no campo, impedindo uma segunda análise da jogada aos 12 minutos de jogo.
Ofensiva Jurídica e Esportiva
A estratégia do Inter agora se divide em duas frentes:
Departamento Jurídico: Trabalha em conjunto com o Futebol para cobrar esclarecimentos técnicos da FGF.
Pressão por Isenção: O clube exige "critérios claros, uniformes e coerentes" para o jogo de volta, buscando garantir que a arbitragem no Beira-Rio não sofra interferências externas ou interpretações polêmicas.
"O Internacional expressa profunda preocupação e inconformidade com os critérios aplicados, que ferem o equilíbrio e a integridade da decisão", diz trecho do comunicado.
O Desafio de Domingo
Enquanto a diretoria briga nos bastidores, o elenco de Paulo Pezzolano tenta focar na missão dentro de campo: vencer por três gols de diferença para levar aos pênaltis ou por quatro para conquistar o título direto.
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