Haddad descarta interrupção imediata nos cortes da Selic devido a conflito no Irã

 


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (03/03) que ainda é prematuro projetar uma reversão no ciclo de queda da taxa Selic em função das tensões no Oriente Médio. Em entrevista à Rádio Nacional, o ministro reforçou que, embora o cenário exija cautela, o planejamento de cortes nos juros segue, por ora, mantido.

O "Remédio" contra a Inflação

Utilizando uma metáfora médica, Haddad comentou sobre a atuação do Banco Central no controle da carestia:

  • Dose Certa: Segundo o ministro, a função do BC é calibrar a taxa de juros para conter a inflação sem asfixiar a economia.

  • Equilíbrio: "Uma dose maior que o necessário ou menor pode causar mal ao paciente", alertou, referindo-se ao impacto dos juros altos no crescimento do País.


Geopolítica: Petróleo e a "Sombra" da China

Haddad conectou a escalada militar no Irã a um tabuleiro de xadrez global maior, envolvendo os Estados Unidos e a China:

  1. Dependência Energética: O ministro destacou que tanto a crise no Irã quanto as movimentações na Venezuela têm o petróleo como pano de fundo, especialmente pela necessidade chinesa de importar até 12 milhões de barris por dia.

  2. Disputa de Potências: Para a equipe econômica, as ações do governo Donald Trump são influenciadas pelo receio do avanço chinês e por questões de imagem pública interna nos EUA.

  3. Preparação de Cenários: A Fazenda trabalha com simulações para diversos eventos, comparando o impacto da guerra aos efeitos de "tarifaços" comerciais ou desastres climáticos severos.


Resumo das Projeções Econômicas

Fator de RiscoVisão do Ministério da Fazenda
Taxa SelicManutenção do ciclo de cortes, apesar do cenário externo.
Conflito no IrãMonitoramento constante; incerteza sobre a duração e extensão.
Preço do PetróleoVariável crítica que pode pressionar a inflação interna.
Relação EUA-ChinaFator determinante para a estabilidade dos mercados em 2026.

Nenhum comentário:

Postar um comentário