Flávio Bolsonaro usa colete à prova de balas em ato na Paulista e cita “ameaça real de fogo”

 


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, participou neste domingo (1º de março de 2026) de manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, usando colete à prova de balas sob forte esquema de segurança.Flávio chegou ao local por volta das 14h45, parou em uma via lateral e caminhou a pé até o trio elétrico principal, posicionado na altura do MASP, acompanhado de aliados como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). O colete era visível por baixo de uma camiseta amarela da Seleção Brasileira.Questionado no local por jornalistas, o senador justificou o uso do equipamento afirmando que “sabe dos riscos à sua segurança”. Sua assessoria explicou que a medida seguiu recomendação da equipe de proteção — composta pela Polícia Legislativa do Senado e agentes da Polícia Federal que o acompanhavam. Um agente da PF presente mencionou “ameaça real de fogo” como motivo para a precaução.O episódio remete ao atentado sofrido pelo pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que levou uma facada em setembro de 2018 durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), quando era candidato pelo PSL. Bolsonaro ficou internado e ainda enfrenta sequelas do ataque.Flávio foi o último a discursar no ato “Acorda Brasil”, com fala de cerca de 15 minutos. Ele afirmou que, se eleito em outubro de 2026, seu pai — preso no Complexo da Papuda por suposta participação em trama golpista — subirá a rampa do Palácio do Planalto em janeiro de 2027. No pronunciamento, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu conquistas do governo Bolsonaro, elogiou o Bolsa Família em tom de aceno ao público feminino e manifestou desejo de avançar com o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2027, com um novo Congresso eleito.O evento integrou uma série de manifestações conservadoras realizadas no mesmo dia em várias capitais, com pautas como anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, críticas ao STF e oposição ao governo federal. Estimativas do Monitor do Debate Político da USP (em parceria com Cebrap e More in Common) apontaram cerca de 20,4 mil participantes na Paulista no pico, com margem de erro de 12%.

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