Os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) — Emirados Árabes Unidos (EAU), Arábia Saudita, Bahrein, Omã, Catar e Kuwait — afirmaram, em comunicado conjunto divulgado neste domingo (1º de março de 2026), que reservam o direito de responder à agressão iraniana, incluindo a adoção de “todas as medidas necessárias” para defender sua soberania, segurança, territórios, cidadãos e residentes.A declaração veio após uma reunião extraordinária virtual dos ministros das Relações Exteriores do bloco, convocada para coordenar uma resposta unificada aos ataques com mísseis e drones lançados pelo Irã contra alvos nos seis países-membros (e também na Jordânia). Os ministros condenaram em termos veementes os “ataques traiçoeiros”, “criminosos” e “hediondos” de Teerã, que classificaram como violações flagrantes da soberania nacional, dos princípios de boa vizinhança e do direito internacional, inclusive da Carta da ONU.O comunicado destaca:
- A segurança dos Estados do CCG é indivisível: qualquer ataque contra um membro é considerado ataque contra todos, conforme o Tratado de Defesa Conjunta do bloco.
- Os países mantêm o direito à autodefesa individual e coletiva previsto no Artigo 51 da Carta da ONU.
- As forças armadas e sistemas de defesa aérea dos membros demonstraram “eficiência e prontidão” ao interceptar grande parte dos projéteis, minimizando danos e protegendo vidas, instalações e ativos vitais.
- Exigência de cessar imediato dos ataques iranianos.
- A estabilidade no Golfo não é apenas questão regional, mas pilar essencial da estabilidade econômica mundial, dada a importância das rotas de energia e comércio.

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