Fim da escala 6x1: CCJ aprova audiências com Haddad e Luiz Marinho para debater impactos

 


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados deu um passo importante na tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a jornada de trabalho de seis dias por um de descanso (escala 6x1). Nesta quarta-feira (04/03), o colegiado aprovou requerimentos para ouvir os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Luiz Marinho (Trabalho e Emprego).

Diálogo entre Governo e Setor Produtivo

Como os ministros foram convidados, e não convocados, as datas ainda serão ajustadas conforme as agendas oficiais. O objetivo é equilibrar o debate entre o bem-estar do trabalhador e a viabilidade econômica. Além dos ministros, as audiências públicas contarão com:

  • Centrais Sindicais: Representando os interesses dos trabalhadores.

  • Entidades Patronais: Representantes da CNC (Comércio), CNI (Indústria), CNA (Agropecuária) e CNT (Transportes), que devem apresentar dados sobre os custos operacionais da mudança.


Cronograma e Tramitação

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), estabeleceu um ritmo acelerado para a matéria, que está sob relatoria do deputado Paulo Azi (União-BA).

As etapas previstas para a PEC em 2026 são:

  1. Março: Conclusão da análise de admissibilidade constitucional na CCJ.

  2. Abril: Criação e análise de mérito em uma Comissão Especial.

  3. Maio: Previsão de votação do texto final no Plenário da Câmara.


O Contexto Político

A equipe econômica do governo passou a ver a proposta como "madura" dentro do Congresso, enquanto o presidente Lula defende uma negociação tripartite — entre patrões, empregados e governo — para evitar impactos negativos na inflação ou no nível de emprego.

InstituiçãoPapel na Discussão
Ministério da FazendaAnalisar o impacto fiscal e na produtividade nacional.
Ministério do TrabalhoMediar a relação entre capital e trabalho e fiscalizar a transição.
CNA/CNC/CNI/CNTAlertar sobre possíveis aumentos de custos nos setores produtivos.
CCJGarantir que a proposta não fira a Constituição Federal.

Próximos Passos

A CCJ deve agora definir o calendário das oitivas. A participação de Haddad é considerada crucial pelos parlamentares para entender se haverá algum tipo de desoneração ou incentivo para as empresas que adotarem a nova jornada.

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