A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro protocolou um pedido estratégico ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados solicitam autorização para se reunirem com o empresário em ambiente privado, sem o monitoramento de áudio e vídeo, protocolo padrão em presídios federais de segurança máxima.
🔐 O Dilema do Presídio Federal
Desde sua prisão na última semana, Vorcaro não teve contato presencial com seus defensores. O entorno do banqueiro vê no rigor do sistema federal um entrave para a definição da estratégia jurídica:
Vigilância Total: As unidades federais possuem monitoramento 24 horas, incluindo microfones e câmeras em todas as áreas, além de celas individuais de 6 $m^2$ e banho de sol restrito.
Pressão por Delação: Interlocutores admitem que o isolamento e o monitoramento constante podem levar Vorcaro a considerar um acordo de colaboração premiada.
🔍 Perícia Independente e "Vazamentos"
Além do acesso ao preso, os advogados buscam realizar uma contraperícia nos aparelhos eletrônicos apreendidos na Operação Compliance Zero. A defesa argumenta que a divulgação de mensagens pela imprensa gera preocupação sobre a integridade das provas.
Os itens solicitados incluem:
Dados brutos e imagens forenses completas dos dispositivos.
Registros técnicos e códigos de verificação de integridade (Hashes).
Laudos periciais oficiais para análise de assistentes técnicos independentes.
🏛️ Mudança de Relatoria
O pedido também reflete a nova fase do processo sob a relatoria de André Mendonça. Há uma percepção no meio jurídico de que o magistrado adotará uma postura de maior rigor técnico em comparação ao relator anterior, ministro Dias Toffoli.
A defesa reiterou críticas ao que chama de "vazamentos seletivos" de conteúdos sigilosos e afirmou que o acesso integral aos dados é fundamental para garantir o devido processo legal e avaliar a licitude das provas digitais obtidas pela Polícia Federal.

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