Postagens

Suicídio de Hitler completa 60 anos

Ditador nazista se matou com um tiro na cabeça. Nas ruas de Berlim, as forças soviéticas e alemãs se enfrentavam no fim apocalíptico da II Guerra Mundial. O pó era a única coisa que restava sobre o entulho de prédios inteiros destruídos. Mas nove metros sob a terra, no bunker de Adolf Hitler, era possível escutar o barulho de um alfinete caindo. O primeiro-sargento da SS Rochus Misch, guarda-costas de Hitler, havia recebido a ordem de que ninguém deveria perturbar o Führer. Todos sabiam o que isso significava. Não ouvimos nenhum disparo, não escutamos nada, mas um de nós se virou e disse: “Acho que acabou” - recorda Misch. Misch lembra claramente do momento em que entrou na sala. O que viu ficou guardado para sempre na memória: Hitler estava caído sobre uma mesa, com uma mancha de sangue escorrendo da ferida aberta pelo tiro que deu na cabeça. O estudante de arte e soldado da I Guerra Mundial que abriu caminho para o poder entre lutas e intrigas, que conquistou boa parte da Euro...

Um bispo que fabricou o futuro

Aquele bispo de Santo André que em abril de 1980 carregava pelas ruas a cruz de uma greve perdida poderá ser eleito papa. Pelo que se entende, o franciscano Cláudio, cardeal Hummes, está na lista dos prováveis sucessores de João Paulo II, caso o novo Pontífice não seja italiano. Já que não se pode saber o que sucederá em Roma no futuro, vale revisitar o que se sucedeu em Santo André no ano passado. Dom Cláudio substituiu naquela diocese a uma das grandes figuras do clero brasileiro do século XX. Chamava-se Jorge Marcos Oliveira. Foi o primeiro bispo da cidade e morreu em 1989, aos 73. Hoje na lembrança está embacada, nasce o ABC paulita e produziu bispos como Hummes e políticos como Lula, isso se deveu em boa parte ao descortínio, iniciativa e coragem de dom Jorge Marcos. O “Bispo dos operários”, como viria a ser chamado, chegou a Santo André em 1954, antes da indústria automobilística. Foi ele quem abençoou a primeira fábrica de motores à gasolina do Brasil, a da Willys, diante de J...

Por que azul para menino e rosa para meninas?

A associação é tão comum que nem parece precisar de explicação, mas nem meninos vestiram azul e meninas vestiram rosa. Segundo o livro Dictionary of Omens and Supersticions (“Dicionário de Agouros e superstições”, sem tradução em português), o costume já existia na era pré-cristã, quando se acreditava que algumas cores podiam expulsar os espíritos que rondavam os recém-nascidos. Como bebês do sexo masculino eram mais valiosos, passaram a ser vestidos com roupas azuis, com associada aos espíritos do bem (por ser a mesma do céu). As meninas, quando recebiam alguma atenção, ganhavam roupas pretas, cor símbolo da fertilidade na cultura oriental, de onde possivelmente veio a crença nos espíritos. Foi no século 19 que o rosa ganhou alguma ligação com a feminilidade, influenciado por uma lenda europeia que diz que as meninas nascem de rosas e os meninos de repolhos azuis. Esse padrão, no entanto, não se disseminou por todo o mundo. Por um bom tempo, na França, as meninas se vestiam de azul, ...

Síndrome de Down

Nosso material genético, os cromossomos andam aos pares. Em que tem Down há um único cromossomo a mais, o 21, formando um trio que provoca alterações por todo o organismo. Algumas estão na cara, com maior ou menor sutileza: os olhos amendoados, o nariz ligeiramente mais achatado. Os portadores em geral têm dificuldade para falar. Sua língua tende a ficar para fora e a boca costuma viver aberta. Isso é minimizado quando a criança com Down faz exercícios específicos, orientados por um fonoaudiólogo. Outro fator associado é o fraco tônus muscular. “Portadores da síndrome devem fazer mais esforço físico para atingir os mesmos resultados de uma outra pessoa”, compara o médico Zan Mustacchi, do Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo. Desse modo, com os movimentos são mais cansativos, a obesidade é uma ameaça constante. Mas ela pode ser controlada com uma dieta equilibrada e, espantando a preguiça justificável no caso, ginástica. Fonte: Revista Saúde! É Vital, abril de 2005, pá...

O Protocolo de Kyoto

A entrada em vigor do Protocolo de Kyoto é um passo à frente para a conscientização internacional sobre a importância da proteção ao meio ambiente. O objetivo do protocolo, ratificando por 141 países, é controlar os efeitos de gases que, ao aprisionarem calor na atmosfera, aquecem o planeta. Estudos científicos estimam que o chamado efeito estufa, num processo gradativo, poderá provocar alterações do clima, cujo degelo das calotas polares seria o resultado catastrófico mais sério. Embora todos os cálculos quanto ao aquecimento do planeta assegurarem que tal hipótese é remota, a redução gradativa da emissão dos gases produzidos pela queima de fósseis é medida de segurança recomendada pela ciência. O lamentável é que os Estados Unidos, responsáveis por um quarto das emissões poluentes, recusem-se a ratificar o protocolo, mantendo a posição firmada pelo presidente George W. Bush quando da investidura em seu primeiro mandato, em 2001. mesmo assim, governadores de quase a metade dos e...

Chávez, novo Fidel?

A política, em qualquer lugar onde se exercite a mutação democrática, tende a ser ondulante: o réprobo de hoje, e a história está aí para confirmar, pode ser o herói de amanhã e vice-versa. Pois este senhor Hugo Chávez, ainda há pouco tempo quase apeado pela opinião pública do governo da Venezuela, vai tomando o papel de líder sul-americano disputado com Lula. Sem sucesso, para citar o episódio mais recente, no Fórum Social Mundial, foi estrondoso. No penúltimo dia do Fórum, sendo um dos oradores escalados, recolheu aplausos como ninguém antes recolhera. Falou coisas óbvias para o congresso, nada de novo em termos de políticas sociais e de integração, tudo dito e repetido por outros intérpretes, inclusive pelo próprio Lula, então de partida para Davos, onde falaria a outros senhores, estes representantes do capitalismo. Lula, por isso, colheu algumas vaias, de que passou recibo na base do “paz e amor”, que cultiva com maestria. Voltando porém a Chávez: além da oratória de cunho s...

A difícil tarefa de explicar o horror

Depois da morte de mais de 150 mil pessoas, as religiões tentam descobrir um significado para a tragédia PETER GRAFF Reuters/Londres Sempre que acontece um desastre, uma tragédia, a pergunta é feita. Dias atrás, ela foi repetida mais uma vez, agora na boca de uma mulher idosa em um vilarejo destruído do Estado de Tamil Nadu, no sul da Índia Por que fez isso conosco, Deus? O que fizemos de errado? Chorava ela. Os tsunamis de 26 de dezembro, ondas gigantes assassinas que mataram mais de 150 mil pessoas, desafiam as grandes religiões do mundo. A tragédia atingiu indiscriminadamente muçulmanos indonésios, hinduístas indianos, budistas tailandeses e do Sri Lanka, além de cristãos e judeus que faziam turismo nas praias do Oceano Índico. Nos templos, mesquitas, igrejas e sinagogas de todo o mundo, pede-se aos religiosos que expliquem: como um Deus benevolente pode lançar tanto horror contra pessoas comuns? Alguns líderes religiosos descreveram a destruição como parte do plano de Deus, como pr...

Suicídio – Uma triste epidemia

A maior causa de mortes violentas no mundo não é a guerra nem a criminalidade, mas o suicídio. O maior número de mortes é registrado nos países da antiga União Soviética. Recordista mundial: Lituânia, com 51,6 por 100 mil habitantes, superando os registros na Bielo-Rússia, na Estônia e no Cazaquistão. O 14º lugar, com 17 por 100 mil, é ocupado pela França. Um dado é comum a todos os países: são as pessoas idosas as que mais se matam, em número três vezes maior do que os jovens de 15 a 24 anos. A doença, a precariedade social e a solidão são os principais fatores. O número mundial de suicídios se situa em volta de 1 milhão de mortes por ano. Levando-se em conta a evolução demográfica, estima-se que chegue a 1,5 milhão em 2020. Para deter a epidemia, cogita a OMS de providenciar ajuda psicológica e evitar a venda de pesticidas, meio mais usado pelos suicidas, especialmente os chineses. Fonte: Correio do Povo, Flávio Alcaraz Gomes. 22 de dezembro de 2004, página 4.

100 anos de imigração judaica no Rio Grande do Sul

Imagem
Exposição resgata saga de 100 anos Documentos, objetos e relatos mostram a história da imigração judaica para o Rio Grande do Sul As comemorações do centenário da primeira imigração judaica organizada da Europa para o Brasil propiciaram o resgate da história desse povo nas terras de além-mar. Resumo da saga dos judeus no Estado, a exposição “Uma terra para todos:100 anos da imigração no Rio Grande do Sul” está aberta à visitação até o dia 18, no Museu Nacional de Migrações Judaicas. As pesquisas começaram em 2003 e resultam da parceria entre o Memorial do Ministério Público e a Federação Israelita do Rio Grande do Sul (Firgs). A curadora da mostra, Andréa Cogan, diz que o objetivo é propiciar ao público leigo o acesso a essa parte da história gaúcha, além de trazer aos judeus o resgate da sua cultura. Quem visitar o museu poderá ver documentos do Instituto Cultural Judaico Marc Chagalli e objetos de famílias da comunidade, como cartas na língua ídiche, um salvo-conduto da década de 40 ...

RS desenvolve variedades de bananas resistentes

Duas variedades resistentes à sigatoka negra deverão ser desenvolvidas pela Fepagro no RS. Conforme o coordenador do Profruta, Afonso Hamm, as variedades Honduras FHIAO 1 e Asía THAP MAEO são materiais genéticos já testados em SC. A Honduras já está disponível pela Epagri. A praga se manifesta nas folhas e não oferece risco ao consumidor. “No RS, 75% do produto plantado é da variedade prata, que tem alta resistência à sigatoka”, informou. Fonte: Página 18 de Correio do Povo de 5 de dezembro de 2004.