Criança em estado crítico está entre feridos de acidente aéreo no Canadá

 Avião ficou tombado na pista do aeroporto de Toronto



Um avião da Delta Air Lines que transportava 80 passageiros sofreu um acidente nesta segunda-feira (17) ao pousar, e ficou tombado na pista do aeroporto de Toronto, deixando ao menos 18 feridos, três deles em estado grave; sendo uma criança em estado crítico.

O voo CRJ900, de um avião Bombardier operado pela Endeavor Air, pousava na maior cidade do Canadá, procedente da cidade americana de Minneapolis, quando ocorreu o acidente, informou a companhia aérea.

O Aeroporto Internacional Toronto Pearson "está a par de um incidente ocorrido durante o pouso de um avião da Delta Air Lines. Equipes de emergência estão respondendo. Todos os passageiros e a tripulação foram localizados", informou o aeroporto no X.

"Uma criança foi levada para o hospital com ferimentos graves. Um homem de cerca de 60 anos e uma mulher de cerca de 40 também ficaram gravemente feridos", disse à AFP um porta-voz da organização de assistência médica Ornge, enquanto socorristas chegavam ao local.

Outras 12 pessoas sofreram ferimentos mais leves e foram levadas para hospitais da região, informou Lawrence Saindon, dos Serviços Paramédicos da Região de Peel, que supervisiona o resgate.

A CBS exibiu imagens de pessoas saindo com dificuldade do avião, protegendo-se das rajadas de vento. A Delta confirmou que o acidente não deixou mortos.

Um usuário do Facebook que diz ser passageiro do voo, John Nelson, publicou um vídeo mostrando o avião acidentado, com a legenda: "Nosso avião se acidentou. Está de cabeça para baixo." "A maioria das pessoas parece estar bem. Estamos todos descendo", acrescentou.

A ministra federal de Transportes, Anita Anand, disse que havia 80 passageiros no voo. O primeiro-ministro de Ontário, Doug Ford, disse estar "aliviado por não haver vítimas após o incidente no Toronto Pearson" e acrescentou que as autoridades aeroportuárias e locais estavam prestando ajuda.

Uma tempestade de neve atingiu ontem o leste do Canadá. A Junta de Segurança do Transporte do Canadá (TSB) anunciou que vai enviar uma equipe de investigadores.

AFP e Correio do Povo

Conselho Deliberativo do Inter aprova aumento de mensalidades para sócios

 Projeto da diretoria teve 187 votos favoráveis e 10 contrários


O Conselho Deliberativo do Inter aprovou, nesta segunda-feira, o aumento das mensalidades para sócios do clube. A medida, analisada em sessões extraordinária e ordinária, teve 187 votos favoráveis e 10 contrários (além de cinco abstenções e 58 votos em um projeto alternativo).

Conforme o departamento de finanças colorado, a mensalidade tem uma defasagem de 24,09% quando considerado o IPCA e de 48,30% no IGPM. Foi aprovada uma reposição de 25,43%. De acordo com nota oficial, o aumento foi estudado com "o objetivo de aumentar as receitas recorrentes do Colorado sem jamais abandonar a identidade de Clube do Povo, a recomposição representa um importante acréscimo de até 25 milhões de reais anuais".

"Os sócios e sócias sempre foram os principais patrocinadores do Inter, e esse protagonismo histórico será reforçado por meio do combate à defasagem da última década", comentou o presidente Alessandro Barcellos. "A recomposição permitirá maior capacidade financeira para o nosso clube, uma vez que, por meio da atualização das obrigações sociais, retomaremos a relação entre o crescimento do nosso quadro social - que bate, ano após ano, recordes nominais - com o valor obtido com as receitas recorrentes."


Correio do Povo

Jornal do Boris - 18/2/2025 - Notícias do dia com Boris Casoy

 

Aneel está aberta a acordos para evitar judicialização sobre cortes de geração, diz diretor

 Agência já conseguiu uma decisão favorável no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para evitar a compensação financeira aos geradores



O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, frisou que o regulador está "aberto para ouvir" propostas de acordos sobre os problemas de cortes de geração de energia, 'curtailment' no jargão do setor. Em entrevista ao Podcast MinutoMega, veiculada nesta segunda-feira, Feitosa avalia que o ideal seria "sair da judicialização".

A Aneel já conseguiu uma decisão favorável no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para evitar a compensação financeira aos geradores.

Uma liminar concedida em 4 de dezembro aos empreendedores eólicos e solares havia determinado o ressarcimento por eventos de cortes de geração em função de restrições no sistema de transmissão.

Na entrevista, Sandoval também descartou a comparação do nível de corte de geração e a judicialização com a crise hidrológica desencadeada ao longo do ano de 2012, conhecida como crise do GSF (Generation Scaling Factor). As geradoras hídricas iniciaram na ocasião uma corrida buscando o afastamento da obrigatoriedade de arcar com o déficit percebido à época pelo consumidor.

"Esse tema, diferente do CSF, tem uma regulação ordinária que foi feita e foi discutida, tem um aprimoramento que está em discussão neste momento. Tem abordagens que irão resolver parte dos problemas que estão sendo trazidos. São casos diferentes. Neste momento eu não consigo ver essa relação", disse Feitosa.

O Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) mostrou que o Ministério de Minas e Energia (MME) avalia a criação de um grupo de trabalho para tratar do problema de cortes de geração de energia, com a participação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Banco Central busca segurança “além do normal”, diz diretor

 Segundo ele, nesse ambiente de incertezas o BC se coloca na posição de minimizar riscos



O diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Nilton David, disse nesta segunda-feira, 17, que a autarquia está preocupada em ter um nível de segurança "além do normal" em suas decisões sobre a taxa básica de juros, dado o nível elevado de incertezas no cenário econômico. David deu a declaração ao reafirmar nova alta de 1 ponto porcentual da Selic como o cenário-base para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em março.

"O cenário-base é seguir por aí, porque temos o forward guidance (indicação para março) e também a nossa preocupação em ter um nível de segurança um pouquinho além do normal por conta dessa incerteza", disse ele. Em sua primeira fala pública desde que assumiu o posto, em janeiro, David participou de um encontro promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), em São Paulo.

Segundo ele, nesse ambiente de incertezas o BC se coloca na posição de minimizar riscos para alcançar a atual meta de inflação - de 3%. "Mas o ponto é que antes a gente estava num gol de 7 metros; o gol agora tem 12 metros. Então, onde que eu tenho de me posicionar?"

David reiterou as projeções do BC de uma inflação de 5,2% no fim deste ano, convergindo para 4% (ainda acima do centro da meta, mas já dentro do intervalo de tolerância) no terceiro trimestre do ano que vem.

"Prévia do PIB”

A economia brasileira cresceu 3,8% em 2024 na comparação com o ano anterior, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado ontem pela autarquia. Considerado uma espécie de "prévia" do PIB oficial (medido pelo IBGE), o indicador subiu 0,02% no trimestre móvel encerrado em dezembro, na comparação com os três meses anteriores, considerando a série com ajuste sazonal.

O resultado foi alcançado mesmo com a queda de 0,73% do IBC-Br em dezembro frente a novembro, confirmando as previsões no mercado de uma desaceleração do ritmo de atividade por conta do atual patamar dos juros.

O economista-chefe da G5 Partners, Luis Otávio de Sousa Leal, avalia que a retração de 0,73% em dezembro - mais intensa do que esperada - sintetizou a perda de fôlego da economia doméstica no fim do ano passado. "Após um desempenho muito positivo da atividade ao longo de 2024, é natural ocorrer um processo de acomodação; porém, a questão é se essa acomodação esperada vai se transformar em uma desaceleração mais acentuada", diz ele.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Presidente do Republicanos é submetido a cirurgia cardíaca e está bem, diz assessoria

 Além de presidente do Republicanos, ele é deputado federal por São Paulo e bispo da Igreja Universal do Reino de Deus



O presidente nacional do partido Republicanos, Marcos Pereira, foi submetido a uma cirurgia cardíaca no início da tarde desta segunda-feira, 17, e já está bem, segundo informações da sua assessoria de imprensa.

De acordo com comunicado oficial, o procedimento consistiu na colocação de uma prótese de fechamento do Forame Oval Patente (FOP). Em um exame de rotina, no sábado, 15, médicos detectaram um “buraco” no coração do dirigente partidário.

“Marcos Pereira está bem, em recuperação, e em breve estará de volta às atividades do mandato”, diz mensagem da assessoria.

Além de presidente do Republicanos, Pereira é deputado federal por São Paulo e bispo da Igreja Universal do Reino de Deus. Neste mês, ele encerrou o seu mandato como vice-presidente da Câmara dos Deputados na gestão de Arthur Lira (PP-AL).

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Trump prepara OFENSIVA NUNCA VISTA contra Lula e Xandão

 

Lula “não faz política”, está “isolado” e “capturado”, diz advogado próximo a Lula

 Em carta, Kakay avalia que presidente mudou em seu terceiro mandato e aponta dificuldades na articulação política do governo



Uma carta escrita pelo advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, circulou entre governistas e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último domingo (16). No documento, o criminalista, que tem trânsito nos bastidores do poder, avalia que Lula mudou em seu terceiro mandato e aponta dificuldades na articulação política do governo.

Kakay relata que interlocutores próximos ao Planalto expressam dificuldades para ter acesso ao presidente e criticam seu isolamento. “Mas o Lula do 3º mandato, por circunstâncias diversas, políticas e principalmente pessoais, é outro. Não faz política. Está isolado. Capturado. Não tem ao seu lado pessoas com capacidade de falar o que ele teria que ouvir”, escreveu.

O advogado também demonstra preocupação com a viabilidade eleitoral do petista em 2026, apontando que a reeleição estaria em risco diante do atual cenário político.

“Já fico olhando o quadro e torcendo para o crescimento de uma direita civilizada. Com a condenação do Bolsonaro e a prisão, que pode se dar até setembro, nos resta torcer para uma direita centrista, que afaste o fascismo”, admitiu.

A carta surge em meio à queda de popularidade do presidente, que tem gerado preocupação dentro do PT e de sua base aliada. Pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira (14) mostrou que a aprovação de Lula caiu para 24%, uma queda de 11 pontos percentuais em relação ao último levantamento, de dezembro de 2023. Trata-se do menor índice de aprovação em seus três mandatos.

Outro levantamento, divulgado no sábado (15) pelo Ipec, revelou que 62% dos brasileiros acreditam que Lula não deveria concorrer à reeleição.

No documento, Kakay chama atenção para o dado e levanta um questionamento: “Prestei atenção nesta [pesquisa] que indica que 62% não querem que Lula seja candidato à reeleição. A pergunta é: quem é seu sucessor natural?”, questionou o advogado.

InfoMoney

Juíza veta folia de carnaval de R$ 6,5 milhões enquanto prefeitura na Bahia não pagar servidores

 Cidade de Correntina tem salários de servidores atrasados



A Vara Cível de Correntina, no interior da Bahia, determinou a suspensão do orçamento de R$ 6,5 milhões para as festas de carnaval enquanto o município não pagar os salários atrasados dos servidores. A decisão considera que a nova gestão da prefeitura adotou uma conduta 'omissiva' em relação às obrigações financeiras assumidas na gestão anterior. Segundo os autos, mais de 2 mil servidores estão com o salário de dezembro e o décimo terceiro atrasados. A prefeitura alegou que não recebeu a folha de pagamentos da gestão anterior.

O Ministério Público afirma em ação que não é razoável dispor de R$ 6,5 milhões das contas municipais para festejos enquanto Correntina está sob calamidade administrativa. Localizada no oeste da Bahia, a quase mil quilômetros da capital, Correntina, com cerca de 32 mil habitantes, encontra-se sob estado de calamidade administrativa desde o dia 2 de janeiro, por decreto do novo prefeito da cidade, Walter Mariano Messias de Souza (União Brasil).

De acordo com a prefeitura, a gestão anterior não entregou as informações e documentos das obrigações financeiras firmadas, como a folha de pagamento dos servidores. Para a juíza Bruna Sousa de Oliveira a prefeitura agiu com desinteresse em honrar os compromissos da municipalidade, uma vez que os dados relativos à folha de pagamento estão disponíveis no site da transparência de Correntina e no site do Tribunal de Contas dos Municípios.

A magistrada entende que a atual gestão adotou uma conduta 'omissiva' e impôs uma multa pessoal ao prefeito de R$ 50 mil por dia, em caso de descumprimento da ordem judicial. 'Infligir aos servidores situação constrangedora de passar pelas festividades de carnaval, custeadas com montante vultoso de recursos públicos, sem a percepção devida do salário de dezembro de 2024 e do décimo terceiro, é um ato grave e pernicioso ao ponto de ofender a dignidade humana', destacou Bruna.

A decisão acolhe pedido do Ministério Público da Bahia para proibir o uso do orçamento municipal na contratação de artistas, montagem de estruturas de espetáculos e publicidade de carnaval enquanto perdurar a calamidade pública e o atraso nos salários dos servidores municipais.

Por meio de uma ação civil pública, a Promotoria afirma que não é razoável dispor de R$ 6,5 milhões das contas municipais para festejos enquanto Correntina está sob calamidade administrativa. Na ação, a prefeitura alega que tem cumprido todas as obrigações financeiras correntes com o início da nova gestão, sustentando regularidade nos serviços de saúde e limpeza pública.

Segundo a prefeitura, o estado de calamidade administrativa foi decretado para 'reestruturar alguns órgãos e equipamentos públicos', o que não representaria uma situação de emergência financeira.

A juíza pondera que o decreto municipal tinha repercussões financeiras, ao prever a redução de despesas de custeio, a suspensão de vantagens administrativas aos servidores e a suspensão do atendimento presencial ao público. Ela destaca uma conduta contraditória, com um comprometimento na redução de gastos com os servidores e um elevado investimento para movimentar o carnaval. 'Os motivos usados como fundamento determinante para o decreto de calamidade administrativa, com implicações de ordem financeiro-orçamentária, não correspondem ao comportamento posterior de colocar à disposição a vultuosa quantia de R$ 6.528.600,00 para as festividades de carnaval', adverte.

Nesse sentido, a decisão também pontua que, além de ter acesso nos portais de transparência aos dados dos servidores que não receberam os salários, a atual gestão sequer pleiteou o fornecimento das informações sobre a folha de pagamentos pelas vias administrativas ou judiciais. 'A conduta omissiva também gera responsabilidade ao novo gestor, uma vez que o comando da administração municipal agora lhe incumbe e ele deve zelar pelo cumprimento dos compromissos assumidos e obrigações herdadas da gestão passada, em razão da observância do princípio da continuidade da administração e da probidade administrativa', afirma a juíza.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Macron diz que acordo de paz na Ucrânia deve incluir “garantias de segurança fortes e críveis”

 Europa teme que Trump negocie termos com a Rússia sem envolver Kiev



O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta terça-feira que a paz na Ucrânia 'deve estar acompanhada de garantias de segurança fortes e críveis', após uma conversa telefônica com seu par ucraniano Volodimir Zelensky. 'Queremos uma paz sólida e duradoura na Ucrânia. Para isso, a Rússia deve cessar sua agressão e isso deve estar acompanhado de garantias de segurança fortes e críveis para os ucranianos', escreveu Macron, após uma reunião de emergência com dirigentes europeus em Paris.

'Caso contrário, existe o risco de que este cessar-fogo termine como os acordos de Minsk', indicou, em referência aos pactos de 2014 e 2015 que buscavam pôr fim ao conflito no leste da Ucrânia. A conversa com Zelensky aconteceu depois que Macron recebeu líderes europeus em Paris para discutir a mudança política dramática promovida pelo presidente americano Donald Trump em relação ao conflito na Ucrânia.

Os governantes europeus temem que Trump queira negociar a paz com Moscou sem envolver Kiev, muito menos a União Europeia. Zelensky afirmou que foi informado por Macron sobre a conversa com os líderes europeus e que compartilharam uma 'visão comum' sobre como conseguir a paz. 'As garantias de segurança devem ser robustas e confiáveis', sustentou.

O presidente ucraniano advertiu que uma decisão sem garantias 'apenas servirá para outra farsa russa e será o prelúdio de uma nova guerra russa contra a Ucrânia ou outras nações europeias'.

AFP e Correio do Povo