Rio Taquari começa a apresentar estabilidade, diz prefeito de Muçum

 Cidade enfrenta nova cheia histórica após chuvas no Rio Grande do Sul

Cidade enfrenta nova cheia histórica após chuvas no Rio Grande do Sul 

O prefeito de Muçum, Mateus Trojan, afirmou em vídeo nas redes sociais que o nível do Rio Taquari começou a apresentar sinais de estabilidade no início da noite deste sábado na região. Mais cedo, a Defesa Civil emitiu alertas em razão da possibilidade de avanços das águas.

"Estamos tendo uma estabilidade do aumento dos níveis do Rio Taquari. Esperamos que nas próximas horas isso permaneça e comece uma redução. As nossas medições já estão mostrando isso", disse. 

A cidade está enfrentando uma nova cheia histórica que alagou ruas e derrubou energia elétrica e comunicação como no dia 4 de setembro. 

Trojan explicou que a medição desta noite de 23m20cm só não configura a pior cheia da história da cidade em razão da devastação anterior. "Em menos de três meses, tivemos as piores enchentes da história", lamentou.

Correio do Povo

Em Porto Alegre, Michelle Bolsonaro critica governo Lula e cita visitas no Ministério da Justiça

 Presidente nacional do PL Mulher recebe Medalha de Mérito Farroupilha

Michelle relembrou ações do governo Bolsonaro e da sua atuação no programa 'Pátria Voluntária' 

A presidente nacional do PL Mulher, ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, fez críticas ao governo federal e citou o caso de visitas de pessoas ligadas ao Comando Vermelho no Ministério da Justiça. "A 'dama do tráfico' estava em Brasília. Por que o ministro entra na favela sem ter segurança? Isso reflete na política e reflete na vida das pessoas. E porque ele não recebe as mães que estão sem atendimento. É uma triste realidade", falou ela, durante discurso no encontro de mulheres do PL no Rio Grande do Sul,  que ocorreu na Casa NXT, na zona Norte de Porto Alegre. 
Ao chamar de 'desgoverno' também fez críticas à administração petista. "Faz discursos maravilhosos na campanha. Vive para si mesmo. Vamos fazer uma política honesta", disse.

Falou ainda sobre a eleição do ano passado, quando Bolsonaro perdeu a eleição para Lula. "Ele não perdeu a eleição porque elegeu a maior bancada na Câmara dos Deputados", citou. Em relação ao ex-presidente,  afirmou que o governo passado recuperou bandeiras que estavam esquecidas. 

Michelle relembrou ações do governo Bolsonaro e da sua atuação no programa 'Pátria Voluntária'. Também defendeu a presença das mulheres na atuação política e o crescimento das eleitas no próximo ano. "A mulher entra na política  por uma causa", afirmou. 

Michelle recebe Medalha Farroupilha 

Michelle recebeu ainda a medalha do Mérito Farroupilha, concedida pela Assembleia Legislativa do RS. A distinção foi entregue pelo deputado Rodrigo Lorenzoni,  que também é o líder da bancada do PL. 

Buscando estimular a participação das mulheres na política e focando na eleição de 2024, o evento foi marcado por discursos de defesa das bandeiras conservadoras, como o combate às chamadas ideologias de gênero e a defesa às famílias. Também ocorreu a posse da executiva do partido no RS.

Correio do Povo

Eleições 2024: PT adia anúncio de sua pré-candidata à prefeitura de Porto Alegre para o dia 23

 Nome da deputada federal Maria do Rosário será oficializado após apresentações formais aos demais partidos da federação que a legenda integra e, também, àquela formada pelo PSol e a Rede


O PT de Porto Alegre adiou mais uma vez o anúncio de sua pré-candidata à prefeitura da Capital nas eleições de 2024. Em reunião na noite de sexta-feira, o diretório municipal do partido decidiu que fará o anúncio do nome no dia 23 de novembro. A candidata será a deputada federal Maria do Rosário. Mas, antes de oficializá-la, a legenda vai realizar, no início da semana, sua apresentação formal para as outras siglas que compõem a mesma federação partidária (PCdoB e PV). E, também, para a federação PSol/Rede, com a qual articula a formação de uma aliança em Porto Alegre para a corrida de 2024. A possibilidade do novo adiamento para oficializar um nome foi antecipada pelo Correio do Povo na quinta-feira.

Ela ocorre em meio a uma disputa de correntes internas. Rosário sempre teve maioria. Mas, além dela, também a deputada estadual Sofia Cavedon postulava a indicação petista. No processo, o grupo de apoiadores de Sofia primeiro encorajou a realização de primárias (um outro nome para prévias) para escolher um candidato do bloco entre postulantes de diferentes siglas que pretendessem formar uma frente de esquerda. O movimento acabou por tumultuar os debates internos, fazendo com que a definição do nome petista, que o comando partidário pretendia anunciar no final de outubro, fosse remarcada para ocorrer após a reunião do diretório realizada nesta sexta, 17 de novembro.

Na terça-feira, 14, contudo, os articuladores de Sofia encaminharam uma carta à Rosário, propondo um acordo, pelo qual a decisão ficaria para 30 de novembro. Os apoiadores de Rosário responderam na quinta, durante o dia, com uma nota subscrita por três vereadores da Capital, dois deputados estaduais (entre eles a presidente municipal, Laura Sito) e uma federal, todos com base eleitoral em Porto Alegre. Na nota, assinalaram a necessidade de uma decisão e o fim dos adiamentos. Na reunião do diretório à noite, os grupos conseguiram chegar a um ‘meio-termo’ em relação a data, estabelecendo o dia 23. Ao final do encontro, lançaram nova nota, explicativa.

Correio do Povo

Duas pessoas morrem no desabamento de casa em Gramado

 Mãe e filha foram soterradas após a residência ceder em virtude das fortes chuvas

Mãe e filha foram soterradas após a residência ceder em virtude das fortes chuvas 

Duas pessoas morreram neste sábado após o desabamento de uma casa na localidade da Linha Marcondes Baixa, em Gramado, na divisa com a cidade de Santa Maria do Herval. A confirmação da morte de mãe, de 80 anos, e filha, de 52 anos, foi feito pela prefeita de Santa Maria do Herval, Mara Stoffel.

Outras duas pessoas conseguiram sobreviver ao desmoronamento. O Corpo de Bombeiros de Gramado atendeu a ocorrência e confirmou as fatalidades.  A estrutura caiu por volta do meio-dia em função das fortes chuvas na região. Segundo a prefeita, mais de 200 milímetros de precipitação atingiram a cidade desde sexta-feira.

Em post nas redes sociais, a prefeitura alerta que o elevado volume de chuva ocasionou diversos transtornos por todo o município durante a madrugada, com diversos trechos em situação perigosa. A orientação é de que a população evite ao máximo sair de suas casas e circular pelas vias.

Desaparecido

Na ERS 437, próximo à ponte entre Vila Flores e Antônio Prado, um homem desapareceu nas águas do rio da Prata. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar da cidade de Veranópolis, inda não estão claras as circunstâncias do desaparecimento na Serra Gaúcha, uma das hipóteses, no entanto, é que o veículo, onde o homem e mais duas pessoas estavam, acabou sendo arrastado pela força da água, em razão das fortes chuvas no Rio Grande do Sul. 

Outras duas pessoas ocupantes do carro conseguiram sair e estão a salvo. 

Correio do Povo

Ítalo Gall deixa rádio Grenal após quatro anos

 

Defesa Civil: mais de 31 mil pessoas enfrentam eventos adversos por fortes chuvas no RS

 Balanço foi divulgado na noite deste sábado

Duas mulheres morreram soterradas em Gramado 

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul divulgou na noite deste sábado um balanço das cidades afetadas pelas fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul. Até o momento, 38 cidades reportaram efeitos adversos em função das águas neste final de semana. Na sexta-feira, outros 45 municípios já haviam notificado o órgão estadual.

Conforme o levantamento, mais de 31 mil pessoas foram afetadas, e também foram contabilizadas 399 pessoas desabrigadas e 1.665 pessoas desalojadas, de acordo com as prefeituras. 

Entre os tipos de ocorrências estão enxurradas, inundações, movimentos de massa e deslizamentos. Duas mulheres morreram em Gramado após terem sido soterradas na residência onde moravam.

A Sala de Situação do Estado e o Centro de Operações da Defesa Civil seguem monitorando a evolução hidrometeorológica, especialmente as respostas das bacias com alerta: Taquari, Caí e Jacuí, e toda a extensão do Rio Uruguai.

Correio do Povo

Além do ICMS, pacote do governo Eduardo Leite à Assembleia Legislativa tem outros nove projetos

 Em função do regime de urgência, os projetos terão condições de serem votados ainda neste ano

O recesso parlamentar inicia no dia 22 de novembro 

O pacote de projetos enviados pelo governo do Estado à Assembleia Legislativa na noite de quinta-feira vai bem além do aumento da alíquota geral de ICMS, dos atuais 17% para 19,5%, conforme apresentado por Eduardo Leite (PSDB), em coletiva. Ao todo, são dez projetos, que, em função do regime de urgência, terão condições de serem votados ainda neste ano pelos deputados estaduais. O recesso começa no dia 22 de dezembro. 

Há propostas mais simples, como doação de imóveis e de terrenos, mas também há questões tributárias e programas e contratações emergenciais. Um dos projetos prevê mudanças no programa Todo Jovem na Escola, que já está em desenvolvimento no Estado, prevendo a concessão de bolsa a estudantes para manterem os estudos. Há ainda uma iniciativa que atualiza o Regime Próprio de Previdência Social do Estado (RPPS/RS). Esse, de todos, é o único projeto de lei complementar, logo, que precisa de mais votos. 

Outra proposta está relacionada ao desenvolvimento econômico. O projeto de lei cria o chamado ‘serviço social autônomo’ com a finalidade de promover e executar políticas para a atração de investimentos. Por exemplo, há quatro projetos que envolvem contratos emergenciais de servidores. Dois deles relacionados à Fundação de Proteção e prevê renovar e criar novos contratos. Há também reforço de recursos humanos para a Metroplan e a Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Confira a lista com os projetos:

Correio do Povo

Biden propõe reunificação de Gaza e Cisjordânia sob "Autoridade Palestina"

 Presidente dos EUA publicou coluna no The Washington Post

Presidente dos EUA publicou coluna no The Washington Post 

Gaza e Cisjordânia deveriam "se reunificar" sob uma Autoridade Palestina "reforçada", considerou o presidente norte-americano, Joe Biden, em uma coluna publicada neste sábado.

A manifestação acontece em plena guerra entre Israel e o movimento islamista Hamas, que governa a Faixa de Gaza.

"Enquanto lutamos pela paz, Gaza e Cisjordânia deveriam se reunificar sob uma única estrutura de governança, essencialmente sob uma Autoridade Palestina reforçada, enquanto todos trabalhamos com vistas a uma solução de dois Estados", escreveu Biden no The Washington Post, em alusão à criação de um Estado palestino ao lado de Israel.

Washington, que é o principal aliado de Israel, deu apoio incondicional ao país em sua resposta ao ataque chocante do Hamas, que em 7 de outubro matou 1.200 pessoas, a maioria civis, em território israelense. Cerca de 240 pessoas foram feitas reféns e levadas para Gaza.

Mas à medida que aumenta o número de mortos na represália israelense de bombardeios e incursões terrestres a Gaza (12.300, incluindo mais de 5.000 crianças, segundo o governo do Hamas), os Estados Unidos expressam sua preocupação e lançam questionamentos sobre o futuro de Gaza depois que o Hamas for derrotado.

"Uma solução de dois Estados é a única forma de garantir a segurança a longo prazo, tanto do povo israelense quanto do palestino. Embora neste momento possa parecer que esse futuro nunca esteve tão distante, esta crise o tornou mais imperativo do que nunca", escreveu Biden.

O presidente americano também ameaçou adotar sanções contra os colonos que cometerem atos de violência contra os palestinos na Cisjordânia em meio ao conflito em Gaza.

"Tenho sido enfático com os líderes de Israel, de que a violência extremista contra os palestinos na Cisjordânia deve parar e os que cometem a violência devem prestar contas", disse.

"Os Estados Unidos estão preparados para tomar nossas próprias medidas, inclusive a emissão de proibições de visto contra extremistas que atacam civis na Cisjordânia", completou.

AFP e Correio do Povo

Dólar à vista encerra o dia em alta firme, acima de R$ 4,90

 Ibovespa encerra um pouco abaixo dos 125 mil pontos e avança 10,28% no mês



O dólar à vista encerrou a sessão desta sexta-feira, 17, em alta firme no mercado doméstico de câmbio, acima da linha de R$ 4,90, na contramão da tendência de enfraquecimento da moeda americana no exterior, em especial na comparação com pares como euro e iene, diante das apostas de que o ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos já se encerrou.

Operadores atribuíram a depreciação do real, em parte, à antecipação de compra por importadores e de remessas ao exterior por empresas, dado que na segunda-feira, 20, será feriado estadual em São Paulo, pelo do Dia da Consciência Negra. Embora o mercado de câmbio funcione normalmente, a expectativa é que a liquidez seja muito reduzida. Houve também relatos de ajustes de posições e movimentos de realização de lucros no segmento futuro, uma vez que a divisa acumula ganhos expressivos no mês.

Afora uma queda pontual e limitada no início da sessão, quando registrou mínima a R$ 4,8533 o dólar à vista operou em terreno positivo ao longo do dia. Com uma aceleração dos ganhos na reta final dos negócios, a moeda fechou a R$ 4,9059 (na máxima), avanço de 0,74%. Apesar da alta de hoje, a divisa termina a semana com leve baixa (-0,17%), acumulando desvalorização de 2,69% em novembro.

"O dólar já havia caído muito em novembro e agora vemos uma correção. Já vemos também um movimento de importadores e de remessas para o exterior aproveitando que a taxa tinha vindo abaixo de R$ 4,90", afirma o operador de câmbio Hideaki Iha, da Fair Corretora, ressaltando que muitas empresas podem ter adiantado operações em razão do feriado de segunda-feira em São Paulo, o que contribuiu para um avanço mais expressivo do dólar no mercado doméstico.

Para a economista Cristiane Quartaroli, do Banco Ourinvest, a alta do dólar hoje no mercado doméstico está relacionada a questões internais, em especial o resultado fraco do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em setembro. "Outros moedas emergentes estão subindo em relação ao dólar. Isso reforça que se trata de um movimento interno. Acredito que esse indicador mais fraco deve levar a revisões para baixo do PIB no terceiro e quarto trimestres", afirma Quartaroli.

Pela manhã, foi divulgado que o IBC-Br recuou 0,6% em setembro em relação a agosto, resultado bem pior que a mediana das expectativas coletadas pelo Projeções Broadcast, de alta de 0,20%. O intervalo ia de queda de 0,20% a avanço de 0,60%.

Lá fora, o índice DXY - que mede o desempenho da moeda americana em relação a uma cesta seis divisas fortes, em especial euro e iene - operou em queda firme e rompeu o piso dos 104,000 pontos Na semana, o Dollar Index cai mais de 1,5%.

"Por trás do viés de baixa para o dólar no exterior está a percepção de que, em função dos números mais recentes de inflação e atividade, o Federal Reserve tende a não elevar mais os juros", afirma CEO do Transferbank, Luiz Felipe Bazzo, em referência aos índices de inflação ao consumidor e ao atacado divulgados nos EUA nesta semana.

Uma ala relevante do mercado já começa a especular com a possibilidade de o Federal Reserve iniciar um processo de corte da taxa básica ainda no primeiro semestre de 2024. A Capital Economics avalia que uma desaceleração acentuada do crescimento econômico dos Estados Unidos no primeiro semestre de 2024, seguida por um aumento na taxa de desemprego, deverá motivar "uma série mais agressiva de cortes de juros por parte da Federal Reserve (Fed) no próximo ano, com até 200 pontos-base de flexibilização".

Ibovespa

Na transição da primeira para a segunda quinzena do mês, o Ibovespa encadeou três ganhos diários até esta sexta-feira, encerrando a semana com avanço de 3,49% no acumulado dessas quatro sessões, separadas pelo feriado do dia 15. Foi também a quarta alta semanal seguida, vindo o índice da B3 de ganhos de 2,04%, 4,29% e 0,13% nos intervalos precedentes. Assim, no azul entre as duas últimas semanas de outubro e as duas primeiras de novembro, o Ibovespa, no agregado desde o dia 1º, avança 10,28% no mês e, em 2023, sobe agora 13,70%.

Nesta sexta-feira, com o vencimento de opções sobre ações, o giro financeiro foi a R$ 27,9 bilhões na sessão - volume que já havia sido reforçado ontem pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa.

Após o tombo das cotações da commodity no dia anterior - correção que tinha colocado o petróleo nos menores níveis desde julho -, a retomada dos preços do Brent e do WTI, de 4% na sessão, lançou as ações da Petrobras (ON +4,22%, PN +3,26%) ao topo da carteira do índice nesta sexta-feira. Tal movimento foi decisivo para recolocar o Ibovespa na linha de 125 mil pontos em boa parte da sessão, mas não no fechamento, em que o índice perdeu força. Em encerramento, o nível dos 125 mil continua a não ser visto desde 29 de julho de 2021, então aos 125.675,33.

"Petrobras deu a maior contribuição para o Ibovespa ter testado hoje esse nível, ainda que Vale e alguns bancos tenham se destacado também na sessão. Com o ganho que se vê agora em novembro, na casa de 10%, o Ibovespa está a caminho de seu melhor desempenho desde novembro de 2020, há três anos", diz Felipe Leão, especialista da Valor Investimentos. Desde novembro de 2020, quando acumulou alta de 15,90%, o Ibovespa não tem um ganho mensal de dois dígitos.

Hoje, o índice fechou em leve alta de 0,11%, aos 124.773,21 pontos, entre mínima de 124.546,59 e máxima de 125.431,07 pontos (+0,64%), saindo de abertura aos 124.639,24 pontos. A aceleração de ganhos no Ibovespa, na passagem da primeira para a segunda metade de novembro - tendo avançado cerca de 4,2 mil pontos desde o fechamento do dia 10, então aos 120,5 mil, e com apenas uma leve perda no caminho, de 0,13%, em 13 de novembro - parece antecipar um dos "efeitos calendário" sempre lembrados, quer se acredite nele ou não: o rali de fim de ano.

De acordo com levantamento da Equus Capital, de 2010 a 2022, em 54% desses anos o rendimento do Ibovespa em dezembro superou a média dos meses anteriores. Segundo a casa, quando se estende o horizonte de tempo, o efeito fica ainda mais visível: no intervalo de 2000 a 2022, em 65% do trecho correspondente a esses anos, o mês de dezembro apresentou rendimento superior à média anual.

Na avaliação da Equus Capital, a antecipação do movimento - que costuma aparecer apenas no fim de novembro - sugere dinâmica possivelmente influenciada pelos sinais de arrefecimento da inflação nos Estados Unidos, o que favorece o apetite por ativos de risco.

Perspectiva mais propícia quanto à inflação também é observável no quadro doméstico. O otimismo com a desinflação prevista para 2024 predominou nas reuniões do Banco Central, hoje, com economistas do mercado. Os analistas que participaram esperam continuidade na melhora qualitativa da inflação e preveem que os preços de serviços sigam em desaceleração ao longo do próximo ano, reportam os jornalistas Marianna Gualter e Cícero Cotrim, do Broadcast.

"Houve um tom bem otimista da maioria dos participantes", disse um economista presente ao encontro, fechado à imprensa, em relato ao Broadcast. "Os colegas tinham projeções de inflação de 3,5%, 3,4% e até 3,2%, em uma leitura boa da economia, principalmente no que diz respeito à política monetária."

Dessa forma, a discussão, aqui e no exterior, quanto à extensão do ciclo de aumento dos custos de crédito a cargo das autoridades monetárias em todo o mundo começa a dar lugar ao momento em que os principais BCs, como o Federal Reserve, começarão a cortar as taxas de juros de referência - movimento que, na percepção do mercado, tem sido antecipado do segundo para o primeiro semestre do próximo ano.

"Com os dados recentes, os juros futuros ao redor do mundo têm caído rapidamente. O yield dos títulos de 10 anos nos EUA chegou a operar abaixo de 4,4% nesta manhã", aponta em nota a Guide Investimentos.

"Os dados de inflação nos EUA têm surpreendido com números mais fracos, desde o CPI preços ao consumidor na terça-feira, passando pelo PPI preços ao produtor na quarta-feira e os preços de bens importados e exportados, que saíram ontem", acrescenta a Guide, observando que tal "cenário reforça a tese de que o Federal Reserve e outros BCs de grandes economias" podem já ter encerrado o ciclo de elevação dos juros de referência.

No que diz respeito ao Brasil, a percepção do mercado, hoje, foi a de que a fraca leitura do índice de atividade IBC-Br, considerado uma 'proxy' para o PIB, contribui para que se revise a expectativa para a economia no terceiro trimestre, o que reforça a chance de que o Copom terá espaço, possivelmente antes do que se previa, para iniciar os cortes da Selic.

O IBC-Br divulgado nesta manhã trouxe queda de 0,06% em setembro, na margem, com ajuste sazonal: dessa forma, o carrego estatístico para o quarto trimestre está em -0,3%, observa Rafael Perez, economista na Suno Research. "A economia brasileira mostrou sinais mais claros de desaceleração entre julho e setembro, tendo em vista os efeitos cumulativos dos juros elevados, o alto endividamento das famílias, o cenário externo turbulento e a base de comparação elevada do primeiro semestre", acrescenta o economista, em nota.

Na ponta do Ibovespa nesta última sessão da semana, destaque, além de Petrobras, para PetroRecôncavo (+3,36%), Azul (+3,00%) e 3R Petroleum (+2,87%). No lado oposto, Raízen (-5,56%), CVC (-4,31%) e Carrefour Brasil (-3,87%). Santander Brasil fechou na mínima da sessão (-3,13%), em dia misto para os grandes bancos, com Itaú (PN +0,46%) e BB (ON +0,76%) mostrando ganhos no fechamento. Vale ON subiu 0,19%.

"Tivemos um dia de agenda mais vazia, nada que impactasse muito diretamente o mercado, e mesmo assim o Ibovespa vem em renovações de máximas do ano, hoje chegando aos 125 mil pontos durante a sessão", diz Rafael Schmidt, sócio da One Investimentos. Ele observa que a alta do Ibovespa, mesmo em dia de avanço também do dólar, sugere um movimento de rotação de ativos, não de ingresso de fluxo novo em recursos estrangeiros. No fechamento desta sexta-feira, o dólar à vista mostrava alta de 0,74%, a R$ 4,9059, na máxima do dia.

O quadro das expectativas do mercado para as ações no curtíssimo prazo manteve-se relativamente inalterado no Termômetro Broadcast Bolsa desta sexta-feira. Entre os participantes, a previsão de alta (50,00%) para o Ibovespa na próxima semana continua majoritária em relação às projeções de estabilidade (33,3%) e de queda (16,67%). Na pesquisa anterior, 57,1% afirmaram esperar valorização do Ibovespa nesta semana; 28,57%, variação neutra; e 14,29%, baixa.

Juros

Os juros futuros completaram hoje três sessões seguidas de baixa, fechando a semana com alívio nos prêmios em relação à sexta-feira anterior. O exterior ficou hoje em segundo plano, com a dinâmica das taxas sendo orientada pela agenda doméstica. Mais precisamente, pelo o IBC-Br de setembro abaixo do esperado, que consolidou a ideia de desaceleração da atividade no terceiro trimestre e deu conforto para a tomada de risco.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 fechou em 10,455%, de 10,495% no ajuste de ontem, e a do DI para janeiro de 2026 caiu de 10,20% para 10,17%. O DI para janeiro de 2027 encerrou com taxa de 10,30%, de 10,34% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2029 terminou em 10,71% (de 10,75%). Na semana, as taxas cederam em torno de 30 pontos.

O mercado de juros desafiou a correção em alta dos preços do petróleo e a desvalorização do câmbio, com taxas em baixa desde cedo, inabaladas mesmo depois da piora nos Treasuries, quando o retorno da T-Note zerou a queda e passou a subir no começo da tarde. O suporte foi dado antes da abertura, pela queda inesperada de 0,06% do IBC-Br em setembro ante agosto. A mediana das projeções indicava alta de 0,2%. Além disso, o Banco Central revisou resultados de meses anteriores, sendo a grande maioria para baixo.

No terceiro trimestre, o índice acumulou redução de 0,64%, "fator bastante negativo dado que a variação trimestral guarda boa correlação histórica com o desempenho do PIB trimestral", afirmam os economistas do BTG Pactual, em comentário a clientes.

O potencial impacto da moderação da atividade sobre a inflação dá alguma segurança para posições aplicadas em DI, ainda que o IBC-Br de hoje não tenha alterado a ideia de manutenção do ritmo de cortes da Selic. O contexto parece bem adequado a doses de 0,5 ponto porcentual nas próximas reuniões. Alguma margem de manobra para ajustes nas apostas estaria no orçamento total. Nesta semana, a precificação da curva acabou convergindo para o que os economistas vinham defendendo, ou seja, que há condições para a Selic terminar o ciclo abaixo de 10,00%.

Nesta sexta, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, evitou sinalizar o orçamento, reiterando que um erro no "forward guidance" gera um custo de credibilidade para refazer a mensagem. Segundo ele, o que dá para dizer é que a Selic deve continuar no campo restritivo. "Não vamos desenhar uma trajetória, porque achamos que há tanta incerteza que esse desenho não teria o valor esperado positivo em termos de comunicação", completou.

Sobre o IBC-Br, Campos Neto comentou que o indicador não muda as expectativas para o crescimento da economia em 2023 e 2024. "Já existia a percepção de que esse trimestre teria uma desaceleração", disse.

A economista-chefe da B.Side Investimentos, Helena Veronese, destaca que o IBC-Br foi a cereja do bolo para o mercado de juros encerrar uma semana bastante positiva, com dados indicando contenção de inflação e atividade tanto aqui quanto nos EUA. "Embora os Treasuries hoje não tenham ajudado, no balanço da semana tiveram alívio, sob a percepção de que o Fed não vai mais aumentar juros", disse. Veronese aponta ainda que embora o cenário fiscal seja cheio de incertezas a vitória da equipe econômica na questão da meta também foi importante para o desempenho das taxas na semana.

Agência Estado e Correio do Povo

RS e mais 16 estados estão sob alerta para chuvas fortes e temporais no final de semana

 No Rio Grande do Sul, expectativa é de chuva volumosa do Centro para o Norte



Rio Grande do Sul e mais 16 estados, além do Distrito Federal, estão sob alerta para chuvas fortes e temporais ao longo do final de semana. O cenário, que se expandirá pelo Brasil, terá episódios de atenção na região Sul, especialmente no sábado. 

Conforme a MetSul, a Metade Norte gaúcha deve ser castigada por pancadas intensas e tempestades isoladas. No RS, os acumulados de chuva em 24 horas até o fim da tarde desta sexta-feira somavam 81 mm em Redentora e Vacaria, 72 mm em Erechim, 56 mm em Soledade e 55 mm em Serafina Corrêa.

O RS tem observado uma sequências de dias com instabilidade e estragos.  Somente nos últimos três dias, a chuva somou 173 mm em Erechim e 144 mm em Vacaria. Nos últimos sete dias, Porto Alegre teve mais de 150 mm e várias cidades da Metade Norte passaram dos 200 mm.

A chuva e o volume das águas provocam atenção para cheias nos rios da região, como os que cortam os vales (Taquari, Caí e Sinos). A cheia do Uruguai vai aumentar no Norte e pode ser de grandes proporções.

Sudeste e Centro-Oeste também sofrerão com chuvas fortes 

Depois de uma forte onda de calor nos últimos dias, o próximo fim de semana terá ocorrência de chuva forte em áreas das regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), no domingo, o volume de chuva em 24 horas pode passar de 100 milímetros (mm) em algumas áreas. 

O calor forte, combinado com o aumento do teor de umidade e ventos fortes vai potencializar a ocorrência de temporais localizados, com rajadas de vento e queda de granizo em São Paulo, no Triângulo Mineiro e na faixa oeste e sul de Minas Gerais, além do Rio de Janeiro, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso.

Correio do Povo