Relator propõe alíquota fixa dos impostos sobre combustíveis

 Roberto Rocha (PSDB-MA) esteve com Paulo Guedes nessa semana para promover ajustes na reforma tributária



Com o aumento da pressão sobre os preços dos combustíveis após o início da guerra na Ucrânia, o relator da reforma tributária (PEC 110/2019), senador Roberto Rocha (PSDB-MA), propôs um regime diferenciado de tributação para combustíveis na última versão de seu parecer.

Na última semana, antes das votações dos projetos de lei sobre combustíveis no Congresso, Rocha se reuniu com a equipe econômica para nivelar o texto da proposta, que começa a ser votada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado na próxima quarta-feira. 

A intenção do relator é trazer uma "solução definitiva" para os combustíveis sem afetar as finanças estaduais e municipais, maior entrave para aprovação da reforma tributária.

A espinha dorsal da reforma tributária é a unificação dos impostos no IVA (Imposto de Valor Agregado — em três esferas, federal, estadual e municipal). Os impostos federais PIS e Cofins, que incidem sobre a receita bruta das empresas, serão unificados passando a ser chamados de CBS. O ICMS, imposto estadual que incide sobre mercadorias, o ISS, imposto municipal sobre serviços, serão unificados no IBS. O IVA, portanto será composto do CBS mais IBS, sendo que as mudanças serão feitas em fases e com compensações previstas. 

Nas versões anteriores da PEC 110, o IBS era composto, além de PIS e Cofins, do IPI, IOF, Cide-combustíveis e Salário-Educação. Na últiva versão, IOF, a Cide-combustíveis e o Salário-Educação ficam de fora da unificação e o IPI será substituído pelo Imposto Seletivo, IS, também de forma gradual, sendo que durante um período haverá os dois. O texto permite a manutenção da incidência de IPI sobre alguns produtos até que se planeje novas estratégias para a Zona Franca de Manaus.

R7 e Correio do Povo


Salah faz gol 2000 do Liverpool na Premier League e sela vitória contra Brighton


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Bolsonaro diz que Petrobras não pode visar "exclusivamente o lucro"

 Presidente voltou a criticar o aumento no valor dos combustíveis imposto pela Petrobras



O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou a política de preços da Petrobras e disse que a empresa não pode trabalhar "exclusivamente visando o lucro" no momento em que o mundo enfrenta uma crise de combustíveis. Na quinta-feira (10), a Petrobras anunciou aumento de 28,8% no valor da gasolina e 24,9% no valor do diesel, reflexo da instabilidade no mercado internacional com o conflito entre Rússia e Ucrânia.

"Lá atrás fizeram a paridade com preço internacional e estamos respeitando. Se tiver que mudar, a Petrobras vai apresentar uma proposta. Agora, não pode trabalhar exclusivamente visando o lucro em um mundo em crise e com preço combustível bastante alto no Brasil", disse o presidente na saída do evento de filiação de aliados ao PL, neste sábado (12).

"Esse atrelamento [com o preço internacional do petróleo] é bom para o mercado, para os acionistas, mas é péssimo para o consumidor brasileiro. São coisas sensíveis que eu não posso decidir sem ouvir as pessoas adequadas", ressaltou.

Correio do Povo


Covid: Brasil registra 389 mortes e 45.020 novos casos em 24 horas


Saúde confirma mais 23 mortes e 7,4 mil casos de Covid no RS


Morador de rua é morto com facadas no bairro Ipanema, em Porto Alegre


Saque do dinheiro esquecido tem repescagem hoje


Grêmio fecha contratação do lateral-direito Edilson até o final do ano

Putin acusa forças ucranianas de "violações flagrantes" do direito humanitário

 Segundo presidente russo, Ucrânia faz civis de "escudo humano"



O presidente russo, Vladimir Putin, acusou neste sábado as forças ucranianas de "violações flagrantes" do direito humanitário e pediu a seu colega francês Emmanuel Macron e ao chanceler alemão Olaf Scholz que pressionem Kiev a acabar com elas.

Durante um telefonema com seus dois homólogos, Putin mencionou "assassinatos extrajudiciais de opositores", "tomada de reféns civis" e seu "uso como escudo humano", bem como a "distribuição de 'armas pesadas' em áreas residenciais, perto de hospitais, escolas e creches', de acordo com um comunicado do Kremlin.

Acompanhe o avanço das tropas russas na Ucrânia a cada dia 

Também culpou os "batalhões nacionalistas" ucranianos de "perturbar sistematicamente as operações de resgate e intimidar os civis que tentam evacuar" as zonas de combate.

"Vladimir Putin pediu a Emmanuel Macron e a Olaf Scholz a influenciar as autoridades de Kiev para por fim a estas ações criminosas", acrescentou o Kremlin.

AFP e Correio do Povo

Vereador do PT, Renato Freitas,que Vandalizou uma Igreja em Curitiba,pediu Licença Médica e agora reaparece,em plena Sessão da CCJ , que votava proposta sobre uso de linguagem neutra, secando a cabelo

 O Vereador debocha do Povo, que esperava mais do poder público



Fonte: https://twitter.com/brom_elisa/status/1502851470911234048

Lavadora de Alta Pressão e Desobstruidora WAP - Atacama Black Ultra 1500 Libras 1400W Mangueira 3m

 


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Petrobras justifica lucro e diz que reajuste foi para evitar desabastecimento

 Empresa diz que não repassou imediatamente a elevação recente nas cotações do petróleo



Após os reajustes promovidos esta semana nos preços de gasolina, diesel e gás de cozinha, a Petrobras publicou neste sábado, 12, dois vídeos em sua página na internet justificando os aumentos. Conforme a estatal, o último reajuste foi necessário para manter o fornecimento por todas as empresas, mitigando riscos de desabastecimento. A empresa diz que não repassou imediatamente a elevação recente nas cotações do petróleo pois "não transmite volatilidade e sabe da importância de contribuir com combustível acessível."

Na publicação, a companhia alega que seu lucro recorde em 2021 pode parecer alto, mas na verdade não é. Segundo a empresa, o lucro é compatível com o tamanho dos investimentos. A estatal fechou o ano passado com um lucro inédito de R$ 106,7 bilhões. "Você imagina o quanto é necessário de investimentos para produzir o combustível que chega até você. É um investimento bilionário", diz.

De acordo com a Petrobras, a taxa anual de retorno empregado na operação da companhia em 2021 foi de 8%, ficando, conforme a estatal, "apenas 2% acima do custo da sua dívida, um retorno justo."

A publicação diz que a empresa é uma das que mais investem no Brasil e que mais da metade do seu caixa retorna para a sociedade através de tributos, participações governamentais e dividendos para os Estados.

Em 2021, a estatal informa que pagou por hora R$ 23 milhões em impostos e tributos, e que gerou cerca de 10 mil empregos para cada R$ 1 bilhão de investimentos em exploração e produção. "Estamos investindo mais de R$ 70 bilhões por ano, estamos beneficiando mais de 4 milhões de pessoas com aquisição de gás de cozinha para famílias vulneráveis."

Por fim, a companhia afirma que "aqui não existe monopólio e outras empresas, assim como a Petrobras, também produzem e importam combustíveis". Segundo a empresa, preços do mercado asseguram o funcionamento e o abastecimento do País. promovido por diversas empresas.

Agência Estado e Correio do Povo

Informações falsas são utilizadas como estratégia de guerra

 No conflito entre Rússia e Ucrânia, as fake news viram ferramenta de convencimento e difamação

Por Giullia Piaia


Fake news. A palavra do ano pelo dicionário Oxford em 2016 se tornou termo comum e se espalhou pelo mundo. Utilizado diariamente pelos brasileiros, ainda que nem sempre de forma correta, a expressão de língua inglesa é atrelada a diversos temas, principalmente dentro do campo político. As consequências de encaminhar uma mensagem de WhatsApp de conteúdo duvidoso podem ser maiores do que se imagina.

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia é um exemplo. Iniciada oficialmente no dia 24 de fevereiro, trouxe uma nova leva de notícias falsas: imagens de videogames passando por cenas do conflito armado, fotos editadas do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, com suásticas, vídeos falsos de soldados supostamente ucranianos se despedindo das famílias, entre muitas outras.

A proliferação das fake news em um momento de conflito como esse não é surpresa. Guerras costumam se provar terrenos férteis para a disseminação de desinformação, especialmente, após a popularização da Internet. “Seria impossível pensarmos as guerras hoje sem pensarmos também em uma comunicação midiática que dá conta de irradiar notícias globalmente, instantaneamente”, explica Thomaz Delgado de David, jurista e mestrando em Relações Internacionais pela Universidade de São Paulo.

A prática de espalhar informações falsas é muito antiga, porém, a Internet amplificou esse processo de maneira sem precedentes, fazendo com que a disseminação desses conteúdos se tornasse massiva. Em 2017, a empresa de consultoria Gartner alertou que, em 2022, a maior parte das pessoas em países economicamente desenvolvidos consumiria mais informação falsa do que verdadeira.

Essas informações enganosas são consumidas pelo público, que ajuda a espalhá-las. Como o público interpreta as informações é algo que está ligado a diversos fatores psicológicos. “O leitor sempre esperou que uma notícia confirmasse aquilo que ele acreditava que seria a realidade. Ele lê uma emulação noticiosa, com aquela informação que ele gostaria que fosse verdadeira, ele confia naquilo e isso leva a um empoderamento, no sentido de ‘eu sabia que era assim, eu vou compartilhar e fazer com que todo mundo entenda que o que eu sempre disse que aconteceria está acontecendo’”, exemplifica Marlise Brenol, jornalista, doutora em comunicação e professora na Universidade de Brasília. Essa talvez seja uma das maiores dificuldades no combate à desordem da informação, o fato que a avaliação, por parte do público, da confiabilidade de uma informação, não é feita de maneira racional, mas sim de maneira inconsciente e performativa.

Além da disseminação da informação falsa feita pelo próprio público, os produtores de fake news também podem fazer uso de tecnologias de automação, como contas automatizadas de redes sociais que compartilham os conteúdos enganosos, conhecidas como bots.

 A prática de espalhar desinformação é antiga, mas a Internet amplificou esse processo de maneira sem precedentes, fazendo com que a disseminação desses conteúdos se tornasse massiva. Foto: Alina Souza

O que são exatamente as "fake news"

O termo fake news é amplamente utilizado em diversos contextos e por personagens distintos. Seja por um político que tenta se defender de uma acusação ou por um cidadão que encaminha uma mensagem no WhatsApp que descobre, posteriormente, ser falsa. A tradução do inglês significa “notícia falsa”.

As fake news podem ser definidas como informação fabricada que imita notícias em sua forma e aparência, mas essencialmente diferente das notícias, pois não há compromisso com a veracidade das informações e sim a intenção de desinformar. Elas podem assumir diversos formatos. Há o conteúdo que faz uso enganoso de informações para prejudicar uma pessoa ou assunto; o conteúdo impostor, que personifica fontes genuínas; o conteúdo fabricado, que é 100% falso, projetado para enganar e causar danos; manchetes, imagens ou legendas que não correspondem ao conteúdo, criando uma falsa conexão; conteúdo que é genuíno, mas é compartilhado com um contexto falso; conteúdo genuíno que é manipulado para enganar, como fotos editadas; e, até mesmo, sátiras e paródias que, apesar de não terem intenção de enganar, têm o potencial para tal. Uma única fake news pode ser contemplada por mais de uma categoria. Além disso, há o conteúdo falso compartilhado sem a intenção de causar dano, como ocorre em caso de erros jornalísticos.

É muito difícil determinar quem criou, produziu e distribuiu uma fake news e por quê. Produtores de fake news têm motivações diversas. Eles podem visar o ganho financeiro através de publicidade em seus sites ou tentam desacreditar um candidato em uma eleição ou mudar a opinião pública de alguma forma. Podem também ter motivação social e usar as fake news para firmar laços com um determinado grupo social. É muito difícil precisar a real motivação por trás da desinformação. Mesmo que haja razão financeira em sites que visam cliques com manchetes e histórias fictícias e sensacionalistas, por exemplo, é improvável que se descubra se há algum tipo de organização com outro propósito por trás.

A desinformação está nas guerras híbridas e nos conflitos convencionais

 Guerras híbridas mesclam ataques regulares por terra, água e ar com investidas cibernéticas e outras atividades paralelas, como a disseminação de fake news para influenciar a percepção da população e da opinião pública internacional. Foto: Aris Messinis / AFP / CP

Assim como os conteúdos falsos ganharam novos contornos com a chegada da Internet, os conflitos modernos também foram alterados para acompanhar as novas tecnologias. Novas táticas de combate dão origem ao que alguns pesquisadores denominam de guerras híbridas, que mesclam ataques regulares por terra, água e ar, com ataques cibernéticos e outras atividades paralelas, como a disseminação de fake news para influenciar a percepção de populares e a opinião pública internacional, visando à desestabilização política. Guerras híbridas buscam objetivos políticos, muitas vezes dispensando um uso extenso de forças armadas, gerando menor gasto militar.

Um elemento importante das guerras híbridas são os ataques cibernéticos. Sites governamentais fora do ar, sistemas bancários e provedores em pane, como o que aconteceu na Ucrânia, logo antes da invasão russa, são conhecidos como “negativa distribuída de serviço” (DDoS, na sigla em inglês). “Os acessos são coordenados por hackers e partem de milhares de dispositivos ‘sequestrados’ em táticas de phishing e malware (instalação de arquivos maliciosos nas máquinas), ou seja, computadores de uso comum são usados em ataques de guerra sem agência do proprietário”, elucida Marlise Brenol.

Para além dos ataques cibernéticos, há a institucionalização das fake news. Segundo o historiador estadunidense Timothy Snyder, autor do livro “Na contramão da liberdade: A guinada autoritária nas democracias contemporâneas” (Companhia das Letras, 2019), a Rússia foi o primeiro país a dominar as fake news na era digital - uma tática já conhecida e utilizada pelos russos como parte de uma estratégia para desorientar a sociedade do próprio país desde os anos 90. Tal estratégia usaria da Internet e da televisão para disseminar desinformação, demonizar instituições com o dever de descobrir fatos, como os jornalistas, e, então, explorar a confusão resultante, em que os cidadãos se tornam cínicos e não acreditam mais na verdade.

Doutor em Relações Internacionais, o professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Fabiano Pellin Mielniczuk lembra, no entanto, que o uso sistematizado de fake news não é exclusividade da Rússia. “Desinformação é usada por todo mundo. Não só pela Rússia. Você pode ter um viés bem direcionado contra a Rússia, porque geralmente é isso que a mídia ocidental vende. Mas isso não é privilégio da Rússia.”

Tampouco o uso de fake news é exclusivo das guerras híbridas, a estratégia é mais antiga que isso. “Até mesmo as guerras tradicionais possuem alguns elementos que hoje são inafastáveis e que decorrem em grande medida de transformações sistemáticas como aquelas ocorridas a partir da década de 70 pelo avanço técnico científico informacional”, afirma Thomaz Delgado de David.

Mesmo um século antes, um conflito armado já era iniciado como consequência de fake news. “O começo da guerra franco-prussiana, em 1870, partiu de uma mentira do chanceler alemão, que pegou correspondências do Rei da Prússia para o imperador da França, Napoleão III. Ele editou essas cartas que eles trocavam e divulgou para a imprensa da França, fazendo uma espécie de montagem, como se parecesse que o rei prussiano estava ofendendo Napoleão III”, conta Mielniczuk. “A opinião pública caiu em cima de Napoleão III, forçando-o a declarar a guerra contra a Prússia, que sabia que a França faria isso e estava esperando isso para poder ganhar a guerra.”

Outra guerra convencional, mais recente, que teve seu conflito justificado com o uso de fake news foi a Guerra do Iraque, em 2003. “Foi uma guerra que emergiu a partir de uma acusação de que haveria no Iraque armamento de destruição em massa. Essa acusação se provou falsa depois, mas ela ganhou uma repercussão mundial de grande significação para a legitimação dessa invasão”, afirma De David. “Os Estados Unidos, inclusive, compuseram um consórcio de estados ao seu redor que auxiliaram a dar essa aparência de legitimidade e há estudos que demonstram que esse apoio de outros estados se deu de uma maneira com pouquíssimo impacto num plano prático, mas com o impacto grande no sentido de legitimação.”

Na crise da Crimeia, em 2014, que é considerada uma guerra híbrida por vários estudiosos, além dos ataques cibernéticos, foram utilizadas informações falsas para criar confusão e semear o pânico, provocando condições favoráveis à atividade político-militar da Rússia. Na atual guerra da Ucrânia, não há consenso entre os pesquisadores sobre sua classificação, se guerra híbrida ou guerra convencional.

A pesquisadora Marlise concorda com a definição da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan): “A guerra cibernética, associada a bombardeios aéreos e tanques por terra, preocupa os países da Otan que passaram a considerá-la uma guerra híbrida”, escreveu. De David discorda: “Ela é uma guerra em um sentido convencional, com elementos que se aproximam daqueles introduzidos justamente em um contexto de capitalismo informacional, de irradiação de informações para o resto do mundo”. O uso das fake news como estratégia, entretanto, é de entendimento geral.

Acusações sobre uso de informações falsas partem tanto da Ucrânia quanto da Rússia

Analistas da Cyabra, empresa israelense de tecnologia para identificação de desinformação, perceberam um aumento de conteúdo antiucraniano no Twitter nos dias anteriores à invasão russa. Eles acreditam que uma grande parte das contas espalhando esse conteúdo sejam ligadas ao governo russo. No dia 1º de março, o ministro da Defesa ucraniano, Oleksiy Reznikov, afirmou que a Rússia lançaria uma “operação psicológica e de informação em larga escala”. Segundo o ministro, documentos e fotos falsas seriam divulgados para “confirmar” uma suposta rendição do exército ucraniano, criando problemas de comunicação.

Em reunião emergencial da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), no dia 28 de fevereiro, os embaixadores da Rússia e da Ucrânia trocaram acusações de desinformação. Naquele dia, segundo o governo da Ucrânia, 352 cidadãos ucranianos teriam morrido desde o início do conflito, enquanto o governo russo afirmava que não havia registro de mortes de civis causadas pelo exército da Rússia. Versões não apenas conflitantes, mas opostas. “A Ucrânia divulgou que matou 9 mil soldados russos. A Rússia reconhece 400 óbitos, o que é um número elevadíssimo. Para comparar, no Afeganistão, durante todos os 20 anos de ocupação americana, morreram 2,5 mil soldados”, pondera o professor da Ufrgs Fabiano Mielniczuk.

“Há uma ideia de que existiria um piloto de caças ucranianos, o fantasma de Kiev, que está derrubando caças russos. Isso é uma campanha para aumentar o moral das tropas ucranianas e da população, mas não tem cabimento porque o aparato militar da Rússia é muito superior ao aparelho militar da Ucrânia. Assim como, quando a Rússia fala de ‘desnazificação’ da Ucrânia, a partir do Putin, também está forçando uma história que não é realística. Essas campanhas de desinformação estão nos dois lados”, argumenta o professor.

Apesar de, nas leis internacionais, existir um princípio de não intervenção direta ou indireta por um país nos assuntos e políticas externas de outros países, não há nada que mencione especificamente a disseminação de fake news. Tarciso Dal Maso Jardim, que é consultor legislativo do Senado para Relações Internacionais e Defesa, também considera desinformação como uma estratégia de guerra. “Teríamos muita dificuldade em proibir fake news em um contexto de guerra”, disse, em entrevista em outubro de 2021.

O pesquisador alemão Björnstjern Baade, em artigo intitulado “Fake News and International Law”, partilha da mesma opinião de que fake news seriam extremamente difíceis de impedir em um cenário internacional. Ainda que uma lei regulando o uso de informações falsas fosse criada, seria muito difícil encontrar os responsáveis pela sua disseminação, visto que, geralmente, a desinformação é veiculada em sites informais e redes sociais.

“A única solução realista é proteger o jornalismo”, afirma Dal Maso. “Os únicos que podem realmente ir atrás do que acontece durante conflitos armados e esclarecer as fake news que acabam circulando durante períodos de tensões e guerras são os jornalistas”, esclarece. “O direito internacional humanitário tem que proteger quem vai nos trazer a informação ‘mais próxima da verdade’: o jornalista.”

 Encontrar os responsáveis pela disseminação de fake news é muito difícil, visto que, geralmente, a desinformação é veiculada em sites informais e redes sociais. Na foto, uma mulher usa um telefone celular em um campo montado perto da fronteira eslovaca-ucraniana em Vysne Nemecke, leste da Eslováquia. Foto: Peter Lazar / AFP / CP

Cerceamento à imprensa

Se a presença do jornalista visa diminuir a circulação das fake news, a proibição de seu trabalho deixa o terreno livre para sua propagação. No dia 4 de março, o governo russo aprovou lei que prevê prisão e multas para quem “divulgar fake news sobre ações das Forças Armadas”. Na lei, não está descrito o que é considerado uma notícia falsa, mas em relação à invasão da Ucrânia, a imprensa tem de usar as informações das declarações oficiais sobre o tema. Fica proibido, por exemplo, o uso das palavras “guerra” e “invasão”: oficialmente, o governo chama o conflito na Ucrânia de “operação especial”. No mesmo dia, a agência reguladora de comunicação anunciou que restringiu o acesso aos sites de quatro meios de comunicação, incluindo a versão em russo da BBC.

Após a aprovação da lei, jornais internacionais anunciaram o fechamento de seus escritórios em Moscou e/ou a paralisação de seus serviços no país. O americano The New York Times foi um dos que decidiu deixar a Rússia e disse, em nota: “A nova legislação da Rússia busca criminalizar reportagens independentes e precisas sobre a guerra contra a Ucrânia. Para a segurança de nossa equipe editorial que trabalha na região, estamos transferindo-os para fora do país por enquanto”. A BBC, da Inglaterra, anunciou o fechamento do escritório, mas decidiu seguir os serviços de reportagem em inglês no país. A americana CNN anunciou a interrupção de sua programação na Rússia.

No lado oposto, a União Europeia, dois dias antes da proibição russa, embargou todas as atividades dos canais russos Russia Today (RT) e Sputnik News, ambos ligados ao governo da Rússia, em todo o território europeu, sob a prerrogativa de “impedir que espalhem desinformação”. Isso gerou críticas de entidades ao redor do mundo, que viram a decisão como censura. Redes sociais como Twitter, Facebook, Instagram e TikTok, além do Google, também baniram ou colocaram avisos de “ligados ao governo russo” em todas as contas da RT e da Sputnik, inclusive das filiais internacionais dos serviços. A presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Maria José Braga, condenou a decisão: “Embora a Sputnik seja estatal, é uma agência de jornalismo de profissionais competentes e comprometidos. É preciso defender o direito profissional de se trabalhar na Sputnik”.

Quem mais sofre com decisões de censura é a população. “Acredito que um cerceamento à liberdade de imprensa constitui, antes de mais nada, uma ofensa grave à democracia, não somente à democracia no contexto de um estado, mas à democracia como uma como construção para além”, avalia De David. “Na medida em que a imprensa é cerceada, certamente se cria um espaço vago que pode ser preenchido por desinformação e fake news.”

“Obviamente a imprensa perde, mas também é um direito do cidadão ter acesso à informação”, complementa a pesquisadora e acadêmica de Direito pela Universidade Federal de Santa Maria, Ana Elisi Carbone Anversa.

“Como saber de que lado acreditar? A única forma é buscar o pluralismo, ter diferentes fontes para conseguir encontrar a informação. Isso agora tá sendo muito difícil, porque o ocidente baniu os meios de informação que vem da Rússia. Você chama a RT de mentirosa, chama Sputnik de agência de fake news. Então, você não tem mais como comparar as informações para que as pessoas tirem suas conclusões”, diz Mielniczuk.

Em um conflito tão recente, iniciado há menos de um mês, é difícil avaliar qual será o real impacto das fake news. Para De David, parece haver uma importância grande em mudar a opinião pública. “De uma maneira geral, é muito difícil de avaliar o impacto político da disseminação de fake news. No caso da Ucrânia, não há ainda um distanciamento dos eventos que nos possibilite um olhar um pouco mais refinado e a vista de desdobramentos subsequentes. Ainda que possamos estimar que essas fake news terão, em grande medida, algum papel na hora de moldar a opinião pública acerca do que se passa”, constata De David.

No front da comunicação

  • A Rússia anunciou nesta sexta-feira que restringiu o acesso à rede social Instagram, a qual acusa de espalhar apelos à violência contra os russos devido ao conflito na Ucrânia. As páginas ou aplicativos da Internet com acesso limitado geralmente se tornam inacessíveis no país. Este já é o caso do Facebook e do Twitter, que foram afetados pela mesma restrição após o início da operação militar.
  • Uma ação legal contra a Meta, empresa controladora do Facebook e Instagram, foi movida pela Rússia, que denuncia a empresa por ter relaxado suas regras sobre mensagens violentas direcionadas ao exército e líderes russos. O Comitê de Investigação da Rússia indicou que iniciou suas investigações "devido a pedidos ilegais de assassinato de russos por colaboradores da sociedade Meta americana".
  • A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) afirmou sexta-feira que havia "desbloqueado" o site de informações para a Rússia Meduza, censurado no início do mês pelo Kremlin. A RSF pediu "ao resto da mídia bloqueada para dar sinais de vida" para que possam ser "reconectados". As autoridades russas limitaram o acesso aos sites de quatro veículos de comunicação independentes em 4 de março: Meduza, as transmissões em russo da BBC e da emissora alemã Deutsche Welle (DW) e da Radio Svoboda, antena da Rádio France International.

Contra as fakes news, o fact-checking

Hoje, os esforços contra as fake news se concentram no que é chamado de fact-checking, ou checagem de fatos, que nada mais é do que verificação jornalística que ocorre tradicionalmente no jornalismo durante a apuração. No entanto, o fact-checking se ocupa de discursos públicos já em circulação e pode ser considerado um tipo específico de jornalismo. 

No Brasil e no exterior, são inúmeras as agências e iniciativas de fact-checking, se dedicando exclusivamente à prática. Uma dessas agências, na Espanha, chamada Maldita.es, percebeu, assim que começou a invasão russa na Ucrânia, que seria necessário um esforço coletivo para verificar tantos conteúdos falsos. Por meio da Rede Internacional de Fact-Checking (IFCN), a agência reuniu colaboradores de diversos países e criou o site UkraineFacts.org, que já reúne mais de 560 checagens feitas em mais de 45 países. “Quando checadores colaboram entre eles, o trabalho é muito mais efetivo”, disse Clara Jiménez Cruz, CEO da Maldita.es em entrevista a IFCN.

A lista de conteúdos verificados é variada. Informações descontextualizadas, imagens modificadas, conteúdo totalmente fabricado, tanto pró-Rússia quanto pró-Ucrânia. “É uma estratégia de guerra porque mobiliza as pessoas, sensibiliza as pessoas, toca na emoção das pessoas. Assim, faz com que elas decidam aderir à ideia de uma guerra ou decidam se posicionar contrários a uma guerra”, observa Marlise. Há uma dificuldade de verificar conteúdos por si mesmo, por isso o trabalho dos checadores de fatos é necessário. “Existem distanciamentos que devem ser observados. Entre eles estão a questão geográfica, a questão política e a questão cultural. Tudo isso são questões que nos impedem de ter segurança na hora de checar informações ou de concebê-las”, exemplifica De David.

Se aproveitando da importância do fact-checking e da confiança do público com os checadores, produtores de fake news também começaram a fabricar fact-checks falsos, segundo reportagem da agência de notícias estadunidense ProPublica. Conforme a reportagem, circulariam pelas redes sociais vídeos e postagens desmascarando supostas fake news ucranianas, quando na verdade esses conteúdos não haviam sido previamente circulados. É importante buscar fact-cheks direto da fonte, os sites das agências, e sempre desconfiar de postagens em redes sociais. “Hoje, o que a gente tem de ferramenta para verificar são as agências de fact-checking, então, no momento em que até isso nos deixa inseguros, ficamos nesse limbo. As agências verificadoras têm falhas, mas são as alternativas que temos”, orienta a pesquisadora Ana Elisi Carbone Anversa.


Correio do Povo

Inter sofre e apenas empata com o rebaixado Guarany de Bagé

 Gols da partida foram marcados por Marcos Paulo, pela equipe de Bagé, e Caio Vidal no lado Colorado



Vencer na tarde deste sábado o rebaixado Guarany era essencial para o Inter tranquilizar o caminho para as semifinais do Gauchão. O Colorado, porém, sofreu e ficou apenas no empate em 1 a 1 com os donos da casa. Os gols da partida foram marcados por Marcos Paulo, pela equipe de Bagé, e Caio Vidal no lado do Inter

O Inter, agora, se recompõem para enfrentar o maior rival nas semifinais. O Gre-Nal será no próximo sábado, no Beira-Rio. O jogo de volta será na Arena, no dia 23. O Guarany, por sua vez, encerra sua participação honrosa no Gauchão. Com apenas cinco pontos e na última colocação, a equipe de Bagé está rebaixada para a Divisão de Acesso.

Mesmas dificuldades do Gre-Nal

De largada, surpresas na escalação. Esperava-se que Alexander Medina repetisse o elenco que venceu o Gre-Nal. Porém, o que se viu foi a rodagem da equipe e a opção por jogadores até então não utilizados, como Gustavo Maia e Matheus Cadorini.

Apesar de cumprir tabela, foi o Guarany que começou assustando no primeiro minuto de jogo. No bate e rebate na defesa do Inter, Marcos Paulo ficou com a sobra. Daniel se engrandeceu e fechou o ângulo. Os donos da casa voltaram a assustar na marca dos sete. Jarro Pedroso recebeu na esquerda, invadiu a área e bateu cruzado.O goleiro do Inter espalmou para o centro e quase mandou na cabeça de Juninho Tardelli, que não aproveitou o rebote.

Pelo lado do Inter era nítido que a equipe de Medina não entrou em campo. O Colorado assustou com um chute de fora da área de Maurício, aos 18, que foi para fora. Os donos da casa aproveitaram o melhor momento e inauguraram um placar. Juninho Tardelli aproveitou o erro na saída de bola de Kaique Rocha e tocou para Marcos Paulo. O atacante chutou forte no canto direito de Daniel, que esmurrava o chão enquanto o Guarany comemorava. 1 a 0, aos 20 minutos da primeira etapa.

Em um raro momento de criação ofensiva, o Inter chegou a meta de Otávio com Gabriel. O volante recebeu de D’Alessandro, ajeitou para o arremate, mas a bola foi direto para fora. Aos 39, quase correndo contra o tempo de maneira afobada, Matheus Cadorini recebe às costas da defesa e chuta cruzado. O goleiro Otávio defendeu em dois tempos e segurou o perigo.

A primeira etapa em Bagé serviu para constatar que o Inter apresentou as mesmas dificuldades do Gre-Nal. Construção e, principalmente, erros de passe, foram os dois pontos que contribuíram para que o primeiro tempo terminasse com o Colorado atrás do placar.

Caio Vidal evita a derrota

A segunda etapa começou ainda mais desconexa pelo lado do Inter. O mesmo cenário apático do lado vermelho se manteve. Em diversos momentos, o elenco de Medina parecia esquecer fundamentos básicos como passe e marcação.

Em má fase com a camisa vermelha, Víctor Cuesta tentou o cruzamento, mas a bola quase foi parar nas bandeirinha de escanteio. Bustos segurou e tocou para Maurício, que errou novamente o lançamento. O cronômetro marcava nove minutos.

Pressionado, Medina deixou de lado a preservação. O treinador sacou Gustavo Maia e Jhonny para colocar David, pelo lado esquerdo, e Edenílson como um segundo volante.  Aos 19, uma primeira movimentação tomou forma.  D'Alessandro acionou o atacante entre os zagueiros. David dominou com o peito, mas perdeu o controle da bola, que foi direto nas mãos de Otávio.

Em mais uma boa jogada, aos 23, D’Alessandro enfiou a bola para Edenílson na entrada da grande área pela direita. O volante cruzou na medida para Cuesta, que entrava em projeção. O cabeceio igualaria a peleia, mas Otávio fez boa defesa. O goleiro apareceu novamente aos 34 para defender uma pancada de David. 

Quisesse o destino que Caio Vidal empatasse o placar no Estrela D’Alva, ele que entrou no lugar do ídolo D’Alessandro. Aos 36, Cadorini encontrou Vidal, que avançou pela ponta direita e bateu forte de canhota, vencendo Otávio. 1 a 1 em Bagé.

Com o empate na Rainha da Fronteira, o Inter mantém viva chance, em partes, de confirmar a boa fase. Resta saber agora quais serão os próximos passos de Medina, que ainda possui uma pressão do tamanho de um caminhão sobre os ombros por conta da má atuação no Estrela D’Alva.

Campeonato Gaúcho - 11ª rodada 

Guarany 1 

Otavio; Diego Macedo, Diego Rocha e Vavá; Raphinha, David, Lucas Hulk, Juninho Tardelli (Léo Kanu) Roger Bastos (Jefferson); Jarro (Pablo) e Marcos Paulo (Vini Martins). Técnico: Cristian Souza

Inter 1

Daniel; Bustos, Kaique Rocha, Cuesta e Paulo Victor (Heitor); Gabriel, Jhonny (Edenílson), Gustavo Maia (David), D'Alessandro (Caio Vidal) e Mauricio (Bruno Gomes); Matheus Cadorini. Técnico: Alexander Medina

Gols: Marcos Paulo (19min, 1T) (Guarany de Bagé) e Caio Vidal (36min, 2T) (Inter)

Cartões amarelos: Otávio, David Cunha, Marcos Paulo (Guarany), Kaique Rocha, Edenílson (Inter)

Arbitragem: Lucas Guimarães Horn

Local: Estádio Estrela D'Alva, em Bagé (RS)

Data e hora: 12/03, às 16h30min

Correio do Povo

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