Presidente dos EUA autoriza mais US$ 200 milhões para armas e treinamento militar à Ucrânia

 


O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, autorizou neste sábado (12) mais US$ 200 milhões em armas e outras assistências para a Ucrânia, informou a Casa Branca.

A decisão eleva o total da ajuda de segurança dos EUA fornecida à Ucrânia para US$ 1,2 bilhão desde janeiro de 2021 e para US$ 3,2 bilhões desde 2014, quando a Rússia anexou a região da Crimeia na Ucrânia, segundo altos funcionários do governo.

Em um memorando ao secretário de Estado Antony Blinken, Biden ordenou que até US$ 200 milhões alocados através da Lei de Assistência Externa fossem designados para a defesa da Ucrânia.

Os fundos podem ser usados ​​para armas e outros artigos de defesa do estoque do Departamento de Defesa, bem como educação e treinamento militar para ajudar a Ucrânia contra as forças invasoras russas.

O Pentágono não fez comentários imediatos sobre a ajuda adicional e que tipos de armas seriam incluídas. A Ucrânia tem pedido mais armas antitanque Javelin e mísseis Stinger para derrubar aeronaves inimigas.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, destacou neste sábado (12) a necessidade de mais suprimentos militares, em entrevista à iniciativa sem fins lucrativos Renew Democracy Initiative.

Os Estados Unidos recorreram ao seu estoque de armas para abastecer a Ucrânia repetidamente, começando no outono de 2021 e depois novamente em dezembro e fevereiro.

O último lote de armas fornecido pelo país, em fevereiro, incluiu antiblindagem, armas pequenas, coletes à prova de balas e várias munições em apoio aos defensores da linha de frente da Ucrânia, segundo o Pentágono, bem como sistemas antiaéreos.

Na noite de quinta-feira, o Congresso dos EUA aprovou US$ 13,6 bilhões em ajuda emergencial para a Ucrânia.

O Sul

“Inflação da guerra” vai elevar preços e reduzir produção de frango, além de encarecer passagens aéreas e carros

 


O choque inflacionário iminente provocado pela disparada do preço do petróleo e de alimentos no mercado internacional, consequência direta da invasão da Ucrânia pela Rússia, chega ao Brasil num momento em que as famílias já estão há seis meses convivendo com um patamar de inflação acima de 10% ao ano.

O País já vinha sofrendo pressões com o aumento da conta de luz em razão da crise hídrica e escassez de matérias-primas, como semicondutores. Parte disso, em especial o último fator, permanece.

O conflito no na Europa adiciona novos elementos: elevou as cotações de grãos, como o milho e o trigo, e tornou a cotação do petróleo ainda mais volátil. O barril do tipo Brent fechou a sexta-feira cotado a US$ 112,42, mas durante a semana encostou em US$ 140, próximo da máxima histórica.

Esse cenário já causa por aqui um efeito cascata que afeta os preços desde itens básicos do dia a dia até os sonhos de consumo típicos da classe média: vai da alta da gasolina, passando pelo reajuste dos preços das carnes de frango e suína, à falta de material para a produção de automóveis.

Mesmo que o governo consiga pôr em prática todos os projetos no Congresso para conter a alta do combustível e tente aliviar o aperto no orçamento das famílias com mais recursos públicos, o remédio pode não ser suficiente, segundo Juliana Inhasz, professora de Economia do Insper.

“O conflito na Ucrânia tem efeitos diretos e indiretos sobre a economia brasileira. Vamos sofrer um efeito dominó, a inflação vai se espalhar. O mais óbvio é o aumento dos custos logísticos com os derivados de petróleo mais caros, já que dependemos muito do modal rodoviário, mas há muito mais”, afirma.

A carne de aves e suínos ficará mais cara porque os animais são alimentados com milho e farelo de soja. Com frete e grãos mais caros, os alimentos in natura, de modo geral, devem encarecer.

“Isso terá impacto nos preços de alimentação fora de casa e de processados”, diz.

Nesse panorama, eventuais novas subidas da taxa de juros teriam alcance limitado para controlar a inflação, ressalta Juliana.

Embora o governo federal tenha corrido para aprovar um pacote por meio do qual abre mão de arrecadação via redução temporária de impostos para mitigar a alta de combustíveis, a medida tem efeitos colaterais.

“O governo propõe uma medida paliativa que não pode se prolongar por muito tempo. Sem saber quanto vai durar a guerra, é arriscado. Mais acertado seria de fato ter esse prejuízo inicialmente, mas depois buscar mecanismos de subsídios só para os menos favorecidos, financiados pelos que têm mais”, conclui.

Os preços de carne suína e de aves estão represados há meses e, com a alta de insumos como o milho e a soja em meio à invasão da Ucrânia pela Rússia, a pressão de custos precisará ser repassada ao consumidor final, segundo Luis Rua, diretor de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

De acordo com analistas, fazer o repasse em meio a um cenário de inflação já elevada, economia estagnada e renda das famílias baixa não será trivial. A saída deve ser a redução da produção brasileira, segundo Leonardo Alencar, líder de Agro da corretora XP.

Para o diretor da ABPA, parte da oferta brasileira deve ser capturada por mercados internacionais hoje atendidos pelas exportações ucranianas de frango. O país exportava anualmente 430 mil toneladas de frango, em especial a países da União Europeia e do Golfo Pérsico.

Renda não acompanha

A Ucrânia também é uma importante produtora de milho. O país e a Rússia respondem por cerca de 20% das exportações globais do grão.

O conflito deve comprometer o plantio da safra, especialmente no país invadido pelas tropas do governo do presidente russo Vladimir Putin. Por isso, a quebra da produção já é dada como certa. A safra na região é anual, diz Alencar, diferentemente do Brasil, que tem duas safras ao ano.

A alta contínua do preço dos insumos e o choque de oferta vão pressionar ainda mais os produtores brasileiros, de acordo com Rua. No Brasil, a saca de 60 quilos de milho subiu de R$ 97,34 em 25 de fevereiro para R$ 103,57 na última sexta-feira, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), alta de 6,4%.

“Mesmo com a perspectiva de uma safra de grãos melhor do que no ano passado, o custo tem aumentado e vai ser necessário repassar para o consumidor. Soja e milho aumentaram 150% desde o segundo semestre de 2020. Os custos industriais neste último ano também tiveram alta, especialmente o plástico, na ordem de 75% em 12 meses, e o diesel, cerca de 40%”, explica o diretor da ABPA.

A alta média do preço do frango no país nos últimos dois anos, de acordo com o executivo, foi de aproximadamente 50%, o que comprimiu margens.

“Há uma necessidade de repasse ao preço final, que varia dependendo do porte do produtor: pode ser de 5% em um e 15% em outro. É melhor o consumidor pagar mais caro agora do que não ter alguns produtores de frango”, defende Rua.

Para Alencar, da XP, o repasse de custos no cenário atual é complexo, uma vez que a renda média do consumidor não tem acompanhado a inflação.

” Mesmo as empresas que decidam repassar custos, não sabem ainda em que grandeza vão fazê-lo, porque as pressões continuam. Há um aumento represado de fato que os produtores precisam solucionar, mas entramos em 2022 com um cenário desafiador, o comprometimento do orçamento familiar com alimentação já é alto”, explica ele.

O Sul

Ataque russo em base militar na fronteira com a Polônia deixa dezenas de mortos e feridos

 


O ataque aéreo da Rússia contra uma base militar em Yavoriv, ​​na região de Lviv, perto da fronteira  da Ucrânia com a Polônia, deixou 35 mortos e 134 feridos na manhã deste domingo (13), segundo balanço divulgado pelo governo local.

A região fica a menos de 25 km da fronteira entre Ucrânia e Polônia.

Ainda segundo a administração de Lviv, tropas russas dispararam oito mísseis e 19 ambulâncias foram deslocadas para a área.

Segundo o governador militar da região de Lviv, Maxim Kozitsky no Telegram, a Rússia “lançou um ataque aéreo ao Centro Internacional de Manutenção da Paz e Segurança”, a cerca de 40 quilômetros a noroeste de Lviv. O governador militar indicou que oito mísseis foram lançados.

Muitos ucranianos fugiram para a relativa segurança de Lviv desde que a invasão russa de seu país começou em fevereiro. A uma curta distância da Polônia, a cidade também é um centro de trânsito para quem sai da Ucrânia.

Por outro lado, o prefeito de Ivano-Frankvisk, no oeste da Ucrânia, indicou que o aeroporto da cidade foi alvo de um ataque.

“De acordo com informações preliminares, as explosões desta manhã (domingo) foram de um ataque ao aeroporto”, disse o prefeito Ruslan Martsinkiv no Facebook.

Os ataques perto da fronteira com a Polônia contribuem para as escalada do conflito, já que o país faz partes da Otan. Os membros da aliança militar irão responder caso o território seja atacado pelo exército russo.

13.000 ucranianos foram evacuados neste sábado

Cerca de 13 mil pessoas foram evacuadas de várias cidades ucranianas neste sábado (12), disse a vice-primeira-ministra Iryna Vereshchuk. O número é quase o dobro do registrado no dia anterior.

Vereshchuk disse afirmou, em uma mensagem online, que ninguém conseguiu deixar a cidade sitiada de Mariupol e culpou a obstrução pelas forças russas. Moscou já havia acusado as forças ucranianas de prender intencionalmente pessoas lá.

O Sul

Kindle 10ª Geração Tela 6” 8GB Wi-Fi Luz Embutida - Preto

 


Já pensou ter uma infinidade de livros disponíveis para você carregar para onde quiser e ler a qualquer hora do dia? Pois é isso mesmo que o Kindle 10a Geração oferece para você, juntamente com diversas novas funcionalidades que o tornam ainda mais completo. As maiores novidades são a luz embutida ajustável e a tela de 6" touchscreen antirreflexo, que permitem a leitura em ambientes abertos ou fechados, até mesmo sob o sol. Isso tudo com a mobilidade da conexão Wi-Fi e a memória interna de 8GB, para você baixar seus livros diretamente do kindle e armazenar milhares de títulos, criando uma verdadeira biblioteca portátil. Além disso, seu design leve e compacto e a bateria de alta duração garantem longas sessões de leitura com total conforto e comodidade.

Link: https://www.magazinevoce.com.br/magazinelucioborges/kindle-10a-geracao-tela-6-8gb-wi-fi-luz-embutida-preto/p/225542900/TB/K10G/?campaign_email_id=3405&utm_campaign=email_110322_sex&utm_medium=email&utm_source=magazinevoce&utm_content=produto-225542900

Papa demite padre brasileiro acusado de atentado ao pudor

 


Acusado de assédio sexual de coroinhas nas cidades de Araras, Limeira e Americana, no interior de São Paulo, o padre Pedro Leandro Ricardo foi demitido do estado clerical. A decisão foi do Papa Francisco e foi comunicada na sexta-feira (11) pela Igreja Católica.

“A partir da data de hoje, o senhor Pedro Leandro Ricardo não poderá mais exercer, válida e licitamente, o ministério sacerdotal”, afirma nota do bispo José Roberto Fortes Palau.

Pedro Leandro Ricardo foi denunciado pelo Ministério Público em dezembro de 2019 pelos crimes de atentado violento ao pudor, com abuso de autoridade, contra pelo menos quatro ex-coroinhas da igreja, entre 2002 e 2006.

Escândalo

O caso provocou um escândalo na Igreja Católica e já havia causado a renúncia do bispo Dom Vilson Dias de Oliveira, acusado de pedir dinheiro em troca de acobertar as denúncias de abusos contra menores. Outros dois padres já haviam sido afastados pela diocese de Limeira também por enfrentarem denúncias de assédio contra adolescentes e crianças.

Segundo o Ministério Público, o então padre Leandro usou de sua “ascendência sobre as vítimas, em diversas oportunidades, mediante violência e grave ameaça, para praticar atos libidinosos contra a dignidade sexual” de três adolescentes e uma criança de 11 anos.

De acordo com a denúncia, o padre levou um adolescente à casa paroquial, ofereceu bebida alcoólica e lhe fez sexo oral. Em outros dois casos, a promotoria sustenta que o padre passou as mãos nas coxas e nos órgãos genitais dos adolescentes quando viajavam de carro de carona com o religioso. Há também um relato de que o padre Leandro alisou o corpo de um menino de 11 anos ao ajudá-lo a vestir a batina.

Réu desde 2020

Pedro Leandro Ricardo se tornou réu em março de 2020, quando a Justiça determinou a retenção do seu passaporte para evitar risco de fuga para o exterior e o proibiu de manter contato com as vítimas, familiares e testemunhas.

A defesa do padre diz confiar em sua inocência, na Justiça e que a denúncia será “integralmente rechaçada”. Pedro Leandro sempre alegou ser vítima de perseguição e de denúncias requentadas.

O Sul

Ex-veteranos de Iraque e Afeganistão unem-se a voluntários estrangeiros com pouca ou nenhuma experiência de combate para defender a Ucrânia

 


A Ucrânia estabeleceu uma legião “internacional” e o presidente Volodymyr Zelenskiy pediu publicamente aos estrangeiros que “lutem lado a lado com os ucranianos contra os criminosos de guerra russos” para mostrar apoio ao seu país. Na semana passada, Zelenskiy disse que mais de 16 mil estrangeiros se apresentaram como voluntários, sem especificar quantos chegaram.

Alguns combatentes estrangeiros que chegam à Ucrânia dizem que são atraídos pela causa: querem interromper o que consideram um ataque não provocado, em um confronto que ocorre uma vez a cada geração entre as forças da democracia e da ditadura. Para outros, muitos deles veteranos do Iraque e do Afeganistão, a guerra na Ucrânia também oferece uma chance de usar habilidades de combate que sentiam que seus próprios governos não apreciavam mais.

Ao lado de veteranos de guerra endurecidos pela batalha, chegam pessoas com pouca ou nenhuma experiência de combate, oferecendo valor limitado em uma zona de guerra sob constante e aterrorizante bombardeio dos militares russos. Um homem que se identificou como veterano militar britânico referiu-se a esses recrutas como “apanhadores de balas”.

Roman Shepelyak, um alto funcionário ucraniano envolvido no processamento de voluntários estrangeiros recém-chegados em Lviv, disse que o sistema para receber, treinar e enviar combatentes estrangeiros ainda é incipiente e que o processo ficará mais suave nos próximos dias. O Ministério da Defesa da Ucrânia se recusou a comentar.

A Rússia lançou sua invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro, chamando-a de “operação militar especial” para desmilitarizar a Ucrânia e capturar “nacionalistas perigosos”. As Forças Armadas da Ucrânia estão em grande desvantagem numérica em relação às da Rússia, mas montaram uma resistência significativa.

Entre aqueles que chegaram para lutar pela Ucrânia estão dezenas de ex-soldados do Regimento de Paraquedistas de Elite do Exército britânico, de acordo com um ex-soldado do regimento. Centenas mais devem chegar em breve, disse. O número total não foi confirmado.

Muitas vezes chamado de Paras, o regimento serviu nos últimos anos no Afeganistão e no Iraque. “Eles são todos altamente treinados e estiveram em serviço ativo em várias ocasiões. A crise na Ucrânia lhes dará propósito, camaradagem e uma chance de fazer o que são bons, que é lutar”, disse um ex-soldado do regimento.

“Tem arma, vai viajar”

Para alguns, viajar para a Ucrânia, mesmo de países distantes, foi a parte mais fácil. Aqueles que não trouxeram consigo coletes, capacetes e outros equipamentos tentavam obtê-los na Ucrânia, de acordo com vários combatentes.

Alguns veteranos compartilhavam informações sobre equipamentos e logística por meio de grupos de Facebook ou WhatsApp com nomes como “Have Gun Will Travel” (Tem arma, vai viajar), montados apenas para convidados. Esses grupos contêm apelos por equipamentos, como coletes à prova de balas e óculos de visão noturna, ou por veteranos estrangeiros que sejam atiradores de elite ou que possam treinar soldados ucranianos no uso das armas sofisticadas sendo enviadas pelos países ocidentais.

Com uma vasta mobilização de ucranianos em andamento, o país tem muitos combatentes voluntários. Mas faltam especialistas que saibam usar mísseis antitanque Javelin e NLAW, que soldados profissionais treinam durante meses para usar adequadamente.

Mesmo aqueles com experiência de combate podem enfrentar dificuldades nas zonas de guerra da Ucrânia, alertou um ex-soldado britânico, que pediu para ser identificado por seu apelido, Kruger. Ele disse que serviu no Afeganistão e treinou outros soldados.

“Se você está aqui como turista de guerra, este não é o lugar para você. As realidades da guerra, se você for para o front, serão bastante avassaladoras”, disse.

Muitos dos que chegam a Lviv acabam nos escritórios semifortificados da administração regional de Lviv, onde sua papelada é verificada por Shepelyak. Ele chefia o departamento regional de assistência técnica e cooperação internacional. Ele reconheceu que o sistema para processar aqueles que se ofereciam para lutar ainda dava os primeiros passos.

Na sexta-feira (11), seis estrangeiros apareceram no escritório de Shepelyak, incluindo um veterano militar polonês chamado Michal, e um holandês gigante e fortemente tatuado chamado Bert. Ambos os homens se recusaram a dar seus nomes completos. Mais estrangeiros chegavam a cada dia, disse Shepelyak. “Se eles têm tanto desejo de servir a um país estrangeiro, isso importa. Eles são importantes.”

Shepelyak disse que examinou sua documentação, mas não sua experiência de combate, que seria avaliada em uma base militar fora de Lviv, para onde foram enviados em seguida. Ele acrescentou que os recrutados no Exército ucraniano seriam pagos de forma equivalente a outros soldados.

Outros combatentes estrangeiros disseram que contornavam os processos formais e iam direto para a frente oriental, na esperança de obter armas e ordens dos militares ucranianos na chegada.

O Sul

Sem acessar contas bancárias, 7 mil turistas russos não conseguem deixar a Tailândia

 


Mais de sete mil cidadãos russos estão “presos” na Tailândia porque não conseguem acessar suas próprias contas bancárias.

De acordo com a agências internacionais, esses turistas viajaram até o país do Sudeste Asiático antes da aplicação de sanções pela comunidade internacional contra a Rússia.

Agora, os russos se veem impedidos de usar seus cartões de crédito Mastercard e Visa, após as sanções à Rússia por causa da invasão à Ucrânia.

Sem acessar contas, 7 mil turistas russos não conseguem deixar Tailândia. As autoridades da região de Phuket, área turística na costa tailandesa, buscam resolver o problema recorrendo a diferentes soluções. Só a localidade concentra cerca de 3 mil turistas russos nessa situação.

Autoridades de Phuket já propuseram que bancos tailandeses permitam que os cidadãos russos consigam ter acesso aos sistemas Mir e UnionPay, russo e chinês, respectivamente. A proposta inclui ainda soluções via criptomoedas.

Além disso, os turistas enfrentam outro desafio: a suspensão de muitos voos para regressarem a suas cidades de origem. Também estão em Phuket cerca de dois mil ucranianos que não conseguem regressar ao seu país.

No último mês de 2021, a Rússia foi o principal país a enviar turistas para Phuket, onde estiveram mais de 17 mil turistas russos.

O Sul

Carregador USB-C de 20W Apple Branco Original

 


O carregador USB-C de 20W Apple é rápido e eficiente, ideal para usar em casa, no trabalho ou onde você estiver. Ele é compatível com qualquer aparelho com porta USB-C, mas recomendamos o uso com o iPad Pro de 11 polegadas ou iPad Pro de 12,9 polegadas (3a geração) para ter o melhor rendimento. Você também pode conectá-lo ao iPhone 8 ou posterior para aproveitar o recurso de carregamento rápido.

Link: https://www.magazinevoce.com.br/magazinelucioborges/p/carregador-usb-c-de-20w-apple-branco-original/227170400/?utm_source=magazinevoce&utm_medium=email&utm_campaign=email_110322_sex&utm_content=produto-227170400&campaign_email_id=3405

DMLU fará neste domingo ação de limpeza na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre

 


O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) fará mutirão de limpeza neste domingo (13), na Estrada da Pedreira, no bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre. A via é alvo de descarte irregular de resíduos.

Uma equipe de 15 garis e servidores, com o auxílio de três caçambas e três caminhões, fará a limpeza dessas áreas.

“Esta é mais uma tentativa de sensibilizar a população para o descarte correto de resíduos. Estamos trabalhando a limpeza em lugares críticos da cidade e intensificaremos a fiscalização dos descartes irregulares. Pedimos que os moradores ajudem a conservar as melhorias que serão feitas nos locais”, destaca o diretor-geral do DMLU, Paulo Marques.

A equipe do Setor Leste do DMLU faz a limpeza semanal dos focos crônicos de descarte irregular desta área. A cada semana, são retiradas em torno de oito toneladas de resíduos do local.

O Sul

As condições de Putin

 Jurandir Soares


Estes últimos dias têm sido marcados pela atrocidade desta guerra que a Rússia de Vladimir Putin deflagrou contra a Ucrânia e que ele comete a audácia de chamar da “manobra especial”. Tão especial que atingiu uma maternidade e hospital infantil, além de matar civis em fuga. Sem contar o pavor dos que estão sobrevivendo em cidades onde falta desde energia até alimentos e medicamentos. Povo que está sendo obrigado a praticar saques para sobreviver. Mas, o que era para ser uma ação de no máximo 48 horas para tomar Kiev se arrasta por mais de duas semanas. Putin não contava com a resistência do povo ucraniano. E esta se dá de maneira tão intensa porque este povo luta para defender seu território, sua pátria. Enquanto que os soldados russos nem sabem o que estão fazendo em terras ucranianas. Ação significativa da resistência ucraniana foi a emboscada à uma frota de tanques russos na periferia de Kiev, na quinta-feira. A frota sofreu um inesperado bombardeio e o que sobrou teve que se dispersar.


Até agora três rodadas de negociação foram realizadas e o máximo que se conseguiu foi a concessão de corredores de fuga em algumas das cidades ucranianas. Corredores precários porque, em alguns deles, a população escapando acabou sendo bombardeada. Putin colocou na mesa suas exigências para o fim da guerra. São elas: cessar a resistência, neutralidade da Ucrânia, compromisso de não aderir à Otan nem à União Europeia, e reconhecimento da Crimeia como território russo e da região do Donbass como independente. Uma questão fundamental envolve o presidente Volodymyr Zelensky, que está bravamente liderando a resistência. De início, Putin queria a sua cabeça. Chegou a convocar os militares ucranianos para o depor e depois negociarem com ele, Putin. Nesta quinta-feira já houve uma amenização. A porta voz da Chancelaria Maria Zakharova, disse que a Rússia não vai exigir uma rendição nem a queda de Zelensky. Em isto sendo respeitado, convenhamos que os outros pontos podem ser administrados. Ao abdicar da entrada na Otan, a Ucrânia pode manter uma neutralidade, como já acontece com a Finlândia. E resolve a principal preocupação da Rússia. O reconhecimento da Crimeia como terra russa seria apenas referendar o que já é realidade. A Rússia retomou, tá certo que na força, algo que já era dela. Quanto à região do Donbass, onde estão as províncias separatistas de Donestk e Lugansk, também não tem sentido segurar, pois a absoluta maioria da população ali é russa ou de origem russa e quer a separação. Seria para a Ucrânia como livrar-se de um problema que parece insolúvel.


Agora, o que a Ucrânia não pode abrir mão é de seu direito de aderir à União Europeia. Que é algo muito diferente do que fazer parte da Otan, que é uma organização militar. A União Europeia é uma associação de países para uma convivência conjunta, onde pessoas e mercadorias podem circular livremente, sem fronteiras. E a população ucraniana há muito que vem demonstrando essa vontade. De seguir outros ex-membros da ex- União Soviética que, tão pronto se livraram do jugo de Moscou, com a queda do comunismo, trataram logo de aderir ao bloco onde funciona a democracia, a livre iniciativa, o livre trânsito e a liberdade de expressão. Mas é justamente por saber dessas diferenças que Putin vai insistir em manter sua posição de não aceitar essa adesão. Enquanto isto, infelizmente, o povo ucraniano segue engrossando as fileiras de imigração nos países vizinhos e, o que é muito pior, levando as bombas de Putin pela cabeça e vendo seu patrimônio ser destruído.


Correio do Povo