Os Estados Unidos “não lutarão a 3ª Guerra Mundial na Ucrânia”, diz o seu presidente

 


O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, voltou a dizer nesta sexta-feira (11) que o país não enviará tropas terrestres para a Ucrânia, que foi invadida pela Rússia no dia 24 de fevereiro.

“Não vamos lutar a Terceira Guerra Mundial na Ucrânia“, disse Biden depois de reiterar o total apoio dos Estados Unidos a seus aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e prometer que os EUA defenderão “cada centímetro” do território da aliança.

“Se tocarem nos países da Otan, vamos responder”, disse Biden em uma conferência do Partido Democrata, na Pensilvânia.

O americano disse aos democratas que conversou por telefone, durante quase uma hora, com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky – o que, segundo ele, tem feito diariamente.

Biden disse ter prometido ao líder ucraniano apoiar seu país com armas e ajuda humanitária. Além disso, o americano afirmou que os EUA estariam prontos para acolher refugiados da guerra.

Possibilidade

De acordo com Biden, o envio de apoio militar americano diretamente para a Ucrânia causaria a Terceira Guerra Mundial.

“Não se enganem sobre a ideia que mandaríamos ofensiva militar, aeronaves, tanques, pilotos e equipes americanas para a Ucrânia. Se isso acontecer, será a Terceira Guerra Mundial. Vamos deixar isso bem claro, por favor, não se enganem”, alertou o presidente americano.

A declaração acontece depois que os EUA recusaram formalmente a oferta de caças da Polônia que poderiam ser transferidos para zonas de combate na Ucrânia. O governo polonês afirmou estar pronto para colocar todos os seus caças MIG-29 em uma base da Força Aérea dos EUA e colocá-los à disposição de Washington.

Status

No início da tarde desta sexta, em meio a mais um dia de ataques russos na Ucrânia, Biden, anunciou a revogação do status de “nação mais favorecida da Rússia”.

Segundo Biden, isso foi feito em concordância com outros países do G7 e Otan, abrindo caminho para a imposição de tarifas sobre uma ampla gama de produtos russos e aumentando a pressão sobre a economia do país após a invasão à Ucrânia. A medida precisa ser aprovada pelo Congresso.

Sanções

O democrata anunciou ainda uma nova rodada de sanções contra o governo de Vladimir Putin, e bloqueou a compra de vodca e diamantes.

Os EUA vão barrar a importação de diamantes e vodca da Rússia – e que com outros membros do G7, poderiam retirar do país o status comercial de “nação mais favorecida”.

A medida, se tomada pelo grupo das nações mais industrializadas do mundo, abriria caminho para aumentos de tarifas para produtos russos.

O presidente Vladimir Putin é um “agressor, o agressor”, disse Biden, e deve “pagar um preço”.

A aprovação final da retirada da Rússia do status comercial de “nação mais favorecida” será tomada em coordenação com os países do G7 e a União Europeia, e será decidida pelo Congresso, mas a Casa já se demostrou ser amplamente favorável.

“Esses são os passos mais recentes que estamos dando, mas não são os últimos passos que estamos dando.” disse Biden. A Rússia chama suas ações na Ucrânia de “operação especial”.

Ele também disse que os Estados Unidos adicionariam novos nomes a uma lista de oligarcas russos que são sancionados e proibiriam a exportação de bens de luxo para a Rússia.

Biden afirmou ainda que proibirá futuros investimentos dos EUA em qualquer setor da economia russa e espera assinar logo a lei orçamentária que inclui 13,6 bilhões adicionais em ajuda à Ucrânia.

O Sul

Rússia acusa os Estados Unidos de financiarem armas biológicas na Ucrânia

 


O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reuniu nesta sexta-feira (11), em uma sessão extraordinária, após pedido da Rússia, para discutir supostas atividades militares dos Estados Unidos com armas químicas e biológicas na Ucrânia. Países negam as acusações.

Vasily Nebenzya, embaixador da Rússia na ONU, afirmou no início desta tarde no conselho que há 30 laboratórios biológicos experimentais perigosos na Ucrânia para criar patógenos como a cólera e a leptospirose, financiados pelo Ministério da Defesa dos Estados Unidos, com apoio do Ministério da Saúde americano.

Segundo Nebenzya, a Rússia tem documentos que mostram exemplos chocantes de estudos para criar bactérias a partir de aves com letalidade de até 50% em humanos. Disse haver pesquisas também com parasitas e pulgas e que os Estados Unidos não impedem nem controlam o desenvolvimento dessas doenças.

O embaixador russo afirmou também que a Ucrânia é um país central e que há risco de proliferação de muitas doenças, inclusive para a Europa e a Rússia, e do uso de material com objetivos terroristas. “Armas biológicas não têm fronteiras e nenhum país deve se sentir seguro”, afirmou.

Ele acusa o Ocidente de cinismo por saber da existência desses laboratórios de armas químicas e biológicas e mesmo assim dizer que está em defesa do povo ucraniano.

Já a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield, acusou a Rússia de ter, há muito tempo, um programa de armas biológicas, em violação ao direito internacional. “É a Rússia que tem uma história bem documentada de usar armas químicas e que é uma agressão.”

Ela disse ainda que os Estados Unidos estão preocupados que o pedido da reunião extraordinária do Conselho seja “um esforço de bandeira falsa para que eles ajam. A Rússia tem um histórico de acusar falsamente outros países de violação daquilo que ela própria faz”. Ela demonstrou preocupação, portanto, de que a Rússia esteja se preparando para usar agentes químicos ou biológicos contra o povo ucraniano.

Em uma breve declaração nesta sexta, o presidente americano, Joe Biden, disse que a Rússia pagaria um preço muito alto se usasse armas químicas.

Há, portanto, uma guerra de versões. Enquanto a Rússia acusa Estados Unidos e Ucrânia de estarem realizando exercícios com armas biológicas, os dois países dizem que, na verdade, quem pretende fazer uso dessas armas é a própria Rússia.

O Conselho de Segurança da ONU é composto por 15 membros, sendo 5 permanentes e 10 não permanentes, que são eleitos para mandatos de dois anos. Os membros permanentes, que têm poder de veto, são: Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China.

Acusação falsa

A troca de acusações trouxe à tona a lembrança da guerra do Iraque quando, em 2003, uma coalizão militar multinacional liderada pelos Estados Unidos invadiu o país. Uma das principais justificativas seria justamente o uso de armas químicas e de destruição em massa por parte de Saddam Hussein. Meses depois, os Estados Unidos reconheceram que o Iraque não tinha tais armas. O conflito durou oito anos e não trouxe estabilidade para o país.

O Sul

Putin autoriza convocação de combatentes do Oriente Médio para lutar na Ucrânia

 


O presidente da Rússia, Vladimir Putin, aprovou nesta sexta-feira (11) o recrutamento de milhares de combatentes do Oriente Médio para lutar contra a Ucrânia na invasão militar iniciada no dia 24 de fevereiro.

A medida, pouco mais de duas semanas desde que Putin ordenou a invasão, permite à Rússia enviar mercenários experientes em conflitos como a Síria sem arriscar mais baixas militares russas. Ela é mais um indício de que a Rússia, que simultaneamente conduz ataques em diversas partes da Ucrânia, pode sofrer escassez de soldados, após a totalidade dos até 190 mil militares que estavam concentrados na fronteira já terem ingressado no território invadido.

Segundo a Reuters, durante reunião do Conselho de Segurança russo, o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, disse que há 16 mil “voluntários” no Oriente Médio prontos para lutar com as forças apoiadas pela Rússia na região separatista de Donbass, no leste da Ucrânia.

“Se vemos que existem essas pessoas que querem por sua própria vontade, não por dinheiro, vir ajudar as pessoas que vivem em Donbass, então precisamos dar a elas o que elas querem e ajudá-las a chegar à zona de conflito”, disse Putin.

Shoigu também propôs que os mísseis Javelin e Stinger, fabricados no Ocidente e capturados pelo Exército russo na Ucrânia, sejam entregues às forças do Donbass.

“Quanto à entrega de armas, especialmente as de fabricação ocidental que caíram nas mãos do Exército russo, é claro que apoio a possibilidade de entregá-las às unidades militares das repúblicas populares de Luhansk e Donetsk”, afirmou Putin na reunião.

Na quinta-feira, em uma conversa pública especialmente detalhada, chefes de Inteligência americana disseram a parlamentares que a Rússia ficou surpresa com a força da resistência ucraniana, que impediu o Kremlin de alcançar uma esperada vitória rápida. A tática fulminante, afirmou o diretor da CIA, William Burns, tinha como um de seus propósitos impedir os Estados Unidos e a Otan de fornecerem ajuda militar significativa.

Shoigu disse que as armas ocidentais estão fluindo para a Ucrânia de uma maneira “absolutamente descontrolada” e que os militares russos planejam fortalecer sua fronteira ocidental.

“O Estado-maior está trabalhando e está quase finalizando um plano para fortalecer nossas fronteiras ocidentais, incluindo, naturalmente, novos complexos modernos”, disse Shoigu.

No início da semana, o governo dos EUA alertou que havia indícios de que a Rússia estaria tentando recrutar sírios para lutar na Ucrânia. Conforme divulgado pelo Pentágono, um alto funcionário da Defesa disse que não estava claro quantos sírios Vladimir Putin está tentando recrutar, mas disse que “achamos digno de nota que ele acredite que precisa confiar em combatentes estrangeiros”. Na ocasião, não havia evidências de que combatentes sírios teriam chegado à Ucrânia.

O recrutamento de estrangeiros por parte da Rússia foi relatado pela primeira vez por um site de notícias sírio DeirEzzor24. A publicação dizia que Moscou estava procurando voluntários para atuar como guardas em contratos de seis meses, por entre US$ 200 e US$ 300 por mês. Os russos também empregam mercenários do grupo privado Wagner (agora rebatizado Liga) e forças chechenas em posições de liderança, o que é incomum. As informações são do jornal O Globo e de agências internacionais de notícias.

O Sul

Oswaldo Cruz - História virtual

 


Oswaldo Gonçalves Cruz[1][nb 1] (São Luiz do Paraitinga5 de agosto de 1872 — Petrópolis11 de fevereiro de 1917) foi um médicobacteriologistaepidemiologista e sanitarista brasileiro.

Pioneiro no estudo das moléstias tropicais e da medicina experimental no Brasil, fundou em 1900 o Instituto Soroterápico Federal no bairro de Manguinhos, no Rio de Janeiro, transformado em Instituto Oswaldo Cruz, hoje a Fundação Oswaldo Cruz, respeitada internacionalmente.

Biografia


Oswaldo nasceu em 1872 na cidade paulista de São Luiz do Paraitinga. Era filho do médico Bento Gonçalves Cruz e sua esposa Amália Bulhões Cruz. Criou-se em sua cidade natal até 1877, quando seu pai se transferiu para o Rio de Janeiro. Na capital fluminense, estudou no Colégio Laure, no Colégio São Pedro de Alcântara e no Externato Dom Pedro II.[2]

Em 1887, seu pai Bento Gonçalves Cruz, foi nomeado pelo imperador D. Pedro II membro da Junta Central de Higiene. A progressão do pai no serviço público coincidiria com os anos em que Oswaldo frequentou a faculdade de medicina (1887-1892). Em 1890, já sob o regime republicano, Bento tornou-se ajudante do chefe da Inspetoria de Higiene, órgão que sucedera a Junta. Dois anos depois, chegou a inspetor-geral. Porém, Bento ficou no cargo por apenas alguns meses. Afastou-se do trabalho devido a uma nefrite, o que o levaria à morte, com apenas 47 anos, em 8 de novembro de 1892, mesmo dia em que Oswaldo se formou em medicina.[3]

Carreira


Em 1887, aos 15 anos, ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, formando-se em 1892, com a tese A vehiculação microbiana pelas aguas.[4] Antes de concluir o curso, já tinha publicado dois artigos sobre microbiologia na revista Brasil Médico.[2]

Interessado pela microbiologia, Oswaldo montou um pequeno laboratório no porão de sua casa onde começou seus primeiros estudos. Entretanto, seu pai viria a falecer no mesmo dia em que se formava na faculdade de medicina, o que o impediu de se aprofundar nos estudos por um tempo. Dois anos depois, a convite de Egydio Salles Guerra, Oswaldo começou a trabalhar na Policlínica Geral do Rio de Janeiro, onde era responsável pela montagem e a chefia do laboratório de análises clínicas. Aos 20 anos, casou-se com Emília da Fonseca Cruz, sua namorada desde a adolescência. Juntos eles tiveram seis filhos: Elisa, Bento, Hercília, Oswaldo Filho, Zahra, falecida ainda bebê, e Walter. Os três homens seguiram a trajetória do pai e cursaram medicina. Oswaldo e Walter trabalhariam futuramente no Instituto Oswaldo Cruz. Bento, o mais velho, não exercerá a profissão.[2]

Em 1897 Oswaldo Cruz viajou para Paris, onde permaneceu por dois anos estudando microbiologia, soroterapia e imunologia, no Instituto Pasteur, sendo discípulo do diretor Émile Roux, e medicina legal no Instituto de Toxicologia. De volta ao Brasil, Oswaldo reassumiu seu cargo na Policlínica Geral e juntou-se à comissão de Eduardo Chapot Prévost para estudar a mortandade de ratos que gerou surto de peste bubônica em Santos. Demonstrou que a epidemia era incontrolável sem o emprego do soro adequado. Como a importação era demorada, propôs ao governo a instalação de um instituto para fabricá-lo.[2]

No Rio de Janeiro, assumiu a direção técnica do "Instituto Soroterápico Federal", que era construído na Fazenda Manguinhos. A instituição, sob o comando do barão de Pedro Affonso, proprietário do Instituto Vacínico Municipal, foi fundada em 1900. Dois anos depois assumiria a direção do instituto e trabalhou para ampliar suas atividades para além da fabricação de soro antipestoso, incluindo a pesquisa básica aplicada e a formação de recursos humanos. No ano seguinte, chegou ao comando da Diretoria-Geral de Saúde Pública (DGSP).[2]

Combate às epidemias


O Brasil era assolado por diversas moléstias infecciosas na época. Oswaldo Cruz decidiu enfrentar as principais doenças que assolavam a capital federal, como febre amarelapeste bubônica e varíola. Para isso, adotou métodos tidos como drásticos por outros médicos, como o isolamento dos doentes, a notificação compulsória dos casos positivos, a captura dos vetores, como mosquitos e ratos, e a desinfecção das moradias em áreas endêmicas. Sua base era o Instituto Soroterápico Federal, de onde deflagrou campanhas de saneamento e, em poucos meses, a incidência de peste bubônica diminuiu com o extermínio dos ratos, cujas pulgas transmitiam a doença.[2]

O combate à febre amarela foi difícil, já que grande parte dos médicos e da população acreditava que a doença se transmitia pelo contato com as roupas, suor, sangue e secreções de doentes. Oswaldo Cruz, porém, acreditava que o transmissor da febre amarela era um mosquito. O método tradicional de combate à febre amarela na época era através da desinfecção, suspensa por Oswaldo Cruz, onde ele implantou no lugar medidas sanitárias com brigadas que percorriam as casas, eliminando focos de insetos. Tal medida provocou uma forte reação da população.[2]

A irritação da população com suas medidas sanitárias explodiram quando ele tentou promover a vacinação em massa da população contra a varíola, em 1904. Vários jornais da época lançaram editoriais contra a medida. O Congresso se manifestou contra e até uma liga anti-vacinação foi organizada. Em 13 de novembro estourou uma rebelião popular, conhecida como Revolta da Vacina, e no dia 14, a Escola Militar da Praia Vermelha se levantou. A rebelião foi derrotada pelo governo, que também suspendeu a vacinação obrigatória. Mas em 1907, a febre amarela foi erradicada no Rio de Janeiro e em 1908, quando eclodiu um novo surto de varíola, as pessoas procuraram os postos de vacinação mais próximos.[2]

A crise não o impediu de partir em uma expedição a 30 portos marítimos e fluviais de Norte a Sul do país para estabelecer um código sanitário com regras internacionais entre 1905 e 1906. Sua postura de enfrentamento às doenças ganhou reconhecimento internacional em 1907, quando Oswaldo Cruz recebeu a medalha de ouro no 14º Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim, na Alemanha, pelo trabalho de saneamento do Rio de Janeiro. Ele ainda reformou o Código Sanitário e reestruturou todos os órgãos de saúde e higiene do país.[2]

Em seu retorno ao Brasil, em 1908, Oswaldo foi recebido como um herói nacional e em 1909, o Instituto Soroterápico Federal levaria seu nome, passando a se chamar Instituto Oswaldo Cruz. Em 1910 combateu a malária durante a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (viajou a Rondônia com Belisário Penna), e a febre amarela, a convite do governo do Pará.[2]

Para poder se dedicar inteiramente ao seu trabalho no instituto em Manguinhos, Oswaldo deixou a Diretoria Geral de Saúde Pública em 1909. Em 1913, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Em 1915, devido a problemas de saúde, abandonou a direção do Instituto Oswaldo Cruz e mudou-se para Petrópolis, onde foi eleito prefeito em 1916, mesmo ano em que ajudou a fundar a Academia Brasileira de Ciências. Chegou a traçar um vasto plano de urbanização da cidade, que acabou não sendo construído.[2]

Doença


Em 1907, Oswaldo notara a presença de albumina em sua urina, um sinal de nefrite, a mesma doença que matara seu pai. No final de 1908, teve uma crise renal aguda, o que tornou mais difícil esconder a doença. Assim, Oswaldo adotaria uma dieta rigorosa, que suprimiu quase que totalmente o sal de sua alimentação. Sua paixão por doces, porém, não foi afetada pela nova dieta e ele sempre mantinha uma bombonière cheia de doces sobre a mesa.[5]

Em fevereiro de 1914, Oswaldo Cruz redigiu um testamento expondo as suas últimas vontades. Dois anos depois, a doença já cobrava um alto preço de Oswaldo. As náuseas e os vômitos eram frequentes, bem como os soluços e as cólicas renais. Estava também hipertenso, e uma retinite albuminúrica vinha, aos poucos, lhe reduzindo a visão.[5]

Foi seu filho Bento quem sugeriu que ele se afastasse do instituto para morar em Petrópolis, onde o clima ameno e o cotidiano menos atribulado lhe seria benéfico. Desde 1912, a família mantinha uma propriedade na cidade, na rua Montecaseros, uma grande casa colonial, com um amplo jardim, onde ele poderia se dedicar ao cultivo de flores.[5]

Para se sentir útil, ele foi nomeado prefeito de Petrópolis, pelo governador Nilo Peçanha e ele foi empossado em agosto de 1916. Poucos meses depois, porém, a doença se agravou e ele renunciou ao cargo de prefeito.[5]

Morte


Oswaldo Cruz morreu em casa, às 21 horas e 10 minutos do dia 11 de fevereiro de 1917, devido a uma insuficiência renal, ao lado da esposa, dos filhos e dos amigos Salles Guerra, Ezequiel DiasCarlos Chagas, João Pedroso e Belisário Penna. Ele foi sepultado no dia seguinte, em meio a uma comoção popular, no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.[5][6]

Ciência e fotografia


Poucos sabem, mas a história da fotografia brasileira deve muito a Oswaldo Cruz, no que se refere a sua expansão e adoção como fonte documental. Oswaldo Cruz viveu impregnado dos sentimentos de sua época. Sua história de vida confunde-se, em muitos momentos, com a história da medicina experimental e do modernismo científico brasileiro e mundial. Oswaldo Cruz foi um homem moderno: acreditava na ciência não só como forma de desenvolvimento de um país, mas também de desenvolvimento do próprio homem. Entusiasta da tecnologia, das grandes invenções e da fotografia, acreditava, como os primeiros homens do século XX, que a fotografia era a prova ocular da história.[7]

Por isso, desde o início de sua carreira, estava sempre acompanhado de um fotógrafo. Incentivou seus cientistas a também fotografar e a filmar as descobertas. Com isto, o arquivo de Oswaldo Cruz sobre o Brasil se tornou um dos mais ricos acervos do país. A amplitude do movimento sanitarista brasileiro se deveu ao fato de Oswaldo Cruz, desde o início de seu mandato como diretor da saúde pública do governo Rodrigues Alves, em 1903, organizar expedições de combate às endemias rurais em várias regiões brasileiras, além de visitas e inspeções de saúde nos portos brasileiros. Com essas viagens, foram os médicos do Instituto Manguinhos os responsáveis pelos primeiros registros fotográficos sociológicos e antropológicos do Brasil. A partir desses contatos e da análise da situação socioeconômica e cultural da população visitada, os cientistas analisavam as doenças. Os resultados desse procedimento foram extraordinários.[7]

Os médicos, ao levar educação, higiene e cura às populações carentes de locais distantes e outrora esquecidos, descobriram in loco os focos de endemias a serem combatidos, criando um verdadeiro movimento pró-higienização de âmbito nacional. Oswaldo Cruz organizou expedições científicas com pesquisadores como Carlos Chagas, Adolpho Lutz e Belisário Penna, que saiam do Instituto Manguinhos (criado pelo próprio Oswaldo Cruz) e percorriam o Brasil, de Norte a Sul, para sanear seus portos e o interior.[8]

Ao registrar tudo o que viam, seus cientistas também foram pioneiros de procedimentos audiovisuais que começavam a ser utilizados pela arte. Provavelmente um dos primeiros filmes documentais brasileiros, por exemplo, foi realizado por Carlos Chagas em Lassance, Minas Gerais, em 1910, quando, seguindo os conselhos de Oswaldo Cruz, filmou os doentes de um estranho mal que acabava de descobrir: a doença do barbeiro.[7]

Homenagens


Na cidade do Rio de Janeiro, uma estação de trem, uma avenida, um bairro e diversas escolas têm o nome de Oswaldo Cruz, além do Instituto Soroterápico (atual FIOCRUZ), por ele fundado. Em 1909, quando Carlos Chagas descobriu o protozoário causador da tripanossomíase americana (popularmente conhecida como "doença de Chagas") batizou-o com o nome de "Trypanosoma cruzi", em homenagem a Oswaldo Cruz.[9]

Foi homenageado na capital de São Paulo, com o logradouro Praça Oswaldo Cruz, no começo da Avenida Paulista. Em 1913 foi fundado o Centro Acadêmico Oswaldo Cruz, entidade representativa dos estudantes de medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Em 1936 o sanitarista teve a sua efígie cunhada na moeda brasileira de 400 réis, e, em 1986, impressa nas notas de Cz$ 50,00 (cinquenta cruzados). Sua vida foi retratada no romance Sonhos Tropicais de Moacyr Scliar. Em 1976, a rodovia SP-125 que liga as cidades de Taubaté e Ubatuba foi denominada como Rodovia Oswaldo Cruz em sua homenagem, já que ela dá acesso à São Luiz do Paraitinga, sua cidade natal.[10]

Também foi homenageado com a adoção de seu nome pela cidade paulista de Osvaldo Cruz que é um município brasileiro do estado de São Paulo. fundado com o nome de Califórnia em 6 de junho de 1941 por Max Wirth, um cidadão suíço. Em 11 de novembro de 1941 foi elevada a distrito, sendo que em 1 de janeiro de 1945 foi criado o município, que recebeu o nome de Osvaldo Cruz. O município é formado pela sede e pelo distrito de Lagoa Azul.

Em 1983, a Marinha do Brasil homenageou-o com o NAsH Oswaldo Cruz (U-18), que opera nos rios da Amazônia a partir da cidade de Manaus. Em 2003, Marcos Palmeira interpretou o sanitarista no curta metragem de Silvio Tendler Oswaldo Cruz – O Médico do Brasil.[11]

Lorbeerkranz.png Academia Brasileira de Letras


Oswaldo Cruz é o segundo ocupante da cadeira número 5 na Academia Brasileira de Letras, eleito em 11 de maio de 1912, na sucessão de Raimundo Correia e recebido pelo acadêmico Afrânio Peixoto em 26 de junho de 1913.[12]

Ver também


Notas


  1.  A grafia original do nome do biografado, Oswaldo Gonçalves Cruz, era até 2015 atualizada conforme a onomástica estabelecida a partir do Formulário Ortográfico de 1943, por seguir as mesmas regras dos substantivos comuns (Academia Brasileira de Letras – Formulário Ortográfico de 1943). Tal norma foi revogada pelo Acordo Ortográfico de 1990). A norma era optativa para nomes de pessoas em vida, a fim de evitar constrangimentos.

Referências

  1.  «Ruy Barbosa ou Rui Barbosa? Euclides ou Euclydes? Queiroz ou Queirós?». Dicionário e Gramatica. Consultado em 6 de fevereiro de 2016
  2. ↑ a b c d e f g h i j k «A trajetória do médico dedicado à ciência». Fiocruz. Consultado em 29 de março de 2021
  3.  «Vida Pessoal e Trajetória Científica». Fiocruz. Consultado em 29 de março de 2021
  4.  Oswaldo Gonçalves Cruz (ed.). «A vehiculação microbiana pelas aguas» (PDF). Cadeira de Hygiene e Mesologia. Consultado em 29 de março de 2021
  5. ↑ a b c d e «Vida pessoal». Fundação Oswaldo Cruz. Consultado em 29 de março de 2021
  6.  «Morte de Oswaldo Cruz». Projeto Memória. Consultado em 29 de março de 2021
  7. ↑ a b c Fonseca, Cristina (2003). Modernistas da ciência: Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro: Astrazeneca. p. 78-9
  8.  «Oswald de Andrade». Instituto de Estudos Brasileiros. Consultado em 29 de março de 2021
  9.  Caldas, Cristina (2008). «Há cem anos doença de Chagas foi descoberta». São Paulo. Ciência e Cultura60 (2). Consultado em 29 de março de 2021
  10.  «Oswaldo Cruz: Conheça a estrada que "salva a vida" dos motoristas quando a Tamoios é interditada». Tamoios News. Consultado em 29 de março de 2021
  11.  «Oswaldo Cruz – O médico do Brasil». Caliban. Consultado em 29 de março de 2021
  12.  «Osvaldo Cruz». Academia Brasileira de Letras. Consultado em 29 de março de 2021

Bibliografia


Ligações externas

Wikipédia


Saiba mais:


A trajetória do médico dedicado à ciência - Oswaldo Cruz


Oswaldo Cruz - Laboratório de Análises Clínicas - (54) 3451 ...


Resultados Online - Laboratório Oswaldo Cruz


Hospital Alemão Oswaldo Cruz | Hospital em São Paulo


Oswaldo Cruz - Biografia do médico sanitarista - InfoEscola



Justiça Federal dá prazo para o governo e a Petrobras explicarem alta no preço dos combustíveis

 


A juíza federal Flávia de Macêdo Nolasco, da 9ª Vara Federal do Distrito Federal, deu prazo de 72 horas ao governo Jair Bolsonaro (PL) e à Petrobras para que seja explicado o aumento anunciado pela petroleira no preço dos combustíveis. O despacho da magistrada, dado nesta sexta-feira (11), atende a pedido Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas.

No pedido, a entidade afirma que é ilegal atrelar o preço do combustível vendido dentro do Brasil ao valor internacional do barril de petróleo e pede que o aumento seja suspenso pela Justiça..

“Trata-se de pedido de cessação de atos e omissões fundadas em prática inconstitucional, ilícita, antiética e imoral, lesiva aos consumidores dos derivados básicos de petróleo em território nacional afetados pela decisão política de fixação de preços imotivadamente vinculados a paridade internacional”, diz a ação.

No breve despacho, a juíza deu prazo de 72 horas para que a Advocacia Geral da União e a Petrobras se manifestem a respeito do pedido de liminar.

Na última quinta-feira (10), a Petrobras anunciou um reajuste de 18,8% na gasolina, de 24,9% no diesel e de 16,1% no gás de cozinha vendidos às distribuidoras.

Segundo os autores da ação apresentada à Justiça Federal, os sucessivos aumentos “configuram atos e omissões inconstitucionais e ilegais”.

“Os sucessivos aumentos de preços dos combustíveis, promovidos pela terceira e quarta rés com apoio e tolerância do primeiro e segundo réus no âmbito da ANP e do CNPE, diante da aplicação de políticas econômicas lesivas ao interesse nacional, à ordem econômica, aos direitos fundamentais do consumidor, configuram atos e omissões inconstitucionais e ilegais, caracterizam violação de setores sensíveis em atentado à soberania nacional por subordinação da independência do setor energético a interesses meramente econômicos externos”, diz o texto.

Bolsonaro

Menos de duas horas antes da Petrobras anunciar, na quinta, um novo reajuste nos combustíveis, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que “não decide nada” sobre os preços praticados pela empresa e que só é cobrado quando há problemas.

A declaração ocorreu no Palácio da Alvorada, em conversa com apoiadores. Uma mulher disse que o preço dos combustíveis iria diminuir. O presidente respondeu que considerava que haveria um aumento, mas que não saberia dizer:

“Não estou dizendo se vai ou não vai, eu acho que vai aumentar. No mundo todo aumentou. Eu não defino preço na Petrobras. Eu não decido nada. Só quando tem problema cai no meu colo.”

Depois, a Petrobras anunciou um reajuste de 18,77% na gasolina, fazendo o preço mais que dobrar em pouco mais de um ano.

Na conversa com apoiadores, Bolsonaro também afirmou que tendência é “melhorar lá fora”, sem especificar a que se referia, mas disse que o Brasil terá “problema de combustível”.

“Agora, a tendência, é melhorar lá fora. Mas vai ter problema de combustível no Brasil, não vai demorar.”

O Sul

Eleições 2022: De olho no Senado pelo Rio Grande do Sul, Mourão agenda filiação a novo partido

 


O Republicanos informou que o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, irá se filiar ao partido no dia 16 de março. Mourão se elegeu vice-presidente pelo PRTB na chapa com o presidente Jair Bolsonaro, à época do PSL e atualmente no PL, e no Republicanos deverá concorrer a uma vaga no Senado pelo estado do Rio Grande do Sul.

Com isso, esta será a primeira vez que o vice-presidente não disputará a reeleição na chapa do presidente da República. No último dia 15, Mourão já havia dito que estava “praticamente” decidido a deixar o PRTB para se filiar ao Republicanos.

“A chegada do general Hamilton Mourão representa uma honra para o Republicanos e reforça o projeto de ampliação da força política do partido nas eleições de outubro”, afirmou o partido.

Durante os três primeiros anos de governo, a relação entre Bolsonaro e Mourão foi marcada por opiniões diferentes dos dois e por críticas de Bolsonaro ao vice. O presidente chegou a dizer em julho de 2021 que Mourão “por vezes atrapalha”, mas “tem que aturar”.

Bolsonaro ainda não definiu quem será o candidato a vice na campanha pela reeleição.

No último dia 23, o presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), disse que Bolsonaro “só atrapalhou” as articulações da sigla por novos filiados na chamada “janela partidária”.

Marcos Pereira foi questionado por jornalistas sobre movimentações para as eleições deste ano, na qual Bolsonaro deve disputar a reeleição pelo PL.

“[A gente] está trabalhando bem a vinda de novos parlamentares, vai ser bom. A gente vai sair um pouco maior do que é, sem a ajuda do presidente, pelo menos por enquanto. Até agora, ele só atrapalhou”, disse Marcos Pereira.

A janela partidária é o período, que vai de 3 de março a 1º de abril, no qual a Justiça Eleitoral autoriza a troca de siglas sem que os parlamentares percam o mandato.

Alvo de manifestações

O vice-presidente Hamilton Mourão foi alvo de manifestações e palavras de ordem contra o governo Bolsonaro, no Chile, nesta sexta-feira (11). Mourão concedia uma entrevista em frente ao Congresso Nacional, que fica na cidade de Valparaíso, após a cerimônia de posse do presidente Gabriel Boric, quando ouviu gritos de “Fora Bolsonaro” e “Marielle Presente”. As palavras de ordem foram puxadas pelo presidente do PSOL, Juliano Medeiros, e por Anielle Franco, irmã da vereadora assassinada Marielle Franco.

Segundo presentes, Mourão deixou o local e não respondeu ao protesto. Medeiros e Anielle fizeram parte do grupo de brasileiros convidados para a posse de Boric, candidato de esquerda eleito em dezembro passado. A ex-presidente Dilma Rousseff também esteve na cerimônia. As informações são do portal de notícias G1 e do jornal O Globo.

O Sul

Senado aprova projeto que extingue multa sumária para advogado que abandona processo

 


O Plenário do Senado aprovou na manhã da última quinta-feira (10) um projeto de lei que extingue previsão de multa aplicada diretamente por juiz ao advogado que abandona processo penal. O PL 4.727/2020 substitui a multa por um processo administrativo na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). De autoria do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, o texto agora será enviado à Câmara dos Deputados.

A atual redação do art. 265 do CPP (Código de Processo Penal) proíbe o defensor de abandonar o processo, senão por motivo imperioso, comunicando previamente o juiz, sob pena de multa de 10 a 100 salários mínimos.

Pacheco, que é advogado, explica que o critério para aplicação da multa previsto na atual redação é subjetivo e não garante direito à defesa. Ele ressalta ainda que o Estatuto da Advocacia deixa claro que a responsabilidade por avaliar a conduta de advogados é da OAB.

“A cominação da pena de multa para o defensor que abandone o processo, sem o devido processo legal, gera uma condenação com presunção de culpa. Essa negativa à garantia do devido processo legal ofende o artigo 5º da Constituição e impulsiona arbitrariedades. Entendemos que a redação do artigo 265 também ofende a isonomia, a proporcionalidade e a razoabilidade”, argumenta o parlamentar.

Assim, caberá à seccional competente, mediante o devido processo administrativo instaurado perante seu Tribunal de Ética e Disciplina, apurar eventual infração disciplinar nos termos do Estatuto da Advocacia e da OAB.

Em nota técnica encaminhada ao Senado, o Conselho Federal da Ordem aponta que a redação vigente do CPP invade a competência da OAB e impõe “um risco excessivo e desproporcional ao exercício da advocacia sob o pretexto de sancionar uma conduta lesiva, que já se encontra devidamente disciplinada e fiscalizada”.

Defensores públicos

A relatora, Soraya Thronicke (PSL-MS), também advogada, apresentou parecer favorável e acatou três emendas. Uma delas é do senador Rogério Carvalho (PT-SE), para deixar claro na redação do artigo 256 que a comunicação ao juízo deve ser realizada previamente ao ato processual.

As outras duas sugestões aceitas partiram do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). A primeira delas tornou a redação mais genérica para extinguir a multa não apenas para advogados, mas também para membros de defensorias e advocacias públicas que estiverem atuando na esfera criminal.

“A emenda propõe redação mais genérica para que faça alusão não apenas à responsabilização perante o órgão de classe (OAB), mas a órgão correcional competente, a fim de atrair o controle administrativo dos órgãos de defensoria e de advocacia públicas. Frequentemente, a advocacia pública e as defensorias públicas patrocinam defesas em processos penais, estando sujeitas, portanto, aos deletérios efeitos da sanção pecuniária”, observou Soraya.

A segunda emenda inclui regra similar no Código Penal Militar (CPPM) e aproveita para revogar o § 5º do artigo 71 do CPPM, que possui previsão de nomeação obrigatória de advogado de ofício aos praças, o que não foi recepcionado pela Constituição Federal.

O senador reforça que os antigos advogados de ofício, atuais defensores públicos federais, devem atuar conforme disposições específicas de seu estatuto, não sendo mais subordinados ao Superior Tribunal Militar.

Elogios

Após a aprovação do projeto, Soraya Thronicke destacou a importância da iniciativa e disse que a proposta recebeu elogios de advogados de todo o país.

Rodrigo Pacheco, por sua vez, elogiou o trabalho realizado pela OAB e informou que a proposição foi pautada a pedido no novo presidente da entidade, José Alberto Simonetti, que tomou posse em fevereiro.

“No final das contas, ganham os advogados brasileiros, porque é a única hipótese no ordenamento jurídico em que o advogado pode ser punido sumariamente pelo juiz, sem o devido processo legal, sem o contraditório, sem a ampla defesa, o que era, de fato, algo incabível. Será encaminhado imediatamente à Câmara dos Deputados e contamos com a colaboração do presidente Arthur Lira para a aprovação também naquela Casa”, disse Pacheco. As informações são da Agência Senado.

O Sul

Marvels Spider-Man Miles Morales Edição Ultimate - para PS5 Insomniac Studios

 


Em sua mais nova aventura no universo de Marvel's Spider-Man, o adolescente Miles Morales está se ajustando a sua nova casa, enquanto segue os passos de seu mentor, Peter Parker, como o novo Homem-Aranha. Mas quando uma luta feroz pelo poder ameaça destruir sua nova casa, o aspirante a herói percebe que com grandes poderes, também vem uma grande responsabilidade. Para salvar toda a Nova Iorque, Miles deve assumir o manto do Homem-Aranha e torná-lo seu. Desfrute uma nova aventura do aranhaverso com o jogo Marvel's Spider-man Miles Morales da Insomniac Studios para PS5. A edição Ultimate acompanha também o jogo Marvel's Spider-Man Remastered.


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França vacinará maiores de 80 anos contra a Covid-19 com a quarta dose

 Primeiro-ministro Jean Castex destacou que público tem enfrentado perda progressiva da imunidade



O governo francês anunciou neste sábado (11) que vai aplicar a quarta dose da vacina contra a Covid-19 "aos maiores de 80 anos que receberam o reforço há mais de três meses", devido a um leve repique da pandemia.

Em entrevista ao jornal Le Parisien, o primeiro-ministro francês, Jean Castex, também recomendou fortemente aqueles que "são frágeis, devido à idade ou patologias, que continuem usando máscaras em locais fechados e em grandes reuniões".

Embora o governo tenha admitido que atualmente haja uma queda no número de casos, Castex descartou uma "mudança de estratégia", enquanto a maioria das restrições serão levantadas na segunda-feira, como o passaporte sanitário.

Após consultar o conselho científico, Castex apontou que a mutação BA2 está por trás do "repique da epidemia". "É mais transmissível que a ômicron inicial, mas não parece mais perigosa", continuou ele, apoiando sua conclusão em que as internações hospitalares continuam diminuindo. "A melhora nos hospitais e nossa alta cobertura vacinal nos levam a manter o levantamento das medidas", disse Castex. "Agora vamos abrir a quarta dose para os maiores de 80 anos que receberam a dose de reforço há mais de três meses, pois enfrentam uma perda progressiva da imunidade", acrescentou. 

A França eliminará na segunda-feira a obrigação do passaporte de vacinação, que é uma exigência para ingressar em diversos lugares. Mas, será mantida sua versão "sanitária", que também funciona com teste negativo, em centros de saúde como hospitais ou lares de idosos. 

AFP e Correio do Povo

Bolsonaro lançará pré-candidatura à reeleição em 26 de março

 Data foi agendada pelo partido do presidente da República



O PL (Partido Liberal) pretende lançar a pré-candidatura à reeleição de Jair Bolsonaro em uma cerimônia no dia 26 de março. O partido realiza, neste sábado (12), um evento de filiação de aliados do presidente à legenda. 

A sigla espera receber boa parte ala de deputados bolsonaristas do extinto PSL, insatisfeitos com o rumo do antigo partido que, após fortes disputas internas, se fundiu com o DEM e formou o União Brasil. "O Bibo Nunes já se filiou. E virão outros. Temos Bia Kicis (DF), Carla Zambelli (SP), Eduardo Bolsonaro (SP), Alé Silva (MG), Aline Sleutjes (PR), Caroline de Toni (SC) e Coronel Armando (SC)", elencou o deputado federal Coronel Tadeu.

Em outra frente, a deputada federal Carla Zambelli planeja um mutirão de filiação ao partido na terça-feira (15). Com as filiações, o PL deverá se tornar a maior bancada da Câmara, com cerca de 60 deputados. 

Bolsonaro não discursou na cerimônia deste sábado, mas tirou fotos, assinou fichas de filiação e desejou boa sorte aos candidatos nas eleições de outubro. "É o que a gente mais precisa, que a gente tenha sorte nessas eleições. As chapas estão boas, estão fortes", concluiu Coronel Tadeu.

R7 e Correio do Povo


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