Latam deve indenizar por oferecer apenas queijo e biscoito em parada de 4 horas

 por José Higídio

Devido ao aborrecimento causado a seus clientes, a 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais de Goiás condenou a empresa aérea Latam a indenizar um casal em R$ 5 mil por ter impedido a saída da aeronave durante uma parada de quatro horas e lhes oferecido apenas queijo Polenguinho e biscoitos para alimentação.

Os autores estavam em um voo de Goiânia para São Paulo com seus dois filhos — um de dois anos e outro de seis meses de idade. A média de duração do voo é de uma hora e meia, porém, devido às más condições climáticas, o avião teve de pousar em Campinas (SP), onde permaneceu por cerca de quatro horas.

 

Na ocasião, a empresa ofereceu, para alimentação, apenas queijo Polenguinho e biscoitos de água e sal. O casal não pôde desembarcar para comprar lanches para as crianças.

Os pais acionaram a Justiça buscando reparação pelo transtorno. O 1º Juizado Especial Cível de Goiânia acolheu o pedido e condenou a Latam a indenizá-los em R$ 3 mil.

Na Turma Recursal, o juiz relator, Fernando Ribeiro Montefusco, considerou que a assistência prestada pela empresa foi insuficiente. Ele ressaltou que as crianças, "a toda evidência, devido ao vasto lapso temporal, encotravam-se famintas e cansadas".

O magistrado ainda destacou que a atitude da Latam em prestar uma mínima assistência de alimentação aos passageiros "não elide sua responsabilidade em solucionar rapidamente e adequadamente a celeuma". O coelgiado concordou em aumentar o valor da indenização.

Clique aqui para ler o acórdão
5640905-65.2020.8.09.0007

Fonte: Conjur - Consultor Jurídico - 09/03/2022 e SOS Consumidor

Ligações de telemarketing feitas de celulares precisam começar com dígitos 0303 a partir desta quinta

 Norma da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) obriga a identificação das chamadas. Para ligações feitas de telefones fixos, a medida vai valer a partir de junho

São Paulo - As chamadas de telemarketing realizadas de números celulares precisam começar com os dígitos 0303 a partir desta quinta-feira (10). A medida faz parte da norma da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que obriga a identificação das chamadas. A Anatel deu 90 dias para as empresas se adequarem à nova regra.   No caso das operadoras de telefonia fixa, a Anatel estabeleceu o prazo de 180 dias que ainda está contando. Telemarketing ativo, cabe esclarecer, é a prática de oferta de produtos ou serviços por meio de ligações ou mensagens telefônicas, previamente gravadas ou não.  

O código 0303 será de uso exclusivo e obrigatório para atividades de telemarketing ativo (que é quando há oferta de produtos ou serviços por meio de ligações ou mensagens telefônicas) e as redes de telecomunicações deverão permitir a identificação clara, no visor do aparelho do usuário, desse número.  

'Não Perturbe': Saiba como se livrar das incômodas ligações de telemarketing Além disso, as operadoras deverão realizar o bloqueio preventivo de chamadas originadas de telemarketing ativo a pedido do consumidor. Já para ligações feitas de telefones fixos, a medida vai valer a partir de junho.  

Fonte: O Dia Online - 09/03/2022 e SOS Consumidor

Cinco países onde o governo confiscou dinheiro da população

 Guerras de larga escala, estados com medidas autoritárias e, sobretudo, ameaças de confisco voltaram a ser pauta dos jornais 

O ano atual é 2022, mas o mundo parece ter regredido pelo menos 30 anos. Afinal, guerras de larga escala, estados com medidas autoritárias e, sobretudo, ameaças de confisco voltaram a ser pauta dos jornais.

Vladimir Putin, presidente da Rússia, estipulou a possibilidade de confisco de bens. Antes dele, o primeiro-ministro do Canadá Justin Trudeau abriu a possibilidade de congelamento de contas no país.

 

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E aos poucos o que parecia ser uma excentricidade latino-americana chegou ao chamado “Primeiro Mundo”. Mas se engana quem pensa que confiscos ou bloqueios são algo raro, pois a história global está recheada desse tipo de medida, pois até países ricos já impuseram confiscos em algum momento.

No texto de hoje você vai conhecer cinco histórias de países que congelaram ou fizeram confiscos diretos do dinheiro da população.

Chipre (2013)

Em março de 2013, a economia do Chipre, país-ilha situado no mar Mediterrâneo, vivia uma grave situação. O alvo era o Bank of Cyprus, maior banco do país e que passava por um grande risco de insolvência.

Continua após a publicidade Para evitar a falência, o governo elaborou um plano que foi implementado em duas etapas. A primeira foi o fechamento de todos os bancos cipriotas, o que impediu as pessoas de retirarem dinheiro de suas contas. Esta medida foi implementada para evitar que uma corrida bancária causasse a falência do sistema bancário local.

O segundo passo foi o confisco de fato, que atingiu todas as contas com mais de 100 mil euros. As contas que tivessem acima desse valor teriam 30% de seus recursos confiscados. O dinheiro em seguida seria incorporado ao patrimônio do banco, salvando-o da falência.

Em suma, os cipriotas tiveram um terço do seu patrimônio “doado” para salvar bancos da falência. Mas algumas pessoas conseguiram evitar o confisco utilizando uma certa criptomoeda laranja. E sim, esta foi a primeira vez que o Bitcoin (BTC) foi utilizado como ferramenta de proteção em uma crise.

Corralito (Argentina, 2002)

Um dos maiores confiscos da América do Sul completou 20 anos em dezembro de 2021. Durante quase nove anos, o peso argentino foi atrelado ao dólar, o que deu ao país um período de estabilidade. Além disso, os argentinos podiam usar tanto o peso quanto o dólar como moedas correntes.

Contudo, essa paridade acabou sendo comprometida pela incompetência política até ser abolida por completo em junho de 2001. Mas foi em 3 de dezembro que o famoso corralito entrou em vigor. Naquela data, os argentinos experimentaram um confisco completo dos dólares em suas contas bancárias.

Resumidamente, todas as contas bancárias do país foram congeladas por 12 meses, permitindo o saque de apenas 250 pesos por semana. A retirada de dólares, por outro lado, foi totalmente proibida. Da noite para o dia, milhares de pessoas estavam sem dinheiro para comprar itens básicos.

O ato mais grave, contudo, foi a “pesificação” de todos os depósitos em dólar, feita em fevereiro de 2002. Quem ainda possuía dólares nos bancos os viu serem integralmente confiscados pelo governo, que converteu todos os valores em peso à taxa oficial de 1,40 pesos por dólar. No entanto, a taxa de câmbio paralela era quase 100% maior, o que significa que os argentinos perderam dinheiro.

Esses confiscos causaram enormes protestos e saques nas ruas e estabelecimentos, bem como deixou uma forte marca cultural em nossos hermanos . Um exemplo disso é que até hoje os argentinos não guardam mais dólares nos bancos, e se tornaram o país mais aberto às criptomoedas na América Latina.

Crise de liquidez no Líbano (2019)  

O Líbano também foi afetado por uma onda de congelamentos de contas bancárias em meados de 2019. As razões foram similares ao caso argentino: desvalorização da moeda, alta inflação e endividamento do estado libanês.

Em setembro ocorreu o primeiro grande protesto, e de pronto o governo respondeu com medidas drásticas. Como resultado, os bancos libaneses fecharam por um período de duas semanas, algo inédito na história do país.

Posteriormente houve uma reabertura bancária, mas aí veio o corralito libanês. Os saques em dólares foram completamente proibidos pelo governo, apesar da ausência de um controle de capital oficial. Isso levou os cidadãos a perderem a confiança na libra libanesa, cujo valor afundou em poucos meses.

No quarto trimestre de 2019, a taxa de câmbio do mercado negro atingiu a marca de 1.600 libras por dólar. Mas em abril de 2020 ela já valia, 14 mil libras. Como o dólar era amplamente usado no país, a restrição afetou o comércio local. Cerca de 785 restaurantes e cafés fecharam entre setembro de 2019 e fevereiro de 2020, resultando na perda de 25.000 postos de trabalho.

A inflação, por outro lado, cresceu para 580% desde outubro, resultando na pior crise econômica em décadas. Em março de 2020, o Líbano anunciou o primeiro calote da sua dívida em toda a história do país.

Estados Unidos (1933)

Por serem a maior economia do mundo, os EUA gozam do status de bom pagador – o selo AAA, como classificam as agências de risco. Portanto, seria um absurdo imaginar que este país daria um calote, certo? Só que não.

De fato, os EUA já deram um calote em sua história. Isso ocorreu em 5 de abril de 1933, quando o país ainda vivia sob um padrão-ouro. Os cidadãos americanos podiam guardar tanto dólares quanto ouro em suas casas ou nos bancos.

Naquele ano, o governo emitiu a famosa Ordem Executiva 6102, que obrigou todos os cidadãos do país a entregarem seu ouro ao governo. Em troca, o governo lhes pagaria US$ 20,67 por onça-troy, medida que corresponde a 31,1 gramas de ouro.

Após o confisco do ouro, o governo desvalorizou o dólar através da inflação, fazendo o preço da onça-troy subir para US$ 35. Na prática, houve um confisco tanto direto (a tomada do ouro em si) quanto indireto (desvalorização do dólar). A posse de ouro pelos cidadãos foi proibida e criminalizada, algo que só foi revogado em 1975.

Plano Collor (1990)

Por fim, o exemplo mais famoso e também o mais próximo do Brasil foi o Plano Brasil Novo, implementado no governo Fernando Collor de Mello. Por isso o plano também ficou conhecido pelo infame nome de Plano Collor.

Estes planos tinham como objetivo combater a alta inflação que assolava o Brasil nas décadas de 1980 e 1990. O mais destrutivo desses planos foi o Collor I, implementado em 15 de março de 1990, que estipulou o famoso confisco das poupanças.

O Plano Collor foi composto por nove medidas, mas as três mais famosas foram as seguintes:

  • 80% de todos os depósitos das contas correntes ou das cadernetas de poupança que excedessem a NCz$ 50mil (cruzado novo) foram congelados por 18 meses. Durante esse período, os depósitos receberiam uma rentabilidade equivalente a taxa de inflação mais 6% ao ano;
  • Substituição da moeda corrente, o cruzado novo , pelo cruzeiro à razão de NCz$ 1,00 = Cr$ 1,00;
  • Criação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que incidiria sobre todos os ativos financeiros, transações com ouro e ações e sobre todas as retiradas das contas de poupança.

Com o congelamento das contas, milhares de brasileiros ficaram sem acesso ao seu dinheiro, do qual muitos dependiam para sobreviver. A medida foi catastrófica e causou a morte de milhares de pessoas, muitas das quais cometeram suicídio.

Para completar, a inflação foi aplacada apenas parcialmente, mas depois retornou ainda mais forte que antes. O dinheiro congelado nunca foi integralmente devolvido, e vários pedidos de restituição ainda tramitam na Justiça mais de 30 anos depois.

No final de 2021 o canal HBO Max lançou um documentário intitulado Confisco , que conta a história do Plano Collor I e suas consequências.

Fonte: economia.ig - 09/03/2022 e SOS Consumidor

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Sua cozinha vai ficar muito mais bonita e organizada com a Geladeira CRM50HK da Consul. Disponível na cor inox, tem capacidade de 410 litros e porta Duplex, você tem espaço de sobra para armazenar e organizar os alimentos da forma que quiser, acessando o que precisa a qualquer momento, sem dificuldades. Isso porque ele possui prateleira flex, assim você organiza seu espaço conforme sua necessidade. E tem mais, com o filtro antiodor a água não vai mais ficar com gosto de geladeira, já o gelo extra você armazena 2x mais gelo no compartimento, assim você reserva o gelo pronto enquanto suas forminhas ficam disponíveis para preparar mais gelo. Isso tudo com classificação energética A, que garante um baixo consumo de energia.

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Pedestre que ficou com sequelas após perfurar pé em via pública deve ser indenizado

 O Distrito Federal e a CDL Engenharia de Montagem foram condenados a indenizar uma pedestre que teve o pé perfurado em equipamento de construção solto próximo à Farmácia de Alto Custo em Ceilândia. A decisão é da  juíza da 6ª Vara da Fazenda Pública do DF, que concluiu que os réus faltaram com o dever de cuidado e vigilância. 

Consta nos autos que o acidente ocorreu em novembro de 2019, época em que a farmácia passava por obras. A autora conta que, ao passar em frente ao local, teve o pé esquerdo perfurado por um ferro de solda que estava solto na calçada.Relata que o objeto ficou encravado no pé, fazendo com que precisasse ser submetida a diversos procedimentoscirúrgicos no Hospital Regional de Ceilândia, onde passou mais de dois meses internada. Posteriormente, precisou ser encaminhada para o Hospital Regional da Asa Norte para ser submetida a cirurgia plástica. A vítima conta que o acidente a deixou com sequelas permanentes e com cicatriz tanto no pé esquerdo, quanto na região onde houve a extração da pele para ser enxertada. Diante disso, pede para ser indenizada. A mãe da autora, que a acompanhou durante todo o tratamento, também requereu indenização por danos morais.

Em sua defesa, o Distrito Federal alega que responsabilidade pelo acidente deve ser atribuída exclusivamente à vítima,que não adotou as devidas cautelas ao caminhar pelo local. Afirma ainda que a autora recebeu os cuidados médicos necessários. A construtora, por sua vez, defende que não pode ser responsabilizada pelo acidente. Defende que a obra feita no local era interna e que não era necessário colocar aviso de obra no lado externo. 

Ao analisar o caso, a magistrada observou que as provas não deixam dúvidas de que “o material deixado no calçamento tinha procedência na implementação dos serviços contratados pelo Distrito Federal e prestados pela CDL Engenharia de Montagens”. Assim, de acordo com a juíza, está configurada  a responsabilidade solidária dos réus. 

“É de singela percepção que restou configurada a responsabilidade solidária do Poder Público e da contratada para executar obra pública, na medida que faltaram com o dever de cuidado no dever de vigilância, sendo certo que, se os agentes públicos e prestadores de serviço público tivessem adotado postura diversa, o acidente envolvendo a primeira autora, por certo não teria ocorrido e, via de consequência, as sequelas e o grave dano por ela vivenciado não seriam uma realidade em sua vida”, registrou. 

Para a magistrada, ao contrário do que defendem os réus, a vítima não pode ser responsabilizada pelo acidente. “O contexto delineado nos autos demonstra que a primeira autora apenas exerceu o direito que lhe é assegurado, o de deambulação em local exclusivo para tanto. Não sendo razoável, isto sim, que na própria calçada sejam encontrados objetos perigosos, tal qual aquele que transpassou o membro inferior da demandante”, explicou.

A juíza lembrou que a vítima, além de ter a integridade física violada, passou meses internada, foi submetida a diversas cirurgias e ficou com sequelas permanentes e visíveis. “A sequência de ocorrências envolvendo todo o tratamento médico despendido à requerente desde seu ingresso nas unidades hospitalares por onde passou deixa evidenciado momentos severos de sofrimento e angústia”, disse, pontuando que a autora faz jus a indenização por danos morais, estéticos, além de pensionamento mensal vitalício. 

No caso, de acordo com a magistrada, a mãe da autora também faz jus a indenização por danos morais. “É inegável, portanto, o sofrimento vivenciado pela segunda autora, em acompanhar as dificuldades apresentadas pela filha em decorrência da violação de sua integridade, por deambulação comprometida, necessitando, por esta razão, de cuidados redobrados”, registrou. 

Dessa forma, o Distrito Federal e a CDL Engenharia foram condenados, de forma solidária, a pagar à vítima a quantia de R$ 50 mil, pelos danos morais, e R$ 60 mil, pelos danos estéticos. Os réus terão ainda que pagar pensão mensal vitalícia correspondente ao valor de um salário mínimo. Os réus foram ainda condenados a pagar R$ 10 mil, a título de indenização por danos morais, à mãe da autora.

Cabe recurso da sentença.

Acesse o PJe1 e saiba mais sobre o processo: 0705239-83.2021.8.07.0018

Fonte: TJDF - Tribunal de Justiça do Distrito Federal - 09/03/2022 e SOS Consumidor

Governo federal aposta em corte de imposto e reajuste escalonado da Petrobras para conter pressão nos preços dos combustíveis

 


Sem ter nas mãos uma bala de prata para conter o impacto da alta do petróleo no mercado internacional, o governo optou em ganhar tempo e colocar as suas fichas na redução dos impostos sobre combustíveis antes de decidir pela adoção de um subsídio temporário para que a Petrobras segure o reajuste de preços para os consumidores.

O subsídio pode custar em torno de R$ 12 bilhões por mês e a estratégia é esperar o efeito da queda dos impostos na bomba.

Nas reuniões de ministros com o presidente Jair Bolsonaro para encontrar uma saída, o governo também discutiu a possibilidade de a Petrobras escalonar os reajustes e não aumentar toda a defasagem de preços de uma só vez.

Nesse cenário, o reajuste seria feito em uma velocidade menor. Por exemplo, se a empresa precisar subir R$ 1,80 para acompanhar o preço do petróleo, a ideia é que a Petrobras possa fazer um aumento menor inicialmente, deixando o restante do repasse para um segundo momento com a empresa administrando os seus contratos.

Nesse período, o preço dos combustíveis na bomba pode ficar menor com os impostos que serão reduzidos podendo levar a uma queda em torno de R$ 0,70 no diesel na bomba para o consumidor.

A estratégia dá tempo para o governo monitorar os desdobramentos do preço do mercado internacional enquanto o cenário da guerra na Ucrânia e os efeitos das sanções comerciais à Rússia fiquem mais claros. A expectativa é de que os efeitos da desoneração possam diminuir a pressão. Bolsonaro não bateu o martelo pela adoção do subsídio, mas fontes do Palácio do Planalto informam que proposta não saiu da mesa.

Balançando no cargo, o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, insistiu nas reuniões em Brasília da necessidade da aprovação do subsídio e dos riscos de os dirigentes da empresa serem responsabilizados por perdas à empresa se não seguirem a política de paridade de preços internacionais, prevista no seu estatuto.

Silva e Luna alertou aos ministros para o risco de desabastecimento num cenário de preços artificiais, principalmente de diesel, produto que depende de importação. Ele avisou que não tem apego ao cargo e que não adotará medidas que ponham em risco a credibilidade e as finanças da empresa.

Cerca de 300 navios com óleo diesel anualmente chegam aos portos brasileiros, com uma média de 1,5 bilhão de litros por mês. Sem poder repassar a alta do preço internacional para os postos de abastecimento, as importações podem ser suspensas, até que o mercado se normalize.

Congresso

Para essa estratégia de ganhar tempo dar certo, o governo vai precisar do apoio do Congresso na aprovação do projeto de lei complementar 11. O projeto altera a forma de cobrança do ICMS (tributo cobrado pelos Estados) incidente sobre os combustíveis. Esse projeto estabelece a cobrança do ICMS por litro de combustível (não mais sobre o preço final) e institui o modelo de tributação monofásica, em apenas uma fase de comercialização.

O PLP 11 será votado com ajustes para incluir a isenção do PIS e Cofins do diesel, com custo estimado de cerca de R$ 18 bilhões para os cofres da União. Entre os ajustes previstos, está uma regra de transição para a mudança. Não há acordo para a criação de um fundo de estabilização, com recursos do Tesouro para funcionar como um amortecedor da alta de preços. O projeto sofre resistências dos Estados, que defendem a mudança da política de preços da Petrobras.

O Sul

“Não haverá congelamento de preços de combustíveis”, diz o ministro da Economia

 


O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse, ao deixar o prédio do Ministério na noite de terça-feira, que “não tem congelamento” de preços de combustíveis. “Esquece esse ‘troço’”, respondeu o ministro, que entrou no carro e logo deixou o local.

Mais cedo, ao chegar ao ministério, Guedes havia afirmado que “só maluco congela preço”, segundo o site R7. A afirmação foi feita em resposta a um questionamento de jornalistas sobre se congelaria o preço dos combustíveis.

A disparada do preço do petróleo com a guerra no leste europeu levou o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) a começar a discutir, inclusive com o Congresso, o congelamento temporário do preço de combustíveis pela Petrobras, proposta a qual o Ministério da Economia é contra.

A intenção se basearia em um modelo no qual o custo de não repassar a alta do petróleo no mercado internacional seria bancado pela Petrobras e, em última instância, pelos seus acionistas.

Projetos de lei

No Senado, foi adiada para esta quinta-feira (10) a votação de dois projetos de lei que buscam frear a alta dos preços dos combustíveis no mercado brasileiro. É a terceira vez que a votação é adiada por dificuldades na negociação com o governo federal. O relator de ambas as propostas é o senador Jean Paul Prates (PT-RN), que já entregou várias versões de seus relatórios. A sessão do Senado desta quinta começará às 10h, pois o Congresso Nacional reúne-se à tarde. Os senadores podem apresentar mais emendas aos textos até o início da reunião.

“Nós vamos sair com uma solução empenhada, conciliada com todos os agentes que fazem parte do Estado brasileiro, do setor privado e dizem respeito aos combustíveis. Isso será muito importante. Ter uma conciliação completa e uma solução integrada, organizada, que o governo facilmente poderá implantar. A Câmara receberá esse projeto completamente arredondado de arestas. Com toda a organização e toda a negociação, no melhor sentido, com o governo e com os setores que produzem”, declarou o relator.

O PLP 11/2020 é um projeto de lei complementar que determina alíquota unificada e em valor fixo para o ICMS sobre combustíveis em todo o país. Também permite a inclusão de mais 5 milhões de famílias no Auxílio Gás.

Por sua vez, o PL 1.472/2021 é um projeto de lei que cria uma conta para financiar a estabilização dos preços. Recentemente, alguns senadores apontaram possíveis prejuízos aos estados, enquanto outros manifestaram preocupação com o preço ao consumidor.

Diante da escalada do preço do barril de petróleo registrada nos últimos dias, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e o relator da matéria vêm destacando a urgência na aprovação das medidas.

O presidente do Senado considera urgente a votação das propostas, mas concordou com o seu adiamento para que se consiga um texto consensual.

“O que é importante nós termos em mente é que uma situação que já estava muito ruim se agravou consideravelmente com a guerra na Europa e a elevação do preço do barril do petróleo, e nós precisamos dar essas respostas legislativas, não para resolver todo o problema, porque o problema é muito maior do que uma mera iniciativa legislativa, mas são iniciativas que nós não podemos deixar de tomar e de avaliar no Senado Federal”, disse Pacheco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da Agência Senado.

O Sul

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Ipiranga restringe entrega de óleo diesel nos postos de combustíveis, após disparada no preço do barril de petróleo no mundo

 


Com o represamento dos preços dos combustíveis e a disparada do valor do petróleo no mercado internacional, a Ipiranga enviou um comunicado a seus revendedores avisando que a empresa irá analisar cada pedido antes de entregar o óleo diesel. O objetivo, diz a empresa, é “garantir o suprimento competitivo”.

A empresa atribui o gargalo ao fornecimento internacional. “Os pedidos do dia para o mesmo dia e a antecipação de pedidos serão submetidos a análise antes da liberação”, diz o comunicado enviado aos clientes da Ipiranga na terça-feira.

Normalmente, as distribuidoras não fazem essa análise antes de liberar as entregas dos combustíveis. Com uma análise sendo feita previamente, a empresa avalia seus estoques e a distribuição do produto, garantindo uma distribuição mais uniforme do óleo diesel.

No comunicado, a empresa – uma das maiores distribuidoras do país – afirma que está priorizando o atendimento dos pedidos na sua rede própria de revendedores.

A situação da Ipiranga é o primeiro reflexo do represamento do preço dos combustíveis. Segundo o jornal O Globo, executivos do setor de petróleo e técnicos do Ministério de Minas e Energia (MME) temem desabastecimento de gasolina, diesel e gás de cozinha.

Decisão

O principal temor hoje observado no mercado é com relação ao óleo diesel, combustível mais importado.

Distribuidoras, inclusive, já começaram a traçar um plano para um cenário de falta de diesel. Nesse caso, as empresas iriam privilegiar o abastecimento a forças de segurança, transporte público e serviços de saúde.

Hoje, a Petrobras pratica o que é chamado de paridade de preço internacional, que leva em consideração os valores do barril de petróleo e do dólar para definir os valores dos combustíveis no mercado interno. Essa política é alvo agora do governo Bolsonaro e do Congresso Nacional.

A estatal, porém, não reajusta os preços há mais de 55 dias. No último reajuste, o barril de petróleo era cotado a US$ 80. Agora, está na casa de US$ 120. Os valores subiram por conta das sanções ocidentais à Rússia causada pela invasão na Ucrânia.

Atualmente, a Petrobras é responsável por cerca de 80% do mercado nacional de combustíveis e praticamente não importa o produto.

O restante é importado, seja pelas grandes distribuidoras de combustíveis (responsáveis por metade do mercado) ou por importadores que abastecem os pequenos postos. Ou seja, a Petrobras, sozinha, não garante o abastecimento do país.

Com valores diferentes (entre o mercado interno e o mercado internacional), os importadores então teriam prejuízos, cenário em que simplesmente parariam de comprar o produto no mercado internacional. O resultado é que a demanda interna pode não ser atendida em sua totalidade, levando a um risco de desabastecimento, de acordo com diversas fontes do setor. As informações são do jornal O Globo.

O Sul

Mudança de posição: Rússia não pretende ocupar a Ucrânia ou derrubar o governo

 


A invasão russa da Ucrânia não tem entre seus objetivos derrubar o governo do presidente Volodimir Zelenski, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, nesta quarta-feira (9), dia em que a guerra completa duas semanas.

A fala demonstra certa mudança no tom adotado sobretudo no começo da guerra, iniciada na madrugada de 24 de fevereiro pelo presidente Vladimir Putin com o objetivo declarado de “desnazificar” a Ucrânia, em meio a acusações de que a gestão Zelenski tinha associações com grupos neonazistas.

O líder ucraniano vem afirmando ser o “alvo número 1” russo e que pode ser morto a qualquer momento.

Na segunda-feira (7), o porta-voz do Kremlin, Dimitri ​Peskov, listou à agência de notícias Reuters condições para o fim da guerra, que não incluíam a queda de Zelenski. Segundo ele, a operação almeja que a Ucrânia se renda militarmente; mude sua Constituição para garantir que nunca irá integrar a Otan (aliança militar ocidental) ou a União Europeia; e reconheça a Crimeia anexada em 2014 como russa, e as regiões separatistas do Donbass, no leste, como independentes.

Zakharova defendeu nesta quarta que a guerra tem saído conforme o planejado, contrariando analistas que apontam dificuldades maiores do que as previstas pelos russos a princípio. Ela afirmou também que a Rússia nunca ameaçou a Otan, mas que o país deve reagir aos “movimentos de confronto” da aliança.

Em entrevista cheia de denúncias contra países ocidentais, que fecharam o cerco contra Moscou, a porta-voz ainda acusou os EUA de financiarem laboratórios na Ucrânia para desenvolver “componentes de armas biológicas”, nos quais haveria amostras de cólera e antrax, entre outros elementos letais. Um porta-voz do Pentágono afirmou que “essa desinformação russa absurda é patentemente falsa”.

Nesta quarta, a operadora ucraniana de energia Ukrenergo afirmou que a produção da usina de Tchernóbil, origem da pior catástrofe nuclear civil, em 1986, “está totalmente desconectada da rede de energia elétrica devido às ações militares dos ocupantes russos”. “O local não tem mais fornecimento de energia elétrica.”​

O décimo quarto dia de guerra começou com a promessa de um novo cessar-fogo temporário para permitir a saída de civis. As outras tréguas anunciadas até aqui não foram respeitadas, deixando centenas de milhares de pessoas presas em cidades sitiadas, sem acesso a água potável e medicamentos.

A Rússia prometeu respeitar uma trégua das 9h às 21h do horário local (4h às 16h no horário de Brasília) desta quarta-feira. Nesta manhã, a vice-primeira-ministra ucraniana, Irina Vereshchuk, afirmou que os dois lados do conflito concordaram em respeitar o cessar-fogo.

O anúncio de trégua desta quarta foi semelhante ao de terça (8), que prometia a fuga segura pelas cidades de Kiev, Kharkiv, Chernihiv, Sumi e Mariupol. Até agora, no entanto, apenas um corredor funcionou de fato, saindo de Sumi, na terça, quando cerca de 5.000 pessoas deixaram a cidade.

A situação é tensa sobretudo em Mariupol, cidade portuária ao sul, cercada por tropas russas há mais de uma semana, onde a Cruz Vermelha descreve a situação dos civis como apocalíptica.

Moradores se abrigam nos subsolos para se protegerem dos bombardeios constantes, sem acesso a comida, água, energia ou aquecimento e sem poder retirar os feridos.

Um cessar-fogo na região já havia falhado no sábado. O governo ucraniano disse que 30 ônibus e oito caminhões de suprimentos foram bombardeados pela Rússia na terça-feira, violando o cessar-fogo, e não conseguiram chegar à região. Moscou culpou Kiev por não deter o fogo. Nas duas maiores cidades da Ucrânia, Kiev e Kharkiv, a oferta de corredores humanitários do governo russo forçaria os civis a irem para a própria Rússia ou à sua aliada Belarus, propostas rejeitadas pelo governo ucraniano.

Nesta quarta, Zelenski afirmou que só o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia pode evitar uma catástrofe humanitária, que seria de responsabilidade da comunidade internacional.

“A Rússia usa mísseis, aviões e helicópteros contra nós, contra civis, contra nossas cidades, contra nossa infraestrutura. É dever humanitário do mundo responder”, disse o líder ucraniano, em discurso na TV.

Mais de 2 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde que Putin invadiu o país, há duas semanas. A guerra rapidamente lançou a Rússia em um isolamento econômico nunca antes visto em um mercado desse porte. Os Estados Unidos anunciaram na terça a proibição de importações de petróleo russo.

Empresas ocidentais também têm se retirado do mercado russo, como Starbucks, Coca-Cola e Pepsi. A mais simbólica, no entanto, é o McDonald’s, que anunciou na terça-feira o fechamento de seus quase 850 restaurantes no país. A primeira loja russa da rede, que atraiu enormes filas para a praça Púchkin, em Moscou, quando foi inaugurada em 1990, foi um emblema do fim da Guerra Fria.

Nesta quarta, a União Europeia anunciou novas sanções, agora contra 160 parlamentares e oligarcas russos, além da proibição de exportação de tecnologia marítima para a Rússia e a inclusão de criptoativos na lista de bens congelados.​

O Sul