Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprova plano de carreira do Judiciário

 


Os deputados gaúchos aprovaram, nesta terça-feira (9), por 53 votos favoráveis, o plano de carreira do Judiciário. O projeto havia sido motivo de discórdia em plenário na última sessão, em 26l de outubro, em função de uma emenda apresentada pelo deputado Mateus Wesp (PSDB).

Nesta terça, a proposta voltou ao plenário, porém, com uma nova emenda do deputado tucano, que reduziu o percentual de progressão anual dos servidores para 20%, ao invés do teto de 50%, como na primeira.

Uma das principais mudanças previstas é a possibilidade de promoção sem necessidade de deslocamento dos servidores entre as comarcas. Hoje em dia, o servidor só alcança uma promoção se realizar o deslocamento. O plano também prevê a fixação do curso de Direito como pré-requisito de escolaridade para o cargo de oficial de Justiça.

Em outubro, os servidores do Judiciário defendiam a aprovação da proposta original, sem emendas, mas, na ocasião, os deputados Mateus Wesp (PSDB) e Dr. Thiago Duarte (DEM) já haviam protocolado emendas à proposição. Uma terceira emenda, proposta por Eric Lins (DEM), foi apresentada no dia seguinte àquela sessão e nesta terça uma quarta emenda foi protocolada por Wesp.

Apenas a emenda de Wesp apresentada hoje foi apreciada, sendo aprovada por 36 votos a 16, já que foi aprovado requerimento do parlamentar solicitando a preferência para votação da emenda 4 e do texto do PL, prejudicando as demais emendas.

Eric Lins (DEM) avaliou que o plano de carreira dos servidores judiciários demorou para se concretizar, mas que hoje tudo se desenha para que esse sonho saia do papel. Lembrou que em 2019 houve a possibilidade de se construir essa carreira e que, na última sessão alguns se exaltaram nas galerias e não foi possível dar prosseguimento à votação.

Já Jeferson Fernandes (PT) disse que ficou muito preocupado na última sessão porque a emenda apresentada por Wesp, que iria desconfigurar o projeto. Saudou a disposição ao diálogo do líder do governo, Frederico Antunes (PP), e de Wesp para construir uma nova emenda. Parabenizou ainda os servidores do Judiciário pela mobilização e avaliou que a aprovação do plano de carreira representa o fortalecimento do serviço público.

Luciana Genro (PSOL) parabenizou o Sindijus e os servidores que acompanharam a sessão nas galerias do Plenário 20 de Setembro. Para a parlamentar, a aprovação da proposta é resultado da mobilização da categoria e que isso irá fortalecer a luta de outras categorias do serviço estadual. Saudou ainda o entendimento para que emendas e requerimentos fossem retirados e que fosse apresentada nova emenda com a chancela do TJ, mas disse votaria contra essa emenda por defender a aprovação do projeto original, como querem os servidores.

Mateus Wesp (PSDB) lembrou que foi relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias nos últimos três anos e que a lógica adotada é de um orçamento realista. Explicou que a emenda por ele apresentada hoje é um resultado de um consenso de parlamentares das mais diferentes bancadas e que é primeiro ato de formalização da LDO realista em relação ao Judiciário, já que vincula a concessão de reajustes e auxílios ao que está estabelecido na LDO.

O Sul

Pela 1ª vez em 10 anos, Embraer tem Fluxo de Caixa Livre positivo em um 3º trimestre

 

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Pela 1ª vez em 10 anos, Embraer tem Fluxo de Caixa Livre positivo em um 3º trimestre

AUXÍLIO BRASIL, TETO DE GASTOS E PRECATÓRIOS - 10.11.21

 por Darcy Francisco 


 


Está em debate e votação a PEC 23/21 – a PEC dos Precatórios, sem a qual o Governo Federal terá que despender R$ 54,7 bilhões em 2021 e R$ 89 bilhões em 2022, segundo notícias da imprensa. Precatórios são débitos dos governos, transitados em julgado. No caso em questão referem-se ao Governo Federal e envolvem valores que vem de longe como do antigo Fundef _ fundo para o ensino fundamental, que vigorou entre 1997 e 2006_ num total de R$ 16,6 bilhões, devido aos estados do Amazonas, Bahia, Ceará e Pernambuco.


 


A PEC propõe pagar 40% dessa dívida no primeiro ano, 30% no segundo e no terceiro. Isso não seria uma medida inédita, porque nos estados eles foram parcelados, inicialmente até 2024 e depois até 2029, com aprovação do Congresso Nacional. Mas é uma situação a que nunca deveríamos ter chegado.


 


O trágico é que a alteração citada mais as mudanças no teto de gastos são para permitir o pagamento de R$ 400,00 mensais aos mais pobres. O problema é que eles são 17 milhões de pessoas, num dispêndio de R$ 88,4 bilhões anuais.


 


Ocorre que os gastos primários do Governo Central (sem os juros) passaram se 11% para 20% do PIB entre 1991 e 2019, fora as transferências a estados e municípios. Incluindo o ano de 2020, atípico, passa de 26% do PIB, que deveria ser o limite. O crescimento esperado do PIB para 2022, próximo a 5%, reduzirá em mais de um ponto esse percentual, mas precisa haver  crescimento positivo continuado para que haja uma melhora efetiva.


 


O teto de gastos veio para reduzir um pouco essa expansão, ao limitar a despesa de um ano à variação do IPCA entre junho de dois anos antes a junho do ano anterior. Mas ele deixou fora as transferências aos demais entes e as despesa extraordinárias, como as que ocorreram para enfrentamento do coronavírus, o que não poderia ser diferente.


 


No entanto, se elas forem feitas sem recursos, também aumentam a dívida pública.


Além das várias mudanças nos precatórios, que a exiguidade de um artigo não permite citá-las, ocorrerá também a mudança no prazo de apuração da inflação para efeito do teto de gastos, para janeiro-dezembro do ano anterior.


 


Isso vai retardar mais a melhora da já debilitada situação das contas nacionais, citada. Mas, diante da relevância social da medida, fica difícil o voto contra. A vitória na Câmara, mesmo que apertada, na primeira votação deixa evidente isso.


 


Como em tudo na vida sempre há o lado positivo, que esse fato sirva para uma tomada de consciência de que o governo pode muito menos do que a imensa maioria pensa que pode.


Pontocritico.com

Schwarzkopf BC Peptide Repair Rescue Sealed Ends - Sérum Finalizador - Schwarzkopf Professional

 


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WHATSAPP OU PETROBRÁS SÃO MAIS ESTRATÉGICOS PARA O BRASIL?

 Por Stephen Kanitz


 


Ganhou a ala que queria que o Estado entrasse no setor de produção de petróleo, de forma estatal e monopolista, porque era um setor estratégico.


De fato, em 1946 quase todo nosso petróleo era importado, o que nos deixava dependentes de outros países, daí estratégico.


Por outro lado, a agricultura do Brasil é estratégica para dezenas de países, e trocar comida por petróleo será uma constante no futuro. Portanto, Petrobrás não seria tão estratégico assim.


E não se esqueça de que a Petrobrás tem somente 18 bilhões de barris de reservas, e a queima de fósseis não renováveis está no seu fim político. Por outro lado, descobrimos recentemente que WhatsApp, Facebook e Instagram são mais estratégicos que a Petrobras. Nunca entendi por que nenhuma empresa jornalística tenha investido numa WhatsApp, Facebook e Instagram brasileiros. Muitos não se lembram, mas a primeira rede social foi a Orkut do Google, e nós a destruímos porque logo se tornou uma rede em português. (O Orkut incentivava incluir seus amigos, que para um americano significa no máximo 5 pessoas, e para nós são mais para 100.)


Hoje, devido à falta de capacidade de investimento do Estado, a Petrobrás não é mais exclusivamente nossa. 42%, isso mesmo 42% das ações pertencem a estrangeiros. O governo é sócio minoritário, 32%, mas com direito a voto. Pior, parte da produção de petróleo é exportada. Ou seja, “O Petróleo É Nosso” é um engodo, uma das maiores fake news disseminadas ao povo brasileiro.


Sendo assim nem precisamos privatizar a Petrobrás. Ela já é privada, mas o setor privado não pode indicar administradores profissionais para dirigi-la. Quem indica são políticos ligados ao partido da situação. Basta tornar as ações PNs sem direito a voto, em ações com voto, que nem precisamos privatizá-la. Sem custosos leilões, sem tornar a Petrobrás um monopólio privado. Pensem nisso.



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EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA FILOSÓFICA

 A exposição "O Valor da Unidade em Tempos de Crise", que está em cartaz no Bourbon Shopping São Leopoldo, com exibição gratuita e aberta ao público, traz a percepção de estudantes e voluntários da Nova Acrópole de São Leopoldo, sobre o que existe de belo ao nosso redor e pode eventualmente passar despercebido. As fotografias e respectivas reflexões filosóficas estarão expostas no mall do empreendimento, no período de 6 a 14 de novembro.


 


A proposta de tornar visível o invisível através da fotografia, faz parte das atividades da Semana da Filosofia 2021, este ano em sua décima sexta edição. A Nova Acrópole é uma Organização Internacional que promove uma educação formativa e participativa para o desenvolvimento das capacidades individuais e colaboração com as necessidades coletivas, atuando nas áreas de Filosofia, Cultura e Voluntariado.


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VAMOS FALAR DE PRECATÓRIOS? - Gilberto Simões Pires

 PEC DOS PRECATÓRIOS

Hoje cedo, enquanto os integrantes do Pensar+ trocavam mensagens a respeito da famigerada -PEC DOS PRECATÓRIOS- que resultou aprovada ontem à noite, em  2º turno, na Câmara Federal, o pensador Mateus Bandeira compartilhou dados importantíssimos que extraiu de um esclarecedor artigo produzido pelo mestre em contas públicas, o economista e também pensador Darcy Francisco Carvalho dos Santos, que trata da EVOLUÇÃO DE SENTENÇAS JUDICIAIS E PRECATÓRIOS DA UNIÃO. 


57 VEZES

Os números, como bem expõe o pensador Darcy Francisco dos Santos, são simplesmente horripilantes. A tabela que segue, como pode ser observada, mostra a evolução da despesa com precatórios entre 2005 e 2020 acrescida das previsões (feitas pelo autor) para os exercícios de 2021 e 2022. Vejam que neste período (2005 a 2022) os VALORES DOS PRECATÓRIOS foram multiplicados por 57,5 vezes. Pode? Mais: em relação ao PIB, eles passaram de 0,03%, alcançando o máximo em 0,31% em 2020. E, se tiverem que ser pagos integralmente em 2022, passam a 1,17% do PIB. Que tal?


TABELA



FUNDEF

Mais ainda: neste saldo atual dos PRECATÓRIOS, como bem lembra o pensador Paulo Moura, estão contidos débitos do antigo FUNDEF (Fundo para o Ensino Fundamental, antecessor do Fundeb, que vigorou entre 1997 e 2006), num total de R$ 16,6 bilhões, devido aos estados do Amazonas, Bahia, Ceará e Pernambuco. Coisa, portanto, de 15 ou 20 anos atrás.


METEORO

Gostem ou não, se revoltem ou fiquem apenas dominados pela pasmaceira, o fato é que a poderosíssima, celestial e incontestável SUPREMA CORTE, assim de repente, depois de tantos anos sentado em cima do METEORO, simplesmente mandou o atual governo PAGAR os PRECATÓRIOS. Mais: fez isto neste grave e delicado momento para desestabilizar o governo, sabendo que o ORÇAMENTO -DEFICITÁRIO- DA UNIÃO não oferece a menor possibilidade de atender o que foi decidido. De novo: por mais legítima que seja a decisão, o fato é que o METEORO, independente da aprovação da PEC, cria um grave problema FISCAL, com reflexos terríveis para a economia e para o social. Como só resta administrar a encrenca, pois o STF já decidiu, a simples aprovação da PEC representa um sopro de ar para manter funcionando os deteriorados pulmões do nosso empobrecido Brasil. 


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Jogo de Panela Alumínio Sophia 5 peças/Preto Craqueado - Tenesin Oficial

 


Jogo de Panela de ótima qualidade com design inovador. Possibilita um cozimento rápido e uniforme permitindo economia e durabilidade maior do seu gás.


As tampas são da mesma cor da panela garantindo uniformidade no seu conjunto.


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Panela n°22 tem capacidade de 3,2 L - 10 cm de Altura - 22 cm Diâmetro;


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Por 323 votos a 172, a Câmara dos Deputados aprova em segundo turno o texto-base da PEC dos Precatórios

 


Por 323 votos a 172 e uma abstenção, a Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (9), em segundo turno, o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios.

Com uma quantidade maior de deputados na sessão (496 contra 456 no primeiro turno), a votação do segundo turno teve um placar mais folgado para o governo em comparação com a aprovação do texto-base em primeiro turno, na última quinta-feira (4). Na ocasião, a proposta recebeu apenas quatro votos a mais do que os 308 necessários para aprovação de propostas de emenda à Constituição.

A PEC é a principal aposta do governo para viabilizar o programa social Auxílio Brasil – anunciado pelo governo para suceder o Bolsa Família.

Em linhas gerais, a proposta adia o pagamento de precatórios (dívidas do governo já reconhecidas pela Justiça) e altera o cálculo do teto de gastos. As duas mudanças abrem um espaço orçamentário de cerca de R$ 90 bilhões para o governo gastar em 2022, ano eleitoral – o que é visto como especialistas como uma forma de “contornar” o teto de gastos.

Os parlamentares ainda precisam votar os chamados destaques (sugestões pontuais de alteração no texto principal). Em seguida, a proposta seguirá para o Senado.

Por se tratar de uma alteração na Constituição, são necessários 308 votos para aprovar a matéria – ou seja, três quintos dos parlamentares precisam dizer “sim” ao texto.

Votação do primeiro turno

Na votação do primeiro turno, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), realizou duas manobras para garantir a aprovação do texto – permitiu que deputados em missão oficial votassem à distância e realizou uma mudança no relatório em plenário, sem que as alterações tivessem passado pela comissão especial da PEC.

Antes de entrarem na votação do segundo turno, os deputados analisaram nesta terça oito destaques do primeiro turno, destes, sete foram rejeitados.

Os parlamentares aprovaram apenas a derrubada de um dispositivo que permitiria o descumprimento da “regra de ouro” por meio de autorização na Lei Orçamentaria Anual (LOA).

Entenda o que é a regra de ouro

A “regra de ouro” está prevista na Constituição e tem o objetivo de evitar o descontrole das contas públicas. Ela prevê que o governo não pode contrair dívida para pagar despesas correntes, como salários de servidores e benefícios previdenciários, além de outros gastos da máquina pública.

Atualmente, o governo precisa de uma autorização do Congresso para descumprir a “regra de ouro”. O dispositivo rejeitado nesta terça pela Câmara liberava o Executivo do cumprimento da regra por meio de autorização na Lei Orçamentaria Anual (LOA), o que facilitava o processo.

O dispositivo era considerado um “jabuti” por especialistas – isto é, matéria estranha ao texto principal.

Proposta

A estimativa do governo é que a PEC abra um espaço no Orçamento de 2022 de R$ 91,6 bilhões, sendo: R$ 44,6 bilhões decorrentes do limite a ser estipulado para o pagamento das dívidas judiciais do governo federal (precatórios); R$ 47 bilhões gerados pela mudança no fator de correção do teto de gastos, incluída na mesma PEC.

Segundo o Ministério da Economia, o dinheiro será usado para: Auxílio Brasil, que deve tomar cerca de R$ 50 bilhões dessa folga orçamentária; ajuste dos benefícios vinculados ao salário-mínimo; elevação de outras despesas obrigatórias; despesas de vacinação contra a Covid; vinculações do teto aos demais poderes e subtetos.

Na avaliação de técnicos do Congresso e de deputados da oposição, o espaço aberto pela PEC também poderia encorpar recursos para parlamentares no próximo ano, como o pagamento de emendas de relator, criticadas pela falta de transparência e de paridade entre os congressistas, e para o fundo eleitoral.

Até agora, porém, esses recursos estão suspensos por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que formou maioria nesta terça para interromper o chamado “orçamento secreto” no Congresso.

A divisão exata do espaço liberado pela proposta no teto de gastos só será definida na votação do Orçamento de 2022.

Teto de gastos

O relatório do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) na PEC altera a regra de correção do teto de gastos, regra pela qual, de um ano para outro, as despesas do governo não podem aumentar mais que a variação da inflação no período.

Atualmente, a fórmula para corrigir o teto de gastos considera a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurado entre julho de um ano e junho do ano seguinte.

A escolha desse período se justifica porque é o dado disponível nos meses de agosto, quando o governo precisa enviar ao Congresso o projeto de Orçamento do ano seguinte.

Com a mudança proposta pela PEC, o IPCA passa a ser o índice acumulado entre janeiro e dezembro.

A regra proposta, segundo os técnicos do Congresso, é “totalmente casuística”– ou seja, foi pensada apenas para permitir gastos extras no próximo ano.

De 2023 em diante, não há qualquer garantia de que o cálculo de janeiro a dezembro seja mais vantajoso que o modelo atual. Ou seja, a mudança no período de apuração pode provocar um aperto nos orçamentos federais dos anos seguintes.

Essa mudança no cálculo também afeta o pagamento dos precatórios, já que a PEC limita a alta dessas despesas pelo mesmo índice. Pelo texto, o limite proposto é o montante pago em precatórios em 2016, ano da aprovação do teto de gastos, corrigido pela inflação.

O Sul


Consumidor deve receber compensação por encerramento repentino de atividades contratadas



Supremo Tribunal Federal forma maioria para suspender “orçamento secreto” do Congresso

 A maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta terça-feira (9) manter a decisão individual da ministra Rosa Weber que determinou a suspensão da execução dos recursos das chamadas “emendas do relator”, conhecidas como “orçamento secreto”, relativas ao Orçamento da União deste ano. Além disso, no prazo de 30 dias, o Congresso Nacional e o Executivo deverão dar ampla publicidade aos documentos que embasaram a distribuição dessas emendas nos exercícios de 2020 e de 2021.

Até as 22h48min desta terça, além de Rosa Weber, relatora da ação, seguiram o entendimento a ministra Cármen Lúcia e os ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes.

Já o ministro Gilmar Mendes votou e divergiu, parcialmente, da posição da relatora. Mendes discordou da suspensão da execução das emendas por entender que os recursos seriam essenciais para projetos e ações de atendimento à população.

“O congelamento das fases de execução dessas despesas se afigura dramático principalmente em setores essenciais à população, como saúde e educação. São recursos destinados à construção de hospitais, à ampliação de postos de antedimento ou a quaisquer outras finalidades de despesa primária que podem ser destinados a todas as unidades federativas nacionais e que terão sua execução simplesmente paralisada até o julgamento de mérito desta” ação, diz o voto de Mendes. Ainda faltavam os votos dos ministros Nunes Marques, Dias Toffoli e do presidente Luiz Fux.

A liminar foi submetida a referendo do Plenário em sessão virtual extraordinária com início à 0h desta terça-feira (9) e término às 23h59min desta quarta (10). A sessão foi marcada pelo presidente do STF, ministro Luiz Fux, a pedido da relatora.

Na decisão que suspendeu esse tipo de emenda, Rosa Weber entendeu que não há critérios objetivos e transparentes para a destinação dos recursos. A ministra considerou que há ausência de instrumentos de prestação de contas sobre as emendas do relator-geral, que, ao contrário das emendas individuais, são distribuídas a partir de critérios políticos, em geral, somente para parlamentares que apoiam o governo.

Na segunda-feira (8), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), apresentou um recurso formal ao STF para derrubar a decisão da ministra. O presidente argumentou que o Judiciário não pode indicar que o Legislativo adote determinado procedimento na lei orçamentária. Além disso, a questão trata de matéria interna do Congresso e não cabe interferência de outro poder.

De acordo com Lira, a suspensão das emendas do relator pode provocar a suspensão de serviços públicos. O Senado se manifestou na ação e também defendeu a revogação da suspensão.

“O efeito da suspensão sistemática de todas as programações marcadas com o identificador RP 9, incluídas por emendas de relator, será o de impedir a continuidade de inúmeras obras e serviços em andamento, na maioria das vezes objeto de convênios com outros entes da federação, o que traria grande prejuízo às políticas públicas em execução e que foram regulamente acordadas no âmbito do Congresso Nacional com o Executivo, além de outras consequências jurídicas e administrativas”, afirmou Lira. As informações são da Agência Brasil e do STF.


O Sul


DF é condenado a indenizar paciente que esperou mais de um mês por cirurgia de urgência