Ministério da Saúde fará busca ativa e bloqueio para evitar transmissão de cepa indiana

 Tripulante de navio que chegava ao Maranhão foi diagnosticado com cepa, que é considerada de preocupação pela OMS



O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou na noite deste sábado que a pasta irá realizar uma busca ativa e prepara um bloqueio para conter a transmissão da variante indiana do coronavírus. Na quinta-feira, um tripulante de um navio que chegava ao Maranhão foi diagnosticado com Covid-19 e, no exame genômico, foi constatado que ele estava infectado com a cepa B.1.617, considerada de preocupação pela Organização Mundial de Saúde. 

“O Ministério da Saúde vai encaminhar amanhã 600 mil testes rápidos no Maranhão para se fazer um bloqueio de passageiros nos aeroportos e nas fronteiras do estado”, explicou Queiroga. “Qualquer passageiro que tiver resultado passageiro fará PCR com a pesquisa genômica no intuito para verificarmos a variante indiana.”

Os testes serão aplicados em rodoviárias e aeroportos. O ministro contou também que esteve reunido com secretários de Saúde de Maranhã, Rio, São Paulo e Guarulhos para discutir as medidas de aplicação do procedimento. “Nosso receio é que esse tipo de variante passe a ter uma transmissão comunitária.”

De acordo com Queiroga, o tripulante com a cepa indiana está internado em um hospital de São Luís. Ele apresentou uma piora e está intubado na UTI. Após o resultado do teste genômico, o ministro afirmou que os profissionais que prestaram assistência a ele estão sendo monitorados. “Os contactantes estão sendo monitorados diutirnamente. Três vezes ao dia eles estão tendo a temperatura medida”, detalhou o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros.

Segundo Medeiros, o grupo de profissionais fez um teste PCR ontem e mais um está previsto para este domingo. “Se eventualmente, alguém positivar para Covid, este paciente será colocado em quarentena e seus contactantes serão contatados, rastreados e testados”, completou.

Correio do Povo


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Biden promete ajudar a "reconstruir Gaza" e apoia solução de dois Estados

 Presidente sustentou argumento como "única resposta" para conflito



O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu ajudar a organizar os esforços para "reconstruir Gaza" e disse que a criação de um Estado palestino ao lado de Israel é a "única resposta" para o conflito.

"Precisamos de uma solução de dois Estados. É a única resposta", declarou o presidente americano durante entrevista coletiva na Casa Branca por ocasião da visita do presidente sul-coreano, Moon Jae-In.

Biden também pediu a Israel que ponha fim às "lutas entre comunidades" em Jerusalém, que estiveram na origem dos confrontos dos últimos dias.

"Não há mudança em meu compromisso com a segurança de Israel, ponto final, nenhuma mudança", enfatizou o presidente americano, no entanto, acrescentando que "não haverá paz" até que a região "inequivocamente" reconheça a existência de Israel.

"Mas eu digo a vocês que há uma mudança. A mudança é que ainda precisamos de uma solução de dois Estados. É a única resposta, a única resposta", insistiu o presidente dos Estados Unidos.

A ideia de uma solução de dois Estados, com um Estado palestino soberano ao lado de Israel e Jerusalém como capital compartilhada, tem sido a pedra angular de décadas de diplomacia internacional com o objetivo de encerrar o violento conflito na região.

Mas a política americana sob o governo de Donald Trump foi criticada por ser abertamente pró-Israel e ignorar os palestinos.

Um plano de paz no Oriente Médio elaborado pelo conselheiro e genro de Trump, Jared Kushner, foi anunciado como uma solução de dois Estados. O plano, porém, previa um Estado palestino com soberania limitada e cuja segurança estava nas mãos de Israel.

A proposta foi categoricamente rejeitada pelos líderes palestinos.

AFP e Correio do Povo


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Calma volta a Gaza e Israel com cessar-fogo, apesar de choques em Jerusalém

 Novos confrontos explodiram entre fiéis palestinos e agentes israelenses na Esplanada das Mesquitas


Sem aviões de combates, ou alertas de foguetes. A calma retornou nesta sexta-feira (21) à Faixa de Gaza e a Israel com a entrada em vigor de um cessar-fogo, apesar dos novos confrontos entre palestinos e policiais israelenses em Jerusalém. Os conflitos explodiram entre fiéis palestinos e agentes israelenses na Esplanada das Mesquitas, terceiro local mais sagrado do islã, em Jerusalém Oriental, o setor palestino da Cidade Sagrada ocupado por Israel.

Confrontos similares registrados há 11 dias foram o estopim da escalada de violência entre o Exército israelense e o movimento islamita Hamas, que provocou as mortes de 243 palestinos, incluindo 66 menores de idade e combatentes, segundo as autoridades Gaza. Em Israel, a polícia informa que 12 pessoas morreram, incluindo uma criança, uma adolescente e um soldado.

"Cumprimos os objetivos, é um êxito excepcional", afirmou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ao comentar a ofensiva militar contra o território de Gaza, governado pelo Hamas desde 2007 e onde vivem quase dois milhões de pessoas.

A trégua, que entrou em vigor nesta sexta-feira às 2h (20h de quinta-feira em Brasília), foi alcançada principalmente pela mediação de Estados Unidos e Egito. "Desde as 2h não se detectou nenhum lançamento de foguete, e os aviões (das Forças Armadas) voltaram para suas bases", anunciou o Exército israelense.

Após o anúncio da trégua, milhares de palestinos saíram às ruas de Gaza para festejar o fim dos bombardeios israelenses. Manifestações de júbilo também foram observadas em cidades da Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, ocupados. "É a euforia da vitória", disse Khalil al-Haja, número dois do gabinete político do Hamas na Faixa de Gaza, um enclave submetido a bloqueio israelense há quase 15 anos.

Aproveitando o fim dos bombardeios, os moradores de Gaza começaram a inspecionar os danos em suas casas, muitas delas destruídas pelos ataques aéreos de Israel. Ao menos cinco cadáveres e dez sobreviventes foram encontrados em um dos túneis do território, alvos dos bombardeios de Israel, relatam as equipes de resgate, que prosseguem com os trabalhos.

Solução política 

O presidente americano, Joe Biden, agradeceu ao Egito pelo papel desempenhado no cessar-fogo, que chamou de "oportunidade genuína para avançar" rumo à paz entre israelenses e palestinos. O Egito enviará duas delegações a Tel Aviv e aos Territórios Palestinos para "supervisionar a aplicação do cessar-fogo", informaram fontes diplomáticas do Cairo.

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, visitará o Oriente Médio nos próximos dias para reuniões com autoridades palestinas e israelenses. O cessar-fogo foi anunciado após uma reunião do gabinete de segurança israelense, comandada pelo primeiro-ministro, que "aceitou por unanimidade" a iniciativa egípcia "de um cessar-fogo bilateral sem condições".

Considerado um movimento "terrorista" por Israel, União Europeia (UE) e Estados Unidos, o Hamas afirmou que "a resistência palestina respeitará o acordo desde que a ocupação (uma referência a Israel) o respeite".

"Causas profundas"

O governo da Alemanha elogiou o cessar-fogo, mas considerou que é necessário "abordar as causas profundas" do conflito no Oriente Médio. UE, Rússia, China e França também destacaram a urgência de se retomar o processo de paz entre Israel e Autoridade Palestina. O papa Francisco celebrou a trégua e convidou toda Igreja Católica a rezar pela paz

Suspensas desde 2014, as negociações de paz esbarram em vários pontos, como o "status" de Jerusalém Oriental e a colonização israelense dos Territórios Palestinos. Além disso, a possível solução de dois Estados, um palestino e um israelense, perdeu força nos últimos anos.

O Hamas iniciou as hostilidades em 10 de maio com o lançamento de foguetes contra Israel em "solidariedade" às centenas de palestinos feridos em confrontos com a polícia israelense na Esplanada das Mesquitas. Os distúrbios começaram após os protestos contra a possível expulsão de várias famílias palestinas, em benefício de colonos israelenses, de um bairro da Cidade Sagrada.

Depois dos lançamentos de foguetes, Israel iniciou uma operação para "reduzir" as capacidades militares do Hamas. O Exército anunciou que matou "25 dirigentes do Hamas" nos bombardeios e que destruiu mais de 100 quilômetros de túneis e dezenas de edifícios. Segundo as Forças Armadas, estas infraestruturas eram usadas pelo grupo para "atividades terroristas".

De acordo com os militares do Estado hebreu, Hamas e Jihad Islâmica lançaram mais de 4.300 foguetes contra Israel. Mais de 90% deles foram interceptados pelo sistema antimísseis israelense. Apesar da trégua, a situação é preocupante na Cisjordânia, onde os confrontos entre palestinos e as forças de segurança deixaram mais de 25 mortos em 11 dias.


AFP e Correio do Povo


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Comissão quer radiografia da crise das finanças do RS

 Plano de ação foi dividido em duas etapas. Primeiro, serão ouvidos especialistas e, segundo, será discutida a estrutura das contas públicas



A Comissão Especial, instalada na Assembleia, sobre a crise das finanças e reforma tributária quer fazer uma radiografia das contas públicas no Rio Grande do Sul. Pelo plano de trabalho, aprovado nesta sexta-feira, no colegiado, será organizado um painel com especialistas sobre questão tributária e, logo em seguida, serão realizadas intervenções semanais com a análise de ex-governadores do Rio Grande do Sul. Outro bloco abordará a estrutura das finanças do Estado a partir de radiografia da situação atual das contas públicas, completando a primeira etapa de discussões com painel sobre a reforma tributária nacional. 

Ao longo da próxima semana, os deputados definirão os nomes de economistas e especialistas que serão convidados para esta primeira etapa de trabalho. 
O presidente da Comissão Especial, deputado Luiz Fernando Mainardi (PT), explicou que o objetivo é contribuir “para a saída da crise”, buscando a origem da situação. Outro elemento relacionado às finanças gaúchas está vinculado à política tributária nacional, observou Mainardi.

Ao final de quatro meses de funcionamento, a comissão espera produzir um relatório que capacite até mesmo futuros candidatos ao Palácio Piratini, orientando sobre a realidade das contas públicas e também sobre a relação tributária nacional, cenário em que se impõe o debate do pacto federativo. 

O deputado Frederico Antunes (PP) citou o trabalho da comissão que está debatendo a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal, que ouviu essa semana o subsecretário do Tesouro Estadual, Bruno Jatene. “É fundamental sabermos de que forma está constituído o déficit fiscal do Estado, desde quando começou e quais são as partes que o formam”, afirmou. Segundo ele, seria interessante partir desse diagnóstico. “O assunto é complexo”, ressaltou. 

Nos debates, os deputados Fábio Ostermann (Novo), Elton Weber (PSB), Pepe Vargas (PT), Clair Kuhn (MDB) e Eduardo Loureiro (PDT) se manifestaram, fazendo apontamentos. Todos contribuíram com sugestões para o plano, apontando segmentos que devem ser ouvidos, como as entidades municipalistas e setores liberais, ou setores estratégicos da economia gaúcha, como a agricultura familiar. 

Correio do Povo


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STF forma maioria para manter provas do concurso da PF no domingo

 Sessão foi travada, nesta sexta-feira, em uma sessão extraordinária e inédita no plenário virtual


O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira, 21, para manter as provas do concurso para provimento de cargos na Polícia Federal, aguardado desde março, no domingo. O placar do julgamento está em 6 a 1.

O posicionamento isolado, por hora, é o do relator, Edson Fachin, que se manifestou pela suspensão do concurso por considerar que a União não pode impor a realização do exame sem considerar os decretos de governadores e prefeitos que determinaram medidas restritivas na pandemia. O entendimento dos demais ministros é o de que as atividades da PF são consideradas essenciais e que o edital de realização do concurso estabelece protocolos de segurança.

A discussão está sendo travada em uma sessão extraordinária no plenário virtual convocada pelo presidente do STF, ministro Luiz Fux. Ao contrário dos julgamentos tradicionais, que costumam ficar abertos durante uma semana na plataforma, a análise deverá ser encerrada ainda nesta sexta. É a primeira vez que um julgamento no plenário virtual vai durar apenas um dia.

Os ministros analisam a reclamação de uma das candidatas do concurso, que argumenta que a prova deveria ser novamente adiada em razão do risco de contaminação pelo coronavírus. Ela afirma ainda que a manutenção do exame, apesar das medidas restritivas estabelecidas por Estados e municípios, viola o entendimento estabelecido pelo próprio tribunal ao dar autonomia para governantes locais decidirem sobre políticas de isolamento social na crise sanitária.

Em nota conjunta com o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), responsável pela organização da prova, a Polícia Federal chegou a informar, na quinta-feira, 20, que o concurso está mantido em todo o território nacional. De acordo com a corporação, a decisão foi fundamentada por um parecer chancelado pelo ministro da Justiça, Anderson Torres.

Fachin aponta "inevitável" concentração de pessoas

Em seu voto, Fachin citou decisões da corte sobre a legitimidade de medidas restritivas decretadas por municípios e Estados no âmbito da pandemia da Covid-19. "Havendo este Supremo Tribunal Federal reconhecido a legitimidade dessas medidas restritivas, desde que amparadas em evidências científicas, não pode a União, sem infirmar ou contrastar essas mesmas evidências, impor a realização das provas e a ofensa aos decretos locais, havendo razões e recomendações das autoridades sanitárias que amparam as restrições locais", ponderou.

Sobre o concurso da PF, o ministro apontou que a realização de provas implicará o deslocamento e a concentração de concursandos em municípios ou Estados que estão adotando restrições em atenção às evidências científicas sanitárias, sob o risco de colapso dos seus sistemas - Fortaleza, João Pessoa, Curitiba, Pernambuco e São Luís.

"Não se trata de interferência indevida nas competências da União para a realização de seus concursos, mas de sua conformação na repartição cooperativa de competências da federação, havendo este Supremo Tribunal Federal assentado a competência dos Estados e também dos municípios para adotar as medidas sanitárias necessárias à contenção da pandemia, as quais seriam, sim, violadas pela realização das provas e inevitável concentração de pessoas", registrou o ministro.

Segundo Fachin, o fato de o edital de abertura do concurso datar de 15 de janeiro sugere que a necessidade de preenchimento das vagas é recente, mas o "perigo de dano" no caso é flagrante, tendo em vista que a prova está agendada para domingo.

Alexandre, Toffoli, Marco Aurélio e Nunes Marques dizem que PF é serviço essencial

A divergência foi aberta pelo ministro Alexandre de Moraes. Ele apontou que o entendimento do tribunal sobre a legitimidade de Estados e municípios adotarem medidas sanitárias para combater a Covid-19 não autoriza "a indevida interferência dos Entes Federativos nas competências da União", no caso, a "presunção de necessidade de realização neste momento do concurso público para preenchimento de cargos da Polícia Federal, à fim de manter o quadro mínimo necessário de servidores vinculados a serviço público essencial".

"A particularidade caracterizada pela necessidade de realização do certame na área territorial de alguns municípios não autoriza a conclusão de que a realização de tal ato próprio da União condicione-se à autorização ou condição prévia impostas pelos Estados ou Municípios, pena de condicionar-se o exercício de competência própria do ente federal aos entes locais", registrou Alexandre.

Na mesma linha, Toffoli frisou que a PF é "órgão imprescindível ao desenvolvimento do dever do Estado em garantir a segurança pública em território nacional". Segundo o ministro, apesar de a realização das provas revelar potencial conflito decorrente da sobreposição de competências dos entes da federação, o ato do governo federal não constitui interferência na autonomia de estados e municípios.

"De outro lado, a imposição de regramentos estaduais e municipais como óbice na execução de etapa necessária do certame federal, a meu ver, constitui indevida interferência na autonomia da União na organização e manutenção da polícia federal como órgão permanente, na medida em que impede a concretização da contratação de servidores públicos relacionados a atividades essenciais do Estado", ponderou.

O decano do STF, Marco Aurélio Mello, também afirmou que "o papel essencial e permanente das forças de segurança revela-se ainda mais necessário" durante a pandemia, mas destacou que cabe aos organizadores do concurso a adoção de providências emergenciais "visando garantir a saúde e integridade dos envolvidos, tais como o uso da máscara, a medição da temperatura, a distribuição de álcool em gel e o adequado distanciamento entre os participantes".


Agência Estado e Correio do Povo

Melo celebra reabertura parcial, mas avisa que Porto Alegre terá "teste de fogo" no final de semana

 Prefeito reiterou a necessidade de fiscalização das regras sanitárias e convocou reunião do comitê regional para segunda



O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, comemorou a reabertura parcial da cidade a partir de um decreto publicado durante a semana, em meio a um cenário que ele considera de estabilidade da situação epidemiológica da Covid-19. Em entrevista à Rádio Guaíba, porém, ele disse que a fiscalização será fundamental nos próximos dias. Na avaliação do gestor, a Capital passará por um "teste de fogo" neste final de semana para ver o cumprimento das regras estabelecidas para as flexibilizações. 

"O maior fiscal tem que ser quem opera na cidade. Se um comerciante permitir que o vizinho descumpra, vai estragar o setor dele. A prefeitura tem que fiscalizar, mas que prefeitura no mundo tem funcionários para todas as portas? A fiscalização tem que vir da consciência. Agimos nos locais de foco: tem aglomeração, pegamos pesado. Tem festa clandestina? Pegamos pesado", comentou. 

Entretanto, o gestor municipal apontou que o sinal de alerta sobre a pandemia está ligado. "A cidade voltou a funcionar gradativamente, vivemos uma curva descendente de internações e testagens positivas, mas a situação tem que ser observada a cada dia, a cada hora. Nossas cidades e regiões vizinhas estão aumentando a contaminação, então chamamos uma reunião com o nosso comitê regional para a segunda-feira", explicou.

Conforme painel da Secretaria Municipal da Saúde, a cidade tem desde 8 de maio menos de 400 internados em leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) adulto por Covid-19. Ontem eram 358. Há um mês, em 20 de abril, eram 595  – o ápice foi atingido em 25 de março, quando havia 870 pessoas em tal condição. Já o número de novos casos confirmados está abaixo de 350 desde 27 de abril.

Sobre o decreto editado na quarta-feira que modificou as regras de funcionamento das atividades, Melo disse que ele nasceu a partir de conversas com diferentes setores a partir da mudança do sistema de monitoramento no Rio Grande do Sul – o modelo 3As. "Isso nos deu mais governança. Acredito que isso seja o mais correto, pois fomos eleitos na própria pandemia e estamos mais próximos das cidades", ponderou. No entanto, ele disse que os novos protocolos da cidade não agradaram "as duas pontas". "Tinha uma parcela que queria que abrisse tudo e a outra desejava que fechasse tudo. Fizemos um meio termo onde os bares não poderão ter lotação 100%. Acontece que cidade voltou a trabalhar mais normalmente", completou.

Vacinação

De acordo com o painel de monitoramento da vacinação de Porto Alegre, atualizado diariamente pela prefeitura, 486.271 pessoas receberam a primeira dose contra a Covid-19, o que corresponde a 44,06% da população vacinável. Já aqueles que tiveram a injeção de reforço somam 265.684 (24,07%). Nesta sexta, a Secretaria Municipal da Saúde adicionou pessoas com deficiência permanente com 59 anos ou mais no público prioritário para a vacina contra Covid-19 – o grupo se soma às pessoas com comorbidades a partir de 18 anos.

Conforme Melo, ainda há um estoque pequeno de primeira dose e cerca de 40 mil de segunda. "Só ontem, vacinamos 11 mil pessoas com a segunda dose", comemorou, explicando o sucesso da campanha na Capital. "O SUS tem dois níveis de gestão. No caso de Porto Alegre, desde 1997, já há 24 anos, temos a gestão plena. Se compararmos várias áreas do SUS, temos uma belíssima tradição de vacinação. Ao longo da história, somos muito preparados. E nesse caso temos tido uma parceria com farmácias, hospitais, universidades, exército, há uma comunhão de esforços para que as coisas deem certo".

Ele reconheceu problemas no início do processo. "Houve erros no passado, tanto do município, estado e federal, mas somos todos alunos nessa matéria. Vamos segurar a segunda dose porque erramos uma vez e não vamos fazer de novo. Fomos induzidos ao erro lá atrás, mas podem (autoridades federais) recomendar que não vamos seguir. Imagine o seguinte, o Ministério da Saúde faz orientação, divulga em rede nacional e tu seguras a vacina, as pessoas vão pra porta da prefeitura reclamar", disse.

No entanto, apontou que a falta de vacinas é uma questão mundial. "Parece que sobra vacina lá fora e falta aqui, mas falta no mundo. Todos os países queriam estar 100% vacinados, mas não estão. O Brasil não é um dos piores hoje", concluiu. O País vacinou 8.48% da população geral com as duas doses, considerado por médicos e cientistas o único regime válido para os fármacos em uso no território nacional.

Correio do Povo

Senador quer reconvocação de Eduardo Pazuello na CPI da Covid

 Ex-ministro da Saúde depôs no colegiado na quarta e quinta-feira, dias 19 e 20. Requerimento é de autoria de Alessandro Vieira



O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) protocolou, nessa sexta-feira, requerimento à CPI da Covid em que requer a reconvocação do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Um dos principais alvos da CPI, o general da ativa do Exército Brasileiro depôs no colegiado na última quarta-feira e quinta-feira.

No entanto, o "depoimento prestado foi permeado por diversas contradições verificadas no cotejo com documentos e informações disponibilizados à CPI e publicamente divulgados”, de acordo com o senador. Vieira quer “esclarecer as dubiedades do depoimento de Pazuello” e, para isso, “faz-se necessária uma nova convocação do ex-ministro à CPI”.

Reuniões

O senador também protocolou requerimento que solicita à Presidência da República informações sobre as reuniões citadas por Pazuello em depoimento à CPI. O pedido de Vieira é de atas e listas de presenças de reuniões do governo no período citado pelo ex-ministro.

R7 e Correio do Povo


Ministro dá habeas corpus parcial a secretária Mayra Pinheiro na CPI da Covid-19

Desastre: Renan Calheiros apanhou mais do que “mala velha” no depoimento de Pazzuelo