Temperatura alta e abafamento marcam início de agosto no Rio Grande do Sul

Mês deve registrar marcas acima dos padrões normais

Temperatura alta e abafamento marcam início de agosto no Rio Grande do Sul  | Foto: Alina Souza

Temperatura alta e abafamento marcam início de agosto no Rio Grande do Sul | Foto: Alina Souza

Após o julho mais seco em quase 70 anos em algumas cidades e de temperatura muito acima da média histórica, agosto começa nesta terça-feira no Rio Grande do Sul com perspectiva de ser mais um mês de marcas acima dos padrões normais. No primeiro dia, a temperatura vai estar alta com calor e abafamento na Metade Norte.

O sol aparece com nuvens na maioria das regiões, mas ocorrem períodos de maior nebulosidade, sobretudo no Sul e no Oeste. No Sul e fronteira com o Uruguai pode ter instabilidade fraca. Ar seco mantém a qualidade do ar apenas regular em alguns locais da Grande Porto Alegre.

Em Porto Alegre, o dia começará com temperatura em torno de 14ºC e a máxima pode chegar a 28ºC. No Litoral Norte, em Torres, os termômetros devem marcar mínima de 15ºC, enquanto a maior marca ficará nos 23ºC. Na mesma região, em Capão da Canoa, a menor temperatura ficará em 16ºC para no período da tarde chegar aos 22ºC.

Em Santa Rosa, no Noroeste do Estado, as temperaturas oscilarão entre 15ºC e 29ºC. Em Caxias do Sul, na Serra gaúcha, os termômetros devem marcar entre 13ºC e 24ºC. Santa Maria começará o dia com 14ºC e a máxima pode atingir 27ºC. Na Fronteira Oeste, Santana do Livramento terá 14ºC pela manhã e 22ºC no período da tarde.


Correio do Povo

Lava Jato pede que Lula devolva R$ 87 milhões à Petrobras

Juiz Sérgio Moro ordenou devolução de R$ 16 milhões

Lava Jato pede que Lula devolva R$ 87 milhões à Petrobras | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / CP Memória

Lava Jato pede que Lula devolva R$ 87 milhões à Petrobras | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / CP Memória

Ao recorrer por uma pena mais pesada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso triplex -, a força-tarefa da Operação Lava Jato pretende, ainda, que o petista seja obrigado a devolver R$ 87,6 milhões aos cofres públicos, e não R$ 16 milhões, como fixou o juiz Sérgio Moro, na sentença imposta ao petista.

O valor estipulado por Moro levava em consideração o suposto caixa de propinas que a OAS teria mantido em benefício de Lula e o montante pleiteado pelos procuradores é correspondente ao prejuízo causado por desvios na Petrobras em contratos com a empreiteira.

O Ministério Público Federal entrou com apelação ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região para aumentar a pena de Lula relativa à suposta aquisição do Triplex, junto a OAS, e as supostas reformas, que oneraram ao petista a condenação por um crime de lavagem de dinheiro e um crime de corrupção passiva. Os procuradores da República também querem que Lula e o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, sejam condenados pelo branqueamento de capitais no valor de R$ 1,3 milhão pelo armazenamento de bens do ex-presidente custeado pela OAS em contrato com a Granero.

O juiz federal Sérgio Moro já bloqueou R$ 660 mil em contas correntes de Lula e R$ 9 milhões de fundos em nome dele na BrasilPrev, do Banco do Brasil. O confisco de valores relacionados ao ex-presidente leva em consideração o valor de R$ 2,2 milhões referente ao triplex no Guarujá e as respectivas reformas bancadas pela empreiteira OAS. "Como já decretado o sequestro e o confisco do apartamento, o valor correspondente deve ser descontado dos dezesseis milhões, restando R$ 13.747.528,00. Cabe, portanto, a constrição de bens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o montante de R$ 13.747.528,00.", afirmou Moro, em sentença.

O Ministério Público Federal sustenta, no entanto, que dos contratos da Petrobras relacionados às obras das Refinaria Getúlio Vargas, no Paraná, e Abreu e Lima, em Pernambuco, com a empreiteira OAS, nos quais "se comprovou a prática de corrupção" envolvendo os ex-executivos Renato Duque e Pedro Barusco, 3% foram destinados ao pagamento de propinas, com prejuízo de R$ 87,6 milhões.

"Observado que a propina foi paga com recursos oriundos dos contratos e aditivos obtidos de forma fraudulenta junto à Petrobras, não há como fixar valor menor que o minimamente correspondente à peita para indenizá-la. Assim, imperiosa a condenação de Lula também no montante de R$ 87.624.971,26, a título de dano mínimo", argumenta o MPF. Os procuradores da República consideram que o petista tinha responsabilidade sobre as indicações e os "atos delituosos" de Duque e Barusco enquanto estavam na estatal.

"Já no que respeita a Léo Pinheiro e Agenor Medeiros, deve o dano mínimo ser arbitrado em R$ 58.401,010,26 (vantagens pagas a agentes públicos e políticos ligados à Diretoria de Serviços), tendo em vista que o

pagamento das vantagens indevidas à Diretoria de Abastecimento da Petrobras em razão da contratação dos Consórcios CONPAR e RNEST-CONEST foi anteriormente julgado pelo Juízo da 13.ª Vara Federal de Curitiba em sede da ação penal nº 5083376-05.2014.4.04.7000, oportunidade em que condenados ao pagamento de indenização aos danos causados por referida conduta delituosa à Petrobras, no valor de R$ 29.223.961,00", pediu a força-tarefa.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

DEFESA DE DITADURA VENEZUELANA MOSTRA QUE EXTREMA-ESQUERDA É SINÔNIMO DE DEMÊNCIA OU CANALHICE

Os marxistas inteligentes são patifes; os marxistas honestos são burros; e os inteligentes e honestos nunca são marxistas.” (J.O. Meira Penna)

O mundo acompanhou em choque as lamentáveis cenas da “eleição” na Venezuela este fim de semana, com extrema violência do regime ditatorial de Maduro para levar no grito. Mais gente inocente morreu, como vem acontecendo há meses desde que o socialista intensificou a opressão para se manter no poder. A Venezuela já é uma ditadura socialista, e até mesmo jornais moderados ou com viés de esquerda já reconhecem o fato inegável.

Mas se a realidade é evidente para quase todos, ainda há aqueles que precisam insistir na mentira, na deturpação, na narrativa de “combate ao imperialismo” para sustentar sua ideologia nefasta. Fossem os socialistas preocupados com os fatos e já teriam abandonado o socialismo faz tempo: há um século que essa utopia terrível vem espalhando apenas miséria e terror no mundo. Mas o “socialismo do século XXI” seria diferente. Não foi. Talvez na próxima tentativa…

E, enquanto o mundo acorda para mais esse retumbante fracasso dos métodos socialistas, os devotos da seita ou os oportunistas fazem de tudo para justificar o injustificável e salvar o bebê de Rosemary. Os “isentões”, como os tais jornais “moderados”, atacam o regime de Maduro, mas fazem de tudo para poupar o socialismo. É mais raro encontrar a palavra “socialista” nas reportagens sobre o caos venezuelano do que petista honesto. É como se não houvesse causa e efeito entre as medidas socialistas e os resultados desastrosos.

Já os mais fanáticos e canalhas nem isso aceitam. Criticar Maduro, para eles, seria fazer concessões indevidas aos inimigos, aos “imperialistas”, aos “burgueses”, aos “capitalistas”. Essa gente parou no tempo, não viu nada do que se passou nos últimos 100 anos, e segue o mesmo discurso marxista e leninista do passado. É constrangedor, mas serve para mostrar o poder de destruição cerebral de uma ideologia, ou a falta de caráter de quem busca nessa seita um caminho oportunista para seus interesses.

É o caso de Emir Sader, o bufão da extrema-esquerda brasileira. Eis o que ele escreveu:

E os milhões de venezuelanos que sofrem sob o regime opressor, sem liberdade, sem democracia, sem pão e segurança? Eles que se danem, não é mesmo, Sader? O “pensador” socialista, em artigo recente no Brasil171, liga sua metralhadora giratória contra a “direita” no poder, e inverte absolutamente tudo, culpando os outros por aquilo que o seu PT fez com o país:

A economia do país está parada. É exatamente o que o capital especulativo quer. Inviabilizar qualquer projeto de desenvolvimento econômico para o país, mostrar que seu destino é a estagnação.

Destruir o Estado é parte inerente do projeto de restauração neoliberal. Liquidar com o patrimônio público, com qualquer capacidade de regulação estatal, de proteção que o Estado oferecia aos trabalhadores, resguardando seus direitos, é o sonho do grande empresariado nacional e estrangeiro desde 2003.

Promover o maior desemprego a história do país é indispensável para deixar os trabalhadores desamparados e na defensiva para defender seus direitos, disponíveis para o que quer a nova legislação do trabalho – negociar em quaisquer condições, aceitar salários miseráveis por promessas de manutenção do emprego.

E por aí ele vai, fingindo esquecer ou não saber que foi o PT que causou a maior recessão da nossa história, que destruiu as empresas estatais, transformando-as em lotes para vantagens a grandes empreiteiros em troca de propinas, que acabou de vez com a educação pública, que engessou o mercado de trabalho produzindo 15 milhões de desempregados etc. Sader segue Lenin e acusa os inimigos daquilo que eles, os socialistas, fizeram.

Mas Sader não está só. Existem vários como ele espalhados por aí, nas universidades, na mídia, na política e nas igrejas. Até mesmo no judiciário! E também no exterior, claro. Os portugueses não podem reclamar: eles também têm o seu Emir Sader. Atende pelo nome Boaventura Souza Santos. Já falei dele aqui no blog antes. Trata-se de um completo maluco ou, o que é mais provável, de um rematado canalha. Em texto recente, saiu em defesa de Maduro, como se fosse o mesmo que defender a Venezuela e os venezuelanos:

A situação foi-se deteriorando até que, em dezembro de 2015, a oposição conquistou a maioria na Assembleia Nacional. O Tribunal Supremo suspendeu quatro deputados por alegada fraude eleitoral, a Assembleia Nacional desobedeceu, e a partir daí a confrontação institucional agravou-se e foi progressivamente alastrando para a rua, alimentada também pela grave crise económica e de abastecimentos que entretanto explodiu. Mais de cem mortos, uma situação caótica. Entretanto, o Presidente Maduro tomou a iniciativa de convocar uma Assembleia Constituinte (AC) para o dia 30 de Julho e os EUA ameaçam com mais sanções se as eleições ocorrerem. É sabido que esta iniciativa visa ultrapassar a obstrução da Assembleia Nacional dominada pela oposição.

A narrativa de sempre: um povo pobre e oprimido que quer apenas sua autonomia, enquanto os “imperialistas”, com suas multinacionais, não permitem. De preferência os malditos ianques. Não vem ao caso o fato de que os americanos foram e são os maiores compradores de petróleo da Venezuela, irrigando o caixa do regime que vem oprimindo a população, matando inocentes, destruindo tudo.

O texto abjeto de Boaventura foi compartilhado com animação pelo “Jornalistas Livres”, mostrando que os comunistas não desistiram da tática de inverter sempre o sentido das palavras. Como sabia Orwell, liberdade quer dizer escravidão para essa gente, paz quer dizer guerra, e tolerância quer dizer intolerância. Não é por acaso que o regime mais fechado, brutal, opressor e assassino do mundo hoje é comunista e se chama “república popular democrática” da Coreia do Norte. Bolívar Lamounier chegou a desabafar em sua página do Facebook:

Diante de tanta canalhice por parte desses socialistas, fica até difícil manter a postura elegante, civilizada e liberal de defender a liberdade de expressão. Sabemos que é o certo e o melhor, e que mesmo os néscios e os cafajestes devem ter o direito de expor suas imbecilidades e mentiras. É o que nos diferencia deles, entre tantas outras coisas.

Mas confesso que bate aquela vontade de deixar o lado mais autoritário falar um pouco mais alto e defender a extradição forçada de todos os defensores de Maduro para a própria Venezuela. Até porque pela ótica deles seria um favor, como mandar um “coxinha” para Miami. O fato de que jamais aceitariam se mudar para o país socialista apenas comprova como são hipócritas, pois sabem, no fundo, que o “paraíso” que pregam é um inferno!

Rodrigo Constantino

Doze ministros devem reassumir mandatos para votar contra denúncia

Temer tem passado últimos dias em demoradas articulações políticas, que incluem distribuição de cargos e emendas

Temer tem passado os últimos dias em demoradas articulações políticas, que incluem distribuição de cargos e emendas parlamentares | Foto: Marcos Corrêa / PR / CP

Temer tem passado os últimos dias em demoradas articulações políticas, que incluem distribuição de cargos e emendas parlamentares | Foto: Marcos Corrêa / PR / CP

Doze ministros do governo que são deputados licenciados devem reassumir os mandatos na Câmara para ajudar a barrar, no plenário, a denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer, apresentada pela Procuradoria-Geral da República. A votação está marcada para quarta-feira e o presidente tem passado os últimos dias em demoradas articulações políticas, que incluem distribuição de cargos e emendas parlamentares, pedindo apoio para se manter no cargo.

Nesta terça-feira, por exemplo, Temer pretende participar de um almoço com a bancada ruralista. A Frente Parlamentar pela Agropecuária reúne 209 deputados. Para que a denúncia contra Temer seja aceita são necessários 342 votos - dois terços dos parlamentares - e, mesmo com traições na base aliada, o governo acredita que conseguirá derrotar a oposição. Pelos cálculos do Palácio do Planalto, o presidente tem hoje o apoio de aproximadamente 240 dos 513 deputados.

Temer jantou no sábado com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que, após as delações da JBS, está sendo investigado pelos crimes de obstrução de Justiça e corrupção passiva. O presidente reforçou o apelo para que o dividido PSDB fique a seu lado na votação de quarta-feira. Dos 46 deputados do PSDB, porém, pelo menos 26 votarão pela aceitação da denúncia contra Temer.

Alvo de novo pedido de prisão apresentado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Aécio se comprometeu a tentar reverter votos na seara tucana, conversando com deputados de Minas para pedir que ajudem Temer a barrar a denúncia. O PSDB ocupa hoje cinco ministérios. Apesar do discurso oficial do governo de que punirá os infiéis, a avaliação reservada é a de que, virada a página da primeira denúncia, o governo precisará do partido de Aécio para tentar aprovar a reforma da Previdência no Congresso.

A dois dias da votação da denúncia de Janot no plenário da Câmara, Temer continuou, nesta segunda-feira, recebendo representantes de bancadas que têm demandas a apresentar ao governo, a exemplo do que fez na semana passada. Na lista estavam parlamentares indecisos, como o deputado Roberto Góes (PDT-AP). Ele se encontrou com Temer em audiência com a presença do governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), do ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) e do também deputado Cabuçu Borges (PMDB-AP), que vota com o Planalto.

Na contabilidade do governo há entre 30 e 40 deputados que se dizem indecisos. Por isso mesmo, além de pedir aos ministros-parlamentares que reassumam seus mandatos temporariamente na Câmara, Temer quer que todos mobilizem as bancadas de seus Estados e de seus partidos para garantir não só o maior número de votos a seu favor como, no mínimo, a presença em plenário para dar quórum à sessão, mesmo se o parlamentar se abstiver.

Os doze ministros que devem reassumir suas cadeiras na Câmara para ajudar Temer são Antônio Imbassahy (Governo), Bruno Araújo (Cidades), Fernando Bezerra Coelho Filho (Minas e Energia), Osmar Terra (Desenvolvimento Social), Mendonça Filho (Educação), Ricardo Barros (Saúde), Helder Barbalho (Integração Nacional), Leonardo Picciani (Esporte), Marx Beltrão (Turismo), Maurício Quintella (Transportes), Sarney Filho (Meio Ambiente) e Ronaldo Nogueira (Trabalho).

Ao mesmo tempo em que faz de tudo para escapar da denúncia apresentada por Janot, Temer está recorrendo a agendas positivas, com o objetivo de mostrar que o governo não está parado. Para esta terça-feira, por exemplo, o presidente programou uma cerimônia no Planalto com a presença dos ministros da Educação e da Saúde, a fim de anunciar a abertura de novos cursos e vagas em Medicina.

Embora saiba que uma contagem mais precisa dos votos que terá no plenário da Câmara somente será possível na própria quarta-feira, Temer fez, na noite desta segunda-feira, mais uma rodada de reuniões com sua "tropa de choque" para checar os números. No Congresso, a contabilidade está a cargo de Beto Mansur (PRB-SP), que virou uma espécie de braço direito do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Assessores do presidente lembram que, até a votação, os dias de trabalho serão cada vez mais longos no Planalto.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo


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Bendine entrega a Moro "provas" de que não ia fugir da Lava Jato

Ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras foi preso temporariamente por cinco dias

Ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras foi preso temporariamente por cinco dias | Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil / CP memória

Ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras foi preso temporariamente por cinco dias | Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil / CP memória

Os advogados do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine entregaram nesta segunda-feira, ao juiz Sérgio Moro comprovantes de que pretendia retornar ao Brasil no dia 19 de agosto de uma viagem de férias com a família à Europa.

Bendine foi preso em regime temporário por cinco dias na quinta-feira, na Operação Cobra, desdobramento da Lava Jato, por suspeita de recebimento de R$ 3 milhões em propinas da Odebrecth em troca de ajudar a empreiteira em negócios na estatal petrolífera - 'Cobra' é como Bendine era identificado na planilha de propinas da Odebrecht, segundo delatores da companhia.

Os investigadores descobriram que ele estava com viagem marcada para a sexta-feira com destino a Lisboa. Esse detalhe levou a Procuradoria da República a suspeitar que Bendine pretendia fugir do País.

No mesmo dia em que Bendine foi preso, seus advogados pediram ao juiz reconsideração da ordem de prisão temporária e exibiram cópia da passagem aérea de volta ao Brasil.

Para reforçar o argumento de que Bendine não tinha intenção de escapar, os criminalistas Pierpaolo Bottini e Cláudia Vara San Juan de Araujo, que representam o ex-presidente da Petrobras, juntaram aos autos da Operação Cobra as reservas em hoteis de quatro países, Portugal, Hungria, Áustria e República Tcheca.

"Note-se que há reservas para todo o período compreendido entre os dias 29 de julho a 18 de agosto, sendo que em 19 subsequente, pela manhã, retornaria ao Brasil via Portugal, conforme já devidamente comprovado, o que evidencia que o motivo da saída - temporária - de Aldemir Bendine do país era uma viagem de férias com a família, previamente organizada", sustentam os advogados.

"Dessa forma, incabíveis quaisquer conjecturas acerca de uma possível fuga, a despeito da existência de passagem de retorno".


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Banco Central bloqueia R$ 3,4 milhões de Bendine

Ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras é suspeito de ter recebido R$ 3 milhões em propina

Banco Centra bloqueou R$ 3,4 milhões de Bendine  | Foto: Valter Campanato / Agência Brasil / CP

Banco Centra bloqueou R$ 3,4 milhões de Bendine | Foto: Valter Campanato / Agência Brasil / CP

O Banco Central, por ordem do juiz federal Sérgio Moro, bloqueou R$ 3.417.270,55 do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine. O confisco foi informado ao magistrado nesta segunda-feira.

Bendine foi preso na quinta-feira na Operação Cobra, 42ª fase da Lava Jato. O ex-presidente da Petrobras é suspeito de ter recebido R$ 3 milhões em propina da Odebrecht. Nesta segunda, Bendine será ouvido pela Polícia Federal.

Moro decretou o bloqueio de R$ 3 milhões de Bendine, de outros dois investigados na Cobra, os publicitários André Gustavo e Antônio Carlos Vieira Junior e da empresa de ambos, a MP Marketing e Planejamento Institucional e Sistema de Informação LTDA. O confisco superou em R$ 417.270,55 o valor determinado pelo magistrado.

No Banco do Brasil foram confiscados exatamente R$ 3 milhões de uma conta de Bendine. Em outra conta, no Bradesco, foram bloqueados 417.253,09. Na Caixa Econômica Federal foram encontrados R$ 17,46. A MP Marketing teve R$ 36,41 confiscados.

O BC bloqueou R$ 18.386,81 de Antonio Carlos Vieira Junior - R$ 17.467,58 de uma conta no Banco do Brasil e R$ 919,23 de outra no Safra. André Gustavo Vieira Junior teve R$ 637.285,53 confiscados - R$ 631.210,15 de uma conta no Banco Original e R$ de outra no Banco BRB.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Assista na íntegra a "Os Pingos nos Is" desta segunda-feira (31/07/2017)


Transmitido ao vivo há 13 horas

Confira a edição completa do programa de segunda-feira (31/07) com Joice Hasselmann, Felipe Moura Brasil e Claudio Tognolli.

Moro põe Bendine em prisão preventiva

Juiz acolheu pedido do MPF e decisão alcança supostos operadores financeiros

Moro põe Bendine em prisão preventiva | Foto: Cristina Brasil / Agência Brasil / CP

Moro põe Bendine em prisão preventiva | Foto: Cristina Brasil / Agência Brasil / CP

O juiz federal Sérgio Moro colocou nesta segunda-feira o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine em prisão preventiva. O magistrado acolheu o pedido do Ministério Público Federal e converteu a custódia temporária de Bendine em regime por tempo indeterminado. A decisão de Moro alcança ainda os irmãos André Gustavo e Antonio Carlos Vieira da Silva, supostos operadores financeiros de Bendine.

"Defiro o requerido pelo Ministério Público Federal, para, presentes os pressupostos da prisão preventiva, boa prova de materialidade e de autoria, e igualmente os fundamentos, risco à ordem pública, à instrução e à aplicação da lei penal, decretar, com base nos arts. 311 e 312 do CPP, a prisão preventiva de Aldemir Bendine, André Gustavo Vieira da Silva e Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior", ordenou Moro.

Bendine foi preso na última quinta-feira, na Operação Cobra, 42ª fase da Lava Jato. O ex-presidente da Petrobras é suspeito de ter recebido R$ 3 milhões em propina da Odebrecht. Segundo os procuradores, foram encontrados elementos que reforçam as suspeitas contra Bendine e os dois publicitários ligados a ele.

"Na busca e apreensão efetuada na residência de Aldemir Bendine, em São Paulo/SP, foram encontradas anotações que corroboram o depoimento dos colaboradores e revelam que, de fato, Aldemir Bendine informava-se ativamente sobre o arrolamento da dívida da Odebrecht Agroindustrial que baseou seu pedido inicial de propina a Fernando Reis (executivo da Odebrecht), por meio de André Gustavo", informa o Ministério Público Federal.

Em seu depoimento à Polícia Federal nesta segunda-feira, Bendine negou que tenha recebido propina de R$ 3 milhões da Odebrecht. Ele afirmou que não recebeu valores ilícitos de qualquer empresa. Bendine disse, ainda, que tinha boa relação com o publicitário André Gustavo Vieira da Silva, mas negou ter "relações profissionais com ele".


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PT vai pedir para PGR investigar Meirelles por consultoria à J&F

Carlos Zarattini acredita que ministro da Fazenda também deveria ser alvo de inquérito

O líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), afirmou que o partido vai pedir à Procuradoria-Geral da República para que abra uma investigação contra o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, por ter prestado consultorias a empresas do grupo J&F.

Segundo ele, não basta que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, investigue o presidente Michel Temer após a delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Na visão do petista, o ministro da Fazenda também deveria ser alvo de inquérito. "Nós consideramos fundamental que se investigue o ministro da Fazenda, porque o ministro da Fazenda é tido como aquele que dá estabilidade à gestão econômica do País", disse.

Na semana passada, o site BuzzFeed publicou uma reportagem afirmando que Meirelles recebeu R$ 217 milhões em pagamentos no exterior por serviços prestados como consultor de empresas antes de assumir o ministério, dos quais pelo menos R$ 50 milhões após entrar para o governo. "É evidente que, pelo volume de dinheiro, o senhor Henrique Meirelles tinha amplo conhecimento das atividades, das decisões, da gestão do grupo J&F e da JBS propriamente dita", afirmou Zarattini.

Em nota, o ministro disse que os pagamentos foram feitos no exterior por conveniência dos seus clientes e que os rendimentos que recebeu de sua empresa de consultoria em 2016 se referem a serviços prestados ao longo de quatro anos para vários clientes, em projetos de duração variável que foram concluídos em 2015.

Além da nova frente na PGR, o PT também vai apresentar um requerimento para tentar convocá-lo a dar explicações na Câmara. Desde que a delação dos irmãos Batista envolvendo Temer vieram à tona, em 17 de maio, Meirelles tem sido apontado com um dos eixos de sustentação do governo e tem conseguido manter a agenda econômica de maneira mesmo diante da crise.


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Prisão de Aécio é "medida imprescindível e urgente", diz Janot

Novo pedido chegou ao gabinete do ministro Marco Aurélio e deve ser analisado pela Primeira Turma do STF

Novo pedido chegou ao gabinete do ministro Marco Aurélio e deve ser analisado pela Primeira Turma do STF  | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

Novo pedido chegou ao gabinete do ministro Marco Aurélio e deve ser analisado pela Primeira Turma do STF | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

Em um recurso apresentado no Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, pela terceira vez, a prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG), no curso da investigação aberta contra o tucano a partir das delações do Grupo J&F, que controla a JBS. "O recolhimento provisório de Aécio Neves à prisão é medida imprescindível e urgente, não apenas para preservar a ordem pública e a instrução criminal das investigações em curso, mas também por 'descumprimento de qualquer das obrigações impostas por força de outras medidas cautelares'", afirmou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no agravo regimental.

O tucano foi suspenso das atividades parlamentares em maio pelo ministro Edson Fachin, que negou na oportunidade prender o senador. No fim de junho, o ministro Marco Aurélio Mello, que assumiu a relatoria do caso, também negou pedido de prisão e decidiu, por outro lado, suspender a restrição que havia sido imposta e devolver Aécio ao Senado. A PGR recorre agora dessa decisão. O novo pedido já se encontra no gabinete do ministro Marco Aurélio Mello. O ministro deverá manter a decisão, pedir a manifestação da defesa de Aécio Neves e, em seguida, levar o recurso para julgamento pela Primeira Turma do STF, que conta também com os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux.

Aécio Neves foi denunciado pela PGR, em 5 de junho, pelos crimes de corrupção passiva e obstrução à investigação de organização criminosa. Em delação premiada, o empresário Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, entregou uma gravação na qual Aécio lhe pede R$ 2 milhões para pagar a defesa dele na Operação Lava Jato. Em ações controladas, a PF e a PGR conseguiram imagens que mostram um primo de Aécio Neves, Frederico Pacheco de Medeiros, e Mendherson Souza Lima, assessor parlamentar, recebendo volumes de dinheiro. A PGR entende que os valores eram propina e que tinham como destinatário Aécio Neves.

"O robusto acervo probatório carreado aos autos desta ação cautelar - com destaque para as provas colhidas no bojo das ações controladas e interceptações telefônicas, todas devidamente autorizadas pelo Ministro Edson Fachin - não deixam dúvidas de que, na época do pedido de prisão, tal como os demais requeridos, o senador Aécio Neves também estava tecnicamente em estado de flagrância em relação aos crime de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e embaraço a investigação criminal que envolve a organização criminosa", frisou Janot.

Janot pede que, caso a decisão não seja reconsiderada, o Supremo aplique outras medidas alternativas à prisão; entre estas, estariam: proibição de contato de qualquer espécie, inclusive por meios remotos, com qualquer investigado ou réu na "Operação Lava Jato" ou em algum dos seus desmembramentos; proibição de ingresso em quaisquer repartições públicas, em especial o Congresso Nacional, salvo como usuário de serviço certo e determinado ou para o exercício de direito individual desde que comunicado previamente a essa Corte; proibição de deixar o país e obrigação de entregar os passaportes.

Na manifestação, Janot também faz uma comparação entre o pedido de prisão de Aécio Neves e o do senador cassado Delcídio Amaral (sem partido). "Na Ação Cautelar n. 4039, o Senador Delcídio Amaral ostentava situação jurídica idêntica à que ora se analisa em relação ao Senador Aécio Neves. Trata-se, nos dois casos, de senadores que ocupavam posições de liderança partidária no Senado Federal, fora da respectiva Mesa Diretora; ambos, à época do decreto cautelar, estavam em situação de flagrância pela prática do mesmo crime inafiançável e preenchiam os requisitos previstos nos artigos 312 e 313, inciso I, do Código de Processo Penal para a prisão preventiva para garantia da instrução criminal e também da ordem pública", afirmou Janot.

Defesa

Em nota, o advogado do senador Aécio Neves, Alberto Zacharias Toron, afirmou que "ainda não teve acesso à manifestação do PGR, mas segue tranquila quanto à manutenção da decisão do ministro Marco Aurélio que, ao revogar as cautelares impostas contra o Senador, promoveu precisa aplicação das regras constitucionais". "A renovação de pedido de prisão contra o Senador Aécio representa clara e reprovável tentativa de burla ao texto expresso da Constituição Federal, como já afirmou o Ministro Marco Aurélio", complementou o advogado.


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