Crise impede votação de reformas da Previdência e trabalhista, dizem relatores

Brasília - O relator, deputado Arthur Maia, durante sessão da comissão especial para votar parecer da reforma da Previdência Social (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

"Não  há  espaço  para  avançar  no tema", diz o

relator da PEC da Previdência, deputado Arthur Maia Marcelo Camargo/Arquico/Agência Brasil

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A crise envolvendo o presidente Michel Temer repercutiu na agenda do governo para as reforma da Previdência e Trabalhista. O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, a chamada PEC da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA), disse hoje (18) que “não há espaço” para avançar no tema.

A PEC está em tramitação na Câmara dps Deputados, e o governo estava articulando para conseguir os 308 votos necessários para votá-la e aprová-la no fim de maio ou o início de junho.
“Passamos a viver um cenário crítico, de incertezas” desde ontem, após vazamento da delação premiada dos empresários Joesley Batista e Wesley Batista, afirma o deputado na mesma nota.
“Certamente, não há espaço para avançarmos com a reforma da Previdência no Congresso Nacional nessas circunstâncias”, ressalta Maia. “É hora de arrumar a casa, esclarecer os fatos obscuros, responder com verdade a todas as dúvidas do povo brasileiro, punindo quem quer que seja, mostrando que vivemos em um país em que a lei vale para todos.”

Brasília - O senador Ricardo Ferraço fala à imprensa após filiar-se ao PSDB em cerimônia na liderança do partido no Senado. O senador deixou o PMDB ( Antonio Cruz/Agência Brasil)

O  senador  Ricardo  Ferraço,  relator  da  reforma trabalhista Antonio Cruz/Arquivo/Agência Brasil

Mais cedo, o relator da reforma trabalhista no Senado, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), também disse que não há mais clima para votação do projeto. Na nota, Ferraço destacou que a crise institucional é tão grave que a reforma trabalhista se tornou “secundária”.

Ferraço, que é o relator da reforma trabalhista nas comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, previa a votação do texto no plenário da Casa entre os dias 12 e 15 de junho.
“Na condição de relator do projeto, anuncio que o calendário de discussões está suspenso. Não há como desconhecer um tema complexo como o trazido pela crise institucional. Todo o resto agora é secundário”, diz a nota. Para Ferraço, é necessário priorizar uma solução para a crise e só depois debater as reformas propostas pelo governo.
Nesta quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura de inquérito para investigar o presidente Michel Temer. A medida foi tomada a partir de depoimentos de delação premiada dos donos do grupo JBS. Em pronunciamento em rede nacional, o presidente da República disse que não renunciará.
Segundo reportagem do jornal O Globo, que antecipou o conteúdo dos depoimentos, Temer teria sugerido, em encontro gravado em áudio por Joesley, que se mantivesse o pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio.

 

Agência Brasil

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Manifestantes protestam em várias cidades e pedem saída de Temer

Em várias capitais, manifestantes protestam na noite desta quinta-feira (18) contra a corrupção, pedem a saída do presidente Michel Temer e novas eleições diretas. Os atos ocorrem após a divulgação pelo jornal O Globo de reportagem sobre a delação premiada do empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS.
De acordo com o jornal, em um encontro com o empresário, Temer teria dito que Joesley continuasse a pagar uma espécie de mesada ao ex-deputado Eduardo Cunha, preso na Lava Jato, para que permanecesse em silêncio. O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou a delação de Batista e liberou parte do áudio da conversa entre ele e Temer. 

Em pronunciamento nesta tarde, o presidente Michel Temer disse que não renunciará e que não comprou o silêncio de ninguém. 

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a manifestação foi convocada pelas redes sociais por centrais sindicais e entidades estudantis. A concentração foi na Igreja da Candelária, com previsão de seguir até a Cinelândia. A segurança foi reforçada com homens do Batalhão de Policiamento em Grandes Eventos (BPGE). Alguns jovens vestidos de preto e portando escudos também participam da manifestação.

Rio de Janeiro - Manifestação pede convocação de eleições diretas para presidente (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Manifestação pede convocação de eleições diretas para presidente Fernando Frazão/Agência Brasil

Por volta das 20h15, manifestantes e policiais entraram em confronto na Cinelândia. O confronto durou cerca de 30 minutos. De lado, manifestantes mascarados jogaram pedras e garrafas contra os policiais, que responderam com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral. A Cinelândia, que em momentos antes estava lotada, às 20h45, ficou vazia. Muitos manifestantes fugiram em direção à Lapa, que fica a a cerca de 2 quadras de distância, aetando fogo em sacos de lixo e outros objetos, colocando grandes fogueiras nas ruas próximas. 

Brasília

Um grupo de manifestantes está concentrado na Praça dos Três Poderes, em frente ao Palácio do Planalto. As pessoas começaram a chegar por volta das 17h. A última estimativa oficial da Polícia Militar do Distrito Federal é de 400 pessoas.

Em Brasília, a manifestação ocorre em frente ao Palácio do Planalto (Valter Campanato/Agência Brasil)

Em Brasília, a manifestação ocorre em frente ao Palácio do Planalto Valter Campanato/Agência Brasil

Os manifestantes soltaram fogos e tocam instrumentos de percussão. A manifestação segue pacífica. Bandeiras de centrais sindicais são agitadas e faixas escrito “Diretas Já”, além de gritos de apoio a ex-presidenta Dilma Rousseff. Desde ontem (17), quando o jornal O Globo divulgou que Temer teria concordado com a compra do silêncio de Eduardo Cunha, as pessoas começaram a se reunir na frente do Planalto. Muitos motoristas também passam em frente buzinando e pedindo a saída de Temer.

Recife

A concentração foi na Praça do Derby e seguiu pela Avenida Conde da Boa Vista, por volta de 18h, até a Avenida Guararapes. Muitos manifestantes estavam com placas “Eu quero votar”, “Fora, corruptos” e “Fora, Temer”. A organização do ato calculou 3 mil pessoas; já a Polícia Militar de Pernambuco não faz contagem de manifestantes.

O presidente estadual da Central Única dos Trabalhadorers (CUT), Carlos Veras, criticou a decisão de Temer de não renunciar. “Ele deveria ter pelo menos a decência de renunciar. E não é só Temer renunciar: é a renúncia, revogação imediata de todos os atos feitos pelo presidente ilegítimo, não às reformas que estão em curso e eleições diretas para Presidência da República".

A representante da União Brasileira de Mulheres (UBM) de Pernambuco, Laudijane Domingos, disse que as informações reveladas pela delação reforçam o pedido de saída do presidente da República. “A máscara caiu, a nuvem de fumaça saiu. O argumento de que o Brasil estava envolto em uma onda de corrupção e que isso era responsabilidade dos partidos de esquerda não é verdade”, afirmou.

Fortaleza

Os manifestantes se reuniram na Praça da Bandeira, no centro, e caminharam cerca de 2 quilômetros até o bairro Benfica. Muitos levavam faixas e cartazes ou vestiam camisetas com mensagens defendendo a convocação de eleições diretas. "Temos que estar na rua em busca das eleições diretas, pois só assim o trabalhador vai conseguir esse marco. Não podemos permitir que a burguesia decida este momento e que o Congresso escolha um novo representante", disse o presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos de Fortaleza, Eriston Ferreira. 

São Paulo

São Paulo - Manifestação em São Paulo reuniu diversos movimentos sociais, estudantis, sindicais e partidos políticos (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Manifestação em São Paulo reuniu diversos movimentos sociais, estudantis, sindicais e partidos políticos Rovena Rosa/Agência Brasil

Manifestantes se reúnem em frente ao vão-livre do Masp, na Avenida Paulista, desde o fim da tarde de hoje. O grupo fechou a avenida no sentido Consolação por volta de 18h30. A dispersão do ato terminou por volta das 22h.

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Participaram da manifestação diversos movimentos sociais, estudantis, sindicais e partidos políticos que apoiam a saída de Temer. Pelo menos 15 policiais fizeram uma barreira de proteção em frente ao prédio da Presidência em São Paulo. Viaturas da Polícia Militar acompanharam o ato.

Carolina Kruchin, 30 anos, disse que o povo tem que ir mesmo para a rua. “Não adianta nada ficar nas nossas casas vendo pela televisão. Temos que ir pra rua fazer volume”. Ela defendeu eleições diretas gerais.

Luiza Ribeiro da Silva, 21 anos, disse que as pessoas precisam sair às ruas porque o país passa por uma situação desesperadora. “Tem que somar em resistência, vir para a rua, juntar todo mundo para mostrar o que está acontecendo. Eu acho que no momento é Diretas Já, porque [eleições] indiretas a gente já sabe o que vai acontecer entre eles, vai jogar para outra pessoa que é do mesmo tipo”.

Manuela Mendes dos Santos, de 30 anos, tambpem defende eleições diretas. "Estamos aqui pedindo a saída de todos na verdade, não só do Temer, mas de todo o Congresso, de toda a corja que está roubando o país”, disse . O povo deve decidir quem serão os governantes.

Em nota conjunta, as centrais sindicais pedem eleições gerais e democráticas, além da apuração das "graves revelações contidas nas delações envolvendo o presidente Temer e outros políticos de expressão nacional". Além disso, afirmam que falta legitimidade política e social ao atual governo para aprovação das reformas da Previdência e trabalhista e pedem que sejam retiradas imediatamente da pauta do Congresso Nacional.

"[Qualquer solução democrática para a crise política e econômica nesta conjuntura] Passa, ainda, pela reconstrução da legitimidade das instituições políticas da República, o que, no caso do governo federal e do Congresso Nacional, passa por realizar, no mais curto espaço de tempo exigido pela Constituição, eleições gerais e democráticas", diz a nota.

Rio de Janeiro - Grupo de mascarados destrói lojas durante manifestação no centro da cidade que pede convocação de eleições diretas para presidente ( Fernando Frazão/Agência Brasil)

Grupo de mascarados destrói lojas durante manifestação no centro do Rio em manifestação que pede convocação de eleições diretas para presidente Fernando Frazão/Agência Brasil

Belo Horizonte

As ruas do centro de Belo Horizonte foram tomadas por manifestantes favoráveis à saida de Michel Temer da presidência da República e à convocação de eleições diretas. A manifestação foi convocada pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo, grupos que reúnem centrais sindicais, sindicatos, organizações estudantis e entidades dos movimentos sociais. A Polícia Militar não divulgou estimativa de público, mas de acordo com a organização foram 50 mil pessoas.

A concentração começou às 17h, na Praça Sete. Os manifestantes circularam por avenidas do centro da cidade e seguiram para a Praca da Estação. Ao longo do trajeto, diversos moradores acenaram das varandas e janelas e jogaram papel picado em apoio.

"É incapaz de levar o governo adiante. O problema é que os setores conservadores irão se articular para fazer uma eleição indireta e colocar no poder alguém capaz de continuar com a agenda de retirada de direitos, através da reforma trabalhista e da Reforma da Previdência", disse Leonardo Péricles, líder da Frente Povo Sem Medo e do Movimento de Luta por Bairros, Vilas e Favelas (MLB).

Manifestação em Belo Horizonte pede a saída de Michel Temer e eleições diretas

Manifestação em Belo Horizonte pede a saída de Michel Temer e eleições diretasLéo Rodrigues/Agência Brasil

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, Kerison Lopes, citou a prisão de Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves, e disse que a detenção dela significou um dia de liberdade de imprensa em Minas Gerais, por mencionar a interferência dela nos meios de comunicação no estado. "Durante os 12 anos de governos do PSDB, com Aécio e Anastasia, ela coordenou a comunicação e ficou conhecida como mãos de tesoura. Ela atuava para censurar a imprensa, perseguiu e exigiu de veículos a demissão de diversos jornalistas", disse. Conforme reportagem do O Globo, Aécio Neves pediu R$ 2 milhões ao empresário e a irmã dele teria participado da negociação.

Segundo os organizadores, o ato reuniu mais de 50 mil pessoas. A Polícia Militar não divulgou estimativa de público.

Porto Alegre

O protesto ocorreu na Esquina Democrática, no centro da cidade desde as 18h. Uma hora depois, o grupo seguiu em marcha pelas ruas do Centro Histórico com faixas e cartazes pedindo a saída do presidente da República, Michel Temer, e exigindo a realização de eleições diretas para o cargo.

A caminhada encerrou no Largo Zumbi dos Palmares, onde o ato foi finalizado. Um grupo menor, no entanto, resolveu seguir até a Avenida Ipiranga, onde foram registrados alguns confrontos com a Brigada Militar (BM). Os policiais utilizaram bombas de gás para dispersar os manifestantes.

A Brigada Militar não divulgou estimativa de quantas pessoas participaram do ato. As lideranças das centrais sindicais afirmaram que o público foi de 20 mil manifestantes.

 

Agência Brasil

Candidatos têm até hoje para se inscrever no Enem

Hoje (19) é o último dia de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os interessados têm até as 23h59, no horário de Brasília, para se inscrever pela internet, no site do Enem. Aqueles que já fizeram a inscrição têm até o fim do prazo para fazer alguma alteração no cadastro, como por exemplo, a cidade em que desejam fazer as provas.

Até a noite de ontem (18), segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 5,62 milhões haviam concluído a inscrição. A expectativa é que os inscritos cheguem a 7 milhões. As provas serão aplicadas em dois domingos consecutivos, nos dias 5 e 12 de novembro.
Para concluir a inscrição, o candidato deve pagar a taxa de R$ 82. O prazo para pagamento vai até o dia 24 deste mês. Pelas regras do edital, estão isentos da taxa os estudantes de escolas públicas que concluirão o ensino médio este ano, os participantes de baixa renda que integram o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e os que se enquadram na Lei 12.799/2013 que, entre outros critérios, isenta de pagamento aqueles com renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio, ou seja, R$ 1.405,50.

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Os candidatos que solicitarem algum atendimento especializado ou específico, além da isenção da taxa do exame, deverão estar atentos aos documentos comprobatórios. Este ano, serão exigidos laudos médicos, que deverão ser enviados em formato digital pelo próprio sistema, além de outras informações, como o Número de Identificação Social (NIS), que comprove que o participante integra o CadÚnico.
O atendimento especializado é concedido àqueles que comprovarem, por informação do código de Classificação Internacional de Doenças (CID) e inserção de laudo médico, condições de autismo, baixa visão, cegueira, deficiência física, deficiência intelectual/mental, déficit de atenção, discalculia, dislexia, surdez, deficiência auditiva, surdocegueira e visão monocular.

Já o Atendimento Específico é garantido a gestantes, lactantes, idosos, estudantes em classe hospitalar e, a partir de 2017, a outras condições específicas, para as quais deverá ser informado o CID. Um exemplo são os participantes diabéticos que usem bomba de insulina.

O resultado das provas poderá ser usado em processos seletivos para vagas no ensino público superior, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para bolsas de estudo em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Em caso de problema na hora da inscrição, os candidatos podem ligar para o Inep pelo telefone 0800 616161. O atendimento é das 8h às 20h, no horário de Brasília.

Relacionadas: http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2017-05/incricoes-do-enem-comecam-hoje-veja-o-que-os-candidatos-devem-saber
e
http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2017-05/participante-do-enem-que-pedir-atendimento-especial-tera-que-enviar-laudo

 

Agência Brasil

Supremo divulga áudio de reunião entre Temer e empresário da JBS

Resultado de imagem para Supremo divulga áudio de reunião entre Temer e empresário da JBSO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin divulgou o áudio do encontro entre o empresário Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS, e o presidente Michel Temer. A divulgação foi feita após a decisão do ministro, que retirou o sigilo dos depoimentos de delação do empresário.

O áudio tem cerca de 40 minutos. Na conversa, Temer e Batista conversam sobre o cenário político, os avanços na economia e também citam a situação do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que foi preso na Operação Lava Jato, por volta dos 11 minutos. Ouça o áudio:

>> Confira a transcrição de trechos da reunião

Ainda ontem, a Presidência da República divulgou nota na qual informa que o presidente Michel Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha". Em pronunciamento à nação nesta tarde, Temer afimou que não renunciará ao cargo e exigiu uma investigação rápida na denúncia em que é citado, para que seja esclarecida. "Não renunciarei. Repito: 'não renunciarei'", disse.

Trecho da conversa entre o presidente Temer e Joesley Batista:

Joesley: Te ouvir um pouco, presidente, como o senhor está nessa situação toda aí? Eduardo... Não sei o que... Lava Jato...

Temer: O Eduardo [inaudível] me fustigar, né? Você viu que...

Joesley: Eu não sei, como está essa relação?

Temer: (...) a defesa... O Moro indeferiu 21 perguntas dele que não tem nada a ver com a defesa dele. Era para [inaudível]. No Supremo Tribunal Federal...
Aí, rapaz [inaudível], mas os 11 ministros [inaudível]

Joesley: Eu, dentro do possível, o máximo que deu ali, zerei tudo. O que tinha de alguma pendência daqui para ali. Zerou. Ele foi firme, foi em cima, já estava lá, veio, cobrou, tal. Pronto. Acelerei o passo e tirei da frente. O outro menino, o companheiro dele que está aqui [inaudível]. Geddel sempre estava [inaudível]. Geddel é que sempre andava ali. Mas o Geddel com esse negócio eu perdio o contato porque ele virou investigado, agora eu não posso encontrar ele.

Temer: É complicado. [inaudível] obstrução de Justiça.

Joesley: Negócio dos vazamentos. O telefone lá do Eduardo com o Geddel volta e meia citavam alguma coisa meio tangenciando a nós, a não sei o que. Eu tô lá me defendendo.

Joesley: [inaudível]. Como é que eu... Que que eu mais ou menos dei conta de fazer até agora. Eu tô de bem com o Eduardo...

Temer: Tem que manter isso, viu?

Joesley: [inaudível] Todo mês também. Estou segurando as pontas por aí. [inaudível] os processos. Estou meio enrolado aqui, no processo assim...

Temer: [inaudível]

Joesley: Isso, isso. Investigado. Eu não tenho ainda a denúncia.

Em outro trecho, Joesley diz ao presidente Temer que está "segurando dois juízes" que cuidam de casos em que o empresário é processado. Veja abaixo a transcrição:

Joesley: Aqui eu dei conta de um lado do juiz, dar uma segurada. Do outro lado um juiz substituto, que é um cara...

Temer: Está segurando os dois?

Joesley: Estou segurando os dois. Eu consegui (...) dentro da força-tarefa, que está, também está me dando informação. E eu lá, que estou para dar conta de trocar o procurador que está atrás de mim. Se eu der conta, tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom é que dá uma esfriada até o outro chegar e tal. O lado ruim é que se vem um cara com raiva, não sei o quê [inaudível]. O que está me ajudando está bom, beleza. Agora tem um que está me investigando. Eu consegui colar um no grupo. Agora estou tentando trocar...

Temer: O que está...

Joesley: Isso. Então está meio assim. Eles estão de férias. Essa semana eu fiquei preocupado porque saiu um burburinho de que ia trocar ele, não sei o que. Fiquei com medo... Muito bem. Eu tô só contando essa história. Eu tô me defendendo...

 

Agência Brasil

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"É o presidente da República ouvindo crimes", diz Camarotti

 

Gerson Camarotti e Cristiana Lôbo comentam a gravação entre o presidente Michel Temer e o Joesley Batista.

"Não tenho como não pensar que não mandaram matar meu pai", escreve filho de Teori em rede social

Francisco Zavascki fez desabafo no Facebook, mas apagou publicação

Silvana Pires
silvana.pires@gruporbs.com.br

Francisco Zavascki falou sobre a morte do pai e reportagem de O Globo

Foto: Reprodução /RBS TV

Saiba mais

Em um post publicado no Facebook nesta quarta-feira (17), apagado logo depois, o filho do ex-ministro do STF Teori Zavascki, Francisco Prehn Zavascki, acusa o PMDB de tentar barrar a Operação Lava-Jato a qualquer custo.

"Derrubaram a Dilma e assumiu o Temer. Do que eles são capazes? Será que só pagar pelo silêncio alheio? Ou será que derrubar avião também está valendo?”, postou. 

Francisco afirma que Teori, morto num acidente aéreo em Parati em 19 de janeiro de 2017, sabia o quanto cada um estava afundando no mar de corrupção e não era por acaso que o pai estava aflito com o ano de 2017.

"Aflito ao ponto de me confidenciar que havia consultado informalmente as Forças Armadas e que tinha obtido a resposta de que iriam sustentar o Supremo até o fim!", escreveu. 

No texto, Francisco também lembrou o dia do velório do pai, quando o presidente Michel Temer viajou até Porto Alegre acompanhado, entre outros, do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do senador José Serra (PSDB-SP).

"Que gente sínica [sic]. Não tem coisa que me embrulha mais o estômago do que lembrar que, no dia do velório do meu pai, diante de tanta dor, ainda tive que cumprimentar os membros daquele que foi apelidado naquele mesmo dia de o ‘cortejo dos delatados’”. 

Francisco pediu desculpas pelo desabafo e concluiu dizendo: “Não tenho como não pensar que não mandaram matar o meu pai!”.

Leia abaixo a transcrição na íntegra do post:

O PMDB está no poder desde sempre e, como todos sabemos, estava com o PT aproveitando tudo de bom que o Governo pode dar... até que veio a Lava jato.
A ordem sempre foi a de parar a Operação (isto está gravado nas palavras dos seus líderes). Todavia, ao que parece, até para isso o PT era incompetente e, ao que tenho notícia, de fato, o PT nunca tentou nada para barrar a Lava Jato (ao menos o pai sempre me disse que nunca tinham tentando nada), o que sempre gerou fortes críticas de membros do PMDB.
O problema é que as investigações começaram a ficar mais e mais perto e os líderes do PMDB viram como única saída, realmente, brecar a Operação a qualquer custo. Para isso, precisava do poder. Derrubaram a Dilma e assumiu o Temer. Do que eles são capazes? Será que só pagar pelo silêncio alheio? Ou será que derrubar avião também está valendo?
O pai sabia de tudo isso. Sabia quanto cada um estava afundando nesse mar de corrupção. Não é por acaso que o pai estava tão afilho [sic] com o ano de 2017.
Aflito ao ponto de me confidenciar que havia consultado informalmente as Forças Armadas e que tinha obtido a resposta de que iriam sustentar o Supremo até o fim!
Que gente sínica [sic]. Não tem coisa que me embrulha mais o estômago do que lembrar que, no dia do velório do meu pai, diante de tanta dor, ainda tive que cumprimentar os membros daquele que foi apelidado naquele mesmo dia de o “cortejo dos delatados”.
Impeachment já!
Desculpem o desabafo, mas não tenho como não pensar que não mandaram matar o meu pai!

Gaúcha

Sem milagre - Cuidado com empresas que prometem limpar o nome de devedores

 

Foto: Agência RBS /Agência RBS

 

Giane Guerra
giane.guerra@rdgaucha.com.br

"Limpe seu nome" ou "Saia do SPC". São algumas das frases usadas em e-mails e vitrines de escritórios para captar pessoas que estão com o nome sujo. 

Estas ofertas costumam incomodar um bocado os chamados birôs de crédito, empresas que abrigam e vendem as consultas a cadastros de inadimplentes. Tanto que o SPC Brasil fez uma pesquisa e divulgou que, em 60% dos casos, as empresas que prometem limpar o nome não resolvem o problema da pessoa que está com contas atrasadas.

Quem não conseguiu sair do cadastro de devedores também foi questionado se conseguiu recuperar o dinheiro. Três em cada dez entrevistas disseram que sim.

A maioria dos entrevistados que contrataram os intermediários disseram que nem sabe ao certo o quanto pagou pelo serviço. Outros 36% pagaram quantias que variam em até R$ 1 mil.

Cuidado com a promessa de milagres. O melhor é renegociar com o credor e pagar a dívida.

- É tentador para quem está pressionado por dívidas acreditar que da noite para o dia a inadimplência vai desaparecer. Porém, isso não existe. Quando a pessoa se dá conta, já pagou várias taxas e continua com o CPF negativado. - afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

O objetivo do SPC era mostrar o risco na contratação destes serviços. Então, a empresa preparou um roteiro para quem pensar em contratar uma empresa para limpar o nome:

1 - Buscar o credor

Negocie com o credor, sem intermediários. Só assim é possível ter certeza de que todo o dinheiro gasto está sendo empregado diretamente para quitar as dívidas em atraso. Busque descontos e prazos maiores.

2 - Leia atentamente o contrato

Nunca assine antes de entender bem as condições oferecidas pela empresa no contrato. Quanto custará o serviço? Qual será a forma de pagamento? Haverá devolução do dinheiro caso o nome não seja limpo, de fato? Qual será, exatamente, o serviço prestado pela empresa? Por quanto tempo o contrato será válido?

3 - Exija a prestação de contas

É direito do consumidor exigir que a empresa apresente comprovantes de todas as despesas. Além disso, o consumidor deve solicitar toda a documentação apresentada aos órgãos responsáveis pela reabilitação do nome. Só assim será possível saber se o serviço foi mesmo executado.

4 - Verifique se seu nome foi, de fato, excluído dos cadastros de proteção ao crédito

Depois de quitadas as dívidas que geraram a restrição ou após o pagamento da primeira parcela do acordo entre as partes, o nome do consumidor deve estar limpo em cinco dias úteis. Se isso não ocorrer, então o serviço contratado pode não ter sido feito corretamente e o consumidor continuará na situação de inadimplente.

Leia aqui outras notícias da colunista de Economia Giane Guerra.

Gaúcha

CBN: contra prescrição, Carmen Lúcia apressa Lava Jato no STF, mas Gilmar Mendes se opõe

A Presidente do Supremo criou grupo especial.

No Supremo Tribunal Federal, pela quantidade excessiva de casos e a morosidade infelizmente tradicional, alguns processos da Operação Lava Jato (de quem tem foro privilegiado) podem prescrever sem que sejam apreciados. Desse modo, a Presidente da casa, Carmen Lúcia, criou um grupo especial para reforçar e, assim, apressar os trabalhos. É o que informa a CBN.

Mas a rádio traz outra informação, esta não exatamente positiva: segundo análise de Maria Cristina Fernandes, Gilmar Mendes seria contra isso e iria “liderar” a oposição à ideia de acelerar a Lava Jato no tribunal.

Sim, isso mesmo. A emissora diz que ele liderará uma “oposição ao apressamento” da Lava Jato.

Fonte: CBN