No acumulado do ano, a produção teve uma retração de 18,4% e sobre agosto de 2015, um recuo de 20,1%; veja o balanço completo
As vendas de veículos ao mercado interno aumentaram 1,4%, em agosto, na comparação com o mês anterior. Foram comercializados 183,9 mil unidades, indicando perda no ritmo de crescimento em comparação a julho, quando os negócios tinham aumentado 5,6%. No entanto, o número de veículos vendidos foi o maior do ano.
No acumulado do ano, houve retração de 11,3%. Na comparação com agosto de 2015, houve queda de 23,1%. Os dados estão sendo divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores ( Anfavea), que representa as montadoras instaladas no país.
O balanço também indica que o setor faturou menos no mês passado em relação a julho último, alcançando US$ 923,8 milhões, o que é 1,9% inferior ao mês anterior. A produção também caiu 6,4% com 177, 7 mil unidades. No acumulado do ano, a produção teve uma retração de 18,4% e sobre agosto de 2015, um recuo de 20,1%.
O presidente da Anfavea, Antonio Megale, destacou que, com a definição do cenário político do país, agora é “hora de avançar”. Ele defendeu as reformas estruturais, destacando que a questão do déficit previdenciário é “uma bomba relógio”. Para o executivo, o país também tem que evoluir na questão de infraestrutura para ganhar mais competitividade com o mercado externo.
Segundo Megale, o setor da indústria automobilística tem obtido bons resultados nos acordos comerciais com o exterior, mas “temos que aproveitar este momento e dar uma virada para competir com o mundo”. Fonte: Agência Brasil - 06/09/2016 e Endividado
Os Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro tiveram abertura oficial ontem, com direito a exaltação de símbolos tipicamente cariocas e até um momento de "Maracanã cego" - um dos pontos altos da festa, quando as luzes do estádio foram apagadas para estimular outros sentidos do público.
E foi Clodoaldo Silva, nadador dono de seis medalhas de ouro paraolímpicas, todas conquistadas em Atenas-2004, quem acendeu a pira paraolímpica.Leia mais
A participação de Michel Temer na cerimônia de abertura dos Jogos Paraolímpicos, no Maracanã, foi discreta, mas nem por isso o presidente escapou dos protestos. Temer foi vaiado durante a fala que decretou o início do evento.
Além das vaias, também foi possível ouvir os gritos do público de "fora, Temer".Leia mais
O nadador Daniel Dias é um dos destaques do primeiro dia de competições da Paraolimpíada do Rio, e já começa a disputa em busca de medalha. O brasileiro participa das eliminatórias dos 200 m livre da classe S5 às 11h30, e se conseguir a classificação, disputa a final às 19h59.
Daniel tem 15 medalhas em Paraolimpíadas, sendo dez ouros. Nesta edição, deve cair na água para até nove provas, e se conseguir medalhas em todas elas, vai pular para 24 pódios e entrar para o top 4 dos maiores medalhistas da natação paraolímpica.Leia mais
Grupos do chamado "centrão" decidiram não participar da tentativa de salvar o mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o que reforça a tendência de que ele seja cassado na votação prevista para a noite de segunda-feira (12).
Entre os maiores partidos do grupo estão o PP (47 cadeiras), o PR (42), o PSD (35), o PRB (22) e o PTB (18). Junto com o PMDB, o "centrão" formava a base de sustentação de Cunha, que está afastado do mandato desde 5 de maio por ordem do STF.Leia mais
Consumidores buscam a tranquilidade de estar acobertados financeiramente em caso de imprevistos em casa Rio - O seguro residencial tem público fiel: consumidores que buscam a tranquilidade de estar acobertados financeiramente em caso de imprevistos em sua residência. São diversas opções de cobertura. Os mais básicos cobrem riscos contra incêndio, queda de raio e explosão, enquanto os mais completos podem conceder coberturas adicionais, contra ações da natureza (por exemplo, vendaval, chuva de granizo, desmoronamento etc) e danos causados por problemas elétricos. O contrato do seguro deve ter bem claro quais são os riscos cobertos, ou seja, que terão os prejuízos assegurados pela seguradora caso se concretizem, e os riscos excluídos, que não serão compensados. Dentre os riscos excluídos mais comuns estão guerra interna ou externa, queimadas (em zona rural), inundações, roubo e furto. Pergunta e resposta “A casa do meu vizinho pegou fogo e ele não perdeu tudo porque tinha seguro residencial. Vale a pena adquirir esse seguro? Qual é o jeito mais barato de contratar?” JOSÉ C., por e-mail O seguro residencial protege nosso patrimônio contra riscos, pois a seguradora indenizará prejuízos neses casos. Fique atento à apólice do seguro, na qual devem estar especificados todos os riscos acordados. Mas é importante guardar as notas fiscais dos bens para ser ressarcido pela seguradora, em caso de acidente. Com o residencial, há possibilidade de contratação de serviços de assistência 24 horas para a casa, como hidráulicos e elétricos. Há várias formas de contratar o seguro, pelos bancos ou seguradoras. Os bancos, por sua vez, possuem condições diferenciadas para correntistas. Vale consultar seu gerente, mas não deixe de pesquisar e solicitar algumas propostas para sua avaliação. Marta Chaves é gestora nacional do curso de Ciências Contábeis da Estácio Fonte: O Dia Online - 07/09/2016 e Endividado
Empresas deverão indenizar por atraso na entrega de imóvel
Decisão do 4º Juizado Especial Cível de Brasília condenou as empresas Gold Santorini Empreendimentos Imobiliários SPE LTDA, Goldfarb Incorporações e Construções S/A, PDG Realty S/A Empreendimentos e Participações e PDG Incorporadora, Construtora, Urbanizadora e Corretora LTDA a pagarem indenização, por danos materiais, ao autor da ação, devido a atraso na entrega do imóvel por ele adquirido. Narra a autor que adquiriu imóvel residencial na planta de propriedade das rés, localizado na Fazenda Saia Velha, Valparaíso de Goiás/GO, pelo valor de R$ 136.565,93, com previsão de entrega para 31/03/2014, podendo ser prorrogado por até 180 dias (27/09/2014). Contudo, o imóvel só foi entregue ao autor no dia 08/04/2015. Assim, pediu a condenação das rés ao pagamento dos juros de obra, lucros cessantes e multas compensatória e moratória. As empresas requereram a improcedência dos pedidos autorais e, em sede de contestação, reconheceram o atraso na entrega, no entanto, atribuíram o atraso à alta dos preços dos materiais da obra, escassez de mão de obra especializada e morosidade da Administração. Segunda a magistrada, a Lei no. 4.591/64 prevê a responsabilidade do incorporador pela reparação dos danos suportados pelo comprador, nos contratos ajustados com prazo certo para a entrega do imóvel, quando ocorre sua mora ou inadimplência. Também, nos termos dos arts. 395 e 402 do Código Civil, o devedor em mora responde pelos prejuízos a que deu causa, os quais abrangem o que o credor efetivamente perdeu, além do que razoavelmente deixou de lucrar. Portanto, para ela, não há que se falar em alta dos preços dos materiais da obra, escassez de mão de obra especializada e morosidade da Administração, pois a construtora de grande experiência no mercado de incorporação não tem como ignorar fatores burocráticos que cercam sua atividade. No que se refere aos juros de obra, a juíza explicou que eles correspondem ao prejuízo material que o adquirente experimentou, em razão do pagamento além do necessário, por conta de mora do incorporador, na hipótese de financiamento bancário para a construção do prédio e posteriormente sua compra pelo adquirente. Assim sendo, afastou as alegações apresentadas pelas rés em sede de contestação, de que não teriam responsabilidade no pagamento de tais valores. Quanto ao pedido de lucros cessantes, de acordo com a magistrada, há posicionamento jurisprudencial das Turmas Recursais do TJDFT no sentido de que, descumprido o prazo para entrega do imóvel objeto do compromisso de compra e venda, é cabível a condenação da construtora inadimplente ao pagamento de tal quantia, que deve ser entendida tanto como o valor do aluguel que o comprador teve de desembolsar para sua própria moradia enquanto aguardava a entrega do imóvel adquirido, quanto os valores que ele poderia auferir se fizesse do imóvel sua fonte de renda (Acórdão n.865141, 20140710398202ACJ) Por fim, reconhecida a demora na entrega do imóvel, a magistrada concedeu a inversão da cláusula 7.4.2 do contrato, em favor do consumidor, para condenar as rés ao pagamento de multa moratória geral ao autor. A condenação prevê o pagamento das quantias de R$ 7.372,26, a título de juros de obra, e R$ 5.500,00, a título de lucros cessantes, devido a demora e atraso na entrega do imóvel por ele adquirido. As empresas foram condenadas, ainda, ao pagamento do percentual de 2% do valor do imóvel referente à multa compensatória, no valor de R$ 3.010,05; e multa moratória de 0,5% ao mês, totalizando R$ 4.816,08. DJe: 0706016-50.2016.8.07.0016 Fonte: TJDF - Tribunal de Justiça do Distrito Federal - 06/09/2016 e Endividado
Empresa deve ressarcir consumidora por périplo de 4 anos para troca de colchão
por Américo Wisbeck, Ângelo Medeiros, Daniela Pacheco Costa, Maria Fernanda Martins e Sandra de Araujo
A 1ª Câmara de Direito Civil fixou em R$ 5 mil o valor da indenização por danos morais devida por loja especializada e fábrica de colchões a uma consumidora, que receberá ainda o valor do produto com correção desde 2010. Ela adquiriu um colchão que apresentou problemas pouco tempo depois e, feita a reclamação, não conseguiu a troca por produto idêntico nem reembolso do prejuízo. Em 2011, o fabricante enviou outro produto, novamente com problemas, motivo da negativa da compradora em recebê-lo. Em 2012, outro colchão foi entregue, desta vez com deformações e rasgos. Quase dois anos depois da aquisição recebeu o quarto, de qualidade inferior e igualmente defeituoso, também rejeitado pela consumidora. O relator, desembargador Raulino Jacó Brüning, disse ser "fácil vislumbrar o sofrimento da consumidora, que adquiriu um colchão em 23/10/2010, o qual apresentou defeito com poucos meses de uso, razão pela qual se viu obrigada a acionar o estabelecimento comercial e o fabricante, na tentativa de solucionar o problema. No entanto, passados mais de 4 (quatro) anos, após 14 (quatorze) tentativas frustradas de substituição do produto ou reembolso do valor, a consumidora não obteve resposta satisfatória por parte dos fornecedores, sendo-lhe entregues outros colchões com defeitos e até de qualidade inferior ao adquirido." Na decisão unânime, a câmara concluiu que a situação vivenciada pela demandante supera o mero aborrecimento cotidiano, pois teve sua tranquilidade abalada em virtude da desídia das demandadas em resolver o problema apresentado. A decisão reformou em parte a sentença na qual os danos morais haviam sido negados (Apelação Cível n. 2015.073838-7). Fonte: TJSC - Tribunal de Justiça de Santa Catarina - 06/09/2016 e Endividado
Acampamento Farroupilha, em Porto Alegre, foi aberto oficialmente ontem, com a chegada da Chama Crioula. Foto: Bruno Alencastro
Empresário fica sem CNH, cartões de crédito e passaporte, porque não paga a conta pela compra de um automóvel
por Marco Antonio Birnfeld
Pressão para cobrar o calote Um empresário paulista – pouco dado a adimplir certas prestações mensais - ficará sem carteira de motorista, passaporte e todos os seus cartões de crédito. Em uma decisão inédita, a juíza Andrea Ferraz Musa, da 2ª Vara Cível de São Paulo (SP) entendeu que esse é o caminho para forçá-lo a pagar o que deve a uma concessionária de veículos. A decisão usou como argumento uma brecha do novo Código de Processo Civil. A magistrada seguiu a seguinte lógica: se o devedor não tem dinheiro para pagar a dívida, ele também não terá como custear viagens internacionais, manter um veículo ou mesmo cartões de crédito. "Se, porém, mantiver tais atividades, poderá quitar a dívida, razão pela qual a medida coercitiva poderá se mostrar efetiva", pondera a juíza na decisão. As informações são do jornal Valor, em sua edição de ontem (5). A tal brecha do novo CPC diz respeito ao inciso 4º do artigo 139. Esse dispositivo - que vem gerando bastante polêmica no meio jurídico - dá poderes quase que ilimitados aos juízes para a determinação de medidas que forcem o cumprimento de suas decisões. No caso decidido pela 2ª Vara Cível de São Paulo, a ação tramita desde 2013 e até agora nada foi pago. Segundo consta no processo, "todas as medidas executivas cabíveis foram tomadas, mas o devedor não apresentou nenhuma proposta nem cumpriu de forma adequada as ordens judiciais". (O TJ-SP alegou “necessidade de cautela” para evitar divulgar o número do processo e os nomes das partes exequente e executada). Fonte: Espaço Vital - www.espacovital.com.br - 06/09/2016 e Endividado
Danos morais a espectadora que comprou em leilão na TV e não recebeu produtos
por Américo Wisbeck, Ângelo Medeiros, Daniela Pacheco Costa, Maria Fernanda Martins e Sandra de Araujo
A 6ª Câmara de Direito Civil do TJ manteve sentença da comarca de Caçador que condenou emissora de TV ao pagamento de indenização por danos morais, no valor de R$ 10 mil, a espectadora que arrematou bens em leilão da programação mas não recebeu os produtos. A empresa terá, ainda, que entregar os objetos arrematados no prazo de 15 dias. A mulher adquiriu uma TV de tela plana, um videogame, um computador com monitor LCD e uma impressora multifuncional com o lance de R$ 13,67 no quadro "Menor Preço Único", da grade da emissora. A apelante explicou que teve seu nome e endereço divulgados na programação em que foi anunciada como a ganhadora, mas não recebeu os objetos. Em apelação, a ré afirmou que não praticou qualquer ato ilícito porque o programa é produzido por terceiro e a autora não comprovou a participação no leilão. A desembargadora Denise Volpato, relatora da matéria, explicou que consta no processo a ligação telefônica para o número da promoção e o comprovante de depósito no valor do lance. "Ora, evidente o abalo moral sofrido pela autora, que se sentiu enganada pelas requeridas, teve seu nome e endereço divulgados na televisão e pagou pelo seu prêmio, agindo em conformidade com o regulamento da promoção, e não recebeu as mercadorias em sua residência", concluiu a magistrada. A decisão foi unânime (Autos n. 0002327-24.2009.8.24.0012). Fonte: TJSC - Tribunal de Justiça de Santa Catarina - 06/09/2016 e Endividado
O que os consumidores esperam de um atendimento?
Maioria enxerga a experiência ideal “em um só clique” O ditado “o cliente tem sempre razão” nunca foi tão verdadeiro. De uns tempos para cá, são eles quem mandam e sabem disso. Por isso, empresas de todos os tamanhos e segmentos precisam se reinventar constantemente a fim de atender as novas demandas e tendências tecnológicas, principalmente de relacionamento e comunicação corporativa. Afinal, o que os consumidores esperam de um atendimento? Segundo um estudo realizado pela Ericsson com mais de duas mil pessoas nos EUA e China, denominado “One-Click Challenge”, o cenário ideal pode ser realizado com “apenas um clique”. Metaforicamente, essa teoria revela o desejo de um processo intuitivo de compra, oferecendo a melhor experiência digital possível, facilitando a vida de quem navega. Um dado interessante quanto à preferência dos canais: quase 50% dos entrevistados disseram realizar a grande maioria de suas interações de forma on-line. Desejam, no entanto, ter os contatos tradicionais sempre disponíveis, como o telefone, por exemplo. “Apesar das novas gerações optarem conversar pelas redes sociais, ainda recorrem à voz quando o assunto é a resolução de um problema. Essa é, de longe, a melhor ferramenta para esse tipo de situação”, opina Ariane Abreu, Diretora Comercial da Total IP - soluções integradas de voz e e-mail para contact centers. Caso queira conhecer mais sobre a Total IP e suas funcionalidades voltadas para o setor de SAC, aproveite para passar em nosso estande na 14ª edição do Conarec - Congresso Nacional das Relações Empresa-Cliente. O evento oferece palestras sobre a evolução do consumidor, a conectividade, a mobilidade, novos modelos de negócio e as influências culturais. Serviço: Conarec - Congresso Nacional das Relações Empresa-Cliente Dias: 13 e 14 de setembro Local: Hotel Transamérica Endereço: Av. das Nações Unidas, 18.591 – São Paulo/SP. Horário: 8h30 às 17h00 Site: www.conarec.com.br Fonte: Consumidor RS - 06/09/2016 e Endividado
Com peças de quebra-cabeça, atletas formam coração na cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 no Estádio do MaracanãTomaz Silva/Agência Brasil
A entrada das delegações na cerimônia de abertura das Paralimpíadas foi antecipada para que os atletas pudessem assistir ao espetáculo preparado pelos diretores criativos. Como protagonistas da festa, eles entraram aos 18 minutos da cerimônia e também participaram de uma obra concebida pelo artista Vik Muniz, que montou um coração com peças que cada delegação trouxe no desfile das bandeiras.
A obra faz referência ao conceito central da cerimônia, resumido nas frases "O coração não conhece limites", em português, e"Everybody has a heart", em inglês, que funciona com um duplo sentido que pode ser traduzido para "Todo mundo tem um coração/ todo corpo tem um coração".
Depois de montado, o coração começou a pulsar com o uso de projeções de luz, um dos recursos mais utilizados nas cerimônias do Rio de Janeiro.
Considerada uma das partes mais difíceis de manter a atenção do público, "a parada dos atletas" teve a primeira obra de Vik Muniz montada ao vivo. As peças trazidas pelos porta-bandeiras tinham o nome de seu país de um lado e fotos dos atletas da delegação do outro.
Assim como na Olimpíada, a delegação brasileira foi a última a entrar e fez o desfile ao som de O homem falou, de Gonzaguinha.
Participam dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro 164 delegações, e o quebra-cabeças trouxe fotos de 6.315 atletas, em 1.160 peças.
Os Jogos Paralímpicos 2016 serão transmitidos pelaTV Brasil, em parceria com emissoras da Rede Pública de Televisão dos estados.
Os advogados das empreiteiras, alguns meses atrás, espalharam para a imprensa que a Odebrecht delataria Dilma Rousseff e a OAS delataria Lula. O plano deu errado. A OAS, antes que Rodrigo Janot mandasse rasgar os mais de 90 anexos de sua proposta de acordo com a PGR, já havia delatado Dilma Rousseff, Aécio Neves, José Serra e dezenas de outros políticos - além de Lula, é claro. E a Odebrecht, como O Antagonista publicou ontem, delatou Lula, revelando seu esquema nas obras do estádio do Corinthians, o Itaquerão. O fato é que ninguém consegue controlar a Lava Jato. Lula, que até recentemente parecia ser intocável, agora tem uma lista de acusadores, de Delcídio Amaral a Renato Duque, passando por João Santana e sua mulher, Dona Xepa. E Dilma Rousseff está a caminho da cadeia. O trabalho dos procuradores da Lava Jato acabou de ser estendido até 8 de setembro de 2017. O Brasil ainda vai mudar muito nesse ano.
O MELHOR DO DIA
Pobre Lula
Lula discursou terça à noite no estádio Mineirinho, em Belo Horizonte, durante o 3° Acampamento Nacional do Levante Popular da Juventude. No discurso, Lula disse que Michel Temer desligou mais de 900 mil beneficiados do Bolsa Família e mais... [leia mais]
A Lava Jato abriu nova frente de investigação sobre Luleco, segundo o Estadão, por causa do pagamento feito pela HZ Administração e Participações, empresa de um sócio do caçula de Lula... [veja mais]
Vaias e aplausos
Michel Temer foi vaiado e aplaudido ao ser anunciado no desfile de 7 de Setembro. Ele estava sem a faixa presidencial.
O desfile cívico em Brasília trouxe um resquício da era PT: arquibancadas limitadas, muitos alambrados, barreiras para todos os lados e o povo espremido nos poucos espaços livres de onde é possível... [leia mais]
Em Russas, no Ceará, o prefeito Raimundo Weber de Araújo, do PRB, usou o desfile de 7 de Setembro para cometer crime eleitoral sem pudor nenhum: colocou as coitadas das crianças para desfilarem... [veja mais]
Governo Temer pode “acabar” na quinta
Nem bem esquentou a cadeira como presidente efetivo, e Temer já pode ver seu governo “acabar”. Isto porque, nesta quinta, perde a validade a Medida Provisória 726/16, que reduziu o número de... [veja mais]
Dilma solidária
Na ABC News, um artigo fala sobre o aumento do número de cães e gatos abandonados em parques, abrigos e clínicas venezuelanas. Por causa da grave crise, os donos não têm mais condições de cuidar dos bichos... [leia mais]
FHC: "PSDB faz parte da velharia política"
FHC disse a Josias de Souza que o PSDB faz parte da "velharia" política que dificulta a modernização do país. O ex-presidente tucano argumentou que PT e PSDB perderam... [veja mais]
O placar da cassação de Cunha
A votação que pode cassar o mandato de Eduardo Cunha está marcada para as 19h da próxima segunda-feira. O Globo divulga um placar em que 238 deputados dizem que votarão conha Cunha -- serão necessários... [leia mais]
Os vermelhos da CNBB
A CNBB não faz nem mais questão de disfarçar. Em nota divulgada em ocasião do Dia da Independência, os bispos dizem que o Brasil "vive um triste momento", parafraseando... [veja mais]
Brasil Pharma engatilha negócios de 1,2 bilhão de reais
A Brasil Pharma prepara-se para vender duas de suas redes de farmácias. Segundo apurou a Reuters, uma é a Drogaria Rosário Distrital, que deve ficar com a Profarma em troca de 200 milhões de reais. Mas o maior negócio será... [leia mais]
Protestos marcam Dia da Independência em todo o país
Da Agência Brasil
Mulheres dão o tom na percussão durante o Grito dos Excluídos no Recife Sumaia Villela/Agência Brasil
O 7 de Setembro foi marcado por protestos em todo o país. O Grito dos Excluídos, manifestação tradicional da data, registrou, até agora, atos em 19 cidades, sendo 14 capitais. A estimativa da organização, antes dos atos, era protestos em 23 estados e no Distrito Federal. A coordenação nacional do Grito informou que ainda está recebendo informações dos organizadores locais para saber se a expectativa se concretizou. Além da pauta habitual, de defesa dos direitos sociais, os pedidos de eleições diretas e de saída do presidente Michel Temer dominaram os protestos. Em algumas cidades, manifestações contrárias a Temer se juntaram às atividades programadas pelo Grito dos Excluídos – caso de Brasília.
A coordenação nacional do Grito confirma, por enquanto, protestos em 14 capitais: Belo Horizonte, Teresina, Belém, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Aracaju, Maceió, Fortaleza, Recife, Curitiba, Salvador, Porto Alegre e Boa Vista. Segundo o movimento, no interior, houve manifestações nas cidades de Montes Claros e Governador Valadares, em Minas Gerais, Sorocaba, em São Paulo, Juazeiro do Norte, no Ceará, e Garanhuns, em Pernambuco.
Os repórteres e correspondentes da Agência Brasil acompanharam os protestos em sete capitais:
Brasília
Em Brasília, um protesto contra o presidente Michel Temer convocado pelas redes sociais uniu-se ao Grito dos Excluídos. O grupo marchou entoando palavras como “Eu já falei, vou repetir, é o povo que tem que decidir”, defendendo a escolha popular dos governantes.
Os manifestantes também criticaram a reforma da Previdência e a proposta de fixação de um teto para o reajuste orçamentário, contida na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016. De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, no auge da manifestação, havia cerca de 2,7 mil participantes. Para os organizadores, eram 10 mil.
Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, o ato do Grito dos Excluídos ocupou cerca de 1 quilômetro de uma das pistas da Avenida Presidente Vargas, e a marcha percorreu cerca de 2 quilômetros até a Praça Mauá.
A manifestação, que tradicionalmente defende direitos sociais, ganhou novas bandeiras com a adesão de grupos contrários ao impeachment de Dilma Rousseff e favoráveis à saída do presidente Michel Temer.
Na capital paulista, o protesto chamou a atenção para os problemas do capitalismo, tema da edição do Grito dos Excluídos deste ano. A marcha foi pacífica e não houve incidentes. Em alguns momentos, os participantes gritaram palavras de ordem contra o governo Temer.
Belo Horizonte
Em Belo Horizonte, manifestantes foram da Praça Raul Soares até a Praça da EstaçãoLéo Rodrigues/Agência Brasil
O ato do Grito dos Excluídos no centro de Belo Horizonte converteu-se em um protesto contra o governo de Michel Temer. Contrários ao processo que levou ao afastamento definitivo da presidenta Dilma Rousseff, eles pediam a convocação de eleições diretas.
A organização estimou em 10 mil pessoas o número de participantes no ato. A Polícia Militar informou que não faz estimativa de participantes.
Porto Alegre A marcha do Grito dos Excluídos na capital gaúcha partiu da sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que estava ocupada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Após o protesto, o grupo desmobilizou a ocupação, que ocorria também no Ministério da Fazenda.
A maioria dos participantes era composta por integrantes do MST. Havia ainda membros da Central Única dos Trabalhadores (CUT), movimentos negros, feministas e LGBT. Representantes dos bancários, em greve nacional desde ontem (6), também acompanharam a caminhada.
Segundo os organizadores, mais de 15 mil pessoas participaram do ato de hoje. A Polícia Militar não divulgou estimativa do número de participantes.
Recife
No Recife, o Grito dos Excluídos também uniu a tradicional pauta de demandas por direitos sociais, respeito aos direitos humanos e reformas estruturais ao pedido pela saída do presidente Michel Temer do poder. O grupo criticou, ainda, mudanças defendidas publicamente pelo governo Temer.
Atleta cadeirante desce megarrampa e levanta público no Maracanã
Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil
O norte-americano Aaron Wheelz "voa" no Maracanã e levanta público na cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 Tomaz Silva/Agência Brasil
Os Jogos Paralímpicos mostram que não há limites no corpo humano que impeçam grandes feitos e foi isso que a Rio 2016 comprovou, já na cerimônia de abertura do evento. O norte-americano Aaron Wheelz, cadeirante, desceu uma megarrampa erguida no Maracanã, passou por dentro dentro de um círculo de fogos de artifício e deu início à solenidade, levando o público à loucura, no Estádio do Maracanã.
Wheelz [o nome é uma brincadeira com a palavra inglesa “rodas”] nasceu com espinha bífida, uma malformação congênita. O sonho dele é desenhar o modelo de cadeira de rodas “mais radical de todos os tempos”. Como ele mesmo diz, “se tem rodas, como não ser divertido?”. Ele é o único cadeirante a descer em megarrampas no mundo.
A rampa foi aprovada pelo skatista brasileiro Bob Burnquist. Ele testou e validou a estrutura. Quando Aaron despontou no alto da rampa, o público o aplaudiu muito e esperou o momento. O estouro dos fogos à passagem do cadeirante foi a senha para o público no Maracanã explodir em delírio, em uma festa de luz e som.
Os Jogos Paralímpicos 2016 estão sendo transmitidos pela TV Brasil, em parceria com emissoras da Rede Pública de Televisão dos estados. O evento, que ocorre de 7 a 18 de setembro, tem a presença de 4.350 atletas de 178 países, competindo em 22 modalidades.
Nuzman para discurso por causa de manifestações do público e Temer recebe vaias
Marcelo Brandão - Enviado Especial da Agência Brasil
A cerimônia de abertura das Paralimpíadas teve manifestações do público. Após o discurso do presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Phillip Craven, o presidente Michel Temer recebeu vaias ao declarar a abertura oficial dos jogos. Foram ouvidos também aplausos.
Em pé na tribuna de honra, Temer apareceu no telão e fez a breve declaração, que durou menos de cinco segundos. Com a intensidade do barulho do público, foi difícil ouvir a voz do presidente nos alto-falantes.
Antes de Temer fazer a declaração, o presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Phillip Craven, por sua vez, exaltou os atletas paralímpicos. “Eles vão te surpreender. Mais que tudo, irão mudar vocês. Vocês verão obstáculos como oportunidades e no Rio terão a oportunidade de fazer um mundo mais justo. Seus valores deixam claro o que vocês apoiam e quem vocês são. Com seu desempenho, contem sua história, como a esperança sempre vence o medo. Somos parte de um só mundo”, disse Craven, que arriscou algumas frases em português.
O presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, também discursou na cerimônia. Nuzman exaltou os brasileiros e defendeu a construção de um mundo novo, onde não haja diferenças entre as pessoas. “Celebramos um novo desafio, construir um mundo novo. Mais justo e fraterno, onde todos possam caminhar, lado a lado sem obstáculos. É uma lição difícil, que nos faz mais fortes. Quando todos duvidam, nós brasileiros crescemos. Somos o país das realizações impossíveis. […] Estamos juntos pela igualdade entre as pessoas. Gente que mesmo parecendo diferente tem o mesmo coração”, disse Nuzmann.
No entanto, ele teve de interromper o discurso quando agradeceu o apoio dos governos federal, estadual e municipal. Neste momento, o público vaiou a citação aos governos e Nuzman ficou em silêncio por instantes enquanto a arquibancada se manifestava. Foram ouvidas vaias, aplausos, gritos e assobios. Depois, Nuzman retomou a fala dizendo que terminava o discurso de coração aberto para os atletas e foi muito aplaudido.
Trilha sonora da abertura paralímpica incluiu de Villa-Lobos a roda de samba
Vinícius Lisboa - repórter da Agência Brasil
A música brasileira foi um dos destaques da cerimônia de abertura da Paralimpíada do Rio de Janeiro. Assim como na Olimpíada, a diversidade foi exaltada e interpretações clássicas de grandes sucessos e releituras fizeram parte da programação.
Roda de samba tocou músicas como A Voz do Morro, de Zé KetiTomaz Silva/Agência Brasil
Um Bilhete para Didi, dos Novos Baianos, embalou os primeiros momentos da festa. A faixa instrumental faz parte do álbum Acabou Chorare, de 1972, considerado pela revista especializada Rolling Stone o mais importante da música brasileira. O grupo também foi representado com Brasil Pandeiro, de Assis Valente e que também foi gravada pelos Novos Baianos, e que tocou no momento em que a bandeira brasileira entrou no estádio.
Uma roda de samba reuniu jovens e mestres do ritmo carioca no Maracanã. Monarco, Hamilton de Holanda, Maria Rita, Diogo Nogueira, Xande de Pilares, Pastoras da Portela, Pedrinho e Pretinho da Serrinha. Grandes sambas entraram em cena, como A Voz do Morro, de Zé Keti. Muito repetido no Maracanã por torcidas de futebol, O Campeão, de Neguinho da Beija Flor foi outra aposta para levantar o público.
Tom Jobim, que deu nome ao mascote paralímpico, o Tom, foi representado com um de seus clássicos, Wave, no segmento da festa que se dedicou às praias cariocas. Aquele Abraço, de Gilberto Gil, engradeceu o momento em que o nadador Daniel Dias pareceu atravessar "uma piscina" projetada no chão do estádio.
Vendedores de mate e biscoito de polvilho, tradicionais no Rio de Janeiro, puxaram uma coreografia de passinho quando o ritmo foi o funk e o público aplaudiu os bailarinos.
A bailarina e atleta do snowboard Amy Purdy dançou com um robô a música Borandá, de Edu Lobo Reuters/Sergio Moraes//Direitos Reservados
O pianista e maestro João Carlos Martins foi o responsável pela execução do Hino Nacional, um dos mais importantes momentos protocolares, em que a bandeira brasileira também foi hasteada.
A entrada da delegação brasileira foi ao som de O Homem Falou, de Gonzaguinha, música escolhida por falar sobre diversidade.
Um mesmo segmento da festa uniu o consagrado compositor Heitor Villa-Lobos e sua Bachianas Brasileiras Nº 4 e a música Minimal 13, do grupo Uakti, que cria instrumentos não convencionais para produzir seus sons.
Uma das partes mais aguardadas da cerimônia, quando a bailarina e atleta do snowboard Amy Purdy dançou com um robô, teve a participação do maestro Sergio Mendes, que executou a música Borandá, de Edu Lobo.
O poderoso clássico E Vamos à Luta, de Gonzaguinha, e a mensagem motivadora de É Preciso Saber Viver, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, deram um tom de otimismo ao fim da cerimônia, na voz do cantor Seu Jorge.
Clodoaldo Silva acende pira em cerimônia com lendas do paradesporto brasileiro
Marcelo Brandão – Enviado especial da Agência Brasil
Clodoaldo acende a pira paralímpicaReuters/Sergio Moraes/Direitos Reservados
Alguns dos maiores nomes do esporte paralímpico nacional estiveram presentes na cerimônia de abertura na noite de hoje (7), no Maracanã. O nadador brasileiro Daniel Dias surgiu em um vídeo, atravessando uma piscina projetada no centro do estádio. No entanto, a maior honraria coube a outro nadador. Clodoaldo Silva foi o responsável por acender a pira.
Um dos grandes nomes do esporte paralímpico brasileiro na atualidade, Daniel Dias já compete amanhã (8). Outra presença da delegação brasileira prevista era a velocista Terezinha Guilhermina. Muito celebrada pelo público presente, Terezinha seria responsável pelo juramento dos atletas, mas essa parte do protocolo foi feita pelo nadador Felipe Rodrigues. Junto com Felipe, estava Amaury Veríssimo, treinador da equipe brasileira de atletismo, e a árbitra de bocha, a brasileira Raquel Daffre de Arroxellas. Além de árbitra, ela é mestre em distúrbios do desenvolvimento.
Uma das grandes perguntas da cerimônia de abertura estava na identidade de quem acenderia a pira paralímpica. Clodoaldo Silva foi o escolhido. O nadador brasileiro, que faz sua última Paralimpíada no Rio de Janeiro, coleciona 13 treze medalhas em quatro edições dos jogos. Clodoaldo recebeu a chama de Ádria Santos, velocista recém-aposentada e atualmente subprefeita da Vila Paralímpica.
Com a tocha em mãos, o nadador aproximou-se da escadaria que dava acesso à pira e olhou para o público, como se perguntasse como subiria com sua cadeira de rodas. Então, a escadaria se abriu e transformou-se em uma rampa e Clodoaldo pode chegar à pira, igual à usada nos Jogos Olímpicos.
Em conversa com a Agência Brasil no dia anterior, na Vila Paralímpica, Clodoaldo mostrava-se muito confortável com a ideia de parar aos 37 anos. “Esta vai ser minha quinta participação paralímpica. É aqui em casa que eu quero pendurar minha sunga, né? Se os jogadores de futebol penduram a chuteira eu quero pendurar a minha sunga, se bem se eu fizer isso eu posso ser preso, né?”, concluiu o nadador em meio a risos.
Os Jogos Paralímpicos 2016 estão sendo transmitidos pela TV Brasil, em parceria com emissoras da Rede Pública de Televisão dos estados. O evento, que ocorre de 7 a 18 de setembro, tem a presença de 4.350 atletas de 178 países, competindo em 22 modalidades.
Em palestra feitanesta quarta-feira (7) no Banco de Desenvolvimento da América Latina, em Washington, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta quarta-feira (7) que o Brasil está seguindo a sua Constituição ao fazer uma "transição de poder" e acrescentou que os Estados Unidos vão trabalhar de forma estreita com o presidente Michel Temer para ajudar o povo brasileiro a enfrentar os desafios nos "momentos econômicos e políticos difíceis".
Essa foi a primeira manifestação oficial do governo dos Estados Unidos sobre as mudanças políticas no Brasil, desde que o presidente Michel Temer tomou posse em 31 de agosto último. Em um discurso sobre "mudanças políticas substanciais" que estão ocorrendo na América Latina, o vice-presidente dos Estados Unidos mencionou vários países, mas citou primeiramente o caso do Brasil. Segundo Biden, o Brasil "é e continuará sendo um dos associados mais importantes da região".
O vice-presidente disse que os Estados Unidos continuarão a trabalhar para que o hemisfério ocidental seja "o hemisfério mais importante do mundo". Ele lembrou que mais de 50% das exportações norte-americanas são atualmente dirigidas para países do hemisfério ocidental.
Sem citar diretamente o candidado do Partido Republicano, Donald Trump, que propôs - em sua campanha para presidente dos Estados Unidos - a construção de um muro na fronteira norte-americana com o México, Joe Biden disse: "Não podemos construir muros para nos proteger de problemas que não conhecem fronteiras".
A palestra de Joe Biden abriu a 20ª Conferência Anual do Banco de Desenvolvimento da América Latina, que teve a participação também do Diálogo Interamericano e da Organização dos Estados Americanos. O objetivo do evento é analisar as políticas dos Estados Unidos e da América Latina em favor da integração hemisférica. Participam do evento cerca de 1.600 persquisadores de universidades norte-americanas, representantes de governos e analistas políticos.
A organização da cerimônia de abertura usou muitos recursos de projeção de luz para simular cenários e interagir com os figurantesTomaz Silva/Agência Brasil
Foi mais uma bela festa no Maracanã. Com intensa participação do público, os Jogos Paralímpicos Rio 2016 foram abertos. Teve dança, muita música brasileira e momentos emocionantes. O espetáculo, dirigido por Vik Muniz, Marcelo Rubens Paixa e Fred Gelli, alternou momentos de muita intensidade com calmaria.
Assim como nas cerimônias dos Jogos Olímpicos, a organização usou muitos recursos de projeção de luz para simular cenários e interagir com os figurantes. No final, o nadador Clodoaldo Silva acendeu a pira paralímpica e deu início aos jogos. Megarrampa
No início da festa o cadeirante norte-americano Aaron “Wheelz” desceu uma megarrampa erguida no Maracanã. Não houve qualquer pausa para aumentar a tensão. Tão logo os holofotes miraram em “Wheelz”, ele desceu a rampa e passou por dentro de um círculo. O círculo disparou fogos de artifício enquanto o atleta dava uma pirueta no ar com sua cadeira. Foi o início da cerimônia, que levou o público à loucura no Maracanã.
O Hino Nacional foi executado pelo renomado pianista e maestro brasileiro João Carlos Martins. Mundialmente reconhecido por sua habilidade, o maestro e pianista tem as mãos parcialmente atrofiadas por uma série de problemas físicos. Enquanto tocava o hino ao piano, figurantes com guarda-sóis fizeram desabrochar a bandeira brasileira no campo do Maracanã. Mais um momento de muitos aplausos no estádio praticamente lotado.
As peças de quebra-cabeça, que traziam os rostos dos atletas estampados, formaram um coração no meio do campoTomaz Silva/Agência Brasil
A própria organização da cerimônia admite que a entrada das delegações é um dos momentos mais difíceis, pelo desafio de manter o público interessado. Para minimizar o desafio, os idealizadores pensaram em uma interação dos atletas com a cerimônia. Entrando depois de apenas meia hora de espetáculo, cada uma das delegações trouxe uma peça de quebra-cabeça.
A delegação brasileira entrou por última, às 20h30 e o público celebrou como se fosse uma final de Copa do Mundo. Para a entrada da delegação anfitriã, última a entrar no estádio, foi executada uma música diferente de todas as outras. O Homem Falou, de Gonzaguinha. O público pulou e celebrou os atletas brasileiros ao som do refrão “a festa vai apenas começar”. Os 286 atletas e comissão técnica do Brasil revigoraram o ânimo do público.
Juntas, as peças de quebra-cabeça, que traziam os rostos dos atletas estampados, formaram um coração no meio do campo. Com ajuda de projeções de luz, o coração parecia pulsar diante dos olhos de todos. Um festival de fogos iluminou os céus do Rio de Janeiro, em mais um momento de arrepiar. Nuzman exalta povo brasileiro
Em seu discurso, o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, falou em construção de um mundo novo, onde não haja diferenças entre as pessoas. “Celebramos um novo desafio, construir um mundo novo. Mais justo e fraterno, onde todos possam caminhar, lado a lado sem obstáculos. É uma lição difícil, que nos faz mais fortes. Quando todos duvidam, nós brasileiros crescemos. Somos o país das realizações impossíveis. Estamos juntos pela igualdade entre as pessoas. Gente que mesmo parecendo diferente tem o mesmo coração”, disse.
Quando agradeceu aos governos federal, estadual e municipal, o público vaiou. Foram ouvidas vaias, aplausos, gritos de Brasil, “Fora Temer” e assobios. O presidente do comitê ficou em silêncio por instantes enquanto a arquibancada mostrava diferentes tipos de reação. Ele olhava para o público e apenas esperou. Depois, retomou sua fala dizendo que terminava o discurso de coração aberto para os atletas e foi muito aplaudido.
O presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Phillip Craven, exaltou os atletas paralímpicos. “Eles vão te surpreender. Mais que tudo, vão mudar vocês. Vocês verão obstáculos como oportunidades e no Rio terão a oportunidade de fazer um mundo mais justo. Seus valores deixam claro o que vocês apoiam e quem vocês são. Com seu desempenho, contem sua história, como a esperança sempre vence o medo. Somos parte de um só mundo”.
Ao som de Sergio Mendes tocando Edu Lobo, a atleta e bailarina norte-americana do snowboard, Amy Purdy dançou com um robôTomaz Silva/Agência Brasil Balé paralímpico
Ao som de Sergio Mendes tocando Edu Lobo, a atleta e bailarina norte-americana do snowboard, Amy Purdy, encantou o público com uma coreografia que incluiu samba e ritmos mais lentos. Amy dançava com graça e leveza usando próteses nas duas pernas. Seu parceiro era um robô fabricado por uma empresa alemã. A máquina conseguiu acompanhar a atleta nos passos mais lentos, mas quando o gingado tomou conta da coreografia, o robô não a acompanhou e a atleta saiu muito aplaudida.
Um dos momentos mais emocionantes da cerimônia foi o revezamento da tocha e acendimento da pira. A ex-atleta brasileira Márcia Malsar levou a tocha por parte do campo do Maracanã. Ela fez parte da delegação brasileira que ajudou a impulsionar o esporte paraolímpico com a boa campanha nos Jogos de Nova York/Stoke Mandeville-1984.
Márcia, que tem paralisia cerebral, caminhava com muita dificuldade, mesmo com auxílio de uma bengala. Chovia bastante na hora. No meio do trajeto, Márcia caiu no chão. No mesmo instante em que era ajudada a se levantar, o público ficou de pé e começou a aplaudir a ex-atleta.
A para-atleta pegou a tocha do chão e se levantou devagar, muito aplaudida. Cada passo restante era acompanhado pelas palmas do público até que ela entregasse a tocha para a ex-velocista Ádria Santos. A pira paralímpica
A pira foi acessa pelo nadador brasileiro Clodoaldo SilvaReuters/Sergio Moraes/Direitos Reservados
O escolhido para fechar o revezamento foi o nadador brasileiro Clodoaldo Silva. Com a tocha em mãos, o nadador se aproximou da escadaria que dava acesso à pira e olhou para o público, como se perguntasse como subiria com sua cadeira de rodas. Então, a escadaria se abriu e transformou-se em uma rampa e Clodoaldo pode chegar à pira, igual à utilizada nos Jogos Olímpicos.
O nadador brasileiro, que faz sua última Paralimpíada no Rio de Janeiro, tem treze medalhas em quatro edições dos jogos. Perto das 22h, Clodoaldo acendeu a pira, sob aplausos de um público muito participativo durante grande parte do evento. A cerimônia terminou com as músicas E Vamos à Luta, de Gonzaguinha eÉ Preciso Saber Viver, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos.