Com peças de quebra-cabeça, atletas formam coração na cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 no Estádio do MaracanãTomaz Silva/Agência Brasil
A entrada das delegações na cerimônia de abertura das Paralimpíadas foi antecipada para que os atletas pudessem assistir ao espetáculo preparado pelos diretores criativos. Como protagonistas da festa, eles entraram aos 18 minutos da cerimônia e também participaram de uma obra concebida pelo artista Vik Muniz, que montou um coração com peças que cada delegação trouxe no desfile das bandeiras.
A obra faz referência ao conceito central da cerimônia, resumido nas frases "O coração não conhece limites", em português, e"Everybody has a heart", em inglês, que funciona com um duplo sentido que pode ser traduzido para "Todo mundo tem um coração/ todo corpo tem um coração".
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Depois de montado, o coração começou a pulsar com o uso de projeções de luz, um dos recursos mais utilizados nas cerimônias do Rio de Janeiro.
Considerada uma das partes mais difíceis de manter a atenção do público, "a parada dos atletas" teve a primeira obra de Vik Muniz montada ao vivo. As peças trazidas pelos porta-bandeiras tinham o nome de seu país de um lado e fotos dos atletas da delegação do outro.
Assim como na Olimpíada, a delegação brasileira foi a última a entrar e fez o desfile ao som de O homem falou, de Gonzaguinha.
Participam dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro 164 delegações, e o quebra-cabeças trouxe fotos de 6.315 atletas, em 1.160 peças.
Os Jogos Paralímpicos 2016 serão transmitidos pela TV Brasil, em parceria com emissoras da Rede Pública de Televisão dos estados.
Ninguém controla a Lava Jato - sorte do Brasil
Por Diogo Mainardi
Os advogados das empreiteiras, alguns meses atrás, espalharam para a imprensa que a Odebrecht delataria Dilma Rousseff e a OAS delataria Lula.
O plano deu errado.
A OAS, antes que Rodrigo Janot mandasse rasgar os mais de 90 anexos de sua proposta de acordo com a PGR, já havia delatado Dilma Rousseff, Aécio Neves, José Serra e dezenas de outros políticos - além de Lula, é claro.
E a Odebrecht, como O Antagonista publicou ontem, delatou Lula, revelando seu esquema nas obras do estádio do Corinthians, o Itaquerão.
O fato é que ninguém consegue controlar a Lava Jato.
Lula, que até recentemente parecia ser intocável, agora tem uma lista de acusadores, de Delcídio Amaral a Renato Duque, passando por João Santana e sua mulher, Dona Xepa.
E Dilma Rousseff está a caminho da cadeia.
O trabalho dos procuradores da Lava Jato acabou de ser estendido até 8 de setembro de 2017. O Brasil ainda vai mudar muito nesse ano.
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Protestos marcam Dia da Independência em todo o país
Da Agência Brasil
Mulheres dão o tom na percussão durante o Grito dos Excluídos no Recife Sumaia Villela/Agência Brasil
O 7 de Setembro foi marcado por protestos em todo o país. O Grito dos Excluídos, manifestação tradicional da data, registrou, até agora, atos em 19 cidades, sendo 14 capitais. A estimativa da organização, antes dos atos, era protestos em 23 estados e no Distrito Federal. A coordenação nacional do Grito informou que ainda está recebendo informações dos organizadores locais para saber se a expectativa se concretizou.
Além da pauta habitual, de defesa dos direitos sociais, os pedidos de eleições diretas e de saída do presidente Michel Temer dominaram os protestos. Em algumas cidades, manifestações contrárias a Temer se juntaram às atividades programadas pelo Grito dos Excluídos – caso de Brasília.
A coordenação nacional do Grito confirma, por enquanto, protestos em 14 capitais: Belo Horizonte, Teresina, Belém, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Aracaju, Maceió, Fortaleza, Recife, Curitiba, Salvador, Porto Alegre e Boa Vista. Segundo o movimento, no interior, houve manifestações nas cidades de Montes Claros e Governador Valadares, em Minas Gerais, Sorocaba, em São Paulo, Juazeiro do Norte, no Ceará, e Garanhuns, em Pernambuco.
Os repórteres e correspondentes da Agência Brasil acompanharam os protestos em sete capitais:
Brasília
Em Brasília, um protesto contra o presidente Michel Temer convocado pelas redes sociais uniu-se ao Grito dos Excluídos. O grupo marchou entoando palavras como “Eu já falei, vou repetir, é o povo que tem que decidir”, defendendo a escolha popular dos governantes.
Os manifestantes também criticaram a reforma da Previdência e a proposta de fixação de um teto para o reajuste orçamentário, contida na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016. De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, no auge da manifestação, havia cerca de 2,7 mil participantes. Para os organizadores, eram 10 mil.
Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, o ato do Grito dos Excluídos ocupou cerca de 1 quilômetro de uma das pistas da Avenida Presidente Vargas, e a marcha percorreu cerca de 2 quilômetros até a Praça Mauá.
A manifestação, que tradicionalmente defende direitos sociais, ganhou novas bandeiras com a adesão de grupos contrários ao impeachment de Dilma Rousseff e favoráveis à saída do presidente Michel Temer.
São Paulo
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Na capital paulista, o protesto chamou a atenção para os problemas do capitalismo, tema da edição do Grito dos Excluídos deste ano. A marcha foi pacífica e não houve incidentes. Em alguns momentos, os participantes gritaram palavras de ordem contra o governo Temer.
Belo Horizonte
Em Belo Horizonte, manifestantes foram da Praça Raul Soares até a Praça da EstaçãoLéo Rodrigues/Agência Brasil
O ato do Grito dos Excluídos no centro de Belo Horizonte converteu-se em um protesto contra o governo de Michel Temer. Contrários ao processo que levou ao afastamento definitivo da presidenta Dilma Rousseff, eles pediam a convocação de eleições diretas.
A organização estimou em 10 mil pessoas o número de participantes no ato. A Polícia Militar informou que não faz estimativa de participantes.
Porto Alegre
A marcha do Grito dos Excluídos na capital gaúcha partiu da sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que estava ocupada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Após o protesto, o grupo desmobilizou a ocupação, que ocorria também no Ministério da Fazenda.
A maioria dos participantes era composta por integrantes do MST. Havia ainda membros da Central Única dos Trabalhadores (CUT), movimentos negros, feministas e LGBT. Representantes dos bancários, em greve nacional desde ontem (6), também acompanharam a caminhada.
Salvador
Na capital baiana, o protesto teve participação de representantes de movimentos sociais e religiosos e de centrais sindicais. Durante a passeata, em tom crítico, líderes e coordenadores do Grito dos Excluídos manifestaram-se em um carro de som contra o atual governo e a situação social e política do Brasil.
Segundo os organizadores, mais de 15 mil pessoas participaram do ato de hoje. A Polícia Militar não divulgou estimativa do número de participantes.
Recife
No Recife, o Grito dos Excluídos também uniu a tradicional pauta de demandas por direitos sociais, respeito aos direitos humanos e reformas estruturais ao pedido pela saída do presidente Michel Temer do poder. O grupo criticou, ainda, mudanças defendidas publicamente pelo governo Temer.
Atleta cadeirante desce megarrampa e levanta público no Maracanã
Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil
O norte-americano Aaron Wheelz "voa" no Maracanã e levanta público na cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 Tomaz Silva/Agência Brasil
Os Jogos Paralímpicos mostram que não há limites no corpo humano que impeçam grandes feitos e foi isso que a Rio 2016 comprovou, já na cerimônia de abertura do evento. O norte-americano Aaron Wheelz, cadeirante, desceu uma megarrampa erguida no Maracanã, passou por dentro dentro de um círculo de fogos de artifício e deu início à solenidade, levando o público à loucura, no Estádio do Maracanã.
Wheelz [o nome é uma brincadeira com a palavra inglesa “rodas”] nasceu com espinha bífida, uma malformação congênita. O sonho dele é desenhar o modelo de cadeira de rodas “mais radical de todos os tempos”. Como ele mesmo diz, “se tem rodas, como não ser divertido?”. Ele é o único cadeirante a descer em megarrampas no mundo.
A rampa foi aprovada pelo skatista brasileiro Bob Burnquist. Ele testou e validou a estrutura. Quando Aaron despontou no alto da rampa, o público o aplaudiu muito e esperou o momento. O estouro dos fogos à passagem do cadeirante foi a senha para o público no Maracanã explodir em delírio, em uma festa de luz e som.
Os Jogos Paralímpicos 2016 estão sendo transmitidos pela TV Brasil, em parceria com emissoras da Rede Pública de Televisão dos estados. O evento, que ocorre de 7 a 18 de setembro, tem a presença de 4.350 atletas de 178 países, competindo em 22 modalidades.
>> Veja o guia das modalidades paralímpicas
Nuzman para discurso por causa de manifestações do público e Temer recebe vaias
Marcelo Brandão - Enviado Especial da Agência Brasil
A cerimônia de abertura das Paralimpíadas teve manifestações do público. Após o discurso do presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Phillip Craven, o presidente Michel Temer recebeu vaias ao declarar a abertura oficial dos jogos. Foram ouvidos também aplausos.
Em pé na tribuna de honra, Temer apareceu no telão e fez a breve declaração, que durou menos de cinco segundos. Com a intensidade do barulho do público, foi difícil ouvir a voz do presidente nos alto-falantes.
Antes de Temer fazer a declaração, o presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Phillip Craven, por sua vez, exaltou os atletas paralímpicos. “Eles vão te surpreender. Mais que tudo, irão mudar vocês. Vocês verão obstáculos como oportunidades e no Rio terão a oportunidade de fazer um mundo mais justo. Seus valores deixam claro o que vocês apoiam e quem vocês são. Com seu desempenho, contem sua história, como a esperança sempre vence o medo. Somos parte de um só mundo”, disse Craven, que arriscou algumas frases em português.
O presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, também discursou na cerimônia. Nuzman exaltou os brasileiros e defendeu a construção de um mundo novo, onde não haja diferenças entre as pessoas. “Celebramos um novo desafio, construir um mundo novo. Mais justo e fraterno, onde todos possam caminhar, lado a lado sem obstáculos. É uma lição difícil, que nos faz mais fortes. Quando todos duvidam, nós brasileiros crescemos. Somos o país das realizações impossíveis. […] Estamos juntos pela igualdade entre as pessoas. Gente que mesmo parecendo diferente tem o mesmo coração”, disse Nuzmann.
No entanto, ele teve de interromper o discurso quando agradeceu o apoio dos governos federal, estadual e municipal. Neste momento, o público vaiou a citação aos governos e Nuzman ficou em silêncio por instantes enquanto a arquibancada se manifestava. Foram ouvidas vaias, aplausos, gritos e assobios. Depois, Nuzman retomou a fala dizendo que terminava o discurso de coração aberto para os atletas e foi muito aplaudido.
Trilha sonora da abertura paralímpica incluiu de Villa-Lobos a roda de samba
Vinícius Lisboa - repórter da Agência Brasil
A música brasileira foi um dos destaques da cerimônia de abertura da Paralimpíada do Rio de Janeiro. Assim como na Olimpíada, a diversidade foi exaltada e interpretações clássicas de grandes sucessos e releituras fizeram parte da programação.
Roda de samba tocou músicas como A Voz do Morro, de Zé KetiTomaz Silva/Agência Brasil
Um Bilhete para Didi, dos Novos Baianos, embalou os primeiros momentos da festa. A faixa instrumental faz parte do álbum Acabou Chorare, de 1972, considerado pela revista especializada Rolling Stone o mais importante da música brasileira. O grupo também foi representado com Brasil Pandeiro, de Assis Valente e que também foi gravada pelos Novos Baianos, e que tocou no momento em que a bandeira brasileira entrou no estádio.
Uma roda de samba reuniu jovens e mestres do ritmo carioca no Maracanã. Monarco, Hamilton de Holanda, Maria Rita, Diogo Nogueira, Xande de Pilares, Pastoras da Portela, Pedrinho e Pretinho da Serrinha. Grandes sambas entraram em cena, como A Voz do Morro, de Zé Keti. Muito repetido no Maracanã por torcidas de futebol, O Campeão, de Neguinho da Beija Flor foi outra aposta para levantar o público.
Tom Jobim, que deu nome ao mascote paralímpico, o Tom, foi representado com um de seus clássicos, Wave, no segmento da festa que se dedicou às praias cariocas. Aquele Abraço, de Gilberto Gil, engradeceu o momento em que o nadador Daniel Dias pareceu atravessar "uma piscina" projetada no chão do estádio.
Vendedores de mate e biscoito de polvilho, tradicionais no Rio de Janeiro, puxaram uma coreografia de passinho quando o ritmo foi o funk e o público aplaudiu os bailarinos.
A bailarina e atleta do snowboard Amy Purdy dançou com um robô a música Borandá, de Edu Lobo Reuters/Sergio Moraes//Direitos Reservados
O pianista e maestro João Carlos Martins foi o responsável pela execução do Hino Nacional, um dos mais importantes momentos protocolares, em que a bandeira brasileira também foi hasteada.
A entrada da delegação brasileira foi ao som de O Homem Falou, de Gonzaguinha, música escolhida por falar sobre diversidade.
Um mesmo segmento da festa uniu o consagrado compositor Heitor Villa-Lobos e sua Bachianas Brasileiras Nº 4 e a música Minimal 13, do grupo Uakti, que cria instrumentos não convencionais para produzir seus sons.
Uma das partes mais aguardadas da cerimônia, quando a bailarina e atleta do snowboard Amy Purdy dançou com um robô, teve a participação do maestro Sergio Mendes, que executou a música Borandá, de Edu Lobo.
O poderoso clássico E Vamos à Luta, de Gonzaguinha, e a mensagem motivadora de É Preciso Saber Viver, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, deram um tom de otimismo ao fim da cerimônia, na voz do cantor Seu Jorge.
Clodoaldo Silva acende pira em cerimônia com lendas do paradesporto brasileiro
Marcelo Brandão – Enviado especial da Agência Brasil
Clodoaldo acende a pira paralímpicaReuters/Sergio Moraes/Direitos Reservados
Alguns dos maiores nomes do esporte paralímpico nacional estiveram presentes na cerimônia de abertura na noite de hoje (7), no Maracanã. O nadador brasileiro Daniel Dias surgiu em um vídeo, atravessando uma piscina projetada no centro do estádio. No entanto, a maior honraria coube a outro nadador. Clodoaldo Silva foi o responsável por acender a pira.
Um dos grandes nomes do esporte paralímpico brasileiro na atualidade, Daniel Dias já compete amanhã (8). Outra presença da delegação brasileira prevista era a velocista Terezinha Guilhermina. Muito celebrada pelo público presente, Terezinha seria responsável pelo juramento dos atletas, mas essa parte do protocolo foi feita pelo nadador Felipe Rodrigues. Junto com Felipe, estava Amaury Veríssimo, treinador da equipe brasileira de atletismo, e a árbitra de bocha, a brasileira Raquel Daffre de Arroxellas. Além de árbitra, ela é mestre em distúrbios do desenvolvimento.
Uma das grandes perguntas da cerimônia de abertura estava na identidade de quem acenderia a pira paralímpica. Clodoaldo Silva foi o escolhido. O nadador brasileiro, que faz sua última Paralimpíada no Rio de Janeiro, coleciona 13 treze medalhas em quatro edições dos jogos. Clodoaldo recebeu a chama de Ádria Santos, velocista recém-aposentada e atualmente subprefeita da Vila Paralímpica.
Com a tocha em mãos, o nadador aproximou-se da escadaria que dava acesso à pira e olhou para o público, como se perguntasse como subiria com sua cadeira de rodas. Então, a escadaria se abriu e transformou-se em uma rampa e Clodoaldo pode chegar à pira, igual à usada nos Jogos Olímpicos.
Em conversa com a Agência Brasil no dia anterior, na Vila Paralímpica, Clodoaldo mostrava-se muito confortável com a ideia de parar aos 37 anos. “Esta vai ser minha quinta participação paralímpica. É aqui em casa que eu quero pendurar minha sunga, né? Se os jogadores de futebol penduram a chuteira eu quero pendurar a minha sunga, se bem se eu fizer isso eu posso ser preso, né?”, concluiu o nadador em meio a risos.
Os Jogos Paralímpicos 2016 estão sendo transmitidos pela TV Brasil, em parceria com emissoras da Rede Pública de Televisão dos estados. O evento, que ocorre de 7 a 18 de setembro, tem a presença de 4.350 atletas de 178 países, competindo em 22 modalidades.
>> Veja o guia das modalidades paralímpicas (http://www.ebc.com.br/modalidades-paralimpicas-rio-2016)
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