Orçamento prevê salário mínimo de R$ 945,80 no próximo ano

Brasília - Os ministros do Planejamento, Dyogo Oliveira e da Fazenda, Henrique Meirelles, entregam Orçamento da União 2017 ao 2 vice-presidente do Congresso, senador Romero Jucá (Wilson Dias/Agência Brasil)

Os ministros Dyogo Oliveira e Henrique Meirelles entregam a proposta de Orçamento da União para 2017 ao segundo vice-presidente do Congresso, senador Romero JucáWilson Dias/Agência Brasil

O salário mínimo para o ano que vem ficará em R$ 945,80, anunciou há pouco o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. O valor consta do projeto do Orçamento Geral da União de 2017, enviado hoje (31) pelo governo ao Congresso Nacional.

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A proposta foi entregue por Oliveira e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ao presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL). O texto foi enviado ao Congresso logo após a cerimônia de posse do presidente Michel Temer, no Senado.

Os demais parâmetros para a economia no próximo ano, que haviam sido divulgados pela equipe econômica no último dia 17, foram mantidos. A estimativa de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 4,8% para 2017.

A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos em um país) ficou em 1,6%. O projeto prevê taxa de câmbio média de R$ 3,40 no dólar para o próximo ano, contra R$ 3,50 em 2015, e de taxa Selic (juros básicos da economia) acumulada de 12,1% ao ano em 2017, contra 14% neste ano.

 

 

Agência Brasil

 

Confira 500 sites que devem ser evitados na hora das compras

Ao realizar uma compra na internet, você costuma optar por lojas que ofereçam preços abaixo do comum? Ao ver uma promoção por tempo limitado, você deixa de verificar a reputação do site?
Se a resposta para as duas perguntas foi positiva, então, é melhor redobrar sua atenção para evitar problemas com o comércio eletrônico em suas próximas aquisições.
A Fundação  Procon-SP,  em 2011, começou a monitorar os sites de compras que eram alvos de reclamações constantes pelo consumidor. Em 2012, publicou uma lista com mais de 200 lojas virtuais que deveriam ser evitadas pelo consumidor. Atualmente, esse número cresceu e a listagem já conta com 500. 
A lista é composta por sites que tiveram reclamações de consumidores registradas no Procon-SP  e  foram notificados por irregularidades ou  não foram encontrados. Uma das principais queixas dos consumidores é a falta de entrega do produto adquirido. Sem conseguir contato com a loja é impossível que entidade tome qualquer medida em relação à empresa, nem sequer abrir processos administrativos.
A lista está disponível na página principal do órgão, no ícone “Evite esses sites!”, contendo o endereço eletrônico em ordem alfabética, razão social da empresa e número do CNPJ ou CPF, além da condição de “fora do ar” ou “no ar”. Veja aqui. Os consumidores que devem evitar esses sites, pois é muito provável que não receberão seu produto e terão dificuldade para ser  ressarcidos futuramente.
Se você pretende realizar compras no comércio eletrônico, além de consultar essa lista é importante ficar atento a alguns cuidados.
– Tenha um bom antivírus, pois esse é uma dos componentes de segurança, o ideal é optar por pacotes que incluam antisspam, antisspywarer, firewall.  Esses componentes devem ser atualizados todos os dias.
– Desconfie sempre dos preços exageradamente baixos. Dê preferência aos sites que tenham também uma loja física e não só virtual para, em caso de reclamação, você tenha maior facilidade de acesso físico.
– Ao optar pelo pagamento com cartão de crédito, verifique se o site tem certificado e se é chancelado por alguma organização de segurança.
– Pesquise em páginas de entidades de defesa do consumidor o número de reclamações sobre a empresa que vai comprar. Além da lista citada acima é importante consultar   o Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor – Sindec, da Secretaria Nacional do Consumidor – Senacon, do Ministério da Justiça e o site Reclame Aqui que possuem um ranking de produtos e serviços mais reclamados pelos consumidores.
– Veja ainda se a loja virtual possui telefone de atendimento ao consumidor – o ideal é fazer uma ligação teste para saber se funciona de fato – leia as condições apresentadas pelo site e em caso de dúvida mande um e-mail para a empresa solicitando esclarecimento, o que é uma ótima maneira de saber como é a qualidade  e o tempo de resposta do site.
Fique bem atento aos prazos de entrega e ao concluir a comprar imprima ou salve os comprovantes.Não conseguindo resolver o problema, procure o Procon mais próximo de sua residência.
Fonte: Portal do Consumidor - 31/08/2016 e Endividado

 

 

Justiça condena banco a pagamento de R$ 20 mil por negativação indevida

por Américo Wisbeck, Ângelo Medeiros, Daniela Pacheco Costa, Maria Fernanda Martins e Sandra de Araujo

A juíza de direito Vera Regina Bedin, da comarca de Itajaí, condenou um banco a pagar a distribuidora de produtos de beleza a quantia de R$ 20 mil, a título de indenização moral, por ter enviado o nome da firma ao Sisbacen - órgão creditício nacional - por dívida de R$ 746 mil oriunda de suposto negócio entabulado entre as partes em 2003. O negócio, porém, jamais existiu.
A empresa autora disse que a quantia é muito superior a sua capacidade financeira e requereu exibição de documentos das operações alegadas, no que foi atendida pelo juízo, com fixação de multa diária em caso de descumprimento. O banco recorreu, mas sem sucesso. Apenas obteve a supressão da multa - já que a câmara julgadora entendeu que não cabe multa diária em ação cautelar de exibição de documentos.
Ao reconhecer o pedido da autora, a juíza observou que os documentos do processo apontam a configuração de danos morais porque as partes nunca firmaram contrato e a negativação causou abalo à autora, pois levantou suspeita de que estaria executando operações de "lavagem de dinheiro", o que prejudicou sua imagem perante demais instituições financeiras, fornecedores e clientes. O banco argumentou que não há provas dos danos morais.
Segundo a magistrada, não somente a inscrição indevida justifica o pleito de indenização, mas também o não cumprimento, pelo demandado, da ordem exarada na cautelar para exibir os documentos. A obrigação foi convertida em perdas e danos, que só podem ser aferidos a partir da veracidade considerada. "Ora, se não exibiu e não cabem astreintes (multa diária), então se presume a veracidade do fato de o demandado ter inscrito o nome do demandante indevidamente no cadastro, sem ter travado relação jurídica com ele", ponderou a magistrada.
A conduta ilícita do réu ficou caracterizada pelo fato incontroverso de ter ele enviado o nome do demandante ao cadastro do Sisbacen, mesmo sem qualquer negócio válido."O réu tem o dever de fiscalizar a regularidade dos negócios jurídicos que firma, de maneira a tomar todas as cautelas para evitar fraudes e comprometimento do nome alheio", concluiu a magistrada (Autos n. 0024384-41.2007.8.24.0033).
Fonte: TJSC - Tribunal de Justiça de Santa Catarina - 31/08/2016 e Endividado

 

 

TJ-DF condena TIM Celular a pagar R$ 1 milhão por propaganda enganosa

Empresa que entrega serviço inferior ao anunciado em peças publicitárias viola a boa-fé objetiva e a confiança dos consumidores. Com esse entendimento, a 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou a TIM Celular a pagar R$ 1 milhão por publicidade enganosa e danos morais coletivos.
Segundo decisão, serviço de internet contratado não era como o anunciado.
Embora a companhia dissesse de maneira destacada que o serviço de internet seria ilimitado, o Ministério Público apontou, em Ação Civil Pública, que tal fato não se observava na prática, em razão das disposições marginais à publicidade, nas quais estava contido que, após o uso da franquia contratada, a velocidade da conexão ficaria reduzida.
E para os desembargadores, o MP tinha razão. “Vivemos em um sistema capitalista, no qual a atividade econômica é livre de maneira que seus agentes podem empreender e concorrer entre si na busca dos mercados. Entretanto, ela não está isenta de regras, pois há valores que devem ser observados, sob pena de se violar o arcabouço principiológico que a fundamenta”, ressaltou a desembargadora Maria Ivatônia, relatora do caso.
Dano moral
O Código de Defesa do Consumidor trouxe tanto a tutela individual do consumidor como a tutela coletiva da comunidade consumidora, que também pode ser vítima de uma prática abusiva de um fornecedor, o que enseja o dever de reparar o dano coletivo experimentado. Esse último, uma nova modalidade de dano, o qual tem por objeto a violação de um direito da coletividade considerada em si mesma na hipótese de ser vítima de uma ação danosa de um fornecedor.
O TJ-DF considerou que a publicidade apresentada pela TIM se mostrou enganosa, por levar os consumidores a adquirem o produto por erro, o que enseja a reparação tanto individual como coletiva. “Não se pode perder de vista o alcance geográfico da publicidade enganosa, a qual tinha o caráter nacional, e o tipo de serviço ofertado. A grande maioria da população brasileira utiliza dos serviços de internet diariamente. Tal proceder ocasionou dano moral coletivo indenizável”, confirmou a relatora, seguida pelos demais desembargadores. A condenação foi fixada em R$ 1 milhão, destinado ao Fundo de Defesa do Consumidor do DF.
Os consumidores que pagaram um complemento para que a velocidade fosse restabelecida serão reembolsados do valor pago a mais, corrigido monetariamente desde o desembolso e acrescido de juros de mora desde a citação. Os consumidores que rescindiram o contrato pela má prestação do serviço e foram cobrados por isso também deverão ser ressarcidos.
Propaganda enganosa
A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) ajuizou, em junho de 2012, ação civil pública contra a TIM Celular em decorrência da prestação dos serviços de internet móvel pelo sistema 3G. A velocidade de navegação da internet estaria aquém da que foi anunciada e contratada com a empresa de telefonia, causando dificuldades de conexão, com divergência entre o preço cobrado e o efetivo desempenho da chamada navegação, com a cobrança de multa contratual aos consumidores que desejassem rescindir o contrato, pouco importando o motivo alegado.
Em primeira instância, a Justiça reconheceu que a publicidade veiculada pela ré estava em desacordo com os princípios do Código de Defesa do Consumidor, especialmente com respeito à clareza da qualidade/quantidade dos serviços prestados, pois não havia informação ostensiva a respeito da redução da velocidade de navegação. Com informações da Assessoria de Imprensa do MP-DF.
Processo 20120110925097
Fonte: Conjur - Consultor Jurídico - 31/08/2016 e Endividado

 

Primeiro pronunciamento do novo presidente

Beto Barata/PR

No primeiro pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, transmitido na noite de ontem, o presidente Michel Temer defendeu a necessidade da reforma trabalhista e da reforma da Previdência.
Por cinco minutos, o presidente disse que é hora de unir o país e "colocar os interesses nacionais acima dos interesses de grupos". Segundo ele, o impeachment de Dilma Rousseff, que o levou ao cargo, veio "após decisão democrática do Congresso Nacional". Leia mais

 

Confrontos após o impeachment

Fabio Braga/Folhapress

As ruas da região central de São Paulo foram tomadas na noite de ontem por uma série de confrontos entre manifestantes contrários ao presidente Michel Temer e a Polícia Militar.
Agências bancárias, lojas e ao menos uma viatura da Polícia Civil foram depredadas. Sacos de lixo foram arremessados nas vias e queimados, formando assim pequenas barricadas. A Polícia Militar não informou número de pessoas detidas, mas informa que um policial ficou ferido sem gravidade. Leia mais

 

 

PT volta à oposição

Pedro Ladeira/Folhapress

De volta à oposição, o PT propõe aos aliados a formação de um bloco de resistência ao governo Temer. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reativou a articulação de uma frente ampla de esquerda.
No Palácio da Alvorada, Lula sugeriu a Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, a composição de bloco de oposição no Congresso, oferecendo aos pedetistas a liderança da minoria. Leia mais

 

Dona do Google expande projeto de carros compartilhados e desafia Uber

por DAISUKE WAKABAYASHI e MIKE ISAAC

A Alphabet e o Uber estão se aproximando de um duelo.
A Alphabet, controladora do Google, está expandindo o escopo de um programa de compartilhamento de carros que pode desafiar serviços de carros como os do Uber e Lyft. O programa piloto, operado por meio do Waze, um app de navegação controlado pelo Google, está limitado a funcionários de empresas próximas à sede do Google em Mountain View, Califórnia.
No quarto trimestre, o Waze planeja expandir o programa a usuários em San Francisco, onde o Uber tem sua sede, de acordo com uma pessoa informada sobre o assunto, que não tinha autorização para falar publicamente a respeito.
O Waze promove o serviço em seu site como Waze Carpool, recrutando motoristas e caronas interessados em dividir carros na região da baía de San Francisco. Por enquanto, o Google não está divulgando o app de caronas como concorrente direto de serviços semelhantes aos de táxis, a exemplo dos oferecidos pelo Uber e Lyft, e seu foco principal é aproximar motoristas e caronas que já fazem percursos semelhantes.
Ao contrário dos serviços de carros que convocam motoristas instantaneamente, o Waze sugere que os interessados em caronas as solicitem com algumas horas de antecedência. Quando um usuário deseja uma carona na mesma direção, o Waze oferece um preço a um motorista para que este apanhe o carona.
Por enquanto, o Waze vem mantendo o preço das caronas abaixo do custo federal padrão de 33 centavos de dólar por quilômetro percorrido, o que tornaria inviável para motoristas ganhar a vida com esse serviço. Os termos de serviço do programa autorizam o Google a deduzir "uma comissão" do preço da corrida.
Representantes do Google e do Uber se recusaram a comentar. O "Wall Street Journal" já havia reportado sobre a expansão do programa do Waze.
A expansão do programa pelo Google é nova indicação de que a concorrência entre as duas companhias está se intensificando. Enquanto a rival começa a testar as águas no setor de serviços de carros, o Uber deixou clara sua intenção de desenvolver tecnologia para veículos autoguiados, área de interesse para o Google, que vem testando um carro autoguiado já há muito tempo.
No mês que vem, o Uber planeja iniciar seu primeiro programa piloto de carros autoguiados em Pittsburgh, a cidade que abriga o centro de pesquisa de tecnologia para veículos autoguiados criado pela empresa.
No passado aliadas bem próximas, as duas empresas nos últimos meses vêm tomando medidas para se distanciarem. David Drummond, o vice-presidente sênior de desenvolvimento corporativo da Alphabet, anunciou sua renúncia do conselho do Uber, à medida que a sobreposição entre as empresas aumenta. Drummond era membro do conselho do Uber desde 2013, quando comandou um investimento de US$ 258 milhões na empresa pela GV, então conhecida como Google Ventures, a divisão de investimento da Alphabet.
O Uber também sinalizou sua intenção de desenvolver tecnologia própria de mapeamento, um esforço para reduzir sua pesada dependência quanto ao Google Maps para navegação. E no começo do mês, ela adquiriu a Otto, uma start-up de veículos autoguiados, para acelerar seu projeto de carros autoguiados em Pittsburgh.
Além de algumas outras mudanças no mês passado, o Uber também anunciou a contratação de Jeff Jones, antigo vice-presidente de marketing da Target, para ser o novo presidente de serviços de carros da empresa.
Fonte: New York Times - 31/08/2016 e Endividado

 

Clube pagará indenização e pensão a família por morte de criança em piscina

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) acolheu o pedido de indenização da família de um garoto de oito anos de idade, que morreu afogado na piscina do clube da Associação Recreativa Ford, em 2000.
Os autos narram que o pai deixou dois de seus filhos, à época com sete e oito anos de idade, na portaria da associação para aula na escolinha de futebol. Após o término, a mãe iria buscá-los, como de costume. Porém, naquele dia as crianças adentraram à área da piscina de adultos, sendo que, tal fato, ocasionou a morte por afogamento do menor de oito anos.
A família ajuizou ação de indenização por danos materiais e morais contra a associação, sob a alegação de negligência, por permitir que as crianças entrassem na piscina desacompanhadas de um responsável.
Responsabilidade
Afirmou ainda que caberia à instituição recreativa manter número suficiente de salva-vidas para o atendimento das ocorrências. A associação afirmou haver culpa concorrente dos pais da vítima, pois deixaram os menores sozinhos nas dependências do clube.
A primeira instância determinou o pagamento de indenização de 150 salários mínimos e pensão mensal equivalente a dois terços do salário mínimo da época, a partir do momento em que a vítima completaria 16 anos de idade, cessando quando atingiria 25 anos.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) aumentou a indenização para 500 salários mínimos e ampliou o pagamento da pensão para além dos 25 anos da vítima, no valor de um terço do salário mínimo, até que seus genitores completem 65 anos de idade ou faleçam, o que primeiro ocorrer.
Prazo final da pensão
A família e a associação recorreram ao STJ. O relator do caso, ministro Marco Aurélio Bellizze, explicou que clubes, associações, academias, escolas não estão obrigados a permitir o acesso de frequentadores menores de idade desacompanhados de um adulto. Podendo, inclusive, alertar os responsáveis a respeito dessa restrição no momento da matrícula.
Todavia, ao permitir que as crianças “adentrassem sozinhas nas dependências do clube, assumiu o risco pela obrigação de cuidado, razão pela qual só poderia se furtar ao dever de reparação dos danos causados se demonstrasse que seus empregados se conduziram como deveriam e era deles esperado, o que, indubitavelmente, não ocorreu”, afirmou Bellizze.
Para o ministro, “ainda que se vislumbre alguma culpa por parte dos pais da vítima, esta foi mínima, insignificante pelo contexto dos fatos, e insuficiente para a produção do resultado, o que afasta o reconhecimento de culpa concorrente”.
Nesse sentido, a turma determinou que a associação indenize a família pelos danos causados conforme o tribunal paulista decidiu. Todavia, estabeleceu que o pagamento da pensão tenha como prazo final “a data em que a vítima completaria 65 anos de idade ou aquela em que os beneficiários vierem a falecer, o que ocorrer primeiro, assegurado o direito de acrescer”.
Fonte: STJ - Superior Tribunal de Justiça - 31/08/2016 e Endividado

 

TIM pagará R$ 1 mi de dano moral coletivo por publicidade enganosa

Propaganda se refere ao oferecimento de serviço de internet "ilimitado". Decisão é do TJ/DF.
Devido à prática de veiculação de publicidade enganosa, relacionada à comercialização de planos com "internet ilimitada", a 5ª turma Cível do TJ/DF condenou a operadora TIM a pagar R$ 1 milhão por danos morais coletivos. A quantia deverá ser depositada no Fundo de Defesa do Consumidor do DF.
"As peças publicitárias veiculadas pela TIM violaram a boa-fé objetiva e a confiança que elas despertaram nos consumidores ao trazerem uma qualidade falsa do serviço por ela prestada, que na realidade é limitado."
A operadora ainda foi condenada ao reembolso do valor pago pelos consumidores para ver restabelecida a velocidade de conexão no mês em que foi reduzida, corrigido monetariamente desde o desembolso e acrescido de juros de mora desde a citação.
Ilimitado ?
O MP/DF propôs a ação contra a empresa de telefonia afirmando que foi instado a investigar a prestação dos serviços de internet móvel pelo sistema 3G da operadora, devido ao fato de ser considerado precário pelo consumidor.
De acordo com o parquet, a velocidade de navegação da internet estaria aquém da anunciada e contratada, causando dificuldades de conexão, com divergência entre o preço cobrado e o efetivo desempenho da navegação, com a cobrança de multa contratual aos consumidores que desejarem rescindir o contrato.
O MP ainda alegou que a publicidade apresentada pela TIM com relação à internet móvel seria enganosa, visto que, embora dissesse de maneira destacada que o serviço seria ilimitado, o fato não se observava na prática em razão das disposições marginais à publicidade, nas quais estava contido que, após o uso da franquia contratada, a velocidade da conexão ficaria reduzida.
Diante disso, sustentou que a propaganda seria ilegal, pois transmitia uma informação equivocada e em destaque ao consumidor, violando a boa-fé objetiva e a confiança despertada pela peça publicitária do produto, de maneira que as pessoas eram levadas a adquirir tal produto por erro.
Condenação
A relatora do recurso no tribunal, desembargadora Mari Ivatônia, destacou em seu voto que a publicidade objeto do questionamento deve ser considerada enganosa, em razão de conter informações inverídicas e, pela sua disposição e apresentação ser capaz de induzir em erro o consumidor.
"Vivemos em um sistema capitalista, no qual a atividade econômica é livre de maneira que seus agentes podem empreender e concorrer entre si na busca dos mercados. Entretanto, ela não está isenta de regras, pois há valores que devem ser observados, sob pena de se violar o arcabouço principiológico que a fundamenta."
O vocábulo "ilimitado", segundo a magistrada, significa uma qualidade de serviço e uma velocidade que satisfaça o consumidor a todo o momento, sem qualquer restrição, barreira ou limitação. "Entretanto, não foi o que se verificou na espécie, conforme relatos feitos por consumidores ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios."
Conforme a desembargadora, foi possível verificar que, após certo tempo de navegação, a velocidade era diminuída consideravelmente, sendo que, em muitas vezes, se tornava quase ou muito difícil o uso.
"Verifica-se que, apesar de estar contido no final das laudas, do caderno publicitário ou no final do comercial de televisão as ressalvas e as limitações quanto à velocidade da navegação, tais informações tornam-se menores ou até irrelevantes para fins da peça publicitária ante a importância dada à palavra "ILIMITADO", a sua disposição e localização gráfica e à própria formatação."
Assim, a relatora concluiu estar evidente que a publicidade enganosa apresentada pela TIM afetou a toda a coletividade em si mesmo considerada, pois houve a violação da dimensão objetiva do direito fundamental à defesa do consumidor, sendo devida a indenização por dano moral coletivo.
Processo: 0025590-87.2012.807.0001
Confira a decisão.
Fonte: migalhas.com.br - 31/08/2016 e Endividado

Dilma perde salário, mantém 8 servidores e terá de deixar Alvorada em 30 dias

Brasília - Após o impeachment, a ex-presidenta Dilma Rousseff faz pronunciamento no Palácio da Alvorada. Ela disse ter sofrido o segundo golpe de Estado em sua vida (José Cruz/Agência Brasil)

A ex-presidenta Dilma Rousseff terá direito a oito servidores, perderá o salário e terá de deixar o Palácio da Alvorada em 30 diasJosé Cruz/Agência Brasil

Concluído o processo de impeachment pelo Senado Federal e decretada a perda do mandato, a presidenta cassada Dilma Rousseff terá até 30 dias para deixar o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.

Como ex-presidenta, Dilma não receberá salário, mas terá direito a oito servidores, sendo dois assessores, quatro seguranças e dois motoristas, além de dois carros.

Todas as despesas relacionadas à gestão dos servidores e dos dois veículos serão custeadas pela Casa Civil, com recursos do Tesourou Nacional.

Benefícios

Atualmente, têm direitos aos mesmos benefícios concedidos à Dilma os ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor de Mello, Fernando Henrique Cardozo e Luiz Inácio Lula da Silva.

Até então único presidente cassado depois da redemocratização, Collor não teve direito a assessores, seguranças e veículos porque respondia a processo penal no Supremo Tribunal Federal. Após ser absolvido, no entanto, Collor requereu e passou a ter direito aos benefícios. 
Até a Constituição de 1998, os ex-presidentes tinham direito a aposentadoria vitalícia, conforme lei aprovada durante o regime militar. O benefício foi revogado pela Constituição de 1988.

 

 

Agência Brasil

 

Tudo igual com a Selic

Shutterstock

O Comitê de Política Monetária do Banco Central manteve a taxa básica de juros em 14,25% ao ano. Esta é a nona reunião seguida do BC em que a Selic fica no mesmo patamar.
O último ajuste foi em julho de 2015, quando subiu de 13,75% para 14,25%. Leia mais

 

 

Economia segue em queda

Getty Images/iStockphoto/fatido

A economia brasileira continuou em queda no segundo trimestre deste ano. O PIB brasileiro recuou 0,6% em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, o PIB caiu 3,8%.Os dados são do IBGE.
É o sexto trimestre seguido de encolhimento da economia. Já na comparação anual, é o nono recuo consecutivo. Nos dois casos, é a maior sequência de resultados negativos do PIB em 20 anos. Leia mais

 

 

A compensação da Samarco

Douglas Magno/AFP

O Ministério Público de Minas Gerais acionou a Justiça para obrigar a Samarco e as controladoras, Vale e BHP Billiton, a pagarem R$ 1,3 milhão à Prefeitura de Mariana para gastos com Saúde e Educação.
Esse valor seria uma compensação pela Samarco ter parado de pagar um tributo federal pelo direito de exploração de recursos minerais no município depois do rompimento da Barragem de Fundão, em novembro do ano passado. Leia mais

 

 

Conexão EUA-Cuba

Yamil Lage/AFP

O primeiro voo regular de EUA a Cuba partiu na manhã de hoje de Fort Lauderdale, cidade da Flórida. Esse é um passo importante para a normalização das relações entre os dois países. A viagem foi realizada pela companhia aérea americana JetBlue.
O voo de hoje foi um dos 110 diretos para Cuba que foram aprovados neste ano pelo Departamento de Transporte dos EUA a Cuba. Vão ser 20 viagens para Havana e 90 pra outras cidades cubanas. Os aviões vão partir, em sua maioria, do sul da Flórida, onde se concentra a maior população de origem cubana no país. Leia mais

 

 

O bom filho à casa torna

REUTERS/Benoit Tessier

O zagueiro David Luiz voltou ao Chelsea depois de dois anos no PSG. Os clubes fecharam acordo no último dia de fechamento da janela de transferência europeia.
A imprensa inglesa fala que o valor pago pelo Chelsea gira em torno de R$ 140 milhões, cerca de R$ 73 milhões a menos do que o valor pago pelo brasileiro na primeira passagem pelo clube inglês. Leia mais

 

Mais coisas estranhas vêm aí

Divulgação/Netflix

A série Stranger Things foi oficialmente renovada pela Netflix para a segunda temporada. O próximo ano da série estreia em 2017 e vai ter um total de nove episódios, um a mais do que a primeira temporada.
Os irmãos Matt e Ross Duffer, criadores da série de suspense, vão voltar como roteiristas. Leia mais

 

 

 

Polícia dispersa manifestação contra impeachment em São Paulo

 

Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil

São Paulo - manifestação contra impeachment na Avenida Paulista (Rovena Rovena Rosa/Agência Brasil)

A Polícia Militar usou bombas e gás lacrimogênio para dispersar a manifestaçãoRovena Rosa/Agência Brasil

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A Polícia Militar dispersou com bombas e gás lacrimogênio, por volta das 20h30, a manifestação que ocorria no centro da capital paulista contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e que também pedia a saída do presidente da República Michel Temer.

Quando a passeata estava na Rua da Consolação no cruzamento com a Rua Maria Antonia, bombas da PM foram lançadas nos manifestantes. Logo em seguida, rojões foram atirados nos policiais. A reportagem procurou a assessoria de imprensa da PM que disse não saber o que motivou o lançamento das bombas.

A ação da PM fez com que a passeata se dividisse em manifestações menores. Parte dos ativistas desviou da Rua da Consolação para a Rua Augusta e deu prosseguimento ao protesto. Outros, correram para a Praça Roosevelt, onde bombas e gás também foram lançados pela polícia. A intenção dos ativistas era encerrar a manifestação em frente ao jornal Folha de S.Paulo, na Rua Barão de Limeira.

Segundo o Grupo de Apoio ao Protesto Popular (Gapp), ao menos uma pessoa foi ferida superficialmente por uma bomba da PM. Na região do Largo do Arouche, uma viatura da polícia e uma agência bancária foram depredadas por manifestantes.

 

Agência Brasil

Manifestação em Porto Alegre tem confronto com PM e depredação de sede do PMDB

Milhares de pessoas tomaram as ruas de Porto Alegre na noite de hoje (31) em protesto contra oimpeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff. A concentração começou por volta das 18h na Esquina Democrática, no Centro Histórico da capital gaúcha.

Manifestação em Porto Alegre tem confronto com PM e depredação de sede do PMDB

Manifestantes incendiaram um caixão escrito "democracia" antes de depredar a sede do PMDB de Porto AlegreDaniel Isaia/Agência Brasil

Os manifestantes portavam cartazes denunciando o que chamam “golpe contra a democracia” e exigindo a saída do presidente da república, Michel Temer, empossado hoje à tarde após a confirmação do impeachment no Senado. Bandeiras de partidos, como PT e PSOL, e de movimentos sociais também foram levadas para o ato.

Por volta das 19h, o grupo deixou a Esquina Democrática e iniciou uma caminhada em direção ao Parque Farroupilha. Na Avenida João Pessoa, diante da sede do PMDB em Porto Alegre, um grupo que carregava um caixão escrito “democracia” incendiou o objeto. Alguns manifestantes mais exaltados depredaram o portão que dava acesso à sede do partido.

Foi quando aconteceu a primeira intervenção da Brigada Militar (BM). Os policiais dispararam uma bomba de gás em frente à sede do PMDB, no meio da multidão. Foi o princípio de uma correria generalizada, mas que durou poucos minutos. Instantes depois, os manifestantes estavam novamente reunidos e seguiram em caminhada.

Confronto

A tensão chegou ao clímax por volta das 20h15, na Avenida Ipiranga, quando o grupo se aproximou do prédio da RBS, empresa de comunicação afiliada da Rede Globo. Os homens da BM formaram um cordão de isolamento ao redor do edifício e dispararam mais bombas de gás na multidão. Alguns manifestantes queimaram pneus no meio da avenida e tentaram revidar com pedras arremessadas contra os policiais.

Manifestação em Porto Alegre tem confronto com PM e depredação de sede do PMDB

O confronto entre policiais e manifestantes durou cerca de 20 minutosDaniel Isaia/Agência Brasil

O confronto durou cerca de 20 minutos. Durante o enfrentamento, o grupo gritava para os policiais que eles “estavam do lado errado”. Após alguns minutos, os manifestantes desistiram de se aproximar do prédio e recuaram pela Avenida Érico Veríssimo em direção à Cidade Baixa.

Após circular pelas ruas do bairro convocando a população a se unirem ao movimento, a multidão se dirigiu para o Largo Zumbi dos Palmares, onde a manifestação foi encerrada.

Repúdio

O diretório estadual do PMDB emitiu uma nota de repúdio pela depredação de sua sede durante o protesto em Porto Alegre. O documento diz que o partido “condena todo e qualquer tipo de violência e não admite tais atos como forma de manifestação”.

 

 

Agência Brasil

 

Impeachment aprovado

Ailton de Freitas / Ag.
 O Globo

O plenário do Senado aprovou o impeachment de Dilma Rousseff, por 61 votos a favor e 20 contra.
A presidente foi condenada sob a acusação de ter cometido crimes de responsabilidade fiscal, as chamadas 'pedaladas fiscais' no Plano Safra e os decretos que geraram gastos sem autorização do Congresso Nacional. Leia mais

 

 

Discurso da presidente deposta

Pedro Ladeira/Folhapress

Após perder o mandato, a ex-presidente Dilma Rousseff fez um pronunciamento no Palácio do Alvorada e prometeu forte oposição ao governo de Michel Temer (PMDB).
Dilma voltou a chamar o impeachment de 'golpe parlamentar' e disse que o Senado tomou uma decisão que entra para a história das grandes injustiças. Leia mais

 

Posse de Temer

Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Quase três horas depois do fim da cassação do mandato de Dilma, Michel Temer (PMDB) tomou posse de forma definitiva como presidente em cerimônia no Congresso Nacional.
Na primeira fala após assumir em definitivo a Presidência, Temer colocou a geração de empregos como primeira tarefa do mandato. Segundo ele, o momento é de "colocar o Brasil nos trilhos em todas as áreas". Leia mais

 

Balanço do mês

Luiz Prado/Divulgação 
BMeFBovespa

A Bolsa fechou em queda de 1,15%, com 57.901,11 pontos. Apesar da baixa no dia, a Bovespa encerra agosto com alta acumulada de 1,03%. É o terceiro mês seguido de avanço. O dia foi marcado pela aprovação do impeachment de Dilma Rousseff e pela divulgação do PIB. Desde que Michel Temer assumiu a Presidência interinamente, a Bolsa se valorizou 9,74%.
No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,34%, cotado em R$ 3,229. Leia mais

 

 

Na TV, Temer cita reformas e que vai "recolocar o Brasil nos trilhos"

 

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil

Em pronunciamento à nação em rede nacional de rádio e televisão, o presidente Michel Temer disse que seu compromisso de "recolocar o Brasil nos trilhos", fazer reformas como a da previdência e pediu a colaboração dos brasileiros para tirar o Brasil do que classificou como uma "grave crise".

No pronunciamento, gravado após a aprovação do impeachment de Dilma Rousseff pelo Senado, Temer disse que assume o cargo definitivamente após "decisão democrática e transparente" do Congresso Nacional.

Durante os cinco minutos de discurso, o presidente justificou algumas ações tomadas enquanto estava como presidente interino, entre elas a proposta que cria teto para os gastos públicos, e disse que se não houver uma reforma da Previdência, "em poucos anos o governo não terá como pagar os aposentados".

"Tenho consciência do tamanho e do peso da responsabilidade que carrego nos ombros. E digo isso porque recebemos o país mergulhado em uma grave crise econômica: são quase 12 milhões de desempregados e mais de R$ 170 bilhões de déficit nas contas públicas. Meu compromisso é o de resgatar a força da nossa economia e recolocar o Brasil nos trilhos", disse o presidente.

Temer defendeu ainda a modernização das leis trabalhistas e pregou mais uma vez a pacificação do país. Lembrou do reajuste do benefício do Bolsa Família como exemplo da ampliação dos programas sociais e afirmou que o sucesso dos Jogos Olímpicos resgatou a auto-estima dos brasileiros "perante todo o mundo".

O presidente prometeu ainda dialogar com "todos os setores da sociedade" e disse que respeitará a independência entre os Três Poderes. "Presente e futuro nos desafiam. Não podemos olhar para frente, com os olhos do passado. Meu único interesse, e que encaro como questão de honra, é entregar ao meu sucessor um país reconciliado, pacificado e em ritmo de crescimento. um país que dá orgulho aos seus cidadãos. Ordem e progresso sempre caminham juntos. E com a certeza de que juntos, vamos fazer um Brasil muito melhor. Podem acreditar", concluiu Temer.

Manifestações

Durante o pronunciamento, foram registrados gritos, buzinas e apitaço contra Temer em alguns bairros da capital federal, como na Asa Norte, região central de Brasília. 

Em São Paulo, movimentos sociais, estudantis e coletivos feministas fazem uma manifestação em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) contra o impeachment de Dilma Rousseff e pedindo a saída do presidente Michel Temer. Há também protesto no Recife.

Já na Avenida Paulista, manifestantes comemoram a perda de mandato de Dilma com bolo e champagne.

Confira a íntegra do pronunciamento:

Boa noite a todos!

Assumo a Presidência do Brasil, após decisão democrática e transparente do Congresso Nacional.

O momento é de esperança e de retomada da confiança no Brasil.

A incerteza chegou ao fim.

É hora de unir o país e colocar os interesses nacionais acima dos interesses de grupos. Esta é a nossa bandeira.

Tenho consciência do tamanho e do peso da responsabilidade que carrego nos ombros e digo isso porque recebemos o país mergulhado em uma grave crise econômica: são quase 12 milhões de desempregados e mais de 170 bilhões de déficit nas contas públicas.

Meu compromisso é o de resgatar a força da nossa economia e recolocar o Brasil nos trilhos.

Saiba Mais

sob essa crença, destaco os alicerces de nosso governo: eficiência administrativa, retomada do crescimento econômico, geração de emprego, segurança jurídica, ampliação dos programas sociais e a pacificação do país.

O governo é como a sua família. Se estiver endividada, precisa diminuir despesas para pagar as dívidas. Por isso, uma de nossas primeiras providências foi impor limite para os gastos públicos. encaminhamos ao Congresso uma proposta de emenda constitucional com teto para as despesas públicas.

Nosso lema é gastar apenas o dinheiro que se arrecada.

Reduzimos o número de ministérios, demos fim a milhares de cargos de confiança, estamos diminuindo os gastos do governo.

Para garantir o pagamento das aposentadorias, teremos que reformar a Previdência Social. sem reforma, em poucos anos o governo não terá como pagar aos aposentados.

Nosso objetivo é garantir um sistema de aposentadorias pagas em dia, sem calotes e sem truques. um sistema que proteja os idosos, sem punir os mais jovens.

O caminho que temos pela frente é desafiador. Conforta nos saber que o pior já passou. indicadores da economia sinalizam o resgate da confiança no país.

Nossa missão é mostrar a empresários e investidores de todo o mundo nossa disposição para proporcionar bons negócios que vão trazer empregos ao Brasil. Temos que garantir aos investidores estabilidade política e seguranca jurídica.

Temos que modernizar a legislação trabalhista, para garantir os atuais e gerar novos empregos.

O Estado brasileiro precisa ser ágil, precisa apoiar o trabalhador, o empreendedor e o produtor rural. Temos de adotar medidas que melhorem a qualidade dos serviços públicos e agilizem sua estrutura.

Já ampliamos os programas sociais. aumentamos o valor do Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida foi revitalizado, ainda na área de habitação, dobramos o valor do financiamento para a classe média.

Decidimos concluir mais de mil e quinhentas obras federais que encontramos inacabadas.

O Brasil é um país extraordinário. possuímos recursos naturais em abundância.

Um agronegócio exuberante que não conhece crises. Trabalhamos muito. Somos pessoas dispostas a acordar cedo e dormir tarde em busca de nosso sonho. Temos espírito empreendedor, dos micros empresários aos grandes industriais.

Agora mesmo, demos ao mundo uma demonstração de nossa capacidade de fazer bem feito.. os Jogos Olímpicos resgataram nossa autoestima diante do mundo. Bilhões de pessoas, ao redor do planeta, testemunharam e aplaudiram nossa organização e entusiasmo com o que o Brasil promoveu o maior e mais importante evento esportivo da terra.

E teremos daqui a pouco as Paralimpíadas que certamente terão o mesmo sucesso.

Presente e futuro nos desafiam. Não podemos olhar para frente, com os olhos do passado.

Meu único interesse, e que encaro como questão de honra, é entregar ao meu sucessor um país reconciliado, pacificado e em ritmo de crescimento. Um país que dá orgulho aos seus cidadãos.

Reitero meu compromisso de dialogar democraticamente com todos os setores da sociedade brasileira. Respeitarei também a independência entre os poderes executivo, legislativo e judiciário.

Despeço-me lembrando que ordem e progresso sempre caminham juntos. e com a certeza de que juntos, vamos fazer um Brasil muito melhor. podem acreditar: quando o Brasil quer, o Brasil muda.

Obrigado, boa noite a todos, e que Deus nos abençoe nessa nossa caminhada.

 

Agência Brasil

PSDB e DEM se queixam de PMDB colaborar para Dilma não perder direitos políticos

Senadores opositores à ex-presidenta Dilma Rousseff lamentaram a absolvição dela da perda dos direitos políticos por oito anos e culparam o PMDB pela aprovação do destaque apresentado por senadores petistas referente a esse quesito. Para tucanos e democratas, a bancada do PMDB fechou um acordo com o PT para salvar a ex-presidenta neste aspecto.

“É um acordo que está preocupando a todos nós, que é um acordo feito entre a bancada do PMDB e a bancada do PT. Isto realmente é algo que nos surpreendeu, nós não esperávamos, de maneira nenhuma, ver o apoio do PMDB a esta reivindicação do PT”, afirmou o líder do DEM, senador Ronaldo Caiado (GO).

Para ele, o posicionamento do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que declarou apoio ao destaque que rejeitava a pena de perda dos direitos políticos, foi a prova de que um acordo tinha sido firmado entre os dois partidos.

“Ele se pronunciou em relação a isso, colocou o seu voto explicitamente. O que deixa claro que houve um entendimento para que acolhesse a questão de ordem – que é totalmente descabida – e ao mesmo tempo encaminhar o voto favorável. É lógico que ficou claro o acordo PT-PMDB”, disse.

Para o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), o posicionamento da bancada peemedebista durante a segunda votação do julgamento causou “um descoforto enorme” na base aliada do presidente Michel Temer. Ele cobrou clareza dos peemedebistas sobre suas posições e compromissos.

“Se de um lado o resultado era aquele que o Brasil esperava, e isso é positivo, é preciso, e fica esse alerta do presidente do PSDB, que o partido do hoje presidente Michel Temer diga com clareza até onde vai o seu compromisso com o seu próprio governo e a própria agenda. Fomos surpreendidos com a manifestação de líderes importantes do PMDB e dissonância com aquilo que vínhamos defendendo conjuntamente durante todo o processo”, disse.

As lideranças aliadas avaliam agora se vão recorrer ao Supremo Tribunal Federal para questionar o julgamento no que se refere à manutenção dos direitos políticos de Dilma. Ronaldo Caiado dá a questão como certa e diz que vai acionar a Suprema Corte. Já Aécio Neves disse que seu partido ainda está “avaliando”.

Os líderes do PMDB, no entanto, garantem que não houve uma orientação do partido para que seus senadores votassem favoravelmente ao apelo dos petistas pela manutenção dos direitos da ex-presidenta. Segundo o líder da bancada, senador Eunício Oliveira (CE), cada senador votou de acordo com sua consciência.

“Não foi o PMDB que decidiu isso, foram os partidos todos. Essa decisão foi pluripartidária aqui. Numa decisão criminal não há encaminhamento por parte de líderes. Não houve entendimento, não houve acordo, houve sentimento aqui dentro da Casa e decisão dos senadores”, afirmou o líder.

Eunício evitou avaliar se o benefício concedido a Dilma poderá ser estendido ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que também sofre processo de cassação. Parlamentares tucanos acusaram que a manutenção dos direitos da ex-presidenta poderia ser usada como argumento para que o deputado também mantivesse os seus direitos após ser cassado, contrariando a Lei da Ficha Limpa.

“Não cabe aos senadores fazer julgamento do deputado Eduardo Cunha. E essa interpretação, a posteriori, quem não estiver satisfeito, recorre ao Supremo e o Supremo vai decidir. Mas o presidente foi muito claro aqui: cabia aos senadores interpretarem a Constituição”, afirmou.

O senador Romero Jucá (PMDB-RR), também garantiu que não houve acordo para que sua bancada votasse a favor de Dilma no segundo quesito do julgamento. “O partido não fechou questão, foi uma decisão pessoal”, disse, ao deixar o plenário do Senado.

Para ele, no entanto, já é esperado que a questão vá ser discutida no Supremo Tribunal Federal e chamou a decisão de uma “jabuticaba”, se referindo a uma saída tipicamente brasileira. “Se ela vai prosperar é o Supremo que vai decidir”, disse.

 

Agência Brasil

 

“É uma pessoa séria que saberá me substituir à altura”, disse Dilma, em 2014, sobre Temer

Cada vez mais, Dilma passou a dar baixaria em seus xingamentos lançados sobre Temer. Mas em 2014, na época da reeleição, ela disse: “É uma pessoa…

JORNALIVRE.COM

 

 

"Golpista é você, que está contra a Constituição": Temer atacou aliados de Dilma na primeira reunião ministerial. Foto: Marcos Corrêa/ Presidência da República

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"Se é governo, tem que ser governo", diz Temer na primeira reunião ministerial

 

Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil *

Brasília - Michel Temer coordena primeira reunião com sua equipe após tomar posse na Presidência da República (Valter Campanato/Agência Brasil)

Michel Temer coordena primeira reunião com sua equipe após tomar posse na Presidência da RepúblicaValter Campanato/Agência Brasil

O presidente Michel Temer cobrou dos seus ministros um comprometimento com as ideias do governo e que não hesitem em defendê-lo das acusações de que o impeachment de Dilma Rousseff foi um golpe. Ao dar início à primeira reunião com sua equipe, Temer afirmou que será "inadmissível" qualquer tipo de divisão em sua base parlamentar e determinou que "se é governo, tem de ser governo".

Dizendo-se animado após ter sido recebido, ao lado de seus ministros, "com muito entusiasmo" no Congresso Nacional, ele pediu que a tese de golpista seja contestada.

"Golpista é você que está contra a Constituição Federal. Não estamos propondo ruptura constitucional. Nós somos de uma discrição absoluta. Jamais retrucamos [no passado] palavras em relação ao nosso governo, [críticas] à nossa conduta. Mas agora não vamos levar ofensa para casa", ordenou, pregando que sua equipe tem "elegância absoluta" mas também que "é preciso firmeza".

"Isso aqui nao é brincadeira, nem ação entre amigos ou ação contra inimigos", cobrou o presidente, pedindo que seus ministros não "tolerem" acusações de que os parlamentares se arrependeram do processo de impeachment ao conceder a Dilma o direito de exercer funções públicas. 

"Pequeno embaraço"

O presidente Michel Temer também admitiu que houve um "pequeno embaraço" na base do governo durante a votação do impeachment de Dilma Rousseff, quando os senadores decidiram que ela permanece com o direito de exercer funções públicas.

Ele disse que a manutenção dos direitos políticos de Dilma não foi uma derrota para seu governo, mas afirmou que senadores aliados "resolveram sem nenhuma consulta tomar uma posição". Conforme Temer, caso a decisão fosse combinada com o Palácio do Planalto, poderia haver até um "gesto de boa vontade" ao permitir pela continuidade dos direitos políticos de Dilma.

"Hoje nós tivemos um pequeno embaraço na base governamental, em face de uma divisão que lá se deu. Outra divisão que é inadmissível. Se é governo, tem que ser governo. Quando não concorda com uma posição do governo, vem para cá e converse conosco, para nós termos uma ação conjunta. O que não dá é para aliados nossos se manifestarem lá no plenário sem ter uma combinação conosco", cobrou.

"Especialmente agora, sem entrar no mérito, que os senadores decidiram que deveria haver afastamento, mas não a inabilitação prevista literalmente pelo texto constitucional, o que vai acontecer é dizerem: 'Eles se arrependeram, etc'. Não pode tolerar essa espécie de afirmação. Quem tolerar, eu confesso que irei trocar uma ideia sobre isso", disse.

Após as determinações, ele voltou a dizer que os aliados não podem tomar atitudes que "desmereçam" a conduta do governo. "Eu estou dizendo muito claramente isso para dar desde já o exemplo de que não será tolerada essa espécie de conduta. Agora, se há gente que não quer que o governo dê certo, muito bem. Declare-se contra o governo", declarou.

"Não foi derrota do governo, mas o discurso que está sendo feito é nessa direção, exata e precisamente porque membros do governo resolveram sem nenhuma consulta tomar uma posição, que na verdade, se Deus quiser, não vai acontecer nada, mas há partidos que já dizem: 'Ah, então nós vamos sair do governo'. Ora, isto é fazer jogo contra o governo, não dá para fazer isso", disse ainda, sobre a votação em separado feita pelos senadores.

 

Agência Brasil

 

 

Dilma diz que fará "a mais firme, incansável e enérgica oposição" ao governo

 

Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil

Brasília - Após o impeachment, a ex-presidenta Dilma Rousseff faz pronunciamento no Palácio da Alvorada. Ela disse ter sofrido o segundo golpe de Estado em sua vida (José Cruz/Agência Brasil)

Após o impeachment, a ex-presidenta Dilma Rousseff faz pronunciamento no Palácio da AlvoradaJosé Cruz/Agência Brasil

Em discurso inflamado no Palácio da Alvorada, duas horas após o Senado aprovar seuimpeachment, a ex-presidenta Dilma Rousseff afirmou ter sido vítima de um golpe "misógino", "homofóbico" e "racista". Ela afirmou que não gostaria de estar na pele dos que "se julgam vencedores".

Sem demonstrar abalo emocional, Dilma disse que continuará a lutar "incansavelmente por um Brasil melhor". Ela convocou seus eleitores e as "forcas progressistas" a resistirem contra o que disse ser uma agenda de retrocessos sociais do novo governo do presidente Michel Temer, que seria contra as principais bandeiras de movimentos sociais.

Dilma falou sob os olhares sérios do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e do presidente do PT, Rui Falcão, bem como de senadores que votaram contra o impeachment e foram prestar solidariedade à ex-presidente. "Isso não vai nos deixar de cabeça baixa, vamos ficar altivos e determinados para que um novo golpe não seja dado contra a Constituição", afirmou a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR), após o discurso.

"Haverá contra eles a mais determinada oposição que um governo golpista pode sofrer", prometeu Dilma.

Logo após o término do discurso, Dilma foi abraçada pelo senador Jorge Viana (PT-RS) e pelo ex-ministro do Esporte Aldo Rebelo. Ela saiu sem reponder a perguntas. Bastante sério, Lula foi tambem um dos primeiros a se retirar para o interior do Alvorada, cujo salão da entrada principal ficou lotado de jornalistas brasileiros e estrangeiros. Em seu discurso, Dilma também criticou a imprensa.

"O projeto nacional progressista, inclusivo e democrático que represento está sendo interrompido por uma poderosa força conservadora e reacionária. com o apoio de uma imprensa facciosa venal", afirmou.

Representantes da mídia alternativa e de movimentos sociais também tiveram a entrada autorizada e permaneceram no local proferindo gritos de ordem contra o agora presidente Michel Temer, até serem retirados pelos seguranças.

Mulheres

O discurso de Dilma teve também forte apelo às mulheres brasileiras, a quem ela rogou a não recuarem diante da "misoginia" de quem perpetrou o que chamou de golpe.

"Às mulheres brasileiras que me coloriram de flores e de carinho peço que acreditem sempre que vocês podem", disse, dando como exemplo de superação a sua chegada à Presidência da República. "Abrimos um caminho de mão única rumo à igualdade", disse Dilma.

Ainda no salão do Alvorada, o advogado de Dilma no processo de impeachment, José Eduardo Cardozo, demonstrou otimismo em ainda conseguir reverter a decisão do Congresso no Supremo Tribunal Federal (STF). Perguntada o que o fazia ainda ter esperança, diante do fracasso de recursos anteriores, ele respondeu que era "o sentimento de justiça e a ideia de que não vamos jogar a toalha antes da hora".

Cerca de 200 militantes favoráveis a Dilma permanecem em frente ao Palacio do Alvorada. Eles gritam palavras de ordem contra Michel Temer. Mais cedo, houve um principio de tulmuto quando alguns manifestantes passaram a hostilizar jornalistas, chegando a jogar terra contra um repórter, logo após a cassacão de Dilma ser aprovada no Senado.

 

Agência Brasil

Para analistas políticos, Temer terá dois anos difíceis à frente do Brasil

Com a confirmação do impeachment da presidenta da República Dilma Rousseff, Michel Temer assume em definitivo o cargo. Apesar de, na comparação com sua antecessora, dispor de maior apoio no Congresso Nacional, Temer não terá vida fácil nos dois anos de mandato que ainda restam. Na opinião de especialistas, ele precisará manter sua base parlamentar em cenários de ajuste fiscal e Operação Lava Jato.

Para Débora Messenberg, socióloga política da Universidade de Brasília (UnB), o mandato de Temer se dará em um país dividido e sem o respaldo de uma eleição. “Acho que ele vai ter um governo dificílimo. Serão dois anos de um governo sem respeitabilidade das urnas, com um país dividido e com uma crise econômica internacional. E aqueles que o apoiaram, seja no Parlamento, seja no âmbito dos interesses privados, vão pedir a conta.”

Brasília - O presidente interino Michel Temer lança o Plano Agro Mais, no Palácio do Planalto. Participam da cerimônia ministros, empresários e parlamentares (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Para Débora Messenberg,  o mandato de Temer se dará em um país dividido e sem o respaldo de uma eleiçãoArquivo/Antonio Cruz/Agência Brasil

Segundo Débora, Dilma caiu por motivos distintos dos citados no processo. Em seus discursos, alguns senadores chegaram a citar os chamados “conjunto da obra” e “estelionato eleitoral”, endossando a tese da socióloga.

Mudanças

Por isso, ela avaliou que o momento impõe a necessidade de discutir uma reforma política e o sistema de governo do país. “A falta de apoio é margem para um primeiro-ministro cair e não o presidente. Ou observam as regras democráticas ou fica esse perigo que estamos assistindo.”

Para o cientista político Cristiano Noronha, vice-presidente da empresa de análise política Arko Advice, as discussões devem ser sobre o número de partidos e o que ele chama de “loteamento do governo”.

“Talvez depois desse processo todo, sejam necessárias algumas mudanças do ponto de vista da reforma política para evitar que esse tipo de coisa [o impeachment] volte a acontecer. Se você tem uma Casa menos fragmentada, com um número menor de partidos, onde o presidente não tem de lotear tanto o governo para construir essas maiorias frágeis, talvez reforce mais ainda nossa democracia”.

Desafios

Noronha disse entender que Temer navegará em águas mais tranquilas que Dilma, mas nem por isso terá dois anos fáceis pela frente. Para o cientista político, o novo presidente precisará dar andamento ao ajuste fiscal em meio a novos capítulos da Operação Lava Jato.

“Existem alguns desafios grandes para ele colocar. Justamente aprovar essa agenda de ajuste fiscal que está posta e que não será fácil no Congresso Nacional. O processo da Lava Jato continua e continuará trazendo turbulência ao cenário político”, disse.

“Novas delações premiadas vêm aí. Novos políticos podem ser envolvidos e não se sabe qual partido será atingido. Isso é um fator de instabilidade grande”, completou o cientista político.

Saiba Mais

Credibilidade

Cristiano citou ainda a importância de ajustar as contas públicas para inspirar credibilidade no mercado financeiro.

“O mercado está aceitando Temer por causa dessa agenda [de ajuste fiscal]. A dúvida é se essas reformas serão aprovadas pelo Congresso Nacional ou se vão sair de lá desidratadas. Se eventualmente fizerem ajustes de tal forma que essas reformas saiam absolutamente desidratadas, aí a instabilidade e insegurança voltam. O grande problema do país é recuperar essa credibilidade fiscal.”

Para Débora, a classe trabalhadora poderá sair perdendo com os cortes que Temer eventualmente promoverá. “Espero que não, mas temo que a classe trabalhadora vá perder muito. Em termos de direitos, de acesso às políticas públicas, pelo que é divulgado por aqueles que organizam a política econômica do país, acredito em muitos cortes nessa direção”.

Jogo político

Noronha concorda com Débora a respeito do uso de argumentos estranhos ao processo e utilizados para retirar Dilma da Presidência. Segundo ele, considerar outros fatores além das chamadas “pedaladas fiscais” faz parte de um julgamento em uma casa política.

“Num processo julgado por políticos, eles acabam sendo influenciados por outros fatores. Por isso, a economia pesa, a popularidade e personalidade da presidente pesam. Há uma série de outros fatores que acabam interferindo nessa decisão que é política também. É um processo do jogo”.

O cientista acrescentou que, quando a Constituição deu a prerrogativa de julgamento ao Congresso Nacional, assumiu-se que o julgamento não se daria apenas no mérito jurídico, mas também no político.

“Foi assim que estabeleceu o legislador e contra isso a gente não pode lutar, está ali na Constituição. Se fosse um processo estritamente jurídico, não caberia ao Congresso Nacional julgar, mas sim ao Supremo Tribunal Federal”.

Papel da esquerda

Conforme Débora Messenberg, a esquerda do Brasil e do mundo está em crise e precisa se reinventar. “Acho que a esquerda tem de se reinventar no mundo inteiro, não só no Brasil. Depois da queda do muro [de Berlim], temos claramente um projeto liberal e neoliberal em expansão e a esquerda não teve um projeto de fato que enfrentasse. Então, vemos uma série de governos ditos como trabalhistas, mas que acabaram adotando uma política econômica liberal, neoliberal”.

Sobre o PT, bastante atingido pela Operação Lava Jato e pela crise que derrubou Dilma, a socióloga disse acreditar que é um momento de reflexão para o partido. “A partir de agora, o PT já se coloca na oposição. Mas acho que é um momento de reflexão do partido. Afinal, esteve aí [no poder] durante 13 anos e acho que é o momento de avaliação dos seus erros e acertos”.

Na avaliação do professor Ivar Hartmann, da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas (FGV Direito Rio), o resultado pelo afastamento definitivo de Dilma Rousseff “é saudável para a democracia”. “Muito se falou que chefes de Executivo, tanto federal, como estadual e municipal, praticavam esse tipo de crime de responsabilidade [referindo-se às pedaladas fiscais], mas nunca eram punidos. Todos sabem o efeito negativo que isso tem nas finanças do país. Acontecendo agora essa condenação, isso serve de exemplo”.

 

Agência Brasil

 

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Expresso


Uma coisa de cada vez

Ao analisar os dados do PIB, divulgados na quarta, a Folha analisa: "Tudo isso significa que a produção e a renda brasileiras podem demorar anos para retornar aos níveis anteriores ao início da atual recessão"... [leia mais

- Muito além da PEC dos gastos
- O problema para a retomada
- O espetáculo continua
- Esqueçamos o foguete
- O mercado concorda com Aécio

 

 

Copom mantém juros básicos em 14,25% ao ano pela nona vez seguida

 

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Pela nona vez seguida, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve hoje (31) a taxa Selic em 14,25% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas, que preveem que a taxa ficará inalterada até o fim do ano.

Os juros básicos estão nesse nível desde o fim de julho do ano passado. Com a decisão do Copom, a taxa se mantém no mesmo percentual de outubro de 2006. A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Oficialmente, o Conselho Monetário Nacional estabelece meta de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumulou 8,74% nos 12 meses encerrados em julho, depois de atingir o recorde de 10,71% nos 12 meses terminados em janeiro.

No Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerre 2016 em 6,9%. O mercado está mais pessimista. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, o IPCA fechará o ano em 7,34%.

O impacto de preços administrados, como a elevação de tarifas públicas, e o de alimentos, como feijão e leite, tem contribuído para a manutenção dos índices de preços em níveis altos. Nos próximos meses, a expectativa é que a inflação desacelere por causa do agravamento da crise econômica e da queda do dólar.

Embora ajude no controle dos preços, o aumento ou a manutenção da taxa Selic em níveis elevados prejudica a economia. Isso porque os juros altos intensificam a queda na produção e no consumo. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam contração de 3,16% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2016. No Relatório de Inflação, o BC prevê retração de 3,3%.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e  incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.

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Agência Brasil

Impeachment: “Brasil vive um dia histórico”, diz Fiesp

Declarado apoiador do impeachment, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, considerou a aprovação do afastamento de Dilma Rousseff pelo Senado “um dia histórico” para o país, que marca “o fim de um longo e desgastante processo”.

“O processo terminou. Agora é hora de virar a página, deixar as diferenças para trás, arregaçar as mangas e, de braços dados, reconstruir o Brasil”, diz Skaf.

Por meio de nota enviada à imprensa, ele disse que o processo de impeachment acirrou o debate político no Brasil e provocou a divisão do país. “Amizades foram desfeitas. Familiares brigaram. O Brasil se dividiu”, diz a nota.

Segundo Skaf, a economia vive seus piores dias, com desemprego atingindo 12 milhões de pessoas e levando ao fechamento de “mais de 100 mil lojas e quase 10 mil fábricas”. Mas, segundo ele, a confiança do brasileiro está sendo retomada.

“A reconstrução do Brasil demandará grande esforço da sociedade. O ajuste fiscal é a mãe de todas as reformas. O governo deve controlar seus gastos, eliminar os desperdícios e combater a corrupção. O equilíbrio fiscal deve ser feito sem aumento de impostos. Os brasileiros não admitem aumento de impostos”, afirmou.

Teto para os gastos públicos

Para ele, o Congresso deve ser rápido em aprovar a proposta de emenda constitucional que institui um teto para os gastos públicos, limitando-o à inflação do ano anterior. “Não há alternativa. Se tivéssemos aprovado o teto há dez anos, a dívida pública, que hoje é de quase R$ 4 trilhões, estaria em R$ 700 bilhões, ou seja, seis vezes menor. Não gastaríamos os R$ 500 bilhões de juros por ano, e a taxa de juros poderia ser igual à do resto do mundo”, disse.

O presidente da Fiesp também cobrou urgência na reforma da Previdência, a diminuição da taxa de juros, o aumento da oferta de crédito e o destravamento das obras de infraestrutura do país, “acelerando as concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs)”.

“Nos últimos anos, o Brasil andava como um trem descarrilado. Chegou a hora de voltar aos trilhos da confiança, do desenvolvimento, da gestão eficiente, da boa governança, do crescimento e da geração de empregos e riquezas para o país. Os desafios são grandes, as medidas necessárias são complexas e os resultados serão obtidos com o tempo. O novo governo chega com um voto confiança da nação. Mas deve, com a ajuda de todos, ser firme no esforço diário pela reconstrução do nosso Brasil”, finalizou.

 

Agência Brasil

 

Cardozo nega acordo com PMDB para manter direitos políticos de Dilma

 

Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil

Brasília - O advogado de defesa, José Eduardo Cardozo, após votação do impeachment. Por 61 a 20, o plenário do Senado decide pelo impeachment de Dilma Rousseff.( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Para José Eduardo Cardozo, quem fez acordo com Eduardo Cunha foi a oposiçãoMarcelo Camargo/Agência Brasil

Advogado de defesa da presidenta cassada Dilma Rousseff, o ex-ministro José Eduardo Cardozo considerou hoje (31) “absurda” a acusação feita por líderes do PSDB de que houve um acordo entre aliados da ex-presidenta e o PMDB na votação que manteve os direitos políticos de Dilma.

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), afirmou que houve um acordo entre PT e PMDB envolvendo a cassação do ex-presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

“Essa foi uma desculpa retórica daqueles que queriam agredir Dilma Rousseff de todas as formas possíveis”, disse Cardozo.

“É um absurdo. Quem fez acordo com o Eduardo Cunha foi a oposição. O PSDB apoiou Eduardo Cunha para a presidência da Câmara e a Dilma foi contra. O PSDB discutiu com Eduardo Cunha o início do processo de impeachment e Dilma, obviamente, foi contrária a isso. O PT, ao não dar os votos para Eduardo Cunha, determinou a represália e a vingança do ex-presidente da Câmara. É evidente que é um argumento completamente inconsistente”, acrescentou o ex-ministro.
Para Cardozo, a retirada do direitos políticos de Dilma Rousseff significaria o “esquartejamento político” dela. “Função pública, no sentido que a Constituição dá, é muito mais ampla. E pega qualquer situação, inclusive cargos públicos. [A retirada dos direitos político] é um desejo condenatório de eliminar um adversário político. No fundo, há pessoas que temem pelo reconhecimento da injustiça que foi cometida aqui. Quem teme a comprovação da injustiça prefere o esquartejamento político de Dilma Rousseff e não apenas a morte [política]”.

 

Agência Brasil

 

Dilma Rousseff está fora!

Por 61 votos, o Senado Federal aprovou o impeachment de Dilma Rousseff. Viva o Brasil!
- Renan votou sim
- Telmário votou sim
- Assista ao momento da vitória
- Dilma: "Rasgaram a Constituição"
- Reconhecimento internacional

- Dilma não é mais um retrato na parede

Reunião de Pauta - 31.08.2016 - Canalhas! Canalhas! Canalhas!

[Acesse aqui o vídeo]

 

Dilma para presidente

Dilma Rousseff foi cassada. Mas Renan Calheiros e Ricardo Lewandowski deram um golpe para livrá-la de Sergio Moro. Os senadores rasgaram a Constituição e decidiram que ela poderá ocupar cargos públicos, que lhe garantam foro privilegiado.

- A repercussão no TSE
- Cunha se manifesta


Temer empossado


Michel Temer
é, oficialmente, presidente do Brasil.

- Ah, a Constituição...


Temer promete a Aécio subscrever mandado de segurança

De Maria Lima, de O Globo: "Assustado com a reação do PSDB e Democratas a participação do PMDB na votação que livrou a presidente cassada Dilma Rousseff da inabilitação política, o presidente Michel Temer ligou para o presidente nacional do PSDB..." [leia mais

- O governo começa com a base esfacelada

- PSDB vai ao STF


O fim de Lewandowski

O impeachment não representou apenas o fim de Dilma Rousseff. Ele foi também o último ato de Ricardo Lewandowski como presidente do STF. A partir de 12 de setembro, teremos Cármen Lúcia... [veja mais


O golpe no artigo 52 da Constituição

A Constituição é clara, transparente, o impeachment de um presidente significa a perda do cargo, COM INABILITAÇÃO, POR OITO ANOS, PARA O EXERCÍCIO DE FUNÇÃO PÚBLICA... [leia mais

- Lewandowski ignorou o STF
- De Murici para o mundo

- Renan: a versão e o fato


PT acima da lei

A postura de Dilma no impeachment é idêntica à de Lula na Lava Jato. Os petistas acham que estão acima da lei.

- Contra Moro
- “O mínimo a ser feito”


Momento Antagonista: golpe no impeachment e na Ficha Limpa

Claudio Dantas explica os desdobramentos da decisão esdrúxula do Senado que mantém Dilma apta a exercer cargo público. [assista]

- STF à passarinho


Senado enterrou de vez a Ficha Limpa

A decisão do Senado, além de salvar Dilma e Eduardo Cunha, significa uma pá de cal na Lei da Ficha Limpa. "Vai provocar uma avalanche de recursos de políticos condenados tentando reaver seus direitos políticos." 


A estupidez de Lula

Depois do impeachment, é necessário centrar fogo em Lula. O Estadão, em editorial, resumiu o assunto: “A partir de agora, será preciso entender como foi possível que tantos tenham se deixado enganar por um político que jamais se preocupou senão...” [leia mais



O fator Renan

Monica De Bolle fala, a O Financista, do que esperar das reformas que Temer deve promover na economia, nesta era pós-impeachment: “Será uma tarefa hercúlea passar qualquer reforma pelo Congresso com esse resultado, com as manobras de Renan. Há chances...” [leia mais

- Cautela: Bolsa aprofunda perdas
- A proeza petista
- Dólar estável: mercado em alerta com Renan

 

 

Maia: desmembramento de votação do impeachment pode mudar rito contra Cunha

 

Karine Melo e Carolina Gonçalves – Repórteres da Agência Brasil

Brasília - Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, durante o quinto dia de julgamento final do processo de impeachment da presidenta afastada, Dilma Rousseff, no Senado (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Permissão para votar separadamente destaque sobre direitos políticos de Dilma pode abrir precedente e mudar     o rito do processo  de cassação do deputado Eduardo Cunha, diz MaiaFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje (31) que a decisão do ministro Ricardo Lewandowski de permitir votar separadamente um destaque que  resultou na manutenção dos direitos politicos de Dilma Rousseff, pode abrir um precedente e mudar o rito do processo de cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na Câmara.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, coordenou o julgamento no qual o Senado aprovou, nesta quarta-feira, o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, mas manteve seus direitos políticos.

“A decisão do ministro Lewandowski abriu precedente para que se vote uma proposição, um projeto de resolução." De acordo com Maia, a decisão do ministro, que teve como base o Regimento da Câmara dos Deputados, abre caminho para que, em vez do parecer do Conselho de Ética, seja posto em votação um projeto que pode sofrer alterações no plenário.

Polêmica

Com isso, seria retomada a discussão suscitada por aliados de Cunha em meio à tramitação de um processo contra o parlamentar, que é considerado o mais longo na Casa, o que foi apontado como mais uma estratégia para protelar o resultado. Consultada por aliados do peemedebista, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara havia definido que o que vai a voto é o parecer do Conselho de Ética, e não um projeto.

Maia assegurou que a decisão é polêmica e que, por isso, não pode ficar apenas nas mãos do presidente da Casa. Ele afirmou que a definição será coletiva, mas não antecipou de que forma a questão será submetida aos demais parlamentares. “Não estou dizendo que vai, mas temos que avaliar com cuidado”, disse.

Presidência da República

Segundo na linha de sucessão, Rodrigo Maia ficará no exercício da Presidência da República a partir de hoje (31) por causa da viagem de Michel Temer à China, para participar da reunião do G20 (grupo das 20 maiores economias mundiais). Perguntado sobre como pretende se comportar no cargo, Maia disse se espelhará em Marco Maciel, que ficou conhecido pela postura comedida quando foi vice-presidente de Fernando Henrique Cardoso. “Vou presidir de forma interina, com muita discrição”, afirmou.

Ao comentar o resultado do julgamento do impeachment hoje no Senado, Rodrigo Maia disse que a base de Temer saiu “muito fortalecida” e vai colaborar para a aprovação dos projetos do governo para “reorganizar e colocar o Brasil de volta ao rumo do crescimento”. Maia ressaltou que o pacote de medidas de Temer não trará prejuízos a qualquer cidadão. “Agora vamos votar matérias importantes para reorganizar o Estado brasileiro, sem que isso signifique tirar nada de ninguém.”

 

Agência Brasil