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ATAQUES EM CAMPANHAS ELEITORAIS E DECISÃO DE VOTO!
(Globo, 07) 1. Uma máxima se disseminou entre marqueteiros, profissionais de campanha, candidatos e parte dos eleitores. Ela diz mais ou menos assim: quem ataca em campanha eleitoral tende a perder votos. Esse efeito indica que os eleitores tendem a rejeitar mensagens negativas apresentadas por um candidato, gerando, com isso, um efeito contrário daquele pretendido pelo autor da mensagem. Uma tese de doutorado em ciência política defendida na USP no ano passado por Jairo Pimentel procurou testar essa hipótese. O estudo traz algo raro nas pesquisas no Brasil porque aplicou experimentos durante o processo eleitoral para identificar os efeitos das inserções comerciais de 15 e 30 segundos.
2. A conclusão da pesquisa é que os sposts de ataque podem, na verdade, ampliar as chances de o eleitor votar no candidato autor da mensagem. A conclusão surpreende porque indica um efeito exatamente contrário do que se defendia no meio político até então. A pesquisa foi desenvolvida em 2010, quando Pimentel entrevistou 1.780 eleitores entre agosto e setembro daquele ano nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Recife. Como conclusão, Pimentel afirma que "os spots negativos aparecem, portanto, como instrumentos interessantes para diminuir a vontade de os eleitores votarem nos candidatos atacados– cumprindo a função de depreciar a candidatura adversária.
3. Respostas de Jairo Pimentel a entrevista. 3.1. Nas campanhas eleitorais os spots são apenas uma das possíveis fontes de informação e persuasão das campanhas. O intuito da pesquisa não foi entender como os spots podem definir o resultado final de uma eleição, mas isolar seus efeitos em relação as outras fontes de informação para entender como os diferentes tipos de spots podem afetar o processo de tomada de decisão do voto.
3.2. O posicionamento nas pesquisas é fundamental para definir se a campanha do candidato será positiva ou negativa. Mas além disso, o período da campanha é fundamental também. No começo da campanha é mais comum termos campanha positiva, para apresentar os candidatos e suas plataformas. No meio da campanha, a depender do desempenho dos candidatos e da possibilidade de vitória ou derrota que costumamos a ver mais campanha negativa. Quanto maior a ameaça de derrota, maiores as chances de uso de campanha negativa, seja por quem está na frente, seja por quem está atrás. Creio que o verdadeiro ponto que leva ao maior uso de campanha negativa é o nível de competitividade das candidaturas: quanto mais acirrada, maior o uso de propaganda negativa.
3.3. No segundo turno das eleições as disputas tendem a ser mais acirradas, levando a uma escala de campanha negativa. Isso leva a maior polarização do eleitorado e não de indiferenciação. Além disso, pesquisas americanas mostram que as campanhas negativas apresentam maior nível de issues políticas. Isso significa que as campanhas negativas tendem a apresentar críticas dos candidatos em relação ao posicionamento dos adversário, tornando clara a posição de cada um em relação a temas que dividem o eleitorado. Essas críticas trazem informações sobre o posicionamento dos candidatos sobre questões nevrálgicas sobre a política e assim o eleitor pode tomar decisões mais informadas. Campanha negativa não é sinônimo de ataques pessoais, apesar deles serem recorrentes.
Ex-Blog do Cesar Maia
2. A conclusão da pesquisa é que os sposts de ataque podem, na verdade, ampliar as chances de o eleitor votar no candidato autor da mensagem. A conclusão surpreende porque indica um efeito exatamente contrário do que se defendia no meio político até então. A pesquisa foi desenvolvida em 2010, quando Pimentel entrevistou 1.780 eleitores entre agosto e setembro daquele ano nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Recife. Como conclusão, Pimentel afirma que "os spots negativos aparecem, portanto, como instrumentos interessantes para diminuir a vontade de os eleitores votarem nos candidatos atacados– cumprindo a função de depreciar a candidatura adversária.
3. Respostas de Jairo Pimentel a entrevista. 3.1. Nas campanhas eleitorais os spots são apenas uma das possíveis fontes de informação e persuasão das campanhas. O intuito da pesquisa não foi entender como os spots podem definir o resultado final de uma eleição, mas isolar seus efeitos em relação as outras fontes de informação para entender como os diferentes tipos de spots podem afetar o processo de tomada de decisão do voto.
3.2. O posicionamento nas pesquisas é fundamental para definir se a campanha do candidato será positiva ou negativa. Mas além disso, o período da campanha é fundamental também. No começo da campanha é mais comum termos campanha positiva, para apresentar os candidatos e suas plataformas. No meio da campanha, a depender do desempenho dos candidatos e da possibilidade de vitória ou derrota que costumamos a ver mais campanha negativa. Quanto maior a ameaça de derrota, maiores as chances de uso de campanha negativa, seja por quem está na frente, seja por quem está atrás. Creio que o verdadeiro ponto que leva ao maior uso de campanha negativa é o nível de competitividade das candidaturas: quanto mais acirrada, maior o uso de propaganda negativa.
3.3. No segundo turno das eleições as disputas tendem a ser mais acirradas, levando a uma escala de campanha negativa. Isso leva a maior polarização do eleitorado e não de indiferenciação. Além disso, pesquisas americanas mostram que as campanhas negativas apresentam maior nível de issues políticas. Isso significa que as campanhas negativas tendem a apresentar críticas dos candidatos em relação ao posicionamento dos adversário, tornando clara a posição de cada um em relação a temas que dividem o eleitorado. Essas críticas trazem informações sobre o posicionamento dos candidatos sobre questões nevrálgicas sobre a política e assim o eleitor pode tomar decisões mais informadas. Campanha negativa não é sinônimo de ataques pessoais, apesar deles serem recorrentes.
Ex-Blog do Cesar Maia
QUEM GANHOU E QUEM PERDEU COM AS MANIFESTAÇÕES DE DOMINGO (13)! DIA 18: MEIO EXPEDIENTE?!
1. Entre os candidatos a Presidente da República, ganhou Marina Silva, que ficou na sombra e não se expôs imprudentemente como Aécio e Alckmin. O NÃO é a palavra de ordem das massas quando protestam. Nelson Rodrigues dizia que no Maracanã cheio se vaia até minuto de silêncio. Lula –no auge da popularidade- levou 5 vaias na abertura dos Jogos Pan-americanos de 2007 no Maracanã.
2. Candidatos a prefeito que se expuseram também foram vaiados, como Marta Suplicy em S. Paulo e Indio da Costa no Rio. Freixo ficou na sombra.
3. Quem perdeu? Claro, perdeu Dilma. Mas com uma novidade. A decisão do STF de que a votação do impeachment teria que ser com voto aberto, o que interessava a Dilma, agora passou a interessar aos que defendem o impeachment. Que parlamentar vai cravar o nome no painel contra o impeachment ou se ausentar? A emenda Dante de Oliveira, das diretas já, não conseguiu os 2/3. Meses depois, o ruído das ruas havia chegado à base aliada do governo e Tancredo foi eleito pelo voto aberto no plenário. E a base do governo Figueiredo se dividiu ao meio.
4. PT convocou passeata de resposta para esta sexta-feira, 18, para que pequenos grupos, no horário de saída do trabalho, consigam provocar sensação de muita gente. Mas o que podem provocar é o caos na saída das pessoas para suas casas. Servidores e empresas estão pensando num meio expediente para não ajudar o tumulto.
5. Em 1992, Collor convocou o Povo para responder as manifestações –caras pintadas, etc.- usando verde e amarelo num certo dia. As pessoas saíram de preto. Sindicatos e Partidos realizaram dia 13 de março de 1964 o Grande Comício da Central com milhares de pessoas em apoio a Jango. Provocaram o outro lado. No dia 19 de março de 1964 em S.Paulo foi realizada a passeata -Com Deus, com a Família pela Liberdade- com 1 milhão de pessoas.
6. (Monica Bergamo - Folha de S. Paulo, 14) 6.1. O impeachment volta a ser, para parte da oposição e seus aliados, o caminho tido como o mais viável para a tentativa, considerada urgente, de afastar Dilma Rousseff do poder. Ainda que Lula integre seu ministério. O processo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mesmo impulsionado por delações eventualmente bombásticas de empreiteiras sobre a campanha de Dilma Rousseff e de Michel Temer de 2014, é considerado lento demais.
6.2. E PMDB e o PSDB têm pressa na solução da crise: são cada vez mais frequentes informações que dão conta de que vários de seus principais líderes podem ser atingidos em cheio por delações premiadas. Calheiros disse, em reunião recente, que é generalizada a sensação, entre os políticos, de que qualquer um deles pode ser preso a qualquer momento.
6.3. A saída de Dilma, no mesmo raciocínio, teria o condão de "esfriar" as investigações da Lava Jato. Há uma crença de que parte da imprensa retiraria o combustível que respaldaria hoje praticamente todas as ações de investigadores e do juiz Sergio Moro.
Ex-Blog do Cesar Maia
2. Candidatos a prefeito que se expuseram também foram vaiados, como Marta Suplicy em S. Paulo e Indio da Costa no Rio. Freixo ficou na sombra.
3. Quem perdeu? Claro, perdeu Dilma. Mas com uma novidade. A decisão do STF de que a votação do impeachment teria que ser com voto aberto, o que interessava a Dilma, agora passou a interessar aos que defendem o impeachment. Que parlamentar vai cravar o nome no painel contra o impeachment ou se ausentar? A emenda Dante de Oliveira, das diretas já, não conseguiu os 2/3. Meses depois, o ruído das ruas havia chegado à base aliada do governo e Tancredo foi eleito pelo voto aberto no plenário. E a base do governo Figueiredo se dividiu ao meio.
4. PT convocou passeata de resposta para esta sexta-feira, 18, para que pequenos grupos, no horário de saída do trabalho, consigam provocar sensação de muita gente. Mas o que podem provocar é o caos na saída das pessoas para suas casas. Servidores e empresas estão pensando num meio expediente para não ajudar o tumulto.
5. Em 1992, Collor convocou o Povo para responder as manifestações –caras pintadas, etc.- usando verde e amarelo num certo dia. As pessoas saíram de preto. Sindicatos e Partidos realizaram dia 13 de março de 1964 o Grande Comício da Central com milhares de pessoas em apoio a Jango. Provocaram o outro lado. No dia 19 de março de 1964 em S.Paulo foi realizada a passeata -Com Deus, com a Família pela Liberdade- com 1 milhão de pessoas.
6. (Monica Bergamo - Folha de S. Paulo, 14) 6.1. O impeachment volta a ser, para parte da oposição e seus aliados, o caminho tido como o mais viável para a tentativa, considerada urgente, de afastar Dilma Rousseff do poder. Ainda que Lula integre seu ministério. O processo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mesmo impulsionado por delações eventualmente bombásticas de empreiteiras sobre a campanha de Dilma Rousseff e de Michel Temer de 2014, é considerado lento demais.
6.2. E PMDB e o PSDB têm pressa na solução da crise: são cada vez mais frequentes informações que dão conta de que vários de seus principais líderes podem ser atingidos em cheio por delações premiadas. Calheiros disse, em reunião recente, que é generalizada a sensação, entre os políticos, de que qualquer um deles pode ser preso a qualquer momento.
6.3. A saída de Dilma, no mesmo raciocínio, teria o condão de "esfriar" as investigações da Lava Jato. Há uma crença de que parte da imprensa retiraria o combustível que respaldaria hoje praticamente todas as ações de investigadores e do juiz Sergio Moro.
Ex-Blog do Cesar Maia
Alexandre Garcia comenta as manifestações de domingo (13)
http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2016/03/alexandre-garcia-comenta-manifestacoes-de-domingo-13.html?utm_source=email&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar
g1.globo.com
contramão das aspirações nacionais', afirma comentarista. A manifestação nacional ultrapassou a expectativa dos políticos e do governo. No Alvorada, a reunião ...
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Delcídio diz que foi 'escalado por Dilma e Lula para barrar a Lava-Jato'
A delação premiada de Delcídio Amaral foi homologada, o escândalo Mercadante explodiu hoje cedo, mas o…
BLOGS.OGLOBO.GLOBO.COM|POR LAURO JARDIM
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Babá diz ser a favor das manifestações contra Dilma e elogia p...
A verdade sempre aparece.A babá usada como álibi do que a esquerda chegou a chamar de 'escravagismo' vem a público...
Publicado por Canal da Direita em Terça, 15 de março de 2016
Entenda o que muda com o limite de uso dos planos de internet banda larga
O novo modelo foi regulamentado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e já está previsto na legislação
A partir de agora, um novo modelo de planos de internet banda larga foi implementado e as operadoras de internet fixa, como Oi, NET e Vivo, só poderão oferecer planos com limites de dados. Se antes a delimitação era a velocidade desejada pelo usuário, agora será a quantidade de dados. Na prática, isso significa que o consumidor agora tem direito a um limite de uso da rede durante o mês, a denominada franquia, de acordo com o iG. O novo modelo foi regulamentado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e já está previsto na legislação.
Vale ressaltar que o modelo vale somente para os planos que utilizam ADSL (conexão feita a partir de uma linha telefônica). Até o momento, os planos de fibra ótica não possuem franquia. Com isso, toda vez que o limite for atingido, a empresa poderá reduzir a velocidade da banda larga ou até mesmo cortar o serviço até o fim do mês. Tal limite pode se tornar um problema, principalmente para as famílias numerosas. Ainda segundo a publicação, como a maioria das conexões tem diversos aparelhos ligados, como smartphones, SmarTVs, computadores, videogames, tablets, etc, o limite da franquia poderá ser atingido muito rapidamente.
Tal modelo é parecido com o modelo já aplicado nos dispositivos móveis, como smartphones. O ideal é que o cliente descubra qual o seu consumo mensal e contratar o plano adequado. As operadoras devem também disponibilizar um mecanismo no qual o consumidor pode acompanhar o consumo gasto durante o mês e também deverão alertar quando o limite estiver prestes a ser atingido.
Fonte: Portal do Consumidor - 11/03/2016 e Endividado
A partir de agora, um novo modelo de planos de internet banda larga foi implementado e as operadoras de internet fixa, como Oi, NET e Vivo, só poderão oferecer planos com limites de dados. Se antes a delimitação era a velocidade desejada pelo usuário, agora será a quantidade de dados. Na prática, isso significa que o consumidor agora tem direito a um limite de uso da rede durante o mês, a denominada franquia, de acordo com o iG. O novo modelo foi regulamentado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e já está previsto na legislação.
Vale ressaltar que o modelo vale somente para os planos que utilizam ADSL (conexão feita a partir de uma linha telefônica). Até o momento, os planos de fibra ótica não possuem franquia. Com isso, toda vez que o limite for atingido, a empresa poderá reduzir a velocidade da banda larga ou até mesmo cortar o serviço até o fim do mês. Tal limite pode se tornar um problema, principalmente para as famílias numerosas. Ainda segundo a publicação, como a maioria das conexões tem diversos aparelhos ligados, como smartphones, SmarTVs, computadores, videogames, tablets, etc, o limite da franquia poderá ser atingido muito rapidamente.
Tal modelo é parecido com o modelo já aplicado nos dispositivos móveis, como smartphones. O ideal é que o cliente descubra qual o seu consumo mensal e contratar o plano adequado. As operadoras devem também disponibilizar um mecanismo no qual o consumidor pode acompanhar o consumo gasto durante o mês e também deverão alertar quando o limite estiver prestes a ser atingido.
Fonte: Portal do Consumidor - 11/03/2016 e Endividado
Para reduzir gastos, agências dos Correios não vão mais abrir aos sábados
A partir do próximo sábado (19), a maioria das agências dos Correios não vai mais abrir aos sábados. A medida é uma forma de reduzir os gastos da empresa e tentar chegar ao fim do ano com o orçamento em dia. Apenas as agências com grande movimentação, como em aeroportos e rodoviárias, continuarão abertas aos sábados.
O presidente dos Correios, Giovanni Queiroz, diz que até o fim do ano, a empresa espera economizar R$ 1,6 bilhão com ações de redução de despesasValter Campanato/Agência Brasil
“Queremos fazer um ajuste financeiro para, que ao final deste ano, os Correios não tenham deficit como no ano passado”, explicou o presidente dos Correios, Giovanni Queiroz. O balanço de 2015 da empresa ainda não foi concluído, mas no final do ano passado, Queiroz estimava que o deficit da estatal chegaria a R$ 2 bilhões.
Segundo o presidente, muitas agências são deficitárias e com baixo fluxo de clientes aos sábados, como a de Teófilo Otoni (MG), onde a receita média aos sábados é R$ 416 e a despesa para abrir é R$ 6,6 mil. “Não há nada que justifique estar aberta ao sábado”, diz. A medida não vale para as agências franqueadas dos Correios, só para as agências próprias. Atualmente, os Correios têm 6.471 agências próprias e 1.011 franqueadas.
Redução de despesas
Até o fim do ano, a empresa espera economizar R$ 1,6 bilhão com diversas ações de redução de despesas. Os Correios estudam a possibilidade de fundir agências que estejam próximas, realocando os funcionários e fechando as que dão prejuízo. Ainda neste mês, um projeto-piloto deve começar a funcionar no Distrito Federal e depois pode ser levado para outras cidades do país.
Até o fim do ano, a empresa espera economizar R$ 1,6 bilhão com diversas ações de redução de despesas. Os Correios estudam a possibilidade de fundir agências que estejam próximas, realocando os funcionários e fechando as que dão prejuízo. Ainda neste mês, um projeto-piloto deve começar a funcionar no Distrito Federal e depois pode ser levado para outras cidades do país.
Queiroz deu o exemplo de sua cidade natal, Redenção (PA), onde atualmente há duas agências dos Correios, mas uma delas é pequena e deficitária. “Tem uma agência maior, em que faltam funcionários, e tem muito mais condições, fica a 800 metros da outra. Não faz sentido manter essa outra, porque tem um custo muito alto”, diz. Ele garante que nenhum município ficará sem pelo menos uma agência dos Correios.
O presidente fez uma recomendação para que todas as agências reduzam o pagamento de horas extras e o trabalho noturno dos funcionários. No ano passado, a empresa pagou R$ 720 milhões com hora extra. “Em nenhuma circunstância vamos prejudicar o serviço, vamos fazer um ajuste de gestão”, garante.
Os Correios estudam a possibilidade de fundir agências que estejam próximas, realocando funcionários e fechando as que dão prejuízoArquivo/Agência Brasil
O corte pela metade dos gastos com publicidade e patrocínio, que no ano passado significou R$ 380 milhões, também é objetivo dos Correios para economizar. Outras medidas administrativas, como revisão de contratos de aluguel, redução do uso de carros, telefone, viagens e diárias serão adotadas. Também será feita uma auditoria na folha de pagamento para detectar pagamentos irregulares de benefícios.
Aumento de arrecadação
Para aumentar as receitas, os Correios vão começar a prestar os serviços de telefonia móvel virtual, chamada de MVNO (Mobile Virtual Network Operator). A concorrência para escolher a operadora de celular que irá fazer a parceria com os Correios para vender o chip com a marca da empresa será feita nesta semana. Com o serviço, a empresa pretende arrecadar R$ 282 milhões nos cinco anos de contrato.
Para aumentar as receitas, os Correios vão começar a prestar os serviços de telefonia móvel virtual, chamada de MVNO (Mobile Virtual Network Operator). A concorrência para escolher a operadora de celular que irá fazer a parceria com os Correios para vender o chip com a marca da empresa será feita nesta semana. Com o serviço, a empresa pretende arrecadar R$ 282 milhões nos cinco anos de contrato.
Outra medida para aumentar a arrecadação dos Correios será a ampliação do número de agências que oferecem a venda de consórcios, como de veículos e imóveis, de 190 para 3,2 mil até o fim do ano. A estatal também vai investir no setor de logística e já iniciou a negociação para ser o operador logístico oficial de todos os setores do governo federal, como já faz com a distribuição de livros didáticos e de medicamentos.
Juíza paulista transfere processo contra Lula para Sérgio Moro
A juíza Maria Priscilla Veiga de Oliveira, da 4ª Vara Criminal de São Paulo, encaminhou à 13ª Vara Federal de Curitiba (PR) o processo que apura se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeu crime de lavagem de dinheiro. Na semana passada, o Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia e pediu a prisão preventiva de Lula sob a acusação de que o ex-presidente é o proprietário oculto de um apartamento tríplex no Guarujá, litoral paulista.
Na decisão, Maria Priscilla justifica que os possíveis delitos relacionados ao imóvel estão sob apuração da Operação Lava Jato e devem ser investigados dentro do contexto do esquema nos inquéritos abertos na esfera federal. Com isso, o processo passará a integrar o conjunto sob responsabilidade do juiz federal Sérgio Moro.
“O pretendido nestes autos, no que tange às acusações de prática de delitos chamados de 'lavagem de dinheiro' é trazer para o âmbito estadual algo que já é objeto de apuração e processamento pelo Juízo Federal da 13ª Vara Federal de Curitiba/PR e pelo MPF [Ministério Público Federal], pelo que é inegável a conexão, com interesse probatório entre ambas as demandas, havendo vínculo dos delitos por sua estreita relação”, diz a decisão. A magistrada também retirou o sigilo do processo.
Defesa
Em nota, os advogados do ex-presidente Lula, Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins, informaram que irão pedir a impugnação da decisão e irão recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo. "Não há qualquer elemento concreto que possa vincular o triplex ou a suposta reforma realizada nesse imóvel a “desvios da Petrobras”, como afirma a decisão; o que existe é imputação de uma hipótese, insuficiente para motivar uma acusação criminal", argumentam os advogados, em nota publicada no Instituto Lula.
"Os depoimentos opinativos colhidos pelos três promotores de justiça do Ministério Público de São Paulo que assinaram a denúncia contra o ex-presidente Lula e seus familiares não podem se sobrepor ao título de propriedade, que goza de fé pública, e indica a empresa OAS como proprietária do imóvel", acrescentam. "Mesmo que fosse possível cogitar-se de qualquer vínculo com “desvios da Petrobras”, isso não deslocaria o caso para a competência da Justiça Federal; a Petrobras é sociedade de economia mista e há posição pacífica dos Tribunais de que nessa hipótese a competência é da justiça estadual; mesmo que fosse possível cogitar-se, por absurdo, de qualquer tema da competência da Justiça Federal, não seria do Paraná (PR), pois o imóvel está localizado no Estado de São Paulo (SP) e nenhum ato foi praticado naquele outro estado".
Saiba Mais
"Além disso, os advogados do ex-presidente Lula também confiam que o Supremo Tribunal Federal irá decidir pela atribuição do Ministério Público do Estado de São Paulo, através de um promotor natural, escolhido por livre distribuição, para conduzir o caso, conforme recurso já interposto. Com essas medidas, a defesa do ex-presidente Lula busca que os fatos sejam analisados pelas instâncias corretas, de acordo com a Constituição Federal e a Lei. Não se pretende evitar qualquer investigação. Ao contrário, o que se busca é evitar que alguns vícios evidentes no processo venham a motivar, no futuro, a sua nulidade, como já ocorreu em outros casos de grande repercussão".
A denúncia
Os promotores do Ministério Público de São Paulo (MP) Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Moraes de Araújo disseram ter colhido duas dezenas de depoimentos que comprovariam que o apartamento era “destinado” ao ex-presidente e sua família. O MP acusa Lula de lavagem de dinheiro – na modalidade ocultação de patrimônio – e falsidade ideológica.
“Aproximadamente duas dezenas de pessoas nos relataram que, efetivamente, aquele tríplex do Guarujá era destinado ao ex-presidente Lula e sua família. Dentre essas pessoas figuravam funcionários do prédio, o zelador do prédio, a porteira do prédio, moradores do prédio, funcionário da OAS, ex-funcionário da OAS, e o proprietário da empresa que fez a reforma naquele imóvel e, pelos relatos, fez uma reunião para apresentar parte da reforma efetuada, com a presença da ex-primeira dama e de seu filho, além do senhor Léo Pinheiro”, disse o promotor Cassio Roberto Conserino ao apresentar a denúncia à imprensa.
Além de Lula, foram denunciados por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, sua esposa, Marisa Letícia, por participação em lavagem de dinheiro; e seu filho, Fábio Luiz Lula da Silva, por participação em lavagem de dinheiro.
Na ocasião, o Instituto Lula voltou a negar que o ex-presidente seja dono do apartamento tríplex, alvo das investigações, e diz que o procurador Cássio Conserino usa a investigação para fins políticos. “Cássio Conserino, que não é o promotor natural deste caso, possui documentos que provam que o ex-presidente Lula não é proprietário nem de tríplex no Guarujá, nem de sítio em Atibaia, e tampouco cometeu qualquer ilegalidade. Mesmo assim, solicita medida cautelar contra o ex-presidente em mais uma triste tentativa de usar seu cargo para fins políticos."
"Tais documentos foram encaminhados ao promotor. Já era previsível, no entanto, que Conserino encaminhasse a denúncia, já que declarou à revista Veja que considerava o ex-presidente culpado antes mesmo de ouvir a defesa de Lula", acrescentou o instituto. "O ex-presidente Lula já desmentiu essa acusação mais de uma vez, frente às autoridades e em discursos. O ex-presidente Lula não é proprietário nem de tríplex no Guarujá, nem de sítio em Atibaia, e não cometeu nenhuma ilegalidade. Ele apresentou sua defesa em documentos que provam isso às autoridades competentes."
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