Os farrapos e o Pacto Federativo, por Lasier Martins

Existe hoje uma enorme concentração de poder e recursos nas mãos da União, que se mostra insensível e incapaz de atender às demandas da população. Criaram-se incumbências aos estados, sem a contrapartida financeira, uma vez que os impostos pagos pelo cidadão são drenados para Brasília. A falta de retorno é vergonhosa. Não suportamos mais pagar essa carga tributária para custear despesas que estão longe da nossa realidade.

Esta foi a tônica da convulsão que tomou conta do Rio Grande do Sul em 1835. Depois de sofrer por anos com a imposição de pesados tributos sobre os produtos riograndenses, além de uma taxa extorsiva sobre o charque, eclodiu a revolta que nos levaria à Revolução Farroupilha.

Nesta semana, lembramos desses acontecimentos, pois no próximo 20 de setembro celebramos 180 anos da proclamação da República Rio-Grandense. Nossos bravos soldados lutavam por igualdade, humanidade e liberdade, palavras inscritas em nosso brasão de armas.

A história nos mostra que a sociedade não aceita a concentração de poder. Em 2013, por exemplo, o Rio Grande do Sul pagou R$ 54 bilhões em impostos federais, incluindo a receita previdenciária, e recebeu de volta do governo federal apenas R$ 12,8 bi, dos quais apenas R$ 3,8 bi foram para o governo estadual. Os impostos federais acabam punindo os estados que, como o nosso, contribuem mais para o PIB. Talvez uma situação mais preocupante do que a vivida por nós em 1835.

As transferências constitucionais tornam a situação ainda mais dramática para que os que mais produzem. Infelizmente, nosso modelo de partilha é apenas uma ficção. Hoje, 180 anos depois, continuamos a pagar muito mais do que recebemos e ainda sofremos com uma dívida de R$ 47 bilhões que consome por mês 13% de nossas receitas. Uma dívida que já foi paga, mas que só cresce com a correção do valor. Está claro que vivemos sob a égide de um presidencialismo imperial. Que a luta de nosso povo, por mais liberdade não tenha sido em vão. Que o espírito farroupilha, celebrado nesta semana, a chama da coragem de se opor ao poder centralizador, seja propulsor de uma batalha que agora é travada no campo político, algo que deve ser discutido no Senado, onde estão representados os estados: a redefinição do Pacto Federativo.

Senador (PDT-RS)

Fonte: Correio do Povo, página 2, da edição de 18 de setembro de 2015.

 

Pichações: aprovado projeto que eleva multa

Um projeto de lei aprovado ontem na Câmara Municipal de Porto Alegre torna mais severa a punição para pessoas que praticarem vandalismo contra o patrimônio público e privado. Além de pagar multa que pode variar de R$ 500 a R$ 2,5 mil, o degradador será obrigado a reparar os danos e eliminar as marcas da pichação e pintar, integralmente, a edificação ou o monumento. “Os pichadores, vândalos em geral, não podem roubar nossa história, nossa memória”, defendeu Mônica Leal, autora do projeto complementar que estabeleceu a punição. O texto, provado por 23 votos contra quatro contrários, aguarda agora a sanção do prefeito José Fortunati.

A elaboração do projeto contou com a orientação técnica da restauradora Alice Prati, que coordena o SOS Monumento. Para Alice, o projeto é simples. “Se o degradador pichar ou quebrar, ele vai ter que pagar e arrumar. Até então, a Justiça geralmente estipulava uma pena social, um trabalho comunitário. A lei era muito branda.” Para ela, a nova lei vai ajudar a despoluir visualmente a cidade e a tendência é que aumentem as denúncias.

Denúncias

O disque-pichação,serviço disponibilizado pela prefeitura desde 2006, é um canal de comunicação 24 horas e funciona por meio do telefone 153. De acordo com a vereadora Mônica Leal, desde a sua criação, foram registradas 1.313 denúncias, resultando na detenção de 106 menores infratores e de 184 maiores. Segundo a restauradora Alice Prati, agora as pessoas vão denunciar. “quando o cidadão souber que existe a lei, ele vai poder cobrar o flagrante e a condenação do vândalo.”

Fonte: Correio do Povo, página 16 de 20 de agosto de 2015.

 

Plano Plurianual

O Plano plurianual (PPA) são diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal relativos a despesas de capital e outras delas decorrentes, incluindo gastos referentes a programas de duração continuada. Está previsto no artigo 165 da Constituição Federal promulgada no dia 5 de outubro de 1988.

De acordo com a Constituição, o plano plurianual deve ser compatível com a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que inclui previsões relativas a despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientando a elaboração da lei orçamentária anual, dispondo sobre alterações da legislação tributária e estabelecendo a política de aplicação de agências financeiras oficiais de fomento.

A lei orçamentária anual, também prevista no PPP, compreende o orçamento fiscal relativo aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público.

Compreende também o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente detenha a maioria do capital social com direito a voto. E ainda o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como fundos e fundações instituídos e mantidos pelo poder público.

Todos os projetos de lei, relativos a PPA, as diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais são apreciados em plenário na Câmara dos Deputados e no Senado.

A vigência, os prazos, a elaboração e a organização do PPA estão descritos em lei complementar.

 

Plano restrito à Amazônia

O plano de zerar o desmatamento ilegal até 2030, contido na meta apresentada pelo Brasil para colaborar com o combate às mudanças climáticas, só considera a Amazônia. “Vai se admitir o desmatamento ilegal nos outros biomas?”, questionou o engenheiro florestal Tasso Azevedo, do Observatório do Clima. “A área de desmatamento do Cerrado hoje é maior que a da Amazônia”, alertou.

Fonte: Correio do Povo, página 14 de 29 de setembro de 2015.

 

Planos de saúde: perda de 164,4 mil clientes

São Paulo – O mercado de planos de saúde médico-hospitalares registrou, só em setembro, a perda de 164,4 mil clientes. Os dados são do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess). No terceiro trimestre de 2015, em relação ao trimestre anterior, a queda foi de 0,5%, o que representa a saída de 236,21 mil beneficiários.

Na comparação anual houve queda maior nos vínculos aos planos individuais. O total de beneficiários de planos do tipo diminuiu 1% em setembro em comparação com igual mês de 2014. Isso equivale a 87,5 mil vínculos a menos. No trimestre, o recuo foi de 0,5% ou 51,88 mil planos.

Fonte: Correio do Povo, página 6 de 27 de outubro de 2015.

 

Plástico global: cientistas debatem futuro

O futuro da fabricação de plástico a partir da ciência e da tecnologia é o enfoque da 2ª Conferência Global de Inovação e Tecnologia da Braskem. O evente reúde desde ontem pesquisadores e cientistas da empresa de Brasil, Estados Unidos e europa em Porto Alegre.

Estão sendo apresentados cerca de cem trabalhos. “São trabalhos realizados em cooperação com instituições de ensino e representam a pesquisa em polímeros, químicos renováveis e petroquímicos básicos”, explicou Fábio Lemon, gerente de Ciência de Polímeros da Unidade de Negócios de Polímeros (Unpol) da Braskem.

Fonte:Correio do Povo, página 6 de 16 de outubro de 2015.

 

Previdência volta à pauta, por Taline Oppitz

O governo está trabalhando na regulamentação da nova legislação sobre a previdência estadual. Aprovado em setembro pela Assembleia, o projeto do Executivo, que integrou a terceira fase do ajuste fiscal, tem os moldes do modelo implementado pela União estabelece o limite do INSS, de R$ 4.663,75, como teto para as aposentadorias dos servidores públicos de todos os poderes no Rio Grande do Sul. Para receber acima deste valor, será necessária contribuição para previdência complementar. A nova regra valerá apenas para os servidores que ingressarem no serviço público após sua vigência. A estimativa do governo gaúcho é de que em três meses seja possível detalhar a proposta e estabelecer os próximos passos para sua implementação. As mudanças enfrentam fortes resistências da oposição, de sindicatos de servidores e dos demais poderes. Há inclusive ameaça de reação na Justiça. Na tentativa de minimizar a contrariedade, o Executivo irá realizar discussões e um seminário. O evento deve ocorrer no início de novembro e contará com a presença do secretário de Políticas de Previdência Complementar do governo federal, Jaime Mariz de Faria Júnior. Jaime também atua como vice-presidente da Comissão Técnica dos Fundos de Investimento da Associação Internacional de Seguridade Social e como presidente da Comissão Ibero-Americana de Seguridade Social.

Defesa de cumprimento do regimento

um dos temas abordados no discurso de despedida de Edson Brum da presidência da Assembleia, que promete gerar polêmica, será a necessidade de que o regimento seja observado daqui para a frente no item em que estabelece que o mandato no comando da Casa é de dois anos. Tradicionalmente, os presidentes ficam no cargo apenas um ano devido a acordo entre as quatro maiores bancadas. Brum, assim como seu colega de partido, que também presidiu a Assembleia, Alexandre Postal, acredita que um ano não é tempo suficiente para colocar em prática os planos de gestão. A transferência do cargo ocorre em janeiro de 2016. Pelo acordo em vigência, Silvana Covatti, do PP será a sucessora de Brum.

Programas brasileiros debatidos em Pequim

A convite do governo chinês, o deputado federal gaúcho Osmar Terra participou da 4ª Conferência Internacional para o Desenvolvimento Infantil e Redução da Pobreza, em Pequim. O peemedebista falou sobre os avanços da legislação sobre a primeira infância no Brasil. Também foram abordados programas e ações para desenvolvimento no setor, o projeto Brasil Carinhoso e o marco legal da primeira infância, que implanta política integrada prevê, em nível nacional, programas governamentais de apoio às famílias para promoção do desenvolvimento humano no período considerado mais promissor, de zero a 6 anos. O evento é promovido pela Fundação Chinesa de Pesquisa e Desenvolvimento, que reconheceu a Política de Combate à Pobreza do Brasil e o Marco Legal da Primeira Infância – desenvolvido sob a presidência de Terra na Frente Parlamentar Mista da Primeira Infância – como modelos que devem ser conhecidos em detalhes para enfrentar os problemas da região Ásia Pacífico.

Apartes

Deputados deveriam ter noção de que o pior do que defender uma posição contrária aos interesses da opinião pública, em relação a temas polêmicos – como extinção da aposentadoria paga a ex-governadores, que se arrasta na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia – é sustentar um discurso e manter postura distinta na prática.

Ocorre segunda-feira, às 14h30min, no Piratini, reunião do governador José Ivo Sartori com a bancada federal gaúcha. Na pauta, a inclusão da Ferrovia Norte-Sul no plano de concessões do governo federal.

Fonte: Correio do Povo, página 3 de 25 de outubro de 2015.

 

Programa trata do uso e manejo do solo

A Secretaria de Agricultura e Pecuária (Seapa)vai lançar o Programa de Uso, Manejo e Conservação do Solo e da Água em outubro. O anúncio foi feito ontem, na Expointer, pelo titular da pasta. Ernani Polo. O objetivo é aumentar a produtividade e preservar o meio ambiente. Haverá integração também com as secretarias de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Educação e Desenvolvimento Rural e Cooperativismo e participação da Embrapa, Fepagro, instituições bancárias, cooperativas e universidades.

“Reconhecemos que muitos produtores têm um nível elevado de conservação do solo, mas temos muito ainda a trabalhar nesse aspecto”, avaliou Polo. “Há propriedades nas quais é preciso fazer o manejo adequado e implementar um sistema de plantio direto, com rotação de cultura, para que a infiltração da água da chuva possa ser maior e que em momentos de dificuldade climática tenhamos menor oscilação na produção.”

Segundo o secretário, a necessidade surgiu pela importância da produção primária para a economia do Estado. “a ideia precisa ser encarada como um projeto de Estado, não de governo, para que tenha continuidade. Precisaremos contar com o engajamento dos gestores municipais para a realização desse trabalho lá na ponta”, adiantou. O Estado será dividido em 12 regiões para a implantação do programa e em cada uma serão buscados parceiros locais.

Fonte: Correio do Povo, página 11 de 2 de setembro de 2015.

 

Projeto do ICMS deve ser alterado, por Taline Oppitz

A semana começará agitada na Assembleia com as negociações envolvendo os projetos dos pacotes de ajuste fiscal que já estão na pauta do plenário. Por enquanto, o governo do Estado não admite a possibilidade de rever decisão inicial de não estabelecer prazo de vigência no projeto de elevação de alíquotas do ICMS. A proposta passa a trancar a pauta no plenário da Assembleia dia 22. Apesar das manifestações públicas de aliados, contrárias à elevação do imposto, o Piratini faz o cálculo de que o momento da análise em plenário obterá os votos necessários para aprovação da proposta, nem que para isso tenha de recuar. Para o êxito do governo, precisam estar presentes na sessão no mínimo 28 deputados e a maioria se posicionar a favor do aumento de ICMS. O plano B, caso seja necessário para garantir a aprovação, será incluir na proposta, por meio de emenda, durante as discussões em plenário, prazo de vigência de três anos para o aumento das alíquotas. A iniciativa, defendida há algum tempo, inclusive por deputados do PMDB, partido do governador José Ivo Sartori, como Ibsen Pinheiro, viabilizaria o apoio de parlamentares de bancadas que apresentam resistências, como a do PDT. O projeto estabelece o aumento de 17% para 18% da alíquota básica do ICMS, de 25% para 30% sobre gasolina, álcool, telefonia e energia elétrica: de 25% para 27% sobre bebidas alcoólicas; e de 18% para 20% no caso dos refrigerantes. Se aprovado, segundo estimativa da Secretaria da Fazenda, o reforço em caixa será de R$ 1,8 bilhão por ano a partir de 2016.

PT quer mudar proposta das RPVs

A bancada do PT irá apresentar em plenário emenda ao projeto do Executivo que reduz o enquadramento das Requisições de Pequeno Valor (RPVs) de 40 para sete salários mínimos. A intenção dos petistas é que a redução fique em dez salários mínimos, tornando a proposta idêntica a projeto enviado à Casa na gestão Tarso Genro, que em função da pressão de entidades como a OAB, acabou retirado. Após a conversa de cerca de uma hora e meia, entre o governador José Ivo Sartori, o líder da bancada do PT, Luiz Fernando Mainardi, e o vice-líder do partido, Tarcísio Zimmermann, na sexta-feira, os deputados têm a expectativa de que o Executivo não irá se opor à alteração. O projeto das RPVs cumpre o prazo de tramitação no dia 7 de outubro.

Reforma regimental

Relator da subcomissão de reforma do regimento interno da Assembleia Legislativa, vinculada à Comissão de Constituição e Justiça, o deputado Gabriel Souza irá apresentar seu relatório após a votação do projeto de aumento de alíquotas do ICMS em plenário. Como não há entendimento em torno de todos os pontos, que visam reduzir a burocracia nos trâmites da Casa, além de outros temas, o relatório será apresentado em duas partes. São 48 propostas que obtiveram consenso. Entre os itens que enfrentam resistência, está a criação do cargo de líder da oposição. O atual regimento da Assembleia está em vigência desde 1992.

Desarquivado

Lasier Martins representou projeto de autoria do ex-senador Pedro Simon, que prevê a regulação do transporte aéreo de autoridades. O trabalhista fez alterações para restringir mais o uso das aeronaves da FAB, permitindo a utilização apenas para viagens em serviço. Segundo o texto, deve ser obrigatório, sempre que possível, o compartilhamento da aeronave por mais de um usuário, e todas as informações dos voos devem ser divulgadas na Internet. O projeto aguarda análise na Comissão de Relações Exteriores em caráter terminativo. Isto é, caso seja aprovado na comissão, será encaminhado à Câmara dos Deputados.

Apartes

Líder do PP na Assembleia, Sérgio Turra fez pedido formal à Secretaria da Fazenda sobre os débitos da União com o Estado, relativos à Lei Kandir. Inconformado com a dívida, que segundo dados do Tribunal de Contas ultrapassa R$ 34 bilhões, o deputado tentará mobilização em torno do tema. “Quando o Estado atrasa o pagamento da dívida, nossas contas são bloqueadas pela União, que não sofre absolutamente nada ao não pagar em dia e compensação da Lei Kandir”, disse.

Fonte: Correio do Povo, página 3 de 14 de setembro de 2015.

 

 

Projeto proíbe venda de bebidas alcoólicas em São Leopoldo (RS)

Ação integrada em São Leopoldo busca conscientizar jovens e comerciantes

Stephany Sander

Som alto, bagunça e bebida alcoólica. Essa combinação vem sendo combatida pela Brigada Militar e Guarda Municipal de São Leopoldo que, todos os sábados e domingos, percorrem a rua Independência, no Centro, para garantir mais tranquilidade e que moradores da região possam dormir.

A partir da demanda percebida em ações policiais na área, surgiu o projeto Mais São Leopoldo, Menos Álcool. A iniciativa, que será desenvolvida nos bairros da cidade, pretende combater o consumo do álcool, principalmente entre os adolescentes. “A ação envolve Brigada Militar, Secretaria de Saúde, Guarda Municipal e Polícia Civil, já que o álcool leva também ao consumo de drogas, algumas vezes, e isso vira caso de segurança pública”, afirma o secretário de Saúde, Júlio Galperim. O objetivo da iniciativa, que acontece na região da Feitoria atualmente, é fazer cumprir a legislação, que proíbe a venda de bebidas alcoólicas a menores. “Vamos intensificar a fiscalização em bares e estabelecimentos próximos às escolas. A conscientização e repressão é muito importante, devemos abrir o acesso à bebida alcoólica”, destaca o delegado Heliomar Athayde Franco. Ele lembra que a pena para quem vende o produto para menores é de quatro anos de reclusão, além da interdição do estabelecimento e multa de R$ 10 mil.

Desde junho, a Guarda e a Brigada já executam a Operação Sossego durante os finais de semana. A ação visa combater a aglomeração de jovens, e até crianças, em ruas co Centro. “Eles bebe, fumam e fazem muito barulho. Além de a gente não conseguir dormir à noite, a sujeira, na segunda-feira de manhã, é insuportável”, afirma Hélio Wallau, morador da rua Grande, um dos pontos mais movimentados da área central.

De acordo com a Secretaria de Limpeza e Serviço Urbanos, o volume de lixo nas segundas-feiras é visivelmente maior que nos demais dias. “A questão vai além da sujeira. Chegamos a ter quatro lixeiras em cada esquina ali na região, além de fazermos a coleta e varrição todos os dias na rua Independência, mas eles quebram as lixeiras e até sujam algumas fachadas do comércio”, diz o secretário Charles Pierre.

Fonte: Correio do Povo, página 7 de 27 de setembro de 2015.

 

Pronatec contingenciado

Uma das perguntas mais recorrentes em relação ao que o país deve fazer para superar o atual quadro econômico e voltar a crescer tem como resposta imediata a afirmação de que deve investir maciçamente em educação. E dentro da área de educação, o segmento que precisa receber uma atenção especial por conta de sua relação direta com a produtividade do país, com sua capacidade de movimentar a economia agregando ganhos, é a educação técnica. O país precisa aumentar seu acúmulo de conhecimento nessa área, preparando um cenário que permita o surgimento não só de técnicos, mas também de cientistas e de trabalhadores especializados, pois as carreiras em questão demandam preparação com grande de conteúdos. Contudo, houve um recuo na oferta das matrículas no setor, comprometendo o futuro de milhões de alunos que esperavam por vagas que haviam sido anunciadas.

De acordo com as mais recentes informações do governo federal, haverá um corte de cerca de 5,7 milhões de matrículas no Pronatec. Inicialmente, estavam previstas 12 milhões e os números ora divulgados implicam uma grande divulgação na oferta de cursos. A causa seria os cortes no orçamento da União.

O Brasil tem como meta atingir o desenvolvimento pleno na seara econômica e não dá para negligenciar a importância da formação técnica para a força de trabalho. Espera-se que a diminuição de vagas seja momentânea, porque o país só vai voltar a crescer de forma plena com uma educação de qualidade.

Fonte: Correio do Povo, editorial da edição de 5 de setembro de 2015, página 2.

 

Proposta estabelece regras para o leite

A Secretaria da Agricultura entregou à Casa Civil, projeto de lei que estabelece regras para o setor leiteiro com o objetivo de evitar fraudes. A proposta consolida e cria normas para controle em todas as etapas, incluindo produção, coleta, transporte e comercialização do leite cru. O projeto deve ser enviado à Assembleia Legislativa na semana que vem. Outra proposta, que trata do transporte do leite cru, já tramita no Legislativo.

Fonte: Correio do Povo, página 13 de 8 de outubro de 2015.

 

Providências para o varejo

O atual cenário econômico exige atenção que mostra diminuição de postos de trabalho e de renda para milhares de trabalhadores, evidenciando que é preciso que o governo federal encaminhe as medidas corretas para que o país volte a crescer. A saída é o aumento da produtividade, algo ainda distante de se conseguir com o crédito restrito, a alta carga tributária, a baixa qualidade do gasto público e as taxas de juros elevadas, além do baixo investimento em logística e sem infraestrutura. Enquanto a conjuntura adversa não for revertida, empreender continuará a ser uma atividade complexa.

Alguns reflexos dessa realidade já são sentidos em diversas cidades do país. De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira pela Junta Comercial do Rio Grande do Sul, chegou a 2,257 o número de estabelecimentos varejistas que fecharam suas portas no primeiro semestre de 2015 na Capital. Isso equivale a 43% do total das 5.227 empresas que foram abertas no mesmo período neste setor. Segundo o presidente do Sindilojas Porto Alegre, Paulo Kruse, esse grande montante de empresas nessa situação se deve a fatores como alta tributação, deficiência na segurança pública, aluguéis de valor elevado, parcelamento de salários dos servidores públicos, entre outros itens.

O Brasil tem um grande potencial econômico e, por isso, tem todas as condições para superar a atual conjuntura da economia. Contudo, será preciso muito trabalho e parceria entre os setores públicos e privados para se chegar a este fim.

Fonte: Correio do Povo, editorial da edição de 1º de setembro de 2015.

 

PSB gaúcho promove filiações

O PSB gaúcho realizou no final de semana dois eventos para atrair novas filiações. Com a presença da direção nacional da sigla, houve reuniões em Passo Fundo, liderada pelo prefeito e recém-filiado Luciano Azevedo (ex-PPS), e em Santa Maria, com o ex-deputado Fabiano Pereira. Segundo a legenda, os encontros reuniram mais de duas mil pessoas e renderam mais de uma centena de filiações.

Fonte: Correio do Povo, página 4 de 28 de setembro de 2015.

 

Pulmão preservado, por Eduardo Battaglia Krause

Nas últimas décadas, o crescimento desordenado de Porto Alegre e da região Metropolitana, o desequilíbrio e as desigualdades econômicas e sociais, aliados à desatenção com o meio ambiente, tanto dos cidadãos como do próprio Estado, fizeram com que o nosso Parque Estadual do Delta do Jacuí se desfigurasse quase integralmente. Pelos mais diversos motivos, justificáveis ou não, lá estão instaladas 20 mil famílias e, em decorrência, utilizando-se de água, luz, ruas, bem como serviços de toda a natureza.

O resultado é que o parque, tal como planejado, isto é, um local com total proteção ao ambiente natural, acabou se tornando quase que integralmente devastado. A fauna e a flora não mais resistiram e o pulmão de Porto Alegre, composto pelas ilhas dos Marinheiros, Pintada e Flores, dentre outras, começava a murchar. O tema tinha que ser enfrentado, e foi o que o governo do Estado fez, buscar um caminho possível, que conciliasse a proteção de parte expressiva do meio ambiente, ainda intacta, que buscasse minimizar paulatinamente a situação das famílias que lá se encontravam, que garantisse a manutenção dos habitantes naturais, os pescadores das ilhas que vivem da sua humilde profissão, que garantisse de forma definitiva um espaço sagrado como reserva biológica, que não permitisse que o esqueleto de aço do Centro de Porto Alegre atingisse a fauna e a flora, tão fundamentais para a nossa qualidade de vida presente e futura. Foram dois anos de encontros, reuniões, manifestações contrárias e favoráveis, temas tão naturais quando os homens trocam ideias, pensamentos e ações. Essa caminhada resultou numa decisão unânime do Conselho Estadual do Meio Ambiente que delimitou geograficamente as áreas utilizáveis e protegidas, posição que recebeu acolhida do chefe do poder Executivo, do Ministério Público, das entidades voltadas ao maior ambiente, recebendo o crivo do Legislativo estadual por unanimidade.

O pulmão está salvo, mas não é tudo, muito ainda há que se fazer, constituir os conselhos competentes e o próprio fundo de preservação ambiental, cujos imprescindíveis recursos darão autossustentabilidade àquele santuário de verde e água. Para quem não sabe, é linding case em matéria de meio ambiente para o país, isto é, a primeira lei do gênero. Fernando de Noronha, Bonito, o lago Paranoá, o Taim, dentre tantos outros santuários ecológicos, todos nasceram por decreto. Mais uma vez, o Rio Grande está à frente na luta pela preservação da vida e do meio ambiente.

Secretário de Políticas Públicas

Fonte: Correio do Povo, página 4 de 11 de novembro de 2005.

 

Punição contra fraude no SUS

Não são raras as pessoas que se queixam do acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS) e também é pequeno o número das que apontam que, ultrapassada, essa fase crucial, conseguem obter um bom atendimento e tratamento adequado para as suas patologias. Por ser um serviço universal e prestado sem ônus para os usuários, o SUS se reveste de uma importância extrema para amenizar os dramas vividos pelas populações carentes em busca de assistência médica.

Diante dessa situação em que todo o sistema existe para dar suporte para pessoas em situação de vulnerabilidade, é importante estar atento para a correção de eventuais distorções, notadamente quando praticadas por quem deveria zelar pelo bom funcionamento. É por isso que a impunidade em face de delitos apurados pelo poder público não deve prevalecer. E o que se viu no caso da condenação de quatro pessoas por adulteração da ordem de consultas num hospital da Capital, visando privilegiar os interesses de um candidato a vereador de uma cidade do Interior, além do recebimento de dinheiro de beneficiados. A sentença foi proferida pela 4ª Vara Federal de Porto Alegre após denúncia encaminhada pelo Ministério Público.

Num sistema de monta como é o SUS, é difícil impedir a ocorrência de irregularidades. Contudo, o que os praticantes das condutas delituosas devem saber é que seus atos espúrios podem sim ser punidos, como na situação em tela. A saúde pública é mantida por recursos do Erário, os quais devem ser empregados com probidade e decência em prol da maioria dos brasileiros, sem discriminações.

Fonte: Correio do Povo, página 2, editorial da edição de 17 de outubro de 2015.

 

Punição oportuna

Repercutiu em todo o país a condenação dos acusados de jogar um vaso sanitário em um grupo de torcedores em Pernambuco, matando um deles e ferindo outros três. A decisão final do júri enquadrou os réus em homicídio doloso duplamente qualificado, por motivo fútil e sem chance de defesa da vítima, e por três tentativas de homicídio. O julgamento foi realizado na quarta-feira. Todos foram condenados a penas que chegam a mais de 20 anos, devendo cumpri-las em regime inicial fechado. Os jurados entenderam que havia a intenção de matar porque os autores dos crimes conduziram os vasos por mais de 100 metros antes de realizar o arremesso.

Esse fato indica que há sim na legislação brasileira mecanismos legais para aplicar penas pesada aos praticantes de crimes dentro dos estádios de futebol. Além disso, serve para sinalizar que a impunidade não é a tônica e que as autoridades estão vigilantes para investigar e punir os delitos.

Atualmente, com a possibilidade de emprego de novas tecnologias, como câmeras de vigilância, é possível apurar crimes em eventos esportivos com ampla clareza e materialidade.

Não é mais possível aceitar que uma minoria vá aos jogos para estragar a festa do amplo espectro de torcedores que só querem assistir a um espetáculo e se divertir. A fiscalização deve ser intensificada e os vândalos e criminosos devem saber que poderão receber sanções cíveis e penais por conta das suas condutas. A impunidade não é a regra do jogo e isso deve ficar bem claro para eles.

Fonte: Correio do Povo, editorial da edição de 4 de setembro de 2015, página 2.

 

Putin dá as cartas, por Jurandir Soares

A guerra civil na Síria, que já dura mais de quatro anos e que matou cerca de 250 mil pessoas, tem um quadro bem definido. De um lado, tem o Exército sírio, com as forças leais a Bashar Al-Assad. De outro lado, os rebeldes apoiados por Estados Unidos, Europa e monarquias do Golfo e que teve a adesão do chamado Exército Livre da Síria, composto por desertores das Forças Armadas. Em meio a essa disputa surgiram a Al-Nusra, que é uma célula da Al-Qaeda, e o Estado Islâmico. A luta entre as forças de Assad e seus opositores se tornou muito parelha, com nenhum conseguindo superar o outro. Nesse vácuo, o Estado Islâmico foi expandindo sua ação, a ponto de criar o seu califado em terras sírias e do Iraque, outro país que teve suas forças armadas desestruturadas pela ação desencadeada pelos EUA – então sob a liderança de George Bush.

Os americanos e seus aliados da Otan passaram a atacar o EI na Síria, numa ação que começou há cerca de um ano. Até agora não conseguiram nada. O que houve foi um incremento na fuga da população em direção à Europa. Enquanto isto o Estado Islâmico seguiu avançando e aterrorizando quem não aderisse à sua causa. Decapitações, execuções sumárias e destruição de patrimônios da humanidade passaram a ser sua marca. O Ocidente entendia que para derrotar o EI era necessário primeiro derrotar Assad – o que a prática mostrou ser inviável.

Diante desse quadro caótico surgiu um novo ator na região: a Rússia de Vladimir Putin – um antigo aliado de Assad. Aliado tão forte aponto de ter uma base marítima em território sírio. Putin, que já se destacou por sufocar revoltas na Chechênia, por derrotar a rebelde Georgia e por arrancar a Crimeia da Ucrânia, partiu para o amplo apoio a Assad, por terra, mar e ar. Uma ação que tem como alvo todos que são contra o ditador sírio – o que inclui não só Estado Islâmico e Al-Nusra, mas também os rebeldes apoiados pelo Ocidente. Esta é a ação mais efetiva para aniquilar o nefasto Estado Islâmico, mas é também uma ação muito perigosa, porque temos um cenário onde atuam Rússia e Estados Unidos com objetivos distintos. É certo que ambos querem a derrota do EI, mas um quer a destituição de Assad e outro quer o seu fortalecimento. E nesse jogo agora quem está dando as cartas é Putin.

Fonte: Correio do Povo, página 6 de 11 de outubro de 2015.

 

 

Qualificação profissional: ministra elogia formação no RS

No cenário nacional, o Estado se destaca na formação profissional para o público jovem

O RS ocupa lugar de destaque no cenário nacional quando o assunto é a oferta de qualificação profissional para o público jovem. O reconhecimento foi feito pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, que participou ontem do evento “Aprendizagem Profissional: promovendo o direito à Educação e ao trabalho”, realizado pelo CIEE, no teatro da instituição na Capital.

Segundo a ministra, num mundo em crise, é preciso dar visibilidade também às boas notícias. O combate à pobreza, alerta Tereza, ao contrário do que é senso comum, não é só o Bolsa Família, é também a criação de oportunidades de qualificação profissional, que possibilitam o acesso ao mercado de trabalho. A qualificação profissional de adolescentes e jovens é definida pela Lei da Aprendizagem (10.097/2000), que estabelece- a empresas de médio e grande porte – a contratação como aprendiz, ente 5% e 15%, a depender do total de trabalhadores.

Participou do encontro o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho no RS, Rogério Fleichmann, que registrou a posição contrária da instituição aos projetos de emendas constitucionais que visam diminuir, para 14 anos, a idade mínima para o primeiro emprego; e defendeu a aprendizagem prática como caminho para inserir o jovem no mercado

Fonte: Correio do Povo, página 5 de 17 de outubro de 2015.

 

 

 

Quando só a desonra prospera, por Jarbas Lima

O processo civilizatório desenvolve-se desde que existe o ser humano. Ideias e fatos fazem a história, por isso ela é mestra da vida. Os costumes emolduram valores, consagram princípios, revelam verdades. A criação, a racionalização e a universalização da palavra escrita iluminam o caminho da vida e a verdade dos fatos. Os Cantilinas teimam em abusar da paciência dos Cíceros. Nada surpreende a revelação dos Calígulas e dos seus cavalos incitatus. Episódios como mensalão, petrolão e outros reavivam o discurso de Cícero no Senado Romano, em 63, a.C.

Flagrado em atitudes criminosas, Catilina se recusa a renunciar ao mandato. Cícero, orador emérito, respeitado por sua conduta ética na política e na vida pessoal, põe na sua palavra a indignação popular: “Por quanto tempo ainda hão de zombar de nós estas tuas loucuras? A que extremos se há de precipitar a tua audácia sem freio?” “Ó tempo, ó costumes!”, verberou Cícero diante da canalhice do acusado. “Até quando podes manter os teus criminosos conluios?” Cícero exclama a Cantilina silente: “Em que país só mundo estamos nós, afinal! Que governo é o nosso?”.

Há os que não veem o que nos ameaça. Há os que fingem ignorar. Todos são perigosos. Já não são sequelas, nem cicatrizes do que tratamos, mas paisagens lúgubres que identificam desastres. Cantilina tinha consciência da monstruosidade de seus crimes. Os “Cantilinas” do século XXI têm consciência de suas maldades. Agem com a frieza de facínoras. Têm desprezo. Roubam dos pobres dos que têm fome, dos que não têm escola, remédios, hospital.

As utopias parecem sonhos de um passado remoto. As autoridades jogam no lixo anos de um avanço civilizatório. Será o nosso tempo aquele dos “Cantilinas”, dos criminosos, dos corruptos? Será esta a nossa sina?! Não acredito. Não quero acreditar. Mas é a realidade do nosso presente. O futuro é construtível. A obra moral é tardia. O federalismo faliu. As instituições perderam a confiança. As esperanças se fixam em nomes de juízes, delegados, procuradores, promotores. O caso é de polícia, de Justiça e de cadeia, só assim teremos paz.

Professor de Direito

Fonte: Correio do Povo, edição de 6 de setembro de 2015, página 2.

Verba para obra de barragens

O ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, anunciou, em reunião em Brasília, a liberação de recursos para retomada das obras nas barragens do Taquarembó (R$ 20 milhões) e do Jaguari (R$ 15 milhões), além de R$ 1 milhão para o projeto de canais de irrigação em São Sepé. Presente ao encontro, o deputado fedral Carlos Gomes destacou a importância dos investimentos para Dom Pedrito, Rosário do Sul, São Gabriel e Lavras do Sul. “A manutenção das obras resultará na geração de postos de trabalho, e a sua conclusão, no crescimento do setor agrícola, com capacidade de irrigação de mais de 50 mil hectares de lavouras na região da Fronteira-Oeste.”

Fonte: Correio do Povo, página 12 de 18 de setembro de 2015.

Apesar das suas limitações técnicas, Inter vence de virada o Corinthians no Beira-Rio, por Lúcio Machado Borges*

Ontem foi uma noite memorável para o torcedor colorado. Mesmo com as suas limitações técnicas, o Internacional conseguiu vencer, de virada, o Corinthians no Beira-Rio por 2 a 1.
Ainda no primeiro tempo, o Coringão conseguiu vencer a retranca colorada e abriu o placar com Malcon. Logo em seguida, o técnico Argel do Internacional fez uma mudança radical, tirando Wellington do time e colocando Lisandro López. O Inter acabou indo para cima do Corinthians e empatou através de Réver e Lisandro López virou a partida para o colorado.
Com este resultado, o Campeonato Brasileiro pegou fogo na parte de cima da tabela, já que o Corinthians aparece em primeiro lugar na tabela, com 54 pontos; Atlético Mineiro é o segundo com 59; e o Grêmio é o terceiro, com 58. A disputa pelo título do Campeonato Brasileiro está em aberto e pelo jeito, a disputa pelo título vai até o final do campeonato.





*Editor do site RS Notícias



Artigo escrito no dia 17 de setembro de 2015.

Previdência complementar é aprovada

Aposentadorias e pensões dos novos servidores públicos estaduais terão como limite o valor da Previdência paga pela União


Apesar de nova mobilização de servidores públicos estaduais em frente à Assembleia Legislativa, ontem, deputados da base não tiveram dificuldades para aprovar o projeto encaminhado pelo governo de José Ivo Sartori (PMDB) que institui um novo regime de previdência complementar para o funcionalismo. O prédio da Assembleia e a frente do Palácio Piratini amanheceram cercados por policiais militares, a pedido do presidente da Casa, Edson Brum (PMDB), que quis impedir o bloqueio das entradas do Legislativo.
Com o ingresso dos deputados garantido, Brum fez valer o regimento e convocou a sessão ordinária para colocar em votações projetos de interesse do Executivo que já estavam na pauta da última terça-feira.
Antes, pela manhã, o presidente da Assembleia se reuniu com líderes de sindicatos e se encontrou com Sartori, a quem levou o pedido dos servidores de retirada do regime de urgência dos projetos da previdência e de extinção da Fundação de Esportes e Lazer do Rio Grande do Sul e da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde. O pedido foi negado prontamente por Sartori.
Com a sessão aberta, deputados do PT e do PSol se retiraram da Assembleia, não participando da sessão para não “legitimarem a votação”. Com a base governista liberada, a criação da previdência complementar, por 35 votos a cinco, foi tranquila. Duas emendas, uma de autoria do deputado Alexandre Postal (PMDB) e outra de Adilson Troca (PSDB), foram aprovadas.
O deputado Juliano Roso (PCdoB), que votou contra a proposta, criticou a postura do governo em determinar a votação de matéria, considerada relevante, “no momento que as relações entre o governo e servidores estão tensionadas”. “O povo gaúcho não pode estar aqui nas galerias acompanhando a votação. É um dia triste para a democracia, justo em um dia que teríamos uma sessão solene me homenagem à Revolução Farroupilha. Temos que denunciar a intransigência do governo que, com sua falta de diálogo, conduziu a situação”, afirmou.
Líder do governo, Postal comemorou o resultado. “Foi um dia histórico para o serviço público do RS. Somos o nono estado a mudar sua previdência pensando no futuro. Não havia mais condições de esperar”, disse.



PTB vota contra e fala em prejuízo


Quatro dos cinco deputados da bancada petebista na Assembleia Legislativa adotaram posição de independência ao Executivo e votaram contra a proposta de previdência complementar para o funcionalismo. “A falta de cálculo atuarial, por exemplo, pode levar uma enxurrada de decisões judiciais contra o Estado que só irá onerar os cofres públicos”, afirmou o deputado Luís Augusto Lara (PTB).


Foi um dia histórico para o serviço público do Rio Grande do Sul”.
Alexandre Postal
Líder do governo na Assembleia


Plenária valida outras sete matérias


Além da proposta de criação do regime de previdência complementar para só servidores públicos, foram aprovados outros sete projetos. Entre eles, estão a matéria que veda a incorporação de função gratificada de diferente poder ou órgão do servidor, o que cria uma câmara de Conciliação de Precatórios, e a que altera a alíquota do Imposto sobre a Transmissão, Causa Mortis e doação de bens.


Grades policiais para todos os lados


Somente servidores públicos identificados com crachás e moradores da região puderam transitar na Rua Duque de Caxias nas proximidades do Palácio Piratini e da Assembleia Legislativa, locais que amanheceram cercados ontem. Para impedir que manifestantes interrompessem os acesso ao Parlamento, 250 policiais militares se posicionaram em frente ao prédio do Legislativo. O caminhão com plataforma de observação elevada ficou estacionado na Duque, trecho em que o trânsito estava bloqueado. Grades de proteção impediram os servidores de utilizarem a Praça da Matriz, no Centro, onde estão acampados, para chegarem ao outro lado da rua, onde se localiza a Assembleia. Houve momentos de tensão e alguns manifestantes ameaçaram derrubar o isolamento.
O responsável pelo Comando de Policiamento da Capital. Mário Ikeda, afirmou que o presidente da Assembleia, Edson Brum, solicitou proteção para manter as atividades do Legislativo. A Brigada Militar informou que a Assembleia Legislativa solicitou reforço do policiamento também nos dias 22 e 23 de setembro, quando mais projetos do Piratini irão à votação.


Oposição critica cercamento


Logo na abertura da sessão, os deputados Luiz Fernando Mainardi (PT) e Pedro Ruas (PSol) subiram à tribuna para criticar a decisão do governo e da base aliada em votar os projetos sem a retirada da urgência em propostas polêmicas, como a criação da providência complementar para o funcionalismo público, e sem a presença dos interessados nas galerias. A decisão das duas bancadas foi a de se retirarem sob alegação de não pactuar com a sessão.
Mesmo que a convocação seja regimental, ao não permitir que o povo do RS, particularmente, os servidores públicos, os maiores interessados, participem, ela perde a legitimidade. Se a votação não tem legitimidade, o plenário não terá a presença do PSol”, afirmou Ruas.
Para Mainardi, a decisão do presidente da Assembleia, Edson Brum (PMDB), piorou a relação do governo estadual com o funcionalismo. “Estamos numa espécie de semicercamento, sitiados, em que a população em geral os interessados não podem se aproximar do plenário. É por isso que vamos nos retirar, porque essa represália aos servidores fará com que a relação tensa fique ainda mais complicada. O que estamos vendo é resultado da escolha do governador Sartori, que definiu os servidores como as suas vítimas”, disse. Segundo ele, a melhor opção seria a distribuição de senha para controlar o acesso as galerias.


Ajuris anuncia que irá à Justiça


O presidente da Ajuris, Eugênio Couto Terra, criticou ontem a criação de um novo regime de previdência complementar para os servidores estaduais. Segundo ele, a entidade deve concluir logo o estudo sobre o projeto e encaminhar, a seguir, uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) sobre a constitucionalidade do projeto.
Queríamos ter contribuído com o projeto, mas o governo patrolou em claro sinal de desrespeito aos servidores. Um dos questionamentos que faremos é a falta de cálculo atuarial. A própria justificativa do projeto tem um gráfico com erro gritante que nem o governo sabe de onde tirou”, declarou Couto Terra.


O projeto e o que dizem os servidores


O que foi aprovado
Criação de regime de previdência complementar para os novos servidores públicos estaduais titulares de cargos efetivos, fixando o limite máximo para a concessão de aposentadorias e pensões pelo regime próprio de Previdência Social.
Autoriza a criação de entidade fechada de previdência complementar denominada Fundação Previdência complementar do Servidor Público do Estado do RS (RS-Prev).
Limita o benefício máximo de aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo Regime Próprio de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (RPPS/RS) dos servidores públicos, inclusive os membros de Poder, titulares de cargos efetivos que ingressarem no serviço público a partir da data publicação do ato de instituição do RPPS/RS, ao Regime Geral de Previdência Social (hoje R$ 4.4663,75), que trata do art. 201 da Constituição Federal.


As críticas
O funcionamento e operação dos planos de benefícios e a estruturação da Fundação RS-Prev custarão R$ 20 milhões como aporte financeiro do Estado. Este valor levará anos para retornar aos cofres do Tesouro.
A lei cria estrutura com previsão de seis cargos de diretores, além dos cargos conselheiros (dez) a serem sustentados pelo Estado.
O IPE já tem toda a estrutura consolidada e pessoal com experiência na área previdenciária e de administração de fundos.
Hoje o Estado já tem o Fundoprev, fundo previdenciário saudável e com reservas adequadas ao pagamento de benefícios futuros.
A eleição da alíquota de7,5% não tem justificativa técnica. A Previdência Complementar na União adota 8,5%.
O projeto não apresenta qualquer cálculo atuarial, o que é tecnicamente errado.


PDT não vota fim das fundações


O l´der do governo Sartori na Assembleia, deputado Alexandre Postal (PMDB) teve que recuar e retirar o quórum da sessão de ontem sob o risco de ver derrotadas as propostas de extinção das fundações de Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul (Fundergs) e da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (FEPPS) apresentadas pelo Executivo.
Integrante da base aliada, o PDT fechou posição contrária à extinção das fundações. A decisão inclui também o projeto de extinção da Fundação Zoobotânica que tramita no Legislativo. “Não há entendimento entre algumas bancadas (sobre a extinção de fundações). Precisamos de um debate um pouco maior. Não havia consenso e precisamos de 28 votos e eu tenho que ter o controle disso. Não quero perder e aí retiramos o quórum”, afirmou Postal.
Para o deputado Enio Bacci (PDT), o efeito da extinção das fundações seria insignificante para as contas do governo se comparado com os benefícios sociais que elas produzem. “A Fundergs existe para promover o esporte, prevenindo assim o aumento da criminalidade no Estado. Do mesmo modo, a FEPPS tem função fundamental na questão da vigilância sanitária. Ao invés de extinguir temos que dar mais estrutura e organização para essas fundações que desempenham papel importante”, defendeu Bacci.



Fonte: Correio do Povo, página 6 de 17 de setembro de 2015.


Raúl Castro discursará na ONU

Havana – O presidente cubano Raúl Castro vai participar, no final de setembro, pela primeira vez da Assembleia Geral das Nações Unidas para discursar no mesmo dia em que o americano Barack Obama – porém não está confirmado nenhum encontro bilateral. Washington e Havana restabeleceram relações em julho e funcionários norte-americanos não descartam uma visita de Obama a Cuba em 2016.

Fonte: Correio do Povo, página 10 de 17 de setembro de 2015.

 

Reação do Planalto: governo pede afastamento do relator das 'pedaladas'

Ministro Augusto Nardes anunciou rejeição das contas e agora pode complicar julgamento.

Fonte: Correio do Povo, capa da edição de 5 de outubro de 2015.

 

Reajuste: bancos fecham e surpreendem clientes

Várias agências bancárias localizadas na região Central de Porto Alegre não funcionaram ontem. As unidades foram lacradas antes antes do horário de abertura, surpreendendo os clientes. A medida foi uma reação da categoria à proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de aumento salarial de 5,5%, índice abaixo do reivindicado pelos bancários, de 16%. “O comando Nacional dos Bancários orientou para a rejeição da proposta”, afirmou o presidente do Sindibancários, Everton Gimenis. Ele avalia que a tendência é que seja iniciada uma greve, por tempo indeterminado, a partir de 6 de outubro, caso a Fenaban insista na atual proposta. A assembleia geral extraordinária, em Porto Alegre, foi marcada para a próxima quarta-feira, às 18h30min, no Hotel Embaixador. Em todo o país, as assembleias deverão ocorrer até o dia 5 de outubro.

Conforme os bancários, a proposta de aumento salarial não repõe nem a inflação de 9,88%, e representaria perdas de 4%. A proposta dos bancos prevê ainda abandono de R$ 2,5 mil. Além da paralisação nas agências, também houve ontem manifestação de bancários na Praça da Alfândega. Uma aposentada, 76 anos, que não quis se identificar.

Fonte: Correio do Povo, página 6 de 26 de setembro de 2015.

 

Real amplia desvalorização para o dólar

São Paulo – O real foi a moeda que mais perdeu valor frente ao dólar ontem entre as 16 principais divisas do mundo. A alta de 1,12% da moeda americana frente ao real refletiu a preocupação dos investidores com o quadro político conturbado do país. O dólar comercial encerrou cotado a R$ 3,508 para venda. Nas casas de câmbio, o dólar turismo era cotado acima de R$ 3,90.

Nos mercados externos, a desvalorização do yuan continuou no centro das atenções, mesmo após as declarações do governo chinês de que não haveria motivo para a moeda cair mais, embora ontem tenha ocorrido a terceira desvalorização consecutiva. No mercado acionário, as preocupações dos investidores com setor bancário, diante do risco de maior tributação no setor financeiro, e o recuo no preço do petróleo – que atinge diretamente a Petrobras - fizeram o Ibovespa perder 0,78% aos 48.009 pontos.

Foi a menor cotação de fechamento registrada desde 2 de fevereiro.

Fonte: Correio do Povo, página 6 de 14 de agosto de 2015.

 

'Realizamos um trabalho técnico', afirma Nardes

Em nota, ministro do TCU que analisa as contas de 2014 do governo diz que não vai se acovardar

Minutos após o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, entregar ao Tribunal de Contas da União (TCU) o pedido de afastamento do ministro Augusto Nardes da relatoria do processo de apreciação das contas de 2014 do governo, o relator distribuiu ontem uma nota repudiando a postura do governo. “O governo está tentando intimidar a mim e ao Tribunal de Contas da União, mas não vamos nos acovardar. Realizamos um trabalho técnico de forma eficiente e coletiva na análise das contas”, afirmou Nardes no comunicado.

O relator ainda negou que tenha vazado seu voto para a imprensa. “Não antecipei meu voto em momento algum e nem divulguei relatório e voto relativo ao julgamento das contas de 2014 para a imprensa. Não fui o responsável por dar publicidade às informações. Essa divulgação não foi feita pelo meu gabinete.” Nardes voltou a esclarecer que apenas disponibilizou seu voto aos demais ministros do TCU até cinco dias antes da sessão da análise das contas, marcada para amanhã, como prevê o regimento interno da Corte.

Após entregar o pedido ao presidente do TCU, ministro Aroldo Cedraz. Adams foi ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para uma solenidade. No STJ, ele rebateu as acusações de intimidação. Adams reterou que o regimento do TCU impede que um ministro da Corte emita opinião sobre o processo que vai julgar. “Querer que ele cumpra a lei deve fazê-lo se sentir intimidado. Estamos falando em aplicar uma regra objetiva, uma regra que o tribunal já disse como deve ser aplicada, uma regra que foi estabelecida pelos magistrados e membro do tribunal.” O pedido de afastamento de Nardes da relatoria do caso foi anunciado no domingo, em entrevista concedida por Adams e os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Nelson Barbosa (Planejamento).

O primeiro pedido de esclarecimento sobre as contas de 2014 foi feito em junho pelo TCU. Entre as irregularidades analisadas estão as chamadas “pedaladas fiscais”, que consistem no atraso dos repasses para instituições financeiras do dinheiro de benefícios sociais e previdenciários. A manobra obriga instituições como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil a usarem recursos próprios para honrar os compromissos, em uma espécie de “empréstimo” ao governo.

Oposição contra-ataca

Ex-ministra da Casa Civil do governo Dilma Rousseff, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) chamou ontem o ministro Augusto Nardes, do TCU, de “golpista”. “Só há um lugar na história para o ex-deputado Augusto Nardes: ao lado de golpistas que conspiram contra a democracia.” Senadores da oposição e independentes reagiram em plenário e acusaram o governo de tentar evitar a rejeição das contas de Dilma.

Para o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Gleisi cometeu um “insulto à inteligência” dos técnicos do TCU que embasam as decisões da Corte. “é uma chicana para tentar tumultuar um processo levantando a arguição de suspeição, quando não há nada que justifique isso.”

O presidente do Dem, senador Agripino Maia (RJ), classificou de injustiça o governo anunciar no fim de semana que tentaria afastar Nardes. “Julgo uma injustiça com o ministro Nardes, que está procurando cumprir seu dever, sua obrigação, e que pode ser enxovalhado, entregue ao pelourinho por coisas que não fez. Pelo contrário, ele está procurando zelar pelo interesse público.”

A senadora Ana Amélia (PP-RS), que tenha atuação independente, disse que o governo quer empurrar com a barriga” o julgamento para 2016. “Daqui a dois meses temos recesso aqui e no TCU. E vamos nessa 'embromation', para que não se conheça devidamente o caso.” Em nota, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que “o governo age como um time que vendo que está perdendo de goleada a partida, pede para mudar o juiz”. Para o tucano, a ação do governo é uma tentativa “patética” de tentar desqualificar o TCU e os pareceres técnicos da instituição.

Cardozo: briga no 'tapetão'

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, rebateu ontem as críticas da oposição de que o pedido de suspeição do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes, feito ontem pela Advocacia Geral da União (AGU), seja uma tentativa de atrasar a análise das contas da presidente Dilma Rousseff. Cardozo atribuiu as críticas aos que “querem no tapetão, conseguir um resultado que não conseguiram nas urnas”. Ele disse que um magistrado deve agir com imparcialidade e se pronunciar nos autos. Para ele, a medida é normal no estado de direito e são “autoritários” os que se manifestaram contra a iniciativa do governo de pedir a suspeição do relator do processo que analisa as contas de 2014 do governo.

Fonte: Correio do Povo, página 4 de 6 de outubro de 2015.

 

Rebelião de auditores ameaça a arrecadação

Funcionários exigem inclusão na PEC 443, que eleva teto da remuneração

Brasília – Se o governo já tinha problemas com a queda da arrecadação devido à retração da economia, esse quadro agora corre o risco de ficar ainda mais grave. Os auditores da Receita Federal – que têm papel-chave no recolhimento dos impostos – ameaçam fazer uma rebelião caso não sejam incluídos na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 443, segundo o jornal O Globo. A PEC aumenta o teto da remuneração de advogados públicos e delegados de Polícia para até R$ 30.471,00. E, na tentativa de contornar a crise, apesar de contrário ao projeto, o Ministério da Fazenda acabou manifestando apoio aos auditores.

O secretário da Receita, Jorge Rachid, enviou e-mail a todos os superintendentes do Fisco afirmando que os auditores fazem um trabalho de experiência e que não iria se omitir “em defender a instituição nas discussões ainda em andamento da PEC 443”. No mesmo dia, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, divulgou uma nota na qual afirma que “o respeito e o reconhecimento da atuação da Receita Federal e de seu corpo funcional, além de merecido, é indispensável para se garantir a estabilidade econômica e a prosperidade do país”. Segundo os auditores, o grupo ficou revoltado porque, durante a discussão na Câmara, deputados ressaltaram a importância dos advogados públicos para a arrecadação federal – e trataram a Receita como uma categoria de menor relevância. Os parlamentares rejeitaram uma emenda aglutinativa que incluía o Fisco na PEC.

O posicionamento do líder do governo, José Guimarães (PT-CE), contra a emenda deixou os auditores particularmente irritados. O presidente do Sindicato Nacional dos Auditores fiscais da Receita Federal (Sindifisco), Cláudio Damasceno, garante que a categoria já cruzou os braços e deve ficar paralisada por tempo indeterminado. Ele estima que pelo menos mil cargos em comissão, de superintendência foram entregues no país desde a votação da PEC, na última quarta-feira, “e esse número tende a aumentar cada vez mais”.

“A consequência disso é que a Receita está parada desde o dia da votação e vai continuar. Os auditores pararam completamente as atividades e já há entrega de cargos em comissão. A situação é muito ruim”, afirmou.

Um dos principais motivos da indignação dos auditores é o fato de José Guimarães ter se posicionado contra a emenda que incluiria a Receita na PEC, embora tenha defendido a aprovação da emenda.

Fonte: Correio do Povo, página 4 de 10 de agosto de 2015.

 

Recadastro previdenciário

Começou ontem o recadastramento para o Censo Previdenciário do Departamento Municipal de Previdência dos Servidores Públicos de Porto Alegre (Previmpa). Até o dia 13 de novembro de 2015, servidores da prefeitura e da Câmara de Vereadores devem levar sua documentação até a sede do departamento, na rua Uruguai, no Centro, para atualizarem os dados cadastrais.

Fonte: Correio do Povo, página 14 de 25 de agosto de 2015.

 

 

Recado contra a impunidade

A extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato pelas autoridades italianas mostra que o Brasil está agindo, por meio de suas instituições, no sentido de mostrar ao mundo e aos praticantes de atos de corrupção que a impunidade não é regra no país e que os tentáculos da Justiça podem muito bem ultrapassar fronteiras para compelir os condenados a cumprirem suas penas. Ele foi entregue pela Polícia Judiciária da Itália nesta quinta-feira aos agentes da Polícia Federal brasileira e a chegada ao território brasileiro se deu nesta sexta-feira. A pena estabelecida pelo Judiciário foi de 12 anos e sete meses no julgamento da ação penal conhecida popularmente como mensalão. Pizzolato foi encaminhado ao bloco 5 do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde ficará, dividindo a cela com dois detentos e com direito a duas horas de sol por dia.

O Brasil tem problemas crônicos para garantir um atendimento adequado para a população em termos de saúde, educação, segurança pública, saneamento, assistência social, entre outros itens igualmente importantes. Muito da escassez de verbas para adimplir com essas obrigações se deve ao desvio de verbas do Erário. Os chamados crimes do colarinho-branco envolvem somas vultosas e, não raras vezes, a certeza de escapar das devidas punições. Contudo, o episódio em tela mostra que essa realidade está mudando. A sociedade não suporta mais conviver com desmandos e fraudes. O retorno do evadido Henrique Pizzolato coroa um esforço coletivo em prol de uma nova moralidade no país.

Fonte: Correio do Povo, editorial da edição de 25 de outubro de 2015, página 2.

 

 

Recado dado, por Taline Oppitz

Foi emblemática a foto de advogado dos réus da Lava Jato comemorando, no plenário do Supremo Tribunal Federal, a decisão dos ministros, tomada na quarta-feira, de desmembrar o processo, retirando partes da investigação das mãos do juiz Sérgio Moro, que fez a condução até aqui. Apesar do temor de alguns setores e da opinião pública de que o desfecho da operação esteja ameaçado, integrantes do Ministério Público estão menos pessimistas e acreditam que a comemoração pode ser um tanto antecipada e equivocada. Ontem, juízes federais de todo o país aprovaram a Carta de Florianópolis, que reúne as principais conclusões do IV Fórum Nacional dos Juízes Federais Criminais. O documento destaca a “isenção e firmeza” da categoria e a recuperação, até agora, de cerca de R$ 1 bilhão aos cofres públicos na Operação Lava Jato. Apesar de a carta não fazer referência direta à decisão do Supremo, mas evidencia que a categoria sente-se responsável pelo que ocorrerá daqui para a frente. “A sociedade pode contar com o comprometimento dos juízes federais criminais na continuidade dos trabalhos desenvolvidos, pois estamos preparados para os desafios que estão por vir”, diz trecho do texto. A carta, aprovada por unanimidade, destaca ainda que “os magistrados federais, sejam de primeiro grau ou sejam desembargadores, são altamente qualificados e capacitados para enfrentar os graves casos de corrupção que têm assolado o país”.

Nova ação, mesmo relator

O ministro Marco Aurélio Mello será o relator da ação civil originária do governo gaúcho que visa a revisão do contrato da dívida do Estado com a União. Marco Aurélio já havia sido o relator de ação anterior, que tentava impedir o bloqueio das contas do Executivo em função do atraso no pagamento de parcelas da dívida. No caso anterior, sua decisão foi pelo indeferimento.

Cobertos de razão

Prefeitos gaúchos demonstraram capacidade de mobilização com o chamado “Movimento do Bolo”, que contou com a participação de 473 prefeituras. Os atos ocorreram em todo o Rio Grande do Sul em protesto contra a redução de R$ 2,4 bilhões em repasses do Fundo de Participação dos Municípios e do ICMS, desde 2011. Os gestores municipais têm razão ao exigirem divisão tributária mais justa e na reclamação de que o Congresso aprova leis criando despesas para terceiros. Apesar de não haver expectativa de alterações no Pacto Federativo, defendidas há anos, a PEC de autoria de Ana Amélia Lemos, que proíbe a União de criar despesas aos demais entes federados sem prever origem dos recursos para custeio, será uma luz no fim do túnel.

Entregue

O vereador Marcelo Sgarbossa protocolou ontem à tarde, na prefeitura, o projeto de sua autoria que impede a contratação, pelo poder público municipal, de empresas que fizerem doações à campanhas eleitorais. Após a decisão do STF, de proibir as doações empresariais, o prefeito José Fortunati antecipou que deve sancionar a proposta.

Bancada do PT estuda denúncia

A bancada do PT na Assembleia estuda encaminhar denúncia ao Ministério Público Estadual relativa à atuação de cargos de confiança do governo em horário de expediente. O episódio segundo petistas, ocorreu na última terça-feira, data da votação do projeto de aumento de alíquotas do ICMS no plenário da Casa. O entendimento é de que CCs estavam atuando em agenda partidária, “inclusive ofendendo parlamentares de oposição”, no horário em deveriam estar trabalhando. Os servidores em questão já teriam sido identificados pelo PT.

Apartes

Com o apoio de mais de 18 parlamentares, Pedro Pereira protocolou na Assembleia Proposta de Emenda Constitucional que altera a forma de indicação dos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado. A PEC proíbe indicações de deputados e ex-deputados aos cargos. Além das resistências políticas, a proposta irá enfrentar questionamentos relativos à possibilidade de vício de origem, já que as regras são vinculadas a fórmula usada pelo Tribunal de Contas da União.

Fonte: Correio do Povo, página 3 de 26 de setembro de 2015.

 

 

Receita abre prazo para parcelamento

O prazo para negociação de parcelamentos instituídos pela lei 12.996 de 2014, foi aberto ontem. A consolidação dos débitos ocorrerá em dois períodos, de acordo com a característica do contribuinte: de 8 a 25 de setembro, para pessoas jurídicas, exceto as optantes pelo Simples Nacional e as omissas na apresentação da DIPJ relativa ao ano-calendário de 2013. E de 5 a 23 de outubro para todas as pessoas físicas e as jurídicas optantes pleo Simples Nacional e omissas na apresentação da DIPJ de 2013.

Fonte: Correio do Povo, 9 de setembro de 2015, página 9.

 

Receita Estadual arrecada R$ 1 bi

A Receita Estadual superou R$ 1 bilhão em autuações no combate à sonegação de ICMS até agosto. Foram mais de 17 mil autos lavrados, aumentando de 29,43% na comparação com o mesmo período do ano passado. Além disso, a Fazenda conseguiu arrecadar mais de R$ 315 milhões fazendo contato com os inadimplentes e negociando débitos. Também parcelou outros R$ 700 milhões em até 120 vezes.

Fonte: Correio do Povo, página 3 de 30 de setembro de 2015.

 

Receita Estadual: no alvo há 114 devendo R$ 654 milhões

A Receita Estadual desencadeou a segunda fase da Operação Concorrência Leal para fiscalizar as vendas dos grandes devedores de ICMS do Rio Grande do Sul em remessa para outros estados. Com foco em 114 empresas cujas dívidas acumuladas somam R$ 654 milhões, a operação ocorreu de maneira simultânea nos seis postos fiscais de divisa: Torres, Vacaria, Barracão, Marcelino Ramos, Nonoai e Iraí.

São empresas que declaram, porém, não recolhem o imposto de forma reiterada e que já estarão sujeitas ao Regime Especial de Fiscalização (REF). Estes contribuintes seriam obrigados a recolher o imposto na saída do produto do estabelecimento. A operação previa fiscalizar a circulação de mercadorias das empresas devedoras, exigindo, dos transportadores, a guia de pagamento de ICMS. Participal dos trabalhos auditores fiscais da Receita Estadual e técnicos tributários. Há duas semanas, na primeira etapa da Operação Concorrência Leal, a ação chegou a 44 empresas responsáveis por dívidas de R$ 163 milhões.

Caso os transportadores não apresentem a guia de pagamento do ICMS, a informação é apontada no sistema e encaminhada para as delegacias da Receita para execução de ações fiscais nas empresas devedoras. Caso sejam identificadas irregularidades nas mercadorias transportadas, é conferida a carga, com posterior lavratura de auto de lançamento. A ação faz parte das novas estratégias de fiscalização da Receita Estadual com uso da Tecnologia da Informação para cruzamento de dados e apontamento de indícios.

Para esta operação, o sistema chamado Controle de Mercadorias em trânsito foi abastecido com informações dos devedores em Regime Especial de Fiscalização para geração de alertas eletrônicos automáticos, identificando quais veículos devem ser parados nos postos fiscais. A sistemática aumenta a precisão na escolha do caminhão que será abordado no trânsito de mercadorias, evitando, assim, que ocorra desperdício de tempo.

Fonte: Correio do Povo, página 6 de 6 de setembro de 2015.

 

Receita Federal: patrimônio de devedor vai ser monitorado

A Receita Federal vai criar Equipes Regionais de Monitoramento Patrimonial. As atividades terão início em 1º de novembro. O objetivo é manter vigilância sobre o patrimônio de contribuintes que têm débito com o Fisco.

Fonte: Correio do Povo, capa da edição de 9 de outubro de 2015.

 

Receita fez mais apreensões

As apreensões de mercadorias feitas pela Receita Federal nos portos, aeroportos e postos de fronteiras cresceram 4,93% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado. No intervalo de janeiro até junho, a alfândega apreendeu itens no valor total de R$ 933,8 milhões ante R$ 889,9 milhões nos primeiros meses de 2014.

Fonte: Correio do Povo, página 6 de 31 de agosto de 2015.

 

 

Receita pede a quebra de sigilo de ex-ministro

Gilberto Carvalho, que trabalhou no governo Lula, está sob análise por envolvimento na Zelotes. Ele diz que suspeita é leviana.

Fonte: Correio do Povo, capa da edição de 29 de outubro de 2015.

 

Receita vai em busca do ICMS

Operação faz cobrança de R$ 163 milhões devidos

A Receita Estadual realizou ontem a operação “Concorrência Leal” em Porto Alegre e em 21 municípios gaúchos contra 44 empresas que respondem por R$ 163,7 milhões de ICMS declarado e não recolhido aos cofres estaduais. A partir do enquadramento previsto em lei como devedores contumazes, os contribuintes ficam sujeitos ao Regime Especial de Fiscalização (REF), ou seja, a empresa é obrigada a recolher o imposto na saída do produto.

O chefe da Divisão de Fiscalização e Cobrança da Receita Estadual, Edison Moro Franchi, explicou que depois de serem notificadas, as empresas terão 15 dias para regularizar a sua situação. Após, com a inclusão no REF, o contribuinte perde o prazo para pagamento do ICMS próprio e o de responsabilidade por substituição tributária, devendo recolher o imposto a cada operação. Quem comprar mercadorias destas empresas deve exigir a guia de recolhimento ou o comprovante de pagamento para poder aproveitar os créditos destacados nas notas fiscais.

Segundo Franchi, a ação da Receita teve o objetivo da intensificar a fiscalização e cobrança de empresas que concorrem de maneira desleal com aquelas que recolhem seus tributos regularmente. Além de nove estabelecimentos comerciais de Porto Alegre, a operação ocorreu em Bagé, Bom Retiro do Sul, Cachoeirinha, Camaquã, Canoas, Caxias do Sul, Farroupilha, Gravataí, Lagoa Vermelha, Panambi, Passo Fundo, Pelotas, Picada Café, Rolante, Sananduva, Santo Ângelo, Santo Antônio da Patrulha, São Gabriel, Turuçu, Venâncio Aires e Veranópolis. Outras 946 empresas estão enquadradas como devedoras contumazes e acumulam R$ 3,1 bilhões não recolhidos. Em alguns casos, devem há dez anos.

Fonte: Correio do Povo, página 7 de 20 de agosto de 2015.

 

Reciclagem em nome da solidariedade

Cada 90kg de lacres, o que representa 350 mil unidades ou 140 garrafas PET de 2 litros, corresponde a uma cadeira de rodas

Mauren Xavier

No imaginário popular era lenda que milhares de lacres de garrafinhas juntos poderiam se transformar em cadeiras de rodas. Porém, o gesto, que conta com o apoio de diversas entidades e organizações e muita adesão solidária, é concreto. Mas, afinal, como isso realmente funciona?

Algumas instituições recolhem lacres e comercializam para fundições ou outras empresas interessadas. Com o recurso, compram as cadeiras de rodas, que, em seguida, são emprestadas ou doadas para quem mais precisa. Um exemplo é o trabalho do Rotary Club de Porto Alegre Lindoia-Passo D'Areia, onde o projeto Lacres, que começou em 2012, já promove a distribuição e o empréstimo de várias de rodas. No ano passado, foram adquiridos 26 equipamentos com a comercialização dos lacres. As cadeiras são emprestadas no modelo de comodato a quem buscar os clubes Rotary no RS indicando a necessidade. Com empréstimo gratuito, assim que fica em desuso, deve ser devolvida.

É difícil imaginar a quantidade necessária para a aquisição efetiva de apenas uma cadeira. Na prática, cada 90 quilos de lacres, o que representa cerca de 350 mil unidades ou 140 garrafas PET de 2 litros cheias, correspondem a uma unidade. Responsável pelo recolhimento, Frederico Guilherme Kayser mostra com satisfação tonéis completamente cheios da última leva. Em cada um cabe uma média de 60 quilos. Todo o material é comercializado por meio de uma parceria direta com uma fundição de alumínio na Rgião Metropolitana.

Segundo o diretor da empresa, Erton Cardoso, o material comprado é transformado em liga e reaproveitado para a fabricação de outros produtos. Para isso, o material dve ser aquecido a uma temperatura de no mínimo 680 graus. Cardoso explica que na empresa de sucata, mas que há uma exceção para o projeto. Em média cada quilo de lacre vale R$ 3,30. A busca exclusiva pelos lacres tem explicação. Quando fundido, o material sofre uma perda. No caso do lacre, por ser um material mais consistente é de apenas 5%. Ao mesmo tempo, no caso de uma latinha de refrigerante, ela chega a 40%, pelos outros componentes envolvidos, como tinta e oxigênio.

“É um pequeno gesto (recolher os lacres) que tem um grande valor social”.

Frederico Guilherme Kayser

Rotary Lindoia Passo D'Areia

Impactos sociais e ambientais

A reciclagem do alumínio gera impactos sociais, econômicos e ambientais importantes. Isso porque o material pode ser reciclado inúmeras vezes, sem perder as suas características principais. Latas de bebidas e componentes automotivos, depois de fundidos, são utilizados em novos produtos. Servem, por exemplo, para a fabricação de embalagens, itens utilizados na construção civil e como matéria-prima para a indústria siderúrgica.

Segundo a Associação Brasileira de Alumínio (Abal), em 2013, o país reciclou 510 mil toneladas de alumínio. Mais de 50% eram sucatas de latas de alumínio para bebidas. Outro benefício ambiental é evitar que o alumínio se torne lixo nos aterros sanitários. O processo de reciclagem utiliza apenas 5% da energia elétrica e libera somente 5% das emissões de gás de efeito estufa quando comparado com a produção de alumínio.

Ao mesmo tempo, é uma fonte de renda para inúmeras famílias que sobrevivem da reciclagem. Segundo a Abal, a relação entre o volume de sucata recuperada e o consumo doméstico de produto de alumínio é de 33,7%. A média mundial é de 30,7%.

Retração na busca por itens

A reciclagem de materiais como alumínio, plástico e papel é comum. Apenas em Porto Alegre existem várias empresas que adquirem esses materiais para revenda. Porém, os valores têm variações, sendo necessário um grande volume para realmente valer a pena. Além disso, com o desaquecimento da economia, há uma retração na busca de algumas matérias-primas, explica Luiz Fernando Costa, responsável por uma dessas empresas localizada na zona norte.

Em média, as latinhas amassadas são adquiridas por valores entre R$ 2,80 e R$ 3,00 o quilo. Por mês, são compradas até 4 toneladas de alumínio para reciclagem. O material recolhido depois é revendido para fundição em São Paulo. “Recebemos um volume considerável de empresas e de catadores mesmo”, ressalta. Em um ponto na Voluntários da Pátria, são recolhidos por semana 500 quilos de latinhas. O material é comercializado entre R$ 2,50 e R$ 3,00 o quilo.

A aquisição de papel é grande em volume, porém, com valores menores. Em média, o quilo custa R$ 0,20 ou R$ 0,30. Em uma empresa na Restinga, são recebidas até 2 mil toneladas/mês.

Pequenos esforços, grandes resultados

O recolhimento de lacres de garrafas é uma prova da força da união de pequenos esforços. Aos pouquinhos, quase num processo de formiguinha, as poucas dezenas de unidades se tornam milhares. Um exemplo é a parceria do Rotary Club de Porto Alegre Lindoia-Passo D'Areia com o programa “A Cidade É Sua” da Rádio Guaíba. O recolhimento é feito de diversas maneiras. Colegas da redação contribuem, e ouvintes entregam espontaneamente na sede da Rádio.

Segundo o apresentador, Cristiano Silva, a parceria foi articulada pela também apresentadora Maria Luiza Benitez. Eles recolhem os lacres e repassam ao Rotary. Ao mesmo tempo, conforme a disponibilidade, entram em contato com quem necessita das cadeiras. Silva recorda as mediações com duas instituições, uma no Balneário Pinhal e outra em Viamão. “É uma maneira simples e bacana de ajudar ao próximo.”

Outro exemplo é o grupo de futebol Koroas do Lindoia Tênis Clube, formado por 36 casais. Decidiram recolher lacres e, no início do ano, entregaram 70 garrafas PET cheias ao Rotary.

Fonte: Correio do Povo, página 10 de 16 de agosto de 2015.

 

Relator pede rejeição das contas de Dilma

O parecer do ministro Augusto Nardes, relator das contas de 2014 da presidente Dilma Rouseff no Tribunal de Contas da União (TCU), recomenda a rejeição das contas. O documento foi encaminhado quinta-feira aos demais ministros que julgarão o balanço de 2014, em sessão no dia 7. “As contas não estão em condições de serem aprovadas, recomendando-se a sua rejeição pelo Congresso”, diz o parecer. A posição de Nardes segue o relatório técnico do TCU sobre as contas de 2014.

Fonte: Correio do Povo, página 4 de 3 de outubro de 2015.

 

Relator quer corte no Bolsa Família

Em reunião no Palácio do Planalto, o relator do Orçamento da União de 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR), anunciou que pretende cortar R$ 10 bilhões no programa Bolsa Família, cuja verba total foi fixada em R$ 28,8 bilhões. Será um corte de 35% no principal programa social do governo. Barros disse que o ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) ficou de conversar com a presidente Dilma Rousseff e o Ministério do Desenvolvimento Social. “Pretendo cortar R$ 10 bilhões do Bolsa Família. Há rotatividade hoje no programa. Minha proposta é manter quem está no programa e a vaga de quem sai não será reposta. Hoje, o próprio governo diz que 72% dos beneficiários trabalham”, disse Ricardo Barros.

O relator ainda quer reduzir a verba do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como forma de bancar R$ 4,5 bilhões de emendas de bancada impositivas. Apesar do aprto fiscal, em 2016 haverá, pela primeira vez, a chamada emenda impositiva. Das bancadas parlamentares. O orçamento Impositivo prevê a execução obrigatória das emendas individuais apresentadas pelos 594 parlamentares (513 deputados e 81 senadores).

O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), reagiu à possibilidade de cortes no Bolsa Família. “Não acho necessário diminuir, pelo contrário, defendo até aumentar”. Segundo Guimarães, o Bolsa Família e os outros programas sociais são a “alma do governo”

Fonte: Correio do Povo, página 3 de 21 de outubro de 2015.

 

Relator vai questionar doações

O ministro Gilmar Mendes, relator das contas da campanha da presidente Dilma Rousseff no Tribunal Superior Eleitoral, quer saber se sete empreiteiras envolvidas nos desvios de dinheiro da Petrobras fizeram doações ao PT entre 2010 e 2014. Ele tomou a decisão “tendo em vista fatos amplamente noticiados pelos meios de comunicação de que doações ao PT foram feitas com dinheiro de propina.”

Fonte: Correio do Povo, página 3 de 16 de agosto de 2015.

 

Relações de consumo são mediadas na FMP

A Câmara de Mediação de Relações de Consumo da Faculdade de Direito da Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP) foi inaugurada ontem. O objetivo do projeto é facilitar acordos entre consumidores e empresas. A iniciativa – inédita no RS – é resultado de parceria entre a FMP, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e o Procon RS. Oito estudantes da disciplina de Prática Jurídica V, acompanhados por advogados do Procon RS e professores, serão os mediadores. Até o final do ano, fase de teste do projeto, deverão ser realizadas 50 audiências.

Fonte: Correio do Povo, página 6 de 27 de agosto de 2015.

 

Relatora cobra de Aécio explicação sobre contas

Números da campanha do tucano em 2014 indicam 15 irregularidades

A ministra Maria Thereza de Assis Moura, relatora do processo que examina a prestação de contas da campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), solicitou ao tucano informações sobre 15 irregularidades detectadas nos documentos entregues à Corte. Entre elas estão doações feitas pelas empreiteiras Odebrecht e Construbase que somam R$ 3,75 milhões. A assessoria de imprensa do PSDB afirma que todos os questionamentos forma respondidos e as doações, contabilizadas. Segundo os tucanos, as irregularidades apontadas pelo TSE são falhas contábeis.

Na última terça-feira, a maioria dos ministros do TSE votou a favor do prosseguimento de uma ação de investigação, proposta pela Coligação Muda Brasil – que teve Aécio como candidato à Presidência da República em 2014 -, contra a coligação Com a Força do Povo, da então candidata Dilma Rousseff. O julgamento ainda não terminou.

Segundo a assessoria técnica do tribunal, Aécio repassou ao PSDB uma doação de R$ 2 milhões da Odebrecht, mas não fez o registro na prestação de contas. A empresa, investigada na Operação Lava Jato, doou R$ 8 milhões à campanha do tucano e R$ 16,7 milhões a Dilma. O TSE aponta, ainda uma diferença entre o valor declarado pela campanha e o montante efetivamente doado pela construtora Construbase. O candidato tucano recebeu R$ 1,75 milhão e declarou R$ 500 mil. Além disso, deixou de declarar R$ 3,9 milhões em doações estimáveis (serviços prestados), que só foram contabilizadas na prestação de contas retificadora.

Das irregularidades detectadas, ao menos três foram consideradas infrações graves. Elas dizem respeito a doações recebidas antes das prestações de contas parciais, só registradas nas prestações finais, somando mais de R$ 6 milhões. Tanto no caso dos R$ 3,9 milhões quanto no das três infrações graves, o TCE quer saber por que a campanha de Aécio não contabilizou a entrada das receitas nos prazos pela lei eleitoral.

Fonte: Correio do Povo, página 4 de 31 de agosto de 2015.

 

 

Relatório acusa Valério e Delúbio

CPI apurou que empréstimos feitos ao PT tiveram origem ilícita. Base pediu para avaliar o documento

O relatório parcial divulgado ontem pela CPI dos Correios responsabiliza o empresário Marcos Valério e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares por crimes de falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e improbidade administrativa. Afirma que os empréstimos concedidos ao PT tiveram origem ilícita e são “ficção financeira e jurídica”. Segundo o documento, as ligações das agências de publicidade de Valério com empresas do governo pode ser a fonte dos recursos destinados às pessoas indicadas por Delúbio.

Ao não incluir na prestação de contas da campanha de Lula diversas receitas e despesas que a lei manda registrar, o PT cometeu crime “no campo eleitoral penal”. Para a CPI, ocorreu “tentativa de iludir o Estado e a sociedade brasileira”. O Relatório aponta que a necessidade de financiamento de um ou vários partidos políticos serviu de pretexto para articulação de estrutura com objetivo de desviar recursos de órgãos estatais para “promover o financiamento partidário escuso e traficar influências”. Como exemplo, cita o contrato feito entre o Banco do Brasil e a DNA Propaganda, auditado pelo Tribunal de Contas da União, que revelou irregularidades.

A CPI investiga empresas que fizeram depósitos em benefício de Marcos Valério, como a Usiminas, a Telemig Celular e a Amazônia Celular. Outras fontes de recursos poderiam envolver a DNA e SMP%B que tiveram contratos aditados e prorrogados pelos poder público. De acordo com o texto, o empresário mineiro facilitava aos bancos BMG e Rural a obtenção de vantagens junto ao Palácio do Planalto. O documento reafirma as declarações do relator da CPI, deputado Osmar Serraglio, de que a Companhia Brasileira de Meio de Pagamento, a Visanet e a Servinet seriam usadas para repasses ilegais de dinheiro do Banco do Brasil para a DNA Propaganda.

O deputado Gustavo Fruet, do PSDB, lembrou que há apuração para revelar as fontes financiadoras das 320 contas de Valério. Afirmou ainda que existem investigações relacionadas aos fundos de pensão, ao Instituto de Resseguros do Brasil e às corretoras Garanhuns e Bônus-Banval.

Inconformados com a conclusão da investigação, os aliados do governo pediram prazo para analisar o material. Parlamentares do PT acusaram os relatores de parcialidade por terem descrito apenas operações feitas por Valério a partir de 2003. O vice-presidente da CPI, deputado Asdrubal Bentes, concedeu cinco dias para exame do documento. Ele informou que o prazo será prorrogado e que a votação acontecerá dia 18.

Fonte: Correio do Povo, página 2 de 11 de novembro de 2015.

 

 

Relatório tira poder do Exército

O relatório do deputado Laudivio Carvalho (PMDB-MG) que desfigura o Estatuto do Desarmamento, torna mais fácil a importação de armas de fogo, ao mesmo tempo em que esvazia o poder de fiscalização do Exército. Hoje, é preciso ter autorização do Exército para adquirir armas estrangeiras destinadas às polícias Civil e Militar dos estados. Pelo texto, passará a caber aos governadores dar o aval para a compra.

Fonte: Correio do Povo, página 3 de 27 de setembro de 2015.

 

Remédios: união para baratear

Quando se compra no atacado e com um maior número de adquirentes, é possível estabelecer preços menos por unidade. Esse é um projeto das negociações que agora deverá ser implementado pelos países do Mercosul nas tratativas com grandes laboratórios. O bloco firmou acordo nesta sexta-feira, na 11ª reunião do Conselho de Ministros da União das Nações Sul-Americanas, para fazer compras conjuntas de medicamentos. Segundo os termos do convênio, o objetivo é baratear o custo dos remédios a partir da compra em escala. Outra decisão foi a da criação de um banco de preços dos produtos para que os países mostrem maior poder de fogo na hora de negociar. As indústrias costumam cobrar valores que têm variação de até cinco vezes, dependendo do volume a ser vendido, o que mostra que o critério não é apenas de repassar o custo preservando uma margem de lucro. A compra inicial no novo sistema está prevista para outubro e deverá ser de remédios para tratamento de hepatite C e de Aids. Outros membros do bloco estão fazendo a lista de suas prioridades para aquisição.

Essa iniciativa deve ser saudada no momento em que a população se queixa da falta de itens nas farmácias dos sistemas de saúde. O orçamento para a área foi contingenciado e uma forma de manter a oferta de bens e de serviços me níveis aceitáveis é melhorar o gasto público. A par disso, urge também investir mais em pesquisas e em inovação para diminuir a dependência do Mercosul da produção farmacêutica do exterior.

Fonte: Correio do Povo, editorial da edição de 14 de setembro de 2015, página 2.

Saques arqueológicos na Síria

Sófia – O Estado Islâmico (EI) realiza na Síria um saque arqueológico em escala industrial, denunciou nesta quarta-feira a Unesco, ressaltando a necessidade de lutar contra o tráfico de objetos de arte que financia o jihadismo. Os saques ocorrem através de “milhares de escavações arqueológicas ilegais”, ressaltou a diretora-geral da Unesco, Irina Bukova, em uma coletiva de imprensa na Bulgária.

Fonte: Correio do Povo, página 10 de 17 de setembro de 2015.