Prefeitura atribui mortandade de peixes no Lago da Redenção ao frio intenso
A Prefeitura de Porto Alegre realizou vistoria técnica no Lago da Redenção após a morte de mais de 20 peixes encontrada na última quinta-feira. Todos os animais já foram retirados do local.
Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus), a causa da mortandade foi o período prolongado de baixas temperaturas registrado na semana passada.
O relatório técnico apontou que a maioria dos cadáveres eram jovens da espécie tilápia-do-Nilo (Oreochromis niloticus), naturalmente mais sensíveis ao estresse térmico. Apenas dois peixes adultos foram encontrados mortos.
A Smamus explica que a tilápia é uma espécie exótica de origem tropical africana, com faixa ideal de desenvolvimento entre 27ºC e 30ºC. Abaixo de 17ºC, a alimentação é reduzida; abaixo de 15ºC, há alta suscetibilidade a infecções e mortalidade; e entre 8ºC e 14ºC por vários dias consecutivos pode ocorrer morte, principalmente em exemplares jovens e em lagos rasos.
O órgão destacou que o padrão observado é compatível com esse comportamento biológico, já que a mortalidade foi restrita à tilápia, sem registro de mortes de outras espécies presentes no lago, o que descarta contaminação da água. Testes para atestar a qualidade da água do Lago da Redenção são realizados com regularidade.
Diferente da piscicultura comercial, onde há manejo para evitar perdas no frio, como maior profundidade dos viveiros e controle de densidade, os lagos urbanos estão sujeitos às variações climáticas, sem intervenção para manter a temperatura ideal de espécies tropicais.
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