STF nega prisão domiciliar a Bolsonaro após relatório registrar 144 atendimentos médicos em 39 dias

 


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu o pedido de prisão domiciliar humanitária feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão baseou-se em um relatório detalhado do 19º Batalhão da Polícia Militar do DF (Papudinha), que atesta que o estado de saúde do detento é estável e passível de tratamento na unidade prisional.

Radiografia do Cotidiano Prisional

O relatório abrange o período de 15 de janeiro a 22 de fevereiro de 2026 e revela uma rotina intensa de cuidados e atividades:

  • Assistência Médica: Média de quase quatro atendimentos diários.

  • Saúde Física: 13 sessões de fisioterapia particular e 33 caminhadas de 1 km na área comum.

  • Vida Social e Jurídica: 36 visitas de aliados e 29 dias com atendimento de advogados.

  • Hábito de Leitura: Bolsonaro utiliza a leitura para remição de pena, tendo lido títulos como Ainda Estou Aqui, de Marcelo Rubens Paiva.

O Quadro Clínico e a Perícia

Embora a perícia reconheça que Bolsonaro possui um quadro de "alta complexidade" com múltiplas doenças crônicas, concluiu-se que não há necessidade de transferência hospitalar.

CondiçãoStatus no Relatório
Apneia do SonoMelhora de 80% após uso de aparelho CPAP.
RefluxoSob controle medicamentoso, mas prejudicado por hábitos alimentares.
Estado MentalLúcido, orientado e com memória preservada; depressão não constatada.
Outras comorbidadesHipertensão, obesidade e aterosclerose sob controle clínico.

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