🛡️ Segurança como Vitrine: Eduardo Leite depõe na CPI do Crime Organizado em Brasília

 


O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), comparece nesta quarta-feira (11), às 9h, à CPI do Crime Organizado no Congresso Nacional. O depoimento ocorre em um momento estratégico: apenas cinco dias após o lançamento de seu "Manifesto ao Brasil", que oficializou sua pré-candidatura à presidência da República em 2026.

📍 O RS no Cenário Nacional

Convidado pelo relator Alessandro Vieira, Leite falará como representante de um dos estados que apresentam os melhores indicadores de segurança do país, segundo o Ministério da Justiça e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O Rio Grande do Sul compõe o grupo dos estados "mais seguros" ao lado de:

  • Paraná (governo Ratinho Júnior, seu concorrente interno no PSD);

  • Santa Catarina;

  • Distrito Federal.

Em contrapartida, a CPI também ouvirá gestores de estados com índices críticos, como Amapá, Bahia, Pernambuco, Ceará e Alagoas.

🚀 A Estratégia Presidencial

Para Leite, a segurança pública é a joia da coroa de sua gestão. Os resultados do programa RS Seguro, que acumula quedas sucessivas em crimes patrimoniais e latrocínios, são utilizados como prova de competência administrativa para o eleitorado nacional. A audiência em Brasília é vista por seus aliados como um "palco de ouro" para consolidar sua imagem como um gestor técnico e equilibrado.

⚠️ Os Pontos de Atenção

Apesar dos avanços, o governador deve ser questionado sobre dois temas sensíveis que desafiam o "vitrinismo" do setor:

  1. Feminicídios: A escalada desses casos no estado, embora seja um fenômeno nacional, pressiona as políticas de proteção à mulher no RS.

  2. Violência Policial: Operações recentes que resultaram em vítimas fatais sob circunstâncias questionadas colocaram em pauta o uso da força e a necessidade de câmeras corporais e maior controle externo.

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