O editorial do Estadão sobre o pacote do diesel sugere algo inquietante: o jornal parece ter perdido não apenas o rigor analítico, mas a própria capacidade cognitiva ou, no mínimo, de interpretar textos.
Ao tentar equiparar as medidas adotadas pelo presidente Bolsonaro em 2022 com as anunciadas agora por Lula, o Estadão ignora diferenças elementares.
Bolsonaro reduziu o preço dos combustíveis por política pública clara: desonerou tributos federais e reorganizou o ICMS com a monofasia e teto de 18%, prevendo compensação das perdas estaduais por abatimento de dívidas com a União.
Lula repete apenas a desoneração federal e acrescenta um imposto de exportação de 12% sobre o petróleo, criando um passivo tributário potencialmente bilionário que recairá sobre empresas e acionistas da Petrobras, inclusive investidores privados — com judicialização previsível.
Comparar as duas situações como equivalentes não é apenas erro de leitura. É também a reiteração de um viés político e ideológico que distorce fatos elementares e compromete o rigor do debate público.
Post de Rogério Marinho

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