Milhares de manifestantes participaram, no domingo (1º de março de 2026), de um ato organizado pelo movimento Acorda Brasil no Parque Moinhos de Vento, conhecido como Parcão, em Porto Alegre. A manifestação, que ocorreu simultaneamente em várias capitais brasileiras, teve como principais bandeiras a oposição ao governo federal, a defesa da anistia ampla e irrestrita aos presos pelos eventos de 8 de janeiro de 2023 e a reivindicação por contagem pública de votos nas eleições.Os participantes, majoritariamente vestidos com as cores verde e amarelo e portando bandeiras nacionais, exibiram cartazes e faixas com frases como “Pátria, família e liberdade”, “Acorda Rio Grande”, “Democracia só com contagem de votos”, “Anistia ampla e irrestrita” e “Liberdade e justiça”. Houve também críticas diretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e expressões de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Um dos coros entoados pelos presentes foi: “A nossa bandeira jamais será vermelha”.O evento reuniu diversas lideranças da direita gaúcha, incluindo o deputado federal Luciano Zucco (pré-candidato ao governo do Estado), os deputados federais Marcel van Hattem e Ubiratan Sanderson (ambos cotados como pré-candidatos ao Senado), além de deputados estaduais, vereadores e outras figuras conservadoras.Em discurso no local, Zucco afirmou: “O Rio Grande pode mais. O Rio Grande merece mais. Nós não vamos desistir do Brasil. Nós vamos eleger nosso presidente Flávio Bolsonaro”.Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, participou remotamente por telefone. Ele declarou: “Ao lado de vocês, povo gaúcho, quando nós vamos para as ruas, nós estamos deixando claro um recado: não adianta Moraes e seus cúmplices desejarem acabar com o movimento, esse movimento é imparável”. Ele ainda mencionou a esperança de que o Brasil não alcance um “limite” semelhante ao vivido pela população do Irã.Para viabilizar o ato, a Avenida Goethe foi interditada pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), com o trânsito desviado pela Rua Mostardeiro. A Brigada Militar acompanhou a mobilização para assegurar a ordem e a segurança dos participantes.Protestos semelhantes ao “Acorda Brasil” aconteceram no mesmo dia em outras cidades, como na Avenida Paulista (São Paulo) e em Copacabana (Rio de Janeiro). No Rio, uma estimativa do Monitor do Debate Político da USP (em parceria com Cebrap e More in Common) apontou cerca de 4,7 mil pessoas no pico, com margem de erro de 12%. As ações fazem parte de uma série de mobilizações promovidas por grupos conservadores, focadas em críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), defesa da anistia aos envolvidos em 8 de janeiro e questionamentos ao modelo eleitoral brasileiro.

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