A Federação Gaúcha de Futebol (FGF) quebrou o silêncio e divulgou, nesta segunda-feira (02/03), os áudios da cabine do VAR sobre o lance mais polêmico da primeira final do Gauchão. A análise de Daniel Nobre Bins sustenta que não houve agressão do volante gremista Arthur sobre o atacante colorado Rafael Borré.
A interpretação do lance
O choque ocorreu logo aos 12 minutos do primeiro tempo. Enquanto o Inter pedia cartão vermelho por uma cotovelada no rosto de Borré, a equipe de vídeo interpretou o movimento como acidental e de proteção.
"Tem um cotovelo muito forte na cabeça, mas ele [Arthur] chuta a bola, está protegendo e recolhendo o cotovelo... O Borré é que faz o movimento junto ao braço dele", afirmou Daniel Nobre Bins no áudio.
Pontos principais da análise do VAR:
Ação defensiva: Bins entendeu que Arthur estava apenas protegendo o espaço após chutar a bola.
Movimento do atacante: Para a arbitragem de vídeo, foi Borré quem foi de encontro ao braço do volante, e não o contrário.
Decisão de campo mantida: Como o VAR não viu "erro claro e manifesto" de Anderson Daronco, a jogada seguiu sem punição disciplinar.
Impacto no Clássico
A decisão foi o estopim para as críticas pesadas do técnico Paulo Pezzolano após o jogo. Para o treinador do Inter, a expulsão de Arthur naquele momento — com o placar ainda em 0 a 0 — teria mudado completamente o rumo da partida, que terminou com vitória tricolor por 3 a 0.
Com a manutenção da jogada, Arthur permaneceu em campo e foi peça fundamental na construção da vantagem gremista, enquanto Borré seguiu no jogo após atendimento médico.

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