António Guterres reforça que apenas a diplomacia pode conter a guerra no Líbano; ONU busca R$ 1,7 bilhão para ajuda humanitária

 


🕊️ Guterres clama por diplomacia no Líbano e condena ataques a forças da ONU

Em visita a Beirute neste sábado (14), o secretário-geral da ONU, António Guterres, reiterou que não há solução militar para o conflito entre Israel e o Hezbollah. O diplomata defendeu que o caminho para o cessar-fogo passa exclusivamente pelo diálogo e pela aplicação das resoluções do Conselho de Segurança.

🛑 Diplomacia contra o Conflito

"Não existe solução militar. Estamos fazendo tudo o que é possível neste momento para conseguir uma desescalada imediata", declarou Guterres aos jornalistas. O cenário no Líbano é crítico: desde o início das hostilidades em 2 de março, as autoridades locais contabilizam 826 mortes.

O secretário-geral destacou as seguintes medidas da ONU:

  • Mediação constante: O coordenador especial da ONU mantém diálogo permanente com todas as partes para tentar levá-las à mesa de negociações.

  • Presença da UNIFIL: As forças de paz (capacetes azuis) permanecem em suas posições, apesar do alto risco.

  • Condenação: Guterres classificou como "totalmente inaceitáveis" os ataques contra os capacetes azuis, afirmando que tais atos violam o direito internacional e podem configurar crimes de guerra.

🆘 Apelo Humanitário e Estabilidade

Além da mediação política, o líder da ONU focou no fortalecimento das instituições libanesas e na urgência humanitária:

  • Apoio ao Estado: Guterres instou a comunidade internacional a fortalecer as Forças Armadas Libanesas, para que o país possa exercer sua soberania — o que inclui o compromisso de desarmar o Hezbollah.

  • Ajuda de Emergência: Foi lançado um apelo internacional para arrecadar US$ 325 milhões (aprox. R$ 1,7 bilhão) destinados aos deslocados pelo conflito.

🌍 Preocupações Internacionais

A tensão transcende as fronteiras do Líbano. Em Istambul, o chanceler turco, Hakan Fidan, manifestou séria preocupação com a postura de Israel. Fidan alertou que a comunidade internacional precisa agir rapidamente, temendo que o combate ao Hezbollah seja usado como pretexto por Benjamin Netanyahu para realizar "um novo genocídio" na região.

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