O que se sabe sobre a especulação envolvendo Grêmio e José Mourinho

 Treinador português comanda o Fenerbahçe, da Turquia

Mourinho tem contrato com o Fenerbahçe até metade de 2026 | Foto: Günün antrenmanı / Fenerbahçe / CP


om ambição desportiva e financeira, Marcelo Marques sonha com um grande técnico para o Grêmio em 2026. Segundo o jornalista Cristiano Silva, da Rádio Guaíba, o pré-candidato à presidência do clube gaúcho mirou José Mourinho para a casamata tricolor no próximo ano. Porém, a procura pelo comandante português não avançou neste momento.

Em entrevista para a Rádio Guaíba na noite de sexta-feira, Jorge Baidek, ex-zagueiro e atualmente empresário de futebol, revelou o contato com Mourinho, que é seu amigo pessoal. Atual técnico do Fenerbahçe, da Turquia, ele rechaçou a possibilidade de trabalhar no futebol brasileiro.

“Eu disse pro Mourinho que ele tem que treinar a Seleção Brasileira ou o Grêmio. Mas, ele me disse que não quer trabalhar no Brasil hoje. Mas, não quer dizer que no futuro não possa acontecer”, disse.

Multicampeão por onde passou no futebol europeu, Mourinho tem contrato com o Fenerbahçe até metade de 2026. De acordo com Baidek, o português está focado em ser campeão na Turquia: “Ele está focado no Fenerbahçe. Ele é muito ambicioso e a ambição atual é ser campeão na Turquia. Mas, isso não quer dizer que no futuro não possa acontecer”.

Correio do Povo

Governo Lula mantém reprovação de 40% e aprovação de 29% após tarifaço, aponta Datafolha

 Levantamento foi realizado em 130 cidades do País

A pesquisa divulgada hoje também mostra que 50% dos eleitores desaprovam o trabalho de Lula no Executivo Federal e 46% aprovam | Foto: Ricardo Stuckert / PR / RS


A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue com reprovação de 40% e aprovação de 29%, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 2. O levantamento foi feito com 2.004 eleitores de 130 cidades do País, entre os dias 29 e 30 de julho, durante a escalada das tensões na guerra comercial com o presidente americano Donald Trump.

Havia expectativa sobre os ganhos de imagem para o petista, mas houve manutenção da avaliação de 'ruim/péssimo', enquanto a de 'ótimo/bom' oscilou de 28% para 29% na rodada anterior da pesquisa. A avaliação do governo como 'regular' teve variação de 31% para 29% e 1% dos entrevistados não deu opinião.

A pesquisa mostra que Lula segue com maior desaprovação com o eleitorado de classe média baixa (62%), mais rico (57%), evangélico (55%), sulista (51%), mais instruído (49%) e com idade entre 35 e 44 anos (48%).

De acordo com o Datafolha, a esta altura do mandato, o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentava taxas piores. Após dois anos e oito meses de governo, Bolsonaro tinha 24% de aprovação e 51% de reprovação.

pesquisa divulgada hoje também mostra que 50% dos eleitores desaprovam o trabalho de Lula no Executivo Federal e 46% aprovam, em estabilidade estatística em relação ao levantamento de junho, segundo o Datafolha.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Frente fria traz chuva ao RS neste domingo

 Temporais com vendavais podem ser registrados no começo do dia

Frente fria traz chuva ao RS neste domingo | Foto: Pedro Piegas


O domingo começa com chuva na maioria das cidades do estado, exceção de pontos mais ao Oeste e ao Sul próximos da fronteira com o Uruguai.

No decorrer do dia, a chuva deve se concentrar mais do Centro para o Norte do estado, podendo ser localmente forte e com raios e trovoadas.

Não se afasta o risco de temporais com vendavais no avanço da frente no começo do dia. No Oeste e no Sul, menor nebulosidade e ocorrem aberturas. Queda de temperatura com a frente fria e as mínimas ocorrem à noite.

Correio do Povo

Mega-Sena/Concurso 2896 (02/08/25)

 



Fonte: https://www.google.com/search?q=mega+sena&rlz=1C1CHNY_pt-BRBR1021BR1022&oq=mega&aqs=chrome.0.69i59j46i131i199i433i465i512j35i39i512i650j0i131i433i512j69i60l4.2018j0j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8

De Babalu a Viking: os nomes mais marcantes entre os campeões da Expointer 2024

 Na edição passada, além dos troféus, os nomes criativos marcaram presença. Em 2025, a expectativa é de ainda mais personalidade

Viking foi campeão e impressionou não só pela genética, mas também pelo nome imponente | Foto: Camila Cunha / CP Memória


Se tem uma tradição que acompanha as pistas da Expointer além dos aplausos, é a criatividade na hora de batizar os grandes campeões. Na edição de 2024, não faltaram nomes que despertaram a curiosidade de quem passava pelos pavilhões. Entre referências afetivas, regionais, engraçadas ou até mitológicas, os registros oficiais trazem um verdadeiro mosaico de batismos inusitados. A edição 2025 acontece de 30 de agosto a 7 de setembro, mas até lá, fica o gostinho dos nomes que fizeram história na edição passada.

🌟Carisma puro

  • Diadora
  • Kakau
  • Chinoca
  • Chikita
  • Camila
  • Brenda

Com sonoridade suave e estilo quase pop, esses nomes parecem traduzir afeto — e ganharam simpatia tanto nas pistas quanto entre os visitantes. E não é que muitos desses nomes vieram acompanhados de títulos?

Diadora foi a grande campeã entre as cabras Anglonubianas, Kakau brilhou entre os bovinos de corte, Chinoca levou prêmio entre as novilhas Santa Gertrudis, Chikita se destacou entre as vacas Wagyu, Camila colecionou faixas entre os ovinos Merino Australiano e Brenda venceu na raça Pardo Brasil. Carisma e qualidade andaram lado a lado na edição passada.

🔥Nome de presença

  • Viking
  • Curupira
  • Nando
  • Hudson
  • Brusque
  • Goulart

Nomes curtos, marcantes e com força. Alguns lembram personagens históricos ou lendas brasileiras — como o Curupira, que parece ter saído direto de um livro sobre folclore para a arena.

Viking nasceu entre os Santa Gertrudis, Curupira foi premiado na mesma raça, Nando brilhou no Brangus, Hudson virou atração entre os bovinos de corte, Brusque levou o título no Pardo Brasil e Goulart foi destaque nos ovinos Ideal. Além da força no nome, todos deixaram sua marca na Expointer.

✨ Inusitados e inesquecíveis

  • Mate Amargo Caetaninha 21
  • Maimanu
  • Babalu
  • Funny
  • Falbalá
  • Burity
  • Ninho Furacão
  • Capa Negra
  • Hannabi

Aqui, a originalidade se sobressai. Tem referência a erva-mate, nomes que soam internacionais, e outros que evocam fantasia, velocidade ou até poesia. Impossível passar batido por um campeão chamado Ninho Furacão ou por uma fêmea chamada Falbalá — que parece saída de uma história em quadrinhos francesa.

E o carisma veio com troféu. Mate Amargo Caetaninha 21 foi grande campeã entre os Hampshire Down, Maimanu brilhou no Dohne Merino, Babalu se destacou entre os caprinos Boer, Funny e Falbalá foram premiadas na raça Anglonubiana, Burity levou títulos no Corriedale, Ninho Furacão fez bonito no Limousin, Capa Negra venceu entre os caprinos e Hannabi foi destaque no Santa Gertrudis. Nomes que marcaram — e venceram.

A criatividade nos nomes ajuda a contar a história por trás de cada animal: de onde veio, como foi criado, que linhagem representa e, claro, o estilo da cabanha. De acordo com os relatórios da Expointer 2024, a edição mostrou que, além da genética, o batismo também é uma forma de expressão — e às vezes, de diversão.

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Correio do Povo

Morre o jornalista José Roberto Guzzo, aos 82 anos

 Segundo a família, Guzzo foi vítima de um infarto e já sofria de problemas crônicos coronários, pulmonares e dos rins.

Guzzo iniciou sua carreira como repórter do jornal Última Hora de São Paulo, em 1961 | Foto: Arquivo pessoal/Divulgação


O jornalista e colunista José Roberto Guzzo morreu na manhã deste sábado, 2, aos 82 anos. Guzzo foi vítima de um infarto. Segundo a família, ele já sofria de problemas crônicos coronários, pulmonares e dos rins.

Guzzo era colunista do Estadão desde junho de 2021 e fundador da revista Oeste.

'Estou muito triste porque hoje morreu senão o maior e melhor jornalista de todos os tempos, um dos maiores e melhores jornalistas que o Brasil já teve', disse Roberto Guzzo, filho dele.

Carreira

Guzzo iniciou sua carreira como repórter do jornal Última Hora de São Paulo, em 1961. Cinco anos depois, foi trabalhar no Jornal da Tarde, que acabara de ser lançado pelo Grupo Estado, do qual foi correspondente em Paris.

Foi na Editora Abril, porém, que Guzzo trabalhou a maior parte da carreira. Em 1968, fez parte da equipe fundadora da Veja, como editor de Internacional, e depois foi correspondente em Nova York. Cobriu a guerra do Vietnã e acompanhou a visita pioneira do então presidente americano, Richard Nixon, à China, em 1972. Foi o único jornalista brasileiro presente ao encontro de Nixon com o líder chinês Mao Tsé-tung.

Em 1976, aos 32 anos, Guzzo assumiu a direção da Veja, que ocupou até 1991. Neste período, a publicação saiu do vermelho e sua circulação passou de 175 mil exemplares para quase 1 milhão, o que a levou ao quarto lugar no ranking das maiores revistas semanais de informação do mundo, atrás apenas das americanas Time e Newsweek e da alemã Der Spiegel. Por sua habilidade de transformar um texto enfadonho em algo agradável de ler apenas com retoques pontuais, ganhou o apelido de 'mão peluda' na redação.

Em 1988, passou a acumular a direção da Veja com o cargo de diretor-geral da Exame, encarregado de reinventar a revista. Deixou a Veja em 1991, encerrando um ciclo na revista.

Depois de um ano sabático, voltou à ativa, dedicando-se exclusivamente à Exame, primeiro como diretor editorial e depois como publisher. Nos 11 anos em que esteve à frente da revista, transformou-a na publicação mais rentável, em termos relativos, da Abril.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Veja os melhores exercícios para fazer durante o ciclo menstrual

 Profissional lista as melhores atividades com intensidade e tipo ideal para cada uma das quatro etapas do ciclo

Profissional lista as melhores atividades com intensidade e tipo ideal para cada uma das quatro etapas do ciclo | Foto: Freepik


Ao longo de um ciclo menstrual, o corpo feminino passa por oscilações hormonais que afetam energia, força, resistência e até mesmo concentração e bem-estar emocional. O desempenho físico é comandado principalmente por dois hormônios: o estrogênio e a progesterona.

fase folicular é marcada por níveis crescentes de estrogênio, o que favorece a melhora do desempenho. Já na fase lútea, ocorre o oposto: com a queda do estrogênio e o aumento da progesterona, muitas mulheres relatam maior indisposição para a prática de exercícios físicos e um cansaço mais evidente.

👉 Como adaptar a rotina de treino durante o ciclo menstrual?

Segundo Camila Midori, educadora física da Namu, plataforma de saúde e bem-estar, compreender como as fases do ciclo menstrual impactam nosso dia a dia é essencial para que os ajustes necessários sejam feitos, inclusive nas rotinas de treinos.

Respeitar os seus limites e condições é fundamental para lidar com a frustração e limitações causadas pelas oscilações hormonais durante o ciclo menstrual, além de melhorar o aproveitamento das atividades físicas e prevenir desconfortos.

“As adaptações durante o período menstrual não significam treinar menos, mas sim de maneira mais estratégica. Compreender as variações hormonais e como elas influenciam o rendimento pode trazer ganhos significativos na prática esportiva e na qualidade de vida geral”, explica.

👉 Impacto das oscilações hormonais

Além disso, os impactos das oscilações hormonais durante os ciclos menstruais vão além do desempenho físico. Uma pesquisa da Digital Health mostrou que 89,3% das mulheres relatam os efeitos da menstruação nos níveis de produtividade no trabalho, e 77,2% percebem mudanças na concentração.

O estudo também indica que a capacidade funcional das mulheres é influenciada pelas fases do ciclo, com menor rendimento na fase menstrual. Por outro lado, a prática regular de exercícios pode reduzir sintomas da TPM em até 30%, reforçando a importância do movimento como aliado da saúde.

🏃‍♀️ Exercícios para cada etapa do ciclo menstrual

Camila Midori, educadora física, lista as melhores atividades com intensidade e tipo ideal para cada uma das quatro etapas do ciclo menstrual. Confira:

1. Fase menstrual (1º ao 5º dia)

Com a queda dos hormônios estrogênio e progesterona, é comum sentir fadiga, cólicas menstruais, alterações de humor e sensibilidade emocional. Mesmo com desconforto, a prática de exercícios é de extrema importância para diminuir os sintomas. “Esse período pede atividades de baixa intensidade, como caminhadas leves, yoga e alongamentos que ajudam na circulação sanguínea e aliviam cólicas sem exigir esforço excessivo”, pontua.

2. Fase folicular (6º ao 14º dia)

Segundo Camila Midori, o aumento do estrogênio melhora o humor e a recuperação muscular. Essa é a fase perfeita para elevar o nível dos seus treinos. Se durante a menstruação você optou por exercícios mais tranquilos, agora é o momento ideal para gastar a energia acumulada.

“Esse é o momento ideal para atividades de maior intensidade, como musculação e treinos funcionais, que podem ser aproveitados para ganhar força e resistência, além de ser um ótimo período para se desafiar a ir um pouco mais além nos treinos”, explica.

3. Fase ovulatória (15º ao 17º dia)

Nessa fase, os hormônios atingem seu pico, resultando no auge da disposição para atividades físicas, com aumento notável de energia, força e disposição. Entretanto, para algumas mulheres, essa fase também pode trazer alguns desafios, como o início de desconfortos ou até dores pélvicas.

Se você faz parte do grupo das mulheres que se sentem mais dispostas durante essa fase, aproveite o máximo, pois “esse período favorece atividades mais desafiadoras, como HIIT, corrida de alta performance, esportes de explosão e musculação”.

Já para as mulheres que não se sentem tão dispostas durante a ovulação, Camila Midori recomenda manter a prática de exercícios, fazendo ajustes na intensidade do treino. Ela também sugere repensar a escolha das atividades físicas, caso seja necessário.

4. Fase lútea (18º ao 28º dia)

Na última fase, a queda do estrogênio e o aumento da progesterona podem gerar cansaço, retenção de líquidos, oscilações de humor, aumento do apetite e desejo por doces, além de maior fadiga e indisposição. O foco nesse momento deve ser em atividades mais moderadas e de baixo impacto, que permitam que você se sinta mais ativa sem sobrecarregar seu corpo.

Nesse período, Camila Midori recomenda optar por “exercícios como caminhadas, pilates, natação e alongamentos. E para as amantes de musculação, a prática vai exigir que você diminua as cargas, séries ou até repetições. Tudo para se manter ativa sempre pensando no seu bem-estar e sem sobrecarregar o corpo”, ressalta a educadora física.

👉 Importância de adaptar a rotina de treinos

Para Camila Midori, organizar a rotina com base nas variações hormonais não apenas melhora o rendimento esportivo, mas também contribui para o equilíbrio emocional e a produtividade. “Pequenas mudanças na intensidade dos treinos e no planejamento das atividades diárias permitem que as mulheres respeitem seus ciclos, evitando sobrecarga e aproveitando os momentos de maior energia de forma eficiente”, conclui a profissional.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Grávida, mulher de jogador da NBA é atacada por tubarão, passa por cirurgia e faz piada

 Eleonora Boi, de 39 anos, é casada com Danilo Gallinari


A jornalista italiana Eleonora Boi, de 39 anos, foi mordida por um tubarão em uma praia de Porto Rico. Ela é casada com Danilo Gallinari, jogador de basquete do Milwaukee Bucks na NBA, e está grávida do terceiro filho do casal.

Boi precisou ser submetida a cirurgia na perna, mas ela e o bebê passam bem.

Em informações compartilhadas no Instagram nesta sexta-feira, 1º ela descreve o episódio como “o pior dia de sua vida”.

“Pequena Sereia da Sardenha 1 x 0 Baby Tubarão de Porto Rico”, brinca na postagem. “Nunca pensei que poderia ser atacada por um tubarão, perto da costa, em uma praia superlotada. Fui resgatada rapidamente e a cirurgia para reparar minha pobre perna mastigada correu bem.”

A jornalista não perdeu o humor ao dizer que agora só precisa se recuperar do grande susto e ao mencionar o tubarão. “Quanto ao tubarão, ele terá notícias em breve dos meus advogados.”

Ela ainda agradeceu pelo apoio e mensagens e segue em recuperação em Porto Rico.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

VERGONHA - 01.08.25

 Por André Burger - Economista, membro do Pensar+

 

O sentimento inicial foi o que os alemães chamam de Schadenfreude, aquele prazer culposo diante da desgraça alheia. Mas durou pouco. Deu lugar à Scham, a vergonha profunda. Vergonha de ser brasileiro perante amigos do mundo e, o que é pior, diante de nós mesmos. Se já não bastasse o atraso institucional, agora temos um estigma internacional: entramos oficialmente para a lista de PAÍSES OFENSORES DOS DIREITOS HUMANOS.

 

Sim, entre as 740 pessoas atingidas pela Lei Magnitsky, o instrumento legal dos EUA para sancionar indivíduos envolvidos em corrupção ou graves violações de direitos humanos, estão 145 acusados de tortura, repressão política e censura. Um deles é um ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil. Um juiz da mais alta corte incluído, ao lado de oligarcas russos, chefes de milícia africana e censores do Partido Comunista Chinês, num rol de ofensores da liberdade humana. Não é pouco.

 

Mas a vergonha não termina aí. Se quisermos elencar os vexames da política brasileira em rankings internacionais e domésticos, temos material de sobra para mais de um tratado.

 

Na história política mundial, os casos de presidentes democraticamente eleitos após terem sido condenados e presos são raríssimos. Um deles é brasileiro. Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado em três instâncias, preso e depois solto por decisões que, embora juridicamente sustentáveis, beiraram o contorcionismo constitucional. Ele voltou à presidência com o beneplácito de um STF que anulou as condenações com argumentos processuais, sem discutir o mérito. A vergonha, aqui, é coletiva: da Justiça, da política, da memória curta.

 

No Executivo, entre os 37 ministros que compõem o governo federal, 19 enfrentaram investigações na Justiça. Sim, mais da metade. Isso inclui denúncias por improbidade, corrupção, lavagem de dinheiro e outros delitos da prateleira premium do Código Penal. Em qualquer democracia minimamente funcional, a nomeação de um ministro processado seria motivo de crise política.

 

No STF, poucos são os ministros que não têm familiares com escritórios de advocacia atuando na própria Corte. A promiscuidade institucional é tamanha que alguns ministros relatam processos nos quais o escritório do cônjuge ou do filho figura como parte interessada. Há casos em que o próprio ministro atua como relator de ação que o envolve indiretamente. Isso não é conflito de interesse, é um sistema de interesses.

 

Dos 513 deputados federais, 111 respondem a processos criminais, o que representa 21,6% da Câmara. Outros 87 deputados (17%) respondem por pelo menos uma ação de improbidade administrativa. No Senado, 20 dos 81 senadores são investigados por crimes comuns (24,6%) e um em cada quatro responde por improbidade. Isso sem contar os casos “prescritos” por lentidão deliberada ou enterrados sob o manto da imunidade parlamentar.

 

No plano estadual, temos 1.059 deputados distribuídos por 27 assembleias legislativas. A julgar pela média federal de 20 a 25% de envolvidos com a Justiça, estamos falando de algo entre 200 e 260 deputados estaduais potencialmente enrolados. E nas câmaras municipais, com seus 57.958 vereadores, a matemática da vergonha projeta um contingente de mais de 11 mil vereadores com algum tipo de ação judicial: criminal, civil ou administrativa.

 

Não se trata de generalização injusta. Trata-se de uma proporção que se repete com consistência estatística em praticamente todas as esferas e partidos. Corrupção no Brasil não é exceção, é padrão.

 

Segundo o ranking de percepção da corrupção da Transparência Internacional, o Brasil ocupa o 107º lugar entre 180 países. Essa foi a pior posição histórica de um índice calculado desde 1995. Ficamos abaixo de nações em guerra civil, ditaduras africanas e regimes populistas que sequer fingem respeitar instituições. Enquanto a Dinamarca é vista como a mais íntegra, e o Sudão como o mais corrupto, o Brasil vai se consolidando no meio do pântano.

 

Nossa vergonha ultrapassa atos individuais. Recentemente, o presidente Lula retirou o Brasil da aliança em memória ao Holocausto. Não basta ele, sua esposa e ministério passarem vergonha: são iniciativas que envergonham o brasileiro como um todo e cada indivíduo que não quer se associar ao que de mais ignóbil existe no mundo. Cria-se mais um epíteto mundial para o brasileiro: negacionista.

 

A vergonha é uma emoção moral. Surge quando entendemos que falhamos não só perante os outros, mas perante nossos próprios valores. É isso que diferencia a vergonha da culpa: a primeira fere a identidade, a segunda, a ação. Pois bem, nossa identidade institucional está ferida. E, como bem sabe qualquer paciente em recuperação, o primeiro passo para curar-se é admitir a doença.

 

A vergonha pode ser o início da redenção, ou o atalho para o cinismo. No Brasil, por enquanto, ela vem sendo apenas mais um capítulo da nossa crônica de normalização da indecência. Que venha a indignação. Que venha a reforma. Porque a vergonha, sozinha, não muda nada.


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O NOVO ORGANOGRAMA DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

 ORGANOGRAMA

Mais do que sabido, o -ORGANOGRAMA- é uma representação gráfica da estrutura organizacional de uma empresa, instituição ou governo, onde os cargos são dispostos de FORMA HIERÁRQUICA. Assim, figura do CEO, ou PRESIDENTE, é colocado no TOPO e logo abaixo aparecem, de forma agrupada e figurada, as funções subalternas. Como tal, o ORGANOGRAMA define quem é o RESPONSÁVEL por dirigir, organizar, delegar, coordenar, executar e monitorar cada atividade empresarial e/ou governamental. 


ORGANOGRAMA DA REPÚBLICA

Pois, de acordo com a nossa CONSTITUIÇÃO, o ORGANOGRAMA GOVERNAMENTAL define -graficamente- cada um dos TRÊS PODERES (Executivo, Legislativo e Judiciário), onde:


1- o PODER EXECUTIVO é exercido pelo Presidente da República, auxiliado por ministros, órgãos como a Casa Civil e a Secretaria Geral;


2- o PODER LEGISLATIVO é composto pelo Congresso Nacional, com Câmara dos Deputados e Senado Federal.; e,


3- o PODER JUDICIÁRIO é representado pelo Supremo Tribunal Federal e outros tribunais. 

GERENTE DE DESPESA E TRIBUTAÇÃO

Entretanto, a partir do visível momento em que o STF achou por bem MANDAR ÀS FAVAS a CONSTITUIÇÃO FEDERAL, o ORGANOGRAMA GOVERNAMENTAL ganhou NOVA CONFIGURAÇÃO GRÁFICA E OPERACIONAL, onde a SUPREMA CORTE aparece no TOPO, em PRIMEIRÍSSIMO PLANO, como -SUPER PODER,- bem acima do CHEFE DO PODER EXECUTIVO, que aparece como ocupante do cargo de -GERENTE DE DESPESA E TRIBUTAÇÃO NACIONAL-. 

PODER INÚTIL

Quanto ao PODER LEGISLATIVO, por sua vez, ganhou -DE FATO E DE DIREITO- o título de -PODER ABSOLUTAMENTE INÚTIL-, a considerar que os SUPER PODEROSOS MINISTROS DO STF, resolveram assumir o papel de LEGISLADORES DO PAÍS.  

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